quinta-feira, 3 de abril de 2025

Daniela Mercury - Daniela Mercury (1991)



 Álbum de estreia de Daniela Mercury, produzido pela própria cantora e por Wesley Rangel, foi lançado em setembro de 1991 pela gravadora independente Eldorado. Duas canções da obra, "Swing da Cor" e "Menino do Pelô", ambas gravadas com o Olodum, foram extraídas como singles e fizeram sucesso a nível nacional, levando o disco à vendagem de mais de 350 mil cópias.

Faixas do álbum:
01. Swing da Cor
02. Ninguém Atura
03. Milagres
04. Todo Canto Alegre
05. Geléia Geral
06. Menino do Pelô
07. Todo Reggae
08. Vida É
09. Tudo de Novo
10. Doce Esperança
11. Maravilhê




Os Paralamas Do Sucesso - Selvagem? (1986)


O terceiro álbum dos Paralamas do Sucesso é um divisor de águas na carreira da banda. Lançado em 1986 após o grande sucesso de “O Passo do Lui” e uma megaturnê Brasil adentro, o disco mergulha na sonoridade brasileira, caribenha e africana, e na vida social e política do País, com temas até então nunca abordados de maneira tão ferina pelo grupo. O disco também aproximou o trio de outras gerações de artistas, como Gilberto Gil e Tim Maia.

Sob produção de Liminha, que também assume os teclados em quatro faixas, “Selvagem?” abre com o hit “Alagados”, já responsável por apontar a ousadia do novo trabalho. Rock, Reggae, Percussões com um pé no Brasil e outro na África, efeitos de Guitar Phaser (pedal) e muita latinidade conduzem a faixa, com letra que escancara as diferenças sociais e culturais do País: “Alagados, Trenchtown, Favela da Maré / A esperança não vem do mar / Nem das antenas de TV…”.  

A música tem participação de Gilberto Gil nos vocais, que também assina com o trio Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone a composição da faixa 3, “A Novidade”. A canção equilibra o que os Paralamas traziam de  melhor neste disco: Crítica inteligente e suingue irresistível. O reggae com refrão melódico rapidamente caiu no gosto  da juventude e elevou às alturas as vendas do LP - até hoje o mais bem sucedido na carreira da banda em números. 

Seguindo no discurso político, a faixa-título “Selvagem” explana as lutas de classes e poderes na sociedade brasileira, em plena época de pós-reabertura política (1986), e sublinha o despertar da consciência social e política daquela juventude: A polícia, O governo, Os negros… todos apresentam suas armas. 

Mas o disco não é composto apenas de críticas e punhos cerrados. “Selvagem?” traz a ironia e irreverência dos Paralamas no hit “Melô do Marinheiro” e seu inesquecível refrão “Entrei de gaiato no navio / Entrei, entrei, entrei pelo cano” e o romantismo - agora mais brando - em “A Dama e o Vagabundo” e na regravação em ritmo de reggae da música “Você”, de Tim Maia, com percussões de Armando Marçal, um clássico até hoje. 

Cada vez mais próximos do reggae e suas vertentes, em “Selvagem?” Herbert, Bi e Barone passeiam pelas levadas jamaicanas de uma maneira bastante pessoal e, junto com Liminha, nadam de braçada nesse mar caribenho, com guitarras marcantes, suingues malemolentes e efeitos que marcam todo o álbum, com ênfase nas faixas “O Homem” e no ska “Teerã”. Esta ainda ganhou uma versão em Dub, assim como “Marujo Dub” foi uma alternativa estética para o “Melô do Marinheiro”. Completando o disco, o rock oitentista com letra em inglês “There’s a Party” acena para um flerte de carreira internacional. Após este lançamento, a banda fez sua primeira apresentação no Festival de Montreux, na Suíça, em 1987. 

A capa de “Selvagem?” é uma história à parte, com a foto de Pedro Ribeiro, irmão de Bi, fantasiado de “selvagem” durante um acampamento entre amigos. O trio já ensaiava para as gravações com a imagem colada na parede e a escolha para ilustrar a capa também foi uma brincadeira levada a sério de “afronta ao sistema.” 

Faixas do álbum:
01. Alagados
02. Teerã
03. A Novidade
04. Melô Do Marinheiro
05. Marujo Dub
06. Selvagem
07. A Dama E O Vagabundo
08. There's A Party
09. O Homem
10. Você
11. Teerã Dub




Os Paralamas Do Sucesso - O Passo Do Lui (1984)


O álbum O Passo do Lui foi lançado em 1984, um ano após o ótimo disco de estreia da banda carioca, Cinema Mudo. Sempre se espera algo de bom de uma banda que acaba de vir de um bom álbum de estreia e O Passo do Lui foi tudo aquilo que podia-se imaginar de um segundo ótimo disco de uma banda que estava se projetando como expoente no ótimo cenário oitentista. 

O Passo do Lui acabou imprimindo a identidade dos Paralamas: a mudança de sonoridade, com a bateria e o baixo mais presentes, e composições que marcariam a banda e o rock brasileiro. 

O Passo do Lui obteve maior sucesso com a apresentação dos Paralamas no Rock in Rio de 1985, quando a música Óculos já estava praticamente estourada. Com dois shows considerados como umas das melhores atrações do festival, a banda levou a turnê do disco para todo o Brasil. 
Teve como singles "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska", "Óculos", "Mensagem de Amor' e 'Me Liga" mostram porque o disco é considerado um dos melhores para o público e para os fãs. 

Faixas do álbum:
01. Óculos
02. Meu Erro
03. Fui Eu
04. Romance Ideal
05. Ska
06. Mensagem De Amor
07. Me Liga
08. Assaltaram A Gramática
09. Menino E Menina
10. O Passo Do Lui




Os Paralamas Do Sucesso - Cinema Mudo (1983)


Lançado em 1983, “Cinema Mudo” é o álbum que marca a estreia de Os Paralamas do Sucesso, uma das bandas mais emblemáticas do rock brasileiro. Sob a produção de Liminha, figura chave no desenvolvimento musical da época, este trabalho apresenta a energia e a originalidade que se tornariam a assinatura da banda formada por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone. O álbum reflete o espírito jovem e a efervescência cultural do início dos anos 80, trazendo uma mistura inovadora de rock com reggae, ska e new wave, elementos que, combinados, criam uma sonoridade única e característica dos Paralamas.

“Cinema Mudo” se destaca não apenas pela diversidade musical, mas também pelas letras que variam entre reflexões pessoais, críticas sociais e narrativas do cotidiano, demonstrando desde cedo a capacidade da banda de dialogar com seu público através de temas relevantes e apresentações vibrantes. Entre as faixas, “Vital e Sua Moto” se sobressai como um dos primeiros sucessos, narrando a história de um jovem e sua moto, uma metáfora sobre liberdade e juventude. A faixa-título, “Cinema Mudo”, por sua vez, mergulha em reflexões sobre comunicação e relações interpessoais, com uma sonoridade que encapsula a essência do new wave.

Músicas como “Patrulha Noturna” e “Foi o Mordomo” também são fundamentais no conjunto da obra, evidenciando o entrosamento musical da banda e sua habilidade em combinar humor e crítica em suas composições. A recepção ao álbum, na época de seu lançamento, foi majoritariamente positiva, consolidando Os Paralamas do Sucesso como uma nova e promissora voz no cenário do rock nacional. Embora “Cinema Mudo” não tenha alcançado o sucesso comercial de álbuns posteriores, ele é reconhecido como um trabalho fundamental para a compreensão da evolução do rock no Brasil e da trajetória da banda.

O legado de “Cinema Mudo” transcende sua importância histórica como o primeiro álbum dos Paralamas; ele representa o início da jornada de uma banda que não apenas se destacaria no cenário musical brasileiro, mas também influenciaria gerações futuras de músicos e fãs. Com sua mistura de gêneros, letras inteligentes e arranjos inovadores, “Cinema Mudo” é um testemunho da criatividade e da inovação que definiriam a carreira dos Paralamas do Sucesso.

Faixas do álbum:
01. Vital E Sua Moto
02. Foi O Mordomo
03. Cinema Mudo
04. Patrulha Noturna
05. Shopstake (Instrumental)
06. Vovó Ondina É Gente Fina
07. O Que Eu Não Disse
08. Química
09. Encruzilhada
10. Volúpia




Há 31 anos, em abril de 1994, Chico Science & Nação Zumbi lançavam Da Lama Ao Caos

Há 31 anos, em abril de 1994, Chico Science & Nação Zumbi lançavam Da Lama Ao Caos, primeiro álbum de estúdio da banda pernambucana. 🇧🇷
Ainda em 1993, o movimento manguebeat ganhou força e repercussão em todo o Brasil. Depois de alguns shows em Recife e região, e apenas uma apresentação em São Paulo e outra em Belo Horizonte, Chico Science e Nação Zumbi assinam contrato com a Sony Music, em julho do mesmo ano, e a banda entra em estúdio pouco tempo depois no Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, sob comando do experiente produtor Liminha.
Liminha inicialmente teve dificuldades em produzir a Nação Zumbi, por se tratar de um grupo que usava riffs de guitarra pesados, baixo no estilo funk e percussão do maracatu, sem bateria e sem pratos. O álbum, nomeado como Da Lama Ao Caos, ficou pronto somente em abril de 1994, sendo lançado em abril.
O resultado foi de difícil assimilação de público e crítica no primeiro momento. Mesmo com Liminha tendo "limpado" o som da grupo, frustrando alguns fãs, entusiastas da energia da banda ao vivo, Da Lama Ao Caos progressivamente tomou espaço no cenário musical brasileiro, consolidando-se como um dos álbuns mais importantes do país. Os singles "A Cidade" e "A Praieira" tiveram videoclipes na grade de exibição da MTV, fizeram parte de trilhas sonoras e obtiveram grande repercussão nas rádios do Brasil.
Em 1995, Da Lama Ao Caos ganhou Disco de Ouro no Brasil, com mais de 41 mil cópias vendidas no país, levantando o estandarte do manguebeat, dando exibição a outras bandas do movimento e influenciando muitos outros artistas, nos mais variados gêneros musicais.
Considerado um verdadeiro clássico da música brasileira, Da Lama Ao Caos apresentou um som revolucionário, com canções energéticas, bem elaboradas, mesclando funk rock com maracatu, embolada, psicodelia e música afro. Além disso, foi o disco que inaugurou a cena manguebeat e foi também um dos responsáveis pela "abertura de portas" para o rock dos anos 1990, exercendo uma influencia muito forte para o que surgiria depois. Atualmente, o álbum está na posição #13 na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da Rolling Stone.



Há 22 anos, em 1°. de abril de 2003, The White Stripes lançava Elephant

Há 22 anos, em 1°. de abril de 2003, The White Stripes lançava Elephant, quarto álbum de estúdio da dupla americana. 🇺🇸
Produzido por Jack White, vocalista, guitarrista e líder do duo, Elephant foi gravado durante duas semanas em abril de 2002 no modesto Toe Rag Studios de Londres -- exceto pelas músicas "Well It's True That We Love One Another" e "I Just Don't Know What to Do With Myself", gravadas anteriormente -- e apromora o garage rock da dupla com maior acessibilidade pop, mas ainda bastante mergulhado no blues e rockabilly. Jack produziu o álbum com equipamentos antiquados, incluindo uma máquina de fita de oito pistas e equipamentos de gravação pré-1960: como afirmado no encarte, White não usou computadores durante a escrita, gravação ou produção de Elephant e nenhum dos equipamentos de gravação era mais recente do que 1963.
Após o seu lançamento, Elephant recebeu aclamação dos críticos de música, que elogiaram a vitalidade das performances e a qualidade das composições. O álbum estreou em #1 no Reino Unido e chegou ao #6 nos Estados Unidos, tornando-o um imenso sucesso comercial, alavancado principalmente pelo single "Seven Nation Army", cujo riff principal e refrão instrumental se tornaram icônicos e converteram a canção em um hino. Elephant, por sua vez, atualmente é considerado a obra-prima do White Stripes.



Há 34 anos, em 2 de abril de 1991, Lenny Kravitz lançava Mama Said

Há 34 anos, em 2 de abril de 1991, Lenny Kravitz lançava Mama Said, segundo álbum de estúdio do artista americano. 🇺🇸
No início dos anos 1990, o casamento entre Lenny Kravitz e a atriz Lisa Bonet chegava ao fim, ao mesmo tempo que o músico vivia o ápice de sua popularidade após o sucesso de sua canção "Justify My Love", gravado e lançado por Madonna em 1990 e hit #1 na Billboard Hot 100, nos Estados Unidos -- ao mesmo tempo que um suposto affair entre Kravitz e Madonna era alimentado pela mídia, embora o músico sempre tenha negado qualquer infidelidade. Lenny e Lisa se divorciariam em 1993, porém o seu segundo álbum de estúdio registraria toda a melancolia do término do relacionamento.
Produzido pelo próprio Kravitz, Mama Said sucede o debute Let Love Rule (1989) e inclui elementos de hard rock, soul e rock psicodélico. O primeiro single do álbum, "It Ain't Over 'Til It's Over", alcançou o #2 na Billboard Hot 100, tornando-se uma das canções de assinatura do artista. Um segundo single, "Always On The Run", uma homenagem a sua mãe, contou com Slash, então integrante do Guns N' Roses, na guitarra. Seguiram-se "Stand By My Woman" e "What Goes Around Comes Around". Sean Lennon co-escreveu e tocou piano na música "All I Ever Wanted".
Mama Said foi lançado pela Virgin em abril de 1991 e conseguiu elogios da crítica, que considerou o álbum experimental e sexy em relação ao padrão musical da época, embora tenha alcançado somente o #39 na Billboard 200, nos Estados Unidos, onde vendeu menos de 2 milhões de cópias. No Reino Unido, o álbum alcançou o #8 na UK Albums Chart. Atualmente, é considerado um dos melhores trabalhos da discografia de Lenny Kravitz.



Há 28 anos, no início de 1997, Gabriel o Pensador lançava Quebra-Cabeça

Há 28 anos, no início de 1997, Gabriel o Pensador lançava Quebra-Cabeça, terceiro álbum de estúdio do artista fluminense. 🇧🇷
Gravado no fim de 1996 sob produção de DJ Memê, Quebra-Cabeça mistura elementos de hip hop e de rock e tem como principais singles as canções "2345meia78" (cuja letra versa sobre paquera e solidão), "Dança Do Desempregado" (uma divertida sátira aos grupos de pagode e samba, cuja letra fala sobre o desemprego), "Cachimbo Da Paz" (com a participação do cantor Lulu Santos e letra com temática central a legalização da maconha) e "Festa Da Música" (uma homenagem aos artistas de todas as estirpes da música brasileira).
A crítica social das letras aborda ainda outros temas como o problema dos menores abandonados (em "Pátria Que Me Pariu"), a saúde pública ("Sem Saúde"), o alcoolismo ("+ 1 Dose", recriada a partir de "Por Que a Gente é Assim", do grupo Barão Vermelho, que também participa da nova versão) e a violência urbana (em "Bala Perdida"). A canção "Pátria Que Me Pariu" ganhou uma versão instrumental, que encerra o disco, intitulada "O Sopro da Cigarra", com a participação do trompetista Márcio Montarroyos.
Quebra-Cabeça foi lançado pela Sony Music em fevereiro de 1997 e, impulsionado pelos singles "Cachimbo Da Paz" e "2345meia78" que viraram hits nacionais, o álbum tornou-se o maior sucesso da carreira de Gabriel, o Pensador, vendendo mais de 1,5 milhão de cópias no Brasil e ganhando Disco de Platina e Disco de Ouro. O álbum também ganhou lançamento em Portugal e nos Estados Unidos.


Há 24 anos, em 2 de abril de 2001, o Rammstein lançava Mutter

Há 24 anos, em 2 de abril de 2001, o Rammstein lançava Mutter, terceiro álbum de estúdio da banda alemã. 🇩🇪
Gravado em Correns, França, durante a primavera de 2000, Mutter foi produzido pelo Rammstein junto a Jacob Hellner. Musicalmente, o álbum incorpora novos elementos no metal industrial da banda, com sessões orquestradas e uma aproximação do padrão pop.
Mutter tornou-se um sucesso na Europa, atingindo o #1 na Alemanha, Suíça e Áustria, além de entrar no top 10 de outros cinco países; nos Estados Unidos, chegou ao #77. O álbum produziu seis singles, incluindo "Sonne", "Mein Herz brennt" e "Ich Will", que se tornaram canções de referência do Rammstein.


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Há 12 anos, em 2 de abril de 2013, Tyler, The Creator lançava Wolf, segundo álbum de estúdio

Há 12 anos, em 2 de abril de 2013, Tyler, The Creator lançava Wolf, segundo álbum de estúdio do artista americano. 🇺🇸
Conceitual, o álbum apresenta uma história contínua dos personagens Wolf, Sam e Salem, estando relacionada à narrativa do trabalho anterior do artista, Goblin (2011). Porém, diferentemente do antecessor, mais voltado ao horrorcore, Wolf apresenta temas mais voltados a relacionamentos familiares, entre outras temáticas. O disco tem produção do próprio Tyler e conta com participações especiais de Domo Genesis, Earl Sweatshirt, Hodgy Beats, Erykah Badu e Pharrell Williams, entre outros.
Lançado em abril de 2013 pela Odd Future Records, selo fundado por Tyler em 2011 uma subdivisão da Sony Music, Wolf foi apoiado por seu primeiro single, "Domo23", e recebeu críticas geralmente positivas dos críticos. Estreou em #3 na Billboard 200, nos Estados Unidos, vendendo 89 mil cópias em sua primeira semana. Concomitantemente ao lançamento, Tyler excursionou pela América do Norte e Europa pela Wolf Tour entre fim de março e início de abril.



Destaque

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