Executive producer: Ken Kragen
Track listing: We Are the World [USA tor Africa] / If Only for a Moment Girl [Steve Perry] / Just a Little Closer [The Pointer Sisters] / Trapped [Bruce Springsteen & the E Street Band / Tears Are Not Enough [Northern Lights (Canadian All Stars)] / 4 the Tears in Your Eyes [Prince and the Revolution] / Good for Nothing [Chicago] / Total Control [Tina Turner] /A Little More Love [Kenny Rogers] / Trouble in Paradise [Huey Lewis and the News]
27 de abril de 1985
3 semanas
Em 28 de janeiro de 1985, por volta das 22h, algumas das maiores estrelas do mundo pop começaram a chegar ao A&M Studios, em Hollywood. A cerimônia do American Music Awards havia acabado de terminar no Shrine Auditorium, mas seria mais do que apenas mais uma festa pós-premiação. Naquela noite, a multidão reunida de 45 músicos, incluindo Michael Jackson,
Lionel Richie, Bruce Springsteen, Diana Ross, Stevie Wonder e Bob Dylan se reuniram para gravar “We Are the World”, uma música escrita por Jackson e Richie para ajudar o combate à fome na África.
Foi o veterano artista Harry Belafonte quem teve a ideia inicial de um projeto americano para ajudar a combater a fome. Belafonte ficou impressionado com os esforços de Bob Geldof, ex-vocalista do Boomtown Rats, que organizou a união de artistas conhecida como Band Aid. O single do grupo, "Do They Know It's Christmas?", vendeu mais de um milhão de cópias no Reino Unido.
"Eu tinha falado com Geldof", diz Belafonte. "Eu disse que achava que deveríamos fazer isso nos EUA." Belafonte então telefonou para seu empresário Ken Kragen, que convocou seu cliente Richie. Richie pediu a Wonder para assinar, enquanto Belafonte contatou Quincy Jones para produzir o disco. Jones, por sua vez, convidou Jackson para participar. "Inicialmente, quando liguei para Ken Kragen e Quincy, pensei que faríamos isso com cinco ou seis dos principais artistas negros — com Lionel, Stevie Wonder e Ray Charles. Eu nem sabia se conseguiríamos trazer Michael. O fato de ter florescido nessa resposta multicultural e multirracial foi muito comovente", diz Belafonte.
A maioria dos talentos reunidos, que também incluía Billy Joel, Lindsey Buckingham, do Fleetwood Mac, e Geldof, era de primeira linha. Aliás, pelo menos 18 artistas do projeto já haviam participado de álbuns que alcançaram o primeiro lugar. "Gravar aquela música com todas aquelas pessoas foi uma das experiências mais incríveis da minha vida", diz Kenny Rogers, cuja partitura foi autografada pelos outros participantes da sessão que durou a noite toda.
Mas nem todos os astros que queriam participar puderam comparecer às sessões. "Muitas outras pessoas sentiram que queriam contribuir", diz Belafonte. "Então, discutimos e concordamos que aceitaríamos o material que nos enviassem e o incluiríamos em um álbum que refletisse o apoio deles à luta contra a fome."
Alguns artistas, como Springsteen, Huey Lewis, Steve Perry, do Journey, Rogers e Tina Turner, fizeram dupla função, cantando em "We Are the World" e também oferecendo gravações raras. Outros artistas, como Chicago e Prince & the Revolution, contribuíram com músicas, mas não apareceram no single. Um grupo de artistas canadenses conhecido como Northern Lights, que incluía estrelas como Bryan Adams, Gordon Lightfoot e Neil Young, também gravou um hino para o álbum.
Em 13 de abril, "We Are the World" alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot 100. Duas semanas depois, o álbum alcançou o topo. Em 1995, o projeto We Are the World havia arrecadado mais de US$ 100 milhões.
“Deixou os artistas que participaram orgulhosos”, diz Belafonte. “Mas, o mais importante, aumentou a conscientização global sobre uma questão que as pessoas de fora da África estavam ignorando.”
OS CINCO MELHORES
da semana de 27 de abril de 1985
1. We Are the World, USA for Africa
2. No Jacket Required, Phil Collins
3. Born in the U.S.A., Bruce Springsteen
4. Beverly Hills Cop, Soundtrack
5. Centerfield, John Fogerty










