segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Nils Patrik Johansson - War And Peace (2025) Suécia

 

War And Peace é o terceiro álbum a solo do vocalista sueco Nils Patrik Johansson (NPJ), uma figura incontornável do Heavy Metal, conhecido pelo seu trabalho em bandas como Astral Doors, Lion's Share, Civil War e Wuthering Heights. Lançado a 10 de outubro de 2025 pela Metalville, este álbum destina-se a "amantes de Heavy Metal e nerds de História", explorando momentos políticos, mitológicos e conflitos mundiais.

A Voz Baritonal e a História

Nils Patrik Johansson é o principal motor criativo, e a sua voz rouca, poderosa e profundamente baritonal é a âncora de todo o álbum. NPJ tem um timbre que evoca lendas do Rock Clássico (como Ronnie James Dio) misturado com uma entrega mais áspera e heavy.

O aspeto mais interessante do álbum é o conceito lírico. Cada canção é como uma aventura em si, transportando o ouvinte para diferentes épocas e locais, desde as alturas do Himalaia até eventos mais sombrios da história europeia:

"Gustav Vasa": O vocalista finalmente entrega a canção que os fãs esperavam sobre o famoso rei sueco (Gustavo I), numa celebração do Power/Heavy Metal de raiz.

"Barbarossa": Uma incursão na história militar.

"The Great Wall of China": Expande o alcance temático do álbum para além do contexto ocidental.

"Two Shots in Sarajevo": Uma referência clara ao evento que despoletou a Primeira Guerra Mundial, adicionando um peso dramático.


Power Metal com Toques Melódicos

O álbum é produzido e conta com o trabalho de guitarra e baixo de Lars Chriss (seu colega de Lion's Share), que consegue capturar o som clássico do Heavy Metal enquanto o mantém moderno e robusto.

A sonoridade de War And Peace é Heavy/Power Metal direto, com um forte sabor melódico. O álbum é construído sobre riffs sólidos e envolventes, mas o seu objetivo principal parece ser a entrega do drama e do pathos das letras.

Estrutura da Banda: A banda de apoio, que inclui o seu filho Fredrik Johansson na bateria (uma performance elogiada) e Anuviel nos teclados (com arranjos de alta qualidade), proporciona uma base competente.

Os Arranjos: Os arranjos de teclado, em particular, adicionam a teatralidade e a ambiência necessárias para um álbum de natureza épica e histórica.

O Que Falta?

Apesar da excelência vocal e da riqueza temática, a receção crítica ao álbum sugere uma pequena falha:

Falta de Ganchos (Hooks): Segundo alguns críticos, embora a performance de Schenker seja thunderous e cheia de pathos e teatralidade, o álbum, por vezes, carece de refrões e hooks verdadeiramente memoráveis que o elevem. Em comparação com o seu trabalho em Civil War ou Astral Doors, alguns temas podem sentir-se mais focados em servir o panorama histórico do que em criar um hit instantâneo.

No entanto, para o fã de Heavy Metal que valoriza uma boa história e uma voz de alta qualidade, a experiência é uma "aventura em si".

Veredicto

Nils Patrik Johansson entrega com War And Peace um álbum que é a cara do seu trabalho: Heavy Metal tradicional sueco, com uma produção poderosa e temas épicos. A sua voz continua a ser um trunfo inestimável no género. Embora não seja o álbum mais catchy da sua carreira, é uma audição digna, particularmente recomendado para aqueles que apreciam o cruzamento entre Metal e História. É um álbum de metal teatral, bombástico e com alma.



Gostaria de explorar mais a fundo uma das canções com tema histórico, como "Gustav Vasa" ou "Two Shots in Sarajevo"?



Temas:

01. Himalaya
02. Gustav Vasa
03. Prodigal Son (feat. Tommy Denander)
04. Stay Behind
05. Barbarossa
06. Hungarian Dance
07. The Great Wall Of China
08. Two Shots In Sarajevo

Banda:

Nils Patrik Johansson - Vocals
Lars Chriss - Guitars, Bass
Fredrik Johansson - Drums
Saecred Spirit Anuviel - Keyboards



Blaze - Out Through The Door (2025) Japão

 

Out Through The Door é o muito aguardado segundo álbum de estúdio da banda japonesa de Heavy Metal/Hard RockBlaze. Formada em Osaka em 1998, a banda, liderada pelo guitarrista Hisashi Suzuki, manteve-se fiel à sua sonoridade old-school durante duas décadas, e este novo trabalho (lançado a 24 de outubro de 2025 pela No Remorse Records) é um triunfante regresso.

Heavy Metal Autêntico dos Anos 70/80

O álbum de 10 faixas (aproximadamente 45 minutos) é uma cápsula do tempo sonora, capturando a essência do Heavy Metal Clássico e do Hard Rock dos anos 70 e 80. Blaze faz pouco ou nenhum esforço para modernizar o seu som, abraçando as influências de gigantes do género:

Influências Claras: O som é frequentemente comparado a bandas como Scorpions (era setentista), Rainbow, Saxon, Michael Schenker e, especialmente, a bandas suecas de culto como Heavy Load.

A produção do álbum é orgânica e direta, evitando o polimento excessivo e realçando a energia e a garra da banda. Este é um som honesto, sem artifícios, que agrada imensamente aos fãs da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM) e do Hard Rock underground japonês.

Destaques e Atitude Rock 'n' Roll

A formação — Wataru Shiota (voz), Hisashi Suzuki (guitarras), Fumihiko Kimura (baixo) e Takashi Funabiki (bateria) — exibe uma coesão notável, fruto de anos a refinar a sua identidade.

"Let The Right One In": Uma faixa de andamento rápido e cativante que serve como uma excelente introdução ao álbum. Apresenta um groove Hard Rock, sólidas harmonias de guitarra e uma secção de baixo proeminente, confirmando a admiração da banda por um som heavy e rítmico.

"The Man In White Boots": Mais pesada e com um ritmo intenso, a faixa cria uma sensação de cautela e perigo, o que, musicalmente, a torna um destaque recomendado.

"Picture On The Wall" e "Fort Of Sand": Com durações mais longas, estas faixas demonstram a capacidade da banda em construir narrativas épicas e desenvolver a progressão musical, algo crucial no Heavy Metal Clássico.

"Rock 'n Roll Man": Um hino Hard Rock direto que celebra o estilo de vida e a atitude do género.


O vocalista Wataru Shiota entrega uma performance expressiva e cheia de alma, enquanto Hisashi Suzuki se destaca com riffs poderosos e solos melódicos que, embora não sendo excessivamente técnicos, servem as canções na perfeição.

Veredicto

Out Through The Door não tem a intenção de reescrever o livro do Heavy Metal, mas sim de honrar as suas páginas mais gloriosas. Blaze entrega Hard Rock e Heavy Metal tradicional, vigoroso e autêntico com uma precisão tipicamente japonesa e um feeling rock 'n' roll.

É um álbum essencial para os fãs de longa data da banda e para qualquer um que procure um Heavy Metal puro, nostálgico e sem pretensões, com a energia e a urgência do som old-school. Este é o regresso triunfante que os Blaze mereciam.



Temas:

01. 1335 (03:25)
02. Let the Right One in (04:04)
03. Man in White Boots (04:42)
04. Picture on the Wall (09:07)
05. Thrilled to Pieces (04:19)
06. Someone Special (03:48)
07. Rock'n'Roll Man (04:02)
08. Fort of Sands (06:34)
09. 48 Parts (04:09)
10. 1335 Reprise (01:06)

Banda:

Wataru Shiota: Lead vocals, backing vocals
Hisashi Q Suzuki: Guitar, backing vocals
Fumihiko Kimura: Bass, backing vocals
Takashi Bikky Funabiki: Drums




It's A Beautiful Day - At Carnegie Hall 1972

 

Como o título indica, este disco captura o It's a Beautiful Day, da Bay Area   , em show no venerável Mecca Carnegie Hall, em Nova York. Embora a banda estivesse em turnê para promover seu terceiro álbum,  Choice Quality Stuff/Anytime , a lista de faixas contém apenas "The Grand Camel Suite" daquele disco. Assim, em vez de recapitular material,  Live at Carnegie Hall  inclui várias músicas novas da banda, bem como alguns clássicos e covers bem escolhidos. Como acontece com muitos dos grupos de São Francisco que ganharam destaque no final dos anos 60 e início dos anos 70,  It's a Beautiful Day  é melhor vivenciado na atmosfera interativa e recíproca de uma apresentação ao vivo. A banda usa sua habilidade de expandir e remodelar obras conhecidas como "A Hot Summer Day" ou sua interpretação incendiária de "Bombay Calling" — esta última com algumas contribuições impressionantes do futuro   baixista  de Frank Zappa, Tom Fowler . Suas contramelodias e fluidez no ritmo adicionam plenitude e dimensão adicional à versão rock de "White Bird" e ao cover de  "Give Your Woman What She Wants",  do Taj Mahal . A composição do próprio Fowler , "Going to Another Party", destaca o incrível trabalho de conjunto desta encarnação de  It's a Beautiful Day . Particularmente inspirado é o violino frenético de  David LaFlamme , que se exercita na nova faixa "Good Lovin'" e na versão estendida de "Hot Summer Day". É uma pena que este disco esteja fora de catálogo em CD desde o início dos anos 90, pois revela um lado mais ousado da banda, conhecida principalmente por seu hit, "White Bird".  Live at Carnegie Hall  não só representa melhor a verdadeira natureza do grupo, mas também a maneira como eles merecem ser ouvidos e lembrados. 

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Elton John - Madman Across The Water 1971

 

Trocando as aspirações cinematográficas de  Tumbleweed Connection  por uma tentativa hesitante de rock progressivo,  Elton John  e  Bernie Taupin  entregaram outra excelente coletânea de canções com  Madman Across the Water . Como seus dois antecessores,  Madman Across the Water  é impulsionado pelos arranjos de cordas arrebatadores de  Paul Buckmaster , que confere às canções um toque ricamente sombrio e assombroso. E essas são canções que se beneficiam de tratamentos grandiosos. Com a maioria das canções durando cerca de cinco minutos, o disco parece uma obra grandiosa, e em muitos aspectos é. Embora não seja tão aventureiro quanto  Tumbleweed Connection , a qualidade geral do disco é altíssima, particularmente nos esboços de personagens "Levon" e "Razor Face", bem como na melodramática "Tiny Dancer" e na paranoica faixa-título.  Madman Across the Water  começa a se desintegrar no final, mas o disco continua sendo um trabalho ambicioso e gratificante, e  John  nunca mais atingiu sua atmosfera sombria e introspectiva.

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It's All Meat - It's All Meat 1970

 

Liderada por Rick McKim e Jed MacKay, a It's All Meat foi uma das melhores bandas de uma grande era do rock, o elo perdido entre o psicodélico e o punk. Com Rick na bateria, Jed no vocal principal e músicas de McKim e MacKay, o álbum homônimo da banda de Toronto, de 1970, pela Columbia Records — ouvido por poucos sortudos na época — cresceu em estatura e mística, encantando os fãs com sua mistura explosiva de impulso impetuoso, guitarras de arrepiar, riffs assombrosos e abandono primitivo.

Apesar das alusões ao agarramento nas virilhas (bem como das referências à música homônima do Animals), o It's All Meat, na verdade, tirou seu nome de um comercial de ração para cachorro dos anos 1960 que exaltava as virtudes de sua carne chow ("100% carne, sem enchimento!"). O quinteto de Toronto era liderado por seus principais compositores, o baterista Rick McKim e o tecladista Jed McKay, que já ostentava créditos de produção na joia de garagem do Underworld, de 1968, "Go Away". Eles eram agenciados por ninguém menos que Jack London, o dos criadores de sucessos de meados dos anos 1960, Jack London and the Sparrows. E embora frequentemente ofuscados pelos artistas de maior sucesso da época, o It's All Meat ainda conseguia shows regulares no clube Cosmic Home, de Dave Defries e Jerry Rugiel, na então periferia norte da cidade, encantando o público com um som que mesclava o alegre com o escaldante.

Em seu único LP, o quinteto de Toronto parece oscilar entre a psicodelia de meados e o final dos anos 60. Na época, "It's All Meat" teve lançamento limitado ao norte da 49th Street, na Columbia Canada, o que provavelmente explica seu preço estratosférico entre os colecionadores. A reedição em CD "Hallucinations", remasterizada com maestria a partir de um vinil por Bruce Ley em Toronto, vem acompanhada de duas das melhores músicas do grupo que não foram lançadas em LP. O disco praticamente explode com seu primeiro 7" de 1969, "Feel It", uma amostra contundente de protopunk dos Stooges/MC5, uma blitz de guitarra quase total de Detroit que é então pontuada de forma bastante ingênua, embora eficaz, por acordes bregas de Farfisa. Só carne, de fato!

O espectro de Jim Morrison e dos Doors, no entanto, paira cada vez mais ao longo do LP, à medida que a Farfisa de McKay se transforma em um pano de fundo mais sinistro para seus vocais operísticos e ousados, especialmente em "Crying into the Deep Lake". "Roll My Own" transcende o clichê arcaico do título com um órgão Hammond assombroso e uma ampla mistura de guitarra e voz, lembrando John Kay e Steppenwolf. "Sunday Love" abre como os primeiros Velvets com uma guitarra pastoral antes de se transformar em uma rave ibérica tórrida. Mas também há cartilagem a ser aparada aqui, já que "It's All Meat" às vezes se atola em riffs de blues mornos e vocais exagerados.

MUSICA&SOM ☝


Jabula - Afrika Awake 1978

 

Jabula (isiZulu: "alegrai-vos") foi um conjunto musical de músicos sul-africanos exilados na Inglaterra durante o período do Apartheid, liderado por Julian Bahula. Os quatro músicos que se tornaram Jabula se conheceram em Londres, onde residiam após deixarem a África do Sul. O grupo foi formado em 1974 e era composto por: Julian Bahula - vocalista principal (ex-integrante do Malombo Jazzmen de Philip Tabane), Ernest Mothle - baixo, Lucky Ranku - guitarra e percussão, Eddie Tatane - percussão. Além de seus próprios álbuns, o grupo também se apresentou com Mike Oldfield em seus álbuns Ommadawn (1975), Incantations (1978) e Amarok (1990).

Em 21 de julho de 1979, eles se apresentaram no Festival Amandla junto com Bob Marley, Dick Gregory, Patti LaBelle e Eddie Palmieri, entre outros. Seu segundo álbum, Thunder into Our Hearts (1976), é dedicado ao trompetista Mongezi Feza (1945-1975), com quem o grupo tocou antes da gravação, mas que já havia falecido.





Kyrie Eleison - The Fountain Beyond The Sunrise 1976

 

Krautrock, banda de prog sinfônico da Áustria, um álbum interessante e subestimado devido à sua semelhança com o Genesis. Experimente.






















Eric Burdon & The Animals - The Twain Shall Meet 1968

 

A mistura de canções temáticas, hinos surreais antiguerra e difusas melodias psicodélicas em  The Twain Shall Meet  é extremamente ambiciosa e, embora grande parte do alcance do grupo exceda sua compreensão, vale a pena uma viagem por elas como uma fascinante obra de época. De fato, as melodias predominam, em sua maioria subscritas e mal ensaiadas, e gravadas sem o tempo de estúdio necessário para que funcionem. "Just the Thought" e "Closer to the Truth" são monótonas e desfocadas, mesmo como psicodelia, enquanto "No Self Pity" e "We Love You Lil" são representações musicais acima da média de estados mentais alterados. "We Love You Lil" abre com uma inteligente interpretação da antiga canção popular "Lili Marlene", que leva a uma longa jam de guitarra e um acompanhamento etéreo que lembra bastante os primeiros trabalhos do  Focus , entre outras bandas de rock progressivo. "All Is One" é provavelmente única na história da música pop como uma peça psicodélica, misturando gaitas de fole, cítara, oboés, trompas, flautas e uma letra bastante idiota, tudo dentro da estrutura de uma peça que acelera seu ritmo como a música dançante de Zorba, o Grego, enquanto imita  "Gimme Some Lovin'" do Spencer Davis Group . No lado mais acessível estão "Monterey", uma precursora distante do  hino pós-festival mais amplamente ouvido de Joni Mitchell , "Woodstock", com algumas alusões musicais inteligentes e uma ótima batida, além de muito entusiasmo; e a devastadora "Sky Pilot", uma das canções antiguerra mais sombrias e surpreendentes do final dos anos 60, com um break de guitarra matador de  Vic Briggs  que é prejudicado apenas pelo som do acidente de avião no meio




The Vacants

 

Como já noticiamos, o guitarrista do Downliners Sect, Terry Gibson, formou, ou melhor, inventou, a banda FU2 para gravar seu próprio álbum punk. A ideia surgiu quando ele foi convidado para ser backing vocal da banda punk The Vacants, o que ele fez. O único álbum da banda foi gravado em 1977, e há rumores de que a banda nunca se apresentou ao vivo. O disco foi lançado na França, Austrália, Itália e Espanha (sob vários nomes), mas não no Reino Unido — assim como o álbum homônimo do FU2. Segundo relatos, o The Vacants contava com Dan Druff (baixo), Martin Question (bateria), Tim Nervous (guitarra), Vincent Sharp (vocal) e o próprio Terry Gibson.
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