sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Slammin’ Gladys - Hard Funk Rock (USA)

 




O Slammin' Gladys lançou seu primeiro álbum homônimo em 1992, bem no final da paixão dos Estados Unidos pelo hair metal. Uma banda transplantada de Akron, Ohio, com fortes ligações ao Warrant. O Slammin' Gladys, com o vocalista/guitarrista David Brooks, ex-integrante do Risque, o guitarrista JJ Farris, o baixista Al 'Alley' Collins e o baterista Stephen De Board, teve seu único álbum de 1992 produzido por Jani Lane, do Warrant. O álbum é uma dose perfeitamente decente de funk rock, mas não é nada que você nunca tenha ouvido antes. Bandas como Electric Boys, DAD e Bang Tango também trouxeram esse tipo de som e fizeram um trabalho ainda mais memorável. 

Lane já havia trabalhado com Collins no grupo Playene Jane e também produzido demos de 1991 para o Risque. Os teclados foram cortesia do ex-Defconman Shawn Zavodney. As faixas do álbum "Down On Your Knees" e "What U Need" foram coescritas por Lane. Brooks posteriormente doou os vocais para o álbum Hollywood Project, enquanto o guitarrista JJ Farris participaria como guitarrista acústico convidado na faixa "Stronger Now", do álbum "Ultraphobic", do Warrant. Os backing vocals em "Lay Me Down" e "Push" seriam fornecidos por Randee Robbins, do Warbride e Sister Strange

Se você procura uma abordagem diferente ao rock, aqui está. Dave Brooks tem uma voz incrível, com letras e músicas que combinam.


Green Bullfrog - The Green Bullfrog Sessions (1971)

 



Green Bullfrog foi o resultado de uma idéia do produtor Derek Lawrence que resolveu formar um "supergrupo" com os músicos com os quais havia trabalhado na década de 60.
Como cada um dos integrantes tinha contrato com gravadoras diferentes, a solução foi usar pseudônimos. Vejam as feras e os apelidos de cada um:

Ritchie Blackmore, do Deep Purple (guitarra) = Boots
Albert Lee (guitarra) = Pinta
Matthew Fisher, do Procol Harum (teclados) = Sorry
Ian Paice, do Deep Purple (bateria) = Speedy
Tony Ashton, que posteriormente formou o Ashton, Lord & Paice (teclados, vocal) = Bevy
Big Jim Sullivan (baixo) = Boss
Rod Alexander = Vicar
Chas Hodges = Sleepy
Earl Jordan = Jordan
As sessões de gravação desse álbum ocorreram em 1970 e, apesar de rumores de que Jeff Beck, Jon Lord e Roger Glover tenham participado (Glover é até citado na capa de uma reedição do álbum), eles efetivamente não estiveram lá.
O resultado é uma grande jam, com regravações descompromissadas de composições antigas de blues e rock and roll. Uma verdadeira reunião de amigos para tirar um som...
Na época do lançamento do LP, em 1972, não houve grande repercussão, talvez pelo anonimato dos músicos.

Toda essa história teria passado batida se Ritchie Blackmore não revelasse tudo numa entrevista para a Guitar Player em 1976.
Futuramente, em 1980, quando foi relançado com o título de "The Green Bullfrog Sessions" com 3 músicas a mais, o álbum também não chamou a atenção, sabe-se lá porquê.

1 Ain't Nobody Home (Jerry Ragovoy)
2 Bullfrog (Lawrence)
3 Walk a mile in my shoes (Joe South)
4 My Baby Left Me (Arthur Crudup)
5 Makin' Time (Eddie Phillips)
6 Lawdy Miss Clawdy (Lloyd Price)
7 I'm a free man (Klingman)
8 Lovin' you is good for me baby (Lawrence/Corlett/Hutton)
9 I want you (White)
10 Louisiana Man (Doug Kershaw)
11 Who Do You Love (Ellas McDaniel)






Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu (1970)

 



Na virada dos anos 60 para os 70 era comum músicos deixarem suas bandas de origem e juntar-se a outros músicos, e assim formar novos “supergrupos”. E se não bastasse, batizavam suas novas bandas com seus sobrenomes, como em grandes corporações industriais ou comerciais.

Crosby, Stills, Nash & Young é uma união fantástica e duradoura, nem sempre lançando discos com os quatro juntos, mas volta e meia sempre acontece alguma parceria entre eles.
Os caras já haviam lançado seu primeiro disco homônimo, sem Neil Young, mas esse “Déjà vu” é fenomenal, maravilhoso e perfeito!! A fusão de rock com folk e country é perfeita, sem falar na combinação de suas vozes, a grande marca de seus trabalhos.
Não há disco no mundo melhor do que esse para escutar em um rancho ou sítio – o verdadeiro “rock rural”.

Até mesmo no Brasil, bandas como Sá, Rodrix e Guarabira também fizeram seu rock rural, tamanha proporção que a música do CSN&Y atingiu naquela época e tomou de assalto o mundo, com uma nova proposta musical. Fizeram sua segunda apresentação como trio, no festival de Woodstock, diante de uma platéia de 400.000 espectadores e o sucesso foi apenas uma conseqüência na carreira desses brilhantes músicos. Em seguida, o canadense Neil Young veio juntar-se ao grupo.

“Carry On”, “4+20”, “Déjà vu” e “Helpless” nos transportam imediatamente para a vida no campo, mesmo que você, sequer alguma vez em sua vida, tenho visto o que é uma bosta de vaca. Tem também queles rocks arrasa-quarteirão como “Almost Cut My Hair” (mais bicho-grilo que esse título não há), “Woodstock” e “Everybody I Love You”.

Destaque todo especial para “Country Girl”, uma música onde a voz com sotaque caipira de Neil Young é apoiada pelas vozes de Graham Nash, David Crosby e Stephen Stills. Esbanja emoção.
Estamos falando de uma época perdida no tempo... uma época em que saber cantar e tocar era fundamental e que estava muito, muito longe de terem o auxílio de programas de computador que corrigiam as vozes. Era tudo feito na raça e com emoção.

1. "Carry On" (Stills) – 4:26
2. "Teach Your Children" (Graham Nash) – 2:53
3. "Almost Cut My Hair" (David Crosby) – 4:31
4. "Helpless" (Young) – 3:33
5. "Woodstock" (Joni Mitchell) – 3:54
6. "Déjà Vu" (Crosby) – 4:12
7. "Our House" (Nash) – 2:59
8. "4 + 20" (Stills) – 2:04
9. "Country Girl" (Young) – 5:11
* "Whiskey Boot Hill"* "Down, Down, Down"* Country Girl (I Think You're Pretty)
10. "Everybody I Love You" (Stills, Young) – 2:21







Family - Fearless (1971)

 



Um album simplesmente brilhante! Um dos melhores trabalhos de progressivo que já ouvi e que pode agradar a gregos e troianos.

Fearless é um mix de rock, folk, progressivo e experimentalismo, confirmando o Family como um grupo totalmente avant-garde, ultrapassando os limites tradicionais do rock and roll e avançando sobre o território desconhecido, tal qual um front militar em uma batalha decisiva.
Tão decisivo foi a proposta musical do Family, que sua carreira não durou mais que seis anos, dissolvendo-se em 1973, talvez por brigas internas ou pela constante mudança de formação, não sei ao certo.

O fato é que seus trabalhos são excelentes, verdadeiras obras-primas, em especial Fearless, com sua coleção de pérolas, como Larf and Sing, Spanish Tide, Take Your Partners e a linda Burning Bridges.

Há de se ressaltar a grande colaboração do sempre polivalente baixista e vocalista John Wetton, decisivo na criação e execução de Fearless e que, mais tarde, emprestou seu talento ao King Crimson, em sua fase mais visceral e avassaladora (1972-74).
Mas não foi apenas Wetton o responsável por essa maravilha: ao seu lado estavam o grande Roger Chapman (vocais e outros), mentor e líder dessa família, sujeito absolutamente maluco (basta ver a apresentação da banda no festival da ilha de Wight, em 1970), Charlie Whitney (guitarra e outros), John Palmer (teclados e outros instrumentos que contenham pelo menos uma tecla) e Rob Tonwsend (bateria).

01 Between Blue And Me
02 Sat'D'Y Barfly
03 Larf And Sing
04 Spanish Tide
05 Save Some For Three
06 Take Your Partners
07 Children
08 Crinkley Grin
09 Blind
10 Burning Bridges
11 In My Own Time
12 Seasons

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The Band - 1976-08-29 - Lennox, MA (SBD)

 




1976-08-28


01. Intro
03. Shape I’m In
04. The Weight
05. Makes No Difference
06. King Harvest
07. Ophelia
08. Stage Fright
09. Night They Drove Old Dixie Down > Across The Great Divide
10. Twilight
11. Up On Cripple Creek
12. Genetic Method
13. Chest Fever
14. Life Is A Carnival
15. Forbidden Fruit
16. Wheels On Fire
17. W S Walcott Medicine Show

Em 1976, Robbie Robertson, da banda The Band, estava cansado da rotina das turnês. Ele incentivou o grupo a se aposentar das estradas e concebeu a ideia de um grande show de despedida, repleto de estrelas, a ser realizado no Dia de Ação de Graças, 25 de novembro de 1976, em Winterland, São Francisco. No caminho para a Última Valsa, no entanto, a banda embarcou em uma última turnê, dando aos seus fãs por todo o país uma última chance de ver a formação clássica de Robertson, Rich Danko, Richard Manuel, Garth Hudson e Levon Helm. Esta gravação soundboard captura a banda durante essa turnê, em Lenox, em 29 de agosto de 1976






Fleetwood Mac - 1977-08-30 - Inglewood

 




1977-08-30
Inglewood, CA


01. Say You Love Me
02. Monday Morning
03. Dreams
04. Oh Well
05. Rhiannon
06. Oh Daddy
07. Never Going Back Again
08. Landslide
09. Over My Head
11. You Make Loving Fun
12. I’m So Afraid
13. Go Your Own Way
14. World Turning
15. Blue Letter
16. The Chain
17. Second Hand News
18. Songbird

Para o Fleetwood Mac, 1977 foi o ano de Rumours, um álbum sobre e alimentado pelas tensões emocionais dentro da banda, à medida que relacionamentos de longa data entre John e Christine McVie, Stevie Nicks e Lindsay Buckingham, e Mick Fleetwood e sua esposa Jenny chegavam ao fim. Rumours alcançou o primeiro lugar nas paradas da Billboard, ganhou o Grammy de álbum do ano, foi aclamado pela crítica e vendeu mais de 19 milhões de cópias, tornando-se um dos 10 álbuns mais vendidos de todos os tempos. O álbum também ajudou a lançar outra nova tendência do rock – um som brilhante, polido e altamente produzido que, em muitos aspectos, se tornou sinônimo do rock da década, voltado para álbuns e rádios. O álbum também resistiu ao teste do tempo, ficando em 25º lugar na lista da Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos, enquanto a revista Time e a VH1 o listaram entre os 100 melhores álbuns de todos os tempos. Esta excelente gravação para o público, do lendário Mike Millard, captura o Fleetwood Mac em turnê para promover Rumours, em Inglewood, em 30 de agosto de 1977




DELANEY BRAMLETT - DELANEY (SOME THINGS COMING) (1972)

 


''DELANEY (SOME THINGS COMING)''
1972
32:48
**********
01 - Over and Over 02:54
02 - Thank God 03:15
03 - Please Accept My Love 03:14
04 - Keep It Going 04:22
05 - Some Things Coming (Heartbeat) 03:01
06 - Down by the Riverside 02:25
07 - Sit Right Down 03:00
08 - I'm Not Your Lover, I'm Your Lovee 04:24
09 - Try a Little Harder 06:09
**********
Ben Benay/Guitar
Delaney Bramlett/Guitar, Vocals
Joe Lane Davis/Saxophone
Venetta Fields/Choir/Chorus, Vocals (Background)
Jim Gordon (2)/Saxophone
Ron Grayson/Drums, Percussion
Tim Heding/Keyboards, Organ
Milt Holland/Percussion
Gloria Jones/Choir/Chorus
Jerry Jumonville/Saxophone
Clydie King/Vocals (Background)
Darrell Leonard/Percussion
Sherlie Matthews/Vocals
Jerry McGee/Guitar
Billy Preston/Keyboards
Larry Savoie/Horn
Robert G. Wilson/Bass






quinta-feira, 16 de outubro de 2025

GONG ● Radio Gnome Invisible Vol. 2 - Angel's Egg ● 1973

 


Artista: GONG
País: Multi-Nacional
Ano: 1973
Duração: 43:28

Segundo capítulo da trilogia, "Radio Gnome Invisible Vol. 2 - Angel's Egg", coloca Zero, o Herói, buscando maneiras de espalhar as boas palavras que lhe foram ensinadas pelo Planeta GonG por meio deste Gnomo de Rádio Invisível, e ele encontra todo tipo de gente nessa busca. 

Dois novos integrantes aparecem no álbum, são eles: Pierre Moerlen e Mike Howlett, substituindo os franceses Trisch e Moze, e agora a formação clássica do GONG está presente.

Ao contrário do álbum/capítulo anterior "Flying Teapot" e do subsequente "You", as faixas aqui são bem curtas (exceto pela faixa de abertura, que tem 8 minutos).

O lado 1 começa com um quase instrumental, que prova, se necessário, que o GONG é poderoso em todas as áreas, incluindo o Jazz-Rock no estilo de Canterbury. As demais faixas têm atmosferas bem típicas do GONG, culminando no Poema da Prostituta, onde Malherbe responde bem a Gilly Smytho.

O lado 2 começa com o que poder ser considerado o verdadeiro tesouro deste álbum: a suíte "Flute Salad - Inner/Outer Temple", seguida pela favorita dos concertos, "Oily Way". Malherbe demonstra que também domina a flauta, e os clímaxes criados não são apenas orgásticos, mas cósmicos. Moerlen nos dá um vislumbre da futura música GONG ao incluir seu excelente vibrafone em uma das últimas faixas. Muitas facetas diferentes da banda estão presentes neste álbum, tornando-o muito impressionante.

Mais uma vez, durante anos, a magnífica capa não foi suficientemente respeitada, muitas vezes suprimindo a maior parte da capa azul-celeste do álbum. A Charly Records, por meio de sua subsidiária Victor, lançou novamente uma reedição em mini-LP (cat. 61173, cara, mas soberba e essencial para a compreensão deste épico) e, pela primeira vez, um livreto explicando a história e as letras. No entanto, a faixa extra das reedições anteriores está ausente, mas não foi realmente adaptada para o álbum.

Faixas:
01. Other Side of the Sky (7:40)
02. Sold on the Highest Buddha (4:25)
03. Castle in the Clouds (1:09)
04. Prostitute Poem (4:52)
05. Givin' My Love to You (0:43)
06. Selene (2:09)
07. Flute Salad (2:09)
08. Oily Way (3:37)
09. Outer Temple (1:09)
10. Inner Temple (2:34)
11. Percolations (0:46)
12. Love is How You Make It (3:27)
13. I Never Glid Before (5:36)
14. Eat that Phonebook Coda (3:12)

Músicos:
• Daevid Allen: guitarra, vocais
• Steve Hillage: guitarras
• Christian Tritsch: slide guitar
• Gilli Smyth: vocais
• Francis Moze: sintetizador VCS3, pianos elétricos e verticais, baixo
• Tim Blake: sintetizador VCS3, vocais
• Didier Malherbe: saxofones soprano e tenor, flauta
• Pierre Moerlen: bateria, vibes, marimba
• Rachid Houari: congas
• Mike Howlett: baixo
Mireille Bauer: glockenspiel

A BOLHA ● Um Passo à Frente ● 1973

 


Artista: A BOLHA
País: Brasil
Ano: 1973
Duração: 41:14

A BOLHA foi criada em 1966 como THE BUBBLES, e tocavam covers de canções de Rock internacional, muito em voga na época. Em 1970, após acompanhar as apresentações do Festival da Ilha de Wight, decidem reformular a banda, mudando seu nome para A BOLHA. Em 1971 lançaram o compacto com as faixas, "Sem Nada"/"18:30 Parte I"/"Os Hemadecons Cantavam Em Côro Chóóóóóó - Parte II". A gravação desse seu primeiro lançamento em LP foi viabilizada após a banda vencer, em 1971, o prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção (FIC). 

O álbum "Um Passo à frente" trouxe um Rock básico, com algumas faixas numa linha bem Progressiva, e ainda com a participação do falecido Luiz Eça do TAMBA TRIO executando um solo de piano. O álbum foi reeditado em CD pela Progressive Rock, com encarte em inglês contando toda a história da banda, é considerado "pirata" pelo membros da banda, que não foram pagos por ele e pretendiam processar a gravadora. Em 1975, algum tempo após o lançamento do álbum, Renato Ladeira deixou a banda para integrar o BIXO DA SEDA, e participaria do álbum seguinte da banda apenas como compositor

Faixas:
01. Um Passo à Frente  (9:05)
02. Razão de Existir  (10:00)
03. Bye My Friend  (6:00)
04. Epitáfio (Epitaph) (2:50)
05. Tempos Constantes (5:30)
06. A Esfera(4:14)
07. Neste Rock Forever (3:35)

Músicos:
- Pedro Lima: Guitarra acústica, Guitarra solo - Harmônicos e Vocal
- Renato Ladeira: Órgão Hammond, Farfisa,  Guitarra e Vocal
- Arnaldo Brandão: Baixo e Vocal
- Gustavo Schroeter: Bateria e Vocal


ACQUA FRAGILE ● Acqua Fragile ● 1973

 


Artista: ACQUA FRAGILE
País: Itália
Álbum: Acqua Fragile
Ano: 1973
Duração: 36:36

Fundada em Parma, Itália em 1971, o ACQUA FRAGILE, talvez seja mais conhecido por exportar seu vocalista Bernado Lanzetti para o PFM, quando este assumiu os vocais da banda gravando "Chocolate Kings" em 1975. Lanzetti com o guitarrista Gino Campanini e o baterista Piero Canavera tocaram juntos no GLI IMMORTALI, acompanhados dos teclados de Maurizio Mori e do baixista Franz Dondi, ex-I MOSCHETTIERI, onde lançaram um single em 1967. Algum tempo depois mudaram seu nome para ACQUA FRAGILE.

Demoraria dois anos para que seu álbum de estreia homônimo visse a luz do dia, devido à dificuldade em encontrar uma gravadora que permitisse lançá-lo com letras em inglês. Musicalmente, eles se pareciam com GENESIS e GENTLE GIANT, com vocais de harmonia não muito diferentes de Crosby, Stills, Nash & Young sem dúvida influenciados pelo tempo que Lanzetti passou nos EUA. Os vocais de Lanzetti têm uma sensação semelhante à de Roger Chapman, do FAMILY, e o álbum é habilmente tocado pelos já experientes e versados ​​músicos. O plano de cantar em inglês saiu pela culatra, pois não foi bem recebido na Itália e não recebeu um lançamento no exterior. Felizmente, seu segundo álbum "Mass, Media, Stars", lançado em 1974, viu a banda pisar em território musical semelhante e recebeu um lançamento nos EUA.

O álbum de estreia homônimo é geralmente considerado obrigatório por muitos amantes de Prog italiano, mesmo que - como alguns críticos apontaram - mostre claramente uma forte influência de bandas inglesas como GENESIS e GENTLE GIANT (este último na segunda faixa "Comic Strips", principalmente). Talvez não se deva culpá-los por esse motivo, considerando também o fato de que este é um álbum de estréia. E que estréia!. Um trabalho já maduro de uma nova banda para a musicalidade!

O principal problema com o disco é que a banda ainda não havia encontrado seu próprio caminho Prog, então os arranjos complexos e ricos soam um pouco frios enquanto tentam reproduzir o clichê de tais grupos famosos estrangeiros ad libitum. O resultado é muito bom, com esparsos lampejos de excelência, as duas primeiras músicas "Morning Comes" e as citadas "Comic Strips", influenciadas pelo GENTLE GIANT, são o seu melhor esforço, enquanto a popular "Science Fiction Suite", mesmo se for criada em uma melodia doce, atraente e agradável, pode ser repetitiva, já "Education Story" é maravilhosa, uma peça dramática que muda rapidamente para uma atmosfera mais relaxada e feliz, alternando com a seriedade que retorna como na abertura, além de algumas dicas de GENTLE GIANT (para alguns refrões). Após a "Going Out", o álbum encerra com "Three Hands Man", uma música excelente como o GENESIS. Uma das melhores, no entanto.

Em resumo, "Acqua Fragile" é um álbum muito bom, com uma qualidade elevada, e excelente trabalho de todos os músicos.

Faixas:
01. Morning Comes (7:22)
02. Comic Strips (3:56)
03. Science Fiction Suite (5:54)
04. Song From A Picture (4:09)
05. Education Story (4:12)
06. Going Out (2:56)
07. Three Hands Man (8:07)

Músicos:
- Bernardo Lanzetti: lead vocals, guitar
- Gino Campanini: acoustic & electric guitars, vocals
- Maurizio Mori: keyboards, vocals
- Franz Dondi: bass
- Piero Canavera: drums, acoustic guitar, vocals, composer






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