sábado, 18 de outubro de 2025

Voidpsalm - Archetype Below - 2025 (EP)

 


 

Gênero: Black Metal

1. Darkmatter Tempesta
2. Dissonant Spectre
3. Archetype Below  
4. Voidpsalm - Instrumental





Mortus - Brutal & Old School - 2025 (EP)

 


 

Gênero: Black Metal, Death Metal

2. Brutal e Old School
4. I Drink Your Blood
5. Total Sifilis








Cosmic Sepulcher - Shadow Over The Fall - 2025 (EP)

 


 

DROSSELBART - Drosselbart - 1970

 



Esse talvez deva ser o disco mais injustiçado de toda a Alemanha, seus músicos eram totalmente desconhecidos e a proposta criada pela banda não agradou á maioria dos ouvintes. Penso diferente a respeito, pois achei um disco bastante cativante com harmonias variadas que passam pelo experimentalismo do Krautrock mesclados ao Heavy Prog e a um leve toque de Folk.

 Os belos e imponentes vocais são executados na língua nativa pelo guitarrista Peter Randt acompanhado da bela voz de Jemima, que dá um toque feminino fundamental e com nítida influência a música erudita. A  segunda faixa leva seu nome e certamente é um dos destaques de todo o disco. Nota-se também algumas tímidas passagens de órgão de igreja que dão um toque religioso em certas faixas, lembrando alguns cânticos da  religião Católica dos séculos passados.

A banda era composta por duas fortes guitarras que se entrelaçavam a um agressivo Hammond, gerando um certo caos quando se encontravam às vozes do duo de vocalistas. Trata-se de um disco bem obscuro, típico do cenário alemão do começo dos anos 70 e, mais uma vez de difícil digestão em um primeiro momento.

Certamente não está entre os melhores , mas algumas canções revelam impressionantes sentimentos envolventes dentro de uma estética musical bastante agradável.


Seu único registro oficial foi lançado originalmente em 1970 pela Polydor e relançado em CD pelo selo alemão Long Hair em 2004. 
Existem ainda dois raros registros lançados em forma de EP entre os anos de 70 e 71 também pela Polydor. Os EPs são compostos por duas faixas em cada e não se tem ideia se ainda encontram-se disponíveis em catálogo.



TRACKS:

1. Inferno - Drosselbart
2. Jemima
3. Liebe ist nur ein Wort
4. Du bist der eine Weg
5. Engel des Todes
6. Böse Buben
7. Vater unser
8. Folg mir
9. Montag
10. Nach einer langen Nacht
11. Der Sommer (Inclusive Der Sturm)
Bonus tracks:
12. An einem Tag im August
13. O'Driscoll







CAMEL - Chile - 2001

 



Durante a tour do Rajaz em 2001, o Camel se apresentou em diversas cidades da América do Sul incluindo Belo Horizonte, apresentação a qual eu tive o privilégio de estar presente e posso dizer que foi a realização de um sonho.

 Destaco músicas como Echoes, Ice e Lady Fantasy que, com certeza, foram os momentos mais marcantes dessa apresentação. Sem esquecer da formidável dobradinha de Rhayader/Rhayader Goes To Town. Via-se nitidamente que naquele momento que a banda se encontrava em total entrosamento, Latimer super inspirado, dedilhando sua guitarra como nos tempos áureos do Camel mas com a voz desgastada com o longos anos de estrada. 

Esse bootleg que vos apresento é praticamente a mesma apresentação que presenciei aqui em BH mas foi gravado e transmitido por uma rádio chilena em 1° de Abril de 2001 na cidade de Santiago. 

A qualidade está impecável e com certeza, se trata de uma excelente lembrança para quem compareceu as apresentações do Camel no Brasil. 



TRACKS:

1. Three Wishes
2. Echoes
3. Rhayader/ Rhayader Goes To Town
4. Ice
5. Chord Change
6. Watching The Bobbins
7. Fingertips
8. Rajaz
9. Sahara
10. Mother Road
11. Little Rivers/ Hopelles Anger
12. Lady Fantasy




RUSH - Time Machine Tour - 2010

 


xcelente bootleg que fez parte da turnê Time Machine, a mesma que passou pelo Brasil em 2010 e que tive a grande honra de estar presente. Assistir a um show do Rush é um presente divino e uma experiência única. Energia contagiante e grandes clássicos que fizeram o Morumbi ruir naquele 8 de Outubro!


Creio que esta tenha sido a turnê mais esperada pelos fãs da banda, pois pela primeira vez na história eles executaram na íntegra o clássico e excelente álbum Moving Pictures durante o segundo set do show, comemorando assim os 30 anos de sue lançamento

O primeiro set ficou por conta da abertura com "Spirit of Radio" muito bem encaixada com "Time Stand Still", além de outros clássicos como "Marathon", "Subdivisions", "Limelight",e muitas outras. A que mais se destacou na minha opinião foi a faixa "Presto", primeira vez inclusa em uma tour do Rush desde o lançamento do disco que leva o seu nome em 1989. 

Time Machine Tour teve início cidade de New Mexico, passou por algumas cidades do Canadá e   Estados Unidos antes da passagem pelo Brasil.
Este bootleg que vos apresento foi o terceiro show da turnê gravado em 3 de Julho de 2010 na cidade de Milwaukee e conta com faixas divididas em 2 sets. 

São por volta de 3 horas de show, 3 horas de puro delírio, energia contagiante e da certeza de que o dinheiro pago pelo "salgado" ingresso, valeu muito a pena!




TRACKS:

DISCO 1:

01. The Spirit of Radio
02. Time Stand Still
03. Presto
04. Stick It Out
05. Workin' Them Angels
06. Leave That Thing Alone
07. Faithless
08. Brought Up To Believe
09. Freewill
10. Marathon
11. Subdivisions
12. Tom Sawyer
13. Red Barchetta
14. YYZ

DISCO 2:

01. Limelight
02. The Camera Eye
03. Witch Hunt
04. Vital Signs
05. Caravan
06. Love For Sale
07. Closer To The Heart
08. 2112 (Overture / Temples of Syrinx)
09. Far Cry
10. Encore Break
11. La Villa Strangiato
12. Working Man





3 Inches of Blood - Advance and Vanquish (2004)

 


Origin: Canada

Tracklist:
1. Fear on the Bridge (Upon the Boiling Sea I) 03:14 
5. Premonition of Pain 04:35 
6. Lord of the Storm (Upon the Boiling Sea II) 05:05 
7. Wykydtron 03:52
8. Swordmaster 04:24 
9. Axes of Evil 04:28 
10. Crazy Nights 03:18 
11. Destroy the Orcs 02:21 
13. Isle of Eternal Despair (Upon the Boiling Sea III) 03:51





Winters Verge - Eternal Damnation (2008)

 



Bloodbath: crítica de Grand Morbid Funeral (2014)

 



Mesmo que o último álbum do BloodbathThe Fathomless Mastery (2008), tenha sido bem aceito por público e crítica, ficou claro que o coração do então frontman, Mikael Akerfedt, não estava mais repleto de sonoridades old school como o debut da banda havia deixado claro. E mesmo com o anúncio de que o novo disco do grupo teria uma pegada mais primitiva e agressiva, a revelação de que Nick Holmes seria o substituto de Mikael foi um balde água fria, levantando dúvidas se o vocalista do Paradise Lost teria o nível visceral esperado em um play do Bloodbath.

Mas, querido Satã, como nós estávamos errados! Sim, é preciso um tempo para acostumar os ouvidos a essa nova encarnação, mas a coisa funciona. E ainda que o nível de profissionalismo do Bloodbath às vezes pisoteie o death swingado dos primeiros discos, soa correto e certeiro o som que o novo álbum traz - especialmente o que sai das guitarras da dupla Anders Nyström  e Jonas Renske (ambos também do Katatonia).


Com composições classe A, Grand Morbid Funeral traz um death metal supremo tocado por e para fãs. Não há como resistir. Feliz funeral pra você!





Anaal Nathrakh: crítica de Desideratum (2014)

 



Anaal nath rakh!
Oot vas bethut!
Doch iel dienvay!


Anaal Nathrakh. O Bafo da Serpente. Uma parte do encantamento proferido por Merlin, e a inspiração para um dos mais estupidamente incompreensíveis e brutais duos da música extrema atual. Dave Hunt (V.I.T.R.I.O.L.) e Mick Kenney (Irrumator) se encontram entre as mais singulares instituições do heavy metal britânico graças ao híbrido deformado apresentado ao longo de sua discografia, uma forma distorcida combinada entre black metal, industrial, grindcore e death metal que parece cada vez mais viva.

Se o seu trabalho de estreia, The Codex Necro, ainda estava preso às amarras cruas, a partir de Eschaton (de 2006) a pulsação se tornou muito mais intensa, agressiva e descontrolada, agregando uma diversidade inesperada tanto em suas influências instrumentais quanto nas desesperadas linhas vocais, sempre a favor do caos, ainda que de formas diferentes. Desideratum é o seu oitavo álbum de estúdio e o primeiro a ser lançado pela Metal Blade Records, prosseguindo o caminho deixado em aberto pelos anteriores Passion e Vanitas.


Sendo carregado pelo silencioso espaço, “Acheronta Movebimus” é como a personificação da travessia do mitológico rio do submundo, porém tomado pela violência crescente do atravessar da atmosfera. Os elementos gradativamente chegam aos seus sentidos, do blackened grind de movimentos industriais, em ritmos djent sobre corais etéreos, às intervenções artificiais, de uma inteligência que o aterrissa de forma brutal na superfície de “Unleashed”.


A agonia pura que toma conta de um ser até então ciente de sua sanidade começa a ser despejada de forma imparável, como uma dose inumana de adrenalina liberada em sua corrente sanguínea que reúne as principais personalidades do Anaal Nathrakh neste trabalho, com a rispidez e a gritaria perturbada sendo catalisada pelos efeitos eletrônicos. “Monstrum in Animo” prossegue por um caminho muito mais gélido, deixando a sensação de que algumas gotas de metal líquido atravessam cada milímetro de seu cérebro em busca de uma saída, com o alívio apenas em “The One Thing Needful” e seus momentos que eventualmente esbarram de forma cósmica no melodeath moderno, suprimindo por um tempo sua face mais incessante de black metal e grindcore.


O ritmo robótico de “A Firm Foundation of Unyieldin” funciona apenas como um momento de distração antes da implacável tormenta épica, que alterna entre a aniquilação de Mick Kenney e Dave Hunt e as marteladas travadas e enferrujadas de uma máquina decadente trazida pelo Gore Tech. E se esta não escorresse pelo molde utilizado anteriormente, “Desideratum” é uma peça ainda mais vasta em seus experimentos e complexidade, com mudanças bruscas e de quebras comparáveis ao de uma consciência artificial tomando o controle sobre peças destruídas, erguendo-se sobre aço e fios até então inanimados.

“Idol” vem em seguida como uma versão atualizada e com o mesmo poder de explosão da apocalíptica “Forging Towards the Sunset”, com consideráveis melodias inesperadas antes da amálgama de hardcore, groove metal e noise, interligada por veias e artérias necrosadas em “Sub Specie Aeterni (Of Maggots and Humanity)” e do encontro entre o black metal e o metalcore de “The Joystream” em uma dimensão desvirtuada, com os sopros de dubstep criando um cenário controverso e carregado por uma melancolia niilista absurda.

Após o momento em que a própria realidade foi esmerilhada, “Rage and Red” segura o duo dentro de seu padrão, uma cria proveniente do próprio universo desconstruído e cinzento, enquanto “Ita Mori” repete os conceitos do início do trabalho com uma conclusão extremamente negativa e uma confusão inexplicavelmente brusca, atordoante, em seu encerramento, remetendo ao seu código da escuridão.

Se os trabalhos recentes mostravam um Anaal Nathrakh trilhando rotas menos tortuosas, com certo foco nas melodias e em produções cristalinas (considerem aqui com infinitas aspas), Desideratum mantém a mesma carga dramática porém com saturação a níveis ensurdecedores. O característico vomitar de riffs de Kenney volta a tomar a frente da produção, lado a lado com as ambientações eletrônicas de Gore Tech, criando em conjunto com as vociferações de Hunt uma opressão onipresente ao longo de todo o disco.

Aliado à distorção exacerbada, inclua um dinamismo muito mais perceptível entre uma faixa e outra, construído com intrigantes elementos inesperados, que vão de breakdowns de metalcore, thrash metal a hardcore, constituindo praticamente uma criatura viva por si só – um nível de brutalidade praticamente inigualável, em que a confusão proporcionada é muito mais torturante do que a velocidade ou a técnica utilizada.

V.I.T.R.I.O.L. e Irrumator são como a consciência de um ser biomecânico, destinado a vagar eternamente por infinitas constelações, chocando-se com universos e movidos por um desejo perpétuo de ser o precursor do cataclisma absoluto. A nós resta apenas contemplar o armagedom.





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