domingo, 19 de outubro de 2025

Cinderella - Danish Progressive Rock 1970

 


O frio dos países nórdicos está, felizmente, restrito ao clima. O rock n’ roll pega fogo com as bandas que lá brotam, com o perdão da analogia infame e sem criatividade. A riqueza sonora é grande, que varia do virtuosismo, complexidade à rusticidade e aspereza. 

Há para todos os gostos! Essa que tomará algumas linhas desse texto é muito rara, pouquíssima conhecida e vem da Dinamarca, da cidade de Randers, e se chama CINDERELLA. Não se enganem essa não é aquela banda de glam metal ou vulgarmente conhecida como “heavy metal farofa” que proliferou na segunda metade da década de 1980 que os músicos vestidos de mulher e com a cara repleta de maquiagens, numa androgenia que invadiu a MTV. 

O Cinderella dinamarquês, além de ter sido o original, o primeiro, surgida em 1970, tinha um som cru, pesado, agressivo e direto. Um hard rock viril, intenso e vigoroso. Embora na capa esteja estampada que o Cinderella era uma banda dinamarquesa de rock progressivo, em nada tinha de prog rock e talvez tenha usado o título de banda progressiva para ter um pouco de publicidade, haja vista que o rock progressivo estava nascendo no início daquela década e ganhando alguma notoriedade e adeptos. 


O som é pesado, com guitarras distorcidas, riffs em abundância, envolto em uma atmosfera psicodélica, ácida e chapante capaz de deixar o ouvinte mesmerizado, louco e arrebatado por uma música poderosa.

É evidente as influências de Jimi Hendrix, Led Zeppelin entre outras bandas pesadas da transição dos anos 1960 e 1970. Era um power trio que tinha a seguinte formação: Allan Vokstrup (bateria), Henning Kragh Pedersen (guitarra, vocais) e Søren Hilligsøe (baixo, vocais). 


Poucas são as informações sobre como a banda surgiu e foi formada, bem como o histórico de seus integrantes, mas o seu primeiro álbum, de 1970, não fora lançado na época, foi apenas produzido e gravado naquele ano. Chegaram a lançar um single de nome "The Sandbox Series", em 1970, mas o álbum empacou.

Em 1972 os master tapes foram perdidos quando a gravadora Spectator Records sofreu um incêndio embargando o lançamento. Mas as tais fitas ainda existiam e foi descoberta em 1990 quando alguns jovens estudantes de música faziam uma pesquisa sobre o rock dinamarquês e as encontrou! O “Danish Progressive Rock 1970”, como foi chamado foi lançado 20 anos depois de sua gravação. Com a redescoberta deste material a própria Spectator Records lançou o álbum do Cinderella.




Este álbum não goza de boa qualidade na gravação e tudo leva a crer que foi gravado ao estilo “alive in studio” e é inaugurado com a faixa “Break Song-Red House” com um solo de bateria e um baixo pulsante, a cozinha super afiada, seguido de uma guitarra meio bluesy, com passagens jazzísticas que se alternava no hard rock. Um espetáculo instrumental transborda! Parecia-me um momento de improvisação, de libertação criativa total, sem amarras. 

"Break Song - Red House"

Carlt” traz uma envolvente percussão, meio tribal, psicodélica, uma música cheia de candências, o peso é deixado de lado, uma sonoridade ácida, lisérgica, resquícios dos áureos momentos do flower power, mas um tanto quanto indulgente e arrogante. 

"Carlt"

Parchman Farm”, o clássico do blues, de Mose Allison, também está no line up e que foi gravado por muita gente do rock, como o Cactus, por exemplo. Na versão do Cinderella entrega um blues mesclado a um rockabilly, algo bem dançante e solar. Ótima versão! 

"Parchman Farm"

“Sexbombe” já entrega de cara solos de guitarra arrasadores com uma bateria carregada de jazz, soa um pouco comercial, mas de grande qualidade. “Fire”, o clássico eternizado na voz de Jimi Hendrix, e que faz jus ao nome, quente, sedutora e poderosa! O Cinderella não trouxe novos arranjos, novidades, sendo fiel a original, mas a executando com precisão e qualidade. 

"Fire"

“Ana-T-Nas” começa ao estilo Cream, um proto metal, um heavy metal de vanguarda, já esmurrando a porta com bateria pesada, baixo pulsante e alto, solos distorcidos de guitarra, um verdadeiro arrasa quarteirão. A cozinha arrasa nesta faixa! Baixo e bateria em uma sinergia incrível! 

"Ana-T-Nas"

“Mr. Wild” fecha o disco, curto, com pouco mais de trinta minutos, com um solo de guitarra ao estilo surf music inaugurando a faixa, a sensação é de ser levado gentilmente pelas ondas calmas, com o vocal finalmente revelando seu valor. Parece outra banda, dada a versatilidade personificada nessa faixa que finaliza, com chave de ouro, essa pérola sonora.

"Mr. Wild"

Um álbum excelente e que graças ao acaso ganhou a luz, nasceu para o mundo há 30 anos atrás. Em 1971 um segundo álbum fora gravado na cidade de Copenhague com Pete Quaife como produtor. 

"Udkoksning I Tre Satser" (2006)

Este material permaneceu inédito na época e finalmente também viu a luz, mas apenas em 2006, e que você pode fazer o download neste link. Isso se deve a gravadora Karma Music em uma espécie de compilação, com as faixas originais de 1970 com algumas versões de músicas ao vivo recebendo o nome de “Udkoksning I Tre Satser”.Outro registro essencial que vale a audição.

Bandas obscuras, esquecidas, relegadas a própria sorte... Deem o nome que quiserem, mas o que poderia se taxado de fracasso no passado, hoje, ao ouvirmos, nos arrepiamos e chegamos a acalentadora constatação de que bandas como o Cinderella deixaram uma marca indelével para a história da música pesada em todos os tempos. Uma referência! Uma pérola perdida e altamente recomendada!





A banda:

Henning Kragh Pedersen na guitarra e vocal
Søren Hilligsøe no baixo e vocal
Allan Vokstrup na bateria


Faixas:

1 - Break Song incl. Red House
2 - Carlt
3 - Parchman Farm
4 - Sexbombe
5 - Fire
6 - Ana-T-Nas
7 - Mr. Wild


Cinderella - "Danish Progressive Rock" (1970 - 1990)

Frumpy - 2 (1971)

 


Quando falamos das bandas completas de rock progressivo alemão, aquelas bandas que romperam com os paradigmas sonoros, que bateram com o pé na porta, que mudaram o curso da história, mas que não tiveram o devido reconhecimento e crédito da cena, da indústria, dos fãs, não podemos esquecer o grande e eclético FRUMPY.

A história do Frumpy começa na cidade de Hamburgo, em 1965, com uma banda local chamada Die City Preachers que é considerada a primeira banda de folk alemão daquela região, quiçá da Alemanha. Descontente com o vocalista Dagmar Krause, o baterista Carsten Bohn resolveu deixar a banda em 1969 e com ele foram outros integrantes da banda. O tecladista Jean-Jacques Kravetz, o baixista Karl-Heinz Schott e a vocalista Inga Rumpf se juntaram ao Carsten e formaram o The New Preachers. 

Die City Preachers 

Notando rapidamente a falta de criatividade no nome, mudaram para Frumpy. A banda participou de alguns festivais, principalmente do "Essen International Pop & Blues Festival". Foi lançada uma compilação com duas músicas ao vivo das bandas que participaram do festival e as faixas escolhidas do Frumpy foram "Duty" e "Floating".


A boa aceitação lhes rendeu alguns shows pela Alemanha, França e Holanda, além da participação no programa de TV "Kiel Progressive Pop Festival". Assim lançaram seu primeiro álbum chamado “All Will be Changed”, em 1970, um ótimo álbum de estreia que, por não possuir guitarra, exploraram o uso do hammond. 


O álbum teve um reconhecimento do público e da crítica e rendeu alguns shows com o Yes. Mas, ainda faltava algo, faltava peso. Então a decisão foi unânime: "Vamos colocar em nossa música um guitarrista!". Assim entrou Rainer Baumann. A notícia foi recebida com ceticismo pelos fãs e pela crítica, mas eles compraram a briga e para solidificar essa decisão, tornou-se necessário a produção de um álbum. 

Rainer Baumann

E foi assim que nasceu “Frumpy 2”, de 1971, alvo da resenha de hoje. A formação da banda que trouxe ao mundo o “Frumpy 2” tinha em seu line-up: Inga Rumpf: vocal, Jean-Jacques Kravetz: órgão, Karl-Heinz Schott: baixo, Carsten Bohn: bateria e Rainer Baumann: guitarra. 

Frumpy

Agora falemos do álbum faixa a faixa. Começa com “Good Winds” com um lindo solo de guitarra mostrando a nova faceta sonora da banda, com muito mais substância e arrojo. Um misto de peso, hard rock, progressivo e música clássica faz dessa música a extensão de que é o álbum em sua totalidade.

"Good Wings"

How the Gipsy Was Born” é a música de grande sucesso do álbum, foi a escolhida para ser o single e o que dizer desse som, com grandiosos solos de guitarra em uma salutar briga com o órgão com destaque excepcional do vocal rouco e poderoso de Inga que dá todo o tempero a música.

Frumpy - Hpw the Gipsy Born, live at Beat Club, Rádio Bremen, 1971

“Take Care of Illusion” tem viradas de bateria de tirar o fôlego e um órgão tocado de forma tresloucada e frenética que não tem como não deixar de bater cabeça com essa música.

Frumpy - take Care of Illusion, live at Beat Club, Rádio Bremen, 1971

“Duty” fecha o disco com muito hard progressivo de qualidade, mesclando com uma psicodelia, uma levada meio jazzística, um destaque para o hammond e longas viagens instrumentais. 

"Duty"
É inegável o poder de fogo do Frumpy em seus dois primeiros álbuns e que também sintetiza capacidade camaleônica do Frumpy em levar inovações em suas camadas sonoras. Inga certamente é uma das melhores vocalistas femininas da história do rock progressivo, do rock n’ roll em todas as suas vertentes. 


A rainha Annie Haslam tem seu posto de grande vocal, símbolo do rock progressivo, mas algo me diz que Inga é a melhor por trazer, juntamente com o Frumpy, uma mescla de estilos sendo difícil categorizar a banda e o seu estilo de vocal. O vocal de Inga sem sombra de dúvidas é o grande regente disso tudo.



A banda:

Inga Rumpf nos vocais
Jean-Jacques Kravetz nos teclados
Karl-Heinz Schott no baixo
Carsten Bohn na bateria
Rainer Baumann na guitarra

Faixas:

1 - Good Winds
2 - How the Gipsy Was Born
3 - Take Care of Illusion
4 - Duty





ADRIANA MACIEL

 


Nascida em Brasília, a cantora estudou música na Universidade de Brasília e dedicou-se ao canto e à flauta transversa. Em 1986, mudou-se para o Rio de Janeiro, procurando trabalhar com teatro, mas acabou integrando a banda de Oswaldo Montenegro, como backing vocal. Mais tarde, voltou ao teatro, mas fazendo a parte musical, tendo trabalhado com os diretores Luiz Fernando Lobo e Moacyr Góes ("Trilogia Tebana" e "Abelardo e Heloísa"). Com o sucesso de sua participação em "Abelardo e Heloísa", foi chamada para gravar seu primeiro disco, homônimo, em 1997, pelo selo Geléia Geral, produzido por Celso Fonseca. Desse CD, a música "Grama Verde" (Vítor Ramil/ André Gomes) ficou conhecida depois de fazer parte da trilha sonora de uma novela da TV Globo. Além dessa, integravam o repertório composições de Arnaldo Antunes, Péricles Cavalcanti, José Miguel Wisnik, Zé Ramalho e outros. O segundo disco, o independente "Sozinha Minha", foi produzido por Sacha Amback e lançado em 2000 com canções de Chico César, Carlos Careqa, Lobão (a faixa-título), Zeca Baleiro, Chris Braun e outros. Em 2004, lançou o CD chamado Poeira Leve (Deckdisc) com participações vocais de Zeca Baleiro, Moska e Vitor Ramil. Em 2008, lançou o trabalho Dez canções.

THE BEATLES - WORDS OF LOVE - 1964

 


"Words of Love" foi composta por Buddy Holly e gravada por ele em 8 de abril de 1957. Essa música não foi um sucesso notável para Holly, embora seja considerada uma de suas criações e gravações importantes e esteja disponível na maioria das coletâneas do cantor.


Os quatro Beatles, principalmente John e Paul, eram grandes fãs de Buddy Holly e fizeram sua homenagem a ele no álbum "Beatles For Sale", lançado em 4 dezembro de 1964. Os Beatles gravaram sua versão de "Words of Love" em 18 de outubro, e John Paul cantaram em harmonia com George, segurando o som vocal e instrumental do original de Holly, assim como eles poderiam. Bem antes dos tempos da Beatlemania, o grupo tocou a música ao vivo entre 1958 e 1962, com Lennon e Harrison cantando. Para o lançamento oficial, Lennon e McCartney compartilharam os vocais. "Words of Love" foi gravada em apenas dois takesPaul McCartney gravou uma versão em 1985, somente no violão, que foi destaque no documentário "The Real Buddy Holly Story".


THE BEATLES - NORWEGIAN WOOD - 1965

 


A introdução da segunda faixa do fantástico RUBBER SOUL, hoje considerada clássica, traz George tocando a cítara indiana pela primeira vez. Ela havia sido usada na música incidental de Help!, segundo filme dos BeatlesGeorge ficou fascinado com o som do instrumento e comprou uma. Aqui, ele conseguiu um efeito singular ao afiná-la na escala ocidental. Como de costume, isso abriu caminho para que outros músicos copiassem a inovação dos Beatles, e muitos discos com o som de citaras indianas, alguns bons, outros ruins, logo foram lançados. "Norwegian Wood", que é o relato musicado de um caso amoroso, é cantada por John, com Paul fazendo a segunda voz em algumas estrofes.

JACKIE LOMAX - SOUR MILK SIR - 1969

 


"SOUR MILK SIR", o rockão, composto por George Harrisonfoi gravado com os Beatles, menos John Lennonmais Eric Clapton e Nicky HopkinsO primeiro álbum solo de Jackie Lomax a ser lançado, Is This What You Want? chegou as lojas em janeiro de 1969. O álbum traz uma seleção de músicos convidados de fazer inveja a qualquer um. Entre os mais conhecidos estão: George Harrison e Eric Clapton como dupla de guitarras, Nicky Hopkins no piano, Billy Preston no órgão, Paul McCartney no baixo e Ringo Starr na bateria. Outros músicos nas sessões incluem Klaus Voorman no baixo e Hal Blaine na bateria. Apesar de muita expectativa cercando o lançamento pela imprensa, o disco foi um retumbante fracasso de vendas.


Al Stewart "Past, Present and Future" (1974)

 "Já vi vários artistas combinarem rock com projeções de vídeo, shows de luzes e outras coisas, mas poucos pensaram em combinar essa forma de criatividade com um subtexto histórico-literário." 

Bem, à sua maneira, Al Stewart está certo. A esmagadora maioria das letras de rock 'n' roll é de fato baseada em motivos bastante primitivos. No entanto, isso não se aplica ao nosso herói. Ele é um daqueles aristocratas espirituais que conhecem o valor das palavras e encontram a entonação com precisão.
O álbum "Past, Present and Future" é um ponto de virada na discografia de Stewart. Depois de quatro álbuns que consolidaram a reputação do maestro como um dos principais bardos do rock britânico, Al de repente sentiu uma necessidade urgente de mudar de rumo. Seu novo material não tinha nada em comum com as habituais canções folclóricas de amor. Ideias novas carregavam uma poderosa carga dramática e continham uma perspectiva filosófica sobre as questões prementes do século XX (e além). Na verdade, não havia nenhum sinal de sucesso comercial aqui. E, no entanto, é precisamente com isso que os executivos das grandes gravadoras se importam. E apesar de sua fama, Stewart achou difícil negociar com representantes de grandes gravadoras. Lembro-me de um dos funcionários da RCA, sorrindo, perguntar: "Você acha que consegue entreter o público com uma faixa de 8 minutos sobre a invasão da Rússia?" Como resultado, a gravadora americana Janus Records assumiu a publicação do disco. O disco, contrariando as previsões preliminares, foi muito requisitado, alcançando a 133ª posição nas paradas da Billboard no verão de 1974. Assim, "Past, Present and Future".
Para a gravação do programa, Stewart conseguiu reunir uma equipe verdadeiramente elegante de acompanhantes. Rick Wakeman (teclados), Tim Renwick (guitarra elétrica), B.J. Cole (guitarra de aço), Francis Monkman (sintetizador Moog), Bruce Thomas (baixo), John Wilson (bateria) - estes são apenas alguns dos nomes listados aqui. O arranjo de cordas e metais foi fornecido pelo experiente Richard Hewson . E, claro, o álbum não poderia ter sido concluído sem o fiel companheiro de Al, o multi-instrumentista Peter White , responsável pelas partes de teclado e acordeão. No entanto, o O núcleo central de todos os esquemas de eventos é a linguagem melódica única do compositor, reconhecível desde os primeiros compassos. Uma paleta vibrante e complexa, cujo elemento integral é a voz suave e cativante de Stewart, acompanha o ouvinte durante toda a apresentação. Certamente, cada um dos oito números merece atenção. Se você tentar destacar o melhor, o quadro ficará mais ou menos assim: 1) a peça de abertura "Old Admirals", em homenagem ao Lorde Almirante britânico da Primeira Guerra Mundial, John Fisher; 2) o estudo rítmico nostálgico "Soho (Needless to Say)", focado nas observações da vida de Al na segunda metade dos anos 60; 3) o afresco trágico "Roads to Moscow", dedicado ao estágio inicial da Grande Guerra Patriótica (segundo Stewart, ele lia vorazmente livros sobre a história russa e soviética, incluindo memórias; portanto, esta sua composição é altamente significativa); 4) a tela folclórica épica "Nostradamus", referente à biografia do famoso profeta francês. Quanto à direção estilística do lançamento, sua textura é baseada na combinação harmônica da acústica tradicional de cantores e compositores com o elegante conteúdo artístico elétrico e a orquestração sinfônica extremamente cuidadosa.
Em resumo: um marco significativo no legado do artista, que serviu de trampolim para a criação da trilogia de platina "Tempos Modernos" (1975), "Ano do Gato" (1976) e "Passagens do Tempo" (1978).




Forever Einstein "Artificial Horizon" (1990)

 

Discuti-los apenas com base em fatos é tedioso e desnecessário. Afinal, o humor é a força motriz por trás do Forever Einstein , embora cuidadosamente escondido atrás de rostos impenetráveis ​​e sérios. No entanto, devemos começar com anedotas biográficas: a banda foi formada em Connecticut em 1989. O pai fundador é o compositor Charles O'Meara, que se apresenta sob o pseudônimo de Chuck Vrtasek. O maestro se descreve como "o único guitarrista de rock progressivo de nove dedos do mundo a ser membro da Mensa" (Mensa é uma organização autoritária que reúne pessoas com QI alto). Charles, de fato, não tem uma falange do dedo indicador da mão esquerda. Isso, no entanto, não o impede de continuar sendo um mestre da guitarra, além de tocar outros instrumentos de corda. Os cúmplices do nosso herói no início de suas atividades foram o baterista John Roulat, que havia trabalhado com Nick Didkovsky e Hugh Hopper , e o baixista Mark Sichel. A fórmula de performance de Forever Einstein , de acordo com o instigador, é a seguinte: "um pouco de surf-rock slackerism, uma pitada de progressivo no estilo Crimson , alguns solos de heavy metal, um leve toque de country de guitarra, uso fragmentado de motivos balcânicos; um pouco da seção caprichosa de 5/4, além de algo frenético em 7/8. Referências sonoras a thrillers de espionagem, filmes de ficção científica e padrões de jazz. No entanto, o santo dos santos para Forever Einstein é a forma da canção (verso/refrão) com ênfase na melodia, harmonia e polirritmia." É claro que se deve levar tal afirmação ao pé da letra. As estruturas musicais de FE são decoradas de uma forma muito original. Mas, apesar de sua versatilidade e extensas camadas estilísticas, eles ainda conseguem equilibrar todos os seus elementos. Seu álbum de estreia, "Artificial Horizon", é um exemplo disso.
O álbum contém dezessete faixas, nenhuma das quais excede cinco minutos. O fator decisivo é a intensidade das peças. Em pouco mais de três minutos de puro tempo, os membros do conjunto conseguem dizer muito e ir direto ao ponto. Por exemplo, na peça "Há muito tempo, as pessoas decidiram viver na Terra", há espaço tanto para um bolero de câmara (o Sr. Vrtasek maneja habilmente os teclados) quanto para riffs à la Fripp com saltos para o jazz. Entre outras peças, gostaria de destacar o estudo de fusão progressiva "Pays de Sauvages", que revela a influência não apenas da escola de arte franco-belga, mas também da escandinava; a poderosa música "Women on the Move", onde o avant-beat distorcido dá lugar à tranquilidade neoclássica; "Electric Pants",cujas colisões lembram criações retrô dos veteranos do palco The Ventures misturados com os alegres companheiros dos Red ElvisesO afresco "Um Dilema Moral para os Nossos Tempos" é arquitetonicamente intrigante, deixando uma sensação de mistério não resolvido. "Neurotica Kon Tiki" começa como um esboço de piano puramente impressionista, depois se transforma em um quebra-cabeça de vanguarda envolvente.
Poderíamos descrever infinitamente os detalhes de cada capítulo do programa. Mas é melhor ouvir "Artificial Horizon" e realmente apreciar a habilidade e a engenhosidade invejável de seus criadores




Destaque

Superjoint Ritual – A Lethal Dose Of American Hatred [2003]

  “O Superjoint Ritual não é mais uma banda pré-fabricada e não é mais uma banda da moda. O Superjoint Ritual é a reposta ao ‘nu-metal’ pré-...