Uma coletânea da Sony Music Argentina com canções interpretadas em espanhol por Iva Zanicchi. Ou talvez devesse dizer interpretadas em espanhol argentino, já que Iva definitivamente tem um forte sotaque argentino neste CD. Um sotaque que, aliás, não incomoda em nada. Ela é uma das poucas cantoras italianas que não me incomoda ouvir em outro idioma. Uma excelente coletânea desta grande cantora.
*** Lista de faixas:
01. Nostalgias 02. Imagínate (Immagina) 03. Para vivir un gran amor 04. Yo que no vivo sin tí (Io che non vivo senza te) 05. En Aranjuez con tu amor (Aranjuez, mon souvenir) 06. La noche de mi amor (A noite do meu bem) 07. Con todo el amor que yo puedo (Con tutto l’amore che posso) 08. Pienso en ti (E penso a te) 09. En mi mundo (Il mio mondo) 10. La orilla blanca, la orilla negra (La riva bianca, la riva nera) 11. Yo, por amarte (Io per amarti) 12. Olvidala (Dimentica) 13. Te quiero te quiero 14. Esta noche te quiero (Questa notte ti voglio) 15. Fra Noi (Fra noi è finita così) 16. La tonta soy yo (La scema sono io ) 17. No me dejes, no (Ne me quitte pas) 18. Mentira 19. Deuda 20. Puerto Pollensa
Como estou "imerso" no Festival de Sanremo, para me manter no assunto, mas sem me entediar, pensei em criar um álbum com as participações de Zanicchi no referido festival.
E, claro, recorri à magia de Kurtigghiu para a arte da capa. Você encontrará a arte completa no arquivo — é fantástica, não perca!
Iva Zanicchi participou do Festival de Sanremo 12 vezes, duas delas como convidada. Os resultados foram históricos: a única artista feminina com três vitórias!
* 1965 Seus Melhores Anos (Mogol-Gaspari-Polito), em dupla com Gene Pitney (eliminados) * 1966 A Noite da Despedida (Diverio-Testa), em dupla com Vic Dana (7º lugar) * 1967 Não Pense em Mim (Testa-Sciorilli), em dupla com Claudio Villa (1º lugar) * 1968 Viver (Nisa-Bindi), em dupla com Udo Jürgens (eliminados) * 1969 Cigana (Albertelli-Riccardi), em dupla com Bobby Solo (1º lugar) * 1970 A Arca de Noé (S. Endrigo), em dupla com Sergio Endrigo (3º lugar) * 1974 Olá, querido, como você está? (Dinaro-Daiano-Janne-Malgioglio), (1º lugar) * 1977 Adeus Pai (Mescoli Gino-Belfiore G.), (como convidado) * 1979 Para Você (Malgiolgio-Felisatti), (como convidado) * 1984 Quem (me dará) (U. Balsamo-C. Malgioglio-U. Balsamo), (9º lugar) * 2003 Se eu fosse um tango (L. Lana-A. Donati), (20º lugar) * 2009 Quero você sem amor (G. Fasano-F. Berlincioni) (eliminado)
Sua primeira aparição foi em 1965 com a canção "I tuoi anni più belli"; a canção não se classificou, mas para Iva foi o início de seu sucesso. Em 1966, ela participou pela segunda vez com uma ótima canção, "La notte dell'addio", chegando à final, mas seria no ano seguinte que ela conquistaria sua primeira vitória, em parceria com Claudio Villa, com a canção "Non pensare a me".
Com altos e baixos, sua participação no Festival continua; ela é eliminada em 1968, com a canção "Per vivere", mas triunfa novamente em 1969 com "Zingara", em parceria com Bobby Solo, canção que lhe dá sua segunda vitória.
Em 1970, apesar de ter interpretado uma excelente canção, "L'arca di Noè" de Sergio Endrigo, ele só conseguiu alcançar o terceiro lugar.
Ele retornou em 1974, após quatro anos, com uma canção de Malgioglio, "Ciao cara come stai?", e conquistou sua terceira vitória. A canção vendeu bem e se tornou um sucesso na América Latina.
Ela aparece duas vezes, em 1977 e 1978 como convidada, após uma longa ausência até 1984, ano em que participa com a canção "Chi mi darà", mas com pouco sucesso.
Em 2003, Iva voltou a Sanremo com "Fossi un tango", mas mais uma vez o sucesso lhe escapou: terminou em último lugar. Em 2009, apresentou-se novamente com "Ti voglio senza amore", mas foi eliminada na primeira noite. Iva declarou que a performance de Roberto Benigni, na qual o ator parodiou a letra da canção, ridicularizando seus aspectos dramáticos, a afetou profundamente: "Fui tratada de forma indecente e desrespeitosa pelo Sr. Benigni. Ele disse coisas terríveis sobre mim."
É uma pena que tantas apresentações de alto nível deste grande artista no Festival tenham tido um final tão desagradável.
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Lista de faixas:
01. I tuoi anni più belli (Mogol-Gaspari-Polito) 1965 02. La notte dell’addio (Diverio-Testa) 1966 03. Non pensare a me (Testa-Sciorilli) 1967 04. Per vivere (Nisa-Bindi) 1968 05. Zingara (Albertelli-Riccardi) 1969 06. L’arca di Noè (S. Endrigo) 1970 07. Ciao cara come stai (Dinaro-Daiano-Janne-Malgioglio) 1974 08. Arrivederci, padre (Mescoli Gino-Belfiore G.) 1977 09. Per te (Malgiolgio-Felisatti) 1978 10. Chi mi darà (U. Balsamo-C. Malgioglio-U. Balsamo) 1984 11. Fossi un tango (L. Lana-A. Donati) 2003 12. Ti voglio senza amore (G. Fasano-F. Berlincioni) 2009
It's a Beautiful Day foi uma banda excelente que surgiu em São Francisco durante o turbulento final da década de 1960, ao lado de outros grandes clássicos do som psicodélico da Costa Oeste californiana, como Grateful Dead, Jefferson Airplane, Quicksilver MS e Big Brother & The Holding Co. de Janis Joplin. Liderado pelo compositor, cantor e violinista David LaFlamme, o grupo era formado por Patti Santos (vocal), Linda LaFlamme (teclados), Val Fuentes (bateria), Hal Wagenet (guitarra) e Mitchell Holman (baixo). Suas apresentações ao vivo em grandes casas de shows, como o lendário Fillmore, um local imperdível para as maiores estrelas da época, foram rapidamente aclamadas. Eles alcançaram um som distinto com certas influências folk, apoiando-se nas poderosas harmonias vocais entre David e Patti e em suas composições extraordinárias.
David LaFlamme, líder deste fabuloso grupo de folk, rock psicodélico e progressivo, dá asas à sua criatividade. "It's a Beautiful Day" é o álbum de estreia desta banda de São Francisco, Califórnia. Os instrumentos de corda, combinados com os vocais de David LaFlamme e Pattie Santos, são verdadeiramente hipnotizantes, e o toque final fica por conta de Linda LaFlamme — esposa de David — que toca teclado com maestria.
"White Bird" (uma faixa extraordinária que se tornou a melhor e mais conhecida de sua carreira), "Hot Summer Day", "Girl with No Eyes" e "Bulgaria" (o primeiro single da banda), belas canções caracterizadas pelas harmonias vocais impecáveis de David LaFlame e Pattie Santos e pela atmosfera criada por Linda LaFlame, são os destaques do álbum. Uma obra soberba e um dos melhores álbuns de rock da história, que nos presenteou com obras-primas como "White Bird".
Um álbum essencial.
Músicos:
David LaFlamme: violino, voz; Linda LaFlamme: órgão, piano, piano elétrico, celesta, cravo; Hal Wagenet: guitarra; Mitchell Holman: baixo; Val Fuentes: bateria; Patti Santos: voz, pandeiro, sinos, bloco, cabaça; Bruce Steinberg: gaita.
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Lista de faixas:
1. White Bird 2. Hot Summer Day 3. Wasted Union Blues 4. Girl With No Eyes 5. Bombay Calling 6. Bulgaria 7. Time Is
"Ballad of the Broken Seas" é um álbum lançado por Isobel Campbell (vocalista da banda Belle & Sebastian) e sua primeira colaboração com Mark Lanegan (ex-vocalista da banda Screaming Trees). O álbum alcançou o topo da lista do Mercury Music Prize de 2006 e foi um dos 100 melhores álbuns da década segundo a NME (New Musical Express).
A indicação ao Mercury Music Prize gerou algumas críticas, já que Mark Lanegan é americano e o prêmio é concedido apenas a artistas britânicos e irlandeses. No entanto, Campbell compôs a maioria das faixas e produziu o álbum por conta própria. Campbell já havia escrito a música e algumas das letras antes de convidar Lanegan para colaborar neste primeiro projeto. A cantora escocesa carrega o peso da obra, tendo composto e gravado (vocais e instrumentos) a maioria das canções, com os vocais de Lanegan sendo adicionados posteriormente — a distância geográfica exigiu gravações em estúdios diferentes. Assim, trata-se mais de um álbum de Campbell com Mark Lanegan do que um projeto conjunto, como se poderia pensar inicialmente. De um lado, temos a voz suave, angelical e feminina de Isobel Campbell e, do outro, a voz rouca, crua e masculina de Mark Lanegan, em um álbum de dueto com o qual muitos sonharam. As vozes notáveis da ex-Belle and Sebastian e do ex-membro do Screaming Trees se misturam em um álbum marcado pelo blues, sem negligenciar a especialidade instrumental de cada um.
Lista de faixas:
01. Deus Ibi Est 02. Black Mountain (música baseada em parte na melodia tradicional «Scarborough Fair») 03. The False Husband 04. Ballad Of The Broken Seas 05. Revolver 06. Ramblin' Man 07. (Do You Wanna) Come Walk With Me? 08. Saturday's Gone 09. It's Hard To Kill A Bad Thing 10. Honey Child What Can I Do? 11. Dusty Wreath 12. The Circus Is Leaving Town
A Tripwires é uma banda estelar de Seattle, que empunha a bandeira do power pop. Formada em 2006, e após dois ótimos discos ("Makes You Look Around" e "House To House", a Tripwires apresenta agora seu terceiro álbum, intitulado "Get Young".
Os componentes do grupo fazem parte da aristocracia musical de Seattle, veteranos sobreviventes do grande boom sonoro de sua cidade nos anos 90, que se mantêm saudavelmente ativos, tocando a música que gostam. Grandes músicos, que integram ou integraram bandas fundamentais e de muita qualidade, como Young Fresh Fellows (Jim Sangster), Mudhoney (Dan Peters), Model Rockets e Minus 5 (John Ramberg), os grupos originais de Neko Case e Maggie Björklund (Johnny Sangster), e muitas outras (e se é pra citar nomes, basta dizer que o baterista Dan Peters tocou e gravou com a Nirvana!).
As principais características da Tripwires, muito evidentes em "Get Young", são a extraordinária capacidade de John Ramberg para compor incomuns, mas pegajosas melodias (algo que já tinha feito, de modo fantástico, à frente da Model Rockets), o talento de Johnny Sangster como guitarrista, arranjador e produtor e a delicada ourivesaria vocal das canções da banda. Com influências de bandas sessentistas e setentistas (como Zombies, Hollies, Big Star, Brinsley Schwarz...) e do melhor power pop moderno (The Beat, The Knack, Squeeze), o rock and roll e o pop andam de mãos dadas em "Get Young" (Folc Records; tradução livre do espanhol [o site não existe mais, porém o texto pode ser encontrado, com ligeiras variações, na página da gravadora na Bandcamp
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Space Rock Revival, Shoegaze, Psychedelic Rock, Post-Punk, Neo-Psychedelia
Faixas:
1. Eye Am The Sky (7:58)
2. Marshmallow Madness (7:16)
3. Mr Phantasy (5:40)
4. Mirrors (4:43)
5. When Push Comes To Shove (4:09)
6. Dovetail (4:39)
7. Dreaming/Insomnia (6:14)
8. Sugarblast (6:22)
9. Eye Am The Sky (3:19)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Howard King Jr.: Guitar, Vocals
Lee Belsham: Bass
Keith York: Drums
Biografia:
Formada no ocaso dos anos 80, no South Cheshire College Of Further Education, na Inglaterra, onde todos seus integrantes estudavam música, a Dr. Phibes se tornou, rapidamente, uma das bandas de dança (nota minha: ou de baile, segundo o original... ora, nada a ver com o estilo underground do grupo) mais importantes do noroeste inglês.
Seu nome foi inspirado em dois filmes de terror da produtora britânica Hammer Horror. Era constituída por Howard King Jr. (vocal e guitarra), Lee Belsham (baixo) e Keith York (bateria). Seu primeiro EP, "Sugarblast", de 1990, precedeu o álbum de estreia, "Whirlpool", lançado em abril de 1991. "Sugarblast" permaneceu no topo das paradas independentes durante duas semanas, gerando grande repercussão na mídia e aclamação da crítica. Sua música provinha de uma mistura eclética, mas basicamente rítmica, de blues, funk e psicodelia. As gravações do segundo álbum foram interrompidas após Belsham machucar o ombro, num acidente com a van do grupo (York arrancou com o veículo sem saber que Belsham ainda estava deitado em cima da caminhonete) (nota minha: a história da banda, que se dissolveu por volta da metade dos anos 90, teve um desfecho trágico: dois dos seus membros morreram; Belsham em 2017, de câncer, e Howard King Jr. em outubro de 2024, de ELA, enquanto cumpria pena de prisão perpétua pelo assassinato da mãe
Gênero: Alternative Rock, Indie Pop, Slacker Rock, Jangle Pop, Neo-Psychedelia
Faixas:
1. In The Morning (2:37)
2. Reasons (3:46)
3. Big Dipper (4:09)
4. Car (2:59)
5. Fling (2:33)
6. Cleo (4:35)
7. The Source (3:20)
8. Twin Falls (1:49)
9. Some (5:57)
10. Distopian Dream Girl (4:24)
11. Israel's Song (3:47)
12. Stab (5:29)
13. Midnite Star (1:23)
Músicas de autoria da banda, exceto "Cleo", composta por Karena Youtz e Doug Martsch, "Distopian Dream Girl", composta pela banda e James Christensen, e "Israel's Song", composta pela banda e Karena Youtz.
Créditos:
Doug Martsch: Lead Vocals, Guitar
Brett Nelson: Bass
Andy Capps: Drums
Músicos adicionais:
Wayne Rhino Flower: Guitar (faixa 3), Distorted Bass (faixa 6)
💀DIRETO DOS SUBTERRÂNEOS DO ROCK!! A THE ULTRA SMOOTH SWAGGER BAND GRAVOU EM 1972 UMA PÉROLA ESQUECIDA DO ROCK PSICODÉLICO/folk/psych: GUITARRAS VIAJANTES, JAMS INTENSAS E AQUELA VIBRAÇÃO CRUA DOS ANOS 70!! AUMENTE O SOM E MERGULHE NESSA RARIDADE
👀INFORMAÇÕES DA BANDA:
BANDA FOI FORMADA EM 1970 NA CIDADE DE BOURNE END, BUCKINGHAMSHIRE, REINO UNIDO, E ENCERROU SUAS ATIVIDADES EM 1972. SEU SOM REFLETIA A ESSÊNCIA DO UNDERGROUND PSICODÉLICO BRITÂNICO DA ÉPOCA. A FORMAÇÃO CONTAVA COM ROBERT HICKSON (VOCAIS, BAIXO E GUITARRA), MICHAEL JOHNSTONE (GUITARRA), DAVE HOUGHTON (GUITARRA) E AL SPOKES (BATERIA E VOCAIS DE APOIO). PARA A GRAVAÇÃO DA FAIXA "TURN ME ON DEAD MAN", A BANDA CONTOU AINDA COM A PARTICIPAÇÃO DE JOHN BATT NO BAIXO.
💥O álbum Ote Sho'digs, dessa obscura banda britânica The Ultra Smooth Swagger Band, é uma joia redescoberta do underground psicodélico dos anos 70. Gravado originalmente em 1972 e relançado em 2025 pelo selo Bright Carvings, esse disco de tiragem limitada a 227 cópias e representa o espírito autêntico e experimental do underground britânico dos anos 70, antes da influência da estética hippie. A sonoridade é uma fusão interessante de jams da costa oeste com guitarras gêmeas melódicas e progressivas reminiscentes de Help Yourself e Man, e a crueza energética dos Pink Fairies. A faixa de abertura, "Turn Me On Dead Man", é um soco psicodélico direto, enquanto o encerramento com "It Grows On You" oferece um épico instrumental de 11 minutos, repleto de camadas de guitarras que se entrelaçam em um crescendo hipnótico .
✅A produção, embora fiel às limitações técnicas da época, preserva a autenticidade e o calor analógico das gravações originais, proporcionando uma experiência auditiva imersiva. O álbum é um deleite para os aficionados por rock psicodélico e progressivo, especialmente aqueles que apreciam raridades e relíquias do underground britânico dos anos 70. A estética visual do LP, com capa laminada e encarte com letras, complementa a viagem sonora, tornando Ote Sho'digs não apenas um álbum, mas um artefato cultural que captura a essência de uma era de experimentação e liberdade musical. Lançamento estritamente limitado a 227 cópias.
BANDA RARA, FARSA OU APENAS A "FREEDOM" DISFARÇADA?
Pois é!! Essa é daquelas histórias que só acontecem nos subterrâneos do rock e que deixam colecionadores intrigados!! Em 1970, a banda britânica Freedom lançou o álbum Freedom at Last pelo selo francês BYG/Actuel!! Mas, de forma enigmática, no México o mesmo disco apareceu em vinil com outro nome estampado: The Credence Mother’s – Freedom At Last, no selo Fono (LPF-103)!!
O repertório é idêntico: covers como Cry Baby Cry (Beatles) e Time of the Season (Zombies), mais faixas próprias e releituras de blues pesados como Hoo Doo Man e Built for Comfort!! Até a ordem das músicas coincide com o original europeu!! Ou seja, trata-se do mesmo disco da Freedom, apenas rebatizado!!
Mas e o porque disso? Não existe registro oficial explicando a mudança!! Mas a hipótese mais aceita é que o licenciado mexicano tentou surfar na popularidade da Creedence Clearwater Revival, que em 1970 dominava rádios e paradas!! O “Credence” (com apenas um “e”) daria essa associação, e o “Mother’s” poderia evocar uma aura psicodélica ou até lembrar The Mothers of Invention!! Seria algo como uma jogada de marketing local para facilitar vendas!!
Essa edição mexicana circulou em tiragem pequena, tornando-se uma verdadeira raridade para colecionadores!! Hoje é disputada justamente por essa peculiaridade: um disco da Freedom escondido sob o rótulo de uma banda que nunca existiu, os misteriosos The Credence Mother’s!!
Credits
Bass, Electric Guitar, Piano, Mellotron, Vocals – Walter Monaghan
Drums, Percussion, Vocals – Bobby Harrison
Electric Guitar, Acoustic Guitar, Piano, Organ, Vocals – Roger Saunders
Gravado em algumas segundas-feiras de 1991 no clube King King, em Hollywood, esse disco ao vivo foi o debut oficial da banda, produzido por ninguém menos que Rick Rubin e lançado pelo selo Def American em 1992. O álbum é um soco direto no estômago. Sem overdubs, sem polimento de estúdio, apenas a verdade nua e crua de uma banda no auge da sua forma incendiária. O repertório traz clássicos de Willie Dixon, Howlin’ Wolf, Sonny Boy Williamson e Little Walter, misturados a composições próprias. O resultado é considerado até hoje um dos maiores discos ao vivo de blues-rock dos anos 90, colocando os Red Devils no mapa e mostrando que o blues ainda podia ser feroz, perigoso e arrebatador.
👀CURIOSIDADE: Rick Rubin ficou tão impressionado com a banda que levou Butler e seus comparsas para sessões de gravação com Mick Jagger, embora esse material só tenha saído oficialmente anos depois.
Enquanto King King foi o cartão de visitas oficial, o show no The Borderline, em Londres, no dia 4 de maio de 1993, virou registro lendário entre colecionadores. Diferente do lançamento de 1992, esse é um bootleg não-oficial, circulando em diversas edições piratas. O som é cru, mas captura a banda em território europeu, já cultuada por fãs ingleses que viam nos Devils a reencarnação da ferocidade dos anos 60. O setlist inclui faixas que também aparecem em King King (“I Wish You Would”, “She’s Dangerous”, “Blackwater Roll”), mas também versões explosivas de “Who Do You Love” e “She’s Dynamite”, mostrando a intensidade que Butler e companhia entregavam noite após noite.
👀CURIOSIDADE: apesar de em 1993 já haver rumores de mudanças na formação, no show de Londres ainda estavam juntos os mesmos cinco integrantes originais do álbum oficial. Pouco tempo depois, o guitarrista Paul Size deixaria o grupo, marcando o fim da formação clássica.
AQUI TEMOS DOIS RETRATOS DA MESMA FÚRIA!! COMPARAR LIVE AT KING KING COM O BORDERLINE É ENTENDER DUAS FACES DA MESMA MOEDA:
💥O PRIMEIRO, UM REGISTRO AUTORIZADO, COM QUALIDADE DE SOM IMPECÁVEL E AVAL DE RICK RUBIN, TRANSFORMOU A BANDA EM CULTO IMEDIATO.
💥O SEGUNDO, UM BOOTLEG ARDENTE, MOSTRA OS DEVILS SEM FILTROS DIANTE DE UM PÚBLICO EUROPEU FAMINTO POR BLUES PESADO.
AMBOS SÃO ESSENCIAIS, UM COMO DOCUMENTO HISTÓRICO OFICIAL E OUTRO COMO REGISTRO CLANDESTINO DE UMA BANDA QUE DEIXOU MARCAS PROFUNDAS!! OS DOIS DISCOS JUNTOS FORMAM UM RETRATO PODEROSO DA CURTA, MAS EXPLOSIVA TRAJETÓRIA DOS THE RED DEVILS!!