quinta-feira, 30 de abril de 2026

Hong Kong Garden - Siouxsie & The Banshees

 

Jardim de Hong Kong, Siouxsie & The Banshees

     Em 1978, no auge da cena punk londrina, Siouxsie and the Banshees surgiram com "Hong Kong Garden", um single com a energia bruta típica do punk, mas com um toque exótico. Este single marcou a estreia da banda em estúdio e tornou-se um marco da era pós-punk, fundindo rebeldia, sofisticação e um toque de mistério oriental. A origem da música reside em uma composição intitulada "People Phobia ", escrita pelo guitarrista  John McKay  em 1977. A banda a ouviu pela primeira vez em um ônibus de turnê.  "People Phobia" foi finalmente lançada em CD em 2025 através do site oficial de McKay .

Hong Kong Garden tem suas raízes em um lugar tão comum quanto inesperado: um restaurante chinês em Chislehurst, Kent, chamado Hong Kong Garden. Siouxsie Sioux , a carismática vocalista da banda, ficou cativada pelo local, mas também indignada com um incidente racista que ocorreu ali. Um grupo de skinheads estava importunando os funcionários do restaurante, um incidente que inspirou Siouxsie a canalizar sua raiva em uma canção que combinava exotismo com uma crítica velada à intolerância. No final da década de 1970, na Inglaterra, marcada por tensões raciais e pela ascensão de movimentos como a Frente Nacional (partido políticofascista de extrema  - direita no Reino Unido),essaexperiência afetou profundamente a banda, formada porSiouxsie,Steven Severin(baixo),John McKay(guitarra) eKenny Morris(bateria).

A canção começou a tomar forma durante as primeiras sessões da banda em 1977, quando eles estavam se firmando na cena punk londrina. No entanto, "Hong Kong Garden" transcendeu as limitações do punk puro. O riff de guitarra inicial, criado por McKay , foi inspirado por uma escala pentatônica que lembra melodias orientais, uma referência à cultura asiática. Esse riff, combinado com o ritmo galopante de Morris e o baixo de Severin , cria uma batida hipnótica que transporta o ouvinte, e os vocais de Siouxsie , alternando entre sussurros e proclamações, conferem à canção um ar dramático. Siouxsie queria abordar o racismo que havia testemunhado sem recorrer a uma retórica moralista, optando por letras que exploravam o fascínio pelo exótico ao mesmo tempo que apontavam as atitudes xenófobas da época. Essa sutileza lírica, combinada com a teatralidade de Siouxsie , deu à canção uma profundidade que ia além do punk.

Gravada com o produtor Steve Lillywhite , a música foi lançada em 18 de agosto de 1978 e alcançou o 7º lugar nas paradas do Reino Unido, uma conquista notável para uma banda sem contrato inicial com uma gravadora. O single chamou a atenção por sua fusão de punk, pop e elementos orientais, oferecendo um som inovador que contrastava com a agressividade crua de outras bandas punk. A produção refinada de Lillywhite permitiu que a energia visceral da banda brilhasse sem perder sua essência, enquanto a presença de palco de Siouxsie , com sua maquiagem teatral e estilo andrógino, consolidou sua imagem como um ícone da crescente subcultura gótica.


September - Earth, Wind & Fire

 

Setembro, Earth, Wind & Fire

     Existem canções que, além de soarem, são sentidas; canções que podem nos transportar, e " September" , do Earth, Wind & Fire, é uma delas. Desde seu lançamento em 1978, essa joia do funk e da disco se tornou uma ode à alegria, um raio de sol em forma de música que iluminou — e continua a iluminar — casamentos, festas e encontros quase cinco décadas depois. Estamos no final dos anos 70, uma era em que a disco reinava suprema, mas começava a mostrar sinais de desgaste. O Earth, Wind & Fire , liderado pelo visionário Maurice White , queria que sua música fosse mais do que apenas entretenimento: "deveria elevar a alma, unir as pessoas ", e " September ", escrita por White, Al McKay e Allee Willis , tinha como objetivo refletir precisamente isso.

A canção nasceu num momento de pura inspiração. Allee Willis , compositora que trabalhava com a banda pela primeira vez, recordou como Maurice White lhe transmitiu uma energia quase cósmica enquanto trabalhavam em estúdio. Embora tenha havido muita especulação a respeito, a data "21 de setembro" não tem um significado literal. Willis explicou que simplesmente soava bem, que o ritmo das sílabas se encaixava perfeitamente com a melodia. Alguns descrevem a canção como "uma obra-prima de precisão e exuberância", com o que concordo plenamente . Os metais brilham como raios de sol, a linha de baixo de Verdine White pulsa como o coração de uma festa, e as harmonias vocais, lideradas por Maurice e Philip Bailey , são puro veludo. A guitarra rítmica de Al McKay proporciona um groove contagiante, enquanto a bateria mantém tudo em movimento, como se a própria canção estivesse dançando. É impossível ficar parado quando essa música está tocando.

O que torna "September" tão importante e popular é sua capacidade de unir gerações. Earth, Wind & Fire sempre buscou uma mensagem de união e positividade, e "September" não discrimina; é inclusiva. É para a pessoa que dançava em uma discoteca em 1978, para a pessoa que a ouvia em um casamento nos anos 90 ou para a pessoa que a descobrisse em uma playlist em 2025. É uma canção que transcende o tempo, que nunca envelhece. A letra é simples, porém poderosa, falando de amor, memórias e noites que nunca queremos que terminem. A nostalgia permeia a canção, como se todos nós tivéssemos vivido aquele setembro, mesmo que não consigamos localizá-lo em um calendário. A música foi incluída na coletânea *The Best of Earth, Wind & Fire, Vol. 1* e seu lançamento como single em 1978 a catapultou para o 8º lugar na Billboard Hot 100 dos EUA e para o 1º lugar na parada R&B dos EUA .


ROCK ART


 

Cazuza - Só Se For A Dois [1987]

 



Nem sempre Cazuza foi chamado de “poeta”, “mito”, “exagerado” ou qualquer outra nomeação hiperbólica, fato tão comum e inescapável quando lemos algo sobre sua carreira e seu fim tão triste e abrupto. Houve tempo em que Cazuza era apenas um integrante do Barão Vermelho ou, mais ainda, um ex-vocalista de banda, em busca de um caminho só seu, dada a circunstância de seu carisma ter ultrapassado as fronteiras às vezes pequenas e limitadoras de uma banda de Rock. Poucos sabem que Cazuza foi o último integrante a fazer parte do nascente grupo carioca, que ensaiava na casa do tecladista Maurício Barros, durante as tardes do início dos anos 80. Leo Jaime, então conhecido como Leo Guanabara, recebera o convite para integrar o Barão, mas declinara e decidira colocar Frejat, Guto, Mauricio e Dé em contato com seu amigo Cazuza, que ele conhecia das noites do Baixo Leblon e do grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone. Quando o quarteto ouviu os vocais derramados e intensos de Cazuza, descobriu que havia encontrado o frontman que tanto buscara.

Em 1985, logo após o Rock In Rio, Cazuza deixou a banda. Teve uma carreira vitoriosa à frente do Barão, cravara hits eternos do Rock oitentista como Beth Balanço, Maior Abandonado e Pro Dia Nascer Feliz mas era hora de seguir sua trajetória solo. O primeiro disco, Exagerado, lançado pela Som Livre ainda em 1985, teve na faixa título um hit nacional, parceria com Leoni, então egresso do Kid Abelha. Além dela, Codinome Beija-Flor também cravou a imagem de um Cazuza entre o furioso e o lírico, sempre caracterizado pela dicotomia e pela oscilação. Medieval II, Mal Nenhum (com Lobão) e Só As Mães São Felizes também fizeram bonito neste primeiro disco, mas o ápice viria com o trabalho seguinte, espremido entre a estreia e a delimitação de novos espaços como artista solo e a superexposição que viria com o terceiro álbum, Ideologia, a ser lançado em 1988, em meio às suspeitas sobre Cazuza estar com AIDS, algo que ele admitiria logo em seguida.

Só Se For A Dois foi gravado no fim de 1986 e lançado no ano seguinte por conta de problemas com a gravadora. A Som Livre, braço das Organizações Globo, era dirigida por seu pai, João Araújo, e estava dispensando seu elenco para se dedicar apenas ao lançamento de trilhas sonoras de novelas. Cazuza teve seu segundo disco lançado pela Polygram, que o contratou logo após. A musicalidade dele já se mostrava muito mais evoluída, cada vez mais distante das sonoridades perpetradas pelo Barão Vermelho. A banda que Cazuza arregimentara para o novo trabalho também fazia a diferença, sobretudo pela presença do baixista Nilo Romero e do guitarrista Rogério Meanda. O próprio Cazuza diria estar exercitando um lado “cantor de churrascaria” no disco, algo fora do Rock. E estava mesmo. As interpretações são mais cuidadosas, mais contidas e elegantes. Canções como Lobo Mau da Ucrânia ou Balada Do Esplanada, que não chegaram a fazer sucesso, são pequenos achados dentro da poesia típica do cantor. Assim também o são Heavy Love e a faixa título.

O grande fascínio de Só Se For A Dois reside numa trinca de canções que estão no Top 5 da carreira de Cazuza. O primeiro hit do disco, O Nosso Amor A Gente Inventa (Uma Estória Romântica) é um pequeno primor de beleza, parceria de Cazuza com Nilo Romero e o tecladista João Rebouças. Versos como te ver não é mais tão bacana quanto a semana passada ou o teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer, o meu, poesia de cego, você nem pode ver são exemplos da evolução da estética cazuziana no que diz respeito a letras de amor. Neste mesmo caminho segue a segunda grande canção do disco, Solidão Que Nada, parceria com o kid abelha George Israel e Nilo Romero, que vai num arranjo mais lento e melancólico. O refrão on the run traz viver é bom nas curvas da estrada, solidão, que nada, bem no espírito do Rock nacional oitentista amadurecendo em meio aos holofotes da superexposição.

O grande momento do álbum vem em Vai À Luta, que se vale de arranjo Pop Soul, com metais e andamento curvilíneo. A letra de Cazuza fala sobre a fama fácil, o deslumbramento como consequência natural e se encaixa perfeitamente na melodia criada pelo guitarrista Rogério Meanda. Os versos originais eu te avisei, vai à luta, marca o teu ponto na justa foram subvertidos em um programa na Rádio Transamérica FM da época para eu te avisei, vai à luta, marca um encontro com a Xuxa, do tempo em que havia shows ao vivo nas rádios em programas especiais, feitos com visitas dos artistas aos estúdios das emissoras.

Em 1986/87, este escriba partia para o fim dos estudos no Colégio Santo Agostinho. Lembro de um colega querido que, ao ver o anúncio do show de lançamento do disco no Teatro Ipanema, me falou, entristecido: “poxa, eu queria ir ao show, mas não vai dar”. Eu perguntei o motivo e ele respondeu: “eu não tenho com quem ir”. Mesmo sabendo que ir sozinho a um show pode ser uma experiência melancólica, ainda o animei, dizendo que, se ele estava a fim de ver, deveria ir mesmo sozinho. Meu amigo, hoje médico de sucesso, ex-vereador na cidade de Macaé, me disse: “mas só podem entrar casais, o show é só se for a dois”. Sim, ele havia confundido o nome do espetáculo/disco com uma improvável exigência para assisti-lo.

Depois desse álbum, Cazuza se descobriria portador do vírus da AIDS e sua carreira iniciaria uma lenta decadência. Ainda haveria espaço para três discos, Ideologia (1988), O Tempo Não Para (1989) e Burguesia (1990). Só Se For A Dois foi editado em CD nos anos 2000, depois incluido em uma caixa comemorativa, junto com toda a discografia de Cazuza, ambos já fora de catálogo. Pode ser encontrado à venda em sites da internet por preços camaradas, que não ultrapassam R$ 30,00. É um belo registro de um Cazuza humano, normal, nada mais que um popstar brasileiro em seu tempo.



A1 Só Se For A Dois 4:00
A2 Ritual 2:45
A3 O Nosso Amor Agente Inventa 3:31
A4 Culpa De Estimação 3:00
A5 Solidão Que Nada 3:53
B1 Completamente Blue 3:18
B2 Vai À Luta 3:44
B3 Quarta Feira 3:49
B4 Heavy Love 3:00
B5 Lobo Mau Da Ucrânia 2:17
B6 Balada Do Esplanada

Senha: br320







Plebe Rude - Evolução, Vol. I [2019]

 



O que é o punk rock, afinal? O estilo musical importado dos Estados Unidos e da Europa em meados dos anos 1970 era muito claro em sua concepção antidogmática de “faça você mesmo” e “faça o que quiser”. Se não existem dogmas, a liberdade é a força motriz que impulsiona a criação. Tendo isso em mente, uma das bandas mais clássicas do gênero no Brasil, a Plebe Rude, lançou em dezembro passado a primeira parte de um disco duplo, “Evolução – Volume 1” (2019), uma espécie de ópera rock que narra a evolução humana a partir do surgimento do homo sapiens – o volume 2 será lançado em 2020.

Para um trabalho tão extenso, em tempos de música portátil, o grupo brasiliense ousou no formato do lançamento do material. Um disco duplo, com 28 faixas, em pleno século XXI, dividido em dois volumes. “O volume 1 começa com o homem se tornando um bípede, explorando seu habitat e descobrindo a arte da convivência e da sobrevivência. Ele começa a se fixar ao redor do planeta e passa por todos os marcos da história até o início do século XX”, explica o baixista André X. “Deixamos o século XX para o volume 2”, avisa.

“Acho que não faz muito sentido lançar um EP”, arrisca o guitarrista, vocalista e fundador da banda Philippe Seabra. “Estou terminando meu livro, e só porque as pessoas não têm mais tanta paciência em ler, eu deveria lançar um conto? Acho que não. O disco tem um conceito, conta toda uma história e a obra precisa ser contada de uma forma completa”, conta.

A faixa que abre o disco, e que tem o mesmo nome do álbum, é uma composição que data de 1989, sendo redescoberta durante o período em que Philippe trabalhava em sua autobiografia (o título ainda é uma surpresa e o livro não tem data de lançamento).

A ideia inicial era que a canção servisse como trilha sonora para uma peça infantil na qual a banda estava se empenhando, após uma malfadada tentativa de passar a faixa para frente. “Como a música era bem humorada, eu mostrei para o Evandro Mesquita, mas ele não se interessou muito. Pensamos ‘Se nem a Blitz curtiu, o que a Plebe vai fazer?’ (risos). Pensamos na questão da peça, mas quanto mais trabalhávamos, mais músicas iam surgindo e percebemos que dava pra fazer algo bastante diferente com aquilo”.

“Ficamos um ano compondo e gravando essas músicas”, relembra André X. “Tinham sessões de ensaio em que nasciam duas ou três no mesmo dia! Desde que ensaiávamos no Radio Center, em Brasília, dividindo uma sala com a Legião Urbana, que não passávamos por um período tão fértil”, rememora.

A exploração com outros formatos de composição não é nenhuma novidade na carreira dos brasilienses. Desde os anos 1990, a Plebe é dada a experimentações. Nesse disco, que narra desde os primeiros passos do ser humano, até intervenções alienígenas num futuro distante, a banda passeia por diversos estilos musicais, trabalhando lado a lado, inclusive com uma orquestra. Pois realmente, na música e, também no punk, não existem limitações.

“O que eu sempre gostei muito do punk quando conheci é que ele era muito inclusivo. Você não precisava ser um exímio músico ou instrumentista para fazer música. Isso me chamou atenção desde o começo, pois o rock clássico e progressivo, que eu também gosto bastante, era mais complicado, menos acessível. Mas sempre gostamos de mesclar gêneros, tentar novas coisas. Trabalhamos com uma orquestra, com músicos pop, arranjos com viola caipira. Sempre seguimos direções não óbvias”, conta Seabra.

Desde 2004 a Plebe conta com um membro paulista no cartel. Nada mais, nada menos que Clemente Nascimento, guitarrista e vocalista da lendária banda paulista Inocentes. A entrada de Clemente reacendeu uma velha fagulha do cenário punk brasileiro: Afinal, onde começou tudo? São Paulo ou Brasília?

Para Philippe, um brasiliense convicto, a capital federal ocupa a segunda posição no ranking da chegada dos moicanos, jaquetas de couro e alfinetes no país. “Foram concomitantes, mas acho que São Paulo leva a primeira posição”, opina. Ele ainda relata que a amizade com Clemente se estende desde o início dos anos 1980.

“O Clemente, na verdade, foi o primeiro punk que nós conhecemos. Quando fomos pra São Paulo nas primeiras vezes e íamos nas casas noturnas, como o Napalm, ficamos extremamente surpresos com a cena que existia por lá. Falo isso com o maior respeito e a maior humildade, porque não esperávamos. O próprio Renato (Russo), quando foi lá a primeira vez, voltou de boca aberta e nos dizendo “Philippe, eles conhecem tudo. É surreal”.

Há 38 anos ajudando a capitanear a Plebe (junto dele, da formação original apenas o baixista André X se mantém da formação original – Jander “Ameba” Bilaphra, outro nome lendário da formação clássica da Plebe, conversou com o Scream & Yell anos atrás), o que não falta para Philippe são histórias para repartir sobre o período de ebulição e descoberta musical naquela longínqua Brasília dos anos 1970 e 1980. Por isso, o livro entrou nos planos.

“Eu conversava com amigos daquela época e percebia que a maioria deles não se lembrava de nada do que tinha acontecido, só eu. Acho que pelo fato de eu ter sido um dos únicos a não fumar maconha naquela época (risos). Decidi então começar a botar isso no papel, como uma forma de resgate dessas histórias. O livro fala não só sobre o punk, mas sobre Brasília e sobre mim, histórias de festas, da minha família. É um livro de sexo, drogas e rock n’ roll, mas falando sobre as drogas dos outros, porque eu nunca usei drogas (risos)”, confessa Philippe.

Por enquanto, os fãs da Plebe Rude podem ter acesso as primeiras 14 músicas que compõem o “Evolução, Volume I” (2019), mas logo logo “Evolução, Volume II” estará disponível atualizando uma discografia aberta com o clássico EP “O Concreto Já Rachou” (1985) e seguida, ainda nos anos 80, pelos álbuns “Nunca Fomos Tão Brasileiros” (1987) e “Plebe Rude” (1988), o último com a formação clássica da banda. Depois, Philippe e André lançaram “Mais Raiva do Que Medo” (1993). A nova fase da Plebe traz três discos: “R ao Contrário” (2006), “Nação Daltônica” (2014) e, agora, “Evolução” (2019/2020).

“Nesse momento esdrúxulo que estamos vivendo, mais do que nunca as letras da Plebe parecem assustadoramente atuais”, analisa Philippe Seabra. “Como artistas, ficamos felizes com a relevância da obra, mas como cidadãos ficamos aflitos. Mas continuamos nossa missão de conscientizar através da música, e com ‘Evolução’ não é diferente”, afirma. “Vivemos tempos estranhos”, observa André. “Uma onda de intolerância e de incompreensão paira no ar. Isso veio de algum lugar, nada dessa magnitude brota sozinho. A resposta está no comportamento histórico do ser humano”, acredita. É bom prestar atenção em “Evolução”.

1 Evolução
2 O Início
3 A Nova Espécie
4 O Fogo Que Ilumina O Caminho
5 A Janela Pro Céu
6 A Queda De Roma
7 Bring Out Your Dead
8 Nova Fronteira
9 Descobrimento Da América
10 Um Belo Dia Em Florença
11 Luz No Fim Das Trevas, Pt. 1
12 Luz No Fim Das Trevas, Pt. 2
13 A História Deja Vu
14 A Mesma Mensagem





Phil Lesh - 25/06/2006 - Atlanta

 




Phil Lesh & Friends 
2006-06-25 
Vinyl
Atlanta, GA
Soundboard Recording


01. Introduction 
02. Cumberland Blues 
03. Ramblin' Man 
04. Blue Sky 
05. Franklin's Tower 
06. Band Interview 
07. Going Down The Road Feelin Bad 

Embora Phil Lesh já fosse parte integrante do Grateful Dead em 1967, ele foi, na verdade, o último membro fundador da banda. Ele foi convencido a se juntar ao grupo e tocar baixo quando eles ainda se chamavam The Warlocks, no final de 1964, apenas alguns meses antes da mudança de nome! Lesh nunca havia tocado baixo antes, mas sua formação clássica o capacitou a aceitar o novo desafio. Além disso, como não tinha ideias preconcebidas sobre como tocar baixo, pôde experimentar e revolucionar o papel do instrumento. Em vez de simplesmente servir como parte da seção rítmica, Lesh usou o baixo para ajudar a liderar as jams psicodélicas que caracterizavam o som da banda. Embora Phil cantasse ocasionalmente durante os shows do Grateful Dead, ele dificilmente parecia o tipo de pessoa que lideraria uma banda. No entanto, quando o Grateful Dead se separou oficialmente em 1995, após a morte de Jerry Garcia, ele fez exatamente isso. Em 1998, ele começou a tocar sob o nome de Phil Lesh and Friends. Ao longo dos anos, o grupo reuniu um verdadeiro panteão do rock and roll, incluindo Jorma Kaukonen, Trey Anastasio, John Molo, Warren Haynes, Jimmy Herring, Joan Osborne, Derek Trucks e Susan Tedeschi, só para citar alguns. Esta gravação de mesa de som captura a versão de 2005 do Phil & Friends em Atlanta, no dia 25 de junho de 2005,







Simon & Garfunkel - 1966-06-26 - Provins, France

 




Simon & Garfunkel
1996-06-26
Provins Festival
Provins, France
FM Broadcast

01. The Sound Of Silence 
02. I Am A Rock 
03. A Most Peculiar Man 


Em 1967, Simon & Garfunkel mantiveram um perfil discreto, passando a maior parte do tempo em estúdio gravando o álbum Bookends, que só seria lançado em 1968. Lançaram dois singles naquele ano, "At The Zoo" e "Fakin' It", que alcançaram as posições 16 e 23, respectivamente, na parada da Billboard. Ambos seriam posteriormente incluídos em Bookends. O único evento importante da dupla em 1967 foi sua apresentação no Festival Pop de Monterey, em 16 de junho, onde encerraram a primeira noite do evento de três dias.






Wolfgang Dauner's Et Cetera - Live (1973)

 



Twelve And Nine     12:00
Introduction     10:34
Es Soll Ein Stück Vom Willi Sein     9:45
Plumcake     10:05
G X 3 And Blues     22:00
The Love That Cannot Speak It's Name     16:40
Nemo's Dream     4:24












Vita Nova - Same (1971)

 



Vita Nova foi fundada por três músicos de origem bastante diferente, Eddy Marron (guitarra, baixo, vocal), que nasceu no leste da Alemanha, mas emigrou para o oeste, estudou guitarra de concerto e já se tornou músico profi com vinte anos, Sylvester Levay (Teclados) com pais húngaros, mas nascidos na Sérvia, teve aulas de piano clássicas quando jovem e Christian Hoffmann, também conhecido como Chris Hoff (bateria), nascido na Suíça, que tocava com Levay na banda Ambros Seelos.


- Eddy Marron / all guitars, solo vocals
- Sylvester Levay / vocals, vintage keyboards, Hohner clavinet, hybrid harpsichord
- Christian Von Hoffman / drums, vocals

1. Quomodo manet
2. Vita Nova inventions
3. Whirl wind
4. Istanbul
5. Sylvester
6. Wildman
7. Inventions finale
8. Heva-cleva
9. Adoramus
10. Sunt alteri
11. Adoramus finale
12. Tempus Est
Bonus tracks on cd release:
13. Lacrimosa
14. Olymp 99






Iva Zanicchi – 2 En 1 En Castellano (1982)


Uma coletânea da Sony Music Argentina com canções interpretadas em espanhol por Iva Zanicchi. Ou talvez devesse dizer interpretadas em espanhol argentino, já que Iva definitivamente tem um forte sotaque argentino neste CD.
Um sotaque que, aliás, não incomoda em nada. Ela é uma das poucas cantoras italianas que não me incomoda ouvir em outro idioma. Uma excelente coletânea desta grande cantora.

***

Lista de faixas:

01. Nostalgias
02. Imagínate (Immagina)
03. Para vivir un gran amor
04. Yo que no vivo sin tí (Io che non vivo senza te)
05. En Aranjuez con tu amor (Aranjuez, mon souvenir)
06. La noche de mi amor (A noite do meu bem)
07. Con todo el amor que yo puedo (Con tutto l’amore che posso)
08. Pienso en ti (E penso a te)
09. En mi mundo (Il mio mondo)
10. La orilla blanca, la orilla negra (La riva bianca, la riva nera)
11. Yo, por amarte (Io per amarti)
12. Olvidala (Dimentica)
13. Te quiero te quiero
14. Esta noche te quiero (Questa notte ti voglio)
15. Fra Noi (Fra noi è finita così)
16. La tonta soy yo (La scema sono io )
17. No me dejes, no (Ne me quitte pas)
18. Mentira
19. Deuda
20. Puerto Pollensa


MUSICA&SOM ☝






Destaque

GA-20 - Orphans 2025

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