sábado, 2 de maio de 2026

Elegant Weapons - Evolution (2026) Internacional

 

Se o primeiro disco dos Elegant Weapons foi o nascimento de um projeto ambicioso, Evolution (2026) é o momento em que a criatura ganha consciência e toma o seu lugar no topo da cadeia alimentar do Metal moderno. Richie Faulkner não deu apenas um nome apropriado ao álbum; ele deu-lhe um propósito.

Após meses na estrada, a química entre os músicos consolidou-se, transformando o que poderia ser apenas um "supergrupo de estúdio" numa unidade coesa, pesada e surpreendentemente emocional.


Avaliação: Elegant Weapons – Evolution (2026)

O Motor do Metal: A Nova Cozinha

Embora Faulkner e Romero sejam as faces visíveis, a entrada de Dave Rimmer (Uriah Heep) e Christopher Williams (Accept) em estúdio mudou o jogo. A secção rítmica é agora uma fundição de aço: Williams traz a precisão teutónica do seu trabalho nos Accept, enquanto Rimmer oferece aquele "groove" clássico que só décadas de Uriah Heep podem ensinar.

Análise das Faixas: Diversidade e Identidade

Faixa

Destaque

Vibe Musical

"Evil Eyes"

Riff principal

Metal melódico clássico com um balanço contagiante.

"Bridges Burn"

Refrão

O single perfeito: cativante, épico e feito para as rádios.

"Generation Me"

Atitude

Peso à la Black Sabbath com uma crítica feroz às redes sociais.

"Come Back to Me"

Solo Bluesy

Uma balada com alma, elevada pelo Hammond de Adam Wakeman.

"Rupture"

Instrumental

Pessoal e intensa; inspirada na cirurgia de Faulkner em 2021.

"Keeper of the Keys"

Progressão

A "magnum opus" do disco, com teclados grandiosos e solos duplos.

Os Convidados e os Momentos Épicos

O álbum brilha especialmente quando Faulkner decide partilhar o palco. Em "Thrown to the Wolves", o duelo de guitarras com a estrela em ascensão Jared James Nichols é um convite ao air guitar desenfreado — um tributo ao Hard Rock old school que não soa datado, mas sim revitalizado.

Outro ponto fundamental é a participação de Adam Wakeman. Seja no órgão Hammond em "Come Back to Me" ou na introdução majestosa de "Keeper of the Keys", ele adiciona uma textura que remete aos anos 70, mas com a produção moderna e musculada de Andy Sneap.


O Coração da Máquina: "Rupture"

É impossível ouvir "Rupture" sem sentir o peso da história de Richie Faulkner. O som do batimento cardíaco no início da faixa instrumental serve como um lembrete da sua mortalidade e da sua força. É um momento de vulnerabilidade artística que mostra que os Elegant Weapons têm muito mais no arsenal do que apenas velocidade e distorção; eles têm humanidade.


O Veredito Final

Evolution é um passo de gigante para a banda. Ronnie Romero confirma que é o vocalista definitivo para este projeto, adaptando-se perfeitamente desde o peso "Sabbático" até ao Blues mais contido. Sob a produção de Andy Sneap, o disco soa imenso, mas mantém a sujeira necessária do Rock 'n' Roll.

Se o primeiro disco foi uma introdução, este segundo é a afirmação de que os Elegant Weapons estão aqui para ficar. Eles encontraram o equilíbrio perfeito entre o Hard Rock clássico e o Metal melódico contemporâneo.

Nota: 9.2/10

"Richie Faulkner não está apenas a tocar guitarra; ele está a celebrar a vida. Evolution é o som de uma banda que sobreviveu à tempestade e agora está pronta para conquistar o horizonte."


Destaques: "Bridges Burn", "Keeper of the Keys", "Generation Me".

Recomendado para: Fãs de Judas Priest, Rainbow, Black Sabbath e de qualquer pessoa que aprecie guitarras com "sangue nas guelras".


Temas:

01. Evil Eyes
02. Generation Me
03. Bridges Burn
04. Holy Roller
05. Come Back To Me
06. The Devil Calls
07. Thrown To The Wolves
08. Shooting Shadows
09. Rupture
10. Mercy Of The Fallen
11. Keeper Of The Keys

Banda:

Ronnie Romero (Lords of Black, Rainbow, MSG) - Vocals
Richie Faulkner (Judas Priest) - Guitars
Dave Rimmer (Uriah Heep) - Bass
Christopher Williams (Accept) - Drums



sexta-feira, 1 de maio de 2026

Gus G. - Steel Burner (2026) Grécia

 

Para quem ainda pergunta quem é Gus G. em 2026, a resposta curta é: onde é que estavas escondido nos últimos 20 anos? Entre carregar o legado de Ozzy Osbourne, liderar os Firewind e colaborar com metade da cena Power/Death melódica europeia, o guitarrista grego tornou-se uma instituição.

Lançado a 24 de abril de 2026, o seu quinto álbum solo, Steel Burner, é exatamente o que o título sugere: um motor afinado de metal clássico que queima combustível de alta octanagem. Mas será que ele atinge a velocidade máxima ou fica-se pela "zona de conforto" do virtuosismo?


Avaliação: Gus G. – Steel Burner (2026)

O Equilíbrio entre a Técnica e a Composição

Gus G. sempre teve uma qualidade rara entre os "guitar heros": ele sabe quando parar de fritar as cordas para deixar a música respirar. Em Steel Burner, esse equilíbrio é a sua maior força. O álbum alterna entre instrumentais que mostram por que é que o Ozzy o escolheu e faixas vocais que piscam o olho ao Rock Melódico e ao Heavy Tradicional.

O Desfile de Vozes: Potência sem Picos

O álbum vive muito dos seus convidados, e o alinhamento é, no papel, imbatível. No entanto, fica a sensação de que Gus foi um anfitrião "educado" demais.

Vocalista

Faixa

Performance

Doro Pesch

"Nothing Can Break Me"

Entrega aquela rouquidão icónica e autoridade de quem manda no Metal.

Matt Barlow

"Dancing With Death"

Uma performance sólida e dramática, como seria de esperar do ex-Iced Earth.

Dino Jelusick

"No One Has To Know"

O grande destaque. Dino entrega tudo, provando ser uma das vozes mais versáteis da atualidade.

O Veridito Vocal: Embora as performances sejam irrepreensíveis, concordo contigo: falta aquele momento de "perigo". Parece que todos cantaram dentro das suas zonas de conforto, sem serem empurrados para aquele abismo criativo que transforma uma música "decente" numa "histórica".


Destaques Instrumentais

As faixas onde Gus deixa a guitarra falar sozinha continuam a ser um deleite para os entusiastas das seis cordas. Ele não se limita a exibir velocidade; há melodia, há fraseado e, acima de tudo, há bom gosto. Gus G. compreende que um solo deve ser uma extensão da história da música, não uma interrupção técnica.


O Veredito Final

Steel Burner é um álbum extremamente sólido e bem produzido. É um disco que vais querer ouvir se gostas de guitarras bem tocadas e composições diretas, sem grandes pretensões progressivas.

No entanto, a tua crítica é cirúrgica: falta-lhe o "fator X". É um trabalho de um mestre que conhece tão bem o seu ofício que acaba por entregar algo seguro. É "decente" em todos os aspetos, mas talvez falte um pouco de "caos" ou um desafio maior aos vocalistas para o tornar excecional.

Nota: 7.8/10

"Gus G. continua a ser o mestre da precisão grega. Steel Burner incendeia a estrada, mas talvez falte um pouco de fumo para nos deixar realmente sem fôlego."


Destaques: "No One Has To Know" (com Dino Jelusick) e as peças instrumentais mais dinâmicas.

Recomendado para: Fãs de Firewind, Joe Satriani com mais "punch", e quem aprecia um Heavy Metal melódico executado com perfeição técnica.


Temas:

01. Steel Burner
02. Nothing Can Break Me (featuring Doro Pesch)
03. Dancing With Death (featuring Matt Barlow)
04. Advent
05. What If
06. Frenemy (featuring Ronnie Romero)
07. No One Has To Know (featuring Dino "Jelusick" Jelusi?)
08. Confession
09. My Premonition (featuring Ronnie Romero)
10. Closure

Banda:

Gus G.: All guitars, bass, keyboards, drums
Doro Pesch: Vocals on track 2
Matt Barlow: Vocals on track 3
Ronnie Romero: Vocals on tracks 6 and 8
Dino "Jelusick" Jelusi?: Vocals on track 7
Andrea Arcangeli: Bass on tracks 6 and 8
Dennis Ward: Bass on track 2








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