Em parelelo o cara também trabalhou com o Deep Purple desde os primórdios do MKII também como engenheiro de som e marcou seu nome no Concert for Group and Orchestra (1969), In Rock (1970), Fireball (1971), Machine Head (1972), Made in Japan (1972), Who do We Think We Are (1973) e também trabalhou com as formações do MKIII e MKIV, mas apesar de continuar como engenheiro de som ai já começava a dar seus passos como co-produtor e nesta nova fase participou do Burn (1974), Stormbringer (1974), Come Taste the Band (1975), Made in Europe (1976) e do Last Concert in Japan (1977), ou seja, trabalhou com o grupo até o fim e nas gravações do dos britânicos especialmente na faixa Hard Lovin Man, do In Rock, que foi dedicada a ele.
Os trabalhos como produtor ao lado Whitesnake com quem começou a trabalhar no final da década de 1970 e foi o responsável pela produção de álbuns como Lovehunter (1979), mas na verdade os trabalhos mais importantes do grupo anterior ao estouro com 1987, rolaram com Ready an Willing (1980), o duplo ao vivo Live...in the Heart of the City (1980), Come an´ Get It (1981), Saints and Sinners (1982) e Slide it In (1984). O trabalho mais bem sucedido dessa parceria foi Slide It In, pois através dele a banda estourou e começou a fazer figura em vários lugares mundo a fora emplacando diversos hits que invadiram as FMS norte americanas e as mentes da galera.
No seu currículo já constavam grandes nomes, álbuns clássicos nos quais trabalhou como engenheiro e principalmente como produtor. O maior êxito de Martin Birch foi o Iron Maiden com quem trabalhou produzindo os álbuns clássicos desde Killers (1981) ao Fear of the Dark (1992), o último álbum de sua bem sucedida carreira. A sua chegada a banda aconteceu após a insatisfação com a produção do primeiro álbum e então com o seu já extenso currículo naquela altura acabou sendo escolhido para assumir o posto. Killers foi o começo do sucesso do grupo e pode-se atribuir isso não só a banda, mas ao trabalho de Martin Birch, pois é só comparar o primeiro e o segundo álbum para verificar as diferenças nos seus detalhes mais ínfimos. Neste último álbum da era Paul D´ianno, a banda, no seu segundo registro emplacou os singles "Twilight Zone" e "Purgatory". Porém os álbum mais emblemáticos "The Number of the Beast" e "Powerslave" são os pontos altos dessa parceria nada mais nada menos do que brilhante.
Falando apenas clássicos: O que se sente quando se tem em mãos o Rising (1976), Rainbow, rolando na sua vitrola, no último volume? O que pensar de um álbum como The Number of the Beast (1982), do Iron Maiden? Imagine ainda ter mãos e nos ouvidos massageando a sua mente e o seu ego álbuns como Argus (1972), do Wishbone Ash. No outro canto do ring a velha bruxa com seu Heaven and Hell (1980) e aquela pegada de cunho sexual, que mais parece um atentado violento ao pudor como faz o Whitesnake, no seu poderoso Slide It In (1984) e ai o que pensar e o que sentir quando na frente destes clássicos?
Será que o mérito é só dos músicos talvez na hora no calor das emoções em ouvir os vocais, as guitarras, baixo e bateria não lembramos que por trás daquele sucesso existem outros profissionais importantes para o resultado final que escutamos em nossas vitrolas então quando você pegar um disco qualquer destes lembre-se que ali está Martin Birch cuja aposentadoria aconteceu em 1992 marcando o fim da magia de um mago, que apenas sobrevive nos discos para contar a história dos clássicos atrás das cortinas





















