sexta-feira, 1 de maio de 2026

Gus G. - Steel Burner (2026) Grécia

 

Para quem ainda pergunta quem é Gus G. em 2026, a resposta curta é: onde é que estavas escondido nos últimos 20 anos? Entre carregar o legado de Ozzy Osbourne, liderar os Firewind e colaborar com metade da cena Power/Death melódica europeia, o guitarrista grego tornou-se uma instituição.

Lançado a 24 de abril de 2026, o seu quinto álbum solo, Steel Burner, é exatamente o que o título sugere: um motor afinado de metal clássico que queima combustível de alta octanagem. Mas será que ele atinge a velocidade máxima ou fica-se pela "zona de conforto" do virtuosismo?


Avaliação: Gus G. – Steel Burner (2026)

O Equilíbrio entre a Técnica e a Composição

Gus G. sempre teve uma qualidade rara entre os "guitar heros": ele sabe quando parar de fritar as cordas para deixar a música respirar. Em Steel Burner, esse equilíbrio é a sua maior força. O álbum alterna entre instrumentais que mostram por que é que o Ozzy o escolheu e faixas vocais que piscam o olho ao Rock Melódico e ao Heavy Tradicional.

O Desfile de Vozes: Potência sem Picos

O álbum vive muito dos seus convidados, e o alinhamento é, no papel, imbatível. No entanto, fica a sensação de que Gus foi um anfitrião "educado" demais.

Vocalista

Faixa

Performance

Doro Pesch

"Nothing Can Break Me"

Entrega aquela rouquidão icónica e autoridade de quem manda no Metal.

Matt Barlow

"Dancing With Death"

Uma performance sólida e dramática, como seria de esperar do ex-Iced Earth.

Dino Jelusick

"No One Has To Know"

O grande destaque. Dino entrega tudo, provando ser uma das vozes mais versáteis da atualidade.

O Veridito Vocal: Embora as performances sejam irrepreensíveis, concordo contigo: falta aquele momento de "perigo". Parece que todos cantaram dentro das suas zonas de conforto, sem serem empurrados para aquele abismo criativo que transforma uma música "decente" numa "histórica".


Destaques Instrumentais

As faixas onde Gus deixa a guitarra falar sozinha continuam a ser um deleite para os entusiastas das seis cordas. Ele não se limita a exibir velocidade; há melodia, há fraseado e, acima de tudo, há bom gosto. Gus G. compreende que um solo deve ser uma extensão da história da música, não uma interrupção técnica.


O Veredito Final

Steel Burner é um álbum extremamente sólido e bem produzido. É um disco que vais querer ouvir se gostas de guitarras bem tocadas e composições diretas, sem grandes pretensões progressivas.

No entanto, a tua crítica é cirúrgica: falta-lhe o "fator X". É um trabalho de um mestre que conhece tão bem o seu ofício que acaba por entregar algo seguro. É "decente" em todos os aspetos, mas talvez falte um pouco de "caos" ou um desafio maior aos vocalistas para o tornar excecional.

Nota: 7.8/10

"Gus G. continua a ser o mestre da precisão grega. Steel Burner incendeia a estrada, mas talvez falte um pouco de fumo para nos deixar realmente sem fôlego."


Destaques: "No One Has To Know" (com Dino Jelusick) e as peças instrumentais mais dinâmicas.

Recomendado para: Fãs de Firewind, Joe Satriani com mais "punch", e quem aprecia um Heavy Metal melódico executado com perfeição técnica.


Temas:

01. Steel Burner
02. Nothing Can Break Me (featuring Doro Pesch)
03. Dancing With Death (featuring Matt Barlow)
04. Advent
05. What If
06. Frenemy (featuring Ronnie Romero)
07. No One Has To Know (featuring Dino "Jelusick" Jelusi?)
08. Confession
09. My Premonition (featuring Ronnie Romero)
10. Closure

Banda:

Gus G.: All guitars, bass, keyboards, drums
Doro Pesch: Vocals on track 2
Matt Barlow: Vocals on track 3
Ronnie Romero: Vocals on tracks 6 and 8
Dino "Jelusick" Jelusi?: Vocals on track 7
Andrea Arcangeli: Bass on tracks 6 and 8
Dennis Ward: Bass on track 2








M.ill.ion - Legend (2026) Suécia

 

Três décadas depois de terem conquistado o Japão e os corações dos puristas do Rock Melódico, os suecos do M.ill.ion provam que o título do seu novo álbum não é apenas uma palavra forte — é um estatuto. Legend (2026) marca o regresso definitivo da formação original ao estúdio com material 100% inédito, consolidando a reunião iniciada em 2020.

Esqueçam a nostalgia barata; o que temos aqui é uma banda "em chamas" que sabe exatamente como equilibrar o peso do Hard Rock com o polimento do AOR.


Avaliação: M.ill.ion – Legend (2026)

A Magia do Quarteto Original

Ver Hans Dalzon (vocais), BJ Laneby (baixo) e os restantes membros fundadores juntos novamente é como encontrar aquela peça de puzzle que esteve perdida no sofá desde 1992. A química é instantânea. Produzido pela própria banda e mixado pelo veterano Martin Kronlund, o álbum evita os excessos digitais modernos, preferindo uma sonoridade orgânica que remete aos tempos áureos do PUK Studio, mas com o impacto necessário para os sistemas de som de 2026.

Estrutura e Sonoridade: "Nine Tracks, No Fillers"

Com apenas nove faixas, o M.ill.ion tomou a decisão executiva de privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade. O resultado é um disco coeso que passeia entre três pilares fundamentais:

  • Hard Rock Clássico: Riffs diretos e uma secção rítmica liderada por Laneby que impulsiona as canções com uma autoridade que só décadas de estrada conferem.

  • AOR Melódico: Refrões feitos para serem cantados em festivais como o Sweden Rock, com harmonias vocais que justificam a reputação da banda no Reino Unido (Firefest) e na Alemanha.

  • Rock 'n' Roll Puro: Aquela "sujeira" elegante que nos lembra por que é que eles abriram para lendas como Nazareth e Michael Schenker.


O Que Torna "Legend" Especial?

Elemento

Impacto no Álbum

Voz de Hans Dalzon

Recupera a identidade que colocou o álbum No.1 no Top 30 japonês.

Mixagem de Martin Kronlund

Garante que as melodias não se percam no meio da distorção das guitarras.

Composição

Reflete uma maturidade que bandas mais jovens raramente conseguem mimetizar.

"O M.ill.ion não está a tentar reinventar a roda; eles estão apenas a lembrar-nos de que foram eles que ajudaram a polir os raios da mesma."


O Veredito Final

Legend é o culminar de uma jornada que sobreviveu a hiatos, mudanças de formação e a uma indústria musical em constante mutação. Sob a gestão da Head First Entertainment e o selo da Escape Music, a banda entrega um trabalho que honra o seu passado cult (da era de Electric) enquanto olha para o futuro.

É um álbum vibrante, melódico e, acima de tudo, honesto. Se gostas de rock escandinavo com alma, este disco é obrigatório.

Nota: 8.9/10


Destaques: A coesão rítmica e a performance vocal de Dalzon, que parece não ter envelhecido um dia desde os anos 90.

Recomendado para: Fãs de Alien, Treat, Magnum e qualquer pessoa que acredite que o rock melódico sueco é o melhor do mundo.


Temas:

01. Kingmaker
02. Bad Lovin'
03. The Legend Lives On
04. Wheels & Wings
05. Private Dancer
06. No Garden Of Eden
07. Grow Old Together
08. Ready To Rock
09. Half Man, Half Consumer

Banda:

Hans Dalzon - Vocals
CT Rohdell - Guitars, Backing Vocals
B.J Laneby - Bass
Magnus Rohdell - Drums
Marcus Berglund - Keyboard



Destaque

Elizabeth King - Living in the Last Days (2021)

  01.  No Ways Tired  02:55 02. He Touched Me 03:06 03.  Living In The Last Days  03:08 04.  Testify  03:23 05. Mighty Good God 03:38 06. A ...