quarta-feira, 22 de junho de 2022

UFO - The Wild, the Willing and the Innocent

 


O UFO sem dúvidas não foi uma banda derradeira dos anos 70. Haviam lançado três grandes obras na década que os amantes do som pesado amam ; Phenomenon ( 1974 ),  Lights Out ( 1977 ) e o clássico ao vivo idolatrado por todos, Strangers In The Night ( 1979 ).

A década foi tão produtiva que em 1980 no álbum No Place to Run, o grande George Martin ( o cara que só trabalhou com os Beatles ) entrava no barco para produzir o disco. Os britânicos só não tinham começado os anos 80 com o pé direito porque o guitarrista Michael Schenker saiu e seguiu seu rumo tão conhecido por nós.

The Wild, the Willing and The Innocent chegou as lojas em Janeiro de 1981. Para mim, superava qualquer trabalho que Phil Mogg e cia fizeram até então.


"  Essa trupe protagonizava alguns dos melhores shows da época "

A bolacha começa com a pegada de " Chains Chains ", tendo belos riffs que encantam tanto quanto o refrão, assim como " Long  Gone " , começando suavemente até ganhar a pegada única da banda. A faixa título vem logo em seguida antecedendo " It´s Killing Me ", está última com solos fantásticos de guitarra.

Assim somos levados ao segundo e melhor lado do trabalho. A ótima " Makin´Moves " nos da boas vindas celebrando uma excelente voz de Phill Mogg, abrindo portas para o primeiro clássico. " Lonely Heart " é uma maravilhosa faixa que foi uma das primeiras músicas dos caras que me agradou, sem esquecer que a passagem no saxofone de Neil Carter é simplesmente inesquecível. Já " Profession of Violence " trilha uma bonita balada que não se compara ao maior clássico do álbum ; Estou falando de " Couldn't Get It Right ", o hino perdido do Rock N´ Roll.

Notando que o UFO foi uma das poucas bandas que conseguiram unir Heavy Metal e Hard Rock competentemente, The Wild, the Willing and the Innocent foi bem nas vendas, mas não foi aquele estouro digno de Billboard. A maioria da crítica deram notas ridículas, o que de hipótese alguma condiz com a qualidade do compacto. Certamente é o melhor disco da carreira do grupo, se adaptando muito bem para uma nova geração que viria, e ao que grandes bandas de Rock exigem. Indispensável do começo ao fim.


Phill Mogg e Neil Carter em uma apresentação na Alemanha, 1982  "

A entrada do talentoso, multi - instrumentista Neil Carter deu ao UFO uma nova cara. Piano e o uso de sintetizadores são muito bem usados durante a gravação, além de saxofone e outros instrumentos musicais, que não impediram de maneira alguma a essência pesada das origens do conjunto. 

Injusto citar o vocalista Phil Mogg como o principal mentor. O ótimo guitarrista Paul Chapman foi bastante importante para as composições do grupo, assim como o baixista e um dos fundadores, Pete Way, que devido a ele, aconteceu o fim definitivo de uma incrível formação que marcou a história do Rock. Marcante foram os dois anos em que se passaram juntos. Way saiu após gravar o grande Mechanix ( 1982 ), e logo em seguida, Carter, Chapman e o fiel baterista Andy Parker abandonaram o barco.

O UFO ao longo dos anos viveu uma constante mudança de formações. Há quem diga que aquele UFO de Michael Shenker e Paul Raymond foi a melhor fase da banda, mas eu digo com toda convicção que aquele de Paul Chapman e Neil Carter foi arrasador.

Um clássico escondido...


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