
Resenha
The Dark Side Of The Moon
Álbum de Pink Floyd
1973
CD/LP
50 anos de The Dark Side Of The Moon
Uma obra musical relevante ainda nos dias atuais, completa cinquenta anos de existência. O Pink Floyd abre o seu baú, e prepara um lançamento com tudo que tem direito, e que irá revelar todos os segredos do lado escuro da lua. Vem aí uma nova caixa que vai ter tudo referente ao período criativo em que a banda produziu esse monumento do Rock mundial. O ano era o de 1973, no dia 01 de Março era colocado nas prateleiras das lojas de discos ao redor do mundo um novo LP, cuja capa era preta e possuía um prisma, bem no meio, através dele, um feixe de luz branca atravessava a forma geométrica e terminava se tornando todas as cores. Era o lançamento do Pink Floyd daquele ano. Foi gravado em 40 sessões, entre Maio de 72 e Fevereiro de 73, nos lendários estúdios Abbey Road, em Londres. À disposição do grupo, uma recém adquirida mesa de som com 16 canais. Era mais um passo em direção às inovações tecnológicas, assim como sintetizadores mais modernos. O grupo queria renovar sua sonoridade e deixar pra trás a psicodelia dos discos anteriores. O engenheiro de som, Alan Parsons, foi muito importante no processo, e apesar de jovem, já havia trabalhado com alguns nomes. Mudaram o método de trabalho. Começaram a gravar separadamente, e depois juntavam as partes em busca de resultado. Havia uma preocupação em reproduzir ao vivo as novas músicas. Então, decidiram apresentar algumas músicas novas durante os shows de 1972. As letras também eram uma preocupação para os compositores da banda. Eles queriam escrever sobre as pressões da vida moderna, dinheiro, insanidade, o medo da morte, mas comunicando de uma forma direta, para todo mundo entender. Quando você aperta o play. Vai ouvir o som da vida. O som da pulsação do coração. Uma música emendando na outra, como se fosse uma coisa só. Solos de saxofone e vozes femininas, dando um tempero sofisticado ao som do Pink Floyd. A primeira música finalizada para o novo projeto foi Us and them. E o primeiro single do álbum, Money trazia o tema ganância e uma linha de baixo de Roger Waters memorável, além do solo de Saxofone. Na ordem, Breathe é a primeira faixa cantada e trás uma letra que fala sobre viver a vida intensamente. Algumas faixas são instrumentais e funcionam como vinhetas para a coesão do trabalho, Como On the run, uma tensa faixa sonora que termina com o barulho de um avião caindo. Os despertadores sincronizados, foram um desafio para serem gravados, mas assim como a criatividade é o maior valor numa obra de arte, se inicia dessa maneira a canção imortal Time. As marcações de bateria de Nick Mason vão preparando o terreno para a entrada na voz de David Gilmour. Um tema épico inspirado na mortalidade foi criado pelo tecladista Richard Wright e conta com a participação da cantora Clare Torry que interpreta a música etérea Great Gig In The Sky. Não há palavras aqui, apenas melodia, e o som da voz humana soando como um instrumento, como se fosse vinda de uma galáxia distante. Depois disso, o mundo vira de cabeça para baixo pra quem mergulha fundo no som. Pois o final do disco é bíblico com as músicas Brain Damage e Eclipse. Muitos livros já foram escritos destrinchando tudo sobre os bastidores da gravação da obra prima do Pink Floyd, The Dark Side Of The Moon. E não é à toa um dos álbuns mais venerados de todos os tempos. Na Alemanha, existiu uma fábrica de vinil que só confeccionava o Dark Side Of The Moon para ser distribuído pelo mundo. E o que terá nessa caixa comemorativa do Pink Floyd? Haverá réplicas dos singles Money e Us and them. Um DVD com mixagem 5.1 e estéreo. Um Blu-ray com a mix em Atmos. O pacote irá incluir o Cd e Lp Live at Wembley Empire pool, London, 1974. E o CD e vinil remasterizados Além disso, terá um livro com fotografias raras e inéditas tiradas entre 1972 e 1975. Pôsteres, adesivos e uma réplica do panfleto da EMI de 1973. Por fim, a caixa trará um convite para o planetário de Londres assistir ao The Dark Side Of The Moon.
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