Adiante
Maria do Rosário Pedreira / Carlos da Maia *fado perseguição*
Repertório de Francisco Salvação Barreto
Perco a esperança no futuro
Já não prometo, não juro
Não calculo e não prevejo
A vida dá-nos lições
E eu já não tenho ilusões
De vir a ter o teu beijo
Bem sei que fui o culpado
Já não prometo, não juro
Não calculo e não prevejo
A vida dá-nos lições
E eu já não tenho ilusões
De vir a ter o teu beijo
Bem sei que fui o culpado
De tanto tempo, enganado
Ter andado à espera disso
Pois tu nem conta te déste
Ter andado à espera disso
Pois tu nem conta te déste
De que logo que apareceste
Me lançaste o teu feitiço
Fiz sempre tudo a teu gosto
Me lançaste o teu feitiço
Fiz sempre tudo a teu gosto
Nunca te dei um desgosto
Fui melhor do que hoje sou
Fiquei sempre do teu lado
Fui melhor do que hoje sou
Fiquei sempre do teu lado
E até te cantei o fado
Mas nem isso resultou
Hoje já não faço planos
Mas nem isso resultou
Hoje já não faço planos
Chegam-me bem os enganos
Porque tive de passar
Seja o futuro o que seja
Porque tive de passar
Seja o futuro o que seja
Se não fores tu quem me beija
Alguém me há-de beijar
Adormeceu a Mouraria
Letra de Moita Girão
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro *Poetas populares do fado tradicional* de
Daniel Gouveia e Francisco Mendes
A chuva vai caindo na calçada
Calou-se uma guitarra que gemia
Apagou-se uma luz de madrugada
Adormeceu a velha Mouraria
O vento geme num triste assobio
Pela viela não se enxerga nada
Suavemente, num chorar macio
A chuva vai caindo na calçada
Numa garganta rouca, o fado chora
Como se fosse doce melodia
E na taberna que fechou agora
Calou-se uma guitarra que gemia
Um faia passa, num gingar piela
Uma mulher arrasta a cruz pesada
Num rés-do-chão fechou-se uma janela
Apagou-se uma luz de madrugada
Fechou-se agora o último postigo
Tudo é silêncio, nesta noite fria
À luz do gás dum candeeiro antigo
Adormeceu a velha Mouraria
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro *Poetas populares do fado tradicional* de
Daniel Gouveia e Francisco Mendes
A chuva vai caindo na calçada
Calou-se uma guitarra que gemia
Apagou-se uma luz de madrugada
Adormeceu a velha Mouraria
O vento geme num triste assobio
Pela viela não se enxerga nada
Suavemente, num chorar macio
A chuva vai caindo na calçada
Numa garganta rouca, o fado chora
Como se fosse doce melodia
E na taberna que fechou agora
Calou-se uma guitarra que gemia
Um faia passa, num gingar piela
Uma mulher arrasta a cruz pesada
Num rés-do-chão fechou-se uma janela
Apagou-se uma luz de madrugada
Fechou-se agora o último postigo
Tudo é silêncio, nesta noite fria
À luz do gás dum candeeiro antigo
Adormeceu a velha Mouraria
Adoro a noite
Artur Ribeiro / Martinho d'Assunção *fado condessa*
Repertório de Adelaide Rodrigues
Quando a noite se faz dia
A minha vida sombria
Fica vazia de sonho
Na minha mente se entranha
Uma escuridão estranha
Que só à noite transponho
Quando vai a madrugada
Fica vazia de sonho
Na minha mente se entranha
Uma escuridão estranha
Que só à noite transponho
Quando vai a madrugada
E o sol se reduz ao nada
Das mais caras ilusões
É quando conta a vontade
Das mais caras ilusões
É quando conta a vontade
Eu me perco na cidade
Ao sabor das multidões
Só quando a noite aparece
É que de novo acontece
Ao sabor das multidões
Só quando a noite aparece
É que de novo acontece
Ter razão para viver
É quando sonho acordada
E revejo em cada fado
É quando sonho acordada
E revejo em cada fado
Quem gostaria de ser
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