
Ao analisarmos um disco, devemos levar em conta, entre diversos fatores, dois em especial: qual foi o mais elevado patamar que o artista objeto da análise já chegou, e também quais são as referências de qualidade dentro do gênero que ele executa.
Levando em conta esses dois pontos, Savages, estreia pela Nuclear Blast e nono e novo álbum do Soulfly, sai perdendo. O disco é muito inferior ao fenomenal último trabalho do quarteto liderado por Max Cavalera, Enslaved (2012). Se o álbum de 2012 surpreendeu por apresentar uma banda inspiradíssima e contar com uma performance arrebatadora do baterista David Kinkade - aqui substituído por Zyon, filho de Max -, Savages não chega nem perto disso.
Trata-se um trabalho, na melhor das hipóteses, apenas mediano, com algumas poucas faixas que se destacam. Entre elas, “Master of Savagery” e “K.C.S.”. As demais parecem, sem exageros, apenas sobras de estúdio ou lampejos de momentos que o próprio Max já fez com muito mais brilhantismo - um exemplo é “Cannibal Holocaust”, irmã gêmea de “Intervention”, do álbum anterior.
Para piorar, há composições que se arrastam além do seu tempo, tornando-se cansativas em excesso. Isso acontece com “Ayatollah of Rock ‘n’ Rolla” e “El Comegente”, esta última com a participação do baixista Tony Campos nos vocais. Aliás, as várias participações especiais presentes no álbum não agregam praticamente nada ao resultado final.
Olhando para o passado, é possível perceber que, após lançar um disco que é aclamado como o melhor de sua carreira, a maioria das bandas naturalmente apresenta uma queda de produção em relação a esse seu ápice. No caso do Soulfly, a ressaca foi gigantesca, já que Savages soa muito inferior não só a Enslaved, mas também aos outros álbuns mais recentes do grupo.
Se há uma palavra que define Savages, ela é decepção. E das grandes.
Levando em conta esses dois pontos, Savages, estreia pela Nuclear Blast e nono e novo álbum do Soulfly, sai perdendo. O disco é muito inferior ao fenomenal último trabalho do quarteto liderado por Max Cavalera, Enslaved (2012). Se o álbum de 2012 surpreendeu por apresentar uma banda inspiradíssima e contar com uma performance arrebatadora do baterista David Kinkade - aqui substituído por Zyon, filho de Max -, Savages não chega nem perto disso.
Trata-se um trabalho, na melhor das hipóteses, apenas mediano, com algumas poucas faixas que se destacam. Entre elas, “Master of Savagery” e “K.C.S.”. As demais parecem, sem exageros, apenas sobras de estúdio ou lampejos de momentos que o próprio Max já fez com muito mais brilhantismo - um exemplo é “Cannibal Holocaust”, irmã gêmea de “Intervention”, do álbum anterior.
Para piorar, há composições que se arrastam além do seu tempo, tornando-se cansativas em excesso. Isso acontece com “Ayatollah of Rock ‘n’ Rolla” e “El Comegente”, esta última com a participação do baixista Tony Campos nos vocais. Aliás, as várias participações especiais presentes no álbum não agregam praticamente nada ao resultado final.
Olhando para o passado, é possível perceber que, após lançar um disco que é aclamado como o melhor de sua carreira, a maioria das bandas naturalmente apresenta uma queda de produção em relação a esse seu ápice. No caso do Soulfly, a ressaca foi gigantesca, já que Savages soa muito inferior não só a Enslaved, mas também aos outros álbuns mais recentes do grupo.
Se há uma palavra que define Savages, ela é decepção. E das grandes.
Faixas:
1 Bloodshed
2 Cannibal Holocaust
3 Fallen
4 Ayatollah of Rock ‘n’ Rolla
5 Master of Savagery
6 Spiral
7 This is Violence
8 K.C.S.
9 El Comegente
10 Soulfliktion
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