sábado, 24 de janeiro de 2026

Tarja: crítica de Colours in the Dark (2013)

 



Quarto álbum solo de Tarja TurunenColours in the Dark é também o seu trabalho mais consistente desde que deixou o Nightwish, em 2005. Encontrando um caminho próprio e cheio de personalidade, que deixa de lado algumas das características mais marcantes da banda que a consagrou - principalmente a velocidade e a avalanche de bumbos duplos do acento power metal do grupo finlandês -, a vocalista entrega um álbum feito sob medida, onde a sua voz é o instrumento principal.

Produzido pela própria Tarja e lançado recentemente no Brasil pela Hellion Records, Colours in the Dark traz nove faixas próprias e uma versão para “Darkness”, de Peter Gabriel. Ao lado da bela soprano estão os guitarristaa Alex Scholpp e Juian Barrett, o tecladista Christian Kretschmar, os baixistas Kevin Chown e Doug Wimbish e o baterista Mike Terrana.

Colours in the Dark mostra Tarja encontrando e solidificando a sua nova personalidade artística, e revelando que é perfeitamente capaz de andar sozinha sem a presença de seus antigos companheiros de banda. Seus três discos anteriores - Henkäys Ikuisuudesta (2006), My Winter Storm (2007) e What Lies Beneath (2010) - foram, aos poucos, apresentando e desenvolvendo os elementos que se revelam, enfim, maduros no novo álbum. Apostando em um metal que traz contornos sinfônicos e pitadas de música clássica, Tarja mostra que é possível seguir um caminho diferente do que, habitualmente, se revela à frente da maioria dos artistas que apostam nessa sonoridade - não há velocidade, não há coros épicos, não há teclados pseudo eruditos por aqui.

Colocando a sua voz como personagem principal e contando com uma ótima banda, Tarja entrega grandes canções. A principal é justamente a que abre o disco, “Victim of Ritual”, com excelente performance vocal - uma redundância, em se tratando de Tarja. A grudenta “500 Leters” também merece destaque, assim como “Never Enough” (com riffs de guitarra bem atuais e até pouco tempo atrás impensáveis em uma música com a sua voz) e a pesada “Neverlight”.

Há, porém, alguns delizes que jogam contra o resultado final. O principal deles é a duração exagerada de algumas composições, principalmente “Lucid Dreamer”, uma música agradável que, sem mais nem menos, se perde em um longo trecho instrumental que não leva a lugar nenhum em sua parte central. Algo semelhante se repete em “Deliverance”, o que torna ambas cansativas e uma espécia de anti-climax de Colours in the Dark. Talvez isso tenha acontecido pela ausência de um pulso forte e com poder de dizer não, de impor limites, já que a produção ficou a cargo da própria Tarja.

Mesmo assim, trata-se de um disco muito interessante, e certamente, como dito no início, o melhor álbum solo de Tarja Turunen. Ouça, e surpreenda-se positivamente!

Faixas:
1 Victim of Ritual
2 500 Letters
3 Lucid Dreamer
4 Never Enough
5 Mystique Voyage
6 Darkness
7 Deliverance
8 Neverlight
9 Until Silence
10 Medusa








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