A nova cena psicodélica underground latino-americana, e especificamente para enriquecer nosso catálogo de ótimo rock peruano, porque Rito Verdugo é uma banda de Lima formada em 2017. Eles são um grupo muito energético, psicodélico, viajante, lisérgico e inspirado nos anos setenta, que vem fazendo vários shows e lançou em 2018 seu primeiro álbum de estúdio, "Cosmos", que apresentamos hoje. Para o nosso público seleto, para que vocês possam descobrir esse rock psicodélico stoner energético e alucinante Artista: Rito Verdugo
Álbum: Cosmos
Ano: 2018
Gênero: Rock Psicodélico
Duração: 42:03
Nacionalidade: Peruana
Está ansiosa para ver suas perucas voando neste fim de semana?Bem, não há nada melhor do que o que vamos mostrar a vocês!
“Cosmos” é composto por 9 músicas, cada uma com riffs que, lenta mas seguramente, destruirão seu cérebro e o submergirão em um tanque de ácido. 41 minutos de stoner psicodélico com toques de garage rock, cujo som sujo e desenfreado o arrastará para uma espiral lisérgica auditiva.
“Sombras”, “Cosmos” e “Inerte” iniciam esse ritual, riffs que ficarão na sua cabeça por muito tempo, solos cheios de alma que remetem ao heavy psych dos anos 70 e uma seção rítmica entre bateria e baixo que fará seus ouvidos tremerem. “Resurrección”, “Prisionero” e “Invierno” completam o álbum. “Prisionero”, aliás, tem um dos melhores riffs da história do rock peruano — uma música fantástica, sem dúvida o destaque do álbum.
Navegante, Esclavo e Andas por Andar encerram esta obra maravilhosa, três canções que se encaixam perfeitamente como um final, graças à força e à melancolia que evocam em certos momentos. “Cosmos” é um ótimo exemplo de como a cena musical peruana está crescendo, 41 minutos de som lindamente capturado e executado por esses músicos, aos quais imploramos por mais álbuns, por favor!
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Mas esteja ciente de que existem mais comentários sobre este álbum...
Um bar localizado na Avenida Primavera, em Lima, tornou-se, por um tempo, um refúgio para a crescente cena do rock pesado peruano. No entanto, no final de fevereiro de 2018, o Hensley Monterrico Bar fechou suas portas, e bandas como Satánicos Marihuanos, La Ira de Dios, El Jefazo e Cuarzo prestaram-lhe homenagem. Suas paredes cobertas de grafite também serviram como um espaço vital para o nascimento de uma das bandas mais promissoras da cena, chegando a se tornar o estúdio de gravação de seu álbum de estreia. Eles são Rito Verdugo, e esta é a história deles...
Entre 2011 e 2012, um grupo de amigos se reuniu para tocar músicas baseadas em seu amor compartilhado pelo hard rock e pelo metal emergente dos anos setenta, influenciados por bandas como Black Sabbath, Iron Maiden e Judas Priest, até que gradualmente começaram a compor seu próprio material. Rodrigo Chávez na guitarra, Carlos del Castillo no baixo e Luis Rodríguez na bateria tocavam sem muita pressão até conhecerem o guitarrista Álvaro Gonzáles, que deu à banda uma nova visão, inspirando-se em sons de grupos como Uncle Acid & the Deadbeats, King Gizzard & The Wizard Lizard e Thee Oh Sees.
Foi só em 2017 que o quarteto finalmente definiu seu som e escolheu um nome, optando por Rito Verdugo após uma combinação fortuita de opções. Desde então, o grupo não parou de tocar e moldar seu ataque sonoro através da fusão de stoner rock cru e heavy psych alucinatório, usando o espaço daquele bar no bairro de Santiago de Surco como sua base de operações. Eventualmente, tornou-se o local onde gravaram seu primeiro álbum, Cosmos, sob a supervisão técnica de Joel Álvarez.
O álbum de estreia do Rito Verdugo foi lançado em julho de 2018 pela Necio Records, gravadora que apostou todas as fichas na banda de Lima graças ao seu som contagiante de guitarras saturadas de fuzz e ritmos agressivos que, à menor provocação, se transformam em passagens densas e oníricas onde a mente pode facilmente se perder. Desde a primeira faixa, é possível detectar o som cru e direto que só existe em um espaço dedicado, o qual Hensley sem dúvida proporcionou, permitindo que tudo seja ouvido de forma orgânica e fluida, como uma parede de ruído impenetrável.
Em todos os cantos do cosmos, encontramos uma estridência que busca despedaçar a realidade, levando-nos a duas jornadas distintas: uma interna, através dos densos túneis da memória submersos em ácidos lisérgicos, onde toda a noção de tempo se perde; e outra externa, que nos eleva do chão com a intenção de visitar o espaço sideral entre galáxias e estrelas esquecidas do outro lado do universo. Ritmos venenosos, como uma agulha perfurando a pele, liberam sua substância tóxica, resultando em uma poderosa viagem psicotrópica onde a música áspera serve como transporte e as letras como uma confissão daqueles infernos interiores dos quais se tenta escapar.
A estreia de Rito Verdugo começa freneticamente com "Sombras", uma faixa acelerada que permite rápidas transições entre atmosferas misteriosas e até mesmo percussão tribal que ofusca o caleidoscópio multicolorido. Os ritmos pulsantes, herdeiros do stoner rock inspirado por um V8 desgovernado rasgando as trilhas arenosas do deserto, são claramente audíveis na desesperada "Resurrección", com seu solo de guitarra impressionante, na fuga desesperada da solidão em "Invierno" e na confissão demoníaca que é "Esclavo". Mas Cosmos abre outras portas graças às suas atmosferas alucinatórias de reflexão sobre o ser, como em "Navegante", ou sobre o tempo e a memória, como em "Inerte".
O primeiro single de Cosmos é a faixa-título, uma tempestade de notas caindo do céu como meteoritos até que, após alguns segundos de calmaria, tudo se transforma em uma galopada violenta pelo espaço sideral em uma tentativa ruidosa de alterar a realidade. Um par de guitarras une forças para disparar em uníssono contra os neurônios de qualquer um que ouse entrar em seu domínio gravitacional, até que tudo seja absorvido pela força de um buraco negro colossal que nos engole com seu poder mágico e alucinatório. "Cosmos" contém a força magnética de Rito Verdugo, seus impressionantes duelos de guitarra, sua bateria primal que escapa aos ritmos convencionais e seu baixo que tenta manter tudo unido antes que tudo desapareça no vazio universal.
Sob uma densa névoa multicolorida, Cosmos explode dos alto-falantes, disputando nossa atenção e arrebatando nossas mentes. Rajadas de acordes passam zunindo, martelando implacavelmente nossa carne até que nossos tímpanos sucumbam ao seu poder — pesados ataques sonoros que atingem impiedosamente até que nossas mentes se percam irremediavelmente no estupor de uma música que mistura destemidamente acidez e aspereza. O Peru pode se orgulhar de ter uma banda que sabe como misturar a violência do stoner rock mais ruidoso com a magia lisérgica da psicodelia mais crua para despedaçar a realidade cotidiana, nos pegar pela mão e nos conduzir em uma jornada através de nebulosas cintilantes e corpos inertes e frios à deriva na majestade do Universo...
Não acho que sejam necessários muitos comentários ou esclarecimentos adicionais; o melhor é você simplesmente curtir a vibe, e é para isso que serve o próximo vídeo...
E na próxima semana continuaremos nossa análise da melhor música rock do Peru, que não só existe, como também é abundante e de boa qualidade.Esse sonho se chamava "Cosmos", o álbum de estreia de uma banda como Rito Verdugo, e desde então tenho acompanhado de perto o impacto de sua música.
(...) A cena peruana tem apresentado um crescimento notável nos últimos anos, desde as sonoridades complexas e já estabelecidas de bandas como Matus, The Dead-End Alley Band e Cholo Visceral, passando pelo catálogo versátil de selos como a Necio Records e a promoção de inúmeros álbuns e alguns festivais importantes, até as joias mais recentes como Ancestro, Rifle, Cuarzo, Hoja Madre e, claro, Rito Verdugo. Todos esses são
exemplos sólidos, cada um com seu momento de destaque, apresentados em diversos artigos que nos permitem mergulhar mais fundo no underground peruano e apreciar um pouco mais de sua música.
O caso deste quarteto de Lima nos coloca em uma detonação de caráter cósmico, com um heavy psych explosivo e aquela tendência stoner em seus riffs mais incendiários, dentro de uma obra que em nenhum momento faz prisioneiros.
Você pode ouvi-lo no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/1iFJUtlzRMOiZWnmPSSZXy
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Lista de faixas:
1. Shadows
2. Cosmos
3. Inert 4.
Resurrection 5.
Prisoner
6. Winter
7. Navigator
8. Slave
9. You Walk for the Sake of Walking
Escalação:
- Rodrigo Chávez / Guitarra e Voz
- Luis Rodríguez / Bateria
- Carlos del Castillo / Baixo
- Álvaro Gonzáles del Valle / Guitarra




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