![]() |
| Jonas Mekas, o cara que introduziu Andy Warhol no mundo dos filmes |
![]() |
| Andy Warhol, Edie Sedgwick e Chuck Wein |
"Sempre que ouço a palavra 'underground', lembro-me de quando a palavra adquiriu pela primeira vez um significado específico para mim e para muitos outros em NYC no início dos anos 60. Referia-se ao cinema underground, às pessoas e ao estilo de vida que criaram e apoiaram esta forma de arte. E a pessoa que me apresentou essa cena pela primeira vez foi Piero Heliczer, um autêntico 'cineasta underground' – o primeiro que conheci. Num dia do início da primavera, John [Cale] e eu estávamos passeando pelas ruelas do Eastside e encontramos Angus [MacLise] na esquina da Essex com a Delancey. Angus disse: 'Vamos até a casa do Piero', e concordamos. Parece que Piero e Angus estavam organizando um 'happening' tipo ritual na época – uma apresentação em palco de mídia mista para aparecer na antiga Cinemateca. Era para se chamar 'Lançamento da arma dos sonhos' e foi lançado de forma tumultuada. No centro do palco, havia uma tela de cinema e, entre a tela e o público, vários véus se estendiam em diferentes lugares. Esses véus eram iluminados de diversas maneiras por luzes e projetores de slides, à medida que os filmes de Piero passavam através deles na tela. Os dançarinos dançavam e poesia e música ocasionalmente surgiam, enquanto por trás da tela uma música estranha era gerada por Lou, John, Angus e eu. Para mim, o caminho a seguir tornou-se subitamente claro - eu poderia trabalhar numa música diferente do Rock & Roll comum, já que Piero nos deu um contexto para tocá-la. No verão de 1965, éramos os músicos anônimos que tocaram em algumas exibições de 'filmes underground' e em outros eventos teatrais, o primeiro dos quais foi para os filmes de Piero (acho que Barbara Rubin exibiu 'Natal na Terra' e Kenneth Anger exibiu um filme também). Nessa época, de alguma forma, a CBS News decidiu que Walter Cronkite deveria ter uma reportagem sobre um filme 'underground' que estava sendo feito. Por algum processo de seleção, Piero conseguiu ser o 'cineasta underground' e, como ele já tinha decidido nos filmar tocando de qualquer maneira, entramos na ação (e além disso, tínhamos 'underground' no nome, não é? Talvez alguém da CBS tenha lido Pirandello)".
Do fundo do baú mesmo, essa, heim? Veja a reportagem:





Sem comentários:
Enviar um comentário