quarta-feira, 22 de junho de 2022

BIOGRAFIA DOS Daft Punk

Daft Punk

 Daft Punk foi uma dupla francesa de música eletrônica formada em 1993, em Paris, na França, por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter.[3][4][5] Eles alcançaram significativa popularidade no final dos anos 1990 como parte do movimento french house. [6] Nos anos seguintes, consolidaram o sucesso combinando elementos de house com synthpop, disco, rock e techno.[2][3][4][7] A dupla também é creditada pela produção de canções consideradas essenciais no panorama da french house.[8] Entre 1996 e 2008, a sua carreira musical foi gerida por Pedro Winter (Busy P), chefe da gravadora Ed Banger Records.[9]

No início de suas carreiras, os dois membros do Daft Punk integraram a banda Darlin', projeto influenciado pela sonoridade dos Beach Boys e Rolling Stones, mas rapidamente dissolvido.[10][11] Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter formaram então o Daft Punk, vindo a lançar em 1997 o seu aclamado álbum de estreia, Homework.[12] Em 2001 foi lançado com ainda maior sucesso o segundo trabalho, Discovery, contendo os singles "One More Time", "Digital Love" e "Harder, Better, Faster, Stronger".[13] Em março de 2005 a dupla lançou o álbum Human After All, e apesar de algumas críticas terem afirmado que o som era repetitivo,[14] isso não impediu o sucesso dos hits "Robot Rock" e "Technologic" nos charts do Reino Unido.[15][16] Em 2006, iniciaram uma turnê que se prolongou até 2007, originando o álbum ao vivo Alive 2007, que foi premiado com um Grammy na categoria "Melhor Álbum de música Eletrônica/Dance".[17] A dupla compôs ainda a trilha sonora para o filme Tron: Legacy, lançada em álbum de mesmo nome em 2010.[18]

Em 2013, a banda lançou o álbum Random Access Memories, do qual destaca-se a música "Get Lucky", uma parceria com o músico Pharrell Williams.

A dupla foi reconhecida por apresentar elaborados shows ao vivo, nos quais os diversos elementos e efeitos visuais são incorporados em sincronia com as suas produções musicais, bem como por usarem trajes ornamentados com temas robóticos, tanto em público quanto no palco.[19][20]

História

Primeiros anos (1987–1993)

Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo se conheceram em 1987 no Lycée Carnot, uma escola secundária de Paris.[5][21] Os dois se tornaram bons amigos e depois gravaram algumas faixas demo com outros colegas da escola.[11] Essa parceria inicial culminou na formação de um grupo à base de guitarra chamado Darlin', junto com Laurent Brancowitz, em 1992.[22] Bangalter e Homem-Christo tocavam baixo e guitarra, respectivamente, enquanto Brancowitz era o baterista.[23] O nome escolhido para o trio foi uma homenagem à canção "Darlin'" do The Beach Boys, a qual faziam cover juntamente com uma composição original.[24] Stereolab lançou ambas as faixas em um EP multi-artista da Duophonic Records e convidou a banda para abrir shows no Reino Unido.[24][25] Bangalter considerou que "O rock n' roll que fizemos foi bem mediano, eu acho. Foi tão breve, talvez seis meses, quatro músicas e dois shows e então acabou."[26] Uma crítica negativa na Melody Maker posteriormente apelidou a música como "a bunch of daft punk" ("um bando de punks bobos", em inglês). Ao invés de dispensarem a crítica, Bangalter e Homem-Christo acharam divertido.[21] Homem-Christo declarou: "Lutamos tanto tempo para encontrar [o nome] Darlin', e isto aconteceu tão rápido".[27] Pouco depois, Darlin se dissolveu, e Brancowitz seguiu outras oportunidades com a banda Phoenix.[22] Bangalter e Homem-Christo formaram Daft Punk e experimentaram máquinas de ritmos e sintetizadores.[11]

Era Homework (1993–1999)

Thomas Bangalter se apresentando em MiamiFlórida, em 2007

Em 1993, Daft Punk frequentou uma rave na EuroDisney, onde encontraram Stuart Macmillan, da banda Slam, cofundador da gravadora Soma Quality Recordings.[21] O demo dado à Macmillan na rave formou a base para o single de estreia de Daft Punk, "The New Wave", um lançamento limitado em 1994.[26] O single também continha a versão final de "The New Wave", chamada "Alive", que seria apresentada no seu primeiro álbum.[12]

Daft Punk retornou ao estúdio em maio de 1995 para gravar "Da Funk", que veio a se tornar seu primeiro single bem sucedido comercialmente ainda no mesmo ano. Após o sucesso de "Da Funk", a dupla visou encontrar um empresário,[12] eventualmente escolhendo Pedro Winter, que regularmente os promovia juntamente com outros artistas em suas boates Hype.[23] A banda assinou com a Virgin Records em setembro de 1996 e fez um acordo através do qual eles licenciaram as suas faixas para a gravadora principal através da sua empresa de produção, Daft Trax.[5][23] Bangalter falou da decisão da dupla de assinar com a Virgin:

No que diz respeito ao controle de criatividade e liberdade da dupla, Bangalter disse:

"Da Funk" e "Alive" foram posteriormente incluídos no álbum de estreia do Daft Punk, Homework, de 1997. A obra foi considerada como uma síntese inovadora de technohouseacid house e estilos de electro, e é amplamente reconhecido como um dos mais influentes álbuns de dance music dos anos noventa.[12] "Da Funk" também foi incluído na trilha sonora do filme The Saint.[29] Foi durante este período de mudança na dance music que a dupla se tornou amplamente bem sucedida.[12] Eles combinaram os estilos musicais acima mencionados e elementos de rave music que agradavam a plateia. O single mais bem sucedido de Homework foi "Around the World", que é conhecido por repetir o canto do título da canção.[12] Daft Punk também produziu uma série de videoclipes para Homework, dirigidos por Spike JonzeMichel GondryRoman Coppola e Seb Janiak. A coleção de vídeos foi lançada em 1999 e intitulada D.A.F.T.: A Story About Dogs, Androids, Firemen and Tomatoes.[30]

Era Discovery (1999–2004)

Em 1999 a dupla já se encontrava nas sessões para gravação do seu segundo trabalho, que havia sido iniciado um ano antes.[31] O lançamento de Discovery, em 2001, trouxe um estilo orientado ao synthpop, mais suave e distinto, o que inicialmente chocou os fãs dos trabalhos anteriores em Homework.[13] A dupla afirma que Discovery foi concebido como uma tentativa de se reconectar com uma atitude divertida e mente aberta, associada com a fase de descoberta da infância,[25] fazendo uso pesado de temas e samples do final dos anos 70 e início dos anos 80.[13] Discovery alcançou a segunda posição no Reino Unido, com "One More Time" se tornando o hit principal e conseguindo um grande sucesso, quase atingindo o topo da UK Singles Chart.[13][32] A canção é conhecida por ser muito autossintonizada e comprimida,[25] e tanto ela quanto o álbum ajudaram a criar uma nova geração de fãs muito familiarizados com o segundo lançamento de Daft Punk. "Digital Love" e "Harder, Better, Faster, Stronger" também foram muito bem sucedidos nas paradas musicais no Reino Unido e nos Estados Unidos, e "Face to Face" atingiu a primeira posição em paradas musicais dos EUA, apesar de seu lançamento limitado.[33] Um trecho de 45 minutos de uma performance do Daftendirektour, gravada em Birmingham, no Reino Unido, em 1997, também foi lançada em 2001, intitulado Alive 1997.[20]

2003 viu o lançamento do longa animado Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem. A dupla produziu o filme sob a supervisão de Leiji Matsumoto, quem eles haviam afirmado ser o seu herói de infância.[34] O álbum Daft Club também foi lançado para promover o filme, apresentando uma coleção de remixes anteriormente disponibilizados através de um serviço de assinatura online de mesmo nome.[13]

Daft Punk se apresentando em BerkeleyCalifórnia, em 27 de Julho de 2007

Era Human After All (2004–2008)

Começando em 13 de setembro e terminando em 9 de novembro de 2004, Daft Punk dedicou seis semanas para a criação do novo material.[35] A dupla lançou o trabalho Human After All em março de 2005 e as críticas foram variadas, principalmente citando sua natureza excessivamente repetitiva e a aparente gravação apressada.[14] Os singles deste álbum são: "Robot Rock", "Technologic", "Human After All" e "The Prime Time of Your Life". A primeira declaração oficial da dupla sobre a obra musical foi: "acreditamos que 'Human After All' fala por si".[14]

Um CD/DVD de antologia de Daft Punk, intitulado Musique Vol. 1 1993-2005, foi lançado em 4 de abril de 2006, nos Estados Unidos. Este contém novos videoclipes de "The Prime Time of Your Life" e "Robot Rock (Maximum Overdrive)". Daft Punk também lançou um álbum de remixes chamado Human After All: Remixes. Uma edição limitada incluía dois kubricks[nota 1] de Daft Punk como robôs.[14]

Em 21 de maio de 2006, Daft Punk estreou seu primeiro filme dirigido, Daft Punk's Electroma, no Festival de Cannes.[36] O filme não inclui a sua própria música, o que é a primeira vez para a dupla, considerando seu DVD e filme anteriormente lançados (D.A.F.T. para Homework e Interstella 5555 para Discovery). Sessões de meia-noite do filme foram realizadas em teatros de Paris, a partir do final de março de 2007.[37] O público inicial fez comentários positivos sobre o filme.[38]

Daft Punk lançou seu segundo trabalho ao vivo, intitulado Alive 2007, em 19 de novembro de 2007. Este contém a performance da dupla em Paris, da sua turnê Alive 2007, e inclui um livro de 50 páginas de fotografias tiradas durante a turnê.[39] A versão ao vivo de "Harder, Better, Faster, Stronger", do álbum Alive 2007, foi lançado como um single.[40] Um videoclipe para a canção, dirigido por Olivier Gondry, apresenta filmagens gravadas por 250 espectadores da presença de Daft Punk no Brooklyn, no Keyspan Park, em Coney Island.[41]

Era Tron: Legacy (2008–2010)

Após a turnê Alive 2007, Daft Punk se focou em outros projetos. Uma entrevista de 2008 com Pedro Winter revelou que a dupla retornou ao seu estúdio em Paris para trabalhar no novo material. Winter também deixou de ser empresário de Daft Punk para focar a atenção na sua gravadora, Ed Banger Records, e em seu trabalho como Busy P.[42] Ele declarou mais tarde, em uma entrevista, que a dupla estava trabalhando com uma empresa administrativa não especificada em Los Angeles.[9] Em 2008, Daft Punk ficou na 38ª posição em uma votação mundial oficial da DJ Magazine, após estrear na 71ª posição em 2007.[43] Em 8 de fevereiro de 2009, Daft Punk ganhou dois Grammys com Alive 2007 e seu single "Harder, Better, Faster, Stronger".[44]

Daft Punk em DJ Hero

Daft Punk forneceu onze novas mixagens ao apresentar sua música para o vídeogame DJ Hero.[45] Eles também aparecerem no jogo como personagens jogáveis, junto com seu próprio cenário. A dupla aparece vestindo seus capacetes da era Discovery e trajes de couro da era Human After All.[46] As aparências jogáveis de Daft Punk estão ausentes na sequência DJ Hero 2, que inclui uma versão remixada de sua canção "Human After All".

Na San Diego Comic-Con de 2009, foi anunciado que a dupla compôs 24 faixas para o filme Tron: Legacy.[47] A trilha de Daft Punk foi harmonizada e orquestrada por Joseph Trapanese.[48] A banda colaborou com ele durante dois anos, da pré-produção até o acabamento da trilha. A trilha apresenta uma orquestra de 85 pessoas, e foi gravada no AIR Lyndhurst Studios, em Londres.[49] Joseph Kosinski, diretor de Tron: Legacy, se referiu à trilha como uma mistura de elementos eletrônicos e orquestrais.[50] Daft Punk também fez uma participação especial como programas de disc jockey, vestindo sua marca registrada, o disfarce de robô, dentro do mundo virtual do filme. A coadjuvante de Tron: LegacyOlivia Wilde, afirmou que a dupla pode estar envolvida com futuros eventos promocionais relacionado ao filme.[51][52] Um teaser trailer mostra Daft Punk e sua faixa "Derezzed" de Tron: Legacy.[53] O álbum da trilha sonora do filme foi lançado em 6 de dezembro de 2010.[54] Uma edição de luxo com 2 discos do álbum também foi lançada, incluindo um pôster da dupla no filme. Faixas bônus adicionais também estão disponíveis através de vários vendedores online. Um videoclipe oficial de "Derezzed" também estreou na MTV Networks no mesmo dia em que o álbum foi lançado.[55] Mais tarde, o vídeo foi disponibilizado à compra na iTunes Store. A Walt Disney Records lançou um álbum de remix da trilha intitulado Tron: Legacy Reconfigured, em 5 de abril de 2011.[56]

Em 2010, Daft Punk foi admitido na Ordre des Arts et des Lettres, uma condecoração da França. Bangalter e Homem-Christo foram individualmente condecorados na classe Chevalier (cavaleiro).[57]

Era Random Access Memories (2010–2021)

Capa do Albúm Random Access Memories

Soma Records lançou uma faixa de Daft Punk não publicada anteriormente, intitulada "Drive", que foi criada durante a mesma época em que a dupla estava com a Soma Records, e gravando "Rollin' and Scratchin'" e "Da Funk". A faixa foi incluída numa compilação multi-artista de 20° aniversário da Soma.[58] Em outubro de 2011, Daft Punk alcançou a 28° posição na enquete mundial oficial da DJ Magazine, depois de aparecer na 44° posição no ano anterior.[59] Em 19 de janeiro de 2012, Daft Punk ficou em segundo lugar na Mixmag's Greatest Dance Acts of All Time, com The Prodigy ficando em primeiro lugar por apenas alguns pontos de diferença.[60]

Após uma série de rumores, a dupla anunciou seu quarto álbum.[61] A dupla anunciou o término do seu contrato com a EMI para assinar com a Columbia RecordsPanda Bear do Animal CollectiveGiorgio Moroder,[62] Pharrell WilliamsNile Rodgers e Paul Williams trabalharam com a dupla no novo álbum.

Em 23 de março de 2013 foi confirmado o nome do próximo álbum, intitulado Random Access Memories, lançamento em 21 de maio de 2013.[63][64] A venda da primeira faixa, "Get Lucky" começou a ser disponibilizada em 19 de abril de 2013 no serviço iTunes.[65]

A faixa "Lose Yourself to Dance" foi enviada às rádios como segundo single do álbum no dia 13 de agosto de 2013. Um trailer[66] do clipe oficial foi exibido na trigésima edição do Video Music Awards. A versão completa do clipe foi liberada pela dupla no dia 19 de setembro.[67]

No dia 06 de Dezembro de 2013, a música Instant Crush foi lançada como single. O clipe conta a história de um casal de bonecos de cera que ao final são destruídos pelo fogo.

Random Access Memories bateu recorde de vendas e se tornou o álbum que teve mais cópias comercializadas em sua primeira semana de lançamento no Reino Unido. Apesar de as faixas de Random Access Memories terem vazado na internet, o álbum vendeu 165 000 exemplares em sete dias, número que colocou a dupla no topo das paradas britânicas pela primeira vez, segundo o Official Charts Company, orgão oficial da indústria fonográfica daquele país. Get Lucky, primeiro single do novo álbum, ficou duas semanas seguidas entre os 20 primeiros da lista da Billboard Hot 100 e conta com a participação de Pharrell Williams.

Em 22 de fevereiro de 2021, foi anunciada a separação da dupla após 28 anos de carreira. O anúncio foi feito a partir de um vídeo chamado Epilogue, tirado do seu filme Electroma de 2006.



[

UFO - The Wild, the Willing and the Innocent

 


O UFO sem dúvidas não foi uma banda derradeira dos anos 70. Haviam lançado três grandes obras na década que os amantes do som pesado amam ; Phenomenon ( 1974 ),  Lights Out ( 1977 ) e o clássico ao vivo idolatrado por todos, Strangers In The Night ( 1979 ).

A década foi tão produtiva que em 1980 no álbum No Place to Run, o grande George Martin ( o cara que só trabalhou com os Beatles ) entrava no barco para produzir o disco. Os britânicos só não tinham começado os anos 80 com o pé direito porque o guitarrista Michael Schenker saiu e seguiu seu rumo tão conhecido por nós.

The Wild, the Willing and The Innocent chegou as lojas em Janeiro de 1981. Para mim, superava qualquer trabalho que Phil Mogg e cia fizeram até então.


"  Essa trupe protagonizava alguns dos melhores shows da época "

A bolacha começa com a pegada de " Chains Chains ", tendo belos riffs que encantam tanto quanto o refrão, assim como " Long  Gone " , começando suavemente até ganhar a pegada única da banda. A faixa título vem logo em seguida antecedendo " It´s Killing Me ", está última com solos fantásticos de guitarra.

Assim somos levados ao segundo e melhor lado do trabalho. A ótima " Makin´Moves " nos da boas vindas celebrando uma excelente voz de Phill Mogg, abrindo portas para o primeiro clássico. " Lonely Heart " é uma maravilhosa faixa que foi uma das primeiras músicas dos caras que me agradou, sem esquecer que a passagem no saxofone de Neil Carter é simplesmente inesquecível. Já " Profession of Violence " trilha uma bonita balada que não se compara ao maior clássico do álbum ; Estou falando de " Couldn't Get It Right ", o hino perdido do Rock N´ Roll.

Notando que o UFO foi uma das poucas bandas que conseguiram unir Heavy Metal e Hard Rock competentemente, The Wild, the Willing and the Innocent foi bem nas vendas, mas não foi aquele estouro digno de Billboard. A maioria da crítica deram notas ridículas, o que de hipótese alguma condiz com a qualidade do compacto. Certamente é o melhor disco da carreira do grupo, se adaptando muito bem para uma nova geração que viria, e ao que grandes bandas de Rock exigem. Indispensável do começo ao fim.


Phill Mogg e Neil Carter em uma apresentação na Alemanha, 1982  "

A entrada do talentoso, multi - instrumentista Neil Carter deu ao UFO uma nova cara. Piano e o uso de sintetizadores são muito bem usados durante a gravação, além de saxofone e outros instrumentos musicais, que não impediram de maneira alguma a essência pesada das origens do conjunto. 

Injusto citar o vocalista Phil Mogg como o principal mentor. O ótimo guitarrista Paul Chapman foi bastante importante para as composições do grupo, assim como o baixista e um dos fundadores, Pete Way, que devido a ele, aconteceu o fim definitivo de uma incrível formação que marcou a história do Rock. Marcante foram os dois anos em que se passaram juntos. Way saiu após gravar o grande Mechanix ( 1982 ), e logo em seguida, Carter, Chapman e o fiel baterista Andy Parker abandonaram o barco.

O UFO ao longo dos anos viveu uma constante mudança de formações. Há quem diga que aquele UFO de Michael Shenker e Paul Raymond foi a melhor fase da banda, mas eu digo com toda convicção que aquele de Paul Chapman e Neil Carter foi arrasador.

Um clássico escondido...


A fênix do Allman Brothers Band

 


Desde o final dos anos 1960, doses cavalares de cocaína já fazia parte do dia-dia do Allman Brothers Band, sendo que a última conversa entre os irmãos Gregg e Duane Allman, antes deste último morrer num acidente de moto, foi uma discussão sobre a droga. Mas foi na década de 1970, quando a banda se consagrou entre o público, que a situação declinou de vez. Em crise emocional pelas mortes do irmão e guitarrista Duane,  no ano seguinte, do baixista Barry Oakley, e mais uma série de casamentos e divórcios conflituosos, o líder do grupo, Gregg Allman, se afundou nas drogas e no álcool. No período de maior sucesso da Allman Brothers, o grupo comprou o seu primeiro avião particular. ‘’A primeira vez que entrei no avião foi assim: ‘Bem-vindo Allman Brothers Band !’ e cocaína exposta no bar ".  Mas todo esse excesso teria um preço. E o resultado foi fatal: ao final da turnê de 41 shows (com cachê de US 80.000 por show), só restaram US 100.000 para toda a banda. Brigas foram inevitáveis e culminaram na dissolução do conjunto.

Três anos depois a banda se reuniu e lançou o seu sétimo álbum de estúdio, Enlightened Rogues, que mesmo sendo bem recebido pela crítica, teve vendas modestas, muito abaixo do esperado.  No ano seguinte, mais uma tentativa, dessa vez por outra gravadora, a Arista: Reach For The Sky é um bom disco, mas muito aquém do que a Allman Brothers já lançara e sem nenhum grande hit. E em 1981 a gota d’água: o fraco Brothers of The Road, que mesmo com o hit ‘’Straight From The Heart’’, teve vendas pífias que, somadas às brigas de ego e dinheiro, resultaram, mais uma vez no término da banda.

Depois desses três anos consecutivos de penumbra e infortúnios, a volta da Allman Brothers parecia fora de cogitação. Mas como uma oportunidade para aumentar a conta bancária, se reuniram em 1989 (nove anos depois da segunda separação) para uma turnê em comemoração aos 20 anos da banda. E foi aí que a mágica aconteceu. A turnê foi um sucesso de público e crítica, e o mais importante, trouxe a reconciliação para o grupo que funcionou como um catalisador para um novo disco e a chegada de três novos membros : o baixista Allen Woody, o tecladista Johnny Neal e o guitarrista Warren Haynes. Todos com participação efetiva da criação de sete das nove faixas de Seven Turns, o álbum que marcou o retorno de um ícone do rock americano.   

Seven Turns era o disco que a ABB estava devendo. O som não tem nenhuma inovação, mas traz o que a banda tem de melhor: uma reunião de Blues, Rock de garagem e Southern Rock. Embalados por um balanço irresistível do baixo e bateria, melodias vocais contagiantes e guitarras majestosas e imponentes, é  tudo com frescor e harmonia como há tempos não se sentia nos discos da Allman Brothers. Produzido por Tom Dowd (o mesmo do clássico Eat A Peach e do lengendário Live At The Fillmore East), Seven Turns foi aclamado pela crítica e público e levou o conjunto novamente ao topo das paradas com o Blues - Rock de ‘’Good Clean Fun’’.

O lado A do vinil original era composto por rocks potentes que destacavam a figura do novato Warren Haynes, que mais tarde se tornaria um dos principais membros da banda. Além do hit já citado, ‘’Let Me Ride’’, ‘’Low Down Dirty Man’’e ‘’Loaded Dice’’ são tiros certeiros. No lado B, a faixa - titulo e ‘’Gambler’s Roll’’ são epifanias emocionais. E por fim, a instrumental ‘’True Gravity’’, música característica da história da banda.

Depois de anos no limbo, Seven Turns fez uma das maiores bandas do rock renascer das cinzas. Um disco com tanta força e brilho como os outros grandes clássicos de Gregg Allman e cia.. 


Pink Floyd - E o destino foi traçado ( Parte 8 )

 


No último post da série Pink Floyd dissecamos os dois últimos discos da banda, A Momentary Lapse Of Reason ( 1987 ) e The Division Bell ( 1994 ), ambos marcando uma fase muito conturbada. No texto de hoje, confiramos o que aconteceu com o fim de uma das maiores bandas de rock e o destino de cada integrante.

Syd Barrett :  Syd Barrett foi a primeira perda da história da banda. Devido ao seu forte problema com drogas, o músico após a sua saída lançou dois raros álbuns solos. Morreu em 2006 aos 60 anos de idade.

David Gilmour : O Pink Floyd nunca encerrou suas atividades oficialmente, mas de fato se perdeu depois de The Divison Bell ( 1994 ). Enquanto isso, o músico  conciliou com uma consistente carreira solo, que ganhou ainda mais êxito dos anos 2000 pra cá. De todos, foi o que melhor se deu bem após o final da banda, principalmente com belos discos ao vivo.

Roger Waters : Mesmo saindo prematuramente, Roger Waters lançou dois discos solos pouco requisitados e trabalhou em algo inédito em sua carreira, uma ópera. Seu feito de maior destaque foi o concerto The Wall em 1990, marcando a queda do muro de Berlim no final da década de 80. Uma turnê que continua na ativa, maravilhando o mundo pela sua qualidade e genialidade.

Richard Wright : Foi o segundo membro a sair da banda, consequentemente afetando completamente a harmonia existente. Wright lançou três discos solos,  e voltou a colaborar com Gilmour e Mason nos dois últimos discos.  

Nick Mason : Mason seguiu com seu carisma e bom relacionamento com todos integrantes, se aventurou em uma nova banda, algumas parcerias e também como produtor. Em 2005 participou do reencontro inesquecível da banda, que ficou conhecido como Live 8.


O gigante voltou "

O Live 8 foi idealizado pelo mesmo cara do Live Aid, o evento que marcou o dia internacional do Rock.  Bob Geldof, com o mesmo objetivo que o Live Aid, ajudar a acabar com a pobreza no mundo, chamou diversos artistas e bandas consagradas. A tão esperada reunião do Pink Floyd foi anunciada, um eventos inesquecível para o mundo da música. Desde 1981 que Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright não se apresentavam juntos.

E definitivamente entrou para a história, o dia em que o gigante voltou. Em uma apresentação fantástica na Inglaterra, as diferenças foram finalmente deixadas de lado, e sem dúvidas, bateu aquela saudade de um tempo que nunca mais voltará. Apesar de propostas milionárias para uma possível turnê de despedida, todos acharam melhor ficar por aquilo mesmo.

Difícil mencionar porque tudo acabou. Mas temos que entender que eles são irmãos, e irmãos se amam e brigam. Mesmo que não houve uma turnê de despedida, todos sabem que esse show só reforçou o que já sabemos a muito tempo. O Pink Floyd jamais sairá de nossas mentes.

Não posso esquecer também do mítico Live at Pompeii. Realizado em 1972, traz o auge dos britânicos em um dos lugares mais emblemáticos do mundo. Você ao menos já deve ter ouvido falar do famoso vulcão de Pompeia ( Itália ) e suas histórias ?. Uma apresentação histórica que desafiou os limites da banda. Não deixe de assistir !


Até que ponto eles chegaram ? " 

Então é isso pessoal, esse foi o penúltimo post de nossa querida série do PInk Floyd, não percam por nada o post seguinte, muito menos nossa lista especial que está por vir e também nossa nova enquete.

Music For Hope de Andrea Bocelli uniu milhões de pessoas no Mundo

 No Domingo de Páscoa, num momento que fez o mundo parar, o tenor italiano Andrea Bocelli quebrou vários recordes com uma atuação a solo muito emotiva, transmitida exclusivamente ao vivo pelo YouTube a partir da Duomo em Milão (Itália).

Este evento histórico alcançou mais de 2,8 milhões de espectadores simultâneos, o que o tornou uma das maiores atuações musicais transmitidas ao vivo de todos os tempos e a maior audiência simultânea de uma transmissão ao vivo de um evento de música clássica na história do YouTube.

O vídeo recebeu mais de 28 milhões de visualizações em todo o mundo nas primeiras 24 horas. Mesmo antes do início da transmissão, mais de 1 milhão de espectadores estavam presentes na “sala de espera”, aguardando pela atuação.

O extraordinário concerto Music For Hope de Andrea Bocelli passou em mais 100 países em todo o mundo e continua nas tendências globais do YouTube e das redes sociais. 48 horas depois alcançou as principais tendências do YouTube nos EUA, Reino Unido, Itália, Canadá, Espanha, Portugal e em toda a América Latina, incluindo México, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá, Peru, Paraguai, Uruguai, Nicarágua e Brasil.

Estes números surpreendentes tornam este concerto o maior evento de música clássica transmitido ao vivo de todos os tempos, com milhões de pessoas de todas as idades e origens, reunidos remotamente em todo o mundo para esta transmissão especial de domingo da Páscoa, com duração de 30 minutos. O concerto já foi visto mais de 38 milhões de vezes até à data de escrita deste artigo.

O concerto foi uma interpretação emocionante de um programa de música sacra inspirador, no meio de uma cidade sob isolamento contínuo. Mas nos bastidores foi um feito técnico notável filmar e gravar o concerto dentro das restrições, bem como a pressão do tempo para disponibilizar pouco depois o áudio e as filmagens.

O objetivo era transmitir uma mensagem edificante de amor e esperança ao público através da música, no momento em que era mais necessária – e foi exatamente isso que aconteceu nesta época de pandemia do coronavírus Covid-19. A gravação foi lançada digitalmente nos serviços de streaming de áudio em poucas horas.

As mensagens de esperança e amor do Music For Hope

Andrea Bocelli explica: “Estou emocionado e encantado por ter recebido uma reação tão avassaladora que superou as nossas expectativas mais altas. Para um artista, o evento de ontem é a razão dos sacrifícios de uma vida; para um crente e um católico como eu, foi mais uma confirmação do sorriso benevolente com que o Pai Celestial olha para os seus filhos. Foi uma honra e um privilégio incomensuráveis dar a minha voz às orações de milhões de pessoas, reunidas num único abraço – um pequeno e grande milagre do qual o mundo inteiro foi o protagonista e que confirma o meu otimismo sobre o futuro do nosso planeta. Obrigado a todos que trabalharam nos bastidores durante semanas, desde a agência até à editora, e especialmente a todos aqueles que partilharam este momento connosco, por permanecerem verdadeiramente unidos.”     

Acompanhado apenas por Emanuele Vianelli, organista da catedral de Milão, Bocelli interpretou várias obras musicais minuciosamente escolhidas para a ocasião e especialmente arranjadas para voz a solo e órgão.

Entre as obras escolhidas, Bocelli cantou a adorada “Ave Maria” de Bach/Gounod e “Panis Angelicus” de FranckBocelli encerrou o emocionante recital com “Amazing Grace”, durante o qual o vimos a sair da catedral, em silêncio, e subindo os degraus em frente a uma praça totalmente deserta – uma visão sem precedentes – para cantar o primeiro verso completamente sozinho. Foi um momento de uma pungência inesquecível.

“A música tem o poder de unir comunidades de todo o mundo das maneiras mais únicas e importantes. Neste período sem precedentes, é fundamental reunirmo-nos e continuarmos a relacionarmo-nos através da música. O YouTube tem a honra de ter desempenhado um papel importante em garantir que o mundo se possa reunir, como uma família de músicos, para ver e ouvir a atuação de Andrea Bocelli num dia tão histórico”, disse Lyor Cohen, responsável máximo pelo departamento de Música do YouTube.

Dickon Stainer, presidente e CEO da Global Classics & Jazz, Universal Music Group, referiu: “No domingo, a música de Andrea Bocelli proporcionou um bálsamo para a alma do mundo. O concerto foi uma demonstração do notável trabalho em equipa. A Universal Music e a Decca Records têm a honra de ter feito a nossa parte.”

“O sucesso do Music For Hope mostra o desejo que todos no mundo têm em partilhar um momento de oração e esperança. A voz de Andrea tornou-se uma oportunidade para todas as pessoas se abraçarem neste momento difícil. Sem barreiras, apenas com pontes de amor e solidariedade entre os humanos. Esta é a essência do concerto de domingo”, disse Filippo Sugar, presidente da Sugar Music.

Francesco Pasquero e Scott Rodger, da Maverick Management, acrescentaram: “Andrea Bocelli mostrou que, durante esta crise global, o poder da sua voz tem a capacidade de unir as pessoas, independentemente da sua fé ou das suas origens, em solidariedade com a sua mensagem de esperança. Este projeto foi uma reunião extraordinária dos principais colaboradores de Andrea, bem como da sua esposa Veronica e da sua família, da sua agência, editora e do YouTube, mostrando que, ao agirmos como um grupo, a comunidade musical ultrapassará estes momentos difíceis.”

O evento foi promovido pela Cidade de Milão e Veneranda Fabbrica del Duomo, e produzido pela Sugar Music e pelo Universal Music Group, graças à generosa contribuição do YouTube. A participação de Andrea Bocelli é inteiramente pro bono (em colaboração com Almud e Maverick Management).

Bocelli, junto à Fundação que leva o seu nome, está envolvido atualmente numa campanha de emergência do COVID-19. A Fundação Andrea Bocelli (ABF) está a fazer uma campanha de angariação de fundos para ajudar os hospitais a adquirirem equipamentos necessários para a proteção do pessoal da área médica.

Destaque

Tangerine Dream - Electronic Meditation (1970)

  Electronic Meditation é o álbum de estreia do grupo alemão de música eletrônica Tangerine Dream. O álbum foi gravado em uma fábrica alugad...