sábado, 25 de junho de 2022

OS 100 MAIORES MÚSICAS DE ROCK DO SÉCULO XX (1a PARTE)


O presente trabalho é resultado de exaustivo levantamento com objetivo foi selecionar as canções que se tornaram os símbolos do gênero musical que dominou o século XX e fizeram a cabeça de gerações de roqueiros.

Não se trata de “mais uma” lista de melhores como as centenas encontradas na internet.

A finalidade aqui foi fazer uma compilação das músicas que tiveram maior importância dentro do rock, segundo dois aspectos: 1) receptividade do público traduzida por vendas e execução nas rádios; 2) relevância dentro do cenário musical.

Diferentemente de relações de sites e revistas especializados, elaboradas por críticos musicais, a presente lista priorizou a opinião do público roqueiro, deixando de lado preferências pessoais.

Dois critérios foram estabelecidos:

1)   Apenas canções do período de 1963 (lançamento do primeiro álbum dos Beatles) a 2000. Com isso, ficam sacrificadas canções recentes e mais antigas (Elvis, Chuck Berry etc.) que mereceriam um tópico sobre a raiz do rock’n’roll.

2)  Cada intérprete terá direito a apenas uma canção.


1.    LED ZEPPELIN – STAIRWAY TO HEAVEN

A presente lista pode gerar muitas divergências e discussões. Poucos discordarão todavia que STAIRWAY TO HEAVEN é a maior e mais representativa canção da história do rock. Lançada no 4º e mais vendido álbum do grupo britânico em 1971 (conhecido com LED IV), é, até hoje presença obrigatória nas rádios roqueiras que se prezam. O êxito radiofônico ocorreu a despeito dos 8 minutos de duração, sem jamais ter sido lançada em single. Os suaves e comoventes acordes iniciais de violão seguidos de flautas renascentistas não fazem supor o êxtase que aguarda o ouvinte nos 8 minutos que se seguem. A música vai aos poucos crescendo (como uma escada para o céu), passando por uma fase intermediária para desaguar num arrebatador solo de guitarra de Jimmy Page e nos gritos lancinantes de Robert Plant (os autores) para retomar, ao final, o clima intimista da abertura com um derradeiro e quase inaudível sussurro. Obra prima absoluta.
 
 2.    BEATLES – A DAY IN THE LIFE
A mais polêmica da lista. Em primeiro lugar, por ter tido pequena acolhida popular. Em segundo, por fazer alusão ao uso de drogas que lhe valeu banimento em algumas rádios. Muitos preferiam que o maior grupo da história viesse representado por músicas menos indigestas como HEY JUDE, YESTERDAY ou SOMETHING. Além disso, tecnicamente, fica difícil categorizar A DAY IN THE LIFE (do álbum SGT. PEPPERS... de 1967, o melhor de todos os tempos segundo a revista Rolling Stone) da dupla Lennon/McCartney como um rock propriamente dito.  Parece mais uma peça sinfônica vanguardista. Ao invés de guitarra, baixo e bateria, uma orquestra de 40 músicos com um piano em primeiro plano. E um final retumbante com um acorde de 40 segundos que se presta para conter a estupefação. Para se chegar ao resultado final, essa faixa de 5 minutos exigiu dias de preparação. Pela performance majestosa, pela temática insólita, pela estética revolucionária, A DAY IN THE LIFE é a música mais genial do século XX.
 
 3.    PINK FLOYD – COMFORTABLY NUMB
O êxito prolongado desse conjunto progressivo inglês é surpreendente. O esperado era que se tornasse um grupo obscuro e efêmero destinado a agradar a uma trupe reduzida de junkies, admiradores das estrepolias sonoras pouco convencionais do rock psicodélico, com faixas quilométricas, orquestrações esmeradas e arranjos pirantes. Quem nasceu no século XXI, sob o signo da cultura de massas imbecilizante e descartável, talvez estranhe, mas, (acredite!) houve um tempo que esmero e criatividade eram artigos valorizados no mercado. Escolher uma canção representativa em meio a seus trabalhos hipnotizantes não é fácil. CONFORTABLY NUMB, a faixa mais comprida do álbum duplo conceitual THE WALL de 1979 (transposto para o cinema por Alan Parker), não deve desagradar nenhum fã. O solo final é arrepiante especialmente nas apresentações ao vivo em que David Gilmour dá uma preciosa esticada.
 
 4.    ROLLING STONES – SYMPATHY FOR THE DEVIL
O conjunto mais longevo do rock continua na ativa após quase 50 anos de estrada, uma coleção infindável de rocks e o título inquestionável de vice-campeões. Ao invés de Lennon/McCartney, é a dupla Jagger/Richards que segura a maioria dos hits. Apesar disso, o quarteto jamais foi afetado pela explosão dos rapazes de Liverpool. Preservaram sua personalidade além de jamais terem se rendido às demandas de mercado, tanto que sua importância não foi traduzida em expressivas vendas. Ainda assim ou talvez por isso mesmo, não é tarefa fácil escolher uma digna representante do grupo. SATISFACTION teria sido a escolha óbvia, mas SYMPATHY FOR THE DEVIL do álbum BEGGAR´S BANQUET (1968) é menos convencional mas igualmente eloquente. Segundo alguns, a ideia da música que valeu uma acusação de satanismo, teria surgido numa visita de Mick Jagger a um templo de candomblé na Bahia, daí sua percussão própria de um samba.  Duvido.
 

5.    DEEP PURPLE – SMOKE ON THE WATER
Essa é a canção que traz em sua abertura o manjadíssimo riff de guitarra tocado por Ritchie Blackmore, uma sequência básica de poucas notas executável por qualquer guitarrista iniciante (que, dizem as más línguas, ser plágio de uma composição do bossa-novista Carlos Lyra), inegavelmente o mais popular da história do rock. Faz parte do álbum MACHINE HEAD (1972), o mais bem sucedido comercialmente do grupo britânico de hard rock, gravado no apogeu de sua carreira e com sua formação clássica (Blackmore, Gillan, Glover, Lord, Paice). A faixa narra um incidente verídico envolvendo um incêndio à beira de um lago em Montreux na Suíça, num hotel onde o disco foi gravado. O estrondoso sucesso da canção, que ironicamente quase ficou de fora do álbum, só sendo incluída na última hora, surpreendeu até os membros da banda.
 
 6.    QUEEN – WE WILL ROCK
Surgido na mesma época em que explodia o punk rock, o Queen serviu-lhe de contraponto, com uma linha mais pop e melódica. Talvez por essa razão, embora detenha uma legião invejável de fãs, não costuma ser lembrado pelos críticos para o top dos grupos de rock, arrebanhando um público mais eclético. A maioria desses fãs certamente preferia ver nessa lista BOHEMIAN RHAPSODY, WE ARE THE CHAMPION ou mesmo a sentimental LOVE OF MY LIFE. Em se tratando de uma seleção de rock, WE WILL ROCK YOU do álbum NEWS OF THE WORLD (1977) seria uma representante mais autêntica. Uma canção curta e crua mas poderosa sem qualquer instrumentação, turbinada apenas com bateria e palmas, a voz de Freddie Mercury e uma letra incendiária. Até que nos 30 segundos finais, Brian May solta um solo demolidor de guitarra, encerrando com chave de ouro.
 

7. GUNS N´ ROSES – SWEET CHILD O’ MINE
O debut álbum do GNR, APPETITE FOR DESTRUCTION (1987) traz megassucessos como WELCOME TO THE JUNGLE e PARADISE CITY, tendo alcançado êxito comercial sem precedentes. Porém, o inconfundível riff de abertura e o hipnotizante solo de guitarra de Slash não deixariam dúvidas: SWEET CHILD O’ MINE era a que estava predestinada a arrebentar. A temática singela (a música inspirou até um livro infantil patrocinado pelo grupo) irritava o guitarrista: “GNR sempre foi hard rock, com atitude. Quando fazíamos baladas eram de blues. Esta era uma das coisas mais gays que você pode compor”, disse. Mas ao fim, rendeu-se aos louros do triunfo: essa foi a canção que rendeu maior retorno financeiro ao grupo californiano. Hoje após ter superado a cifra de 1 bilhão de visualizações no youtube, carimba o ingresso do Guns no rol dos maiores grupos de rock de todos os tempos.
 
 8.    AC/DC – BACK IN BLACK
Além de animais exóticos, o continente australiano produz rock de qualidade. Nomes de primeira linha como Men at Work, Midnight Oil, INXS e Nick Cave provieram da Oceania. Certamente, nenhum atingiu a fama do grupo fundado pelos irmãos Young, sobretudo na América, onde seus álbuns alcançaram vendas estratosféricas e confirmaram a banda como uma das mais importantes na área de hard rock. Não tem aspirações de criatividade ou invencionices. O lance do AC/DC é fazer rock básico. Com BACK IN BLACK (1980), um dos discos mais vendidos da história, puxado pela música homônima, atingiu o cume. O álbum (que estampa os dizeres de identificação sobre um fundo preto) representou uma homenagem ao vocalista Bon Scott, falecido alguns meses antes do lançamento, mas também um manifesto de superação. “Esqueça o carro fúnebre pois eu nunca morrerei” diz a letra. De fato, o riff de abertura tem a capacidade de erguer cadáveres do caixão. 
 
 9.    BOB DYLAN – LIKE A ROLLING STONE
Bob Dylan é muito mais do que um ícone da música pop, é uma lenda reverenciada por grupos dos mais variadas estirpes. Dos Rolling Stones (cujo nome, assim como a canção, inspirou-se no blues ROLLING STONE de Muddy Waters) aos Guns n´Roses (cujo cover de KNOCKIN’ ON HEAVEN´S DOOR está entre seus maiores hits). Não bastasse tanta badalação, o artista folk ainda faturou o Nobel de Literatura, quebrando as regras da premiação que não tem o hábito de laurear artistas provindos do meio musical. Essa deferência não ocorreu à toa já que Mr. Zimmermann é um dos raros nomes de relevância do rock em que as letras têm peso equivalente ao das músicas. A sarcástica LIKE A ROLLING STONE, carro-chefe do álbum HIGHWAY 61 REVISITED (1965), aparece em primeiro lugar na lista da Revista Rolling Stone (olha o nome de novo) como a maior canção de todos os tempos. 
 
 10.  JETHRO TULL – AQUALUNG
Ainda que jamais tenha sido lançada em single, essa música fez enorme sucesso alavancando as vendas do álbum de mesmo nome de 1971, o mais bem sucedido da carreira do grupo comandado pelo flautista/vocalista Ian Anderson. Não obstante seus 6:30 minutos de duração, é campeã de execuções nas rádios especializadas em rock. O arrebatador riff de guitarra nos prepara para um petardo sonoro, mas o que se segue é uma canção melódica e pungente sobre um velho sem teto largado à própria sorte nas soturnas ruas londrinas, figura retratada na capa do álbum. Nos anos seguintes, a banda inglesa emplacaria mais duas obras primas, THICK AS A BRICK e A PASSION PLAY que fixariam o grupo como um dos mais importantes no universo do rock progressivo.
 
 11.THE WHO – MY GENERATION
Assim como acontece como os gigantes Beatles e Rolling Stones (ao lado dos quais, poderia figurar), escolher uma música representativa dessa banda inglesa é tarefa ingrata. Ainda mais se considerarmos que seus dois mais ambiciosos trabalhos foram as óperas rock TOMMY e QUADROPHENIA das quais seria sacrilégio extirpar uma faixa. Uma representante à altura é MY GENERATION de Pete Townsend do homônimo álbum de estreia, de 1965 (que traz a formação clássica do grupo, a qual perduraria por 13 anos), que se tornou um hino emblemático e serviu como porta-voz de uma geração rebelde (‘mod’) que “esperava morrer antes de envelhecer”, conforme reza a letra. A canção pressagiou com sua ideologia e estética rude o surgimento do movimento punk.
 
12.JIMI HENDRIX EXPERIENCE – HEY JOE
Foi uma banal composição de um obscuro cantor folk, um tal de Billy Roberts, que revelou para o mundo aquele que é unanimemente considerado o maior guitarrista de todos os tempos. A música que trata, em forma de diálogo, do drama de um homem que mata a tiros sua esposa e quer fugir para o México, teve centenas de gravações de artistas de várias épocas e tendências: Cher, Santa Esmeralda, Wilson Pickett, Frank Zappa, Patty Smith, Robert Plant, Deep Purple, Offspring, Nick Cave, Charlotte Gainsbourg, Brad Mehldau e até Zé Geraldo e O Rappa. Mas é de Hendrix a versão definitiva. Foi lançada através de um single de 1966 com a banda Jimi Hendrix Experience. No início emplacou apenas no Reino Unido, mas sua memorável execução do Monterey Pop Festival e em Woodstock turbinou sua trajetória, passando a ser sua música mais conhecida.
 
 13.IRON MAIDEN – THE NUMBER OF THE BEAST
Desde seu surgimento, em parte devido à sua insubmissão e rebeldia, o rock foi acusado de ter ligação com o satanismo. Polêmicas à parte, o fato é que alguns grupos, especialmente de heavy metal, tornam essa associação bastante explícita. THE NUMBER OF THE BEAST, uma das mais famosas canções do Iron Maiden, contida no álbum do mesmo nome, é uma das que flerta com o tema.  Com esse disco (que marca a estreia do vocalista Bruce Dickinson, em substituição a Paul Di’Anno), o grupo britânico consagrou-se como expoente no gênero. Inspirada na enredo do filme “Damien, Omen II” (“A Profecia II”) e iniciada com uma frase bíblica do Apocalipse (que seria proferida pelo ator Vincent Price, substituído por um locutor de rádio), a sinistra peça relata a vinda do diabo à Terra, identificado pelo número 666.
 
 14.DAVID BOWIE – HEROES
Composta e gravada em Berlim, HEROES narra o drama de dois amantes (‘heróis’) que, no período da ‘guerra fria’, residiam em lados opostos do muro que dividia a metrópole. Presente no álbum homônimo (1977), o segundo da chamada “trilogia de Berlim” (que inclui LODGER e LOW, com uma sonoridade ambiente e eletrônica) no período em que Bowie fixou moradia na cidade. A música foi composta em parceria com Brian Eno (que, aliás, participou ativamente dos 3 álbuns) e traz na guitarra ninguém menos que Robert Fripp do King Crimson. Todas essas qualificações, embora saudadas pela crítica, não se traduziram em sucesso comercial, tanto que o single da canção teve baixa repercussão. Curiosamente, com o tempo, acabou se agigantando a ponto de tornar-se, ao lado de REBEL, REBEL e STARMAN, uma das mais conhecidas do ‘Camaleão do Rock’.
 
 15.YES – ROUNDABOUT
Essa pérola marcou os tempos áureos da banda britânica de rock progressivo, com sua formação mais primorosa (Anderson, Howe, Squire, Wakeman e Brufford), em que se sobressai o órgão do recém empossado Rick Wakeman e o violão cortante de Steve Howe com uma abertura para escutar de joelhos. Foi por muito tempo o maior sucesso comercial do grupo (só viria a ser suplantado bem mais tarde por OWNER OF A LONELY HEART). A música com uma letra “viajandona” alcançou sucesso nas paradas, editada para tocar no rádio em uma versão de 3 minutos. Esqueça. Vá direto à íntegra de 8 minutos como saiu no álbum FRAGILE de 1971. No ano seguinte, com essa mesma formação, o Yes lançou CLOSE TO THE EDGE em que se sobressai a canção com o mesmo nome, um épico de 19 minutos, considerada uma das mais representativas obras do rock progressivo.
 
 16.U2 – WITH OR WITHOUT YOU
Maior representante da fase de renascimento do rock ocorrido nos 80s, na esteira do punk e do new wave, o grupo irlandês coleciona tantas músicas cativantes, distribuídas em todos os seus álbuns, que é tarefa ingrata indicar uma única representante digna. Mas certamente WITH OR WITHOUT YOU deve pacificar todas as correntes num consenso. Iniciando-se numa marcha lenta, vai num crescendo envolvente, sob a batuta da genial produção de Brian Eno. Uma canção romântica em que a letra de Bono e sua magistral interpretação vocal expressam os vaivéns de um relacionamento incerto. Integra o badalado THE JOSHUA TREE (1987), o álbum mais bem sucedido do U2 tanto por parte da crítica como do público.
 
17. ERIC CLAPTON – LAYLA
LAYLA, por justiça, deveria ser creditada ao grupo Derek and the Dominos. Mas quem foi a alma do Derek senão Eric Clapton? Assim como ocorrera antes com os Yardbirds, Cream, e Blind Faith sem contar os Bluesbrakers de John Mayall, grupos lendários que contaram com a participação do mestre. Até que ‘Slowhand’ (como era apelidado) engrenou sua carreira solo, dedicando-se ao ritmo com que mais se afina, o blues. Pois é, o exímio guitarrista inglês e branco, destacou-se tocando um ritmo essencialmente negro provindo da América. E o fez como poucos a ponto de fazer jus ao bordão “Eric is God”. LAYLA foi lançada no único álbum de estúdio do Derek de 1970 e contou com a participação do lendário Duane Allman. A canção de temática romântica, sobre um amor não correspondido, não teve, a princípio, grande repercussão. Mas veio agigantando-se até se firmar como um dos marcos do rock, graças a seu inconfundível riff (irreconhecível na versão acústica do álbum UNPLUGGED).
 
 
18.  BLACK SABBATH – PARANOID
PARANOID ganhou no olho mecânico de IRON MAN, sua faixa companheira do álbum do Sabbath de 1970, não à toa eleito o melhor disco de heavy metal da história pela revista Rolling Stone (numa época em que sequer havia referência a esse gênero musical). Segundo relata o baixista Geezer Butler, a música nem era para constar do álbum. Como ficou uma lacuna de uns 3 minutos, reaproveitaram essa antiga composição, o guitarrista Tommy Iommi adaptou um riff e Ozzy Osbourne interpretou, lendo os versos que não memorizara, tudo improvisado na última hora. O álbum era para ter o título de WAR PIGS (outra faixa conhecidíssima), mas a gravadora vetou. PARANOID acabou nomeando o álbum (apesar de o termo não ser especificamente mencionado na letra). Mesmo com tantos percalços, tornou-se a mais conhecida do grupo britânico.

 
19. DOORS – LIGHT MY FIRE
Essa música tornou-se um autêntico standard, recebendo inúmeras interpretações: Etta James, Shirley Bassey, Nancy Sinatra, Al Green, Stevie Wonder, UB-40, as brasileiras Astrud Gilberto e Maysa, o trip hop de Massive Attack e Cibo Matto, heterodoxias instrumentais com Ananda Shankar (cítara) e Friedrich Gulda (piano) são algumas versões. No Brasil, tornou-se conhecida na voz do porto-riquenho José Feliciano. A gravação original dos Doors com 7 minutos de duração está presente em seu 1º e mais badalado álbum (1967). A contragosto, o grupo aceitou cortar as longas improvisações instrumentais para editar um single. Comercialmente, valeu a pena pois ajudou a fazer dela um super-hit. O carismático e impetuoso Jim Morrison, líder e vocalista da banda, morreu precocemente, o que abreviou a dissolução do grupo que se tornou lendário. Seus discos são até hoje disputadíssimos.
 
20.  DIRE STRAITS – SULTANS OF SWING

O Dire Straits surgiu no final dos anos 70, por um lado para resgatar o espírito primitivo do rock (excessivamente glamourizado com obras super-produzidas) e por outro para se contrapor ao radicalismo do punk rock. Já no disco de estreia (1978) vieram com essa joia ironizando uma banda sofrível de jazz que se autointitulava “sultões do swing”. Sete anos após, o grupo inglês viria a lançar seu álbum mais ilustre, recheado de hits, BROTHERS IN ARMS que estourou no mundo todo, tornando-se o mais vendido da história no Reino Unido. Porém a magia de SULTANS OF SWING jamais foi superada. O álbum duplo ao vivo ALCHEMY (1984) traz uma versão estendida de quase 11 minutos (o dobro do tempo da original). Fique com a versão ao vivo em que a guitarra de Mark Knopfler estraçalha.


VENDA DE DISCOS EM PORTUGAL 2004

 

Vendas de discos 2004

Discos da Editora Farol
A lista dos discos mais vendidos em Portugal, em 2004, é a seguinte:

Discos mais vendidos - 2004 (Artistas)

1 - DiscO-Zone - O-Zone
2 - Adriana Partimpim - Adriana Calcanhotto
3 - Re-Definições - Da Weasel
4 - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2
5 - Fallen - Evanescence
6 - Elephunk - Black Eyed Peas
7 - Feels Like Home - Norah Jones
8 - Love Songs A Compilation Old And New - Phil Collins
9 - Anastacia - Anastacia
10 - Cinema - Rodrigo Leão
11 - Greatest Hits - Robbie Williams
12 - Fado Curvo - Mariza
13 - Life For Rent - Dido
14 - Vagabundo Por Amor - Tony Carreira
15 - Best 1991-2004 - Seal
16 - The Girl In The Other Room - Diana Krall
17 - The Voice - Russell Watson
18 - Maria Rita - Maria Rita
19 - Esquissos - Toranja
20 - MTV Ao Vivo - Ivete Sangalo
21 - O Concerto Acústico - Rui Veloso
22 - All The Best - Tina Turner
23 - Genius Loves Company - Ray Charles
24 - Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - Tony Carreira
25 - Un Dia Normal - Juanes
26 - O Mundo Ao Contrário - Xutos & Pontapés
27 - Olhar Em Frente - Beto
28 - Live Summer 2003 - Robbie Williams
29 - Humanos - Humanos
30 - Um Amor Infinito - Madredeus

Fonte: AFP

Discos mais vendidos - 2004 (compilações)

1 - Now 10 - Vários
2 - Morangos Com Açucar - Banda Sonora
3 - Summer Jam 2004 - Vários
4 - As Musicas da Carochinha Vol. 2 - Vários (Som Livre)
5 - Morangos de Verão - Banda Sonora
6 - Now 11 - Vários
7 - Discos Pedidos - Vários (Som Livre)
8 - Dance Power 10 - Vários (Vidisco)
9 - As Musicas da Carochinha - Vários (Som Livre)
10 - New Wave - Banda Sonora

Fonte: AFP

Os romenos O-Zone foram os que mais discos venderam em Portugal durante 2004. De acordo com a Agência Lusa, a banda de Dan Balan, Radu Sarbu e Arsenie Toderas ficou em primeiro lugar na tabela elaborada pela Associação Fonográfica Portuguesa, com o álbum "Disco Zone", onde se inclui o hit "Dragostea Din Tei".

Nos discos mais vendidos no ano que agora terminou, destaque ainda para os Da Weasel, o primeiro nome português da lista, em 3º lugar, e para os U2 e Evanescence, nas 4ª e 5ªs posições, respectivamente.

O jornal Blitz publicou uma lista ligeiramente diferente onde Rui Veloso está no Top 10:
 
1 - DiscO-Zone - O-Zone [8 semanas em nº1]
2 - Adriana Partimpim - Adriana Calcanhotto [7 semanas em nº1]
3 - Re-Definições - Da Weasel
4 - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2 [4 semanas em nº1]
5 - Fallen - Evanescence [1 semana em nº1]
6 - Feels Like Home - Norah Jones [4 semanas em nº1]
7 - Elephunk - Black Eyed Peas
8 - Love Songs - Phil Collins [2 semanas em nº1]
9 - Concerto acústico - Rui Veloso [1 semana em nº1]
10 - Anastacia - Anastacia

Outros

11 - Fado Curvo - Mariza
13 - Cinema - Rodrigo Leão [1 semana em nº1]
16 - Vagabundo Por Amor - Tony Carreira
19 - Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - Tony Carreira
23 - Esquissos - Toranja
28 - O Mundo Ao Contrário - Xutos & Pontapés [3 semanas em nº1]
29 - Humanos - Humanos
30-  Um Amor Infinito - Madredeus [3 semanas em nº1]

Entre os 30 discos mais vendidos em 2004 estão os álbuns "Re-Definições dos Da Weasel (3º lugar), "Concerto Acústico" de Rui Veloso (9º) e "Fado Curvo" de Mariza. Nenhum deles consta da lista dos temas mais escutados nas rádios nacionais

[Blitz, 18/01/2005]

Álbuns em destaque em 2004

--1-Concerto Acústico - Rui Veloso -1#1 (ver 2003)
--4-Maria Rita - Maria Rita - 4#1
--1-Fallen - Evanescence - 1#1
Talkie Walkie - Air [#2]
A Crown Left Of The Middle - Incubus [#3]
--4-Fees Like Home - Norah Jones -4#1
--4-The Voice - Russell Watson -4#1
--6-The Girl In The Other Room - Diana Krall -6#1
Anastacia - Anastacia [#2]
A Foreign Sound - Caetano Veloso [#3]
Elephunk - Black Eyed Peas [#3]
--3-Um Amor Infinito - Madredeus -3#1
--3-Um Mundo ao Contrário - Xutos & Pontapés -3#1
Re-definições - Da Weasel [#2]
Under My Skin - Avril Lavigne [#3]
--1-Cinema - Rodrigo Leão -1#1
Folklore - Nelly Furtado [#2]
--7-Adriana Partimpim - Adriana Calcanhotto -7#1
Live At Benaroya Hall - Pearl Jam [#2]
Vagabundo Por Amor - Tony Carreira [#2]
--8-DiscO-Zone - O-Zone -8#1
Un Dia Normal - Juanes [#2]
Genius Love Company - Ray Charles [#2]
--3-Greatest Hits - Robbie Williams -3#1
--2-Love Songs - Phil Collins -2#1
All The Best - Tina Turner [#2]
--4-How To Dismantle An Atomic Bomb - U2 -4#1
AM-FM - The Gift [#3]
Humanos - Humanos [#2] (ver 2005)
--1-Best 1991-2004 - Seal -1#1 (ver 2005)

Notas: Lista de nomes que atingiram os primeiros lugares de Janeiro a Dezembro de 2004. No caso dos discos que atingiram o nº 1 é indicado o nº de semanas em 1º lugar. O disco dos Da Weasel foi o 3º disco mais vendido mesmo sem atingir o nº1!

Viagem de rumo tarda em Portugal

Ao mesmo tempo que diversos mercados mundiais inverteram a tendência de queda, e outros suavizaram a descida na facturação, Portugal viveu um 2004 negro. O levantamento de mercado apresentado pela AFP revelou um "trambolhão" de 25 por cento, reduzindo uma indústria que há dois anos valia cem milhões de euros a apenas 60 milhões.

Várias justificações explicam este cenário. Em primeiro lugar, naturalmente, a pirataria. Se bem que tenha havido no último ano uma intensificação de acções policiais contra infractores de pirataria física, falta ainda actuar no espaço da pirataria digital, via Internet (existe já uma directiva do direito de autor na era digital, mas a sua redacção final não parece unânime). Editores e músicos criticam também a política das estações de rádio, sobretudo na sua má relação com a música portuguesa e com as novidades em geral, sugerindo como alternativa uma nova lei da rádio que obrigue a quotas de airplay. Na berlinda está ainda o facto de os discos serem taxados por um IVA a 19 por cento, contra os cinco por cento praticados no livro. Estas e outras questões foram apresentadas por editores, músicos e autores às forças políticas com representação parlamentar. PS, CDU e BE escutaram críticas e descrição do cenário. Aguardam-se respostas...

Em entrevista recente ao DNmúsica, David Ferreira, presidente da EMI Music Portugal, defendeu a necessidade de intervenção "urgente"do Estado em três matérias: "pirataria (a física e também a digital), a rádio e o IVA". O editor chama atenção para o caso americano onde "houve prisões anteriores à explosão do iTunes", reconhece o esforço recente de combate à pirataria física, mas aponta incongruências no texto final da directiva sobre o direito de autor na era digital, fundamental para combater essa outra fonte de pirataria. Defende a colocação de Portugal junto da França, na UE, por uma redução do IVA na música. Sobre a rádio é claro: "a política das rádios é uma política contra as editoras, contra os artistas, contra os autores." E acrescenta que "estamos a ser vítimas de um processo de censura organizada" que "tem a complacência do próprio Estado", criticando em específico o ex-ministro Morais Sarmento "que prometeu solenemente uma lei (da rádio) em Setembro de 2003". Lei que ainda não existe.

Tozé Brito, à frente dos destinos da Universal, afirmou também ao DNmúsica que "em Portugal a volta está a ser dada tranquilamente", defendendo que a indústria da música ainda é viável entre nós "mas noutros moldes", não com as "megaestruturas que existiam", depositando esperanças nas plataformas digitais e tecnologias móveis. Tal como David Ferreira critica o anterior governo, referindo que a directiva de direito de autor "passou de uma forma vergonhosa" e que "a proposta da lei da rádio" até hoje "não existe e não se sabe onde anda". Defende ainda que, depois de existir um quadro legal, as plataformas digitais vão crescer "e nós estaremos a crescer com os outros, mas com dois anos de atraso".

A presidir desde há poucas semanas aos destinos da Sony BMG em Portugal, o espanhol Jose Maria Cámara explicou ainda ao DN que "a crise está atingindo com mais força os países que não conseguiram desenvolver uma cena forte de repertório local e que não exportam para o mercado internacional". O retrato aplica-se, naturalmente, ao caso português.

Nuno Galopim, DN, 25/03/2005

Mercado Português cai 25%

Segundo o levantamento anual da Associação Fonográfica Portuguesa, o mercado discográfico português caiu 25 por cento em 2004. A indústria, que valia 81 milhões de euros em 2003 (e praticamente 100 milhões em 2002), vale agora apenas 60 milhões! Em dois anos desapareceram 40 por cento de uma indústria até há pouco tempo florescente.

Os valores de 2004 assinalam uma quebra das vendas de álbuns (formato CD) na ordem dos 21,9 por cento. O mercado das cassetes áudio (ainda perto de um milhão de unidades vendidas) caiu 37 por cento. O "velho" LP em vinil teve presença vestigial (148 cópias vendidas ao longo do ano). O DVD musical manteve a performance de 2003 com vendas na ordem das 753 mil unidades.

O CD single, sobretudo graças a campanhas de promoção de marketing, cresceu para os 1,6 milhões de cópias. Dado fundamental em 2004 é o crescimento expressivo de vendas de fonogramas em campanhas conjuntas com jornais e revistas.

Diário de Noticias, 25/03/2005

Relatório da Editora Farol

O ano de 2004 foi caracterizado por uma redução substancial do valor do mercado discográfico a nível Mundial, tendo o mercado áudio Português acompanhado esta tendência e sofrendo uma quebra de cerca de 11%, em termos de unidades vendidas, face a 2003. Apesar desta tendência negativa, a editora discográfica do Grupo Media Capital (Farol Música) registou no ano passado um volume de vendas de mais de 8 Milhões de Euros, triplicando o valor de 2003.

Este resultado excepcionalmente positivo foi fruto de várias vantagens competitivas da Farol Música relativamente às restantes editoras discográficas (multinacionais e independentes) em actividade no mercado nacional. Nomeadamente, uma estrutura leve, dinâmica e bem dimensionada; gestão orientado por projecto; e um investimento forte em Marketing e na Promoção dos seus produtos.

A Estratégia editorial tem-se pautado por um número reduzido de lançamentos (face ao habitual no mercado) com um planeamento de Marketing ambicioso e rigoroso na sua concepção e acompanhamento.

É de salientar também o contributo para este resultado do acordo firmado no final do ano de 2004 com a editora discográfica multinacional Warner Music, que tornou a Farol Música a distribuidora exclusiva para Portugal de todo o seu catálogo.Esta parceria não se limita à distribuição pura do catálogo mas abrange também o marketing, a promoção e a gestão comercial dos produtos da Warner Music, o que traduz a elevada reputação da Farol no mercado português. A nível comercial, a Farol Música (contando apenas com o seu catálogo próprio – excluindo o da Warner Music) obteve em 2004 uma quota de mercado de vendas de discos de 8%, em linha com as expectativas e perto da quota “natural”esperada para esta unidade de negócio.

Foram obtidos numerosos galardões, incluindo duas Duplas Platinas (“Banda Sonora - Morangos com Açúcar” e “Phil Collins – Love Songs”), quatro Platinas (“O-Zone”, “Banda Sonora – Morangos de Verão”, “Seal – Best 1991- 2004”e “Beto - Olhar em Frente”) e quatro discos de ouro (“Banda Sonora – Queridas Feras”, “Ivete Sangalo – MTV ao Vivo”, “Juanes – Un dia normal” e “Russel Watson – The Voice”).

Fonte: Relatório e Contas da Media Capital













BIOGRAFIA DE Ed Sheeran

Ed Sheeran

 Edward Christopher Sheeran MBE, mais conhecido como Ed Sheeran, (Halifax, 17 de fevereiro de 1991) é um cantor, compositor, produtor e ator britânico.

Ele se casou com Cherry Seaborn em janeiro de 2019 e hoje o casal tem duas filhas chamadas Lyra Antarctica Seaborn Sheeran[6] e a segunda de nome ainda não revelado[7]. No início de 2011, Sheeran lançou um extended play independente, que chamou a atenção de Elton John e Jamie Foxx. Ele, em seguida, assinou contrato com a Asylum Records. Seu álbum de estréia, + (plus) (2011), contendo os singles "The A Team", "You Need Me, I Don't Need You", "Lego House" e "Drunk" foi disco de platina quíntuplo no Reino Unido. Em 2012, ele ganhou dois Brit Awards para Melhor Artista Solo Britânico Masculino e Breakthrough Act britânico. "The A Team" ganhou o prêmio Ivor Novello de Melhor Canção Musicalmente e liricamente. Em 2014 ele foi nomeado para Best New Artist na 56ª Annual Grammy Awards.[8]

A popularidade de Ed Sheeran no exterior se expandiu em 2012, nos Estados Unidos, ele fez uma aparição no quarto álbum de estúdio de Taylor Swift, e escreveu canções para o grupo One Direction. Ele passou grande parte de 2013 em turnê na América do Norte, como o ato de abertura para a Red Tour de Taylor Swift. No outono de 2013, Sheeran realizou três shows esgotados no Madison Square Garden, em Nova York (com Swift fazendo uma aparição na segunda noite).[9]

Seu segundo álbum de estúdio intitulado X (multiply) ,de 2014, chegando ao número um na UK Albums Chart e na Billboard US 200. Foi nomeado para Álbum do Ano na 57ª Annual Grammy Awards. Como parte de sua turnê mundial X, Sheeran realizou três concertos no Estádio de Wembley, em Londres, em Julho de 2015, o seu maior show solo até a data.[10][11]

Em 2017, Sheeran lança o seu terceiro álbum de estúdio, ÷ (lê-se "divide"), alcançando um estrondoso sucesso comercial, principalmente no seu país natal, com o LP e com um dos singles, "Shape of You", que se manteve no primeiro lugar das tabelas de singles do Reino Unido e dos EUA, entre vários outros países. Com isto, Sheeran se tornou no artista mais bem-sucedido comercialmente no Ocidente durante o primeiro trimestre de 2017.[12]

Início da vida

Sheeran nasceu em Hebden Bridge perto de HalifaxWest Yorkshire, mas mudou-se para Framlingham, Suffolk quando era criança.[13] Seu pai, John Sheeran, é um curador de arte e conferencista.[14] Sua mãe, Imogen Lock, é uma publicitária e designer de jóias.[15] Seus pais tinham a consultoria de arte independente, Sheeran Lock, de 1990 a 2010.[13] Sheeran, é mais novo dos dois meninos, tem um irmão mais velho, Matthew, que é um compositor de música clássica e estudante de pós-graduação[13] em música.

Os avós paternos de Sheeran eram irlandeses, de Maghera e North Wexford.[16] Ele foi criado como um católico romano. Ele cantou no coro da igreja local a partir de quatro anos de idade, aprendeu a tocar guitarra em uma idade muito jovem, e começou a escrever músicas durante seu tempo em Thomas Mills High School, em Framlingham.[17] Suas memórias de infância incluem ouvir Van Morrison durante suas viagens a Londres, com seus pais e ir para um show íntimo de Damien Rice na Irlanda quando tinha onze anos.[18] Além de Rice, ele também citou The BeatlesBob DylanNizlopi e Eminem como suas maiores influências musicais. Ele é um padroeiro da Youth Music Theatre UK. Ele foi aceito na National Youth Theatre em Londres, quando era adolescente.

Carreira musical

2005–2010: Começo da carreira

Sheeran começou a gravação de música em 2005, e lançou seu primeiro EP independente, The Orange Room EP. Ele tem sido amigo do cantor e compositor britânico, Passenger, desde que ele tinha 15 anos, com os dois tocando no mesmo show em Cambridge.[19] Ele se mudou para Londres em 2008, e começou a tocar em pequenos espaços. Ainda em 2008, ele fez um teste para a série ITV Britannia High.[20] Ele também participou na Nizlopi em Norwich, em abril de 2008, depois de ser um dos seus técnicos de guitarra.[17] Ele lançou outro EP em 2009You Need Me, pouco antes de ir em turnê com o Just Jack. Em fevereiro de 2010, Ed publicou um vídeo através SB.TV, e o rapper Example convidou para sair em turnê com ele. No mesmo mês, ele também lançou seu aclamado Loose Change EP, que contou com a estreia da música - depois single - "The A Team".[21]

Em abril de 2010, Ed comprou uma passagem para Los Angeles, sem nenhum contrato. Ele cantou noites de microfone aberto por toda a cidade, antes que ele foi visto no The Foxxhole por Jamie Foxx, que ficou tão impressionado que ofereceu a Ed o uso de seu estúdio de gravação e a cama de sua casa em Hollywood para o resto de sua estadia. Ao longo de 2010, Sheeran começou a ser visto por mais pessoas através da internet através do YouTube e sua base de fãs cresceu, também obtenção de crédito do jornal Independent, o capitão de futebol da Inglaterra Rio Ferdinand e Elton John.[22] Ed também lançou outros dois EPs independentes em 2010, Ed Sheeran.: Live at the Bedford e Songs I Wrote with Amy, que é uma coleção de canções de amor que ele escreveu no País de Gales com a cantora e compositora Amy Wadge.

Em 8 de janeiro de 2011, Ed lançou outro EP independente, No. 5 Collaborations Project. Projeto com participações de artistas grime incluindo Wiley, JME, Devlin, Sway e Ghetts.[23] Com este EP, Sheeran ganhou atenção da mídia por alcançar o número 2 no iTunes sem qualquer promoção ou gravadora, com uma venda de mais de 7 000 cópias em sua primeira semana.[24] Três meses depois, Ed fez um show gratuito para fãs no Barfly em Camden Town. Mais de 1.000 fãs apareceram para ver o show, então Ed acabou tocando mais quatro shows diferentes para garantir que todos assistissem o show, incluindo um show na rua após o local ter fechado. Mais tarde, naquele mês, ele assinou com o  Asylum / Atlantic Records.[24]

2011–2013 e Sucesso internacional

Ed Sheeran em 2010

Em 26 de abril de 2011, Ed Sheeran apareceu no programa de TV Later ... with Jools Holland, onde performou seu primeiro single "The a Team". Seis semanas depois, "The a Team" foi lançado como um download digital no Reino Unido. O lançamento serviu como o primeiro single de seu primeiro álbum de estúdio intitulado +. "The a Team" entrou no UK Singles Chart no número três, vendendo mais de 58 000 cópias na primeira semana. Foi a melhor estreia de venda solo e o oitavo single melhor venda global de 2011, vendendo 801 mil cópias.[25] O primeiro single também se tornou um hit top dez na AustráliaAlemanhaIrlandaJapãoLuxemburgoNova ZelândiaNoruega e Países Baixos. Durante uma manchete apresentada na BBC no Glastonbury Festival 2011, Ed anunciou que "You Need Me, I Don't Need You" seria lançado em 26 de agosto como o segundo single do álbum. O segundo single chegou ao número quatro no UK Singles Chart.[26] "Lego House" foi lançado como o terceiro single, alcançando o top dez em australianos, irlandês, escocês, Nova Zelândia Singles Charts, Bélgica Ultratop 50 e o Ultratop Wallonia.[27] "Drunk", lançado em 19 de fevereiro de 2012, tornou-se do quarto consecutivo top 10 single no Reino Unido, atingindo um máximo de número nove.[28] Em 25 de novembro de 2011, Ed Sheeran se apresentou no Hallenstadion em Zurique quando Gary Lightbody, o vocalista do Snow Patrol, o convidou para colaborar com a banda.[29] Em 9 de janeiro de 2012, o Snow Patrol anunciou suas atrações da turnê norte-americana tendo Ed Sheeran como suporte principal.[30]

Sheeran colaborou com a americana Taylor Swift em seu álbum Red na faixa co-escrita por Ed, "Everything Has Changed", lançado em outubro de 2012 e nomeado álbum do ano no Grammy Award em 2014. Ed colaborou novamente com o grupo One Direction no álbum Take Me Home nas faixas "Over Again" e "Little Things". Sheeran foi o ato de abertura da Red Tour de Taylor Swift em 64 concertos. Ele também participou no álbum de Lupe Fiasco Tetsuo & Youth. Sheeran foi novamente nomeado ao Grammy na categoria de "Best New Artist".

2014–2016: x

Sheeran participou da trilha sonora do filme O Hobbit: A Desolação de Smaug com a canção "I See Fire".

Seu segundo álbum x (Multiply) foi lançado em 23 de junho de 2014[31] no Reino Unido e nos Estados Unidos e Londres, pela Asylum Records e Atlantic Records.[32]

O álbum recebeu críticas positivas dos críticos de música. Foi um sucesso internacional na sua primeira semana de vendas, chegando ao número um em doze países, atingindo o topo tanto no UK Albums Chart quanto na Billboard 200, e alcançando o top 5 em onze outros países. Quatro singles foram lançados do álbum, "Sing", "Don't", "Thinking Out Loud" e "Photograph". Além do single promocional "Bloodstream" O primeiro, "Sing", foi um grande sucesso internacional e se tornou o primeiro single número um de Sheeran no Reino Unido, e o segundo a entrar no top 20 da Billboard Hot 100 (atingindo o número 13).[33] O segundo single do álbum, "Don't", também foi um sucesso mundial, atingindo o número 8 no Reino Unido, e tornou-se também o primeiro pico de Sheeran no top 10 da Hot 100, atingindo o número 9. "Thinking Out Loud" teve lentamente sua notoriedade, sendo o segundo single número 1 de Sheeran no Reino Unido, depois de passar 19 semanas da tabela musical. Também tornou-se o maior pico de Sheeran na tabela dos Estados Unidos, atingindo o número dois. "Photograph", também foi bem-sucedido nas paradas, chegando ao top 10 na Billboard Hot 100.

No final do ano de 2014, Sheeran anunciou a turnê "Multiply", que percorreu desde seu país natal até os países da América Latina, como Argentina, Peru, Colômbia, Chile e Brasil. Em dezembro de 2014, Spotify nomeou x o álbum mais transmitido no mundo para 2014, acumulando mais de 430 milhões de streams em todo o ano.[34] Para o Grammy Awards de 2015, x foi nomeado para Melhor Álbum Vocal Pop e Álbum do Ano. Em novembro de 2015, participou das gravações do filme O Bebê de Bridget Jones.[35] No Grammy Awards de 2016, em 15 de fevereiro, ganhou 2 categorias com ''Thinking Out Loud'' , sendo elas Melhor Performance Pop (solo) e Música do Ano.

2017–2018: ÷ e TV

As primeiras duas canções do terceiro disco de Sheeran, ÷ (Divide), "Shape of You" e "Castle on the Hill", foram lançadas simultaneamente na madrugada de 6 de janeiro de 2017, simbolizando a volta de um recesso do artista durante o ano de 2016,[36] ele também participou de Game of Thrones e The Bastard Executioner.

No Reino Unido, o álbum ÷ (Divide) respondeu por mais de 10% das vendas de CDs desde o seu lançamento na região, em março de 2017. Segundo a consultoria Kantar, 25% das pessoas que compraram o disco de Sheeran não haviam adquirido um CD no último ano. Por isso, analistas consideram o cantor uma "luz no fim do túnel" para a indústria fonográfica britânica, já que ele foi capaz de mobilizar 250 mil novos compradores de volta para o mercado da mídia física.[37]

Em 28 de agosto de 2018 é lançado seu primeiro documentário "Songwriter", disponível na Apple Music dirigido por Murray Cumminhgs, mostra detalhadamente os processos envolvidos nas composições de algumas músicas de seu terceiro álbum (÷Divide), com vídeos caseiros, até então, nunca antes vistos.

2019-presente: No.6 Collaborations Project

Em maio de 2019, Sheeran lançou dois singles: "I Don't Care" (com Justin Bieber) e "Cross Me" (com os rappers americanos Chance the Rapper e PnB Rock). Ambos deram início a produção de seu quarto álbum de estúdio, No.6 Collaborations Project. Lançado dois meses depois, o material ainda trouxe artistas como Bruno MarsEminem50 CentCamila CabelloCardi BTravis Scott, entre outros.

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Ed Sheeran

Álbuns de estúdio solo

  • + (2011)
  • × (2014)
  • ÷ (2017)
  • = (2021)

Projetos de colaboração

Turnê

Como artista principal
  • + Tour (2011–2013)
  • × Tour (2014–2015)
  • ÷ Tour (2017–2019)
Como ato de abertura



Destaque

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