Segue a continuação do levantamento dos principais rocks do século XX, segundo dois aspectos: 1) receptividade do público traduzida por vendas e execução nas rádios; 2) relevância dentro do cenário musical.
sábado, 25 de junho de 2022
AS 100 MAIORES MÚSICAS DO ROCK DO SÉCULO XX (3ª PARTE)
Dio, o tesouro do Heavy Metal
No último post que fiz,falei de um especial do Black Sabbath,e dentro dele tinha o grande álbum Heaven And Hell com James Dio nos vocais,hoje o especial vai para esse grande vocalista que infelizmente faleceu aos 67 pelo impiedoso e famoso câncer.Ronnie James Dio é vocalista de heavy metal, ficou consagrado por tocar em bandas como Rainbow e Black Sabbath, atualmente é vocalista do Heaven and Hell. Sua primeira banda importante foi Elf (3 álbuns), onde cantou e tocou baixo.Foi chamado para cantar no Rainbow por Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple) onde gravou 4 álbuns. Após deixar o Rainbow foi convidado pelo guitarrista Tony Iommi para ocupar o posto de vocalista no Black Sabbath. Gravou ao todo três álbuns e mais um após sua volta à banda em 1992. Saiu do Black Sabbath em 1983 devido a problemas de ego e uma "suposta" sabotagem na mixagem final de Live Evil (ao vivo). Ao sair do Black Sabbath lança uns dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos: Holy Diver.
Holy Diver foi muito bem aceito e deixou clássicos como a faixa-título, "Stand Up and Shout", "Don’t Talk to Strangers" e a mais famosa "Rainbow in the Dark".
No período de 1984 a 1987 Dio lança 3 álbuns: The Last in Line, Sacred Hear e Dream Evil (todos comprovando seu fanatismo duendes, magos, dragões, reis...) e um EP com seis músicas.nos 90 até 2007: lança 7 álbuns, um com o Black Sabbath (Dehumanizer) e o restante com sua própria banda Dio, lança também seu primeiro DVD Evil Or Divine e retorna ao Brasil em 2006 com a tour Holy Diver Live. Em 2007 reuniu-se com os antigos companheiros de Black Sabbath, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, para excursionarem na promoção do álbum "Black Sabbath - The Dio Years". Neste álbum estão grandes clássicos e três músicas novas compostas especialmente para o disco. Para promoverem a coletânea os quatro se reuniram sob o nome "Heaven and Hell" para uma turnê mundial de um ano.
Heaven And Hell ( 1980 ) - Outro clássico do Rock N Roll e do Heavy Metal, como já citei no post anterior do Sabbath, um dos melhores discos. Dio detona nos microfones da lendária banda.
Long Live Rock N Roll (1978) - Pérola do Rainbow na qual Blackmore e Dio fazem uma parceria e tanto, discão da banda e do Rock N Roll.
Para terminar esse post sobre James Dio que falece aos 67 anos, só tenho uma palavra a dizer : Long Live Rock N Roll.
Clapton,a força do Blues
Eric Clapton nasceu na Inglaterra no dia 30 de Março de 1945,é cantor,compositor e um grande guitarrista.A força do blues ganha um post especial.Começou sua carreira nos Yardbirds junto com Jimmy Page e Jeff Beck,que baita de uma banda hein ?.Depois que saiu do grupo o guitarrista foi parar no John Mayall e the Bluesbreakers,mas não durou muito e saiu.Impulsionado pela descrição de "Clapton Is God" em um muro ( " tem até um cachorro fazendo xixi no muro pixado,que respeito é esse ?,rs") ele criou a banda Cream,a qual consagrou pela sua técnica e criatividade,ele e a banda criaram grandes clássicos com os álbuns Disraeli Gears,Flesh Cream e Wheels Of Fire,tanto quanto nos álbuns quanto nas musicas,Clapton toca clássicos como Sunshine Your Love,Crossroads,White Room e Spoonful até hoje.A banda teve vida curta e depois da separação entre o baixista Jack Bruce,o baterista Ginger Backer e Eric o Cream acabou.
Depois de três bandas,o grande entrou em carreira solo,e lançou mais de 20 álbuns,para variar fez também grande clássicos como as musicas Layla,Wonderful Tonight,Cocaine,a balada Tears In Heaven e a regravação de I Shot the Sheriff do Reggae de Bob Marley.
Veja a discografia completa no link : Eric Clapton
As portas da imaginação
Quatro rapazes americanos tiveram a idéia de formar uma banda.Jim Morrison na voz, Ray Manzarek nos teclados,Robby Krieger na guitarra e John Densmore na bateria.Esses quatros jovens fizeram uma banda além do normal,formando os The Doors.
Em 3 de julho de 1971 a banda acaba por uma triste morte do vocalista Jim Morrison,morreu tão obscuro pelo que aparecia.Não se sabe a causa da morte,uns dizem que foi infarto,outros overdose,assassinato pela sua mulher,entre outras causas.Morrison morreu em Paris,sua cidade preferida,e os Doors depois de sua morte lançaram dois discos que regrava a voz do vocalista,Full Circle e American Prayer,considerados os discos esquecidos dos Doors.
Curiosidades :
- Robby Kreiger não costumava trocar frequentemente as cordas de sua guitarra, achando que a sonoridade das cordas velhas era superior à sonoridade de cordas novas.
- O single mais vendido dos Doors foi Light My Fire. A música foi número 1 por três semanas e ficou entre as 40 mais vendidas durante 14 semanas.
- O cadáver de Morrison foi enterrado no cemitério de Pere-Lachaise em Paris, França. Trata-se de um dos mais antigos e famosos cemitérios da Europa. O compositor clássico Chopin e o escritor Oscar Wild também estão enterrados lá.Sobre a lápide de Jim Morrison está escrito "Kawa Ton Aaimona Eaytoy". A inscrição em grego significa "queime seu demônio interior".
- Na música L.A. Woman existem os seguintes versos intrigantes:
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Got to keep on risin'
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Curiosamente "Mr. Mojo Risin" é um anagrama perfeito para "Jim Morrison" (basta rearranjar as letras). "Mojo" é também uma gíria para "proeza sexual".
Discografia :
1967 - Strange Days
1968 - Waiting for the Sun
1969 - The Soft Parade
1970 - Morrison Hotel
1971 - L.A. Woman
1971 - Other Voices
1972 - Full Circle
1978 - American Prayer
Vamos,Vamos garota,Acenda meu fogo !AS MELHORES LETRAS DA MÚSICA PORTUGUESA PARTE 33
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| Ala dos Namorados |
Ala dos Namorados
Loucos de Lisboa
(letra)
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
A bica, ao melhor dos seus ouvintes
As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal
Comprámos a entrada p’ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
Não aparecer pela manhã
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Mudámos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixámos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia
E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar
Beijinhos às meninas que passeiam.
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
(João Gil)
Letra
Queda do Império
Vitorino
Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau de canela e Mazagão
Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja Luanda
Sempre em flor.
Pedro Barroso
Menina dos olhos d´água
(letra)
Menina em teu peito sinto o tejo
E vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
Rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar
Aprendi nos ‘esteiros’ com soeiro
E aprendi na ‘fanga’ com redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar
AS 100 MAIORES MÚSICAS DE ROCK DO SÉCULO XX (2ª PARTE)
Segue a continuação do levantamento dos principais rocks do século XX, segundo dois aspectos: 1) receptividade do público traduzida por vendas e execução nas rádios; 2) relevância dentro do cenário musical.
Vamos à 2ª parte da lista, por ordem crescente:
“Easy Rider” (“Sem Destino”), badalado road movie e ícone da cultura underground, deve parte de seu êxito a BORN TO BE WILD, a trilha sonora que acompanha Peter Fonda e Denis Hopper nas viagens sem rumo pelo sul dos EUA, que passou a ser o hino dos motoqueiros e a representar a atitude de rebeldia e liberdade de uma geração. Não bastasse toda essa simbologia, o termo ‘heavy metal’, usado na terceira estrofe da letra teria batizado o famoso estilo musical de que foi precursora. Composta durante o período de efervescência político-social, a canção de 1968 integra o álbum de estreia do Steppenwolf (nome extraído do clássico da literatura “Lobo da Estepe” de Herman Hesse) que se notabilizou por suas letras corrosivas contra o governo Nixon. Foi de longe a mais famosa da banda californiana.
BIOGRAFIA DE Adrian Gurvitz
Biografia de Adrian Gurvitz
THE GUN teve sucesso imediato. Adrian, em um acesso de inspiração, havia escrito uma canção chamada "Race with the Devil", que levou a banda nas paradas e tornou-se um hit internacional, alcançando número 8 no Reino Unido. Eles fizeram dois álbuns pela CBS chamado "Gun" e "Gunsight" . A banda excursionou por dois anos e colocar para fora quatro singles mais "Race with the Devil" foi posteriormente relançado em 1979 e 1982. O follow-up ", Drives You Mad", foi similar em estilo. Sua primeira capa do álbum foi desenhado por Roger Dean, que foi também sua primeira música cover, o álbum original de 1968, juntamente com 3 faixas bônus, foi re-emitido em CD como "Gun".
Até a década de 1970 ele usou o sobrenome Curtis e depois tomou o nome da família real. Gurvitz é sobretudo conhecido por todo o mundo pelo hit ballad "Classic" de 1982. Isto está em contraste total ao seu primeiro sucesso nas paradas em 1968, como o guitarrista / vocalista da banda, The Gun's.
Gurvitz foi também o guitarrista da banda Three Man Army, (junto com seu irmão Paul Gurvitz). Seu terceiro álbum, life (1971), caracterizava-se predominantemente por uma seleção de blues hard-driven com faixas como "Butter Queen", mas também contou com a faixa-título melodic instrumental. O álbum já está disponível em formato CD remasterizado.
Adrian Gurvitz também gravou um álbum em 1973 com Buddy Miles, que não recebeu nenhum airplay ou reconhecimento.
Adrian fez viagens para os Estados Unidos para escrever canções e em uma dessas viagens, ele escreveu uma canção "The Love in Your Eyes", a canção foi ao top 20 na parada da Billboard e Rock No1.
Passou a viver nos Estados Unidos em 1989. Em sua chegada, ele assinou um contrato com a Warner Music Cappell onde se tornou um compositor pessoal e trabalhou com artistas como John Espere, Steve Perry, REO Speedwagon, Henry Lee Summer, Jason Sheff (Chicago), David Foster, Meredith Brooks, Sheryl Crow, Paul Young, Terry Reed, Jonathan Cain & David Cassidy e Sarah Brightman.
Os interessados em sua sensibilidade melódica e maneira de seda com um riff acústico, Gurvitz derrama sobre o romance com uma vingança, dando o formato de qualquer quantidade de sólidos cortes individuais. O melhor de tudo, dentro de cada arranjo bem parecido, ele arranca com cerca de sempre muito improviso para deixar-nos saber como jazz é eficiente ele é. ... Gurvitz é um jogador habilidoso e compositor.
Destaque
Genocide Association
Genocide Association ! Banda? Não! Projeto? Não! Piada? Sim! Resumindo, tudo aconteceu em 1983 em Nottingham. Digby "Dig" Pearson...
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Adoro a língua francesa e a sua sonoridade. Até gosto do facto de a pronúncia de grande parte das suas palavras ser diferente daquela que a...
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