sábado, 25 de junho de 2022

AS 100 MAIORES MÚSICAS DO ROCK DO SÉCULO XX (3ª PARTE)


Segue a continuação do levantamento dos principais rocks do século XX, segundo dois aspectos: 1) receptividade do público traduzida por vendas e execução nas rádios; 2) relevância dentro do cenário musical.

41) RAMONES – BLITZKRIEG BOP

O propósito dos Ramones era resgatar a garra que o rock vinha perdendo ao longo dos anos 70. Sua conduta radical com faixas curtas, vigorosas e instrumentação básica acabou conferindo-lhes a fama de precursores do punk rock. Apesar de não serem propriamente grandes vendedores de discos, tornaram-se referência. Chegaram a ser indicados pela revista Spin como o 2º maior grupo de rock da história, apenas atrás dos Beatles. Os membros que passavam pela banda (Joey, Dee Dee, Marky...) adotavam o sobrenome Ramone agregado ao respectivo pseudônimo, ao que se supunha terem vínculos parentais. BLITZKRIEG BOP foi o primeiro single da banda nova-iorquina, sendo também a faixa de abertura do álbum de estreia (1976). É um petardo sonoro de apenas 2 minutos que contém o grito de guerra do grupo: “Hey Ho Let´s Go”

42) LOU REED – WALK ON THE WILD SIDE
Lou Reed teve dupla importância para o rock: como líder da icônica banda Velvet Underground (1967/1970) e depois em sua carreira individual. O primeiro álbum após deixar o VU não teve boa repercussão, ao contrário do seguinte, TRANSFORMER (1972), que, sob a produção de David Bowie, foi muito bem recebido. Após isso, Reed lançaria mais duas obras primas: o arrojado BERLIN e o pulsante ROCK´N’ROLL ANIMAL (ao vivo) não mais conseguindo reeditar trabalhos de impacto até sua morte. WALK ON THE WILD SIDE e PERFECT DAY, suas músicas mais célebres, saíram no mesmo single, vindo a integrar TRANSFORMER que ainda contém VICIOUS e SATTELITE OF LOVE, outras faixas conhecidas. WALK ON... tem uma letra atrevida, induzindo à aventura pelo “lado selvagem” para aproveitar a vida. Supôs-se ser um convite ao uso de drogas ou novas experiências sexuais (Lou Reed era bissexual), o que lhe valeu o banimento de diversas rádios.

43) SCORPIONS – ROCK YOU LIKE A HURRICANE
Esse dinossauro do rock, 55 anos de estrada, que alterna rock pesado e baladas grudentas conquistou a consagração definitiva com o álbum LOVE AT A FIRST THING (1984). O disco contém dois dos três mega-sucessos da banda germânica: a romântica STILL LOVING YOU que invadiu a programação das FMs e ROCK YOU LIKE A HURRICANE, com sua forte conotação sexual (“Meu corpo está ardendo... o desejo está vindo, ele arrebenta estrondosamente...o lobo está faminto... está lambendo os beiços”. E por aí vai)   A terceira é WIND OF CHANGE, sobre os ventos da mudança por que passava a Alemanha após a queda do muro de Berlim. A compilação BEST OF ROCKERS´N’ BALLADS de 1989 com excepcional desempenho comercial reúne os três hits.

44) ALLMAN BROTHERS – JESSICA
Essa lendária banda americana é a maior representante do Southern Rock. Seus três primeiros álbuns (o último dos quais, AT FILLMORE EAST, um dos discos ao vivo mais cultuados do rock) contaram com a participação do exímio guitarrista Duane Allman, falecido em 1971 num acidente de moto. Ladeado por Dickey Betts (que assumiu a guitarra principal), Gregg Allman tocou a banda que mesmo sem a presença do idolatrado irmão (e do baixista Berry Oakley também vitimado em acidente de moto), viria a lançar BROTHERS AND SISTERS (1973) que, além de se tornar o álbum mais vendido, reúne os temas mais conhecidos: RAMBLIN’ MAN e JESSICA. Essa última, totalmente instrumental, uma homenagem ao guitarrista de jazz Django Reinhardt, foi dedicada por Dickey à sua filha Jessica.

45) RUSH – TOM SAWYER
Há uma irresolvida controvérsia se o Rush é uma banda progressiva. Embora seja melhor categorizado como hard rock, difere-se por seus arranjos elaborados e por ter álbuns conceituais como o CARESS OF STEEL e 2112, que abrigam suítes de 20 minutos de duração. Polêmicas á parte, o fato é que o grupo canadense cativou uma invejável legião de admiradores. TOM SAWYER do álbum MOVING PICTURES (1981) destaca-se como sua faixa mais conhecida. Trecho da música foi até adotado na abertura do seriado “McGyver, Profissão Perigo” exibido pela Globo. A canção transpõe para os tempos modernos o personagem infantil de Mark Twain, bastante popular na América do Norte.

46) CLASH – LONDON CALLING
Mesmo sem abrir mão de sua atitude punk, The Clash diferenciou-se das demais bandas do gênero por seu ecletismo sonoro, flertando com o ska, o funk, o reggae e o dub. Outra característica foi sua postura altamente engajada. Com o álbum duplo LONDON CALLING (1979), o terceiro da carreira, o grupo britânico conquistou a América, tendo sido reconhecido pela revista Rolling Stone como o mais importante dos anos 80. O destaque é a faixa que dá título ao álbum e expõe as preocupações políticas de Mick Jones (o autor com Joe Strummer). Num lance de ousadia, lançaram um álbum triplo, SANDINISTA (em homenagem ao grupo rebelde nicaragüense) que deveria ser vendido a preço acessível, o que motivou desavenças com a gravadora CBS. A consagração definitiva veio com COMBAT ROCK (1982) que contém seus outros dois grandes hits, SHOULD I STAY OR SHOULD I GO? e ROCK THE CASBAH.

47) AEROSMITH – DREAM ON
Essa banda de Boston teve uma trajetória bastante peculiar. Adotou de início um repertório calcado no hard rock com influências do blues. DREAM ON (do vocalista Steven Tyler), vigorosa balada do álbum de estreia (1973) é dessa fase.  Após uma série de percalços como problemas com drogas e divergências internas, a banda entrou em declínio. Todavia, no final dos anos 80, numa espetacular reviravolta, retornaram ao cume com álbuns extremamente bem sucedidos como PUMP e GET A GRIP. Para tanto, assumiram um repertório de apelo comercial com canções como I DON´T WANNA MISS A THING, CRAZY e CRYIN’. O saldo foi a bagatela de mais de 150 milhões de álbuns vendidos (quase metade nos EUA), tornando-se uma das bandas americanas que mais vendeu discos no mundo.

48) MOTÖRHEAD – ACE OF SPADES
Um power trio do feitio do Motörhead, com guitarras rápidas, som pesado e letras malcriadas não estava predestinado a emplacar hits. Ledo engano. ACE OF SPADES invadiu as paradas de todo o mundo. A sonoridade do grupo inglês coloca-se na fronteira entre o heavy e o punk, num estilo que poderia ser categorizado como speed metal ou thrash metal. ACE OF SPADES (que trata de um tema transcendental, o poker) tornou-se o hino do Motorhead e puxou as vendas do homônimo álbum (1980), o melhor do grupo britânico. A banda encerrou as atividades em 2015 com a morte do carismático baixista/vocalista Lemmy Kilmister, seu líder e fundador, reverenciado por sua presença forte, sua pronunciada costeleta, seu chapéu preto de cowboy e sua inconfundível voz rouca.

49) TALKING HEADS – PSYCHO KILLER
Os ‘Cabeças Falantes’ nasceram como uma banda new wave, mas logo se sobressaíram pelo experimentalismo e pela busca de novas sonoridades. Aos poucos, os desígnios pessoais do inconteste líder David Byrne  começaram a aflorar, até que a banda se dissolveu após 15 anos e 8 elogiados álbuns de estúdio. Em sua carreira individual, Byrne aproximou-se da world music inclusive da música brasileira (lançou Tom Zé no mercado internacional). Dos Talking Heads, restaram duas memoráveis músicas: PSYCHO KILLER (do álbum inicial) e BURNING DOWN THE HOUSE (do SPEAKING IN TONGUES). As duas aparecem juntas em performances ao vivo no álbum STOP MAKING SENSE (1984), transposto para o cinema.

50) VELVET UNDERGROUND – PALE BLUE EYES
O famosíssimo “disco da banana” (Andy Warhol), o primeiro da enxuta discografia do VU (1967), com a participação da cantora Nico, apesar de ter vendido uma merreca, é um dos discos mais reverenciados da história do rock. Todavia, a música mais badalada do grupo, PALE BLUE EYES, é de outro álbum (o de 1969), mais melódico e menos conhecido, já sem a participação de John Cale. A música é interpretada por Lou Reed que a compôs em homenagem ao seu primeiro amor, que curiosamente tinha olhos castanhos. Tornou-se um sucesso, tendo sido gravada por Patti Smith, Sheryl Crowl, Emmylou Harris, Andrea Corr (dos Corrs), R.E.M., Counting Crows, Killers e até Marisa Monte no álbum COR DE ROSA E CARVÃO.   

51) CURE – BOYS DON´T CRY
A banda que começou sob a influência do punk e da new wave e acabou se firmando como a preferida dos góticos e darks tem uma longa carreira, permanecendo até hoje em atividade. É identificada pelo aspecto sombrio e letras niilistas, imagem de que tem procurado se afastar para ampliar seu público. Passou por diversas formações, sempre sob o comando do vocalista e guitarrista Robert Smith, facilmente identificável pelas roupas pretas, maquiagem cadavérica e cabelo esgrouvinhado que inspirou Tim Burton a criar o personagem Edward Mãos de Tesoura. A balançante BOYS DON´T CRY, uma das mais famosas canções do grupo inglês, saiu em single avulso de 1979, sendo incluída no álbum homônimo do mesmo ano, na verdade uma coletânea. A letra trata da contenção das lágrimas ante um amor perdido, já que “garotos não choram”.

52) FOCUS – HOCUS POCUS
Esse estupendo grupo progressivo holandês mereceria figurar no topo se os critérios fossem estritamente qualidade, criatividade e competência. Além de ser a única banda de relevância provinda da Holanda, o Focus tem outra peculiaridade: seu repertório é basicamente de temas instrumentais, cortejando não raramente a música erudita. Tem pelo menos 3 canções antológicas: HOUSE OF THE KING, SYLVIA e sobretudo HOCUS POCUS. Essa última, composição dos geniais Thijs Van Leer (flautista e vocalista) e Jan Akkerman (guitarrista) puxou as vendas do álbum MOVING WAVES (também chamado de FOCUS II) de 1971, o qual ingressou nas paradas apesar de seu experimentalismo. A canção faz uma combinação insólita: a vocalização à tirolesa de Van Leer duela com a célere guitarra de Akkerman. O resultado é primoroso.

53) PETER FRAMPTON – DO YOU FEEL LIKE WE DO?
Embora tenha provindo da prestigiosa banda Humble Pie, Frampton não era tido como um nome do primeiro time do rock. Tudo mudou quando lançou o FRAMPTON COMES ALIVE! (1976) que alcançou um sucesso sem precedentes, tornando-se um dos discos ao vivo mais vendidos da história, mais surpreendente ainda por tratar-se de um álbum duplo. Duas baladas emplacaram e até hoje desfilam nas FM´s: SHOW ME THE WAY e BABY, I LOVE YOUR WAY. Para os roqueiros, o ponto alto fica por conta de DO YOU FEEL... em que o artista britânico utiliza-se habilmente o recurso da ‘guitarra falada’. A faixa, a despeito de seus 14 minutos, emplacou na programação das rádios especializadas.

54) ALICE COOPER – NO MORE MR. NICE GUY
Há duas fases: de 1969 a 1973, quando Alice Cooper era o nome de uma banda liderada pelo vocalista Vincent D Furnier; e, a partir de então, quando Vincent adotou o nome artístico de Alice Cooper (como é até hoje reconhecido) passando a fazer carreira solo. Ainda que a teatralidade bizarra das apresentações estivesse sempre presente, a fase coletiva inicial foi a que produziu os mais brilhantes trabalhos. Com o álbum BILLION DOLLAR BABIES (1973) que chegou à liderança nos EUA e na Inglaterra, o grupo atingiu o pico não apenas em qualidade mas comercialmente. O álbum que contou com a participação de Donovan Leitch e Marc Bolan teve várias canções de sucesso como ELECTED, HELLO HOORAY, BILLION DOLLAR BABIES e NO MORE MR NICE GUY, esta expressando as mazelas de ser um ‘rapaz legal’ (nice guy).

55) PRETENDERS – MIDDLE OF THE ROAD
Um dos poucos conjuntos de rock que tiveram como figura central uma mulher, Chrissie Hynde, vocalista, guitarrista, compositora e único membro permanente. Após uma estreia excepcionalmente bem sucedida com dois álbuns exitosos, a banda sofreu um pesado revés com a morte por overdose de dois integrantes. Passado o trauma, veio o terceiro álbum, LEARNING TO CRAWL (1984) com nova formação em torno da líder. Desse disco, MIDDLE OF THE ROAD, a mais roqueira dentre as canções de maior sucesso do conjunto anglo-americano (as outras são DON´T GET ME WRONG e BACK ON THE CHAIN GANG). Finaliza com uma brilhante solo de gaita (tocado como não podia deixar de ser pela onipresente Chrissie). O “meio da estrada” da letra foi inspirado na filosofia do livro taoísta Tao Te King de abraçar o caminho do meio.

56) FLEETWOOD MAC – DREAMS
Sob a batuta do lendário guitarrista Peter Green, o Fleetwood Mac iniciou sua carreira com predominância do blues. Nessa fase, algumas canções se destacaram como ALBATROSS e BLACK MAGIC WOMAN (que viria a fazer sucesso com o Santana). A trajetória do grupo sofreu uma metamorfose radical com a saída de Green e o posterior ingresso do casal Lindsey Buckingham (guitarra) e Stevie Nicks (vocais) que conferiu à banda um estilo mais próximo do pop, ainda que de qualidade. O apogeu ocorreu com o álbum RUMOURS (1976) cujo sucesso meteórico elevou o conjunto anglo-americano ao status de superstar. O grande destaque é a faixa DREAMS, composta e interpretada por Nicks. Nos anos 90, um cover da música catapultou para a fama o grupo The Corrs.

57) EAGLES – HOTEL CALIFORNIA
Com um repertório calcado no country-rock, esse grupo essencialmente americano, tornou-se um fenômeno de vendas. Estima-se ter no crédito mais de 150 milhões de discos, 2/3 só nos EUA, onde seu Greatest Hits 1971/1975 é o disco mais vendido da história. Ainda que não estivesse presente nessa coletânea, HOTEL CALIFORNIA, do álbum homônimo (1976), firmou-se como a música mais conhecida do grupo. Composta pelos integrantes Glenn Frey, Don Henley e Don Felder tornou-se conhecidíssima mundo afora, não obstante seus 6:30 de duração e um dos solos de guitarra mais venerados da história (que a gravadora tentou banir para encurtar a faixa) com a participação de Joe Walsh, recém ingresso na banda. O significado da letra é até hoje um mistério: nem Henley nem Frey, autores da letra conseguem ser claros sobre o simbolismo do referido hotel.

58) RED HOT CHILI PEPPERS – CALIFORNICATION
No começo de carreira, o repertório dessa banda agregou estilos como o funk e o rap. George Clinton, um dos papas do funk, foi inclusive o produtor do álbum FREAKY STYLEY. Mas o grande êxito veio com BLOOD SUGAR SEX MAGIK, sob a hegemonia do talentoso guitarrista John Frusciante que ingressara na banda mas dela viria a afastar-se. Seu retorno ao RHCP nove anos após, com o álbum CALIFORNICATION (1999), um sucesso astronômico de vendas, marcou o reencontro com a boa fase. A obra (a começar pela arrojada capa) representou uma mudança de rumos e um amadurecimento musical do grupo, visto até então como inconsequente e festeiro. A faixa título (com críticas à indústria cultural) e seu vídeo promocional em ritmo de videogame puxou o sucesso do álbum.

59) RENAISSANCE – CAN YOU UNDERSTAND?
O álbum ASHES ARE BURNING (1973) do grupo Renaissance é uma das mais primorosas obras produzidas pelo rock progressivo nos anos 70. O grupo inglês é reconhecido por praticar uma mistura bem sucedida de rock, folk e música renascentista. Esse álbum, o quarto e mais bem sucedido de sua carreira, com 6 soberbas faixas, escalou uma orquestra para secundar os belos arranjos acústicos para teclado e violão (a guitarra elétrica é quase um detalhe) e a comovente interpretação de Annie Haslam, uma das vozes femininas mais cativantes da música pop. CAN YOU UNDERSTAND?, a faixa de abertura é uma ode à expansão da percepção, desvendando os mistérios do mundo. Há também LET IT GROW, uma canção singela que chegou a ganhar as rádios, inclusive no Brasil.


60) DURAN DURAN – ORDINARY WORLD
O Duran Duran foge do padrão roqueiro tradicional. Ao invés da aparência desmazelada, a marca era visual sofisticado e roupas elegantes confeccionadas por estilistas, o que provocava desdém de metaleiros e punks. Nada disso afugentou os fãs: vendeu quase 100 milhões de discos. É a maior porta-voz dos ‘new romantics’, um sub-estilo da new wave identificado por canções românticas com uso intensivo de sintetizadores (synthpop), representado também por grupos como o Depeche Mode, Ultravox, Human League e Spandau Ballet. O grande êxito foi o álbum RIO (1982) que traz clássicos como SAVE A PRAYER e RIO. A formação da banda inglesa não sofreu grandes alterações ao longo de sua carreira mas vinha numa progressiva saturação até conseguir emplacar em 1993 o WEDDING ALBUM que puxado pela faixa ORDINARY WORLD, retomou os tempos de glória


Dio, o tesouro do Heavy Metal

 

No último post que fiz,falei de um especial do Black Sabbath,e dentro dele tinha o grande álbum Heaven And Hell com James Dio nos vocais,hoje o especial vai para esse grande vocalista que infelizmente faleceu aos 67 pelo impiedoso e famoso câncer.

Ronnie James Dio é vocalista de heavy metal, ficou consagrado por tocar em bandas como Rainbow e Black Sabbath, atualmente é vocalista do Heaven and Hell. Sua primeira banda importante foi Elf (3 álbuns), onde cantou e tocou baixo.Foi chamado para cantar no Rainbow por Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple) onde gravou 4 álbuns. Após deixar o Rainbow foi convidado pelo guitarrista Tony Iommi para ocupar o posto de vocalista no Black Sabbath. Gravou ao todo três álbuns e mais um após sua volta à banda em 1992. Saiu do Black Sabbath em 1983 devido a problemas de ego e uma "suposta" sabotagem na mixagem final de Live Evil (ao vivo). Ao sair do Black Sabbath lança uns dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos: Holy Diver.


Holy Diver foi muito bem aceito e deixou clássicos como a faixa-título, "Stand Up and Shout", "Don’t Talk to Strangers" e a mais famosa "Rainbow in the Dark".



No período de 1984 a 1987 Dio lança 3 álbuns: The Last in Line, Sacred Hear e Dream Evil (todos comprovando seu fanatismo duendes, magos, dragões, reis...) e um EP com seis músicas.nos 90 até 2007: lança 7 álbuns, um com o Black Sabbath (Dehumanizer) e o restante com sua própria banda Dio, lança também seu primeiro DVD Evil Or Divine e retorna ao Brasil em 2006 com a tour Holy Diver Live. Em 2007 reuniu-se com os antigos companheiros de Black Sabbath, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, para excursionarem na promoção do álbum "Black Sabbath - The Dio Years". Neste álbum estão grandes clássicos e três músicas novas compostas especialmente para o disco. Para promoverem a coletânea os quatro se reuniram sob o nome "Heaven and Hell" para uma turnê mundial de um ano.

Da grande biografia desse grande vocalista, vou falar de três álbuns que você deve ouvir de toda sua carreira, em breve esses três discos vão fazer parte da categoria álbuns, pois não dar para resumir clássicos em três palavras.

Holy Diver ( 1983 ) - Disco clássico do Heavy Metal, só tem música boa. O primeiro álbum de sua carreira solo vem com tudo, principalmente com os sucessos Holy Diver e Rainbow In The Dark, o disco ficou no topo das paradas e ganhou platina nos Estados Unidos.
Heaven And Hell ( 1980 ) - Outro clássico do Rock N Roll e do Heavy Metal, como já citei no post anterior do Sabbath, um dos melhores discos. Dio detona nos microfones da lendária banda.


Long Live Rock N Roll (1978) - Pérola do Rainbow na qual Blackmore e Dio fazem uma parceria e tanto, discão da banda e do Rock N Roll.

Para terminar esse post sobre James Dio que falece aos 67 anos, só tenho uma palavra a dizer : Long Live Rock N Roll.



Clapton,a força do Blues

 

Eric Clapton nasceu na Inglaterra no dia 30 de Março de 1945,é cantor,compositor e um grande guitarrista.A força do blues ganha um post especial.

Começou sua carreira nos Yardbirds junto com Jimmy Page e Jeff Beck,que baita de uma banda hein ?.Depois que saiu do grupo o guitarrista foi parar no John Mayall e the Bluesbreakers,mas não durou muito e saiu.Impulsionado pela descrição de "Clapton Is God" em um muro ( " tem até um cachorro fazendo xixi no muro pixado,que respeito é esse ?,rs") ele criou a banda Cream,a qual consagrou pela sua técnica e criatividade,ele e a banda criaram grandes clássicos com os álbuns Disraeli Gears,Flesh Cream e Wheels Of Fire,tanto quanto nos álbuns quanto nas musicas,Clapton toca clássicos como Sunshine Your Love,Crossroads,White Room e Spoonful até hoje.A banda teve vida curta e depois da separação entre o baixista Jack Bruce,o baterista Ginger Backer e Eric o Cream acabou.




Depois de três bandas,o grande entrou em carreira solo,e lançou mais de 20 álbuns,para variar fez também grande clássicos como as musicas Layla,Wonderful Tonight,Cocaine,a balada Tears In Heaven e a regravação de I Shot the Sheriff do Reggae de Bob Marley.

Vivendo no mundo das drogas e do álcool,Clapton fez grandes parcerias no Rock N Roll,tocou com os gênio Mark Knopfler,Jimmy Page,Jeff Beck,Phil Collins,The Who entre outros.Lançou grandes coletâneas e álbuns ao vivos,seus shows sempre foram um grande show de Rock e Blues,sempre quando pisa no famoso Madison Square Garden de Nova York ele bota o lugar para pegar fogo.Clapton até já participou de grande filmes,um deles é a opera rock mais famosa,Tommy de 75.Apesar de variar seu gênero ao longo de sua carreira,Clapton foi inovador,e fez o Blues crescer a cada ano com sua musica e seus solos.Clapton foi condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE) em 2004.A força do blues também é a força da guitara.

Veja a discografia completa no link : Eric Clapton



As portas da imaginação

 

" Se as portas da percepção fossem abertas,tudo apareceria como realmente é : Infinito "( William Blake,poeta do século XVIII ).

Quatro rapazes americanos tiveram a idéia de formar uma banda.Jim Morrison na voz, Ray Manzarek nos teclados,Robby Krieger na guitarra e John Densmore na bateria.Esses quatros jovens fizeram uma banda além do normal,formando os The Doors.
Considerados a "contra cultura" da época e o mau mocismo que seus musicos representavam,os Doors meteu uma mãozinha para mudar uma parte da Historia do Rock.Nesse rumo os Doors lançam em 1966 seu primeiro álbum,com o mesmo nome da banda mostrando o poder da banda.O álbum chega ao topo das paradas com a bela The End (Pode ser notada no grande filme Nova Apocalipse com Marlon Brando e o diretor Coppola ), e a clássica Light My Fire que é tocada nas radios até hoje. Com um blues e Jazz,e claro,uma pitada de piscodelia e imaginação os Doors lançam seu segundo disco.Strange Days,também foi bastante cultuado pelos fãs e pela critica.Strange Days foi lançado em 67 e trouxe musicas como People Are Strange e Love Me Two Times.
Com o tempo os Doors ficava bastante conhecido.Morrison tinha uma bela voz,Manzarek era um ótimo exemplo de tecladista e assim diante.Depois de dois álbuns de sucesso a banda lança 5 álbuns ao longo dos anos,desses álbuns eu destaco Soft Parade e LA Woman.A banda vai crescendo,e quem cresce com ela é o sucesso,Morrison cresce na critica pelo abuso de Drogas,Álcool e muitas mulheres,bem o tipo de postura de Rock N Roll que anos mais tardes muitos Rockeiros usavam isso.
Em 3 de julho de 1971 a banda acaba por uma triste morte do vocalista Jim Morrison,morreu tão obscuro pelo que aparecia.Não se sabe a causa da morte,uns dizem que foi infarto,outros overdose,assassinato pela sua mulher,entre outras causas.Morrison morreu em Paris,sua cidade preferida,e os Doors depois de sua morte lançaram dois discos que regrava a voz do vocalista,Full Circle e American Prayer,considerados os discos esquecidos dos Doors.
Em 2001 os integrantes da banda se reuniram sem Jim,e fizeram uma nova versão da banda,quem sabe eles não voltam a se reunir !

Curiosidades :
- Os Doors nunca tiveram um baixista fixo, geralmente sendo Ray Manzarek responsável por fazer as linhas de baixo em um orgão ou piano previamente preparados.

Robby Kreiger não costumava trocar frequentemente as cordas de sua guitarra, achando que a sonoridade das cordas velhas era superior à sonoridade de cordas novas.

O single mais vendido dos Doors foi Light My Fire. A música foi número 1 por três semanas e ficou entre as 40 mais vendidas durante 14 semanas.

O cadáver de Morrison foi enterrado no cemitério de Pere-Lachaise em Paris, França. Trata-se de um dos mais antigos e famosos cemitérios da Europa. O compositor clássico Chopin e o escritor Oscar Wild também estão enterrados lá.Sobre a lápide de Jim Morrison está escrito "Kawa Ton Aaimona Eaytoy". A inscrição em grego significa "queime seu demônio interior".

Na música L.A. Woman existem os seguintes versos intrigantes:

Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'
Got to keep on risin'
Mr. Mojo Risin', Mr. Mojo Risin'

Curiosamente "Mr. Mojo Risin" é um anagrama perfeito para "Jim Morrison" (basta rearranjar as letras). "Mojo" é também uma gíria para "proeza sexual".

Discografia :
1967 - The Doors
1967 - Strange Days
1968 - Waiting for the Sun
1969 - The Soft Parade
1970 - Morrison Hotel
1971 - L.A. Woman
1971 - Other Voices
1972 - Full Circle
1978 - American Prayer
Vamos,Vamos garota,Acenda meu fogo !

AS MELHORES LETRAS DA MÚSICA PORTUGUESA PARTE 33

Ala dos Namorados

 

Ala dos Namorados

Loucos de Lisboa

(letra)

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
A bica, ao melhor dos seus ouvintes
As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal
Comprámos a entrada p’ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
Não aparecer pela manhã
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Mudámos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixámos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia
E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar
Beijinhos às meninas que passeiam.
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

(João Gil)




Vitorino

Letra

Queda do Império

Vitorino

Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau de canela e Mazagão

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja Luanda
Sempre em flor.




Pedro Barroso

Pedro Barroso

Menina dos olhos d´água

(letra)

Menina em teu peito sinto o tejo
E vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
Rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar
Aprendi nos ‘esteiros’ com soeiro
E aprendi na ‘fanga’ com redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar





AS 100 MAIORES MÚSICAS DE ROCK DO SÉCULO XX (2ª PARTE)

Segue a continuação do levantamento dos principais rocks do século XX, segundo dois aspectos: 1) receptividade do público traduzida por vendas e execução nas rádios; 2) relevância dentro do cenário musical.

Vamos à 2ª parte da lista, por ordem crescente:

A mais bem sucedida banda de thrash metal ampliou seu público quando começou a flertar com o pop, conseguindo visibilidade na mídia. Seus 2 maiores hits, ONE e ENTER SANDMAN, respectivamente dos álbuns de 1988 (...AND JUSTICE FOR ALL) e de 1991 (apelidado BLACK ALBUM) são demonstrações disso. ONE da dupla Hetfield/Ulrich foi inclusive objeto de um vídeo-clipe que mescla cenas do eloquente filme antibelicista “Johnny Vai à Guerra” que inspirou a música. Começa lenta, vai ganhando peso e o som das guitarras passa a se confundir com o das armas de fogo. Em apresentações ao vivo, a performance contou com a participação do ilustre pianista chinês Lang Lang.

22. VAN HALEN – JUMP
1984, além de designar o sinistro livro de George Orwell, nomeou o mais famoso álbum do Van Halen (identificável pela sua expressão em algarismos romanos MCMLXXXIV), contendo dois dos temas mais conhecidos do conjunto americano: PANAMA e JUMP. Essa última conseguiu a proeza de levar um grupo de hard rock ao topo das paradas do mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde foi uma das mais executadas do cabalístico ano. Rompeu outro paradigma por ser uma das poucas canções do gênero identificáveis não pela guitarra mas pelo som de um sintetizador conduzido pelo próprio Eddie Van Halen. Traz ainda os inconfundíveis vocais de David Lee Roth que, a partir do ano seguinte, abandonaria a banda para iniciar carreira solo.

23. NIRVANA – SMELLS LIKE TEEN SPIRIT
Essa canção dos anos 90, além de ser a mais representativa do movimento grunge, ajudou a impulsionar um revigoramento no rock que, desde o fim dos 70´s, vinha em trajetória descendente. Segundo Kurt Cobain, o autor, resultou de uma tentativa de criar um som parecido com os Pixies, sua banda predileta. O sucesso estrondoso da canção (com mais 1 bilhão de visualizações no youtube) bem como do álbum que a hospeda, NEVERMIND (1991), levou a banda de Seattle que atuava no circuito alternativo (o álbum anterior saíra pela gravadora independente Sub Pop) a tornar-se em pouco tempo um dos mais importantes baluartes do rock. O trágico suicídio de Kurt interrompeu abruptamente a carreira do grupo (que, desprovido de seu líder, deu origem ao Foo Fighters)

24. GENESIS – SUPPER’S READY
De 1967 a 1975, sob a liderança de Peter Gabriel, o Genesis foi um dos expoentes do rock progressivo, com discos apurados como SELLING ENGLAND BY THE POUND, NURSERY CRYME, TRESPASS e THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY. A faixa SUPPER´S READY do álbum FOXTROT (1972), uma suíte de 23 minutos, composta por diversas fases (“uma jornada pessoal que percorre cenas do Apocalipse na Bíblia” na definição de Gabriel), é apontada pelos fãs como a mais arrojada do grupo britânico. Em 1977, o guitarrista Steve Hackett também deixaria o grupo, que aos poucos derivou para um som mais pop com canções como INVISIBLE TOUCH, FOLLOW YOU FOLLOW ME, I CAN´T DANCE. Para os críticos mais severos, tornou-se uma inexpressiva banda de apoio a Phil Collins que já ensaiava sua carreira solo.

25. JANIS JOPLIN – ME AND BOBBY McGEE
Janis rompeu as barreiras do ‘Clube do Bolinha’, firmando-se como a grande expoente feminina do rock. Apesar de quê, boa parte de seu repertório sofreu influência do soul, do jazz e sobretudo do blues. Seus quatro álbuns de estúdio (dois com o Big Brother & Holding Company), revelaram canções antológicas como PIECE OF MY HEART, SUMMERTIME, MAYBE, KOZMIC BLUES, MERCEDES BENZ e ME AND BOBBY McGEE, as duas últimas contidas no álbum póstumo PEARL (1971), o mais vendido da sua carreira. O músico country e ator Kris Kristofferson, autor de ME AND BOBBY McGEE, foi agradavelmente surpreendido pela brilhante gravação da sua composição (sobre a saga de um casal de caroneiros), dela tomando conhecimento após a morte de Janis (que fora sua namorada). 

26. LYNYRD SKYNYRD – SWEET HOME ALABAMA
Grupo que, ao lado da Allman Brothers Band, representou o chamado “Southern Rock”. O estouro comercial ocorreu após um trágico acidente de avião que dizimou metade da banda. Dois grandes sucessos sobressaem-se: FREE BIRD, faixa de 9 minutos e um longo duelo de guitarras no álbum de estreia; e SWEET HOME ALABAMA do álbum seguinte, SECOND HELPING (1974).  Essa música é frequentemente acusada de reacionária em função de ter sido uma réplica a Neil Young, (citado explicitamente na letra) que denunciava os Estados sulistas de racismo (em músicas como SOUTHERN MAN e ALABAMA). Essa interpretação foi motivo de desmentidos e discussões entre os próprios membros da banda. Toda essa polêmica serviu para divulgar ainda mais a canção que, ideologias à parte, é um deleite.

27. KISS – ROCK AND ROLL ALL NITE
Conhecido por suas performances espalhafatosas, pirotecnia e caretas bizarras, o Kiss ficou marcado no início também pelo uso intensivo de maquiagem e aparência andrógina (expediente já usado por artistas como Sweet, T. Rex, Alice Cooper, David Bowie, New York Dolls e até os Secos e Molhados), características do glam rock. Sua consagrada formação clássica (Simmons, Stanley, Criss, Frehley), perdurou até 1980, mas o grupo permanece em atividade até hoje, tornando-se uma lenda viva. ROCK AND ROLL ALL NITE figura no álbum DRESSED TO KILL (1975), o terceiro da banda. A faixa não teve, de imediato, grande aceitação. Porém, sua reiterada execução ao vivo, como no álbum ALIVE! (1975), tornou-a a mais popular do grupo nova-iorquino.

28. EMERSON, LAKE & PALMER – LUCKY MAN
Esboçada na infância por Greg Lake quando arranhava seus pequenos acordes de violão, essa canção, foi encaixada no álbum de estreia (apelidado “disco da pomba” de 1970) do conjunto que inclui o tecladista Keith Emerson e o baterista Carl Palmer. Acabou surpreendendo como o maior êxito do super-grupo britânico. O guitarrista quase teve repetido o trauma de ter seu trabalho rejeitado por sua própria banda já que sua composição FROM THE BEGINNING (que viria a ser outro êxito do grupo) fora rejeitado por Robert Fripp para o 1º álbum do King Crimson quando Lake era um dos membros. LUCKY MAN, justiça seja feita, deve seu sucesso em parte ao solo de moog de Emerson, algo incomum no contexto do rock onde a guitarra reina. Até o diretor Spike Lee, que não prima propriamente por apreciar artistas ‘branquelos’ do rock progressivo, surpreendentemente incluiu a canção na trilha do filme “Infiltrado na Klan”.

29. POLICE – EVERY BREATH YOU TAKE
The Police não conhece o significado da palavra fracasso. Sua carreira pontuada por 5 excelentes álbuns (todos com boa repercussão de público e crítica) veio num crescendo, culminando com SYNCHRONICITY (1983) que na semana de estreia, já figurava em 1º lugar na Inglaterra, posição repetida logo após nos EUA. O álbum traz a balada EVERY BREATH YOU TAKE que, em meio aos inúmeros êxitos do grupo, foi um sucesso sem precedentes (estatísticas indicam que foi a música mais tocada da história do rádio!). No Brasil foi a 7ª do ano. Estima-se que sozinha foi responsável por 1/3 dos royalties arrecadados pelo conjunto. Tanto auê por uma canção que, segundo seu autor, Sting, foi escrita em meia hora durante um insight noturno no Caribe com a frase: “cada respiro que você dá”. Haja fôlego!

30. R.E.M. – LOSING MY RELIGION
Provindo da cena underground, essa banda norte-americana, alcançou a fama em razão estritamente do reconhecimento de suas qualidades. Pela EMI, gravaram 5 magistrais álbuns durante os anos 80. Mas foi pela Warner, já nos 90´s, que lançaram seus discos mais famosos: OUT OF TIME e AUTOMATIC FOR THE PEOPLE (esse talvez seu mais primoroso trabalho). Os dois discos revelaram seus maiores êxitos, EVERYBODY HURTS e LOSING MY RELIGION. Esta, ao contrário do que possa fazer crer, não trata de falta de espiritualidade. “Perder a religião” é uma expressão regional que significa mais ou menos “perder a estribeira”. É apenas uma canção romântica, o que não lhe tira a divindade.

31. OZZY OSBOURNE – CRAZY TRAIN
Ozzy é lembrado sobretudo por sua marcante presença no Black Sabbath durante os primeiros 10 anos da banda (após os quais, foi substituído por James Dio). Porém, o metaleiro construiu uma consistente carreira solo com mais de 10 álbuns de sucesso. Paralelamente, deu uma amenizada em sua sinistra imagem de “Príncipe das Trevas”. O Ozzy de outrora considerado o maluco que mordia morcegos no palco, passou a estrelar um reality show apresentado pela MTV, Os Osbournes, que apresentava sua bem comportada vida doméstica. Mas o culto a seus antigos êxitos como CRAZY TRAIN do seu 1º álbum BLIZZARD OF OZZ (1980), facilmente reconhecível pelo seu incendiário riff de abertura, não foi abalado.

32. SEX PISTOLS – GOD SAVE THE QUEEN
Muito pode ser dito contra o SEX PISTOLS, exceto que a eles possa-se ficar indiferente. Afora algumas gravações contidas no filme THE GREAT ROCK’N’ROLL SWINDLE (como a versão do clássico MY WAY de Frank Sinatra em que Sid Vicious enxerta uma porção de palavrões), lançaram um único álbum, NEVER MIND THE BOLLOCKS. Nele está estampada a vocação corrosiva do punk (que tão bem personalizam) com letras demolidoras, faixas curtas e um som de guitarras toscamente executado. O maior sucesso foi GOD SAVE THE QUEEN em que o bordão ganha outro sentido: “Deus salve a rainha (...) não há futuro para você”. Toda essa bravata de pouco adiantou: os Sex Pistols duraram 2 anos, o punk murchou, mas o mito da rainha da Inglaterra (como também a dita cuja aos 94 anos) permanece mais vivo do que nunca.

33. PEARL JAM – EVEN FLOW
Goste-se ou não delas, as bandas grunge com seu som sujo e distorcido, suas letras depressivas e seu visual esculachado emergiram para dar alento ao rock. Dois discos representativos do movimento imediatamente vêm à memória: NEVERMIND do Nirvana e TEN do Pearl Jam. Essa banda de Seattle construiu uma carreira sólida e acumulou uma legião de fãs mas ainda é lembrada por esse seu primeiro álbum, o mais icônico de sua carreira. Quase todas as faixas acabaram “estourando” e o disco tornou-se um ‘must’ na discografia básica do gênero. EVEN FLOW, composta pelo guitarrista Stone Grossard com letras de Eddie Vedder, sobre os sonhos inalcançáveis de um excluído social, é o destaque com sua pegada zeppeliniana e uma interpretação visceral de Vedder.

34. CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG – CARRY ON
O lendário super-grupo CSN&Y tornou-se famoso por sua apresentação em Woodstock, em cuja trilha cravou 3 faixas. Os membros provieram de bandas conhecidas: David Crosby dos Byrds, Stephen Stills e Neil Young do Buffalo Springfield e Graham Nash dos Hollies. A afinidade musical de tais grupos explica a perfeita alquimia que se formou. A sonoridade, construída sobre belos arranjos vocais com letras bem elaboradas, está mais para folk com um toque de psicodelia. Um exemplo é CARRY ON (do álbum DÉJÀ VU de 1970, o mais representativo). A composição de Stills nasceu desacreditada, figurando como lado B de um single, mas tornou-se a mais famosa do quarteto... que passou a ser trio. Young logo depois deixou o grupo, partindo para uma exitosa carreira solo e o grupo passou a ser CS&N.

35. SANTANA – SMOOTH
Nessa seleção dominada por artistas provindos da Inglaterra e dos EUA, Santana aparece como peixe fora da água. Ainda que formado em San Francisco, a característica é o delicioso toque latino imprimido pelo guitarrista mexicano Carlos Santana. A formação da banda, inclusive o vocalista de plantão, foi-se alternando ao longo da extensa carreira do grupo, com quase 30 álbuns de estúdio. Foi um dos que mais brilhou em Woodstock e seus primeiros trabalhos especialmente ABRAXAS tornaram-se clássicos. Quando sua carreira parecia minguar, ressurgiu com o soberbo SUPERNATURAL (1999), álbum com ilustres convidados. A canção SMOOTH cantada por Rob Thomas é o grande destaque.

36. BEACH BOYS - WOULDN’T IT BE NICE
A maior parte da produção dos Beach Boys está ligada ao rock’n’roll cinquentista e à surf music, gêneros precursores do ‘rock’ propriamente dito. Mas foi após a explosão dos Beatles e dos Stones que o grupo californiano lançou sua obra prima, PET SOUNDS (1966), reconhecido não só pelo rompimento de seu estilo característico, mas pela qualidade e inovação imprimida à música pop. Foi selecionado pelas revistas MOJO e New Musical Express como o melhor álbum da história e pela Rolling Stone como vice-campeão. Desse disco seminal, sobressai-se WOULDN’T IT BE NICE. O álbum curiosamente saiu-se melhor na Inglaterra, onde teve entusiástica recepção e grande visibilidade na mídia.

37. NEIL YOUNG – HARVEST MOON
Talvez os fãs roqueiros de Young fiquem desapontados de não serem representados com a ‘guitar song’ CORTEZ THE KILLER ou com o manifesto HEY HEY MY MY (“o rock jamais morrerá”). Mas não há como fugir à evidência de que as músicas que melhor identificam NEIL YOUNG são as baladas HEART OF GOLD e HARVEST MOON. Esta última, quase um ponto fora da curva na sua carreira. Presente no álbum homônimo de 1992 no qual, após uma década instável em busca da sonoridade perfeita, o cantor/compositor canadense pareceu ter-se encontrado, adotando um repertório mais soft. A tocante canção (que contou com os backing vocals de Linda Ronstadt), foi composta em homenagem à cantora Pegi, sua companheira à época. Hoje sua mulher é a atriz Daryl Hannah, a loiríssima vilã de Kill Bill.
 
 38. STEPPENWOLF – BORN TO BE WILD

“Easy Rider” (“Sem Destino”), badalado road movie e ícone da cultura underground, deve parte de seu êxito a BORN TO BE WILD, a trilha sonora que acompanha Peter Fonda e Denis Hopper nas viagens sem rumo pelo sul dos EUA, que passou a ser o hino dos motoqueiros e a representar a atitude de rebeldia e liberdade de uma geração. Não bastasse toda essa simbologia, o termo ‘heavy metal’, usado na terceira estrofe da letra teria batizado o famoso estilo musical de que foi precursora. Composta durante o período de efervescência político-social, a canção de 1968 integra o álbum de estreia do Steppenwolf (nome extraído do clássico da literatura “Lobo da Estepe” de Herman Hesse) que se notabilizou por suas letras corrosivas contra o governo Nixon. Foi de longe a mais famosa da banda californiana.

39. SUPERTRAMP – THE LOGICAL SONG
Embora tecnicamente o Supertramp seja um conjunto de rock progressivo - com mirabolantes canções como FOOL’S OVERTURE - notabilizou-se com melodias mais despojadas como DREAMER, IT´S RAINING AGAIN,  GIVE A LITTLE BIT, GOODBYE STRANGER e a campeã THE LOGICAL SONG, contida no álbum BREAKTAST IN AMERICA (1979), inegavelmente o grande êxito do grupo. A letra trata das mudanças decorrentes da passagem para o mundo adulto, onde predomina a responsabilidade e a “lógica” com a perda da alegria juvenil. Composição da dupla Hodgson/Davies que, apesar da perfeita consonância criativa, nunca se bicou bem (a ponto de Hodgson ter deixado o grupo). Os principais momentos ficaram registrados em memoráveis versões ao vivo no antológico álbum duplo, PARIS (1980).

40. JOY DIVISION – LOVE WILL TEAR US APART
A banda inglesa pós-punk fez furor com apenas dois álbuns de estúdio, UNKNOWN PLEASURES e o póstumo CLOSER, lançado em 1980 após o suicídio do seu genial vocalista e líder, Ian Curtis que, além de problemas de saúde, teve uma vida pessoal atribulada. Os membros remanescentes formariam o New Order com uma vibe mais dançante e descolada. O novo grupo, apesar de ter alcançado maior sucesso comercial do que o antecessor, jamais atingiu sua genialidade. Ao contrário do que sugere o nome “Divisão da Alegria”, o grupo era a personificação da depressão, com letras melancólicas e uma sonoridade carregada. O álbum traz na capa uma lápide de cemitério, tornando-se referência aos góticos. Em LOVE WILL TEAR..., a voz soturna e a letra de Ian (“o amor vai nos dilacerar”) é amenizado pela batida e os sintetizadores que se tornariam a marca registrada do New Order. Eleita em 2002 pela NME a canção mais importante dos últimos 60 anos.


BIOGRAFIA DE Adrian Gurvitz

Adrian Gurvitz

 

Biografia de Adrian Gurvitz

Adrian Gurvitz nasceu em Londres, filho de Sam e Mary Gurvitz . Com 8 anos de idade começou a tocar guitarra. Nos anos 60, seu pai era um gerente de turnês de bandas como Cliff RichardShadows e The Kinks, e foi isso que introduziu Adrian ao negócio da música. Após cerca de um ano de viagem com várias bandas por toda a Inglaterra, Ele então formou sua própria banda "THE GUN"
THE GUN teve sucesso imediato. Adrian, em um acesso de inspiração, havia escrito uma canção chamada "Race with the Devil", que levou a banda nas paradas e tornou-se um hit internacional, alcançando número 8 no Reino Unido. Eles fizeram dois álbuns pela CBS chamado "Gun" e "Gunsight" . A banda excursionou por dois anos e colocar para fora quatro singles mais "Race with the Devil" foi posteriormente relançado em 1979 e 1982. O follow-up ", Drives You Mad", foi similar em estilo. Sua primeira capa do álbum foi desenhado por Roger Dean, que foi também sua primeira música cover, o álbum original de 1968, juntamente com 3 faixas bônus, foi re-emitido em CD como "Gun".
Até a década de 1970 ele usou o sobrenome Curtis e depois tomou o nome da família real. Gurvitz é sobretudo conhecido por todo o mundo pelo hit ballad "Classic" de 1982. Isto está em contraste total ao seu primeiro sucesso nas paradas em 1968, como o guitarrista / vocalista da banda, The Gun's.
Gurvitz foi também o guitarrista da banda Three Man Army, (junto com seu irmão Paul Gurvitz). Seu terceiro álbum, life (1971), caracterizava-se predominantemente por uma seleção de blues hard-driven com faixas como "Butter Queen", mas também contou com a faixa-título melodic instrumental. O álbum já está disponível em formato CD remasterizado.
Adrian Gurvitz também gravou um álbum em 1973 com Buddy Miles, que não recebeu nenhum airplay ou reconhecimento.
Adrian fez viagens para os Estados Unidos para escrever canções e em uma dessas viagens, ele escreveu uma canção "The Love in Your Eyes", a canção foi ao top 20 na parada da Billboard e Rock No1.
Passou a viver nos Estados Unidos em 1989. Em sua chegada, ele assinou um contrato com a Warner Music Cappell onde se tornou um compositor pessoal e trabalhou com artistas como John Espere, Steve PerryREO SpeedwagonHenry Lee Summer, Jason Sheff (Chicago), David FosterMeredith BrooksSheryl CrowPaul Young, Terry Reed, Jonathan Cain & David Cassidy e Sarah Brightman.

Os interessados em sua sensibilidade melódica e maneira de seda com um riff acústico, Gurvitz derrama sobre o romance com uma vingança, dando o formato de qualquer quantidade de sólidos cortes individuais. O melhor de tudo, dentro de cada arranjo bem parecido, ele arranca com cerca de sempre muito improviso para deixar-nos saber como jazz é eficiente ele é. ... Gurvitz é um jogador habilidoso e compositor.



Destaque

Genocide Association

Genocide Association  ! Banda? Não! Projeto? Não! Piada? Sim! Resumindo, tudo aconteceu em 1983 em Nottingham. Digby "Dig" Pearson...