quarta-feira, 3 de agosto de 2022

A origem da soul music, símbolo de expressão do movimento negro

 O canto que vem da alma, o clamor que transmite uma emoção indescritível. Assim é a soul music, gênero musical que teve início na década de 50 nos Estados Unidos.

O gênero se deu através de uma fusão da música gospel, tocada nas igrejas protestantes americanas, com o rhythm and blues. 

O termo soul significa alma, e isso nos permite compreender um pouco sobre o que é este gênero poderoso que teve sua origem na necessidade de expressão do povo negro de ser ouvido e falar ao mundo sobre as questões sociais e políticas.

É nesse contexto que a soul music nasce e nomes como Ray Charles, James Brown, Aretha Franklin, Nina Simone, Marvin Garvey e tantos outros surgem para mudar a história da música e contribuir com os novos estilos e subgêneros. 

Quer conhecer um pouco mais sobre a origem da soul music? Então vem com a gente voltar no tempo! 

Onde e como: a origem da soul music

A soul music surgiu nos Estados Unidos, mais precisamente no final da década de 50 e inícios dos anos 60, quando o estilo ganhou força. O termo soul era comumente usado por músicos para demonstrar a sensação de ser negro nos Estados Unidos.


Naquela época, muitos africanos migraram para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Porém, como todo imigrante, eles passaram por muito sofrimento, exploração de trabalho e precisavam encontrar uma forma de se expressar. 

A cultura africana tem uma ligação muito forte com a música e, naquele período, a luta contra o racismo e os diversos movimentos sociais se intensificaram como uma espécie de revolução dos jovens. 

Por conta disso, a soul music ficou conhecida como a principal identidade do povo negro, com influencia também dos corais das igrejas protestantes, que sempre tiveram uma importância muito grande nos Estados Unidos.


Das misturas de ritmos e de culturas, a soul music se destacou com letras que falavam de questões sociais e de amor, sempre com muito groove e energia. O gênero se tornou a válvula de escape para gritar os ideais dos jovens e suas ambições por direitos e respeito ao orgulho negro.

Quem inventou a soul music?

Como vimos, foi de uma sucessão de acontecimentos e mistura de gêneros que a soul music surgiu. Porém, um dos nomes mais representativos que surgem nesta época é o de Ray Charles

Ray Charles
Créditos: Divulgação

Ele é apontado como o pioneiro do gênero, tendo ajudado a definir e impulsionar a soul music, tornando-a mais conhecida.

Seu hit I Got a Woman, lançado em 1954, foi como um divisor de águas, assim como os sucessos I Can’t Stop Loving You, America The Beautiful, Hit the Road Jack, entre outras. 

Foi ele quem ousou misturar ritmos, juntando a música gospel com o R&B e acabou sendo reconhecido como um dos grandes artistas da música americana, eleito o 2º maior cantor de todos os tempos pela conceituada revista Rolling Stone

Influências e subgêneros da soul music

A partir dessa mistura que virou a soul music, vieram os subgêneros: soul psicodélico, blue-eyed soul, brown-eyed soul, motown e smooth soul.

E, claro, não há como negar a influência da soul music no rock, principalmente em artistas como Chuck Berry, James Brown e Jerry Lee Lewis.

Os principais cantores da época costumavam se apresentar com grupos de coral e a interação entre eles era uma das características mais marcantes. 

O próprio Ray Charles tinha esse costume: sentado em seu piano e cantando, ele e seu grupo de coral se comunicavam, geralmente com uma pergunta feita por ele e as cantoras respondendo, tudo com harmonia, ritmo cativante, movimentos corporais e palmas. 


E não podemos deixar de mencionar a interpretação dramática dos cantores de soul: eles colocam a alma e muita intensidade ao cantar as músicas, como Marvin Gaye fazia muito bem. 

Mais do que um gênero musical de extrema importância para a história da música, o soul demonstra a identidade de um povo e o orgulho em ser negro

Nomes importantes da soul music

  • Ray Charles
  • Marvin Garvey
  • James Brown
  • Aretha Franklin
  • Nina Simone
  • Tim Maia 
  • Tony Tornado
  • Sandra de Sá
  • Paula Lima
  • Wilson Simoninha
  • Jackson 5
  • The Supremes
  • Sam Cooke
  • Jorge Ben 
  • Amy Winehouse

Álbuns que marcaram a soul music

Agora, vamos conferir alguns álbuns que foram importantes para o soul:

Racional Vol. 1 — Tim Maia 

Na soul music brasileira, Tim Maia é o grande representante. Ele foi aprender com os maiores quando decidiu ir para os Estados Unidos na década de 60. Ouviu muito Ray Charles e Sam Cooke e voltou cheio de swing.

O disco Racional Vol. 1 é o 5º lançado pelo cantor e, apesar de ter sido um tanto ignorado pela crítica na época, é nele que você encontra o ponto alto da carreira de Tim Maia, com músicas como Bom Senso, Energia Racional, Leia o Livro Universo em Desencanto, entre outras. 

Modern Sounds In Country and Western Music — Ray Charles

O artista que fortaleceu e deu forma à soul music, Ray Charles lançou o disco Modern Sounds In Country and Western Music Vol. 1 e 2, em 1992, que se tornou um de seus maiores sucessos de crítica e vendas. 

No disco, encontramos sucessos como: Bye Bye Love, You Don’t Know Me, Careless Love, o clássico I Can’t Stop Loving You e muito mais. 

Live at the Apollo — James Brown

Disco de 1963, Live at the Apollo foi gravado ao vivo com todas as despesas pagas pelo próprio James Brown e fez com que o cantor se estabelecesse como uma das estrelas da soul music e do R&B. 

A energia contagiante de James Brown nos palcos era uma de suas marcas. No disco, sucessos como: I’ll Go Crazy, I Don’t Mind, Lost Someone, Night Train, entre outras. 

What’s Going On — Marvin Gaye

Outro destaque entre os álbuns de soul music é What’s Going On, de Marvin Gaye, lançado em 1971. O disco marcou uma nova fase no estilo, com letras que refletiam sobre a guerra, uso de drogas e dificuldades sociais. 

What’s Going On, What’s Happening Brother, Flyin’ High são algumas das canções desta considerada obra-prima do cantor de soul. 

Back To Black — Amy Winehouse

Dando um salto para a soul music contemporânea, Back To Black, de Amy Winehouse, foi um verdadeiro marco, não apenas para o mercado fonográfico em geral, mas para o gênero soul. 

Amy desenvolveu um trabalho totalmente inspirado no soul das décadas dos anos 50 e 60, com de letras autorais sobre relacionamentos conturbados. 

É, sem dúvida, o mais significativo disco da soul music atual e apresenta os maios sucessos da curta carreira de Amy, com destaque para Rehab, Love Is a Losing Game, Back to Black e muito mais. 

MÚSICA AFRICANA

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BIOGRAFIA DOS Incubus


 






Incubus

Incubus é uma banda norte-americana de rock alternativo formada em CalabasasCalifórnia, no ano de 1991.[1] Seus cinco membros são: Brandon Boyd (vocal e percussão), Mike Einziger (guitarra), Ben Kenney (ex-baixista oficial da Banda The Roots), Jose Pasillas (bateria) e o DJ Chris Kilmore (turntables e piano). Antigos membros incluem DJ Lyfe (turntables) e Alex Katunich (também conhecido Dirk Lance) (baixo).

Desde sua formação a banda já vendeu mais de 19 milhões de álbuns em todo mundo.

História

A banda começou em 1990 na Escola Média Wright tocando covers de Metallica e Megadeth. Ainda nos shows de escola e de garagem os integrantes da banda decidiram não tocar mais covers e escrever suas próprias canções. As primeiras foram "Purple Kool-Aid", "Sylvester Polyester", "My Soul (The Underground)" e "The Milkman Song". Depois do segundo álbum a banda já estava com várias mini-turnês e depois da entrada de um DJ para a banda, o som teve uma mistura de rock, eletrônico com hip-hop e funk, conseguindo assim um gênero alternativo. O álbum S.C.I.E.N.C.E é lançado em 1997, o que lança a banda para um novo estágio participando da Warped TourOzzfest e Family Values Tour tocando com várias bandas conhecidas como SoulflyKornLimp Bizkit e System of a Down.

Fama

Depois de várias e constantes turnês pelos Estados Unidos e pelo mundo, a banda lança o single "Pardon Me" e começa a despontar nos programas e rádios populares, e depois lança o álbum Make Yourself vendendo 500 mil cópias. Em 2020, a revista Metal Hammer o elegeu como um dos 20 melhores álbuns de metal de 1999.[2] Em 2000 Make Yourself já tinha vendido mais de um milhão de cópias e em 2001 chegando a dois milhões de cópias. O vídeo musical de "Drive" foi indicado a melhor vídeo na categoria Melhor Videoclipe de Grupo no prêmio Video Music Awards, da MTV (EUA), perdendo para a banda NSYNC. No começo de 2002 a banda estava no #9 com "Drive", #12 com "Stellar", #20 com "Wish You Were Here", #75 com "Nice to Know You" e #31 com o disco Morning View. Em 2004 lançaram o vídeo musical "Megalomaniac", uma crítica à política de George W. Bush.Em 2006 lançaram o Álbum "Light Grenades" e a primeira música de trabalho foi "Anna Molly". Outros singles foram "Dig", "Love Hurts" e "Oil and Water".

Hiato

Em abril de 2008 a banda deu uma pausa nas gravações e turnês, enquanto seus membros se concentraram na escola, família e outras atividades. Brandon Boyd se matriculou em um programa de arte da universidade, enquanto o guitarrista Mike Einziger foi para a escola de música de Harvard para estudar composição. O baterista Jose Pasillas também. "Então há um monte de coisas da vida normal acontecendo agora na escola, os bebês, as hipotecas", disse Boyd. "Eu acredito não seria uma coisa ruim desaparecer por um ano ou dois anos", disse. "Muita gente diria que a cultura se move muito rápido e é preciso lembrar as pessoas, mas eu diria que não há qualquer pressa."

Retorno (2008-presente)

Por volta de janeiro de 2009,a banda postou no site oficial um vídeo onde diziam que estavam planejando regressar, e estavam animados para criar novas músicas.

Monuments and Melodies foi lançado em 16 de junho de 2009,como cd duplo. No primeiro, há os maiores êxitos da banda junto com mais duas músicas novas, "Black Heart Inertia" e "Midnight Swim",enquanto o segundo é uma coleção de raridades, B-sides, cortes de sons, versões alternativas, três músicas inéditas anteriormente, e um cover do Prince, "Let's Go Crazy".

O mais recente trabalho do grupo é o álbum 8, lançado em 2017.[3]

Estilo e influências

Acima do rumo de sua carreira, Incubus tem utilizado elementos de uma variedade de gêneros e estilos; com algumas críticas visando a ambição da banda, e a dificuldade de classificar corretamente. Nas notas de relançamento do Fungus Amongus, Brandon declarou a banda procurar "ser como PrimusMr. Bungle, e The Red Hot Chili Peppers em um só. Vamos, quem não queria ser isso?" mas concluindo que Incubus é, basicamente, uma banda de rock alternativo. A banda tem usado alguns instrumentos, incluindo um djembesitardidgeridoo, e bongos em muitas de suas músicas e durante as performances ao vivo, e com o uso de uma pipa (tocada por Einziger) na música "Aqueous Transmission".

O vocalista Brandon Boyd tem chamado o artista de avant-garde Mike Patton a maior influência, com muitas de suas características aparecendo ambas dentro da música do Incubus e no vocal de Brandon. Com seus álbuns anteriores a banda mostrou uma variedade de qualidades experimentais, mixando tradicionais gêneros como metalpunk, e grunge com funkjazz, e psicodélico (e com a introdução de DJ Gavin Koppell e mais tarde Chris Kilmore, com influências eletrônicas). Os álbuns da banda são bem desenvolvidos, com um som de rock moderno, enquanto ainda mostravam experimentação e um amadurecimento, colocando em elementos e influências de heavy metal, hip hopsurf rockpost-grungerock progressivofolk, e space rock.

Discografia

Videografia

  • 2001 - When Incubus Attacks...
  • 2002 - Morning View Sessions
  • 2004 - Alive at Red Rocks
  • 2007 - Look Alive



Disco Inmortal: King Crimson – Red (1974)

 Disco Imortal: King Crimson–Red (1974)

Registros da Ilha/Registros do Atlântico, 1974

King Crimson é uma das bandas mais lendárias e icônicas não só do rock progressivo, mas de toda a música em geral. Seu legado é mais do que excepcional, até hoje a obra do King Crimson continua sendo fonte de inspiração para diversos grupos que veem nela as melhores peças compostas na história da quarta arte. A banda liderada por Robert Fripp tem se caracterizado por ter vários palcos, a ponto de ter mais de duas dezenas de integrantes em sua história. Um dos palcos mais queridos pelos fãs é o mais sinfônico, aquele que também consegue misturar a agressividade do hard rock com a precisão e elegância do jazz. Infelizmente, em 24 de setembro de 1974 esta etapa teve que terminar, Robert Fripp declarou a banda dissolvida e para o terror de muitos fãs acreditava-se que definitivamente.

Red é o sétimo álbum de estúdio do King Crimson e considerado por muitos como o melhor de sua vasta discografia. Está dividido em 5 peças inovadoras, profundas e progressivas que conseguem cativar até o ouvinte mais exigente a cada escuta. Cada peça em si consegue ser uma experiência totalmente única e isso não gera uma falta de coesão, mas sim um contraste sublime. É claro que o som do Red também é fortemente influenciado por seus dois antecessores (Larks' Tongues in Aspic — também um dos melhores do grupo e provavelmente o mais experimental — e Starless e Bible Black), mas com ainda mais melancólico e sombrio como já fizemos. mencionado.

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As sessões de gravação de Red começaram em 8 de julho de 1974, uma semana depois que ele terminou sua turnê de três meses pelos Estados Unidos. Devo mencionar que durante isso – mais especificamente em 30 de junho em Rhode Island – Providence foi gravada (um assunto que aprofundaremos mais tarde). Pouco depois, o King Crimson decide considerar a demissão de David Cross resolvida, apesar de ele já ter trabalhado tanto na composição quanto na performance de duas músicas do álbum. É assim que o King Crimson se reduz a um trio (Robert Fripp, John Wetton e Bill Bruford), pelo que decidem convidar dois antigos membros, Ian McDonald (com quem fundou o King Crimson em 1968) e Mel Collins (que tinha não trabalhou com King Crimson from Islands), além de outros artistas colaboradores.

A abertura de um álbum do King Crimson não pode ser menos que impressionante e  Red  (faixa-título) deixa isso bem claro. Começando com um riff de outro mundo e seguido por um mais brutal e caótico acompanhado pela bateria poderosa de Bill Bruford e pela linha de baixo magistral de John Wetton, eles alcançam um som sombrio, brutal e bonito em si. Um tema que influenciou muito o que hoje é chamado de metal progressivo e até mesmo todo o movimento grunge. Um começo verdadeiramente majestoso para o álbum, apenas King Crimson pode fazê-lo.


Nos parágrafos anteriores eu mencionei que uma das características deste álbum é que ele tem uma atmosfera perpétua escura, mas mesmo assim os contrastes são gerados em cada música, alcançando uma experiência única. É assim que após a abertura brutal e caótica com Red, vem o contraste sublime em  Fallen Angel . Esta peça começa como uma doce e bela balada que à medida que avança encontramos um contraste dentro do mesmo tema e é que um arpejo sombrio divide esta peça em duas, onde o anjo desce do belo céu ao inferno caótico. Uma beleza de tema que é acompanhada por um oboé de Robin Miller e uma corneta de Mark Charig. Fallen Angel tem uma execução perfeita do começo ao fim, o uso de crescendos é adequado e os riffs mais pesados ​​atingem toda aquela atmosfera sombria que tanto se fala neste trabalho. Um fato curioso que esse tema seria o último King Crimson a ter um violão acústico.

E temos um dos riffs mais pesados ​​do álbum no início de  One More Red Nightmare , o que se pode considerar estranho é que para o verso ele usa alguns riffs de funk mais alegres, de alguma forma para dizer isso. Apesar de estranho, não deixa de ser cativante e um tema que contribui muito para este álbum, e este também é o primeiro Red que tem Ian McDonald no sax alto. Um fato curioso é que a banda de thrash técnico-progressivo Realm em seu álbum Suiciety —em sua versão de 2006— interpreta a música que, embora não consiga ser tão grande quanto a peça original— consegue ser bastante agradável e interessante para todos os fãs do thrash progressivo.

Quando falei sobre a gravação de Red mencionei que  Providence  foi gravado ao vivo em um teatro em Rhode Islands em 30 de junho de 1974. Essa peça se torna a mais sombria de todo o álbum, além de ser o ponto em que o violino de David Cross tem a maior parcela. Uma improvisação mais do que majestosa e muito superior à encontrada no final de “Moonchild” do álbum de estreia da banda.

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Quando se pergunta quais são as melhores músicas do rock progressivo, pode-se citar  “Tarkus”  do ELP,  “The Moon in June”  do Soft Machine,  “Close to the Edge”  do Yes,  “Supper's Ready”  do Genesis ou  “A Plague of Lighthouse Keepers”  de Van der Graaf Generator, mas um tema que nunca pode faltar é  StarlessO tema começa com um crescendo de teclados que dão origem ao fraseado comovente de Fripp que quebra a alma, seu vibrato sobrenatural sacode cada um dos seus sentidos, mas o tema está apenas começando, a voz de Wetton acompanhada por sua linha de baixo precisa, a bateria virtuosa de jazz de Bruford e O saxofone de Ian McDonald entre os versos não pode ser menos que ostensivo. Uma seção bastante melancólica, embora também muito bonita e bastante sinfônica, mas esta dá uma guinada e as notas limpas de guitarra estão presentes e mostram uma passagem muito sombria, a percussão é responsável por criar um ambiente que pode deixar qualquer um nervoso. subir a uma das melhores seções de jazz do rock progressivo.

É assim que um dos palcos mais queridos do King Crimson culmina, claro, em 1981 a banda liderada por Robert Fripp voltaria, novamente com Bill Bruford e agora acompanhado por Tony Levin e Adrian Belew. Um estilo que seria cativante e inovador, mostrando uma faceta de ritmos e harmonias mais matemáticas em duas guitarras, mas o palco mais sinfônico, o do mellotron profundo, do sax alto entre versos, daquele caótico e do jazz. Não há dúvidas de que o nome de King Crimson não é à toa na banda, eles são os reis e álbuns como Red provam isso. Um álbum que é citado por bandas e artistas como Dream Theater, Opeth e Steven Wilson, até por artistas não progressistas como Kurt Cobain. Eu não deveria me sentir mais feliz por começar o ano com um álbum tão bonito,

NOVAS MÚSICAS

 

Terry Oldfield & Carlos Garo - Sky Dancer (2017)




 Para falar a verdade, não conhecia este compositor madrileno, mas graças a este seu terceiro lançamento, tenho que admitir que tem tido sucesso na parceria com o flautista britânico Terry Oldfield , que conheceu num dos seus passeios no ano passado.

Sobre Terry Oldfield, não há muito a acrescentar para aqueles de sua idade. Ele já começou nos anos 70 dando seus primeiros passos com seu irmão Mike Oldfield (Tubular Bells, Hergest Ridge, Ommadawn...) e sua irmã Sally Oldfield. Terry, mais boêmio e amante da natureza, voltou-se para a flauta e para a nova era após sua estadia na ilha grega de Hydra. Desde então ele não parou, tanto sozinho quanto em colaborações com outros artistas. Ultimamente ele colabora com sua esposa Soraya Saraswati que conheceu em 2001 na Austrália em alguns workshops de yoga onde ela dava aulas. Sua discografia perto de 40 obras dá uma ideia de seu trabalho, bem como suas duas indicações ao Emmy.

Carlos Garo, jovem compositor, músico multi-instrumentista e produtor. Garo lançou dois álbuns: The Fifth Palace e Entrance to the Parallel Universe. Desde que lançou seu primeiro álbum em 2012, seu som, que mistura o onírico, o espiritual e o étnico, levitou fãs da Espanha, Estados Unidos, Polônia, Rússia, Quirguistão, Itália e Austrália, entre outros. Sua linguagem genuína lhe rendeu reconhecimento internacional ao ser finalista do Hollywood Music in Media Awards, o Oscar da música. 




O que você acabou de ouvir é a maravilhosa segunda faixa do álbum, Reach Out , uma verdadeira alegria. É a composição mais comercial do álbum e o single que já começou a fazer sucesso nas rádios e na internet. Pode ser considerado a alma do Sky Dancer, pois simboliza a essência mais espiritual da Nova Era, mas ao mesmo tempo incorpora notas de rock e dança e revela o talento de Terry Oldfield como vocalista. O tema também resume a tese do álbum: é um chamado público para nos reconectarmos com a natureza e com quem temos ao nosso lado para encontrar a paz e ouvir nossa voz interior. Em suma, uma defesa tenaz da atenção plena.

Destaque

Pip Pyle's Bash! - Belle Illusion (2004)

  E continuamos com mais Canterbury em mais um post curto e direto. Se o Soft Heap estava apenas nos dando as boas-vindas, com "Belle I...