quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Serão estes os melhores álbuns de 2022 ?

 



E 2022 acabou, sendo literalmente um ano da retomada da vida, após 730 dias anteriores com o mundo sofrendo as consequências de uma hecatômbica pandemia, que na verdade ainda não terminou, mas que com o avançar da vacinação, amenizou seus efeitos e permitiu que a humanidade fosse retomando seu cotidiano "normal".

Cabe a nós aqui ressaltarmos tal retomada no campo musical e do show business. Com as coisas globalmente melhorando, os artistas e bandas puderam ganhar a estrada mostrando seus trabalhos, muitos destes pré-pandêmicos, ou mesmo outros confeccionados justamente nos períodos de lockdown, absorvendo toda a inspiração do momento.  

Obviamente, que como toda lista, tem e muito do gosto pessoal dos editores , e talvez por isso lhe surpreendendo com esse ou aquele disco incluso na relação.

Lembrando que só selecionamos álbuns de estúdio, que contenham gravações até então inéditas e no ano que acabou de ficar para trás.

Ao final da lista, disponibilizamos uma playlist no Spotify, contendo todas as canções dos vinte e cinco álbuns selecionados, exceto dois deles, que não constam na plataforma. São 243 canções em quase 20 horas.

FEVEREIRO:

Tears for Fears - "The Tipping Point"

O sucessor de “Everybody Loves a Happy Ending” (2004), que parecia ser o epílogo do duo bretão, demorou para chegar, mas chegou, não só quebrando um gigantesco hiato, mas acima de tudo trazendo um trabalho forte e majestoso, após Roland Orzabal dar a volta por cima de diversas agruras que enfrentara nesse interim. E claro, tudo isso é lindamente sentido nas canções.


Rosalie Cunningham - "Two Piece Puzzle"

Pela segunda vez em nossas listas, a cantora e compositora bretã do Purson e ex-Ipso Facto, Rosalie Cunningham "tirou o seu 2º disco da cabeça" e o gravou em 3 estúdios na sua casa durante o lockdown, absorvendo todo o pesar pandêmico e transmutando-o numa linda obra progressiva.

MARÇO:



Assim como o disco anteriormente citado, este 20º álbum de estúdio do Marillion também mergulhou nas profundezas caóticas e dramáticas do biênio sombrio 2020/2021, com letras densas dentro de canções longas e muito bem trabalhadas.


Green Asphalt – "Green Asphalt"

Primeiro álbum de estreia a pintar nesta lista, o auto-intitulado trabalho da banda Green Asphalt chegou embebido na atmosfera sonora da consagrada banda Gentle Giant, trazendo em sí o DNA da mesma, inoculado pelo colaborador de outrora do Giant, Dan Bornemark.


Ghost – “Impera

Irrompendo e ignorando ocasionais barreiras de uma parcela de detratores haters (como é possível?), o Ghost do "Papa" Tobias Forge veio com seu 5º e "imperial" full-lenght mantendo a pegada de seu metal pesado com pingados oitentistas, cada vez mais se estabelecendo como uma das mais influentes bandas do metal contemporâneo.

ABRIL:


Hallas: "Isle of Wisdom"

Muita melodia prog-hard neste ótimo segundo disco da banda sueca Hallas. Som empolgante-enebriante com ares de Uriah Heep, Camel, Wishbone Ash e afins. Ouça e certamente anseie pelo 3º  álbum.

MAIO:


Pure Reason Revolution - "Above Cirrus"

A banda bretã de prog alternativo chega cravando na mosca neste 5º lançamento de estúdio. Harmonias, melodias e cantos repletos de efeitos eletrônicos. Quem ama ou amava The Gathering, pode e deve se apaixonar pelo Pure Reason Revolution, até por esta ser ainda mais energética.

JUNHO:


Porcupine Tree - "Closure/Continuation":

O 1º trabalho em 13 anos do trio capitaneado pelo mago da produção e músico do prog moderno Steven Wilson, foi mais um que nasceu das "sessões de "lockdown" dos anos passados e se não traz inovações exponenciais em relação aos seus antecessores de longa data ( o que é bom), entrega em sua fórmula exatamente o que espera e se habituou o fã do Porcupine: canções instrumentalmente elaboradíssimas e por vezes sem pressa para terminar.

JULHO:


O.A.K. ('Oscillazioni Alchemico Kreative') - "Lucid Dreaming and the Spectre of Nikola Tesla"

Este novo álbum do projeto do italiano Jerry Cutillo, assinado com a habitual sigla OAK (Oscillation Alkemy Kreativity), continua nos caminhos temáticos já traçados na trilogia anterior 2016 – 2020 ("Viandanze" – "Giordano Bruno" – "Nine witches under a walnut tree") nos conduzindo do tangível da vida humana (o documentado pela história) ao outro, mais invisível e esotérico. Nas obras precedentes, o compositor transferiu suas investigações musicais para aqueles condenados a morrer nas chamas; neste último disco, dá voz àqueles que acabaram na fogueira da indiferença das faces da mesma maldade gerada pelo Poder contra todos os pensamentos transversais,  mesmo que Nikola Tesla seja considerado o gênio que descobriu o século 21 (pense nos dispositivos modernos que usamos para nos comunicar).


Oceans of Slumber - "Starlight And Ash"

Esta banda já é nossa sócia aqui nas listas da Confraria. Marcando a sua 3ª presença com o seu 5º disco, os texanos da Oceans of Slumber chegaram desta vez com um trabalho mais suave, porém ser perder a habilidade para evocar o peso que lhe é peculiar em canções cadenciadas e entoadas pela espetacular Cammie Gilbert.

AGOSTO:


Moon Letters - "Thank You From the Future"

O grupo prog fundado e liderado pelo guitarrista Dave Webb chegou com seu 2º trabalho, evoluindo bastante em relação ao seu antecessor, "Until They Feel The Sun" (2019), com uma sonoridade retrô, que poderá remeter o ouvinte a Kansas, Yes e por vezes Gentle Giant e King Crimson, muito embora também já tenha sido comparado também com o Rush e até mesmo Dream Theater. É escutar e tirar suas conclusões.


 Arch Enemy - "Deceivers"

O 11º álbum de estúdio da banda sueco-canadense Arch Enemy, o 3º com a azulada Alissa White-Gluz ao microfone, trouxe alguns elementos novos e interessantes, mais sem dúvida alguma o que mais chamou a atenção foi a vocalista usar vocalizações limpas pela primeira vez em um trabalho do grupo, sem deixar os guturais de lado, claro.


Arena - "Theory Of Molecular Inheritance"

Este deveria ser lançado em 2020, mas devido à pandemia e adiamentos da turnê, o álbum teve que aguardar um momento mais oportuno para chegar, contando agora ao microfone com Damian Wilson, homem de confiança de Arjen Lucassen, líder do Ayreon, frequentando constantemente os projetos do holandês.

SETEMBRO:


O 16º trabalho de estúdio dos gigantes do thrash metal, capitaneados por Dave Mustaine funcionou bem como uma evolução de seu antecessor "Dystopia" (2015). Neste segundo trabalho da banda trazendo Kiko Loureiro as 6 cordas, nota-se um claro aumento de entrosamento do brasileiro com o chefão Mustaine, no tocante às composições e execução de suas partes de guitarra.


Ozzy Osbourne - “Patient Number 9

O Príncipe das Trevas talvez esteja sentindo chegar o fim de sua intensa vida. Por isso mesmo parece estar dando tudo de si nesta suposta reta final. Em "Patient Number 9", seu 13º álbum de estúdio. o Madman trouxe uma constelação de convidados especiais. Um disco que conta com Jeff Beck, Tony Iommi, Eric Clapton, Zakk Wylde, Mike McCready, Josh Homme, Robert Trujillo e o agora saudoso Taylor Hawkins, não poderia dar errado, muito pelo contrário, recebeu 4 indicações ao Grammy.


Lunarian - "Burn the Beauty"

A cantora espanhola Ailyn brilhou na banda Sirenia até sua saída em 2016. Após outros trabalhos, agora ela ressurge a bordo de seu novo grupo, Lunarian, retornando triunfalmente, com um trabalho de estreia belíssimo, trazendo canções inspiradas e pujantes, dentro do âmbito de um possante metal power sinfônico.


Allen/Olzon - "Army of Dreamers"

Desde que deixou o Nightwish, Anette Olzon vem lançando trabalhos consistentes, quer seja no seu 1º projeto, The Dark Element, solo ou com Russel Allen, conhecido por seu trabalho com a banda Symphony X. Em 2022 o duo Allen/Olzon lançou o seu 2º material, "Army of Dreamers", que supera o 1º e nos mostra uma Anette em plena ascenção e consolidação de uma carreira pós-Nightwish.


Edenbridge - "Shangri-La"

O 11º álbum de estúdio do Edenbridge foi viabilizado via campanha de crowdfunding (financamento coletivo) e certamente os fãs da banda austríaca, estrelada pelo multi-instrumentista Lanvall e da frontwoman Sabine Edelsbacher, acharam que cada centavo investido valeu à pena, sobretudo pelo épica "The Bonding (PART 2)", canção subdividida em 5 partes.


The Erinyes - "The Erinyes"

O selo Frontiers Music Srl reuniu com muita felicidade 3 grandes cantoras do metal moderno, sendo duas europeias, a francesa Justine Daaé (da banda Elyose) e a italiana Nicoletta Rosellini ( da banda Kalidia), além da presença brasileira de Mizuho Lin (da banda paranaense Semblant). E deu muito certo. Um symphonic power metal seguro e melódico, muito pelos 3 belos cantos, separados ou sobrepostos.

OUTUBRO:


Yesterdays - "Saint-Exupéry álma"

O conceitual 4º álbum de estúdio da banda romeno-húngara de rock progressivo moderno nos traz a história do antológico e clássico livro "Pequeno Príncipe", solenemente musicada e letrada e nos brindando com alguns elementos e "quês" a mais, sacados da fábula do célebre escritor francês Saint-Exupéry.


Manticore "Elements"

O prog volta solenemente a aparecer nesta lista com o 3º álbum de estúdio desta brilhante banda sueca, que conta com três co-fundadores: Ulf Holmberg, Goran Holmberg e Per Saavedra, agregando diversos elementos sinfônicos ao seu impecável rock progressivo, com um toque retrô, onde você pode sentir as influências de Genesis, ELP, Greenslade, ELO e até Beatles.


Therion - "Leviathan II"

Christofer Johnsson há tempos vem mostrando porque é um dos mais respeitados nomes do metal nórdico. Na segunda parte das três que formam a trilogia de álbuns, que será concluída no ano que vem, ele e sua sempre ótima gama de vocalistas masculinos e femininos, além de afiados musicistas, entregaram um trabalho com canções que conseguiram superar o bom "Leviathan I", que chegou no ano passado. Therion é sempre sinônimo de uma aula de metal sinfônico.

NOVEMBRO:


Silent Cry - "Terra"

Metal sinfônico nacional pode nesta lista? Pode e deve. Ainda mais quando se trata de um trabalho com qualidade global. Um disco de Symphonic Metal com todas as canções cuidadosa e zelosamente bem trabalhadas, alternando bem diversas linhas melódicas com uma feliz variedade de andamentos, que ora ou outra flertam com o doom e com o gótico. Tudo isso muito bem entoado pela frontwoman Juliana Rossi.


Bruce Springsteen - "Only the Strong Survive"

Este não é propriamente um disco de canções inéditas. Mas são inéditas na voz do ímpar "The Boss". As 15 faixas incluem suas versões para seus temas favoritos da soul music, anteriormente tão popularizados por ícones do passado, comoThe Temptations, The Four Tops, Aretha Franklin e muito mais. Imperdível!

DEZEMBRO:


Collage - "Collage Over and Out":

Fechando dezembro, 2022 e esta lista, "Collage Over and Out", dos poloneses noventistas do Collage, que após 27 anos de hiato (isso mesmo, quase três décadas), voltaram à cena neo-progressiva sem inventar moda, entregando cinco canções infalíveis, incluindo a colaboração em uma delas de Steve Rothery, guitarrista do Marillion, outra banda que já consta nesta lista, que chegou ao seu fim.

Daqui a um ano tem mais.

Ouça todos os álbuns citados nesta lista na nossa playlist no Spotify: Os melhores álbuns de 2022 .

O MARTA VENCE PRÉMIO PARA MELHOR PROJETO MUSICAL SUPER EMERGENTE

 

OS LOLA LOLA ESTÃO DE REGRESSO COM “BABY PLEASE DON’T GO”

 

CRONICA - NINA HAGEN BAND | Nina Hagen Band (1978)

Originalmente da Alemanha Oriental, Nina Hagen foi influenciada desde muito jovem por seu sogro, um notório artista não conformista, que a inspirou a quebrar o molde e chocar tanto quanto criar. Depois de treinar balé e canto lírico, ela teve seu primeiro sucesso aos dezenove anos, quando se apresentou com o grupo Automobil, sob o disfarce de uma inocente canção de amor, uma crítica à austeridade comunista "Du hast den Farbfilm vergessen" (Você esqueceu o filme colorido). Quando seu padrasto é deportado para a Alemanha Ocidental, Nina recebe permissão para se juntar a ele. Depois de uma passagem por Hamburgo, emigrou para Londres onde foi seduzida pelo movimento Punk, então no auge. De volta à Alemanha,

Enquanto os Scorpions mudaram para o inglês para desbravar internacionalmente, Nina afirma cantar em alemão como nos bons velhos tempos do Krautrock, até esta adaptação germânica do hino "White Punks On Dope" dos Tubes que abre o álbum sendo renomeado "TV-Glotzer". Uma introdução alegre e dinâmica onde descobrimos um grupo que toca de frente e à altura destes fabulosos músicos que são os membros dos The Tubes. Mas obviamente o que impressiona de imediato é a elasticidade vocal de Nina Hagen. Furiosa, ela não hesita nas subidas repentinas dos agudos como um glissando de violino. Certamente, o objetivo da cantora é mais nos levar para o lado errado do que nos seduzir com lindos chilreios. Depois dessa entrada teatral, "Rangehn" vai direto ao ponto, entre o Punk e o Hard Rock, mas sempre com essa música atrevida – talvez até mais do que em “TV-Glotzer”. O resultado não é menos cativante e mostra o talento do guitarrista Bernhard Potschka tanto no ritmo quanto como solista.

Cativante, “Unbeschreiblich weiblich” é igualmente cativante com este motivo melódico tocado em conjunto na guitarra e sintetizadores. Um título que, se fosse cantado em inglês, poderia ter sido um dos sucessos do Rock do final dos anos 70. em detrimento da musicalidade da faixa, ao contrário de tantos artistas pós-punk. O sentido melódico é ainda mais forte neste "Auf'm Bahnhof Zoo" com consonâncias Pop e Funk muito presentes oferecendo um magnífico trampolim para a loucura de Nina. A balada “Naturträne” é tanto sobre redescobrir o tom da música tradicional alemã quanto sobre o talento de Nina como artista lírica, obviamente distorcida, como uma cantora de ópera de trem fantasma.

O Rock Atmosférico "Heiss" já mostra influências do Reggae, de que tanto gostavam os punks, mas também da música electrónica que viria a dar origem à New Wave. Após o charmoso e original interlúdio vocal "Fisch im Wasser", o grupo segue para o rock progressivo com "Auf'm Friedhof" e seus interlúdios instrumentais mostrando o talento dos quatro músicos. Você não deve acreditar que Nina se afasta por tudo isso e seu canto ora sombrio, ora agressivo, ora atrevido combina perfeitamente com a música e faz parecer um predador que caminha no meio desta intrigante e perturbadora floresta musical. Ela é então mais teatral do que nunca, entre o falado e o cantado, na balada "Der Spinner" com belos arpejos jazzísticos, balada que aumentará em poder para nosso maior prazer antes de terminar em rabo de peixe. A final "Pank", composta com seu compatriota Ari Up from the Slits, é a única faixa verdadeiramente 100% Punk do álbum e permite ao grupo largar tudo antes da linha de chegada.

Como devem ter percebido, este primeiro álbum da Nina Hagen Band é demasiado rico para ser classificado no punk prolo que se praticava em Londres ou no intelectual que se tocava em Nova Iorque. Para falar a verdade, da Punk Nina e seu grupo guardam acima de tudo a fúria, a vontade de quebrar os códigos e claro o visual (misturado com Glam mesmo assim). Mas musicalmente, a influência do Who, dos Stones, da Roxy Music e, claro, do Krautrock é inegável e, sem dúvida, muito mais forte do que a dos Sex Pistols e do Clash. O álbum seria um grande sucesso nos países germânicos e o suficiente para ser falado no resto da Europa para lançar a carreira internacional de Nina Hagen em alta. Mas, ao oferecer tal nível desde o início, seria difícil para o exuberante alemão fazer o mesmo depois.

Títulos:
1. TV-Glotzer (White Punks on Dope)
2. Rangehn
3. Unbeschreiblich weiblich
4. Auf'm Bahnhof Zoo
5. Naturträne
6. Superboy
7. Heiss
8. Fisch im Wasser
9. Auf'm Friedhof
10. Der Spinner
11. Pank

Músicos:
Nina Hagen: Vocais
Bernhard Potschka: Guitarra
Reinhold Heil: Teclados
Manfred Praeker: Baixo
Herwig Mitteregger: Bateria, vibrafone

CRONICA - FLEETWOOD MAC | Bare Trees (1972)

Se a cantora/pianista Christine McVie apareceu em alguns dos primeiros títulos Fleetwood Mac, a sua integração oficial em 1971 seguida da do guitarrista Bob Welsh trouxe um certo equilíbrio mas acima de tudo serenidade ao cantor/guitarrista Danny Kirwan, ao baterista Mick Fleetwood e ao baixista John McVie . Este último teve problemas para lidar com as polêmicas saídas dos guitarristas Peter Green e Jeremy Spencer. Um equilíbrio que não impede, no entanto, a falta de sucesso de Futures Games , quinta obra do Fleetwood Mac, porém bem-sucedida artisticamente. Seja como for, o desanimado quinteto de pontos retorna ao estúdio para lançar Bare Treesem 1972 ainda em Reprises. Ao ver a capa em cores outonais, podemos esperar um disco com uma atmosfera melancólica. Está fora de questão.

Composto por 10 faixas, Bare Trees parece uma boa continuação de Futures Games, mas o som é mais rock, mais seco, mais espontâneo. Como na obra anterior, as composições são compartilhadas entre Christine McVie, Bob Welsh e Danny Kirwan. O que revela um grupo que carece de um líder como nos tempos de Peter Green. Mas talvez não seja tão ruim.

É Danny Kirwan quem abre a bola com a estrondosa “Child Of Mine” por 5 minutos recheada de querosene. Um rock contundente com blues flutua no refrão que com seu pé de bumbo na frente e rolo de tons lembra "Rollin' & Tumblin'" versão Cream por esta voz que harmoniza com o Gibson. Ele inventa dois instrumentais para nós, o folk celestial "Sunny Side Of Heaven" e o híbrido tribal "Danny's Chant" com sua introdução assustadora. Ele abre o lado B com o título homônimo, um country rock cheio de vitalidade que respira o ar livre como "Dust" mais pastoral.

Bob Welsh oferece um folk rock enérgico, "The Ghost", que contrasta com uma flauta sonhadora mas acima de tudo há a balada soft rock "Sentimental Lady" que cheira a descuido e nostalgia amorosa feita de estonteantes harmonias vocais entre o guitarrista americano e o pianista.

Órgão cavernoso e boogie de piano, Christine McVie nos oferece a contundente "Homeward Bound" feita de um final de formidável e colorido soli de seis cordas, harmonizando maravilhosamente Ela revela "Spare Me A Little Of Your Love" um mid-tempo com gospel aromas ricos em melodia e emoção onde a sua voz quente e sensual inevitavelmente seduz.

O disco termina com "Thoughts On A Grey Day", um monólogo de uma senhora idosa chamada Mrs. Scarrott.

Se mais uma vez o sucesso está longe de ser no ponto de encontro, Bare Trees é um sucesso artístico que se mostra cativante. Infelizmente, isso não impede a saída de Danny Kirwan, que tanto deu pela sobrevivência do grupo. Mas sofrendo de alcoolismo, ele é apresentado a ele em plena volta da porta de saída. Decepção que não o impede de lançar 4 álbuns solo. Tornando-se instável na década seguinte, ele é esquecido até mesmo se tornando um sem-teto. Ele morreu em 8 de junho de 2018 aos 68 anos.

Títulos:
1. Child Of Mine
2. The Ghost
3. Homeward Bound
4. Sunny Side Of Heaven
5. Bare Trees
6. Sentimental Lady
7. Danny’s Chant
8. Spare Me A Little Of Your Love
9. Dust
10. Thoughts On A Grey Day

Músicos:
Danny Kirwan: Guitarra, Vocal
Bob Welch: Guitarra, Vocal
Christine McVie: Teclado, Vocal
John McVie: Baixo
Mick Fleetwood: Bateria, Percussão

Produtor: Fleetwood Mac

Revisão do produto: Onkyo HTS5915 Dolby Atmos 5.1.2 Sistema de pacotes

 

Dolby Atmos e DTS-X podem não ser as coisas novas na cidade que já foram, mas quando se trata de som de cinema envolvente, eles ainda são os formatos a serem escolhidos se você quiser o melhor.

Infelizmente, porém, colocar o som surround baseado em objeto em funcionamento pode ser um pesadelo, pois a instalação e o posicionamento podem ser difíceis de acertar. Tentar descobrir exatamente qual sistema funciona bem com qual receptor pode ser um campo minado que às vezes é demais. É um bom trabalho Onkyo ter visto isso e decidido, várias vezes, descobrir uma maneira de obter o melhor som possível tão fácil quanto comprar uma caixa.

Onkyo HTS5915 é uma dessas caixas.

Oferecendo a você a chance de ter uma configuração Dolby Atmos/DTS-X completa sem a necessidade de passar semanas pesquisando sistemas compatíveis. Com uma configuração 5.1.2 que possui cinco alto-falantes e um subwoofer e produz impressionantes 135 watts por canal, é definitivamente um sistema que pode fornecer facilmente o que você precisa em um espectro cinematográfico. Você pode ter acabado de ler o último parágrafo e notado que mencionei apenas cinco alto-falantes, mas disse que pode fazer 5.1.2. Com um sendo o sub, onde isso deixa os dois adicionais? Bem, eles estariam escondidos nos dois alto-falantes frontais como drivers ativados pelo Atmos que refletem no teto para fornecer a você aquele som suspenso importante. Isso é bastante impressionante.

Assim como os alto-falantes ocultos secretos, o sistema também foi projetado especificamente para funcionar em conjunto com os alto-falantes e o receptor combinados de fábrica. Isso não significa apenas que você precisa pensar menos, mas, mais importante, significa que a virtualização do som é fantástica. Adicione a configuração AccuEQ a isso e você obterá um sistema que se destaca em som 3D.

Como qualquer outra coisa hoje em dia, não se trata apenas de funcionalidade primária, mas também de secundária e até terciária! Claro que temos Bluetooth, isso é apenas um dado, mas também temos compatibilidade HDR (HLG, HDR10 e Dolby Vision), Zona B passiva e ativa apenas no caso e aprimoramento vocal DSP. Ah, e claro, há rádio AM e FM.

Em termos de conexões, temos quatro entradas HDMI e uma saída (todas compatíveis com 4K), entrada digital coaxial e óptica, três entradas RCA e uma saída de fone de ouvido.

Agora que passamos alguns parágrafos falando exatamente sobre o que o Onkyo pode fazer, vamos falar sobre como ele realmente funciona. Em uma palavra, "ótimo". Oferece um desempenho de qualidade de som que a maioria não esperaria de uma solução de caixa única. Depois de ouvi-lo com a ajuda do clássico San Andreas de Dwayne “The Rock” Johnson, posso dizer 100% que, quando o helicóptero está se movendo, você sente que está voando acima de você, e com Dolby Atmos e DTS-X isso é praticamente o que todos procuramos.

ALBUNS DE ROCK PROGRESSIVO

 

Traffic - Discography Re-Mastered 1967 - 1974 (2005)


11 discos compõem o "Discography Re-Mastered" da Traffic, do qual daremos conta mais adiante). 

Artista: Traffic
Álbum: Discography Re-Mastered (Island Records)
Ano: 2005
Gênero: Eclectic Progressive
Nacionalidade: Inglaterra


O grupo foi formado em Birmingham, Reino Unido, em 1967, se desfazendo em 1975, com uma reunião parcial em 1994.
Originalmente composto por Steve Winwood, Chris Wood, Jim Capaldi e Dave Mason. Embora o som de Traffic fosse em grande parte de seu tempo, a ênfase nos teclados de Winwood e nos instrumentos de sopro de Wood os diferenciava de seus pares.

O primeiro álbum, "Mr Fantasy", foi lançado quando Mason estava se separando da banda devido a divergências estilísticas: a posição de Winwood como membro dominante da banda já estava bem estabelecida, sua orientação jazzística (e também de Wood e Capaldi) parecia estar em desacordo com O estilo melódico mais leve de Mason. Mais tarde, porém, Mason voltou para a gravação do álbum autointitulado em 1968, escrevendo ou co-escrevendo muitas das faixas.

Mas em 1969 Mason conseguiu um ingresso... quero dizer... ele foi expulso da banda, pois o selo Island Records lançou o que parecia ser um álbum póstumo: B-sides, singles, gravações de estúdio e gravações ao vivo foram lançadas .lançado como "Last Exit". No entanto, ainda havia sabra reel e eles lançaram o álbum "John Barleycorn Must Die" que para muitos é o melhor álbum do Traffic . Embora o título seja retirado de uma canção folclórica tradicional, a música é uma mistura maravilhosa de prog, jazz, rock e folk.

Após o lançamento desse álbum, Rick Grech (ex -Family) juntou-se para tirar a pressão do multi-instrumental Winwood, e várias adições e mudanças posteriores na formação ocorreram, incluindo outro retorno de Mason, e daí veio o álbum ao vivo "Welcome To The Canteen" (estranhamente sem créditos para Traffic , mas para membros individuais da banda).

Mais dois álbuns clássicos se seguiram, "The Low Spark Of High Heeled Boys" e "Shootout At The Fantasy Factory", que foram lançados com grande sucesso comercial. Então veio outro álbum "final": "When The Eagle Flies" saiu em 1974 e muitos não gostaram, e mais uma vez a banda apareceu terminada. Infelizmente, Chris Wood morreu de doença hepática em 1983. Capaldi e especialmente Winwood tiveram sucesso em suas carreiras solo, antes de se reunirem em 1994 para trabalhar novamente sob o nome de Traffic . Essas sessões resultaram no satisfatório álbum "Far From Home".


No box-set, trata-se de seus 10 álbuns originais remasterizados em 2000/2001/2002/2003 pela gravadora Island Records. Mais uma versão 24 96 de "John Barleycorn Must Die". Mais um "Gold" que são seus maiores sucessos lançados em 2005.

Traffic foi introduzido no Hall da Fama do Rock & Roll em março de 2004. Cinco meses depois, Jim Capaldi foi diagnosticado com câncer terminal. Capaldi e Winwood planejaram gravar e fazer uma turnê mais uma vez como Trafficno final de 2004, mas foram forçados a cancelar quando Capaldi começou o tratamento para uma úlcera gástrica. Em janeiro de 2005, Capaldi sucumbiu ao câncer de estômago e morreu aos 60 anos em uma clínica de Londres. Infelizmente, este foi mesmo o fim do caminho para esta boa banda que hoje recordamos graças ao Menduco.


Lista de discos:
1. Mr. Fantasy
2. Heaven Is In Your Mind
3. Traffic
4. Last Exit
5. John Barleycorn Must Die
6. The Low Spark Of High Heeled Boys
7. Shoot Out At The Fantasy Factory
8. When The Eagle Flies
9.Far From Home
10. Traffic Gold







Destaque

Blackfeather - At the Mountains of Madness (1971)

  Ano:  Abril de 1971 (CD 2002) Gravadora:  Akarma Records (Itália), AK 223 Estilo:  Rock Progressivo, Rock Psicodélico, Hard Rock País:  Sy...