quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

BIOGRAFIA DOS Canned Heat

 

                                                  Canned Heat

Tudo começou quando os amigos Bob Hite como vocalista, Al Wilson na guitarra, Mike Perlowin na guitarra, Stu Brotman no baixo e Keith Sawyer na bateria, resolveram montar uma banda na pequena cidade de Topanga, no condado de Los Angeles. Perlowin e Sawyer saíram dias depois da banda ser formada, cedendo lugar para o guitarrista Kenny Edwards e Ron Holmes, que aceitou assumir a bateria momentaneamente. 

Edwards saiu e foi substituído por Henry Vestine (que havia sido expulso do Frank Zappa's Mothers of Invention por uso excessivo de drogas). Frank Cook entrou para substituir Holmes como baterista permanente. 

Poucos dias antes de lançar seu álbum de estreia, a banda participou do Monterey International Pop Music Festival, tendo tocado no mesmo dia que The Byrds, Jefferson Airplane e Otis Redding. 

O primeiro álbum da banda foi gravado em 1966 pelo produtor Johnny Otis. A banda era formada por Bob Hite, Al Wilson, Frank Cook, Henry Vestine e Stu Brotman. O álbum só foi lançado em 1970 como "Vintage". Meses depois da gravação, Stu Brotman deixa a banda e para seu lugar foi escolhido Mark Andes, que meses depois também abandonou a banda. Skip Taylor e John Hartmann passaram pela vaga de baixista, até que Larry Taylor se fixasse na banda em março de 1967. 

Com essa formação (Hite, Wilson, Vestine, Taylor, Cook) a banda começou a gravar seu álbum de estreia em abril de 1967. O álbum auto intitulado "Canned Heat" foi lançado em julho de 1967. O álbum não continha nenhuma faixa autoral da banda, continham apenas regravações de clássicos do Blues, mas mesmo assim foi razoavelmente bem sucedido, atingindo a 76° posição na The Billboard 200. 

Frank Cook foi substituído por Fito de la Parra, após um incidente em Denver, Colorado. Assim começou o que Fito se refere como a clássica e talvez a mais conhecida formação do Canned Heat, que juntos gravaram algumas das canções mais famosas e bem conceituadas da banda. Durante este período "clássico", Skip Taylor e John Hartmann introduziram o uso de apelidos nos membros da banda: Bob "The Bear" Hite, Alan "Blind Owl" Wilson, Henry "Sunflower" Vestine (and later Harvey "The Snake" Mandel), Larry "The Mole" Taylor e Adolfo "Fito" de la Parra. 

O segundo álbum da banda, "Boogie with Canned Heat", foi lançado em janeiro de 1968. O álbum contém a faixa "On the Road Again", uma versão atualizada de uma canção gravada por Floyd Jones em 1953. A faixa alcançou a 16° colocação na Billboard Hot 100 e a 1° colocação na UK Singles Charts. Essa foi a primeira faixa da banda a estourar no mundo inteiro. Ao longo dos anos ela foi regravada diversas vezes e apareceu em alguns filmes, como Alice in the Cities (1973), Hideous Kinky (1998), Frequency (2000), Cold Creek Manor (2003) e The Bucket List (2007). 

"Boogie with Canned Heat" também tinha a faixa "Fried Hockey Boogie" (creditada a Larry Taylor, mas, obviamente, derivada do riff de "Boogie Chillen", de John Lee Hooker, o mesmo riff foi adaptado para a clássica "La Grange" do ZZ Top). Graças a essa faixa a banda ficou conhecida como "os reis do boogie". A faixa "Amphetamine Annie" foi uma das primeiras canções anti-drogas da época. 

Em 1968, depois de tocar para mais de 80 mil pessoas na primeira edição do Newport Pop Festival, o Canned Heat partiu para sua primeira turnê europeia. Isso implicava em um mês de concertos e compromissos de mídia que incluíam aparições na TV no programa britânico Top of the Pops. Eles também apareceram no programa alemão Beat Club, onde "On the Road Again" assumiu a 1° colocação de quase todas as paradas europeias. 

Em outubro de 1968 a banda lançou o álbum "Living the Blues", que contém um dos maiores hits da banda, "Going Up the Country". A faixa alcançou a 11° colocação na Billboard Hot 100, a 19° colocação na UK Singles Chart, foi 1° colocada em outros 25 países e tornou-se o tema não oficial de Woodstock. 

Em julho de 1969 a banda lançou o álbum "Hallelujah". O Melody Maker escreveu: "Embora menos ambicioso do que alguns dos seus trabalhos, este não deixa de ser um álbum excelente de Blues e eles continuam a ser os mais convincente dos grupos brancos de Blues". Poucos dias após o lançamento do álbum, Henry Vestine deixou o grupo. Harvey Mandel entrou em seu lugar. 

Eis que chega o tão esperado dia 16 de agosto de 1969, o dia em que o Canned Heat tocou no Woodstock Festival e entrou para a história do Rock. A banda tocou no mesmo dia que Santana, Mountain, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, The Who e Jefferson Airplane. 

Antes de sua turnê europeia no início de 1970, a banda gravou "Future Blues", um álbum contendo cinco composições originais e três covers. O single "Let's Stick Together", originalmente gravado por Wilbert Harrison, alcançou a 26° colocação na Billboard Hot 100, a 2° colocação na UK Singles Chart e a 1° colocação nas paradas de 31 países. 

O material de sua turnê pela Europa em 1970 foi lançado como o álbum ao vivo "Canned Heat '70 Concert Live in Europe", que mais tarde seria chamado de "Live in Europe". Embora o álbum tenha rendido alguns elogios da crítica e foi bem sucedido no Reino Unido (atingindo a 15° colocação), teve apenas um sucesso comercial limitado em os EUA. Retornando da Europa em Maio de 1970, um exausto Larry Taylor deixou a banda para se juntar John Mayall (que mudou-se para Laurel Canyon) e foi seguido por Harvey Mandel. 

Com a saída de Taylor e Mandel, Vestine assumiu a guitarra e o baixo foi assumido por Antonio de la Barreda, que havia tocado com Fito de la Parra por cinco anos na Cidade do México. 

Essa formação entrou em estúdio para gravar com John Lee Hooker (Gravou mais de 500 músicas e aproximadamente 100 álbuns, uma lenda do Blues) as faixas que resultaram no álbum no duplo "Hooker 'n Heat". A banda conheceu Hooker no aeroporto de Portland, Oregon e descobriram que eram fãs do trabalho um do outro. 

Logo após o termino das gravações de "Hooker 'n Heat", o excêntrico Alan "Blind Owl" Wilson, que sempre sofreu de depressão, foi dito por alguns ter tentado o suicídio dirigindo seu carro fora da estrada perto da casa de Bob Hite, em Topanga Canyon. Ao contrário de outros membros da banda, Wilson não teve muito sucesso com as mulheres e ficou profundamente perturbado e frustrado com isso. Sua depressão também piorou com a sua crescente preocupação ambiental sobre a deterioração da saúde da terra. Em 03 de setembro de 1970, pouco antes de sair para um festival em Berlim, a banda soube da morte de Alan Wilson por overdose de barbitúrico, tendo sido encontrado em uma encosta atrás da casa de Bob Hite. Creditado por Fito de la Parra e outros membros da banda por ter sido um suicídio, Wilson morreu aos 27 anos de idade, poucas semanas antes da morte de Janis Joplin e Jimi Hendrix. 

Rebecca Davis, escritora que escreveu a biografia de Alan Wilson, intitulada "Blind Owl Blues", diz que Alan não cometeu suicídio. Segundo ela, Alan sofria de depressão e, por isso, foi procurar ajuda psiquiátrica, e ao contrário da pessoa típica suicida, tinha planos positivos para o futuro, que incluía uma organização de caridade para beneficiar o meio ambiente. As drogas que ele usou na noite de sua morte foram obtidas em um esforço para auto medicar sua insônia severa, e algumas evidências indicam que seus efeitos podem ter sido agravados por um traumatismo craniano anterior. 

Joel Scott Hill foi recrutado para preencher o vazio deixado pela morte de Alan Wilson. A banda ainda tinha uma turnê para Setembro, assim como as datas de estúdio. Eles excursionaram pela Austrália e Europa e no verão seguinte eles apareceram no Festival de Turku, na Finlândia. No final de 1971 um novo álbum de estúdio, "Historical Figures and Ancient Heads", foi lançado. O álbum incluía o dueto vocal de Bob Hite com Little Richard na faixa "Rockin' With the King". 

Scott-Hill e de la Barreda, que deixaram a banda e em seus lugares entraram James Shane na guitarra base e vocais, Ed Beyer nos teclados e o irmão de Bob Hite, Richard Hite no baixo. A nova formação gravou o álbum "The New Age", lançado em 1973. 

As coisas não estavam nada boas. A banda estava devendo 30 mil dólares nos EUA e Skip Taylor, o manager da banda, aconselhou a banda a abrir mão dos royalties à sua gravadora anterior Liberty/United Artists e que fossem para a Atlantic Records. 

A estreia da banda na nova gravadora não foi nada boa.A banda lançou "One More River to Cross" em 1973. Com uma sonoridade diferente, o álbum não foi bem sucedido. Nessa época o manager da banda, Skip Taylor, já havia abandonado o barco. O produtor Tom Dowd (Lynyrd Skynyrd, Derek and the Dominos, The Allman Brothers Band, Willie Nelson) tentou obter mais um álbum da banda, mas a essa altura as drogas já tinham feitos as suas vitimas. 

Mesmo que um disco foi gravado em 1974 (com alguma colaboração do ex-membro Harvey Mandel), a Atlantic tinha terminado a sua relação com o Canned Heat antes que "The Ties That Bind" pudesse ser lançado, fato que só ocorreu em 1997. 

Henry Vestine, James Shane e Ed Beyer deixaram a banda em 1974. Para o lugar deles, foram chamados o pianista Gene Taylormas logo foi substituído por Stan Webb, e o guitarrista Chris Morgan. Mark Skyer veio como o novo guitarrista. 

Nesse meio tempo a banda tinha feito um acordo com a Takoma Records e gravaram o álbum "Human Condition", lançado em 1978 e que foi recebido com muito pouco sucesso. Pouco tempo depois, Mark Skyer, Chris Morgan e Richard Hite saíram da banda. O novo baixista foi Richard Exley, que após fazer amizade com Bob em turnê e assistir sua performance com a banda "Montana". Exley percorreu o restante do ano com a banda e colaborou com Bob em muitos dos arranjos. Richard, em seguida, saiu da banda após uma discussão sobre o consumo excessivo de drogas de Hite no palco. 

Drogas, bebedeiras e muitas trocas de membros, fizeram com que os membros do Canned Heat fossem reduzidos a Bob Hite e Fito de la Parra. 

Em 1978, Fito de la Parra voltou a trabalhar com Larry "The Mole" Taylor, que trouxe o guitarrista Mike "Hollywood Fats" Mann e o pianista Ronnie Barron, que saiu logo para ser substituído por Jay Spell. Essa formação ficou conhecida como Burger Brothers. 

Essa formação tocou na festa do 10° aniversário do Woodstock em Parr Meadows em 1979. Uma gravação foi feita pela King Biscuit Flower Hour e lançada em 1995 como "Canned Heat In Concert". Fito de la Parra considera esse o melhor álbum ao vivo da banda. Depois de uma briga com de la Parra e Hite, Taylor e Mann estavam cada vez mais descontentes com a direção musical da banda. No entanto, Jay Spell ainda estava a bordo e trouxe o baixista Jon Lamb. Henry Vestine mais uma vez fez o seu regresso a o Canned Heat, com The Bear e Fito como seus líderes. 

Em 1980 Jay Spell e Jon Lamb deixam a banda. Com o novo baixista Ernie Rodriguez na banda, o Canned Heat gravou o álbum "Kings of the Boogie" em 1981. Esse foi o último álbum de estúdio gravado por Bob Hite. 

Em 05 de abril de 1981, após uma overdose de heroína durante um show em Palomino, Los Angeles, Bob Hite foi encontrado morto na casa de Fito de la Parra em Mar Vista, aos 38 anos de idade. 

A morte do vocalista do Bob "The Bear" Hite foi um golpe devastador, que a maioria pensou que iria acabar com a carreira do Canned Heat, no entanto Fito de la Parra manteve a banda viva e a levaria de volta para a prosperidade ao longo das próximas décadas. Uma turnê australiana tinha sido agendada antes da morte de The Bear e o gaitista Rick Kellog tinha se juntado a banda. Esta primeira encarnação do Canned Heat, sem Bob Hite foi apelidado de "Mouth Band", por Henry Vestine e foi um enorme sucesso na Austrália, especialmente com a multidão de motoqueiros. 

Bêbado Henry Vestine entrou em uma briga com Ernie Rodriguez e foi mais uma vez expulso da banda. Desta vez substituído pelo talentoso guitarrista Walter Trout. Depois de uma turnê com John Mayall, Fito foi forçado a demitir "The Push" como empresário da banda, mas acabou por terminar o vídeo ("The Boogie Assault") e um álbum ao vivo de mesmo nome gravado na Austrália em 1982 (também relançado como "Live In Australia" e "Live In Oz"). Esta versão do Canned Heat também iria se dissolver rapidamente com uma disputa entre Mike Halby e de la Parra, após a gravação do EP "Heat Brothers '84". 

Durante a década de 1980 o interesse pelo tipo de música tocado pelo Canned Heat foi reavivado e, apesar das tragédias do passado e a permanente instabilidade, a banda parecia estar revitalizada. Em 1985 Trout tinha deixado a banda, então Henry Vestine foi mais uma vez chamado, e ele trouxe de Oregon: James Thornbury (guitarra slide e vocal) e Jones Skip (Baixo). Eles foram apelidados de "Nuts and Berries". 

Não demorou muito para que ex-membros como Larry Taylor (que substituiu Jones) e Ronnie Barron voltaram a banda. Esse line-up gravou o álbum ao vivo, "Boogie Up The Country", em Kassel, Alemanha em 1987 e também aparecem na compilação "Blues Festival Live in Bonn '87 Vol 2". Barron, assim como antes não durou muito tempo na banda, nem Vestine, que foi novamente expulso da banda devido à pressão de Larry Taylor. O substituto de Vestine na guitarra foi Junior Watson. 

Em 1988 a banda lançou o álbum "Reheated", sendo composta nesse momento por Junior Watson, James Thornbury, Larry Taylor e Fito de la Parra Junior Watson saiu da banda em 1991, Harvey Mandel e trouxe o baixista Ron Shumake no baixo para tirar um pouco da carga de Larry Taylor. Mandel, no entanto, deixou a banda depois de algumas turnês, o cantor e guitarrista Becky Barksdale foi trazido para uma tour na França, Alemanha e no Havaí, mas não durou muito tempo. 

"Internal Combustion" foi lançado em 1994 e seu line-up continha os ex-membros Mandel, Barron e Taylor. 

Em 1995, James Thornbury deixou a banda sem ressentimentos após 10 anos de serviço para viver a vida de casado e Robert Lucas entrou em seu lugar. Greg Kage tomou as rédeas o baixista e depois de uma reconciliação com Larry Taylor, a banda lançou, "Canned Heat Blues Band", em 1996. Em 20 de outubro de 1997, Henry Vestine morreu em Paris, França após o show da uma turnê europeia. 

Os álbuns de estúdio recentes do Canned Heat, incluem "Boogie 2000" (1999) e "Friends In The Can" (2003), que conta com vários convidados, incluindo John Lee Hooker, Taj Mahal, Walter Trout, Corey Stevens, Roy Rogers, Harvey Mandel e Larry Taylor. Eric Clapton e Dr. John fizeram aparições no "Christmas Album" (2007). Em julho de 2007, o documentário "Boogie with Canned Heat: The Canned Heat Story". 

No ano 2000, Robert Lucas tinha partido e a formação foi completada por John Paulus, Dallas Hodge (guitarra) e Stanley Behrens (sax, flauta). Lucas voltou ao Canned Heat no final de 2005, mas deixou novamente no outono de 2008. 

Ele morreu no dia 23 de novembro de 2008 na casa de um amigo em Long Beach, Califórnia, aos 46 anos. A causa foi uma aparente overdose de drogas.

Outras mortes mais recentes de membros da banda incluíam o irmão Bob Hite, o baixista Richard Hite, que morreu com aos 50 anos no dia 22 de setembro de 2001, devido a complicações do câncer. O ex-baixista Antonio De La Barreda morreu de um ataque cardíaco em 19 de fevereiro de 2009. 

A partir do final de 2008 até a Primavera de 2010 o lineup incluía Dale Spalding (guitarra, gaita e vocais), Barry Levenson (guitarra), Greg Kage (baixo) e Adolfo "Fito" de la Parra na bateria. Harvey Mandel e Larry Taylor excursionaram com Canned Heat durante o verão de 2009, para comemorar o 40 º aniversário de Woodstock. 

Em 2010, Taylor e Mandel oficialmente substituíram Kage e Levenson. A banda de turnê atual, consiste em Dale Spalding, Fito de la Parra, Larry Taylor e Harvey Mandel. 

Integrantes.

Atuais.

Larry "The Mole" Taylor (Baixo, Guitarra, Vocais, 1967-1970, 1978-1980, 1987-1992, 1996-1997, desde 2010)
Adolfo "Fito" De La Parra (Bateria, Vocal, desde 1967)
Harvey "The Snake" Mandel (Guitarra, 1969-1970, 1990-1992, 1996-1999, desde 2010)
Dale Wesley Spalding (Guitarra, Gaita, Baixo, Vocais, desde 2008


Integrante Adicional.

John Paulus (Guitarra, 2000-2006, 2013, desde 2014)

Ex - Integrantes.

Clique na Imagem.



The Best Of Canned Heat (1989)

01. On The Road Again (4:56)
02. Amphetamine Annie (3:31)
03. My Crime (4:00)
04. Time Was (3:23)
05. Goin' Up The Country (2:53)
06. Sugar Bee (2:38)
07. Whiskey Headed Woman (2:52)
08. Bullfrog Blues (2:18)
09. Let's Work Together (2:51)
10. World In A Jug (3:26)
11. Fried Hockey Boogie (11:09)
12. Rollin' 'N' Tumblin' (3:08)
13. I'm Her Man (2:57)
14. Dust My Broom (3:17)
15. Parthenogenesis (20:04)


Scorpions – Rock Believer


 Veterano quinteto alemão de hard rock aposta na simplicidade e entrega um trabalho honesto e direto

O Scorpions está de volta com Rock Believer, décimo nono álbum gravado em estúdio pela lendária banda de hard rock alemã. O trabalho sucede o bom Return to Forever, lançado em 2015.

O álbum começou a ser gestado em 2020 durante o período de lockdown. Inicialmente, a ideia da banda era trabalhar de maneira remota com o produtor americano Greg Fidelman. Todavia, os planos acabaram não indo para frente e o trabalho acabou sendo gravado no estúdio Peppermint Park, localizado em Hannover, cidade natal do grupo. Os créditos de produção foram atribuídos à própria banda e ao engenheiro de som Hans-Martin Buff (Prince, No Doubt e Zucchero).

A grande novidade do trabalho é a estreia em estúdio do carismático baterista Mikkey Dee (ex-membro do extinto Motörhead), que entrou na banda em 2016 substituindo o problemático James Kottak. Ainda falando sobre os integrantes, Rudolf Schenker, o principal compositor da banda, continua criando bons riffs de guitarra e melodias simples feitas para cantar junto. O guitarrista solo Mathias Jabbs contribui com solos afiados de pegada blueseira. Já Klaus Meine, que nos últimos anos vem sofrendo com problemas nas cordas vocais, entrega uma performance honesta e segura.

Segundo a banda, as canções foram gravadas ao vivo com todos os integrantes tocando juntos em uma das salas do estúdio. O tracklist de Rock Believer é formado por onze faixas. Algumas delas são mais pesadas (“Seventh Sun”, “Hot And Cold”, When I Lay My Bones To Rest” e “Peacemaker”) e outras mais ensolaradas (“Gas in the Tank”, “Knock ‘Em Dead” e “Rock Believer”). As tradicionais baladas não foram esquecidas e estão bem representadas em “When You Know (Where You Come From)” e “Call of the Wild”.

Rock Believer é um álbum despretensioso e regular. Não há nenhuma canção espetacular, mas também não há nada que decepcione. Com ele, o Scorpions consegue demonstrar que ainda possui relevância dentro do cenário hard rock. Um bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

Artista: Scorpions

Álbum: Rock Believer

Data de lançamento: 25 de fevereiro

Produção: Scorpions e Hans-Martin Buff

Gravadora: Vertigo/Universal Music Group

Duração: 44m29s

Faixas:

01. Gas In The Tank

02. Roots In My Boots

03. Knock ‘Em Dead

04. Rock Believer

05. Shining Of Your Soul

06. Seventh Sun

07. Hot And Cold

08. When I Lay My Bones To Rest

09. Peacemaker

10. Call Of The Wild

11. When You Know (Where You Come From)

Clique aqui para ouvir Rock Believer.

O QUE VAMOS PODER VER NOS PALCOS EM 2023

Da reunião dos Excesso à "residência" em Coimbra dos Coldplay, eis a agenda de concertos do ano que começa agora.

2023 já cá canta. Mais um ano promissor no que à música ao vivo diz respeito e ainda com o embalo vital do renascimento dos palcos em 2022. Tome nota dos concertos que vai poder ver nos próximos 12 meses. Há música para todas as idades e gostos.

Em janeiro há The Kooks no Campo Pequeno. A banda inglesa anda a celebrar os 15 anos da edição do disco de estreia, "Inside In/Inside Out", e Portugal está no circuito. A festa de aniversário está agendada para o próximo dia 24.   

Nos dias 27 e 28 de janeiro, a Altice Arena recebe o reincidente Michael Bublé. O artista canadiano, habituado a esgotar a grande arena da capital, chega a solo nacional com a "Higher Tour" - digressão que depois irá passar por mais 13 países europeus. 


Ano da reunião de Miguel Gameiro e dos Pólo Norte. Sete anos depois, o coletivo volta aos palcos para dois concertos. A 28 de janeiro, os Pólo Norte atuam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Algumas semanas mais tarde, a 17 de fevereiro, o reencontro com os fãs está marcado para o Coliseu do Porto. O alinhamento de ambos os concertos será composto por hits que os Pólo Norte deram ao país e por temas que pautam a aventura a solo de Miguel Gameiro. 


É fã de Eros Ramazzotti? Se a resposta é sim, então saiba que 2023 dá-lhe a oportunidade de ver o cantor italiano ao vivo. O dono de 'Un'altra te' tem duas datas marcadas para Lisboa: a 3 e 4 de fevereiro na Altice Arena. Os concertos estão inseridos na digressão "Battito Infinito" - que é também o nome do álbum mais recente de Ramazzotti. Apesar de voltar a Portugal com material novo, o músico deverá relembrar velhas glórias, como 'Un'Emozzione per Sempre', 'Più Bella Cosa', 'Se bastasse una Canzone', Cose Della Vita' ou 'Un Attimo di Pace'.


O rapper Valete assinala vinte anos de carreira nos Coliseus de Lisboa e Porto, a 3 e 4 de fevereiro. Papillon, Phoenix Rdc ou DJ Ride estão na lista dos convidados que vão abrilhantar as duas noites. 

Pedro Abrunhosa, Luísa Sobral, Syro, Lena D'Água, GNR, Fernando Daniel, Aurea, Paulo Gonzo, Jorge Palma, João Pedro Pais, Mafalda Veiga, Cristina Branco & João Paulo Esteves da Silva e NEEV são os nomes anunciados até ao momento para a 9ª edição do Montepio Às Vezes o Amor. O festival mais romântico do país decorre de 11 a 14 de fevereiro em 14 cidades portuguesas

Em 2023, Daniel Benjamim - mais conhecido por T-Rex - estreia-se nos Coliseus. A 4 de fevereiro, o músico sobe ao palco do Coliseu dos Recreios e já em março, mais precisamente no dia 11, T-Rex atua no Coliseu do Porto.

2023 marca o 20º aniversário dos portugueses Linda Martini. A celebração arranca em fevereiro e tem agendados concertos em Lisboa e no Porto. Em Lisboa, o concerto será no LAV - Lisboa ao Vivo, a 10 de fevereiroUm dia depois, o grupo sobe ao palco do portuense Hard Club.  

16 de fevereiro, os norte-americanos Interpol passam pelo LAV - Lisboa ao Vivo para darem a conhecer "The Other Side of Make-Believe", disco que lançaram em julho deste ano.

Quem se vai dividir por Lisboa e pelo Porto nos meses de fevereiro e março são os portugueses Wet Bed Gang. O grupo atua a 25 de fevereiro no Campo Pequeno e no dia 4 de março na Super Bock Arena, na cidade do Porto. 

Max Cooper, WhoMadeWhoo, VTSS, Rui Vargas e DJ Nigga Fox estão entre as primeiras confirmações para a segunda edição lisboeta do festival Sónar, que decorre entre 31 de março e 2 de abril no Parque Eduardo VII.

Atenção, esta é para a pequenada: o projeto Mão Verde atua a 5 de março no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. Capicua, Pedro Geraldes, Francisca Cortesão e António Serginho "convidam as crianças, pais e avós, padrinhos, tios, amigos e colegas, a dançar como se ninguém estivesse a ver, sempre com o pensamento no planeta e no cuidado que ele merece. É que a mensagem espalha-se mais rapidamente dançando e chega mais fundo sorrindo", diz a nota de imprensa sobre o espetáculo que assinala um ano de existência desta iniciativa musical e ecológica que é dedicada aos mais pequenos.

Os Waterboys regressam a Portugal em março. A primeira paragem de Mike Scott e companhia é no Coliseu dos Recreios, a 8 de março. No dia 10, o grupo escocês sobe ao palco do Coliseu do Porto e um dia depois, a 11 de março, atua no Casino Estoril. "Será uma viagem estonteante, fulgurosa e repleta de ritmo e melodias nostálgicas, ora em balada, ora em country, ora em hard rock", conta o comunicado de imprensa que antecipa os três concertos. 

A portuguesa Bárbara Tinoco anunciou dois grandes espetáculos para 2023. A cantora atua no Campo Pequeno, em Lisboa, a 11 de março, e na Super Bock Arena, no Porto, a 25 de março. Também neste ano espera-se um novo disco assinado pela dona de 'Chamada Não Atendida'.


13 de março, os veteranos indie Pixies voltam a reunir-se com os fãs no Campo Pequeno. O concerto está inserido na digressão que serve o álbum "Doggerel" - o oitavo disco de estúdio do grupo norte-americano que chegou às lojas e plataformas digitais em setembro de 2022. 

Samuel Úria convoca o público para a celebração dos dez anos da edição do álbum "O Grande Medo do Pequeno Mundo". O músico e compositor vai celebrar a ocasião a 16 de março no palco do Tivoli, em Lisboa, e a 21 desse mês na Casa da Música, no Porto. O artista de Tondela convidou Manel Cruz, Márcia, Miguel Araújo, António Zambujo e Jorge Rivotti para darem uma perninha em ambos os concertos. 
 
O músico e ativista Roger Waters regressa a Portugal para dois concertos na Altice Arena. O histórico dos Pink Floyd atua a 17 e a 18 de março na ampla sala de Lisboa. Os dois concertos estão inseridos na digressão "This Is Not a Drill", com a qual o britânico voltou à estrada depois de uma pausa de quatro anos. "'This Is Not A Drill' é uma inovadora e cinematográfica extravagância de rock and roll, uma apresentação 360ª. É uma incrível indireta à distopia corporativa na qual todos lutamos para sobreviver e um apelo ao amor, proteção e partilha do nosso precioso e tão precário planeta terra", diz Waters em comunicado sobre a digressão que vai parar em Portugal.

O espetáculo "inclui dezenas de grandes canções da era dourada dos Pink Floyd e também algumas novas canções, letras e músicas - todas do mesmo compositor, do mesmo coração, mesma alma, do mesmo homem. Pode ser o último grito. Wow! A minha primeira farewell tour [digressão de despedida]! Não percam", remata Waters na nota que descreve os concertos.


É também em março que Ana Moura vai mostrar o aclamado "Casa Guilhermina" - disco que lançou em novembro - ao Porto e a Lisboa. A cantora ribatejana atua a 18 de março na portuense Super Bock Arena. No dia 19, a dona de 'Andorinhas' atua no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. 


Quem também tem viagem marcada para Portugal nessa altura é Jamie Cullum. O músico e pianista de jazz contemporâneo atua a 23 de março no Campo Pequeno e no dia seguinte, a 24 de março, na Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota.

27 de março, o britânico Robbie Williams sobe ao palco da Altice Arena, em Lisboa. 

O festival Tremor anima os Açores de 28 de março a 1 de abril. O cartaz é composto pelos seguintes nomes: Vaiapraia, Bia Maria, Fado Bicha, Angel Bat Dawid, III Considered, Ella Minus e Flipping Candy.

Aurea 
vai brilhar nos Coliseus no final do mês de março. A cantora celebra mais de uma década de canções a 30 de março na emblemática sala portuense e no dia 31 no coliseu lisboeta. Além de subir aos palcos com o festivo propósito de assinalar os dez e picos anos de carreira, a artista portuguesa também vai apresentar o novo disco de originais. 


O rock interventivo dos The Last Internationale vai passar pelo Hard Club, no Porto, a 30 de março, no Salão Brazil, em Coimbra, a 31. A 14 de maio, a banda atua no Lisboa ao Vivo.

Habituados a atuar em Portugal, os belgas dEUS regressam aos palcos portugueses para dar a conhecer "How To Replace It" - o novo disco do grupo (e oitavo da discografia) com edição marcada para o dia 17 de fevereiro. A banda de Tom Barman sobe ao palco do Coliseu dos Recreios no dia 2 de abril. Alguns dias depois, o músico e compositor portuense Miguel Araújo atua no Multiusos de Guimarães. O concerto está marcado para o dia 8 de abril.  

O cantor, DJ, compositor e produtor musical brasileiro Pedro Sampaio dá dois espetáculos em Portugal. A Altice Arena recebe o dono de 'Dançarina' a 14 de abril. No dia 16, Pedro Sampaio atua no Altice Forum Braga. 

No dia 14 de abrilPedro Abrunhosa sobe ao palco do Coliseu do Porto com o Grupo Coral e Etnográfico Os Camponeses de Pias, dirigido por Paulo Ribeiro. O propósito é prestar um tributo ao cante alentejano e celebrar um "feliz encontro onde as linguagens musicais se mostram surpreendentemente permeáveis entre si", como conta a descrição dos concertos. A 22 de abril, o artista portuense leva o mesmo espetáculo ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa. 

Seu Jorge e Daniel Jobim voltam a Portugal para cantar Tom Jobim. Os dois artistas atuam na Altice Arena a 21 de abrilUm dia depois, o espetáculo tem lugar mais a norte, no Multiusos de Guimarães.

Ainda no mês abril, vamos ter os Mission ao vivo - eles que vão trazer a Portugal a digressão "Deja Vu European Tour". A 27, o espetáculo vai ter lugar no Lisboa ao Vivo. Nos dias 28 e 29, os britânicos tocam no Hard Club, na cidade do Porto. 

No dia 27 de abrilRichie Campbell ocupa a Altice Arena. O cantor, compositor e produtor multiplatinado vai aproveitar a oportunidade para mostrar o disco que vai editar em março. É o quinto de originais da discografia que assina.

O indie rock dos Big Thief volta a Lisboa em 2023. O grupo norte-americano atua no Lisboa ao Vivo a 29 de abril. Também a 29 de abrilAldina Duarte sobe ao palco do Centro Cultural de Belém para dar a conhecer o seu mais recente trabalho, o disco intitulado "Tudo Recomeça".

Os D'ZRT estão de volta para uma série de concertos em vários pontos do país. O grupo, celebrizado pela telenovela Morangos com Açúcar, atua a 29 e 30 de abril na Altice Arena. A 6 e 7 de maio, Paulo Vintém, Cifrão e Edmundo Vieira atuam no Multiusos de Guimarães e a 19 de maio na Super Bock Arena. A 3 de junho, os D'ZRT fazem a festa no Parque de Santa Catarina, no Funchal, Madeira.    

Maio é um mês sumarento em matéria de concertos e é também o mês da aguardada mini-residência dos britânicos Coldplay em Coimbra. Antes disso, a 7 de maio, os veteranos Yes atuam no Campo Pequeno e o compositor alemão Hans Zimmer leva a "Hans Zimmer Live - Europe Tour 2023" à Altice Arena, concerto que acontece a 13 de maio. Ainda nas primeiras semanas de maio, destaque para os concertos que o rapper brasileiro Emicida vai dar no Coliseu dos Recreios (a 11 de maio) e no Coliseu do Porto (no dia 13). 

17 de maio, os Coldplay dão o primeiro concerto da aclamada e bem-sucedida digressão "Music of the Spheres" em Portugal. É a digressão que serve o disco mais recente do coletivo londrino e que provocou uma correria histórica aos bilhetes. Estão marcadas quatro datas para o Estádio Cidade de Coimbra - todas elas esgotadas. Além do dia 17, a banda inglesa atua no estádio coimbrense a 18, 20 e 21 de maio


É o mês do regresso dos Excesso. Duas décadas depois, Carlos, Duck, Gonzo, João Portugal e Melão vão voltar a atuar juntos. O concerto de reunião da icónica boyband portuguesa está marcado para o dia 19 de maio na Altice Arena, em Lisboa.  


Adriana Calcanhotto
 vai regressar a Portugal para apresentar o 13º disco de originais e o vigésimo da carreira que começou há cerca de 30 anos. A estreia mundial do novo espetáculo acontece no Convento São Francisco, em Coimbra, no dia 24 de maio. Seguem-se os concertos no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 26 de maio, no Cine-Teatro de Estarreja, a 27 de maio, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, no dia 29 de maio, na Casa da Música, no Porto, a 31 de maio e, por fim, no Teatro das Figuras, em Faro, a 23 de junho

Em 2023, o cantor e escritor brasileiro Chico Buarque regressa a Portugal por dois motivos: para receber o Prémio Camões com o qual foi distinguido em 2019 e para dar concertos. Nos dias 26 e 27 de maio, o músico atua na Super Bock Arena (Pavilhão Rosa Mota), no Porto. A 1, 2 e 3 de junho, os concertos têm lugar no Campo Pequeno, em Lisboa. A cantora brasileira Mônica Salmaso é a convidada especial de Chico Buarque nas cinco noites. 

O brasileiro Djavan tem dois concertos marcados para solo português. O músico vai cantar os muitos êxitos que assina a 9 de junho no Coliseu dos Recreios e a 10 na Super Bock Arena.


10ª edição do festival Primavera Sound acontece no sítio do costume, o Parque da Cidade, no Porto, entre 7 e 10 de junhoKendrick Lamar, Rosalía, Pet Shop Boys e os Blur são os cabeças de cartaz nos quatros dias. Veja em baixo quais são os artistas que vão atuar no festival:


Os Maroon 5 incluíram Portugal na digressão europeia e atuam a 13 de junho no Passeio Marítimo de Algés. O circuito da banda norte-americana pela Europa continua depois em Espanha, República Checa, Dinamarca, Países Baixos, Alemanha e França. A digressão termina no famoso pavilhão O2, em Londres, Reino Unido, no dia 3 de julho.

No dia 23 de junho, o Passeio Marítimo de Algés acolhe o rock dos Mötley Crüe e dos Def Leppard. A maior digressão conjunta das duas bandas, que já andou a circular pela América do Norte, vai andar pela Europa entre maio e julho. 

Os alemães Rammstein voltam a Portugal agora para um concerto no Estádio da Luz, em Lisboa. O espetáculo está agendado para o dia 26 de junho. É a data final da tour pela Europa que arranca em maio na Lituânia. Ainda no universo da música com mais peso, 2023 marca a estreia do festival Evil Live. Nos dias 28 e 29 de junho, a Altice Arena é palco para bandas como Pantera, Alter Bridge, Vended, Slipknot, Meshuggah, Fever 333 e Nothing More.

A brasileira Maria Bethânia é a primeira confirmação da terceira edição do Festival Jardins do Marquês - Oeiras Valley. A cantora atua no evento a 1 de julho.

A 2ª edição do Rolling Loud - grande evento dedicado hip-hop - acontece de 5 a 7 de julho na Praia da Rocha, em Portimão, no Algarve. O rapper Travis Scott é o nome anunciado até ao momento. 

15ª edição do NOS Alive decorre nos dias 6, 7 e 8 de julho no Passeio Marítimo de Algés, como é habitual. Faltam alguns meses para o arranque, mas o cartaz já está composto. Ora, veja quem já confirmou a presença no festival de Oeiras: Arctic Monkeys, Branko, IDLES, Jacob Collier, Lizzo, Men I Trust, Queens of the Stone Age, Red Hot Chili Peppers, Puscifer, Sam Smith, Spoon, Sylvan Esso, Tash Sultana, The Amazons, The Black Keys, Nathaniel Rateliff & The Night Sweats, The Driver Era, City and Colour, Morad e Angel Olsen


Cool Jazz retorna ao Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, de 8 a 29 de julho. É a 18ª edição do festival. Cartaz até ao momento com Lionel Richie, Kings of Convenience, Snarky Puppy, Ben Harper e Norah Jones.  

Super Bock Super Rock, que acontece de 13 a 15 de julho, no Meco, anunciou Franz Ferdinand, The 1975, James Murphy (DJ Set), Sampa The Great, Black Country, New Road e L'Impératrice.

Já há uma série de nomes confirmados para agitar a 15ª edição do MEO Marés Vivas - festival de Vila Nova de Gaia. Nos dias 14, 15 e 16 de julho, os festivaleiros podem ver atuações de Da Weasel, The Script, J Balvin, Jorge Palma, Os Quatro e Meia, Fernando Daniel e Slow J. São estes os nomes anunciados até ao momento.  


Harry Styles nem deixou a Altice Arena arrefecer quando anunciou o regresso a Portugal. A 31 de julho, o carismático britânico estreou-se a solo na sala lisboeta e, pouco tempo depois, em setembro marcou uma nova data em Portugal para 2023. Harry Styles atua no Passeio Marítimo de Algés a 18 de julho - concerto que esgotou. A primeira parte fica nas mãos das britânicas Wet Leg.


De 9 a 12 de agosto, a Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar, recebe mais uma edição do MEO SudoesteDavid Guetta, Niall Horan e Ivandro foram os primeiros artistas anunciados.   

Vodafone Paredes de Coura - que este ano celebra o 30º aniversário - está de volta entre os dias 16 a 19 de agosto. Confira o cartaz:

 

O EDP Vilar de Mouros anunciou o regresso para os dias 24, 25 e 26 de agosto. Até ao momento não foi anunciado nenhum nome para o festival do Alto Minho. 

A 2ª edição do MEO Kalorama já tem datas e alguns nomes a figurar no cartaz. O festival volta ao Parque da Bela Vista, em Lisboa, nos dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro. Confirmações até à data: Arcade Fire, Florence + The Machine, Foals, Metronomy, The Blaze, Amyl & The Sniffers, Capitão Fausto, Dino D'Santiago e Rita Vian.


Nos dias 22 e 23 de setembro, Portugal volta a ser destino do britânico Benjamin Clementine. O músico atua primeiro no Campo Pequeno, em Lisboa, e um dia depois sobe ao palco da Super Bock Arena, na cidade do Porto. Chega com And I Have Been, o terceiro disco de estúdio. 

Setembro é o mês que volta a juntar nos palcos os grandes amigos Miguel Araújo e António Zambujo. A dupla infalível atua a 23 de setembro no Coliseu Micaelense, Ponta Delgada, Açores. A 7 de outubro os "ujos" atuam na Altice Arena e a 27 e 28 na Super Bock Arena. 

 

2 de outubro, os Blink-182 atuam na Altice Arena, um dia depois é o britânico Louis Tomlinson quem sobe ao palco da sala do Parque das Nações. 

Há uma data para a estreia de Fernando Daniel na Altice Arena e é em 2023. O concerto na gigante arena lisboeta está marcado para o dia 14 de outubro. O músico português volta a repetir a proeza a 11 de novembro na Super Bock Arena, mais a norte, no Porto. 

Em 2023, Bárbara Bandeira convoca os fãs para um concerto no Campo Pequeno, em Lisboa. O espetáculo da dona de 'Como Tu' está agendado para o dia 28 de outubro.

Quem também faz a estreia na Altice Arena são Os Quatro e Meia. O sexteto de Coimbra ocupa a sala de Lisboa no dia 6 de novembroCarolina Deslandes sobe à mesma arena no dia 30 de novembro. A 7 de dezembro, a cantora leva as suas canções à Super Bock Arena.
  

BEYONCÉ, A ELEITA DA IMPRENSA DE 2022

 

"Renaissance" é o álbum mais referenciado nas listas de melhores do ano de todo o mundo.

Pelo quinto ano seguido, uma artista feminina domina a nossa contagem pontual das listas de melhores álbuns do ano feitas em todo o mundo. A "rainha do r&b" Beyoncé, através de "Renaissance", foi a mais aclamada nestes balanços dos melhores discos, depois de nos anos transatos, a mesma honra ter cabido em 2021 a Little Simz (por via "Sometimes I Might Be Introvert"), em 2020 a Fiona Apple (por "Fetch the Bolt Cutters"), em 2019 a Lana Del Rey (graças a "Norman Fucking Rockwell!") e em 2018 a Kacey Musgraves (por intermédio do álbum "Golden Hour").

Nesta contabilização pontual, tivemos em conta as listas de melhores álbuns de 38 meios diferentes: publicações especializadas como a Rolling Stone, a Uncut, a Mojo, a Record Collector, a Billboard, o New Musical Express, a Spin, a Wire, a Kerrang!, a francesa Les Inrockuptibles, a espanhola Mondo Sonoro, a neerlandesa Oor e alemã Musikexpress, sites de música como a Pitchfork, a Paste, a Quietus, o Stereogum e a Gigwise, estações de rádio como a BBC Radio 6, a National Public Radio (NPR) e a KCRW, publicações digitais de cultura como a Consequence of Sound (CoS), a Entertainment Weekly e a PopMatters, publicações generalistas como o Guardian, o Washington Post, o Independent, o Los Angeles Times, o USA Today, o The Sunday Times, o Daily Telegraph, a Time, a revista de celebridades People, a revista de agenda Time Out, a revista de tecnologias Wired, a plataforma web Yahoo! Entertainment e ainda órgãos nacionais como o site da Blitz e a estação radiofónica Antena 3. Contabilizámos apenas listas coletivas de órgãos que tivessem uma ordenação por classificação.

O disco de Beyoncé, "Renaissance", foi considerado o melhor álbum do ano para a Rolling Stone, o Guardian, a People, a Pitchfork, o Los Angeles Times, o National Public Radio, o Entertainment Weekly, a PopMatters, a Wired, a Billboard e o Yahoo! Entertainment, além de ter averbado outras posições altas noutras listas abrangidas, que lhe permitiram o lugar mais alto na nossa contagem pontual. "Mr. Morale & The Big Steppers" do rapper Kendrick Lamar, na 2ª posição, e "Motomami" de Rosalía, em 3º, completam o pódio deste levantamento. 

A lista global que agrega todos os balanços dos melhores álbuns do ano de 2021 merece este top 30:

1º Beyoncé - Renaissance 
2º Kendrick Lamar - Mr. Morale & The Big Steppers 
3º Rosalía - Motomami 

4º Wet Leg - Wet Leg 
5º Bad Bunny - Un Verano Sin Ti 
6º Fontaines D.C. - Skinty Fia 
7º Big Thief - Dragon New Warm Mountain I Believe in You 
8º Taylor Swift - Midnights 
9º Harry Styles - Harry's House 
10º The Smile - A Light for Attracting Attention 

11º Arctic Monkeys - The Car 
12º Weyes Blood - And in the Darkness, Hearts Aglow 
13º Angel Olsen - Big Time 
14º Black Country, New Road - Ants From Up There 
15º Alvvays - Blue Rev 
16º Sudan Archives - Natural Brown Prom Queen 
17º Michael Head & The Red Elastic Band - Dear Scott 
18º Pusha T - It's Almost Dry 
19º Yard Act - The Overload 
20º Charlotte Adigéry & Bolis Pupul - Topical Dancer 

21º Jockstrap - I Love You Jennifer B 
22º Lucrecia Dalt - ¡Ay! 
23º Let's Eat Grandma - Two Ribbons 
24º The Weeknd - Dawn FM 
25º Alex G - God Save the Animals 
26º FKA twigs – Caprisongs 
27º Bill Callahan – Ytilaer 
28º The 1975 - Being Funny in a Foreign Language 
29º Rina Sawayama - Hold The Girl 
30º Steve Lacy - Gemini Rights 

Em levantamentos semelhantes pelas listas de melhores do ano da imprensa mundial, os álbuns mais considerados em anos transatos foram estes:

2021 - Little Simz, "Sometimes I Might Be Introvert"
2020 - Fiona Apple, "Fetch the Bolt Cutters"
2019 - Lana Del Rey, "Norman Fucking Rockwell!"
2018 - Kacey Musgraves, "Golden Hour"
2017 - Kendrick Lamar, "DAMN."
2016 - David Bowie, "Blackstar"
2015 - Kendrick Lamar, "To Pimp a Butterfly"
2014 - The War on Drugs, "Lost in the Dream"
2013 - Kanye West, "Yeezus"
2012 - Frank Ocean, "Channel Orange"
2011 - PJ Harvey, "Let England Shake"
2010 - Arcade Fire, "Suburbs"      

Na contagem pontual de cada lista, o 1º lugar vale 30, o 2º 25, o 3º 20, o 4º 17, o 5º 14, o 6º 12, o 7º 10, o 8º 8, o 9º 7, e por aí em diante, até ao 15º que vale 1. Em caso de empate pontual, dá-se preferência ao álbum votado por mais listas e, em caso de novo empate, a predileção vai para o artista ou projeto com menos álbuns de originais na sua discografia.

 


 

 

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