terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
De La Soul - 3 Feet High and Rising (1989)
Resenha New Born Day Álbum de Ruphus 1973

Resenha
New Born Day
Álbum de Ruphus
1973
CD/LP
Clássico norueguês perdido que o tempo esqueceu no ano de 1973, mas que, principalmente graças ao advento da internet – e que também aconteceu com milhares de outras bandas - pode emergir para todas as plataformas de streaming e no Youtube, deixando o que é raro, se transformar em algo a disposição de todos com apenas alguns cliques. Uma estreia sólida de uma banda que nunca se tornou realmente conhecida fora de sua terra natal, embora tenham se apresentado na Alemanha e na Suíça. Este álbum em particular, ao longo dos anos foi injustamente apenas comparado a nomes como Uriah Heep e Yes, porém, acima de qualquer comparação, New Born Day também se destaca por si só. Um rock mais pesado do que os das bandas mencionadas acima, com um poderoso emparelhamento vocal masculino/feminino. Cada faixa tem seu próprio ritmo cativante, com harmonias vocais, orquestrações de teclado, alguns surtos de guitarra e um trabalho de órgão Hammond extremamente pesado e dominante. A pura energia e dinâmica de New Born Day incluem sugestões clássicas e aspirações jazzísticas que ganhariam destaque conforme a carreira da banda progredia - porém, pra mim, isso acabaria deixando a banda com um som mais pálido e sem a mesma graça. Não faltando destreza, a música do disco se desvia em várias direções e com seções mais melódicas por meio de violões, saxofone e flauta sem que em momento algum venha a perder a sua eficácia. Embora não seja um álbum conceitual propriamente dito, todas as faixas estão vagamente conectadas por temas da guerra fria. Se você gosta de um rock progressivo pesado dirigido por órgão, este disco deixa de ser uma dica e conhecê-lo passa a ser uma obrigação. Mas o som do disco vai muito além disso, pois possui uma lista de diferentes instrumentos que vão desde uma guitarra regular, baixo e bateria, além do órgão citado e que é muitas vezes predominante, à vários outros instrumentos como flauta, piano e saxofone. É preciso uma lista grande de talentos para ser capaz de misturar esses instrumentos e ter um resultado grandioso, e o que a que a banda consegue é exatamente isso. Considero New Born Day uma peça essencial e uma homenagem bastante crível aos grandes nomes do rock progressivo da época, assim como um exemplar para qualquer curioso que queira ouvir as raízes da cena progressiva escandinava – que nos anos 90 iniciou a 3ª geração do rock progressivo e que seria o retorno da sonoridade retrô no gênero. A maioria das canções contém batidas cativantes e erupções suntuosas. Um elemento forte na música do disco é oferecer uma variedade de atmosferas e instrumentos, encimados por uma abordagem apaixonada. Por fim, devo dizer que considero uma pena que a banda seja pouco – ou quase nunca - mencionada quando o assunto é clássico do rock progressivo 70’s, pois New Born Day é uma oferta brilhante de uma banda que conseguiu capturar extremamente bem aquele espírito progressivo do final dos anos 60 e começo dos anos 70, ou seja, um som cheio de paixão, habilidade instrumental e sonoridade aventureira. Sem dúvida, uma verdadeira joia da primeira fase do rock progressivo norueguês.
Resenha Nuda Álbum de Garybaldi 1972

Resenha
Nuda
Álbum de Garybaldi
1972
CD/LP
Nuda, o primeiro do grupo – se não contarmos o disco autointitulado, Gleemen, que veio antes e a formação da banda era exatamente a mesma, porém, eles tinham outro nome. Apesar de me ter sido apresentado em um site dedicado ao rock progressivo, com certeza o primeiro nome que se vem em mente ao ouvir os primeiros segundos da música encontrada em Nuda, é o de Jimi Hendrix, e mesmo que a inclusão de teclados consiga adicionar um outro tipo de dimensão no som, o que a banda apresenta é mais blues rock e psicodélico do que qualquer outra coisa. Você pode deduzir a partir da minha observação acima, que Garybaldi tem um som muito derivado do Jimi Hendrix Experience. O guitarrista Bambi Fossatti toca muito como Hendrix e até modela seu próprio estilo vocal parecido com o do lendário guitarrista estadunidense. E o próprio som do álbum, que embora seja de 1972, tem uma atmosfera muito mais voltada para os anos 60. Mas então a música é simplesmente uma cópia de Jimi Hendrix em italiano? Não, o disco também apresenta sua própria excelência e melodias refinadas tocadas com um nítido entusiasmo. Mas onde Nuda realmente me ganha como ouvinte é no seu lado B ou última faixa quando falamos do CD, “. Moretto da Brescia”, um épico bastante versátil e satisfatório de quase 21 minutos, sendo de fato o momento progressivo do disco. Embora Fossati ainda possua os seus momentos, não domina tanto e as teclas de Lio Marchi ganha bem mais espaço. É um grande exemplo do rock progressivo italiano. Aqui passagens ásperas de guitarra se transformam em paisagens sonoras instrumentais etéreas, melodias fortes são apoiadas por soberbas partes de órgão Hammond e guitarras blues são seguidas por temas de piano clássico e vocais muito bons e nenhum pouco genérico. Ouvir este álbum, também pode acabar deixando o ouvinte com uma espécie de sentimento misto por causa das músicas diferentes e dos estilos heterogêneos encontrados nele, porém, isso não quer dizer que o disco possa ser considerado chato em alguns dos seus momentos dentro de sua miscelânea. Dependendo de onde reside o seu interesse, você pode gostar mais da primeira ou da segunda parte deste álbum. Se você prefere rock progressivo, certamente a suíte que compõe toda a sua segunda parte, com suas inúmeras paisagens sonoras é o que vai satisfazer você de fato. Mas se você é mais fã daquele som ácido e tipicamente 60’s sem se incomodar com uma influência exagerada em Hendrix cantada em italiano, a primeira metade é onde está o que mais vai agradá-lo. No fim, Nuda é um disco que carece de originalidade – acho que nem precisava escrever isso - durante boa parte de sua totalidade, principalmente por conta de Fossatti soar tanto na forma de tocar guitarra, quanto na maneira de cantar extremamente parecido com Jimi Hendrix. Mas ainda assim, há uma entrega musical com muita potência e bastante vigor, e caso você releve esse problema, pode parecer interessante – salvando as devidas proporções - imaginar como seria se Hendrix fosse um italiano e optasse por cantar no seu idioma original.
Ari Borger, o mestre brasileiro do Hammond Organ!

Ari Borger, o mestre brasileiro do Hammond Organ!
O Brasil sempre foi um reduto de grandes pianistas. Nosso país possui todos os tipos músicos com as mais variadas técnicas e maneiras de abordar todas as possibilidades do piano como um instrumento, do experimentalismo de Hermeto Paschoal ao lirismo de Arthur Moreira Lima. Porém são muitos poucos os brasileiros que se aventuram pelo som do órgão Hammond e do Fender Rhodes piano, e Ari Borger é um desses raros talentos nacionais. Quem me conhece, sabe da minha admiração quase possessiva pelo som do Hammond, então imagine minha surpresa e quando escutei pela primeira vez o trabalho do Ari Borger Quartet. O Paulistano começou sua carreira como muitos outros, ou seja, acompanhando e fazendo parte de grupos de grandes músicos, nesse caso, os guitarristas André Christovam, Nuno Mindelis e o gaitista Flávio Guimarães. Foi só em 2001 que o organista resolveu colocar seu antigo sonho em prática e gravar seu primeiro trabalho solo intitulado “Blues da Garantia”. O cd foi gravado entre o Brasil e New Orleans, cidade que Ari morou durante alguns anos e conseguiu absorver toda influência musical da cidade, calcada no jazz e no blues. Naquela cidade mágica, o Borger gravou o disco ao lado de músicos de blues locais, como Jack Cole (guitarra) e Ivone Williams (Vocal). Na parte que foi gravado em nosso país, o cd teve a participação mais do que especial do Paralama Herbert Vianna, que compôs, cantou e tocou guitarra na faixa – Título. O trabalho claro, foi um sucesso de crítica e público, o que motivou o músico a seguir em frente. Nos trabalhos seguintes, intitulados “AB4” e “Backyard Jam”, Ari conseguiu um time regular de grandes músicos e montou o seu “Ari Borger Quartet”, que além do organista é composto pelo guitarrista Celso Salim, o baterista Humberto Zingler e o baixista Marcos Klis. Ao invés de se acomodar no estilo que sempre foi mestre, nestes segundo e terceiro trabalho, Ari deixa um pouco de lado sua influencia do blues, para colocar no mesmo caldeirão pitadas muito bem vindas de soul, funky e principalmente jazz. Ari colocou pra fora tosa a influência de Jimmy Smith, da fase elétrica de Miles Davis, o groove vindo de James Brown, além de ritmos brasileiros como o samba, o baião e o maracatu, criando uma sonoridade sem precedentes em um disco feito por um artista brasileiro. Em Backyard Jam” o quarteto faz um interessante releitura para “Norwegian Wood” dos Beatles, e mostra que o entrosamento é uma constante do grupo, ao realizar de improviso, a faixa “Baião Psicodélico”, com climas e texturas surpreendentes. Mas pra mim o ponto alto fica mesmo por conta da “Jimmy no Morro”. Aqui, Ari imagina a chegada de Jimmy Smith, organista americano e sua maior influência, nas favelas cariocas. O resultado é a perfeita junção de estilos, o swing do jazz com a malemolência carioca, tudo em um único tema. Vale ressaltar a integração quase telepática entre Ari e o guitarrista Salim em todos os trabalhos, e a opção do baixista Marcos em utilizar o baixo acústico, dando uma maior abertura ao som do quarteto, que pôde explorar novas sonoridades. Com esses trabalhos, o Quarteto obteve reconhecimento no Brasil e Exterior, tendo tocado nos principais festivais de jazz e blues da América e do velho continente, inclusive os prestigiados ‘Eurofest’ em Budapeste, o ‘JazzintyFest’ na Eslovênia e o ‘Jazztime Festival’ na Croácia. No ano de 2012, o organista resolver voltar ao velho estilo que o tornou conhecido, o bom e velho som nascido no delta do Mississipi. Intitulado apropriadamente de “Back To The Blues”, seu último trabalho traz o músico ainda mais maduro e seguro da sonoridade que deseja obter. Além da volta ao blues, Borger optou por utilizar pela primeira vez o piano em seu som mais puro, como acontece na faixa-título e em “Key To Highway’. Claro que o Hammond B3 e o Fender Rhodes estão lá dividindo homogeneamente o espaço nos temas, e abrindo ainda mais o leque de possibilidades sonoras exploradas pelo músico. “Back To The Blues” tem 9 temas, sendo 5 de autoria de Ari e 4 regravações, com destaque para “Chicken shack” do mestre e ídolo Jimmy Smith, e “I’dRather go Blind” de Billy Foster & Ellington Jordan, que ficou ainda mais bonita com a interpretação passional da cantora Bia Marchese. Mas não se deixe enganar, apesar do velho blues dar o tom de todo o trabalho, o organista não se prendeu somente a ele, inserindo pitadas de seus outros estilos durante todo o álbum. A entrada do novo baixista Rodrigo Mantovani em nada alterou o entrosamento do quarteto, que continua afiado como nunca. O Organista e pianista já provou para fãs e crítica que jamais se encostará passivamente à sombra de seu próprio nome, estará sempre buscando inovar e seguir por caminhos musicais diferentes. E em 2014 o músico promete soltou “Lowdown Boogie”, gravado ao lado do guitarrista Igor Prado, e que foi lançado simultaneamente no Brasil, EUA e Europa. O trabalho conta com a participação de grandes convidados entre eles, lendas vivas como Junior Watson, ícone do West Coast Blues, guitarrista da banda Canned Heat e do saxofonista ganhador do Blues Awards, Sax Gordon. Em 2018 foi a vez de “Rock’N’Jazz”, ao lado de seu trio, onde o músico mergulhou nos grandes clássicos do rock com atmosfera jazzística relendo clássico dos Beatles, Rolling Stones, e muitos outros. Ari Borger é um músico brasileiro com um trabalho fantástico, de nível internacional e que merece ser conhecido e reconhecido por todos que gostam de música de qualidade. Você pode saber mais acessando o site oficial do músico: www.ariborger.com
THE WATCH - GREEN SHOW 2011: OFFICIAL LIVE BOOTLEG (2012)

''GREEN SHOW 2011: OFFICIAL LIVE BOOTLEG''
2012
58:02 MUSICA&SOM
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01 - Watcher Of The Skies 08:07 (Genesis)
02 - Dancing With The Moonlit Knight 08:17 (Genesis)
03 - I Know What I Like 04:19 (Genesis)
04 - Firth Of Fifth 09:44 (Genesis)
05 - Sound Of SirensAnother Life 04:23 (The Watch)
06 - The Battle of Epping Forest 11:59 (Genesis)
07 - The Musical Box 11:11 (Genesis)
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Bass, Bass [Pedals], Twelve-String Guitar [12 Strings Electric Guitars], Twelve-String Guitar [12 Strings Acoustic Guitars], Vocals – Guglielmo Mariotti
Drums, Percussion – Marco Fabbri
Electric Guitar [Electric Guitars], Twelve-String Guitar [Acoustic], Classical Guitar – Giorgio Gabriel
Piano, Organ [Hammond L122], Mellotron, Synthesizer [Synth], Vocals – Valerio De Vittorio
THE WATCH - TRACKS FROM THE ALPS (2014)

''TRACKS FROM THE ALPS''
2014
37:35 MUSICA&SOM
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01 - A.T.L.A.S. 07:06 (Antonio De Sarno, Simone Rossetti)
02 - The Cheating Mountain 06:12 (Antonio De Sarno, Simone Rossetti)
03 - Devil's Bridge 05:07 (Antonio De Sarno, Simone Rossetti)
04 - Going Out To Get You 03:42 (Antonio De Sarno, Simone Rossetti)
05 - Once In A Lifetime 03:36 (Genesis)
06 - On Your Own 04:19 (Antonio De Sarno, Simone Rossetti)
07 - The Last Mile 07:30 (Antonio De Sarno, Simone Rossetti)
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Bass Guitar [Bass Guitars], Bass [Bass Pedals] – Mattia Rossetti
Drums, Percussion – Marco Fabbri
Electric Guitar [Electric Guitars], Acoustic Guitar [6-12 Strings], Classical Guitar, Bass Guitar [Bass Guitars] – Giorgio Gabriel
Keyboards, Organ [Hammond L122], Synthesizer [Synthesizers] – Valerio De Vittorio
Vocals, Mellotron, Synthesizer [Synthesizers], Flute – Simone Rossetti
Desde 2009 eles estão envolvidos em longas turnês, passando pela Europa, Canadá e EUA e fazendo shows inspirados nos álbuns do Genesis e na própria música do The Watch.
Em 2010 eles lançaram outro álbum chamado "Planet Earth", que ganhou uma reputação muito boa em todo o mundo do rock progressivo. em 2011 eles lançaram "Timeless" uma espécie de experimento, onde a banda revisitou alguns temas do álbum From Genesis to revelação e adicionando algumas músicas originais a ele. Outra recepção muito calorosa dos apoiadores do The Watch.
DISCO PERDIDO
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| THE FAMILY TREE - "Miss Butters"- (cand 1968) |
BOB SEGARINI... guitarra, teclados e vocais - MIKE DURE...guitarra - VAN SLATTER....bateria
BILL TROACHIM... baixo e vocais - JIM DECOCQ... teclados
Aniversário
BIOGRAFIA DE Tim
António Manuel Lopes dos Santos, mais conhecido como Tim[1] (Ferreira do Alentejo, 14 de abril de 1960) é, um músico português, cantor, compositor, baixista, guitarrista e um dos fundadores dos Xutos & Pontapés. Integrou também os projetos Resistência, Rio Grande e Cabeças no Ar e editou vários álbuns a solo.
Baixista e vocalista dos Xutos & Pontapés, banda com mais de 10 discos de originais, autor da maior parte das letras e co-autor de todas as músicas deste grupo.
Biografia
Tim começou a sua vida artística aos 15 anos como baixista, em formações de jovens e grupos de baile. Aos 18 anos trabalha pela primeira vez com originais no Grupo 2, um trio almadense de música instrumental de improvisação.
Aos 19 inicia o estudo do contrabaixo no Conservatório de Lisboa, e simultaneamente começa a sua atividade como baixista nos Xutos & Pontapés.
É licenciado em Engenharia Agronómica, na especialidade de Melhoramentos Rurais, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, que frequentou entre 1979 a 1986.[2]
Com 22 anos, em 1982, grava o primeiro trabalho com o grupo. Seguem-se uma série deles, todos galardoados com disco de ouro, até 1990, altura em que o grupo faz uma pausa. Aí, Tim é convidado para integrar outro coletivo de reunião, Resistência, com Pedro Ayres Magalhães, Fernando Cunha, Miguel Ângelo, Olavo Bilac, Fernando Júdice, Fred Mergner, Rui Luís Pereira "Dudas", José Salgueiro e Alexandre Frazão, com o qual grava Palavras ao Vento e Mano a Mano.
No retomar da carreira dos Xutos & Pontapés, prosseguem os registos com o grupo.
Em 1995, outro projeto de referência tomava forma: a partir de uma história de João Monge musicado por João Gil, produzido por João Gil, Rui Veloso e Tim, contando ainda com as participações de Jorge Palma e Vitorino, nasce o Rio Grande, cujo nome é da autoria de Tim, e que atinge outra vez a primeira grandeza no panorama português. Ainda neste ano Tim é convidado por Manuel Faria a participar na compilação de Natal Espanta Espíritos com o tema "Uma Rocha Negra" em dueto com Andreia.
Segue-se o primeiro disco a solo, Olhos Meus, em 1999, que contou com a participação de Samuel Palitos, Frederico Valsassina, João Cardoso e Gui.
Entretanto os Xutos & Pontapés continuavam a absorver a maior parte do trabalho de Tim, com outros álbuns de originais e com tournées e concertos de grandes dimensões, que culminaram com a comemoração dos 25 anos de carreira no Pavilhão Atlântico. Surge ainda outro projeto de reunião, Cabeças no Ar, com letras de Carlos Tê e música de João Gil e Rui Veloso, produção de João Gil, Rui Veloso e Tim.
A 9 de junho de 2004, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.[3]
Em 2006 surge Um e o Outro, o seu segundo disco a solo, em que conta com a participação de João Cardoso, Pedro V. Gonçalves e Samuel Palitos, e ainda com Mariza e Mário Laginha como convidados. Surgem duas versões: "Estrela do Mar" de Jorge Palma e "Epitáfio" dos brasileiros Titãs.
Em 2008, Tim lança o seu terceiro álbum a solo: Braço de Prata, com originais e também adaptações dos Sétima Legião, dos Rio Grande, de Adriano Correia de Oliveira, de Bernardo Santareno, de João Gil e dos próprios Xutos & Pontapés. Para este disco, Tim contou com João Cardoso (Humanos) no piano e teclado, de José Moz Carrapa (Ala dos Namorados) nas guitarras, de Fernando Júdice (ex-Madredeus) no baixo, de Fred (Buraka Som Sistema, Oioai e Yellow W Van) na bateria e de Gabriel Gomes dos Sétima Legião no acordeão.[4]
O disco Companheiros de Aventura é editado em Março de 2010.
Em 2012 é lançado Companheiros de Aventura Ao Vivo em que surgem convidados como Celeste Rodrigues, Teresa Salgueiro, Rui Veloso, Mário Laginha e Vitorino.
Discografia
Solo
- 1999 - Olhos Meus (EMI)
- 2006 - Um e o Outro (EMI)
- 2008 - Braço de Prata (El Tatu / Magic Music)
- 2010 - Companheiros de Aventura (El Tatu / Magic Music)
- 2012 - Companheiros de Aventura Ao Vivo (Farol)
Participações
- Claxon (1991) - "Grande Cidade"
- Espanta Espíritos (1995) - "Uma Rocha Negra" com Andreia[5]
- Voz & Guitarra (1997) - "Por Quem Não Esqueci / Gritos Mudos"
Resenha Going Back Home Álbum de Roger Daltrey e Wilko Johnson 2014

Resenha
Going Back Home
Álbum de Roger Daltrey e Wilko Johnson
2014
CD/LP
Quem gosta de rock conhece ou já ouviu falar de Roger Daltrey. O vocalista que está há mais de 40 anos a frente do grupo “The Who”, ficou conhecido não só pela sua encorpada voz, mas também por sua presença e palco inigualável. Sempre de camisa aberta mostrando o físico bem torneado, o músico ainda girava o microfone pelo cabo de modo insano, para em seguida, pegá-lo de volta no ar, enquanto balançava a vasta cabeleira loira. Daltrey sempre foi um autentico front-man do rock. Wilko Johnson não é assim tão conhecido do grande público, mas o músico integrou a formação clássica da banda inglesa de rock, Dr. Fellgood nos anos 70. O estilo sujo e intuitivo de Johnson combinava bem com a temática do grupo, porém as costumeiras diferenças musicais o fizeram deixar a banda. Apesar de sua saída precoce, o músico sempre se manteve ativo seja tocando na Ian Dury´s Band, seja a frente de seu próprio grupo. Em janeiro de 2013 o guitarrista recebeu a noticia que, devido ao avanço de seu câncer pancreático, doença que Wilko estava lutando há alguns anos, o músico terá apenas mais alguns meses de vida. Johnson e Daltrey, embora fizessem parte da linha de frente do rock inglês, nunca haviam e encontrado. Tal fato só veio a acontecer em junho de 2013 em uma premiação musical. A empatia entre os dois foi imediata e eles decidiram gravar um álbum juntos. Devido ao estado de saúde de Johnson, a dupla resolveu se apressar, começando imediatamente as gravações. Como os dois são grandes compositores, material não seria problema. Johnson declarou na época das gravações que queria um disco pra cima e que por conta disso, não falaria de seus problemas pessoais. O estilo dos músicos combinou perfeitamente, e assim sendo, em março de 2014 nasceu “Going Back Home” o primeiro (e talvez único) trabalho assinado pela dupla. O estilo é um rock n´roll vigoroso, clássico, que algumas vezes vai remeter o ouvinte ao som do The Who, e em outras ao Dr. Feelgood. Um trabalho realmente com canções diretas e bem despojadas, conforme havia prometido Johnson. É interessante ressaltar que apesar de ser um disco liderado por um guitarrista e um vocalista, a harmônica (ou gaita de boca) tem um grande destaque em todas as canções, colocando o gaitista Steve Weston em evidência. Além dele, completam o time o pianista Mick Talbot que ainda usa magistralmente o órgão Hammond, o baixista Norman Watt-Roy, e o baterista Dylan Howe. O disco inteiro é uma aula de rock n´roll, mas vale destacar a faixa-título, com excelente solos de harmônica, a balada “Turned 21”, carregada de emoção e com um interpretação magnífica e passional de Roger, que aos 70 anos ainda é um dos maiores cantores de rock, e ainda a rollinstoneana “keep on Love You”. Contrariando todas as expectativas médicas, Wilko seguiu vivo e ativo até novembro de 2022, trabalhando como músico e ator. “Going Back Home” é o rock em sua mais pura essência, idealizado por duas lendas do rock. Merece ser ouvido e indicado a todos os fãs do estilo.
Resenha Night Dreams & Wishes Álbum de Modern-Rock Ensemble 2019

Resenha
Night Dreams & Wishes
Álbum de Modern-Rock Ensemble
2019
CD/LP
Se no seu primeiro disco, Touch The Mystery, Vladimir Gorashchenko, junto da Modern-Rock Ensemble, o músico já havia entregado algo que pode ser considerado perfeito, seria possível haver uma melhora em sua segunda oferta? Antes de ouvir Night Dreams & Wishes, admito que minha resposta seria não, mas a real é que o que era incrível conseguiu melhorar, os valores de produção, sofisticação composicional e melódica, qualidades de som e engenharia, enfim, tudo melhorou drasticamente. Entre um dos muitos músicos que acompanham Vladimir no disco está Max Velychko, uma espécie de braço direito de Antony Nalugin na Karfagen. Night Dreams & Wishes é daqueles discos em que não demora muito para que estejamos extremamente impressionados com tudo o que está acontecendo. Uma mistura precisa de rock progressivo clássico com ideias musicais frescas, linhas de jazz rock suave junto de sintetizadores espaciais, partes oníricas de sonoridade folk que contrastam com momentos mais bombásticos e sinfônicos e até mesmo algumas pinceladas de metal progressivo. "Inro - Night, Universe And Our Inner Space” inicia o disco e com os seus apenas 3 minutos entrega uma peça bastante serena e espacial que serve como uma espécie de despertar para o que virá a seguir. “Overture”, assim como a anterior, também se trata de uma peça totalmente instrumental e novamente bastante agradável, apresentando vários temas melódicos que irão aparecer durante os quase 80 minutos de disco. “Night Comes. Dreams” inicia com um forte aceno à música de Steve Hackett por meio de um violão clássico, flauta e sintetizador. Mais à frente, os vocais entram pela primeira vez, ora em um revezamento masculino e feminino, ora ambos cantando junto, inclusive, os vocais são menos proeminentes aqui nesse do que no álbum anterior. Uma faixa que durante os seus mais de 11 minutos, passeia por paisagens exuberantes e também acessíveis sempre muito bem orquestradas. A peça também possui muitas texturas suaves e pastorais, com destaque principalmente para os instrumentos de sopro e uma guitarra mais pesada que entrega um excelente solo mais próximo do fim, quando a peça ganha em seu direcionamento uma sonoridade na linha fusion/jazz-rock. “Barocco Scherzo” possui pouco mais de dois minutos. Uma flauta doce com um órgão de igreja cria uma sonoridade medieval até que a peça se torna um jazz por alguns segundos e encerra com o tema central feito pela flauta e órgão. “Childhood & School Days” possui uma introdução meio caótica muito boa. Talvez a música mais pessoal do disco, pois reflete muitas experiências da própria infância de Vladimir. Após o começo efusivo, tudo se torna sereno, com um piano muito bonito e emocional que logo recebe a companhia do mellotron, flauta, até que por último entra o violão junto de uma canção de ninar – em um curto período bateria e baixo aumentam o ritmo da peça que não demora para silenciar novamente. Mas é próximo dos 7 minutos que a música direciona para uma linha mais pesada liderada por guitarra e sintetizador e então os vocais entram em um tom bastante enérgico. A combinação dos instrumentos é maravilhosa e mantem a faixa pesada, progressiva e sólida. Bem próximo do fim, suaviza pela última vez, com uma “caixa de música” terminando a peça. “Insomnia” parece ter sido tirada de algum disco da cena 70’s de Canterbury. Dirigida principalmente por flauta, também possui uma série de exercícios de música de vanguarda. É uma música um pouco dissonante e até mesmo perturbadora ainda que dentro da sua leveza. “Dark Kingdom & The Evil King” possui as partes 1, 2 e 3, mas eu gosto de apreciá-la e avaliá-la como um todo, totalizando em um épico de mais de 28 minutos. Curiosamente, apesar do nome dar a entender que se trata de uma história fantasia, na verdade se trata de um tema sempre atual e verdadeiro, o uso de peões para travar as guerras provocadas pelos políticos e líderes do mal de todo o mundo, e essas 3 faixas nos movem através de sua música por manobras malignas desses incitadores de guerra. De começo sombrio e mais pesado, passando por linhas mais leves e nostálgicas, a forma sincera com que a peça é sempre cantada acaba entregando um resultado sempre eficaz. Extremamente progressiva com diferentes andamentos, estilos, humores e mudanças que podem ir desde a música barroca ao metal progressivo, chegando a dar a impressão de que essas três músicas é um álbum dentro de um álbum. Possui excelentes solos de guitarra, sintetizador e órgão. Tudo é tão hipnotizante, que os seus 28 minutos passam rapidamente e nem percebemos, já indicando que dezenas de vezes serão necessária para que o ouvinte possa de fato entender tudo o que acontece nela. Uma obra-prima ambiciosa e que é até difícil de acreditar que a maior parte de tudo isso tenha saído da mente de apenas uma pessoa. “Wake Up” começa por meio de alguns cantos de pássaros e sintetizadores antes da entrada de um belíssimo violão. É possível perceber um pouco de The Flower Kings nessa música. Possui melodia e ritmo bastante agradável. Uma música simples para respirar após o épico anterior e para preparar o ouvinte para o final do álbum. “Final/Outro”, como o nome sugere, é a peça que encerra o disco, com um começo sereno de violão, mas que logo se torna mais técnica e progressiva, com excelentes camadas de sintetizadores e toques de órgão, uma seção rítmica encorpada e sólida, além de guitarras pesadas. Mas então, entra em um interlúdio no piano seguido de um violão para que o ouvinte seja levado à parte vocal final, que é envolvida pelos sons espaciais com os quais estamos familiarizados desde a introdução do disco. O que dizer de um disco desse depois de ouvi-lo e aplaudi-lo de pé? Costumo dizer que nos tempos de hoje, um disco de quase 80 minutos pode não ser tão atrativo – embora eu não veja problema -, pois a maioria das pessoas precisam de uma gama muito mais dinâmica de mudanças, e ficar “presa” em algo por quase uma hora e vinte pode não ser tentador, mas acredite, Night Dreams & Wishes tem o tempo que era necessário ter e garanto que você não vai se arrepender de ouvi-lo do começo ao fim. As composições exibem uma gama de complexidades, mas nunca vão muito longe nas extremidades da estranheza, embora dissonâncias e angularidades apareçam de tempos em tempos. Ricamente baseado nas tradições do rock clássico e progressivo, Night Dreams & Wishes é facilmente digerido por aqueles bem calejados nos gêneros.
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