domingo, 5 de março de 2023

DE Under Review Copy (A JIGSAW)



A JIGSAW

A Jigsaw é um projecto de Coimbra nascido em 1998 inicialmente formado por Filipe (bateria), Gonçalo (guitarra), João Rui (guitarra, voz) e João Silva (baixo). O seu primeiro concerto foi dado apenas em 2000, tendo-se realizado no Bar Le Som. O discurso inicial dos seus elementos era ainda pouco definido, remetendo a sua sonoridade para um inócuo "som sónico", com referências a David Bowie, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, The Cure, Velvet Underground, Lou Reed, dEUS, Gore Slut, The Doors, Smashing Pumpkins, Therapy?, Pink Floyd, Metallica, Deftones ou Ben Harper. Estava-se, pois, numa fase embrionária em termos existenciais, reforçada pela crueza da música, desprovida de baixo e de bateria, que se anunciava intencional, criada para servir os propósitos da letra e criar um resultado final de certa maneira cáustico. Ligados à editora Rewind Music, os A Jigsaw evoluíram muito após essa fase, contando-se alterações significativas no seu line up. Após a edição do EP, "From Underskin" (em 2004) e de um álbum, "Letters From the Boatman" (em 2007), a música estabilizou-se suportada no labor conjunto de Joao Rui (guitarra acústica, harmónica, banjo, bandolim, voz), Susana Ribeiro (violino, xilofone, voz, percussão) e Jorri (baixo eléctrico, bateria, percussão). A sonoridade entregou-se à folk, country e blues. Com o tempo, vieram a assumir-se como um trio multi-instrumentalista, surpreendendo o público com músicas revestidas de uma variada panóplia de instrumentos. Da sua caixa de surpresas pode erguer-se uma guitarra e uma harmónica, um banjo e um contra-baixo, as mais variadas percussões (desde as castanholas, até ao bombo tradicional nr.9), teclados, violino, Glockenspiel, harmonium, melódica, autoharp e ukulele. No seu currículo, podemos encontrar a actuação ao vivo no programa comemorativo dos catorze anos da Antena 3. O single "Lion's Eyes Louder" atingiu o primeiro lugar do top A3-30 da mesma rádio, onde permaneceu por várias semanas, duas delas no segundo lugar. Após finalizarem uma tour a que chamaram "Boatman's Tour 2008", rumaram a várias salas de concerto sob a chancela "Living Room Tour", que cessou com nova entrada em estúdio para gravação de novo longa duração. Em Outubro desse ano foram, contudo a ainda convidados pela Antena 1 a participar num programa acerca de um acontecimento muito especial: o lançamento de uma colectânea de músicas de David Bowie. Desta experiência, ficou uma versão do tema "Rebel, Rebel". Em 2009 lançam "Like the Wolf", disco que contou com a participação especial de Becky Lee (voz) e de dois membros da banda Soaked Lamb, Gito (contrabaixo) e Miguel Lima (bateria) e Carlos Ramos (bateria). Após a reedição do disco numa versão "uncut", fazem-se á estrada sendo muito bem recebidos quer pelo público nacional quer pelo de vários países europeus onde são convidados a tocar. Já e, 2011 editam um novo trabalho intitulado "Drunken Sailors and Happy Pirates".

DISCOGRAFIA

 
FROM UNDERSKIN [CD, Som Sónico, 2004]

RANDOM LOVERS [CD Single, Som Sónico, 2004]

 
LETTERS FROM THE BOATMAN [CD, Rewind Music, 2007]

 
LIKE THE WOLF [CD, Rewind Music 2009]

 
LIKE THE WOLF UNCUT [CD, Rewind Music 2010]

 
DRUNKEN SAILORS AND HAPPY PIRATES [CD, Rossio, 2011]

 
ROOFTOP JOE [CD, Edição de Autor, 2013]

 
NO TRUE MAGIC [CD, Edição de Autor, 2014]

COMPILAÇÕES

 
I'M NOT A POP STAR [CD, Som Sónico, 1998]

 
PROMÚSICA 48 [CD, Promúsica, 2001]

 

REWIND MUSIC SINGLES [CD, Rewind, 2007]


Cinco Músicas Para Conhecer: Performances Inacreditáveis na Bateria

 

A bateria é com certeza um dos instrumentos mais importantes no mundo do rock. Além de ditar o ritmo das canções, o instrumento também serve para que muitos artistas utilizem o seu baterista como uma forma de “descanso”, deixando-o a vontade para solar enquanto curte umas biritas ou simplesmente relaxam durante a apresentação. Tanto que Jimmy Page do Led Zeppelin, por exemplo, utilizava os solos de John Bonham para “brincar” com algumas groupies nos camarins. Amanhã, 20 de setembro, é o Dia do Baterista, e em homenagem ao coração de toda banda, e a Lee Kerslake, infelizmente falecido hoje, trago Cinco Performances de bateria de cair o queixo. Nelas, o baterista não só faz a condução, mas também cria ritmos mirabolantes, ou simplesmente, inexplicáveis até mesmo para profissionais da área. E se lembrar de mais alguma, ou discordar das aqui mencionadas, os comentários estão à disposição.


“Close to the Edge” – Close to the Edge [1972] (Yes)

Aqui é um caso típico onde técnica unida com perfeição e competência geram algo inacreditável. A suíte do álbum homônimo, lançada pelo Yes em 1972, tem várias partes que atraem o ouvinte. Mas ao se concentrar na performance de Bill Bruford, fica aquela pulga na orelha de “da onde ele tirou isso?”. Na primeira metade da suíte, Bruford inventa uma forma de tocar totalmente em contra-tempo, tirando completamente do sério aquela mente acostumada a uma batida 2 x 4 comum, e faz o air drummer passar um constrangimento enorme por não acertar UMA batida se quer. O mais curioso é que Bruford faz uma série de maluquices e viradas em contra-tempos totalmente aleatórios, mas sem nunca perder o ritmo para o solo de Steve Howe (introdução), ou os vocais bem encaixados de Jon Anderson e Chris Squire. Na sequência final, é outra série de delírios baterísticos que nem Freud conseguiria explicar, batidas totalmente desencaixadas, mas que se encaixam perfeitamente para o grandioso solo de Wakeman. Coisa de gênio. Ok, na parte do “I Get Up, I Get Down” ele não participa, mas isso é pouco perante tudo o que ele faz antes e depois desse trecho. Tanto que ao vivo, Alan White jamais conseguiu reproduzir uma batida correta, e preferiu dar outro andamento para a música. Uma das melhores canções de todos os tempos só poderia ser tão grandiosa graças a um dos maiores bateras da história, infelizmente aposentado.


Brain Salad Surgery, o grande álbum do ELP

“Karn Evil 9” – Brain Salad Surgery [1973] (Emerson Lake & Palmer)

Uma das obras mais impressionantes lançadas pelo trio inglês, “Karn Evil 9” é um tour de force para colocar qualquer principiante de quatro. Dividida em três partes (Impressions) e concentrando-se apenas no que Carl Palmer faz com seu kit, o homem demole tudo o que vê pela frente sem piedade. A “1st Impression” apresenta um Palmer um tanto quanto contido, fazendo algumas batidas comuns, viradas igualmente comuns, nada demais durante boa parte do trecho que encerra o lado A. Só que na reta final do lado A, ele começa a soltar o braço, com um ritmo descomunal e uma série de viradas, marcações nos pratos, cowbells, entre outras, que já levam o batera a se destacar sobre a tecladeira de Keith Emerson. Então, o homem consagra o solo de guitarra de Greg Lake com um vigor descomunal, e quando colocamos no lado B, a frase “Welcome back my friends to the show that never ends …” ressoa nas caixas de som para nos apresentar um show a parte de Palmer. O pouco que ele fez no lado A é ampliado no Lado B. A “1st Impression” surge como uma locomotiva sem freio, derrubando o que vem pela frente em um ritmo dilacerante, conduzido pelas batidas inacreditáveis de Carl Palmer. Claro que Emerson e Lake fazem seu trabalho muito bem, mas toda a condução rítmica que Palmer entrega para o solo de Emerson é para se escabelar de tanto sacudir a cabeça. Há um pequeno trecho para Palmer exibir-se com um solo destruidor, e cara, aqui o bicho pega. Velocidade absurda, batidas incontroláveis, cansa só de ouvir, e isso é levado até o encerramento da “1st Impression”. Na “2nd Impression”, Palmer dá uma aula de jazz para poucos, fazendo de tudo. Seu duelo com o piano de Emerson não se restringe apenas a mera condução. É pancadaria comendo solta, numa luta pouco ouvida nos discos de rock progressivo, e de difícil descrição com palavras. Só ouvindo! A “3st Impression” é igualmente fantástica, com rufadas, viradas, batidas em seco, pratos socados sem piedade, enfim, uma performance tremendamente justificada para estar aqui. E ao vivo, o bicho pegava mais ainda, com Palmer executando seu solo ferozmente, e ainda, geralmente, tirando a camiseta no meio do solo, marca tradicional do batera. Quem quiser ouvir a versão de estúdio, está no fundamental Brain Salad Surgery (1973), e quem quer conferir performances ao vivo da faixa, acesse o vídeo da banda no California Jam de 1974, ou então delicie-se com o ao vivo Welcome Back My Friends To The Show That Never Ends … Ladies and Gentleman Emerson, Lake & Palmer (1973).


“A Light in Black” – Rising [1976] (Rainbow)

Cozy Powell tem uma carreira repleta de altos e baixos. O auge de suas performances, quando ele realmente ganhou destaque mundial, após passar pela trupe da Jeff Beck Group, foi ao lado de Ritchie Blackmore no Rainbow. No disco Rising (1976), temos duas performances inacreditáveis. O que ele faz na introdução de “Stargazer” já é impressionante, mas é em “A Light in Black” que Powell mostra por que foi um dos maiores bateristas de todos os tempos. A velocidade absurda que ele emprega logo no início da faixa, acompanhando o riff grudento da guitarra com marcações precisas e rápidas nos pratos, é mantida por mais de oito incansáveis minutos, soberanos. Powell perpassa pelos solos de teclado e guitarra sempre com um ritmo fulminante e preciso, que dá vontade de sair batendo a cabeça e agitando os braços. Mas é nesses solos que ele mostra por que de estar aqui. O domínio dos dois bumbos, numa velocidade sempre precisa, a marcação na caixa e as viradas nos pratos, é coisa para mais de um polvo, fora que tudo isso é numa pancadaria sensacional. Quando ele trava duelo com os teclados, destruindo os pratos, já estamos batendo a cabeça na parede. Mas ainda vem mais. Acompanhando o rei Blackmore, Powell repete a mesma performance, adicionando mais marcações junto com o teclado, tornando a faixa ainda mais atraente. Por vezes, o solo de Blackmore nem parece estar na nossa mente, já que é aquela pancadaria nos bumbos e na caixa, com os pratos sendo estraçalhados, o que sobressai das caixas de som. Novamente temos o duelo com os teclados, pancadaria comendo, e Powell segue firme, incansável, destruindo seu kit, e encerrando uma das melhores músicas de todos os tempos com mais uma série de viradas impressionantes!


“La Villa Strangiatto” – Hemispheres  [1978] (Rush)

Os fãs de Peart podem dizer que há outras canções com performances mais inacreditáveis por parte do baterista, e até posso concordar, mas em “La Villa Strangiatto” acredito que o que ele faz é inacreditável por que ele torna-se o centro das atenções, diferente das outras. Desde o dedilhado inicial da guitarra, ele que puxa as batidas que vão explodir nos solos de Lifeson e Lee (também comandados por ele), com uma marcação singular no cymbal. As viradas que levam ao solo são virtuosas, e a marcação no cymbal é feroz e pontual. Mas é quando a faixa diminui o ritmo para o magnífico solo de Lifeson, que Peart faz algo descomunal. A marcação é quebrada, complexa, e somente depois de duas ou três audições percebemos que ele altera o bumbo e a caixa exatamente no mesmo número de compassos invertidos do cymbal, e sempre com um rolo extra em cada intervalo. Fazer isso uma ou duas vezes até vai, mas concentrar o cérebro para fazer coisas tão distintas em um intervalo de tempo tão longo, não é para meros mortais. A medida que o solo ganha corpo, Peart vai empregando mais força em suas batidas, e quando vê, ele está solando junto com Lifeson, mantendo o ritmo mas fazendo a música ganhar mais sentido do que apenas notas e escalas de guitarra. A marcação do cymbal é incansável, as batidas improváveis surgem espontaneamente, e então, mais uma explosão, agora para Peart conduzir a loucura de guitarra e baixo. Agredindo os tons-tons, Peart se dá ao luxo de degladiar com Lee em um solo jazzístico, apresentando rufadas impossíveis de serem reproduzidas (quiçá criadas), explorando o cymbal a la Buddy Rich, ou simplesmente, espancando seu kit sem piedade em uma virada brusca, mas perfeita. A faixa volta ao seu início, com toda a precisão que o trio canadense sempre soube trazer para suas músicas, e encerra-se como um clássico atemporal na música mundial, presente no fantástico Hemispheres (1978) e em vários álbuns ao vivo e coletâneas do Rush.


“Eagle Fly Free” – Keeper of The Seven Keys Part II [1988] (Helloween)

O Helloween é um pioneiro no speed metal, muito graças as performances velozes de Ingo Schwichtenberg. O baterista infelizmente cometeu suicídio em 1995, mas entrou para os anais de maiores bateristas de todos os tempos com suas marcações nos pratos e tons, bem como a velocidade impressionante. “Eagle Fly Free” possui essas características de arrancada, acompanhadas de viradas muito precisas e complexas. Com um ritmo endiabrado, Ingo parece solar enquanto Kiske canta (“In the sky a mighty eagle Doesn’t care ‘bout what’s illegal … ), alterando batidas nos tons, pratos, viradas, e sempre marcando com precisão na caixa. No refrão, a velocidade continua absurda, os dois bumbos não param, e Ingo faz mágica para criar um ritmo tão impressionante com apenas quatro membros no corpo. Repetem-se as estrofes, e se você já está cansado, prepare-se para ouvir a sequência de solos, começando com as guitarras de Kai Kansen e Michael Weikath, passando pelo ótimo solo do baixista Markus Grosskopf, volta para as guitarras, e então, Ingo “duelar” com a banda, fazendo um solo furioso, espancando seu kit com viradas impressionantes, carregando algum efeito de eco na bateria, e retornando para o ritmo fulminante que leva ao refrão, encerrando a jornada sonora de uma locomotiva desenfreada com uma rufada e mais uma virada de tirar o fôlego, e uma das mais belas canções da história do Metal, presente no excelente Keeper of the Seven Keys Part II.

Cinco Músicas Para Conhecer: As Baladas de Madonna

 

A Rainha do Pop eternizou-se por agitar as casas noturnas com faixas empolgantes, danças sensuais, ritmos marcados, entre outros. Porém, Madonna também produziu inúmeras canções suaves, ou simplesmente, baladas perfeitas para se aninhar e apenas curtir enquanto o som está nas caixas de som. Há muitas outras baladas de Madonna, mas resolvi escolher aquelas que estão presentes nos lançamentos dos dez primeiros anos de sua carreira, sendo que três delas estão presentes na bela coletânea de baladas Something To Remember, que completa hoje 25 anos. Por isso, nada mais justo do que revisitar algumas das mais belas canções de Madonna.


“Love Don’t Live Here Anymore” – Like A Virgin [1984]

Canção totalmente a parte na vasta discografia da loira, já que é um dos raros covers de Madonna, ela surge com sintetizadores e arranjos orquestrais para arrebatar corações. Madonna rasga sua voz, sofrendo aos microfones e fazendo os machões babarem. O arranjo vocal que faz inserções junto a voz de Madonna, a bela harmonia da orquestração, com um solo divino, o ritmo suave que a canção vai ganhando, estourando em uma levada gostosa através do ritmo da bateria de Tony Thompson e da guitarra de Nile Rodgers, boa para se empernar, tudo perfeito para mostrar que Madonna também é uma ótima vocalista, permitindo explorar suas cordas vocais de forma única, com algumas técnicas do soul, falsetes e agudos que não eram comuns para o seu início de carreira, e levando-a às lágrimas no meio da gravação. Tudo registrado em Like A Virgin. A canção original de Miles Gregory, e gravada primeiramente por Rose Royce, saiu também em um raro compacto promocional na África do Sul (!), bem como no Japão, com “Over and Over” no lado B, e recebeu uma nova adaptação de Madonna em 1995, para o álbum Something to Remember, lançada também como single.


“Live To Tell” – True Blue [1986]

Essa é a minha canção favorita da carreira da loira. Seu clima depressivo, sobrecarregado pelos sintetizadores, torna a faixa quase que progressiva, e a voz de Madonna está linda aqui. Me apaixonei perdidamente pela canção desde a primeira audição. Os sintetizadores fazem a cama para Madonna cantar sua letra sobre traições e lembranças tristes de sua infância, inspirada no relacionamento fracassado de seus pais. O que só atesta que Madonna é um artista completa. Uma parceria fantástica com Patrick Leonard, responsável pela criação da parte instrumental de “Live to Tell”, com os sintetizadores sendo uma atração a parte. O clipe, com fundo negro, apresentou o visual Monroe de Madonna para o mundo, e seu hipnotizante olhar, bem como trechos do filme At Close Range, para qual a canção serviu como trilha sonora. Filme este que conta com a participação do então marido de Madonna, Sean Penn. É um dos singles mais bem sucedidos de Madonna, recebendo diversos lançamentos distintos, alguns em versões picture ou com pôster acompanhando. Está no álbum True Blue, além de coletâneas e discos ao vivo.


“Promise to Try” – Like a Prayer [1989]

Essa linda faixa é interpretada de forma emocionante por uma Madonna que estava com a voz esplêndida. Acompanhada apenas do piano de Patrick Leonard e uma tímida orquestração, Madonna arrepia a espinha cantando suave, quase sussurrando, como se alguém estivesse lhe falando, pedindo para ter força com a perda da mãe (para qual o álbum onde “Promise to Try” está registrada, Like A Prayer, é dedicado). As palavras são tocantes, e Madonna dá mais gravidade e sentimento à elas com um talento inquestionável. Tudo ganha ainda mais força ao assistir Truth Or Dare (no Brasil batizado de Na Cama com Madonna), quando tendo a canção ao fundo, Madonna leva flores ao túmulo de sua mãe. Like A Prayer ainda conta com mais duas lindas baladas, “Oh Father” e “Spanish Eyes”, mas a interpretação de Madonna em “Promise to Try” é o que a faz ser representante de Like a Prayer aqui.

Junto ao túmulo da mãe, em “Promise To Try” do filme Truth or Dare


“Something To Remeber” – I’m Breathless (Music From And Inspired By The Film Dick Tracy) [1990]

Interpretando Breathless Mahoney no filme Dick Tracy, Madonna mostrou ao mundo uma faceta diferente deu jeito atriz, e na trilha sonora, do seu jeito de cantar. Com inspiração no jazz e na Broadway, a loira desagradou aos fãs mais xiitas de seu pop, mas conquistou outros com faixas como “Something to Remember”. Essa linda balada tem uma letra que traz o lado emocional de Breathless, sofrendo por um homem que mostrou que a vida dela era muito mais do que ela podia imaginar, mesmo sem ter tido uma relação com ele. Segundo Madonna, a faixa foi inspirada no fim do seu casamento com Sean Penn. O instrumental conduzido magistralmente pelo piano elétrico, e uma tímida marcação percussiva, é perfeito para Madonna explorar seu lado jazzístico na voz, fazendo uma melodia muito bela. A virada da canção, na segunda metade, é de arrepiar, com seu grandioso arranjo orquestral e a presença da bateria. A balada é tão importante para a carreira de Madonna que foi usada como título na compilação de baladas citada no início do texto.


“Rain” – Erotica [1992]

Outra grande composição de Madonna, dessa vez ao lado de Shep Pettibone, Predominada por sintetizadores e com acompanhamento drum ‘n’ bass, que por vezes lembra algo de Enya, ou até mesmo Peter Gabriel, Madonna solta sua voz falando sobre as semelhanças entre a chuva e o amor. Enquanto a chuva limpa a sujeira, o amor lava as tristezas do passado, abrindo um novo caminho para a pessoa viver seu presente ao lado de um novo parceiro. No vídeo, Madonna revisita Edith Piaf, com cabelos curtos e pintados de preto. Outra característica importante do vídeo é que é o primeiro de Madonna sem a pinta no rosto que marcou o início da carreira. Curiosamente, essa baladaça está no álbum mais sexy da loira, Erotica, além de ter sido lançado em single em diferentes edições, com a versão picture sendo apresentada aqui.

Classificação de todos os álbuns de estúdio do Daft Punk

Daft Punk

Daft Punk foi uma das duplas mais notáveis ​​da música eletrônica e além. Para quem não conhece, Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter trabalharam juntos até 2021, quando seguiram caminhos separados por motivos desconhecidos. Nesse tempo, Daft Punk lançou quatro álbuns de estúdio mais um álbum de trilha sonora . No geral, eles foram bem recebidos, tanto que as chances são boas de que os interessados ​​tenham ouvido uma ou mais de suas músicas em algum momento.

5. Human After All


 Às vezes, as pessoas que fazem arte podem ter opiniões muito diferentes das pessoas que vivenciam essa mesma arte. Para citar um exemplo, considere Human After All, que foi o terceiro álbum de estúdio do Daft Punk. Na época, eles o consideraram seu álbum de estúdio favorito, afirmando que tinha uma ligação estreita com suas próprias experiências. Além disso, Human After All foi aparentemente capaz de mostrar momentos de beleza entre uma sensação geral de medo e tristeza inspirada pelos aspectos menos agradáveis ​​da tecnologia. Enquanto isso, os críticos estavam menos apaixonados. Essencialmente, isso se baseou no fato de que Human After All foi um álbum muito diferente de seus dois predecessores. Aqueles foram inspirados por uma combinação de discoteca e garage houseEm contraste, este era um som muito mais minimalista, muito mais improvisado, feito usando apenas seis equipamentos na maior parte. Teoricamente, não há razão para que tais obras não possam agradar. Na prática, bem, os críticos simplesmente não gostaram.

4. Tron: Legacy


A imaginação humana tende a superar o progresso humano. Como prova, não procure além do Tron de 1982, que surgiu porque seu criador ficou fascinado por videogames ao ver Pong pela primeira vez. No geral, o filme teve uma recepção mista. Os críticos gostaram da atuação, bem como dos visuais que acompanhavam a atuação. No entanto, eles não ficaram muito entusiasmados com a história, que consideraram incoerente. Ainda assim, Tron provou ser influente, tanto que recebeu uma continuação chamada Tron: Legacy em 2010. Curiosamente, o referido filme provou ser muito popular para seu antecessor. Mais uma vez, teve uma recepção mista. Por um lado, os críticos ficaram menos do que impressionados com o elenco ou com a história com a qual os membros do elenco estavam trabalhando; por outro lado, os críticos adoraram o visual, a música e a produção. Graças a isso, Tron: Legacy se tornou uma espécie de clássico cult por si só. Em 2010, Daft Punk tinha mais do que conseguido fazer seu nome. Como tal, eles foram a escolha natural para o álbum da trilha sonora de Tron: O Legado, como mostrado pela forma como foram procurados pelo diretor do filme para o trabalho. O resultado não é exatamente o que os interessados ​​podem esperar com base no outro trabalho de Daft Punk. No entanto, há uma razão para que sua música seja considerada um dos pontos de venda de Tron: Legacy, o que significa que vale a pena ouvir o álbum da trilha sonora. O resultado não é exatamente o que os interessados ​​podem esperar com base no outro trabalho de Daft Punk. No entanto, há uma razão para que sua música seja considerada um dos pontos de venda de Tron: Legacy, o que significa que vale a pena ouvir o álbum da trilha sonora. O resultado não é exatamente o que os interessados ​​podem esperar com base no outro trabalho de Daft Punk. No entanto, há uma razão para que sua música seja considerada um dos pontos de venda de Tron: Legacy, o que significa que vale a pena ouvir o álbum da trilha sonora.

3. Homework


Não há muitos álbuns de estúdio que possam ser chamados de porta-estandarte de gêneros musicais inteiros. No entanto, o dever de casa é um deles. Afinal, não fez apenasDaft Punkconhecido no mundo, tornou a house music francesa como um todo conhecida no mundo. Sem surpresa, isso significava que Homework era extremamente influente tanto em seu próprio gênero musical quanto na dance music internacional como um todo. De qualquer forma, é interessante notar que o Daft Punk não estourou no cenário mundial com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio. Em vez disso, eles já vinham se destacando, tanto que houve uma guerra de lances entre as gravadoras pelo trabalho da dupla. Eventualmente, Daft Punk produziu singles suficientes para que eles percebessem que tinham material suficiente para um álbum de estúdio completo. No final das contas, a crença deles estava correta porque o Homework vendeu milhões de cópias. Em retrospectiva, o dever de casa perde alguns pontos por incoerência. No entanto,

2. Random Access Memories


Muitas pessoas vão se lembrar de memórias de acesso aleatório. Isso ocorre porque o quarto álbum de estúdio do Daft Punk também foi um de seus álbuns de estúdio de maior sucesso. Em particular, vale a pena mencionar que este foi o único álbum de estúdio a atingir a primeira posição na Billboard 200 dos EUA, bem como a primeira posição em paradas semelhantes em 20 outros países. Grande parte desse ímpeto veio do sucesso esmagador de seu single principal “Get Lucky”, que vendeu tantas cópias que desde então se tornou reconhecido como um dos singles mais vendidos de todos os tempos. O sucesso comercial de Random Access Memories foi acompanhado por seu sucesso de crítica. Há quem o defenda como um dos melhores álbuns de estúdio dos anos 2010. Além disso, ele se saiu muito bem nas premiações do ano, como mostra como alegou não um, não dois, mas cinco prêmios Grammy em 2014. Em termos musicais, Random Access Memories era um risco. Afinal, não foi um retorno ao trabalho anterior do Daft Punk. Em vez disso, foi uma tentativa de superar a resposta não tão entusiástica a Human After All, tecendo instrumentação ao vivo e outros elementos novos que a dupla nunca havia feito antes. Como tal, o sucesso de Random Access Memories foi muito mais impressionante ao mostrar a habilidade do Daft Punk de se superar.

1. Discovery

 

Random Access Memories é um forte concorrente. No entanto, é derrotado pelo Discovery, que pode ser considerado o álbum de estúdio mais icônico do Daft Punk. Se o Homework era bruto e não polido, seu sucessor pode ser considerado o produto acabado. Como tal, não é de admirar que tenha conseguido se tornar um sucesso de crítica e comercial, o que provou ser influente o suficiente para remodelar a cena da house music mais uma vez. É interessante notar que Discovery viu Daft Punk se unindo ao mangaká japonês Matsumoto Reiji para criar um filme de anime que não tinha diálogos, mas usou o álbum de estúdio como trilha sonora. Pessoas mais velhas que viram o videoclipe de “One More Time” podem ter achado familiar. Isso ocorre porque Matsumoto é uma figura bem conhecida por si só, com um estilo visual muito distinto. 

Crítica ao disco de Kant Freud Kafka - 'Historias del acantilado' (2021)

 Kant Freud Kafka - 'Historias del acantilado'

(19 noviembre 2021, Autoproducido)

KANT FREUD KAFKA - Histórias do Penhasco

Nesta ocasião, apresentamos um dos álbuns mais esperados do já falecido ano de 2021 na cena progressiva espanhola: estamos nos referindo ao novo trabalho de KANT FREUD KAFKA, que se intitula "Historias Del Acantilado" e foi publicado em 19 de novembro (2021) de forma independente. O núcleo de KANT FREUD KAFKA é formado por Javi Herrera [bateria, percussão, voz e instrumentos VST], Alia Herrera [vocal] e Dani Fernández [baixo]. Mas também participa um grande número de músicos convidados: Cecilia Burguera (violino), Mónica Cruzata (viola), Pol Farell (violoncelo), Joan Flores (piano), Miquel González (teclados), Joan Grados “Nitus” (guitarras elétricas) , Laia Pujol (clarinete e clarinete baixo), Guillem Vilar (oboé e trompa inglesa), Pep Espasa (flauta e sax tenor), Dick Them (baixo fretless), Rafael Pacha (violões e violões de 12 cordas) e Yago Pajarón (guitarra ). Parecia que este projeto criado pelo multi-instrumentista e compositor barcelonês Javi Herrera havia completado seu ciclo após o lançamento de sua segunda obra fonográfica "No Tengas Miedo" em 2017, mas, nestes tempos difíceis para a humanidade, na sede da KANT FREUD KAFKA deu impulso a uma nova força de inspiração musical. A inspiração para a criação do material deste álbum surgiu em pleno confinamento devido ao Covid-19: nas palavras de Herrera, “esta música é filha da pandemia e da preocupação com o nosso destino comum como espécie”. A música e a letra das cinco peças aqui contidas compõem um autêntico passeio pelos nossos medos e angústias mais profundos nestes tempos. Bem, com essa ideia em mente, passamos a analisar os detalhes específicos do repertório de “Histórias Del Acantilado”.

Com cerca de 10 minutos e um quarto de duração, 'Voz De Metal' inicia o álbum com uma generosa exibição de atmosferas sutis que gradualmente se encerram com algumas texturas orquestrais requintadas. Oscilando entre a solenidade e a languidez, o corpo central expande-se com um tom claramente cinematográfico, ora pendendo para o impressionismo, ora para o romântico. É também de notar que existe uma aura sombria que ondula ao longo de vários momentos do desenvolvimento temático, ideal não só para acentuar as vibrações dramáticas que vão prevalecer ao longo do álbum, como também para abrir espaço a uma passagem intensa e sumptuosa em o último terço até a metade. Dessa forma, a peça garante um epílogo expressionista eficaz. Siga 'Carta De Gaia' abaixo, uma peça desenhada para capitalizar a predominância prog-sinfónica da peça de abertura, enquanto a estratégia agora é explorar a faceta lírica do conjunto e cobri-la com uma excelente estilização. A narração inicial impõe um ar de cerimónia grave, mas logo surge um prelúdio instrumental onde o bucólico e o onírico se misturam (à maneira de um híbrido entre ANTHONY PHILLIPS e AMAROK). A partir daí, semeia-se o caminho para que surja uma seção cantada ambiciosa onde predominam as configurações pastorais a partir do grande peso do emaranhado de violões para instalar o esquema melódico. Mais tarde, quando a bateria e os instrumentos elétricos entram para esculpir, há um quadro de sonoridades majestosas onde os universos de CICCADA e GENESIS parecem se cruzar. O epílogo regressa à pastoral, fechando assim o círculo deste zénite do álbum. Quando chega a vez de 'Conspiranoia', tudo se concentra nos preciosos eflúvios do piano enquanto as camadas e ornamentos fornecidos pelos teclados, a percussão e o violoncelo preenchem os espaços com uma abordagem situada a meio caminho entre o sinfônico e o espacial. Nos últimos momentos, surgem algumas vibrações sinistras que quase parecem flertar com a tradição do RIO francófono.

'My Baby Just Scares For Me' é um tema movido por um adensamento crescente dos ornamentos orquestrais em curso que envolvem as paisagens desenhadas pelo piano, sem perder a graciosidade inerente. A irrupção momentânea do duo rítmico serve para elaborar um recurso de agilidade contida enquanto o piano, aos poucos, ganha um pouco de garra para enfrentar as orquestrações e as camadas de sintetizador. Há uma certa aura de sonho cinza nas passagens finais. A última peça do álbum é a mais longa do mesmo com o seu ambicioso espaço de 15 minutos e intitula-se 'El Acantilado'. Tudo começa com um precioso emaranhado entre as linhas do sintetizador e os arranjos de câmara que dura os primeiros quatro minutos. Daí surge um motivo suportável e relativamente vivo que é marcado pelo padrão do sinfonismo moderno; enquanto os solos de teclado e guitarra se alternam, o conjunto de rock encontra maneiras de aumentar a sofisticação do groove. A certa altura, tudo se acalma para regressar ao introspectivo, passando de um interlúdio cósmico a um exercício de sinfonia serena, a mesma que recorre à pastoral para montar o esquema melódico, embora a sua expressão se dê num cruzamento entre o jazz - prog e prog-folk. A presença de alguns truques discordantes abre caminho para o surgimento de uma seção seguinte que se concentra em um drama envolvente e cerimonioso. O virtuoso solo de saxofone carrega a maior parte da tensão desse momento projetado para conduzir um nervo claro-escuro, o mesmo que exibe alguns tons mortuários perturbadores. Outro zênite do álbum localizado aqui para fechá-lo com um floreio enigmático. Em suma, é o que nos foi oferecido em "Historias Del Acantilado", obra máxima dentro da progressiva produção espanhola realizada no ano de 2021, e, aliás, também a obra-prima de KANT FREUD KAFKA.


- Amostras de 'Historias del acantilado'

Destaque

POSEYDON – Time Is A River And The Waters Are Red

  Formada em 1992, no final da primeira grande explosão do thrash metal , a banda belga Poseydon levou mais seis anos para lançar um EP ant...