quarta-feira, 8 de março de 2023

Álbuns Top 2020 (álbuns 26-50)

 Parece haver um consenso em torno dessas partes de que as listas numeradas são prejudiciais. Eu sei que bandas gostam de poder dizer “Nós éramos o número 1”, mas só porque uma banda da minha lista está na 18ª posição, não significa necessariamente que eu a ame mais ou menos do que as outras de cada lado. Então… sem números para você! ;-p Apenas saiba que aqueles no topo desta lista são provavelmente os que eu joguei mais e me diverti um pouco mais do que os mais abaixo. Mas eu amo todos os desta lista.

Além disso… eu ia selecionar essa lista, mas decidi… dane-se! Aqui está… meu top 50!

 Além disso, também… Estou incluindo um link para uma música de cada um no youtube e a página do bandcamp do álbum, se houver.



Lionville – Magic Is Alive (Melodic Rock)

Brega? Sim. Gloriosamente melódico? Também sim. Este ficou em loop por dias depois que saiu. Definitivamente satisfaz aquela coceira de “rock cafona dos anos 80” para um T.



Lost Symphony – Chapter 1 (Instrumental Classical Metal)

Ei! Olhar! Outra banda que eu não tinha ouvido falar antes deste ano! Eles lançaram os capítulos 1 e 2 este ano. Mas o capítulo 1 me agarrou desde o início. Essa coisa balança completamente o F. Tão bom. Muitos convidados por aqui: Bumblefoot, Jeff Loomis, David Ellefson, Angel Vivaldi, entre outros…



Amahiru – Amahiru (Prog Metal)

Um amigo me apresentou a essa banda este ano e ela imediatamente me agarrou com seu forte power metal misturado com a vibração do Shinedown (sim, eu gosto do Shinedown também… principalmente do início do Shinedown). E a participação de Elize Ryd, do Amaranthe, em uma faixa também não atrapalha.



Katatonia – City Burials (Prog Metal)

Mais na veia do rock progressivo, a banda entrega mais um álbum fantástico e sombrio. Algumas coisas bonitas aqui.

https://peaceville.bandcamp.com/album/city-burials



Archon Angel – Fallen (Power/Prog Metal)

Outro que cresceu em mim ao longo do ano, mas se tornou um favorito. Não, eles não são Savatage, mas cara, o espírito de Savatage está lá. E com Zak na frente, é o mais próximo que vamos chegar de Savatage por um tempo... talvez? Há muita coisa acontecendo aqui para assimilar, então se não te pegar no começo, dê um tempo. Algumas ótimas músicas aqui.



Genus Ordinis Dei – Glare of Deliverance (Symphonic Death Metal)

Eu entrei neste sem saber o que esperar ... bem, esperando não cavar, na verdade, já que é preciso algo especial para eu embarcar em um caso principalmente de rosnado, mas embarquei com isso. A parte sinfônica é fantástica, os grunhidos são do tipo que eu consigo curtir, e a música no geral é muito bonita quando não é brutal. Seus vídeos que acompanham isso são um pouco estranhos. O que eu posso comparar é MaYaN, mas sem os gloriosos vocais femininos.



Mindtech – Omnipresence (Prog/Power Metal)

Outro que está meio que coçando aquela coceira da Scar Symmetry. O vox principal pode ficar um pouco duvidoso para mim, mas não a ponto de me impedir de ouvi-lo. A melodia e a harmonia vencem.



Oceans of Slumber (Metal)

Embora o último álbum tenha uma das minhas músicas favoritas em The Banished Heart, no geral eu amo esse álbum como um todo, mais. As músicas são mais sólidas e Cammie fica cada vez melhor.



Paralydium – Worlds Beyond (Prog Metal)

Difícil de se destacar neste gênero em particular. Mas esses caras fizeram exatamente isso, ao mesmo tempo em que mostraram bem suas influências. Shades of Dream Theater, mas também Teramaze.




Brothers of Metal – Emblas Saga (Symphonic Metal)

O power metal sinfônico com muita harmonia e refrões hinos realmente atingiu todas as notas certas para mim. Adorava os estilos celtas e os roqueiros de punhos cerrados. 



Tony Mitchell – Church of a Restless Soul (Melodic Rock)

OK. Existem muitos lançamentos excelentes este ano. Outro encharcado de melodias e ganchos por quilômetros. Este foi um grande avanço em relação ao seu último lançamento e me lembra como o Bon Jovi poderia soar se o Bon Jovi ainda pudesse lançar boa música.



Karfagen – Birds of Passage (Prog Rock)

Um álbum de rock progressivo da velha escola com uma performance fantástica. Evocando memórias dos anos 70 Sim, entre outras daquela época. Dois grandes épicos estão presentes, mas na verdade são apenas duas partes da mesma música. Este é um álbum muito agradável.


https://antonykalugin.bandcamp.com/album/birds-of-passage-high-res-24bit-48



Delain – Apocalypse and Chill (Metal Sinfônico)

Delain aumentou um pouco com este lançamento. Eu gostei bastante dos últimos álbuns, mas não os amei. Este é tão cativante quase todo o caminho. Tomando todos os seus pontos fortes e enfatizando-os. 


https://delain.bandcamp.com/




Thematic – Skyrunner ( Alt Prog Rock)

A banda tem um som arejado que eu realmente gosto. E tem um pouco de volta às melhores partes do som do rock dos anos 90, mas atualizado… com alguma djentidão.



Chronus – Idols (Rock/Metal)

Coisas mais melódicas da Suécia. O cantor aqui tem muita semelhança com o Ozzy, que eu gosto e funciona muito aqui.

https://listenable-records.bandcamp.com/album/idols



Black Stone Cherry – The Human Condition (Rock)

Agora, esta é uma banda que eu conheço há muito tempo, mas nunca dei uma chance, pois sempre pensei que eles eram uma banda do tipo bar rock. Mas esse claramente não é o caso e acabou sendo um álbum muito cativante com temas relacionáveis. Eu me vi ficando mais atraído quanto mais eu ouvia. E a capa de Don't Bring Me Down da ELO foi uma boa surpresa que vendeu também. Esses caras são excelentes músicos!

https://blackstonecherry.bandcamp.com/album/the-human-condition



Nuclear Power Trio – A Clear and Present Rager (Instrumental Metal)

Independentemente de afiliações políticas, este EP é uma excelente fatia de metal. E os títulos das músicas são hilários. Mas as músicas são cativantes como o inferno.

https://nuclearpowertrio.bandcamp.com/album/a-clear-and-present-rager



Allen/Olzon – Worlds Apart (Metal)

Cheguei onde abordo os lançamentos do Frontiers com um pouco de apreensão. Há tanta coisa lançada e de qualidade variável que é um pouco difícil ficar animado com tudo isso. Mas ei, quanto mais, melhor, eu acho. Se eu não gostar, tenho certeza que alguém vai gostar! Mas não estamos aqui para falar do que NÃO gostei. Outro álbum que não me conquistou na primeira audição, mas cresceu com giros repetidos até que eu adorei. Muito poder e emoção neste e Annette faz um trabalho fantástico.



Nicumo – Inertia (metal gótico)

Um tema recorrente comigo: outra banda (nada menos da Finlândia) que eu não conhecia, mas me agarrou do portão. Adoro a vibe Katatonia/Disillusion. Definitivamente uma vibração gótica. Álbum completo abaixo.


https://nicumo.bandcamp.com/album/inertia



Jorn – Heavy Rock Radio 2 – Executing the Classics (Ummm… heavy rock? )


Não pode dar errado com Jorn. E ele acerta aqui com algumas opções de capa fantásticas.

 



Haken – Vírus (Prog Metal)

No geral, um ótimo álbum do qual gostei mais do que algumas vezes este ano. Mas o destaque do álbum é definitivamente aquela suíte do Messias.



Tarja – Extra Raw (Metal Sinfônico)

Uma das melhores coisas que Tarja lançou há algum tempo. E é uma espécie de álbum de sobras. As coisas todas são tão cativantes!


Long Distance Calling – How Do We Want to Live? (Prog/Post Rock)

Adorei todos os grooves deste. Eles abrangem todas as coisas que eu amo no pós-rock.



Osyron –Foundations (Symphonic Metal) 

Mais um que surgiu do nada pra mim esse ano. Uma espécie de metal da velha escola, mas eles sabem como fazer grandes refrões e um enorme som sinfônico. A única reclamação que tenho é que é muito curto.


Acute Mind – Under the Empty Sky (Prog Metal)

E outra surpresa para mim este ano. Um amigo me apresentou a esses caras e agradeço a ele por isso. Uma grande variedade aqui com um toque de metal dos anos 90 às vezes. E um dos melhores solos de guitarra que ouvi esse ano na música It's Not Me.

PROTOMARTYR DE REGRESSO AOS DISCOS COM “FORMAL GROWTH IN THE DESERT”

 

terça-feira, 7 de março de 2023

UNSAFE SPACE GARDEN - GROWN-UPS! (𝗹𝗲𝘁𝗿𝗮 da música)


 

this is how we communicate

nowadays

and it would be fine

but we bring it home

and make a castle out of it

 

cause we're the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

we care about safety and war

at the same time

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

 

does anybody care

enough to understand

the demand for understanding?

NO!

 

é assim que a gente comunica

na contemporaneidade

como se cá andassemos a respirar

tipos diferentes de oxigénio

no meu O2

não cabemos os dois

 

é favor se desculpar

é importante p'ra nós você se desviar

você faz coisas de se desconfiar

e uma pessoa tem de se abrigar

não vá você se desleixar

e acabar com as minhas certezas!

 

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

we care about safety and war

at the same time

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

the grown-ups

 

y.azz x YANAGUI - Late Night

 

"Depois de ter feito as pazes com o desgosto amoroso e o peso do passado, dei-me espaço a mim própria para refletir o presente na música e assumi um lado que até agora tinha sido impossível - fazer música por diversão, com vontade de espelhar a minha personalidade exatamente como a sinto em cada momento. Acho que com a Drip marquei um ponto de viragem para re-afirmar-me e está cada vez mais presente. Late Night foi escrita num impulso, antes de ter muita certeza de qual seria a minha caminhada artística depois de ter lançado o EP e inicialmente não foi pensada como um single mas sim como uma introdução para um concerto - que acabou por ser a conclusão espiritual desse processo. Acho sempre engraçado como a arte é tão sincera quando reflito sobre onde estava quando comecei a escrever. É uma música que é sarcástica, divertida e ao mesmo tempo muito séria sobre como tudo se reduz sempre a uma coisa - amor. Eu que sempre tive tantas reticências relativamente a escrever sobre o assunto vi-me numa posição de ter assumido o conceito por inteiro (de corpo e alma) e quando acabei escrevi uma música quase em crítica disso. Mas eu vivo sempre na contradição e não é assim tão surpreendente." y.azz

 

A colaboração com o YANAGUI foi assumida porque esta música é um balanço perfeito entre a sonoridade do produtor e a lírica da artista, que considera que esta foi uma música muito deles e por isso faz sentido apresentar como uma colaboração. 

 

Green Leather - Leave You To Drown


 

Green Leather apresentam “Leave You to Drown”, o mais recente single do seu novo álbum, "From the Mountain to the Sea", a ser lançado este verão.

 

Este novo tema adota uma abordagem mais austera à intolerância e debruça-se sobre a ineficiência do diálogo na sociedade moderna. Realça como nos focamos mais em provar que os outros estão errados em vez de procurar o debate e aprendizagem. Este conceito é refletido nas melodias da guitarra acústica dos versos, levando-nos até um refrão sentido e repleto desta sensação de frustração e desejo por um mundo com mais compaixão.

 

"Green Leather" intitula o projeto de André Rosa, Daniel Braga, Francisco Ferreira, Rafael Enguiça e Sérgio Seco, concebido em 2018 com o desígnio de congregar as suas mais variadas influências - do Rock, Grunge, ao Indie e Funk. Esta mistura culminou em 2020 com o seu álbum de estreia que nos apresentou esta sonoridade versátil que denominaram de “Croc Rock”.

Este é o segundo lançamento da campanha promocional do seu novo LP, iniciada com “Bigotry of the Century” e que incluirá mais dois singles, merchandising, conteúdo nas redes sociais e atuações ao vivo. Após o Titanic Sur Mer, irão agora atravessar o rio até Almada para tocar dia 10 de março no icónico Cine Incrível em colaboração com Drain.

 

COMODORO AMIGO DESVENDA "POLAROID ANDROID", MAIS UM TEMA DO ÁLBUM DE ESTREIA "ATARI HANZO"

 

Nesta faixa, Comodoro continua o jogo de referências à cultura popular, desde logo na escolha do seu título, um flirt flagrante a um dos mais emblemáticos temas dos Radiohead. Mas não é prog-rock que se ouve neste single. Em “Polaroid Android” é assumida uma das maiores aproximações do disco a uma estética retro, através do recurso a elementos desde arpegiadores orelhudos nos refrões, aos pianos digitais de causar inveja à Gal Costa que cantava Stevie Wonder, nos anos 80.

Mas como nos garante Comodoro , este não é projecto de saudade, apenas um projecto com memória. Talvez por isso, a linguagem tem “efeitos retroactivos”, mas com aplicabilidade contemporânea, não só pela produção temperada com algum charme noir, como também com um cunho assumido de escrutínio social, burilado com letras pertinentes e provocatórias. Neste tema, o Comodoro volta a homenagear Oscar Wilde, recorrendo ao Retrato de Dorian Gray como metáfora para explorar a desconexão crescente entre a realidade física e um universo paralelo de uma condição humana meta-digitalizada.

Polaroid Android” conta ainda com a participação de Marie Beatriz Lucio na voz, emprestando um pouco de atmosfera etérea a um groove que assenta bem no chão de uma pista de dança.

 

Review: Rebel – Stargazer (1982, reedição 2021)

 


John Lawton fez o seu nome como vocalista do Lucifer´s Friend e do Uriah Heep, as duas principais bandas de sua longa carreira. Porém, o vocalista inglês, que infelizmente faleceu em 2021, fez parte de vários grupos e projetos, e um dos mais legais foi o Rebel.

O Rebel surgiu após o lançamento do seu primeiro álbum solo, Heartbeat (1980). A banda era formada pelo vocalista ao lado do guitarrista Tommy Clauss, do tecladista Albert Stübler, do baixista Peter Weber e do baterista Peter Garratoni. A sonoridade tem elementos do Uriah Heep e do Rainbow pós-Dio.

Produzido pelo próprio John Lawton, Stargazer traz oito faixas, todas variando entre 2 e 4 minutos, com exceção da composição que fecha o álbum, “Wings of Fire”, que beira os oito minutos. Ou seja, o som é bastante direto e cheio de energia, sem maiores firulas ou arranjos grandiosos. É um hard & heavy contagiante, com excelentes vocais e instrumental competente.

Entre as canções, destaque para a faixa-título, “Broadway Nights”, “Give It All You Got” (com um sutil flerte com a então nascente AOR), “Iron Horse” e “Hold Your Head Up”.

Stargazer foi relançado no Brasil pela Hellion Records em 2021 em uma edição digipack que traz um pôster com brinde. Um resgate oportuno para quem se interessa por obscuridades do som pesado.


Os 100 álbuns de rock mais vendidos de todos os tempos

 


Responder quais são os álbuns mais vendidos de todos os tempos não é tarefa das mais fáceis. O motivo principal para isso é que, com exceção dos Estados Unidos e alguns outros poucos países, os dados com os números de vendas não são claros e não estão disponíveis. O Brasil é um exemplo disso, pois não temos em nosso país um órgão como a RIAA, que regula e monitora as vendas físicas e digitais no mercado norte-americano, o maior do mundo.

Outro ponto é que, apesar de a Wikipedia em inglês possuir uma longa página dedicada aos álbuns mais vendidos da história – e repleta de excelentes referências -, os dados apresentados ali não são muito exatos e as fontes divergem bastante.

Por essas razões, a pesquisa de dados para construir este artigo foi feito em dois sites. O principal é o Chart Masters, de onde veio a imensa maioria dos números e que é uma ótima referência para a pesquisa de assuntos relacionados à vendas de álbuns. E o segundo é o Best Selling Albuns, que mesmo não tendo a profundidade do Chart Masters, é um ótimo complemento.

Um ponto vital na hora de fazer uma lista como essa é que é preciso entender que o formato álbum, como é conhecido hoje, não era o padrão nos primeiros anos do rock. No início, os LPs funcionavam como uma junção de singles – que era o formato padrão para consumir música na época – e não como uma reunião de músicas vindas de uma mesma sessão de gravação e que conversavam entre si. In the Wee Small Hours, lançado por Frank Sinatra em 1955, é considerado, em termos históricos, como o primeiro disco a ter canções que exploravam um mesmo conceito e ideia. Foi com ele que nasceu o “álbum” como conhecemos. No entanto, essa ideia só pegou de vez a partir da segunda metade da década de 1960, e o grande responsável por isso foi o fenomenal Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado pelos Beatles em 1967. O enorme sucesso do disco mostrou para os artistas e para as gravadoras que o público estava pronto para consumir obras mais complexas do que apenas singles com canções descartáveis com pouco mais de 3 minutos de duração.


É por isso que artistas da fase inicial do rock não possuem álbuns com grandes vendagens, pois o foco desses músicos estava na gravação de singles. Estima-se que Elvis Presley, por exemplo, tenha vendido mais de 135,3 milhões de singles em todo o mundo. Um número assombroso, não é mesmo? Isso ocorre também com os Beatles, outro campeão de vendas. A estimativa é que o quarteto de Liverpool vendeu aproximadamente 115,6 milhões de singles durante a sua carreira. Assombroso também, certo?

Antes de apresentar os álbuns campeões de vendas presentes nesta lista, são necessárias três explicações. A primeira é que houve uma banalização envolvendo o número de vendas de álbuns nos anos recentes, e muita gente acredita que é muito fácil vender 1 milhão de discos, seja no passado ou nos dias atuais. Pois bem: alcançar esse número nunca foi uma tarefa simples, tanto nas décadas anteriores quanto, principalmente, nos tempos em que vivemos, onde a mídia física deixou de ser o formato padrão para o consumo de música. É muito difícil entrar no “clube do milhão”, e essa percepção ficou ainda mais clara no decorrer desta pesquisa. E aqui entra outro ponto: nós temos a tendência a imaginar que todos os álbuns que fazem parte de nossas vidas venderam milhões e milhões de cópias, mas a realidade não é bem essa.

A ideia desta lista foi identificar, através de muita pesquisa, quais são os álbuns de rock mais vendidos de todos os tempos. E, nesse caso, é preciso entender que o rock é um gênero musical bastante amplo. O resultado final traz títulos de prog, hard, metal, pop rock, folk rock e muitos outros estilos, demonstrando toda a riqueza e possibilidades da música que tanto amamos. Um ponto importante: foram considerados apenas discos de estúdio e ao vivo, coletâneas e compilações foram deixadas de fora.

E, pra fechar: os números de vendas apresentados abaixo foram arredondados para uma casa decimal, usando a seguinte metodologia: se um disco vendeu 3.170.000 de cópias, o valor foi arredondado para 3,2 milhões. Se o número vendido foi de 3.130.000, o valor foi arredondado para 3,1 milhões. Você perceberá também que quando dois os mais álbuns empataram no número de vendas, eles foram organizados por ordem alfabética de artista e, para efeito da definição do seu lugar na lista, dividem a mesma posição, mas para a contagem geral foram contabilizados um a um. Exemplo: veja a posição 8 da lista, que foi dividida entre dois discos, e por essa razão a próxima posição contabilizada já é de número 10.


Esses são os 100 álbuns de rock mais vendidos de todos os tempos:

1 Pink Floyd – The Dark Side of the Moon (1973) – 43,3 milhões

2 Led Zeppelin – Led Zeppelin IV (1971) – 36,8 milhões

3 AC/DC – Back in Black (1980) – 35,8 milhões

4 Fleetwood Mac – Rumours (1977) – 35,5 milhões

5 Alanis Morissette – Jagged Little Pill (1995) – 33,6 milhões

6 Pink Floyd – The Wall (1979) – 31,3 milhões

7 Dire Straits – Brothers in Arms (1985) – 30,9 milhões

8 Guns N’ Roses – Appetite For Destruction (1987) – 30,8 milhões

8 Metallica – Metallica (1991) – 30,8 milhões

10 Eagles – Hotel California (1976) – 30,1 milhões

11 Bruce Springsteen – Born in the U.S.A. (1984) – 29,3 milhões

12 Nirvana – Nevermind (1991) – 27,8 milhões

13 Meat Loaf – Bat Out of Hell (1977) – 27,4 milhões

14 U2 – The Joshua Tree (1987) – 26,8 milhões

15 The Beatles – Abbey Road (1969) – 26,7 milhões

16 Santana – Supernatural (1999) – 26 milhões

17 Def Leppard – Hysteria (1987) – 25 milhões

18 The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) – 24,8 milhões

19 Eric Clapton – Unplugged (1992) – 23,7 milhões

20 Bon Jovi – Slippery When Wet (1986) – 23,6 milhões

21 Phil Collins – No Jacket Required (1985) – 23,3 milhões

22 Boston – Boston (1976) – 22,4 milhões

23 Hootie & The Blowfish – Cracked Rear View (1994) – 22,3 milhões

23 Pink Floyd – Wish You Were Here (1975) – 22,3 milhões

25 Led Zeppelin – Led Zeppelin II (1969) – 21,9 milhões

26 Linkin Park – Hybrid Theory (2000) – 20,8 milhões

26 Phil Collins - ... But Seriously (1989) – 20,8 milhões

28 The Who – Tommy (1969) – 20 milhões

29 Green Day – Dookie (1994) – 19,8 milhões

30 Simon & Garfunkel – Bridge Over Troubled Water (1970) – 19,6 milhões

31 The Beatles – The Beatles (1968) – 19 milhões

32 Guns N’ Roses – Use Your Illusion II (1991) – 18,8 milhões

33 Guns N’ Roses – Use Your Illusion I (1991) – 18 milhões

33 No Doubt – Tragic Kingdom (1995) – 18 milhões

35 The Cranberries – No Need to Argue (1994) – 17,8 milhões

36 Led Zeppelin – Houses of the Holy (1973) – 17,7 milhões

36 Oasis – (What’s the Story) Morning Glory? (1995) – 17,7 milhões

38 U2 – Achtung Baby (1991) – 17,5 milhões

39 Peter Frampton – Frampton Comes Alive! (1976) – 17 milhões

40 Supertramp – Breakfast in America (1979) – 16,8 milhões

41 Evanescence – Fallen (2003) – 16,7 milhões

42 Red Hot Chili Peppers – Californication (1999) – 16,3 milhões

43 Nirvana – MTV Unplugged in New York (1994) – 16,1 milhões

44 Blink -182 – Enema of the State (1999) – 16 milhões

44 Blondie – Paralell Lines (1978) – 16 milhões

44 R.E.M. – Out of Time (1991) – 16 milhões

47 Led Zeppelin – Led Zeppelin (1969) – 15,8 milhões

47 Metallica - ... And Justice for All (1988) – 15,8 milhões

49 Pearl Jam – Ten (1991) – 15,7 milhões

50 Phil Collins – Face Value (1981) – 15,6 milhões

50 Van Halen – Van Halen (1978) – 15,6 milhões

52 Van Halen – 1984 (1984) – 15,4 milhões

53 Billy Joel – The Stranger (1977) – 15,3 milhões

53 Green Day – American Idiot (2004) – 15,3 milhões

53 Neil Young – Harvest (1972) – 15,3 milhões

53 Phil Collins – Serious Hits ... Live! (1990) – 15,3 milhões

57 AC/DC – Highway to Hell (1979) – 15,2 milhões

58 The Police – Synchronicity (1983) – 15,1 milhões

59 Matchbox Twenty – Yourself or Someone Like You (1996) – 15 milhões

60 Crosby, Stills, Nash & Young – Déjà Vu (1970) – 14,6 milhões

61 AC/DC – Live (1992) – 14,4 milhões

61 Red Hot Chili Peppers – Blood Sugar Sex Magik (1991) – 14,4 milhões

61 The Beatles – Rubber Soul (1965) – 14,4 milhões

64 ZZ Top – Eliminator (1983) – 14,1 milhões

65 INXS – Kick (1987) – 14 milhões

65 Metallica – Master of Puppets (1986) – 14 milhões

67 Bon Jovi – New Jersey (1988) – 13,9 milhões

67 Coldplay – A Rush of Blood to the Head (2002) – 13,9 milhões

69 Genesis – We Can’t Dance (1991) – 13,8 milhões

69 The Doors – The Doors (1967) – 13,8 milhões

69 U2 – Rattle and Hum (1988) – 13,8 milhões

72 Led Zeppelin – Led Zeppelin III (1970) – 13,7 milhões

72 R.E.M. – Automatic for the People (1992) – 13,7 milhões

74 Aerosmith – Get a Grip (1993) – 13,4 milhões

74 Led Zeppelin – Physical Graffiti (1975) – 13,4 milhões

76 Billy Joel – 52nd Street (1978) – 13,3 milhões

76 Linkin Park – Meteora (2003) – 13,3 milhões

78 Creed – Human Clay (1999) – 13,2 milhões

79 Billy Joel – An Innocent Man (1983) – 13 milhões

79 Genesis – Invisible Touch (1986) – 13 milhões

81 Meat Loaf – Bat Out of Hell II: Back Into Hell (1993) – 12,7 milhões

82 Elton John – Goodbye Yellow Brick Road (1973) – 12,5 milhões

82 The Beatles – Revolver (1966) – 12,5 milhões

84 U2 – All That You Can’t Leave Behind (2000) – 12,3 milhões

85 Pink Floyd – Animals (1977) – 12,2 milhões

86 Nirvana – In Utero (1993) – 12,1 milhões

87 Def Leppard – Pyromania (1983) – 12 milhões

87 The Offspring – Smash (1994) – 12 milhões

89 Coldplay – X&Y (2005) – 11,9 milhões

89 Journey – Escape (1981) – 11,9 milhões

89 Nickelback – All the Right Reasons (2005) – 11,9 milhões

89 Santana – Abraxas (1970) – 11,9 milhões

89 The Beatles – Let It Be (1970) – 11,9 milhões

94 Metallica – Ride the Lightning (1984) – 11,7 milhões

95 Pink Floyd – The Division Bell (1994) – 11,6 ,milhões

96 Kid Rock – Devil Without a Cause (1998) – 11,5 milhões

96 Led Zeppelin – In Through the Out Door (1979) – 11,5 milhões

96 Metallica – Load (1996) – 11,5 milhões

96 REO Speedwagon – Hi Infidelity (1980) – 11,5 milhões

100 Queen – A Night at the Opera (1975) – 11,4 milhões


Algumas curiosidades sobre o resultado final da lista. A banda como o maior número de álbuns entre os 100 mais vendidos de todos os tempos foi o Led Zeppelin, que colocou nada mais nada menos que sete dos seus oito discos entre os campeões históricos de vendas – só pra lembrar, CODA (1982) é uma compilação de faixas gravadas durante toda a carreira da banda e não é considerado um álbum no sentido puro da palavra, como os demais trabalhos do quarteto. Os Beatles também fizeram bonito, com 6 dos seus 13 discos na lista. E empatados em terceiro lugar tivemos o Pink Floyd e o Metallica, ambos com 5 discos cada.

O título mais antigo presente na lista chegou ao mercado em 1965, e o mais recente foi lançado em 2005. A divisão por anos revelou que 1991 foi responsável pelo maior número de álbuns entre os mais vendidos, com nove títulos entre os cem. Na sequência tivemos 1994 com seis álbuns na lista, e 1970 com cinco discos. Na divisão por décadas os anos 1990 tiveram 32 álbuns, os anos 1970 entraram com 27 discos, a década de 1980 com 24 e os anos 2000 com 8 títulos. Ou seja, o auge dos CDs (a década de 1990) e a época de ouro dos LPs (os anos 1970) reafirmaram a sua força mais uma vez quando o assunto é a venda de mídia física.

Destaque

Lord Flimnap "Point of View" (1989)

  Quem conhece "As Viagens de Gulliver",  de Jonathan Swift,  provavelmente se lembra do ardiloso e invejoso Flimnap, Lorde Chance...