segunda-feira, 13 de março de 2023

Artistas de Rock Progressivo Italiano

I Signori Della Galassia

I Signori Della Galassia (The Men Of Galaxy, traduzido do italiano) foi uma banda italiana fundada em Savona no final dos anos 70 por Franco Delfino (teclados, voz), Gigi Mosello (teclados, voz), Manuel Gustavino (guitarra), Bruno Govone (guitarra), Sergio Battistani (baixo) e Beppe Aleo (bateria). Seu estilo mistura o Space Progressive Rock, o Pop italiano, o Electro tocado com engrenagens analógicas (como o sintetizador Moog) e o proto Cosmic. Alguém gosta de definir sua música como a resposta italiana natural aos Rockets (por seu visual galáctico) e ao Kraftwerk (por suas visões futuristas sobre o mundo). Na verdade, os lançamentos de I Signori Della Galassia são muito, muito raros. Uma das faixas mais conhecidas é "Archeopterix", composta por Franco Delfino, Franco Zauli e Giuseppe Damele e escrita por Giorgio Oddoini e Dino Cafaro.


Parecido com





Fotos







Faixas principais

Álbuns

BIOGRAFIA DE Chubby Checker.

 

                                           Chubby Checker

Chubby Checker, nascido Ernest Evans (Spring Gulley, 3 de outubro de 1941) é um cantor, compositor e dançarino norte-americano, conhecido por popularizar o twist com sua gravação, feita na década de 1960, do sucesso de R&B composto por Hank Ballard, "The Twist". Em setembro de 2008 a canção chegou ao topo da lista, feita pela revista Billboard, dos singles mais populares a terem aparecido na parada de sucessos da mesma revista, Hot 100, desde que ela começou a ser feita, em 1958.

Biografia.

Ernest Evans nasceu em Spring Gulley, em 3 de outubro de 1941, na Carolina do Sul, e foi criado, durante sua infância, nos conjuntos habitacionais (projects) de South Philadelphia, na Pensilvânia, onde viveu com seus pais e seus dois irmãos. Com oito anos de idade Evans formou um grupo harmônico que se apresentava nas ruas, e ao entrar no colegial já havia aprendido a tocar o piano, bem como entreter seus colegas de classe como imitações de cantores populares da época, como Jerry Lee Lewis, Elvis Presley e Fats Domino.

Após concluir a escola, Evans passou a entreter, com canções e piadas, os clientes em seus diversos empregos, vendendo produtos agrícolas em lojas e mercados da cidade. E teria sido seu chefe num destes empregos - no Produce Market - Tony A., que lhe deu o apelido de "Chubby" ("Gorducho"). Henry Colt, proprietário do seu outro emprego, Fresh Farm Poultry, teria ficado tão impressionado com a performance de Ernest que, juntamente com seu colega e amigo Karl Mann, compositor que trabalhava para a Cameo-Parkway Records, conseguiram que o jovem 'Chubby' fizesse uma gravação privada com Dick Clark, apresentador do programa de televisão American Bandstand. Foi nesta sessão de gravação que Evans adotou definitivamente seu nome artístico; a esposa de Clark perguntou-lhe qual era seu nome e ele respondeu: "Bem, meus amigos me chamam de 'Chubby'". Como ele havia terminado de fazer uma imitação de Fats Domino, ela sorriu e perguntou-lhe: "Como damas (checkers, em inglês)?" A brincadeira de palavras envolvendo o 'dominó' do nome de Fats e outro jogo de tabuleiro gerou risadas instantâneas entre os presentes, e foi adotada como nome a partir daquele momento.

Em 1964, casou-se com a Miss Mundo 1962, Catharina Lodders, com a qual teve três filhos.

Carreira.

Durante o auge de seu sucesso, na década de 1960, lançou seus discos pela Cameo-Parkway Records que, juntamente com todo o resto do material da gravadora, tornou-se indisponível depois do início da década de 1970 por disputas legais internas da companhia. Por décadas, quase todas as compilações dos sucessos de Checker eram feitas a partir de regravações.

Checker lançou uma versão dançante de "Back in the USSR", dos Beatles, em 1969, que alcançou apenas o segundo lugar nas paradas de sucesso. Foi a sua última aparição nas paradas até 1982. Também gravou um álbum psicodélico no início dos anos 70 foi lançado inicialmente apenas na Alemanha. O lançamento original não recebeu nome, porém a frase Chubby Checker Goes Psychedelic, escrita na contracapa, passou a ser tomada como o título.

Apesar de ter opiniões ambíguas sobre o seu single mais bem-sucedido, "The Twist", Checker sempre conseguiu capitalizar sua popularidade duradoura. Em 1987 gravou nova versão da canção com o trio de rappers The Fat Boys. As letras desta nova versão deixavam implícito que estava satisfeito com esta associação. Checker também interpretou a canção num comercial dos biscoitos Oreo, no início da década de 1990.

Em 2008 "The Twist" foi nomeado o maior hit de todos os tempos pela revista Billboard, que analisou todos os singles que estiverem entre os 10 maiores sucessos das paradas entre os anos de 1958 e 2008. Checker ainda obteve, em julho do mesmo ano, o posto de primeiro lugar na parada de sucessos na categoria dance, com "Knock Down the Walls". Proprietário de seu próprio restaurante, Chubby Checker continua a se apresentar em público regularmente.

Prêmios.

Em 1961, Checker recebeu um Grammy Award na categoria Melhor Canção Contemporânea por "Let's Twist Again". Em 2008, "The Twist" foi eleita a melhor canção de todos os tempos a aparecer nas paradas musicais da Billboard. Ela analisou todos os singles que entraram em suas paradas entre 1958 e 2008. Ele também foi homenageado pela Settlement Music School como parte do centenário da instituição, aparecendo na lista Settlement 100, que listava personalidades ligadas à escola.

Checker recebeu o Sandy Hosey Lifetime Achievement Award em 9 de novembro de 2013 da Artists Music Guild. Checker foi apresentador dos AMG Heritage Awards de 2013 e recebeu o prêmio durante a transmissão. O prêmio lhe foi entregue por seu amigo de longa data Dee Dee Sharp. Checker também foi apresentador do American Music Awards de 1991



The Best Of Chubby Checker: Cameo Parkway, 1959-1963 (2005)

01. Dancin' Party
02. The Twist
03. Toot
04. The Class
05. Twistin' U.S.A.
06. The Hucklebuck
07. Whole Lotta Shakin' Going On
08. Pony Time
09. Dance The Mess Around
10. Good, Good Lovin'
11. Let's Twist Again
12. The Fly
13. Slow Twistin'
14. Popeye The Hitchhiker
15. Limbo Rock
16. Let's Limbo Some More
17. Hooka Tooka
18. Loddy Lo
19. Hey, Bobba Needle
20. Birdland
21. Surf Party
22. Twist It Up
23. Twistin' Round The World
24. Jingle Bell Rock (& Bobby Rydell)



OS 10 ARTISTAS AFRICANOS MAIS INTERESSANTES DO MOMENTO



Nascida em Costa do Marfim, Dobet Gnahore é um dos nomes mais aclamados na África atualmente. (Foto – Wikipédia)


Dona de uma das populações mais diversificadas culturalmente no mundo, a África possui uma musicalidade de fazer inveja. Berço de ritmos como o afrobeat, kuduro e do kriolo de Cabo-Verde, o continente é notoriamente conhecido por essa qualidade. Dois expoentes desta variação rítmica são Fela Kuti e Miriam Makeba, dupla que entrou para história como símbolo das artes e política no século 20. Mas para provar que a África segue produzindo músicos talentosos, elegemos os 10 artistas contemporâneos mais descolados de Mãe África.

 

 

Richard Bona – Músico africano nascido em uma pequena vila em Camarões, Richard Bona é o que de melhor a música de África ofereceu ao mundo nos últimos tempos. Caracterizado pela fusão do jazz e pop com ritmos africanos, Bona cresceu em uma família musical, seu avô era percussionista, a mãe cantora e as irmãs meninas de coro. Seu primeiro contato com um instrumento aconteceu aos três anos, habituado a chorar sem motivo, o pequeno Richard ganhou um balafon (espécie de chocalho africano de madeira) e ao começar a tocá-lo se encantou e colocou fim na manha. Começava ali uma história de amor e sucesso.

 

 

Ao longo de sua carreira o baixista ficou conhecido pelo talento precoce e logo despertou a atenção de nomes como Herbie Hancock e Bob McFerrin. Seu amor pelo Brasil é outra característica que merece destaque. Bona já se apresentou em terras brasilis inúmeras vezes e gravou inclusive com artistas como Djavan, com quem divide os vocais da faixa Manyaka O Brazil:



 

Salif Keita – Nascido em Djoliba, no Mali, Salif Keita é um dos principais nomes do cenário musical do continente. Apelidado de “a voz de ouro da África”, o cantor é descendente direto do fundador do império maliano, Sundiata Keita. Sua carreira tem início em 1969, ano em que entra para a banda Super Rail Band de Bamako, contudo o auge do sucesso chega em 1970, quando Keita forma o Les Ambassadeurs Internationale, que ganhou fama internacional e foi homenageada com o prêmio National Order, entregue pelo presidente da GuinéSékou Touré.

 

 

A sonoridade de Salif Keita condensa elementos tradicionais do Oeste africano com influências europeias e norte-americanas. Uma das favoritas do público é a faixa Yamore, lançada em 2002.

 

 

Yamore:

 

 


 

Dobet Gnahoré – Nascida em Costa do Marfim, a cantora é um dos nomes mais aclamados na África atualmente. Talentosa, Dobet faz do palco sua casa e brinda um público com um espetáculo belíssimo e rico em cultura. Além de cantar, ela também é dançarina e percussionista, tendo iniciado a carreira como disco Ano Neko, em 2004.

 

 

Sua música se caracteriza por beber na fonte do afrobeat e condensá-lo com elementos do pop africano. Ela já levou pra casa uma estatueta do Grammy, na categoria Música Urabana/ Performance Alternativa.

 

 


 


Com uma voz doce e serena, a maliana Rokia Traore caiu nas graças do mundo da música logo ao lançar seu primeiro disco, Mouneïssa, em 1998. (Foto – Wikipédia)

 

 

Rokia Traore – Natural de Kolokani, no Mali, Rokia Traore brinca em sua música com a cultura de diversos países africanos. Suas composições possuem traços do povo da Arábia Saudita e Argélia, por exemplo.

 

 

Com uma voz doce e serena, ela caiu nas graças do mundo da música logo ao lançar seu primeiro disco, Mouneïssa, em 1998, que aliado com seu canto calmo e um pouco de percussão, chegou ao primeiro lugar das paradas. A faixa Laidu, do próprio Mouneïssa, descreve bem seu estilo.

 

 

Laidu:

 

 


 

Fatoumata Diawara – Se você é do time que não resiste a artistas que cantam em francês, cuidado ao ouvir a obra de Fatoumata Diawara. Outro talento revelado na Costa do Marfim, ela combina o ritmo popular Wassoulou Africano, oriundo do sudoeste maliano, com Jazz e Soul.

 

 

Seu estilo de composição é baseado nas tradições Wassoulou, estilo praticado geralmente por mulheres, donas de vocais potentes e que cantam sempre acompanhadas de uma harpa. Fatoumata também é atriz e já atuou numa dezena de filmes. O hit preferido dos fãs é a canção Bissa:

 

 




Bilan é mais um dos expoentes da empolgante safra de novos artistas da cena musical de Cabo-Verde.  (Foto – Reprodução)

 

 

Bilan – Cabo-Verde é daqueles países que parecem ressoar em nossos ouvidos. Com a música não é diferente, pois a miscelânea estética é fascinante nos cantores cabo-verdianos. Um dos mais cultuados do momento é um músico inovador e dono de uma produção singular cantada em kriolu.

 

 

Falamos de Bilan, atualmente residente no Norte de Portugal e que faz sucesso com uma poesia própria e em compasso com a realidade cosmopolita urbana. Figura conhecida entre os artistas locais, o cantor já se apresentou nos principais festivais ao redor do planeta. Gilberto Gil é uma de suas grandes influências, entretanto ele reforça sua criação e identidade própria. Menção para as canções Arrependimento Dia D’Manhã.

 

 

Um pouco do trabalho do artista:

 

 


 

Sara Tavares – Cabo-Verde também é tema recorrente na vida desta jovem que encanta com seus tons suaves e agudos em letras que exaltam o amor e a alegria de viver. Sua música centraliza as influências de nomes pops do cenário local, como Mayra Andrade e Lura.

 

 

Apesar de ter nascido em Lisboa, ela carrega as influências da ascendência cabo-verdiana em todos os álbuns que já lançou. Ouvidos atentos para Bom Feeling:

 

 



 


Seun Kuti carrega Fela no sangue e resolveu modernizar o afrobeat. (Foto – Reprodução)

 

 

Seun Kuti – Filho de peixe peixinho é. Seguramente pode-se afirmar que Seun herdou tudo que há de bom na musicalidade de seu pai, o aclamado Fela Kuti. Tendo o saxofone como instrumento principal, o caçula da família Kuti começou a carreira bem cedo e, logo após a morte do pai, se tornou aos 14 anos vocalista do Egypt 80, clara alusão ao Africa 70, conjunto formado por seu pai anos antes.

 

 

Sucesso por onde passa, o músico ganhou luz própria e trouxe uma pegada moderna ao afrobeat. A discografia de Seun conta com cinco trabalhos lançados, o mais recente é A Long Way To the Beginning, que estreou nas paradas em 2014.

 

 

Indicamos o clipe de Rise, recheada de ativismo político:

 

 


 

Lura – Com uma pegada swingada, suas canções são contagiantes e não deixam ninguém parado.  O canto de Lura exalta nossos ancestrais e também lembram cadências conhecidas dos brasileiros, como a lambada.  

 

 

A moça também possui influências do jazz e do tango. Seu objetivo é acomodar elementos do passado com a música moderna. Indicamos a música Nha Vida

 

 



 


Titica é a rainha do Kuduro. Sua canção ‘Chão’ é a mais tocada da história do gênero. (Foto – Reprodução)

 

 

Titica – Não poderíamos terminar sem destacar o Kuduro, um dos ritmos mais empolgantes da África. Para isso selecionamos Titica, ícone absoluto do gênero.  Febre entre os jovens, a cantora é uma transexual nascida em Angola e começou sua carreira nas artes dançando balé.

 

 

A artista se destaca também por usar o Kuduro como ferramenta de conscientização entre os jovens de assuntos como sexualidade e drogas. Sua primeira canção foi logo um estouro, Chão se tornou a faixa mais tocada da história do gênero. Ticni, como gosta de ser chamada, já se apresentou em Portugal, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

 

 

Com vocês Chão:

 

 



ROGER HODGSON - CLASSICS LIVE (2010)




ROGER HODGSON
''CLASSICS LIVE''
2010
47:08    MUSICA&SOM
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01 - School 05:42
02 - Dreamer 05:11

03 - Two Of Us 02:39
04 - It's Raining Again 04:44
05 - Take The Long Way Home 04:55
06 - Giva A Little Bit 04:17
07 - Hide In Your Shell 06:54
08 - Breakfast In America 02:42
09 - Only Because Of You (Roger Hodgson); Lord Is It Mine 05:55
10 - The Logical Song 04:07
Tracks By Rick Davies & Roger Hodgson, Except As Indicated
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Recorded On 2010 World Tour
Tracks 01, 04, 06, 10: Belo Horizonte, Brazil With Band
Tracks 03, 08: Valencia, Venezuela With Band
Track 02: Oslo, Norway With Band
Track 05: Solo In Paris, France
Track 07: Babelsberg, Germany With Orchestra
Track 09: Solo In Bremen, Germany
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Roger Hodgson: vocals, 12 string guitar, piano, keyboards
Aaron MacDonald: saxophones, keyboards, melodica, backing vocals
Bryan Head: drums
Ian Stewart: bass
Kevin Adamson: keyboards, backing vocals



MUSICA AFRICANA

 Pepê Lima - Cala a Boca (2019)



Tendo atingido apogeu nos anos 70 como vocalista principal do conjunto Os Leonenses, Pedro Diogo brilhou também ao levar a música são-tomense para além fronteiras com brilhantes atuações fora do País até com canções interpretadas em línguas estrangeiras, sobretudo, em francês, a sua preferência que arrasava os palcos internacionais.

Nos anos 80 com a letargia do agrupamento Leoneses, a voz da rumba, samba e samba-socopé, estilos originários são-tomenses, Pedro Diogo virou-se para shows individuais com atuações esporádicas em grandes eventos musicais bem com a produção de CDs e vídeo, levando-lhe a auto-batizar-se de Pépé Lima fruto de inspiração no internacional musico africano Pépé Kallé, do Congo Kinshasa.

O cantor são-tomense Pedro Diogo, conhecido artisticamente por Pépé Lima, morreu  aos 75 anos de idade, vítima de doença prolongada no hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé

Macaia - Subimos Todos (2019)


NEIL BLADE - NB23 (2023)

 

NËIL BLÄDË é o pseudónimo de Nathan Smith, um jovem músico vindo de Atlanta, Geórgia, membro de várias bandas como os rockers veteranos Shyanne. Nathan tem lançado alguns singles e agora é hora de seu álbum de estreia completo ' NB23 '.
A ideia desse apelido de Nëil Blädë – com o ¨ ala Mötley ou Mötorhead – faz parte da essência do material que ele compôs para o álbum, melódico hard rock inspirado nos anos 80 com aquele sabor americano.
Além de seus vocais fortes e muito bem afiados, Nathan lida com guitarra, baixo, teclas e, embora tenha a ajuda de engenheiros profissionais, produziu tudo. Nathan queria um som real dos anos 80, uma bateria de verdade, então ele pediu ao baterista Kerry Denton para tocar em todas as músicas.
Este é um maravilhoso hard rock retro dos EUA, semelhante a Skid Row, Hurricane, Salty Dog ou bandas mais recentes, como Outloud, AdrianGale – misturado com melódico e ocasionalmente AOR de Paul Laine, Jimmy Davis & Junction, etc.
Há uma seleção variada aqui de faixas mais pesadas como a abertura FSU / Castles e Don't Back Down, porém é nos números mais melodiosos que Blade brilha, ou seja, a ridícula e cativante Undercover Lover, Special Delivery, Runway Runaway, ou a estilo AOR Lonely onde ele adiciona muitos sintetizadores.
Com esse tipo de álbum indie/autogerenciado, às vezes dizemos “ nas mãos de um produtor famoso, isso poderia ser enorme ”. Isso não se aplica aqui.
Parte do charme dessas canções é a visão de Nathan / Nëil Blädë de como elas deveriam soar. E deixa-me dizer que o NB23 é produzido profissionalmente, nítido, sem paredes de tijolos. Além disso, mix e masterização são de primeira linha.
Um prazer de ouvir se tu gostas do seu melódico hard rock americano clássico dos anos 80 / início dos anos 90 feito corretamente.

01 – F.S.U.
02 – Castles
03 – Special Delivery
04 – Runway Runaway
05 – Love Song
06 – Undercover Lover
07 – Fool
08 – Don’t Back Down
09 – Lonely
10 – Ruin My Day
11 – Trouble
12 – Victim
13 – Reason

Nathan Smith: guitar, vocals, bass, keys
Kerry Denton: drums
https://www.upload-4ever.com/k661owrtzgkt
https://turbobit.net/iz5gczoqhjii.html?short_domain=turb.pw



ESQUINA PROGRESSIVA

 

Caravan - In the Land of Grey and Pink (1971)



Considero “In the Land of Grey and Pink” da Caravan o melhor disco da cena Canterbury. Uma verdadeira estranheza musical inglesa temperada com um pouco de capricho, exatamente o que a vertente pede, com muito rock progressivo, jazz e música psicodélica.

O disco abre com “Golf Girl”, uma música tipicamente britânica, letras divertidas e de uma batida comercial bem com a cara das canções feitas na era pós-psicodélica. Daquele tipo que coloca o ouvinte pra cima e o faz querer cantar junto. O destaque fica por conta de um órgão bastante criativo dando o tom através de uma bela cama melódica para a música.

“Winter Wine" tem uma linha vocal que me faz remeter ao Moody Blues. Também carrega uma encantadora melodia folk enraizada nas praticadas por Roy Harper. Mas apesar dessas duas referências, o som é bastante singular. Richard Sinclair fez nessa faixa uma espécie de premonição da musicalidade que levaria em sua ida ao Camel no final dos anos 70. Carrega uma instrumental com seção rítmica de guitarra simples, porém extremamente agradável. Confesso que se eu fosse criticar algo, criticaria os trabalhos de teclados que ficaram basicamente relegados, mas mesmo assim, uma grande canção.

A terceira faixa do álbum, “Love to Love You (And Tonight Pigs Will Fly)”, é uma música que eu defino como extremamente enganadora em vários aspectos, e que pode ser vista como somente uma canção pop, fato que não é. Algo que passa despercebido, por exemplo, é que ela é completamente feita em 7/8, uma característica progressiva inclusive, mas quase camuflada aqui. Outro ponto é a letra cantada sobre um arranjo aparentemente doce e inocente, passa longe de ter esse resultado quando analisada mais a fundo, podendo-se notar inclusive toques bastante obscuros. Uma canção que soa simples, mas possui as suas peculiaridades.

“In The Land Of Grey And Pink” é uma canção simples e muito bem cadenciada pelo baixo, bateria e guitarra acústica, além, claro, sem deixar de mencionar o belíssimo solo de piano que encaixa perfeitamente no meio da canção. Não existe muito a que se destacar aqui, mas ao mesmo tempo não a nada pra ser criticado também. Tudo soa como tem que soar.

Mas o melhor do álbum está no final através de, “Nine Feet Underground". Um épico de quase vinte e três minutos dividido em oito capítulos. A faixa é uma grande mistura de música sinfônica, progressiva e psicodélica, com inúmeras peças de solos se espalhando por toda parte. O que torna esta canção uma obra tão significativa pra mim é o fato de que ela permaneça interessante em toda sua totalidade, independentemente da grande quantidade de tempo solando. Todos os instrumentos interagem o tempo todo para fornecer este resultado aventureiro que é abundante em criatividade e melodia. Umas das grandes suítes produzidas na frutífera primeira metade da década de 70 para o rock progressivo.

Não há o que dizer em relação a cena Canterbury e o álbum “In The Land Of Grey And Pink” senão que trata-se do maior exemplo de um dos grandes movimentos musicais do rock progressivo. Uma verdadeira joia e que serviu de espelho pra tantos outros tesouros que vieram em seguida. Altamente recomendado.




Track Listing

1.Golf Girl - 5:05
2.Winter Wine - 7:46
3.Love To Love You (and Tonight Pigs Will Fly) - 3:06
4.In The Land Of Grey And Pink - 4:51
5.Nine Feet Underground - 22:40 




The Cold Stares – Voices (2023)

 

Os olhares friosConsumido pelo arrependimento, solidão e desespero, Chris Tapp é um viajante desamparado na estrada rochosa da vida, cansado, mas resiliente, feroz, mas vulnerável. Nas vozes eletrizantes , o vocalista do The Cold Stares constantemente parece estar à beira de um colapso - se ele nunca perde o controle, credite o poder catártico de sua performance de alta potência.
Na tradição de dois punhos de grupos indisciplinados como ZZ Top e The Black Keys, a banda veterana de Indiana – recentemente expandida para um trio, com o baixista Bryce Klueh se juntando ao vocalista e guitarrista Tapp e ao baterista Brian Mullins – faz música baseada no blues que pode rock hard ou pausa para momentos de reflexão. Embora os gestos dramáticos dos Cold Stares possam ser facilmente reaproveitados para usos amigáveis ​​na arena, os rapazes exploram mais…

MUSICA&SOM

…avenidas, seja a emocionante interação de guitarra e percussão ou uma reviravolta lírica inesperada ou as texturas enganosamente sutis da voz corajosa de Tapp.

Tapp vê problemas onde quer que olhe, seja em um exame de consciência ou examinando o mundo ao seu redor. Ele abre Voices com os épicos “Nothing But the Blues” e “Come for Me”, que o encontram implorando para ser resgatado. Em “Got No Right” inspirada em Cream e na lenta “Thinking About Leaving Again”, Tapp luta para quebrar as cadeias de relacionamentos tóxicos, apenas para recair na disfunção. Embora muitas vezes ele uive como um animal ferido, essa angústia nua pode ser profundamente comovente. O canto de Tapp na melancólica balada “Sorry I Was Late”, lamentando a morte de um amigo, é de partir o coração.

Enquanto isso, a sociedade ameaça entrar em colapso, desde o funky “Lights Out”, retratando um “mundo perdido” para o protagonista viciado em drogas do motorista “Sinnerman” para o martelar “It's Heavy”, onde ele profetiza a desgraça, exclamando: “ Estamos ficando sem tempo.

Mas Tapp tem uma resposta para todas as más vibrações: sua guitarra. O homem claramente adora brincar, e a alegria que sente em compartilhar esse prazer é emocionante. Entre seus riffs matadores e solos emocionantes, mas maravilhosamente concisos, Tapp pode queimar uma música com pressa.

Em última análise, é claro, Tapp não pode escapar de realidades difíceis. Voices termina com o assustador conto acústico “The Ghost”, no qual ele medita sobre um amor perdido, “ficando por perto até que eles me coloquem no chão”. Como os artistas de blues da velha escola antes dele, Tapp descobre conforto em simplesmente compartilhar os tempos difíceis. Espíritos afins entenderão.


Resenha Symphony Ihatov Álbum de Isao Tomita 2013

 

Resenha

Symphony Ihatov

Álbum de Isao Tomita

2013

CD/LP

Ihatov é uma terra de fantasia imaginada pelo escritor japonês Kenji Miyazawa, que viveu no início do século 20. Sua obra mais famosa é o "Trem Noturno para as Estrelas", uma fábula cheia de poesia que Isao Tomita adotou como inspiração para esta obra, terminada três anos antes de seu falecimento em 2016, com 84 anos. 

É uma composição orquestral tocada com instrumentos acústicos, sem sintetizadores. Mas a vocalista solo é artificial: Hatsune Miku, uma "vocaloid" (software de síntese vocal) elaborada pela empresa Crypton Future Media sobre tecnologia da Yamaha. Representada por uma boneca desenhada com estética de anime, nas apresentações ao vivo a cantora virtual é um holograma animado, projetado no palco. Embora o timbre de sua voz seja distintamente diferente do de uma pessoa viva, as inflexões e vocalizações que ela faz são surpreendentemente expressivas. Ela não é uma cantora lírica, e sim uma voz contemporânea com um estilo delicado e quase infantil, como é comum entre heroínas de anime, e por ser uma voz sintetizada ela atinge umas notas tão agudas que deixam o ouvinte desconcertado.

Talvez para que a cantora robô não roube totalmente a atenção da obra, a maior parte da composição é instrumental, ocasionalmente empregando um coro humano real. O estilo neoclássico, claramente influenciado por Mahler, é familiar também para os ouvidos de quem conhece outros bons compositores japoneses de trilhas sonoras para filmes, como Joe Hisaishi e Yoko Kanno.

Não é de se estranhar que um artista mundialmente famoso pelo pioneirismo com sintetizadores encerre sua obra com uma composição sinfônica (quase) tradicional. Ele nunca fez uma separação tão rígida assim entre o acústico e o elétrico, e nunca se concentrou deliberadamente em soar futurista. Nos álbuns "Nasca Fantasy" (1995) e "The Tale of Genji" (1999), o teclado aparece bastante, lado a lado com moderna orquestração ocidental e instrumentos ancestrais do Japão, fazendo uma fusão sonora entre várias épocas da história.

De personalidade forte, o mestre japonês sempre explicou que a razão de ele ter abraçado a eletrônica foi para poder ser o regente de uma orquestra em que todos os instrumentos tocassem exatamente como ele imaginava a performance musical. O uso de sintetizadores alargou os limites da performance, levando a resultados sonoros espetaculares. Mas no coração ele foi sempre um compositor tradicionalista. 

Destaque

Joy Harjo – Insomnia and Seven Steps to Grace (2026)

  Insomnia and Seven Steps to Grace  é o álbum de estreia da poetisa laureada e musicista americana Joy Harjo pela Smithsonian Folkways. No ...