I Signori Della Galassia
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Nascida em Costa do Marfim, Dobet Gnahore é um dos nomes mais aclamados na África atualmente. (Foto – Wikipédia)
Dona de uma das populações mais diversificadas culturalmente no mundo, a África possui uma musicalidade de fazer inveja. Berço de ritmos como o afrobeat, kuduro e do kriolo de Cabo-Verde, o continente é notoriamente conhecido por essa qualidade. Dois expoentes desta variação rítmica são Fela Kuti e Miriam Makeba, dupla que entrou para história como símbolo das artes e política no século 20. Mas para provar que a África segue produzindo músicos talentosos, elegemos os 10 artistas contemporâneos mais descolados de Mãe África.
Richard Bona – Músico africano nascido em uma pequena vila em Camarões, Richard Bona é o que de melhor a música de África ofereceu ao mundo nos últimos tempos. Caracterizado pela fusão do jazz e pop com ritmos africanos, Bona cresceu em uma família musical, seu avô era percussionista, a mãe cantora e as irmãs meninas de coro. Seu primeiro contato com um instrumento aconteceu aos três anos, habituado a chorar sem motivo, o pequeno Richard ganhou um balafon (espécie de chocalho africano de madeira) e ao começar a tocá-lo se encantou e colocou fim na manha. Começava ali uma história de amor e sucesso.
Ao longo de sua carreira o baixista ficou conhecido pelo talento precoce e logo despertou a atenção de nomes como Herbie Hancock e Bob McFerrin. Seu amor pelo Brasil é outra característica que merece destaque. Bona já se apresentou em terras brasilis inúmeras vezes e gravou inclusive com artistas como Djavan, com quem divide os vocais da faixa Manyaka O Brazil:
Salif Keita – Nascido em Djoliba, no Mali, Salif Keita é um dos principais nomes do cenário musical do continente. Apelidado de “a voz de ouro da África”, o cantor é descendente direto do fundador do império maliano, Sundiata Keita. Sua carreira tem início em 1969, ano em que entra para a banda Super Rail Band de Bamako, contudo o auge do sucesso chega em 1970, quando Keita forma o Les Ambassadeurs Internationale, que ganhou fama internacional e foi homenageada com o prêmio National Order, entregue pelo presidente da Guiné, Sékou Touré.
A sonoridade de Salif Keita condensa elementos tradicionais do Oeste africano com influências europeias e norte-americanas. Uma das favoritas do público é a faixa Yamore, lançada em 2002.
Yamore:
Dobet Gnahoré – Nascida em Costa do Marfim, a cantora é um dos nomes mais aclamados na África atualmente. Talentosa, Dobet faz do palco sua casa e brinda um público com um espetáculo belíssimo e rico em cultura. Além de cantar, ela também é dançarina e percussionista, tendo iniciado a carreira como disco Ano Neko, em 2004.
Sua música se caracteriza por beber na fonte do afrobeat e condensá-lo com elementos do pop africano. Ela já levou pra casa uma estatueta do Grammy, na categoria Música Urabana/ Performance Alternativa.
Com uma voz doce e serena, a maliana Rokia Traore caiu nas graças do mundo da música logo ao lançar seu primeiro disco, Mouneïssa, em 1998. (Foto – Wikipédia)
Rokia Traore – Natural de Kolokani, no Mali, Rokia Traore brinca em sua música com a cultura de diversos países africanos. Suas composições possuem traços do povo da Arábia Saudita e Argélia, por exemplo.
Com uma voz doce e serena, ela caiu nas graças do mundo da música logo ao lançar seu primeiro disco, Mouneïssa, em 1998, que aliado com seu canto calmo e um pouco de percussão, chegou ao primeiro lugar das paradas. A faixa Laidu, do próprio Mouneïssa, descreve bem seu estilo.
Laidu:
Fatoumata Diawara – Se você é do time que não resiste a artistas que cantam em francês, cuidado ao ouvir a obra de Fatoumata Diawara. Outro talento revelado na Costa do Marfim, ela combina o ritmo popular Wassoulou Africano, oriundo do sudoeste maliano, com Jazz e Soul.
Seu estilo de composição é baseado nas tradições Wassoulou, estilo praticado geralmente por mulheres, donas de vocais potentes e que cantam sempre acompanhadas de uma harpa. Fatoumata também é atriz e já atuou numa dezena de filmes. O hit preferido dos fãs é a canção Bissa:
Bilan é mais um dos expoentes da empolgante safra de novos artistas da cena musical de Cabo-Verde. (Foto – Reprodução)
Bilan – Cabo-Verde é daqueles países que parecem ressoar em nossos ouvidos. Com a música não é diferente, pois a miscelânea estética é fascinante nos cantores cabo-verdianos. Um dos mais cultuados do momento é um músico inovador e dono de uma produção singular cantada em kriolu.
Falamos de Bilan, atualmente residente no Norte de Portugal e que faz sucesso com uma poesia própria e em compasso com a realidade cosmopolita urbana. Figura conhecida entre os artistas locais, o cantor já se apresentou nos principais festivais ao redor do planeta. Gilberto Gil é uma de suas grandes influências, entretanto ele reforça sua criação e identidade própria. Menção para as canções Arrependimento e Dia D’Manhã.
Um pouco do trabalho do artista:
Sara Tavares – Cabo-Verde também é tema recorrente na vida desta jovem que encanta com seus tons suaves e agudos em letras que exaltam o amor e a alegria de viver. Sua música centraliza as influências de nomes pops do cenário local, como Mayra Andrade e Lura.
Apesar de ter nascido em Lisboa, ela carrega as influências da ascendência cabo-verdiana em todos os álbuns que já lançou. Ouvidos atentos para Bom Feeling:
Seun Kuti carrega Fela no sangue e resolveu modernizar o afrobeat. (Foto – Reprodução)
Seun Kuti – Filho de peixe peixinho é. Seguramente pode-se afirmar que Seun herdou tudo que há de bom na musicalidade de seu pai, o aclamado Fela Kuti. Tendo o saxofone como instrumento principal, o caçula da família Kuti começou a carreira bem cedo e, logo após a morte do pai, se tornou aos 14 anos vocalista do Egypt 80, clara alusão ao Africa 70, conjunto formado por seu pai anos antes.
Sucesso por onde passa, o músico ganhou luz própria e trouxe uma pegada moderna ao afrobeat. A discografia de Seun conta com cinco trabalhos lançados, o mais recente é A Long Way To the Beginning, que estreou nas paradas em 2014.
Indicamos o clipe de Rise, recheada de ativismo político:
Lura – Com uma pegada swingada, suas canções são contagiantes e não deixam ninguém parado. O canto de Lura exalta nossos ancestrais e também lembram cadências conhecidas dos brasileiros, como a lambada.
A moça também possui influências do jazz e do tango. Seu objetivo é acomodar elementos do passado com a música moderna. Indicamos a música Nha Vida
Titica é a rainha do Kuduro. Sua canção ‘Chão’ é a mais tocada da história do gênero. (Foto – Reprodução)
Titica – Não poderíamos terminar sem destacar o Kuduro, um dos ritmos mais empolgantes da África. Para isso selecionamos Titica, ícone absoluto do gênero. Febre entre os jovens, a cantora é uma transexual nascida em Angola e começou sua carreira nas artes dançando balé.
A artista se destaca também por usar o Kuduro como ferramenta de conscientização entre os jovens de assuntos como sexualidade e drogas. Sua primeira canção foi logo um estouro, Chão se tornou a faixa mais tocada da história do gênero. Ticni, como gosta de ser chamada, já se apresentou em Portugal, Grã-Bretanha e Estados Unidos.
Com vocês Chão:
Pepê Lima - Cala a Boca (2019)
Tendo atingido apogeu nos anos 70 como vocalista principal do conjunto Os Leonenses, Pedro Diogo brilhou também ao levar a música são-tomense para além fronteiras com brilhantes atuações fora do País até com canções interpretadas em línguas estrangeiras, sobretudo, em francês, a sua preferência que arrasava os palcos internacionais.
Nos anos 80 com a letargia do agrupamento Leoneses, a voz da rumba, samba e samba-socopé, estilos originários são-tomenses, Pedro Diogo virou-se para shows individuais com atuações esporádicas em grandes eventos musicais bem com a produção de CDs e vídeo, levando-lhe a auto-batizar-se de Pépé Lima fruto de inspiração no internacional musico africano Pépé Kallé, do Congo Kinshasa.
O cantor são-tomense Pedro Diogo, conhecido artisticamente por Pépé Lima, morreu aos 75 anos de idade, vítima de doença prolongada no hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé
Macaia - Subimos Todos (2019)
NËIL BLÄDË é o pseudónimo de Nathan Smith, um jovem músico vindo de Atlanta, Geórgia, membro de várias bandas como os rockers veteranos Shyanne. Nathan tem lançado alguns singles e agora é hora de seu álbum de estreia completo ' NB23 '.01 – F.S.U.
02 – Castles
03 – Special Delivery
04 – Runway Runaway
05 – Love Song
06 – Undercover Lover
07 – Fool
08 – Don’t Back Down
09 – Lonely
10 – Ruin My Day
11 – Trouble
12 – Victim
13 – Reason
Nathan Smith: guitar, vocals, bass, keys
Kerry Denton: drums
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Consumido pelo arrependimento, solidão e desespero, Chris Tapp é um viajante desamparado na estrada rochosa da vida, cansado, mas resiliente, feroz, mas vulnerável. Nas vozes eletrizantes , o vocalista do The Cold Stares constantemente parece estar à beira de um colapso - se ele nunca perde o controle, credite o poder catártico de sua performance de alta potência.
Na tradição de dois punhos de grupos indisciplinados como ZZ Top e The Black Keys, a banda veterana de Indiana – recentemente expandida para um trio, com o baixista Bryce Klueh se juntando ao vocalista e guitarrista Tapp e ao baterista Brian Mullins – faz música baseada no blues que pode rock hard ou pausa para momentos de reflexão. Embora os gestos dramáticos dos Cold Stares possam ser facilmente reaproveitados para usos amigáveis na arena, os rapazes exploram mais…
…avenidas, seja a emocionante interação de guitarra e percussão ou uma reviravolta lírica inesperada ou as texturas enganosamente sutis da voz corajosa de Tapp.
Tapp vê problemas onde quer que olhe, seja em um exame de consciência ou examinando o mundo ao seu redor. Ele abre Voices com os épicos “Nothing But the Blues” e “Come for Me”, que o encontram implorando para ser resgatado. Em “Got No Right” inspirada em Cream e na lenta “Thinking About Leaving Again”, Tapp luta para quebrar as cadeias de relacionamentos tóxicos, apenas para recair na disfunção. Embora muitas vezes ele uive como um animal ferido, essa angústia nua pode ser profundamente comovente. O canto de Tapp na melancólica balada “Sorry I Was Late”, lamentando a morte de um amigo, é de partir o coração.
Enquanto isso, a sociedade ameaça entrar em colapso, desde o funky “Lights Out”, retratando um “mundo perdido” para o protagonista viciado em drogas do motorista “Sinnerman” para o martelar “It's Heavy”, onde ele profetiza a desgraça, exclamando: “ Estamos ficando sem tempo.
Mas Tapp tem uma resposta para todas as más vibrações: sua guitarra. O homem claramente adora brincar, e a alegria que sente em compartilhar esse prazer é emocionante. Entre seus riffs matadores e solos emocionantes, mas maravilhosamente concisos, Tapp pode queimar uma música com pressa.
Em última análise, é claro, Tapp não pode escapar de realidades difíceis. Voices termina com o assustador conto acústico “The Ghost”, no qual ele medita sobre um amor perdido, “ficando por perto até que eles me coloquem no chão”. Como os artistas de blues da velha escola antes dele, Tapp descobre conforto em simplesmente compartilhar os tempos difíceis. Espíritos afins entenderão.

Resenha
Symphony Ihatov
Álbum de Isao Tomita
2013
CD/LP
Ihatov é uma terra de fantasia imaginada pelo escritor japonês Kenji Miyazawa, que viveu no início do século 20. Sua obra mais famosa é o "Trem Noturno para as Estrelas", uma fábula cheia de poesia que Isao Tomita adotou como inspiração para esta obra, terminada três anos antes de seu falecimento em 2016, com 84 anos. É uma composição orquestral tocada com instrumentos acústicos, sem sintetizadores. Mas a vocalista solo é artificial: Hatsune Miku, uma "vocaloid" (software de síntese vocal) elaborada pela empresa Crypton Future Media sobre tecnologia da Yamaha. Representada por uma boneca desenhada com estética de anime, nas apresentações ao vivo a cantora virtual é um holograma animado, projetado no palco. Embora o timbre de sua voz seja distintamente diferente do de uma pessoa viva, as inflexões e vocalizações que ela faz são surpreendentemente expressivas. Ela não é uma cantora lírica, e sim uma voz contemporânea com um estilo delicado e quase infantil, como é comum entre heroínas de anime, e por ser uma voz sintetizada ela atinge umas notas tão agudas que deixam o ouvinte desconcertado. Talvez para que a cantora robô não roube totalmente a atenção da obra, a maior parte da composição é instrumental, ocasionalmente empregando um coro humano real. O estilo neoclássico, claramente influenciado por Mahler, é familiar também para os ouvidos de quem conhece outros bons compositores japoneses de trilhas sonoras para filmes, como Joe Hisaishi e Yoko Kanno. Não é de se estranhar que um artista mundialmente famoso pelo pioneirismo com sintetizadores encerre sua obra com uma composição sinfônica (quase) tradicional. Ele nunca fez uma separação tão rígida assim entre o acústico e o elétrico, e nunca se concentrou deliberadamente em soar futurista. Nos álbuns "Nasca Fantasy" (1995) e "The Tale of Genji" (1999), o teclado aparece bastante, lado a lado com moderna orquestração ocidental e instrumentos ancestrais do Japão, fazendo uma fusão sonora entre várias épocas da história. De personalidade forte, o mestre japonês sempre explicou que a razão de ele ter abraçado a eletrônica foi para poder ser o regente de uma orquestra em que todos os instrumentos tocassem exatamente como ele imaginava a performance musical. O uso de sintetizadores alargou os limites da performance, levando a resultados sonoros espetaculares. Mas no coração ele foi sempre um compositor tradicionalista.
A trajetória de três décadas (e contando) da artista visual e performática, escultora, fotógrafa, cineasta, figurinista e musicista americ...