segunda-feira, 3 de julho de 2023

BIOGRAFIA DE Morcheeba

Morcheeba

Morcheeba é uma banda eletrônica britânica conhecida pela sua mistura de trip-hop, rock, folk-rock, R&B, pop e downtempo em seus trabalhos, com a vocalista Skye Edwards e os irmãos Paul e Ross Godfrey. Ao todo nove álbuns de estúdio foram lançados desde 1995, dois deles alcançando o top 10 britânico[1]. O último trabalho em estúdio da banda, “Blaze Away”, foi lançado em junho de 2018. Em 2014 Paul Godfrey deixou a banda, encerrando as atividades do Morcheeba. Skye Edwards e Ross Godfrey mais tarde formaram o projeto Skye|Ross e lançaram um álbum homônimo em setembro de 2016[2].

História

Em meados de 1990, os irmãos Godfrey (o DJ Paul Godfrey e o multi-instrumentista Ross Godfrey) conheceram Skye Edwards em uma festa de música house. Eles a chamaram para ser a vocalista da banda, e isso levou à formação do Morcheeba.

O álbum de estréia da banda, Who Can You Trust?, foi lançado pela China Records em abril de 1996 e encaixou-se dentro da tendência trip-hop que predominava a época, com os instrumentais baseados predominantemente por guitarras, piano Rhodes e scratching, tendo as canções conduzidas pelos vocais soul e relaxados de Edwards.

O trabalho seguinte, Big Calm, de 1998, investe no dub, no soul, no hip hop e no psicodélico, enquanto seu predecessor era mais eletrônico. A banda regravou “Moog Island” (faixa do álbum anterior), apresentando um estilo mais upbeat. A faixa foi relançada com o título de “The Music That We Hear”.

Um dos singles do segundo álbum, The Sea, tornou-se um hit entre as rádios. O álbum mostrou ter um grande potencial de vendas e assegurou o sucesso e reconhecimento do Morcheeba. Em 1998, a banda colaborou com Hubert Laws na gravação da coletânea "Red Hot + Rhaspodsy", um tributo a George Gershwin, que havia arrecadado fundos para várias instituições de caridade dedicadas a ajudar a combater a AIDS e aumentar a conscientização das pessoas em relação à doença.

Em 2000, Morcheeba lançou seu terceiro álbum, Fragments Of Freedom. O álbum repetiu o sucesso de vendas de Big Calm, mas recebeu menos críticas positivas. O quarto álbum da banda, Charango, foi lançado em 2002 e gerou diversos singles, incluindo "Otherwise", "Way Beyond" e "Undress Me Now" (este single foi cancelado, apesar de um vídeo clipe balinês-erótico de alto custo ter sido produzido). Indicando os futuros rumos da banda, diversas faixas do álbum não contam com o vocal de Edwards, sendo escritas e cantadas por Kurt WagnerPace Won e Slick Rick.

Em 2003, os irmãos Godfrey demitiram Edwards da banda, citando diferenças musicais e pessoais. Uma coletânea com os maiores hits, Parts Of The Process, ajudou a banda a manter-se em evidência e apresentava duas novas faixas – “What’s Your Name” (com a participação de Big Daddy Kane) e “I Can’t Stand It”. Na mesma época, Morcheeba lançou o DVD ao vivo "Morcheeba: From Brixtom to Beijing".

Em 2005 Morcheeba lançou seu quinto álbum de estúdio (o primeiro pós-Skye Edwards), The AntidoteDaisy Martney (ex-vocalista da banda Noonday Underground) foi chamada para substituir Edwards como a vocalista do álbum. Entretanto, o período de Martney na Banda foi breve e ela foi despedida no meio da tour promocional do álbum, sendo substituída por Jody Sternberg. A permanência de Sternberg na banda foi igualmente breve, já que ela havia sido contratada apenas para ajudar com a divulgação na banda na tour.

Depois de alguns anos sem nenhum material inédito, Morcheeba lançou seu sexto álbum, Dive Deep, em fevereiro de 2008. Neste álbum, os irmãos Godfrey deram ênfase aos seus papéis como produtores, criando um set de faixas instrumentais inteiramente cantadas por uma lista de músicos convidados – a cultuada cantora folk-rock Judie Tzuke, o cantor e compositor norueguês Thomas Dybdahl, o cantor de blues de guitarrista Bradley Burguess, o rapper Cool Calm Pete, e a cantora francesa Manda Zamolo. Manda e Burguess embarcaram com o Morcheeba como vocalistas principais na turnê de 2008.

Em fevereiro de 2010, NME revelou que Edwards estava novamente trabalhando com a banda. Edwards estava com seu retorno aos palcos com o Morcheeba marcado no Caprices Festival, na Suíça em abril de 2010. Paul Godfrey confirmou o retorno de Edwards na banda através do MySpace em 13 de fevereiro de 2010.

Através da gravadora atual gravadora, PIAS, já lançaram dois álbuns: "Blood Like Lemonade", em 2010, e o oitavo e mais recente trabalho, "Head Up High", em 2012.


Integrantes

Formação atual

Ex-integrantes


Discografia

YearAlbumUKUS
Billboard
200
US
Dance
Record LabelCertification
1996Who Can You Trust?57--Indochina/Discovery RecordsUK: Silver
1998Big Calm18--Sire/WEA RecordsUK: Platinum
2000Fragments of Freedom6113-Sire/WEA RecordsUK: Gold
2002Charango7--Sire/WEA RecordsUK: Gold
2003Parts of the Process (The Very Best of Morcheeba)6--Sire/WEA RecordsUK: Gold
2005The Antidote17--Echo Records-
2008Dive Deep59-15Echo Records/Ultra-
2010Blood Like Lemonade111-10PIAS-
2013Head Up High99--PIAS-
2018Blaze Away---Fly Agaric-
2021Blackest Blue----

Singles

YearSongUK
IRE
NLDNZRUSSWIUS Dance
Album
1996"Trigger Hippie"40Who Can You Trust?
"Never an Easy Way"
"Tape Loop"42
1997"The Music That We Hear (Moog Island)"47
"Shoulder Holster"53Big Calm
1998"The Sea"
"Blindfold"56
"Let Me See"4646
"Part of the Process"38
"Summertime"Red Hot + Rhapsody: The Gershwin Groove
2000"Rome Wasn't Built in a Day"344882233Fragments of Freedom
"Be Yourself"10841
2001"World Looking In"4836
2002"Otherwise"64725Charango
"Way Beyond"147
"Undress Me Now"
2003"What's Your Name" (feat. Big Daddy Kane)Parts of the Process
2005"Wonders Never Cease"8686114The Antidote
"Lighten Up"240
"Everybody Loves a Loser"
2008"Enjoy the Ride"182163Dive Deep
"Gained the World"180
2010"Even Though"251Blood Like Lemonade
"Blood Like Lemonade"
2003"Gimme Your Love"Head Up High
2018"Never Undo"Blaze Away
"Blaze Away"
"It's Summertime"

Trilhas sonoras

  • 2011 - Body Of Proof: "Get Along"
  • 2010 - True Blood: "Blood Like Lemonade"

  • 2009 - Hung: "Everybody Loves a Loser"

  • 2009 - Confissões de uma Garota de Programa: "Who Can You Trust?"

  • 2008 - Entourage: "Wonders Never Cease"

  • 2008 - Diário Proibido: "Blue Chair"

  • 2008 - Eli Stone: ""Enjoy the Ride"

  • 2004 - Knots: ""Friction"

  • 2004 - Quero Ficar com Polly: "Shallow End"

  • 2003 - Mambo Italiano: "Fear and Love"

  • 2003 - Fastlane: "Slow Down"

  • 2002 - Smallville: "Otherwise"

  • 2002 - I'm With Lucy: "The Sea"

  • 2001 - Bodywork: "Over and Over"

  • 2001 - Dr. Dolittle 2: "World Looking In"

  • 2001 - Que Mulher É Essa?: "Love Is Rare"

  • 2001 - Roswell: "Be Yourself"

  • 2000 - Traffic: "On The Rhodes Again" 2000 - Um Homem de Família: "World Looking In"

  • 2000 - Born Romantic: "Fear & Love"

  • 2000 - Daria "Trigger Hippie", "Let Me See", "Part of the Process"

  • 2000 - Sorted: "Blindfold"

  • 2000 - Laços de Família: "Rome Wasn"t Built In A Day"

  • 2000 - IIntrigas: "Tape Loop"

  • 2000 - Samotári: "Over And Over"

  • 1999 - Paixões Ardentes: "Big Calm"

  • 1999 - De Cabeça Para Baixo: "The Sea"

  • 1999 - Ed TV: "Let Me See"

  • 1999 - This Year's Love: "Tape Loop"

  • 1999 - A Walk on the Moon: "Crystal Blue Persuasion"

  • 1999 - Família Soprano: "Who Can You Trust?"

  • 1998 - Corações Apaixonados: "Friction"

  • 1998 - Inimigo do Estado: "Trigger Hippie"

  • 1998 - Permanent Midnight: "Tape Loop"

  • 1998 - Uma Loucura de Casamento: "Never an Easy Way"

  • 1998 - Mero Acaso: "Tape Loop"

  • 1998 - Buffy - A Caça-Vampiros: "Never An Easy Way"

  • 1997 - Brincando com a Morte: "Trigger Hippie"

  • 1997 - Suicide Kings: "Tape Loop"


 



Review: Joe Bonamassa – Royal Tea (2020)

 


Não é exagero apontar Joe Bonamassa como o principal nome do blues neste século. O vocalista e guitarrista norte-americano nasceu em New Hartford, no estado de Nova York, em 1977, e desde cedo foi um prodígio, abrindo mais de vinte shows de B.B. King quando tinha apenas 12 anos.

Tanto pela qualidade quanto pela produtividade, a obra de Bonamassa é impressionante. Sua discografia conta com 14 discos de estúdio e 17 álbuns ao vivo, isso sem contar participações em bandas como o Black Country Communion e outros projetos, como a excelente parceria com a cantora Beth Hart. O cara é uma máquina criativa do mais elevado nível musical.

Royal Tea, seu mais novo disco, acaba de ser lançado e traz uma mudança na abordagem de Joe, que decidiu compor um álbum explorando a sonoridade e as particularidades do blues inglês. Obviamente, ele alcançou seu objetivo de maneira belíssima. Gravado no lendário estúdio Abbey Road e com participações de músicos britânicos como Bernie Marsden (ex-Whitesnake), Pete Brown (letrista do lendário supergrupo Cream) e Jools Holland (pianista e apresentador), o disco traz Bonamassa ao lado de uma banda formada por Reese Wynans (teclado), Michael Rhodes (baixo) e Anton Fig (bateria).

O álbum já abre de maneira espetacular com “When One Door Opens”, que possui uma passagem central que me remeteu à clássica “Child in Time”, do Deep Purple. A música título é de uma beleza e um groove contagiantes, enquanto “Why Does It Take So Long to Say Goodbye” aposta na sutileza como fio condutor. Em termos de estilo a maioria das faixas se aproxima bastante do rock, característica essa evidenciado pelo peso dos instrumentos e pela intensidade da performance. “Lookout Man!” é um exemplo perfeito disso, enquanto “I Didn’t Think She Would Do It” soa como uma road song feita sob medida pra pegar a estrada. No outro lado da moeda, “Lonely Boy” se inspira nas big bands da década de 1920 e é uma das melhores do trabalho.

Tocando com a classe, a técnica e a inspiração de sempre, Bonamassa entrega riffs e solos sensacionais, não economizando momentos que conquistam o ouvinte. Outro ponto alto, como sempre, é a sua voz, com um timbre pra lá de agradável e interpretações sanguíneas.

Se por algum acaso do destino você ainda não acompanha a carreira de Joe Bonamassa, aproveite mais um disco sensacional e conheça um dos maiores músicos desta geração.



Review: Slipknot – Iowa (2001)

 


Como toda banda gigantesca, o Slipknot possui uma base de fãs fanática e que pode ser bastante irritante em certos momentos. Nada muito diferente dos fiéis do Iron Maiden, Dream Theater e outros grupos, convenhamos. A banda formada em Des Moines, no estado de Iowa, é um raro fenômeno geracional, aquele tipo de artista que surgiu na hora certa e com o tipo de som ideal para toda uma geração de fãs. Essa identificação profunda transformou o Slipknot em um fenômeno de popularidade, mesmo com o grupo norte-americano produzindo um tipo de música que passa longe de ser amigável ou acessível.

O ápice dessa agressividade está em Iowa, segundo álbum do octeto mascarado, lançado no final de agosto de 2001. O disco é um dos acessos de raiva mais intensos já registrados por uma banda e, ainda que apresente uma excelente produção, apela diretamente para os instintos mais básicos e primitivos tanto de quem criou as suas quatorze músicas quanto de quem ouve o que foi gravado.

Em Iowa o Slipknot cauteriza a sua identidade sonora, apresentando um jeito todo único de fazer heavy metal. A receita da banda traz elementos de metal extremo com características de death e black, vocais guturais e que algumas vezes se aproximam das bandas de screamo, variações que levam o som a transitar entre momentos de peso intenso e passagens caóticas, a marcante intensidade percussiva que sempre destacou a banda com a união da bateria fenomenal de Joey Jordison com a percussão de Shawn Crahan e Chris Fehn, e tudo isso amparado por uma parede de guitarras super densa e que ganha o reforço dos samplers de Sid Wilson.

Corey Taylor foi, desde o início, uma das figuras centrais do Slipknot, e em Iowa isso já fica claro pela força de seus vocais e pelas variações que ele consegue inserir nas faixas, seja cantando de forma mais agressiva ou tirando um pouco o pé em momentos mais melódicos. Jordison é de um vigor e de uma criatividade que impressionam, com levadas e andamentos absolutamente hipnóticos.

A associação da banda com a cena nu metal, musicalmente, nunca fez sentido, e isso fica claro já em Iowa. Basta ouvir o que o KoRn (a principal referência e melhor banda do estilo) fazia na época, ou até mesmo comparar com o que nomes bem menos inovadores como Limp Bizkit produziram. O que o Slipknot faz é beber na escola do Sepultura fase Chaos A.D. e Roots, nos ensinamentos do Pantera e nas suas próprias influências de metal extremo para entregar uma música única e sem igual, como que atualizando e evoluindo o lado mais agressivo do metal para a década de 2000.

Entre as faixas temos os destaques óbvios das já clássicas “People = Shit”, “Disasterpiece”, “My Plague” e “The Heretic Anthem”, além de ótimos momentos em “Left Behind”, “Skin Ticket”, “New Abortion” e “Metabolic”. Porém, uma das composições mais perturbadoras de Iowa é justamente a música que dá nome ao disco e que, durante seus mais de quinze minutos, traz a banda conduzindo uma jornada atmosférica e hipnótica que leva ao fechamento do trabalho.

Iowa chegará aos vinte anos de vida em 2021. Seu impacto não apenas na carreira do Slipknot mas no próprio metal como gênero musical foi gigantesco e inegável, o que coloca o disco entre os principais álbuns do estilo lançado no século XXI. E esse é um fato que vai muito além do fanatismo dos maggots (como os fãs do grupo se chamam) ou da antipatia dos haters.



Disco Imortal: Ramones (1976)

Álbum imortal: Ramones (1976)

Sire Records, 1976

O ano de 1976 marcou a passagem para uma das novas revoluções musicais do século passado, embora a invasão britânica nos anos sessenta tenha sido totalmente influente, ou mais tarde a explosão do grunge nos anos 90 fosse ser decisiva, este movimento punk norte-americano liderado por estes quatro desajustados de Nova York iriam definir uma tendência. Era o punk rock americano, que nem sequer surgiu tão intencionalmente como resposta ao que os Sex Pistols faziam do outro lado do Atlântico, mas que nasceu com uma honestidade brutal que mais tarde os levaria a vê-los praticamente donos do mundo e todo um som que marcou toda uma geração.

Os Ramones vinham há mais de um ano a dominar os circuitos underground nova-iorquinos, usando o mítico CBGB como centro operacional, já tinham uma fornada de músicas mais ou menos abundantes para começar a chamar a atenção, e caramba! Suas típicas brigas de palco, seus figurinos que os faziam parecer mais uma gangue do que uma banda de rock'n roll e sua exibição visceral assustavam até mesmo muitos que não sabiam exatamente o que estava diante de seus olhos, levados a princípio em tom de brincadeira pelos musicólogos do o tempo -tanto pelo nome quanto pelo barulho e cenário-, muitos não entendiam a dimensão do que realmente estava aparecendo.

A história -e a sorte- em 1975 começaria a mudar, com a chegada de Danny Fields, seu primeiro empresário, os vínculos com pessoas "influentes" começaram a aparecer e a urgência de gravar essas músicas tornou-se cada vez mais imperativa. A Sire Records, comandada por Seymour Stein ia ser a gravadora que abrigaria seu novíssimo primeiro álbum, um boom sonoro cheio de punk barulhento mas com sonoridade pop, algo certamente único e nunca antes visto que abriu precedentes claros para uma "nova ordem" para a música nos Estados Unidos.

A condição imposta por Stein para gravar o álbum em sua gravadora era que fosse um álbum de "boas canções", requisito que foi plenamente e amplamente satisfeito, propondo essa coisa meio surf rock, berrante e girado com letras um tanto ambíguas, sombrias, mas com muito humor ao mesmo tempo. Fator de sarcasmo intrometido com toda fúria suja, desprezado, mas melodias muito amigáveis. É aí que surge 'Blitzkrieg Bop', um hino e tanto e talvez a melhor recepção que um álbum pode te dar como abertura, genial do baterista Tommy Ramone; 'Beat On The Brat' e 'Judy is a Punk' viriam a seguir, canções que precisavam ser editadas a todo custo e que não poderiam ter sido melhor acomodadas no disco.

A lista continua em um álbum impressionante, as músicas eram curtas, mas intensas, e incluíam temas diversos, Ramones não era a típica banda punk que replicava lírica fragmentada de protesto ou "odeio o sistema", a política era o que menos importava em sua primeira entrega. 'I Don't Wanna Walk Around With You' era uma canção de amor, um daqueles amores patéticos que Dee Dee Ramone costumava ter (um ímã para namoradas menos problemáticas, para dizer o mínimo). Dee Dee também seria protagonista da forma mais polêmica com '53 and 3rd', a famosa esquina dos subúrbios de Nova York, que em grandes traços fala sobre a prostituição do emblemático baixista com os chamados "Taxi boys" daqueles lugares em troca de heroína, foi uma verdade visceral que foi dita e que o próprio Dee Dee se envergonhou até seus últimos dias, mas aí está,

O próprio Joey o diria no essencial documentário "The End of the Century": "são canções mas há muita vida e realismo nelas"; 'Now I Wanna Sniff Some Glue', onde fala claramente do período em que a banda se juntava para inalar… cola!, ou a cultura pop e os filmes de terror teriam lugar em «Chainsaw», inspirado no «Texas Chainsaw Massacre» » , o filme de terror cult de 1974. Eram histórias sem fim, todas contadas daquele jeito lúdico e sarcástico que era tão característico dos americanos influentes.

Cuba e a segunda falando sobre o típico "bocón" inevitável em um relacionamento com amigos, em uma banda, ou em qualquer ordem das coisas. Seu verso único deixa mais do que claro no que deveria ser uma das menos canções sem palavras de sua carreira "Você é um falastrão baby, é melhor calar a boca, eu vou bater em você, porque você é um falastrão, baby ", ou seja, "você é um falastrão e se não calar a boca eu arranco seu focinho com um só golpe". Atitude pura.


Em suma, é um álbum cheio de histórias e musicalmente uma joia que consegue colocar transversalmente melodias e crueza ao mesmo tempo. Pessoas da indústria e críticos especializados simplesmente não acreditaram quando ouviram o primeiro resultado gravado dos nova-iorquinos, um álbum que, depois de mais de 35 anos, ainda soa como algo totalmente novo, e que foi apenas o começo de uma extensa carreira crivada de canções que são grandes ou mais, onde a identidade e a atitude prevalecem sobre tudo.

Claramente, os Ramones estão aqui para ficar e, claro, sua contraparte, os Sex Pistols na Inglaterra, devastaram sonoramente e foram pioneiros na cena com seu único álbum, mas foi exatamente isso que os tornou uma banda tão cult: o lançamento de apenas Por outro lado , os Ramones fizeram UM álbum com sua estreia e a não desprezível soma de 14 álbuns de estúdio, em uma carreira totalmente produtiva, que se não fosse esse tipo de "maldição" que os afligia e as dolorosas mortes de seus integrantes fundamentais, haveria não há dúvida de que ele continuaria em pé e dando aulas do estilo, assim como fez esta estreia imortal de mesmo nome. 


Destaque

Linda Ronstadt - 1996-07-19 - Homdel, NJ

  Linda Ronstadt 1996-07-19 Garden State Arts Center Holmdel, NJ 01. Orchestra 02. What's New 03. Bewitched, Bothered And Bewildered 04....