sexta-feira, 4 de agosto de 2023

THE ROME PRO(G)JECT • Of Fate and Glory • 2016 • Multi-National [Symphonic Prog]

 


 
Este é o segundo álbum lançado por esse projeto, e como no primeiro álbum, Steve Hackett e David Jackson estão novamente envolvidos. Além disso, Vincenzo Ricca, desta vez, contou com os talentos do incrível Billy Sherwood, inclusive os  nomes desses quatro homens (Ricca, HackettJackson e Sherwood) estão impressos na capa do álbum, mas também há outras pessoas envolvidas na gravação.

A presença de Hackett e Sherwood obviamente convida à comparações com GENESIS e YES, e embora as referências a essas bandas (assim como a alguns outros gigantes clássicos do Rock Progressivo) sejam realmente relevantes, talvez ainda mais relevantes sejam referências ao trabalho solo de Hackett e também ao trabalho solo de Rick Wakeman cujo estilo é uma influência óbvia em Ricca. As flautas e saxofones de David Jackson, no entanto, lembram mais as contribuições de Ian Anderson e Mel Collins do que trazem à mente qualquer coisa do trabalho de Jackson no VAN DER GRAAF GENERATOR.

Já que a música encontrada aqui é mais leve que a de bandas citadas, e também em virtude de ser completamente instrumental, comparações também podem ser feitas com artistas mais suaves como Gandalf e Mike Oldfield. Ocasionalmente, um aspecto mais jazzístico também pode ser detectado em algumas faixas. O único vocal presente no disco está na faixa de abertura onde Joana Hackett, esposa de Steve Hackett, basicamente faz uma leitura dos títulos de cada faixa subsequente do álbum! 

RECOMENDADO!
                                        
Tracks:
1. Of Fate and Glory (3:53)
2. The Wolf and the Twins (3:38)
3. The Seven Kings (4:55)
4. Seven Hills and a River (13:12)
5. Forum Magnum (8:05)
6. S.P.Q.R. (6:00)
7. Ovid's Ars Amatoria (6:53)
8. Augustus (Primus inter Pares) (6:19)
9. Hadrianeum (3:35)
10. The Conquest of the World (4:48)  ◇ 
11. The Pantheon's Dome (4:30)
Time: 65:48

Musicians:
- Vincenzo Ricca: keyboards, bass (7,9), drum programming (9), composer, arranger, producer
- Steve Hackett: electric (1,6,11) & Classical (6,11) guitars
- Billy Sherwood: guitar (2,10), bass & drums (2,3,6,10), saxes (6)
- David Jackson: saxes, flute & whistle (5,7,8)

With:
- Joanna Lehmann-Hackett: vocals (1)
- Franck Carducci: acoustic guitar & bass (4)
- Giorgio Clementelli: acoustic guitar (7)
- Mauro Montobbio: guitar synth (7), Classical guitar (11)
- Paolo Ricca: electric guitar (9)
- Riccardo Romano: piano (1), harp (4,5), mixing
- Lorenzo Feliciati: bass (1,5,8)
- Daniele Pomo: drums (1,5,8)
- Luca Grosso: drums (4,7)



CRONOLOGIA

Exegi Monumentum 
Aere Perennius (2017)

 

Discografia:
2016 • Of Fate and Glory   
2017 • Exegi Monumentum Aere Perennius   
2020 • IV - Beaten Paths Different Ways
2022 • Compendium of a Lifetime



Blue Touch - Heavy Duty Blues Rock (UK)

 



Sentido: Uma banda de rock blues do Reino Unido que tem um show ao vivo popular. Este álbum apresenta 10 faixas totalmente originais. O destaque para mim é a faixa 2, "Trying to find my way home", é uma música tão boa quando você está no caminho Motor/Free à noite e está indo para casa. Ele tem um daqueles refrões gritantes que você fica menos envergonhado de cantar quando está dirigindo. Existem outros rock, blues e baladas aqui e se você gosta do gênero, acho que vai gostar deste.

Músicos:
Andrea Maria - Vocals;
Neil Sadler - Guitarra e Vocais;
Adam Cleaves - Guitarra e Vocais;
Merv Griffin - Baixo;
Hugh Lawrenson -Bateria.

Então o novo álbum está pronto e se chama "Nothing left to hide"... meio que sugere que estávamos escondendo algo no passado! Felizmente não é o caso, mas a coisa reveladora com este, nosso sexto álbum, é que todas as músicas são originais do Blue Touch.
Blue Touch é uma banda sediada no Reino Unido e executa, o que eles gostam de chamar, Blues Rock com uma vantagem.








Brandi and The Alexanders - Rock Soul (USA)

 



O pontapé inicial do Brandy Alexander é o conhaque/brandy, suavizado por creme de leite fresco e creme de cacau. Esta nova banda de soul rock do Brooklyn leva o nome do coquetel, já que a poderosa vocalista Brandi Thompson oferece bastante chute, enquanto seu apoio a Alexanders dá corpo ao som, não necessariamente suave, mas mais frequentemente com um tremendo soco também, geralmente em nove configuração de peça com chifres estridentes. Eles são uma banda de funk e soul com raízes profundas na cena musical de Nova York, uma apresentação ao vivo que agrada ao público fazendo sua estreia.

Thompson escreveu onze dessas doze músicas para rádio, contando histórias de amor, arrependimento, ciúme. No auge das rádios pop e R&B décadas atrás, algumas dessas músicas podem ter se tornado clássicos. Eles trazem de volta os sons de Muscle Shoals e Memphis. Uma capa curiosa é “Paranoid” de Ozzy Osbourne. Talvez você tenha visto o nome de Brandi em gravações de artistas da Daptone, como Aloe Blacc, Nick Waterhouse, Jay Stolar e Animal Years. Ela nasceu em Chicago, filha de um pai cantor de Doo Wop e viajou pelos Estados Unidos e Europa como backing vocal. Agora ela está saindo como a vocalista.








Iron Butterfly - (Heavy 1968)

 



Iron Butterfly foi formada em 1966, em San Diego. Os membros originais eram Doug Ingle (vocal e órgão), Jack Pinney (bateria), Greg Willis (baixo) e Danny Weis (guitarra). Eles logo foram acompanhados pelo percussionista Darryl DeLoach. Em meados de 66, a banda saiu de San Diego e foi para Los Angeles, para fazer shows em pequenos clubes. 
Jerry "The Bear" Penrod e Bruce Morris  entram substituindo Willis e Pinney , em seguida,  Ron Bushy entra pro grupo tomando posse das baquetas. Em 68 assinam contrato com a ATCO e participa de uma turnê com The Doors, Jefferson Airplane, The Grateful, Traffic, The Who e Cream. 

No início de 1968, o seu álbum de estreia, Heavy, foi lançado depois de assinar um acordo com a ATCO, uma subsidiária Atlantic Records. Apesar do disco não conter nenhum single de sucesso conseguiu atingir um amplo sucesso comercial, atingindo a 78º posição na Billboard.
Logo após o disco ser gravado Jerry Penrod, Darry DeLoach e Danny Weis deixaram o grupo, os membros remanescentes com medo da possibilidade do do disco não ser lançado, contratam rapidamente o guitarrista Erick Brann, de apenas 17 anos, e o baixista Lee Dorman, ficando apenas o tecladista, vocalista e líder da banda Doug Ingle e o baterista Ron Bushy.  Weis e Penrod quase que imediatamente formaram o grupo Rhinoceros.


01. Possession
02. Unconscious Power
03. Get Out Of My Life, Woman
04. Gentle As It May Seem
05. You Can't Win
06. So-Lo
07. Look For The Sun
08. Fields Of Sun
09. Stamped Ideas
10. Iron Butterfly Theme

- Doug Ingle - vocals, organ
- Darryl DeLoach - vocals, tambourine, percussion
- Danny Weis - guitar
- Jerry Penrod - bass, vocals
- Ron Bushy - drums






Church Of Misery - [2001] Master Of Brutality

 



Killfornia (Ed Kemper)
Ripping Into Pieces (Peter Stucliffe)
Megalomania (Herber Mullin)
Green River
Cities On Flame
Master Of Brutality (John Wayne Gacy)


Melhor voltar pro lado negro da força com essa pérola do Doom vinda lá do Japão. Church of Misery já tá na praça a algum tempo e esse é um dos meus discos preferidos deles. "Cities On Flames" (que é cover do Blue Oyster Cult)e "Killfornia(Ed Kemper)" são fantásticas. Alias, como o Japão tem lançado boas bandas ultimamente




Thin Lizzy - [1979] Black Rose:

 



Thin Lizzy - [1979] Black Rose: A Rock Legend

Do Anything You Want To
Toughest Street In Town
S&M
Waiting For An Alibi
Sarah
Got To Give It Up
Get Out Of Here
With Love

Eu não sou muito conhecedor ou fã da obra do Gary Moore, mas sei que ele era um ótimo guitarrista. Como homenagem, fica aqui esse ótimo disco do Thin Lizzy, o único da banda em que ele toca em todas as músicas.




quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Frank Zappa History - The Mystery Box

 



Mystery Box é um bootleg de 1986 composto por dez (dez!) álbuns. O material abrange 1968-81, principalmente ao vivo, mas algumas tomadas de estúdio e ensaios alternativos. E olha essa obra de arte! Deslize este em suas pilhas ao lado do lançamento oficial do Old Masters e parece perfeitamente em casa. Esses caras realmente colocaram algum tempo nisso.

Zappa odiava contrabandistas. Um lançamento não oficial significava nenhum dinheiro no bolso, e Zappa era um homem de negócios astuto. Em 1991, ele tentou vencer os fuinhas em seu próprio jogo, contrabandeando a si mesmo com o box Beat the Boots, que consistia em lançamentos oficiais de bootlegs que já estavam em circulação. Idéia muito inteligente, mas Mystery Box é melhor do que Beat the Boots.


Outros artistas não são tão tensos com bootlegs. Peter Buck colecionava bootlegs do REM, por exemplo. Os pais grandes eram os Grateful Dead, que permitiam que o público trouxesse equipamentos de gravação profissionais para seus shows. Literalmente, milhares de bootlegs do Dead estão por aí, o que significa aproximadamente 7 músicas do Dead.

Eu amo bootlegs. Muitos são lixo completo, mas uma boa gravação de um show ou algum tempo de estúdio inédito preenche lacunas para mim como fã. Eles dão corpo à história, mostram as arestas irregulares que levaram à perfeição polida dos lançamentos oficiais. Ouvir um bootleg é como ler um rascunho de certa forma. https://wimwords.com/2015/11/15/from-the-stacks-frank-zappa-mystery-box/ )


Frank Zappa - Caixa Misteriosa


Pigs 'N Repugnant ( Disco 1)
Data e Local da Gravação:
Faixas 01-02 - Appleton, Wisconsin 23/05/69
Faixas 03-06 - California State College, Fullerton, 08/11/68

Son Of Pigs 'N Repugnant (disco 2)
Data e Local da Gravação:
01 - California State College, Fullerton, 08/11/68
02-03 - Appleton, Wisconsin 23/05/69
04 - Copenhagen 03/10/68 (segundo Patrick Neve no Pátio)

Beyond The Fringe Of Audience Comprehension (Disc 3)
Data e Local da Gravação:
01-08 desconhecido (meu palpite - possivelmente agosto de 1970 Whitney Studios)
09-12 18 de janeiro/5 de fevereiro de 1971 Pinewood Studios, Reino Unido
13 a 15 de dezembro de 1974 Caribou Studios

Zut Alors (Disc 4)
Data e Local da Gravação:
01 03/11/73, Texas Hall Auditorium, Arlington, TX 
03 e 05 02/03/76 Kosei Nenkin Kaikan, Osaka, Japão 
04 Unknown 1974 solo de guitarra de More Trouble Everyday
06 10/01/75, War Memorial Gym, Vancouver, BC, Canadá 
07 28/10/76 The Mike Douglas Show, NBC TV

The Rondo Hatton Band (Disco 5)
Data e Local da Gravação:
01 - 20/03/73 Bolic Sound, Inglewood
02-06 - 11/08/74 Capitol Theatre, Passaic, Nova Jersey 
07- 24/06/73 Hordern Pavilion, Sydney, Austrália


A Token Of His Extreme (Disc 6)
Data e Local da Gravação:
5/6 de agosto de 1974 KCET-TV Culver City


Chalk Pie (Disc 7)
Datas e locais:
SNL Aparições
01, 02 e 04 - 11/12/76 NBC Studios NYC
03, 05 e 06 - 21/10/78 NBC Studios NYC
07 - 07/12/81 Salt Lake City 
08 - 12/11/81 Santa Monica & 12/07/81 Salt Lake City
09 - 12/12/81E solo de guitarra de "The Black Page #2", San Diego
10 - 17/11/81 Ritz, NYC 

Crush All Boxes (Disc 8)
Recording Date & Location:
01 - Outtake
02-05 - Studio rehearsals
06 - Outtake
07 - June, 1981 Studio FZ on piano/vocal  
08 - Unknown outtake
09-12 - Side 1 of "Crush All Boxes"

Return Of The Son Of Serious Music (Disco 9)
Data e Local da Gravação:
01-05 - 19/05/63 Mount St. Mary's College, LA
10 - 20/05/84 Transmissão FM
11 - 16/06/84 "A Zappa Affair"

Randomium (disco 10)
Data e Local da Gravação:
Recording Date & Location:
01 - 1969
02 - February 1968 (Apostolic Studio NYC)/10/25/68 (London, Royal Festival Hall)
03 - Dec. 1967-February 1968, Apostolic Studios NYC
04 - 09/10/68, Sunset Sound, Hollywood,  
05-06 - Live 1971






Classic Albums: Cowboys From Hell - Pantera



Imagine bandas como Poison, Cinderella ou Ratt renegando tudo o que já fizeram e passando a fazer um som completamente avassalador, com uma distorção ensurdecedora e com seu vocalista urrando ferozmente. Sim, é totalmente inimaginável. Entretanto, não o foi para uns certos caras do Texas. O Pantera era mais uma dessas bandas de glam metal com visual extravagante, exibindo cabeleiras armadas no melhor estilo Slash/Bon Jovi... até a sua virada de mesa em 1990 com o clássico absoluto "Cowboys From Hell".

Coincidentemente, foi após a chegada de Phil Anselmo que as coisas começaram a tomar outro rumo. O vocalista entrou para a banda substituindo Terry Glaze, que não havia aceitado assinar contrato com uma gravadora ligada à Gene Simmons do Kiss, entrando assim em conflito com os demais membros e resultando na sua demissão. A estreia de Anselmo foi em "Power Metal", de 1988, ainda não revolucionário, mas já dando mostras do que viria futuramente. Mas o grande fator responsável pela transição radical foi a mudança de postura dos músicos. Dimebag Darrell conseguiu imprimir um timbre único para sua guitarra, tornando-se uma lenda; seu irmão, Vinnie Paul, sentava as baquetas com vontade e violência, sem falar que tinha uma grande técnica de bumbo; e Rex Brown mandava bases de baixo tão fortes e pesadas, que fazia com que Darrell não sentisse falta nenhuma de um companheiro para a guitarra rítmica.

O disco se transformou em uma pérola. Aliás, pérola é uma palavra sensível e inadequada para defini-lo, devido seu potente formato thrash. A cada faixa sente-se a fúria groove esmagadora pulsando em suas caixas de som. Darrell apresentou-se como um gênio ao criar solos tão complexos e ao mesmo tempo era uma fábrica de riffs. Como não enlouquecer com os riffs de Domination (um desfile deles), Heresy e da faixa-título? Além delas, ainda temos petardos como Message In BloodPsycho Holiday e a magnífica Cemetery Gates, uma viagem extasiante ao longo dos seus sete minutos de duração.

Capa do single "Cemetery Gates", de 1990

Mas qual foi a verdadeira importância histórica de Cowboys From Hell? Bem, foi nos anos 90 que surgiram e explodiram movimentos como o rock alternativo, o hard rock "farofa" e principalmente o grunge, ocupando os holofotes e jogando o metal/rock tradicional um pouco no ostracismo. Tanto é que bandas gigantes como Judas Priest, Motörhead, Metallica, Megadeth, AC/DC, Iron Maiden e tantas outras passaram seus piores momentos nessa exata década (com exceção de alguns discos como Painkiller e Rust In Peace que sairam já bem no início), após brilharem intensamente nos anos 70 e 80. Enquanto isso, o Pantera fazia o caminho inverso, vindo de uma fase mal sucedida para o reconhecimento mundial em meio às novas linhas musicais. Nisso consiste o legado do Pantera, em manter viva a chama do heavy metal, em produzir um disco tão ousado e agressivo numa época adversa para tal.

E para comemorar os 20 anos deste trabalho, em 2010 a banda (agora infelizmente extinta devido ao trágico assassinato de Dimebag) resolveu lançar uma versão tripla do álbum para colecionadores. O primeiro CD é uma remasterização de todas as faixas; o segundo traz apresentações ao vivo nos EUA e em Moscou (Alive In Hostile); e o terceiro agrupa demos das músicas, além da canção The Will To Survive, gravada durante as sessões do álbum (confira ela no vídeo abaixo), trazendo um som que distoa um pouco do resto do disco em termos de peso, pegando mais para um lado hard rock bem groove.





Produzido por Terry Date e editado pela gravadora Atco Records, que pela primeira vez trabalhava com a banda, Cowboys From Hell alcançou em 1993 o disco de Ouro e em 1997 o disco de Platina por chegar a 1 milhão de cópias vendidas só nos EUA. O sucesso comercial também levou a galgar a posição 117 na Billboard 200, a posição 27 na Top Heatseekers e a ficar em oitavo na Catalog Albums.



Tracklist:

Cowboys From Hell
Primal Concrete Sledge
Psycho Holiday
Heresy
Cemetery Gates
Domination
Shattered
Clash With Reality
Medicine Man
Message In Blood
The Sleep
The Art Of Shredding


Integrantes:

Phil Anselmo - Vocalista
Dimebag Darrell - Guitarrista e vocal de apoio
Rex Brown - Baixista
Vinnie Paul - Baterista



Classic Albums: Dark Side Of The Moon - Pink Floyd


Anciosos para se desprender da densa nuvem do rock psicodélico, o Pink Floyd se reuniu na cozinha do baterista Nick Mason e fez uma lista de coisas que os preocupavam; entre elas, dinheiro, morte, tempo e loucura. Todas essas questões foram combinadas e criou-se uma música, intitulada Eclipse (A Piece For Assorted Lunatics), que foi tocada durante um anos nas apresentações da banda.
Quando os quatro jovens ingleses entraram no lendário estúdio Abbey Road em junho de 1972, já sabiam que iriam fazer um disco com um tema (naquela época não havia o termo ''disco conceitual'') e que falasse sobre as pressões de viver no mundo moderno, mas que fosse, simultaneamente, pop e que pudesse ser cantado por multidões; afinal de contas, como disse o próprio Roger Waters, ''ainda tinha um objetivo comum, que era ficar rico e famoso''.
Desde a trágica saída de Syd Barret, fundador e principal compositor da banda, em 1968, o Pink Floyd fez músicas abordando a loucura, de certa forma, inspirados pelos acontecimentos com o ex-colega de banda. A quase esquizofrênica Echoes, retrata bem isso com os versos ''Estranhos passando na rua/Dois olhares se cruzam acidentalmenteEu sou você e o que eu vejo sou eu. Essa influência iria aparecer mais tarde em Wish You Were Here e é parte crucial do enredo de Dark Side Of The Moon.

Um fator que chama atenção no álbum é a sua notável capacidade de harmonizar extremos: enquanto Money, um blues rock com solo de sax, era o primeiro hit single do Floyd, On The Run foi uma das primeiras tentativas de se fazer música do futuro, com sons de carros espaciais, batimentos cardíacos, gritos e passos, que iam aumentando a velocidade até ser tudo finalizado numa grande explosão. Essa canção foi feita em um sintetizador VCS3 por David Gilmour e Roger Water após o guitarrista tocar uma sequência nesse teclado. Waters gostou do som e foi acelerando a velocidade e adicionando efeitos sonoros. Poucos sabem, mas On The Run deriva de uma música que a banda tocava em shows antes do Dark Side. Ela era chamada The Travel Section, uma jam entre o guitarrista Gilmour e o tecladista Richard Wright. Apesar dessa versão primitiva ser excelente, os integrantes a viam apenas como uma ponte entre Breathe, uma cópia descarada de Down By The River, de Neil Young Time; essa insatisfação foi embora após a criação de On The Run.
Time, por sua vez, formada uma composição fria de Waters, com a reflexiva linha ''Aguentando um desespero quieto é o jeito inglês'' e um dos maiores solos de guitarra do conjunto inglês, recheado de feeling, é uma das músicas mais emblemáticas do clássico. Aqui as virtudes da produção são mais notáveis, com vários relógios alarmando em uníssono. Vale lembrar que em 1971 não haviam os mesmos artifícios tecnológicos que estão disponível nos estúdios de hoje em dia.
Cinco mulheres fizeram os backing vocals em diversas faixas do disco, mas apenas uma foi genial: Clare Torry, que improvisou sobre a apoteótica The Great Gig In The Sky e acabou se tornando uma das maiores performances vocais da história da música. Us And Them é outro ponto alto; um belíssimo tema com instrumental criado pro Richard Wright, um grande admirador de Jazz, para o filme Zabriskie Point, mas que foi rejeitada pelo diretor Michelangelo Antonioni por ser ''muito triste''.
As enigmáticas Brain Damage, frequentemente chamada de ''Lunatic Song'' durante as sessões de gravações e Eclipse encerram o disco. Nesta última, é ouvido batimentos cardíacos, que também abrem a audição na intro Speak To Me, e uma voz, dizendo ''não há lado escuro da lua, na verdade. De fato, é tudo escuro''. Essa voz é do porteiro do estúdio Abbey Road, Jerry ODriscoll. Outras pessoas foram entrevistadas, incluindo Paul McCartney, sendo que este não teve sua entrevista publicada por conter respostas demasiadamente cautelosas. Nessas conversas, eram feitas das mais variadas perguntas; Roger Waters lembra que começavam com ''qual a sua cor preferida?'' e ia até ''quando foi a última vez que você ficou violento? Você tinha razão?'' ''você já pensou que pode enlouquecer?''.

Roger Waters em 1972. Quando perguntado sobre o Dark Side, ele respondeu: ''Este disco era uma expressão de empatia política, filosófica e humanitária que estava louca pra sair.''
Dark Side Of The Moon ficou 741 semanas nas paradas, vendeu 45 milhões de cópias e é o terceiro disco mais vendido do mundo, perdendo apenas para Thriller (Michael Jackson) e Back In Black (AC/DC). Ele não é apenas o melhor disco de uma banda clássica, é uma das maiores manifestações culturais; levou a música underground e o rock progressivo de maneira geral ao mainstream com um disco de temas pesados e indigestos com uma sonoridade ambígua: apresenta os valores da música pop mas também pode criar novos caminhos em sua mente.



Tracklist:
01 - Speak to me
02 - Breathe
03 - On the run
04 - Time
05 - The great gig in the sky
06 - Money
07 - Us and them
08 - Any colour you like
09 - Brain damage
10 - Eclipse


Pré-bandas




As bandas costumam mudar de nome quando estão em seus primeiros meses de vida. Algumas mudam até de estilo musical e o tipo de roupas que veste. Mas alguns grupos, antes de mudar de nome ou adicionar e/ou retirar algum outro integrante, gravaram alguns discos, hoje disputados a tapa por colecionadores. Esses discos são chamados ''pré'', gravados por pré-bandas. Abaixo você vai conhecer a história desses grupos e poderá ouvir uma música de cada.

The Beatles

Na foto acima você encontrará três rostos conhecidos: John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. Mas esse não são os Beatles, são os The Quarrymen, grupo formado em 1957 por Lennon e alguns amigos seus de escola. O pré-Beatles. Eles nunca gravaram um disco completo, mas deixaram diversos singles. Abaixo você ouve ''That´ll Be The Day'', a primeira gravada pelo quinteto (sim, quinteto) de Liverpool.




T. Rex

O T.Rex ganhou fama na década de 1970 com hits como ''Get It On (Bang a Gong)'', ''Children Of Revolution'' e ''20th Century Boy'', liderando o movimento glam rock junto com David Bowie, Gary Glitter, Roxy Music e New York Dolls. Mas uma década antes, o T.Rex era chamado de Tyrannosaurus Rex, era apenas um duo, constituído pelo carismático Marc Bolan e Steve ''Peregrine Took'', que faziam um folk psicodélico. Lançaram quatro discos, sendo o primeiro, My People Were Fair And Had Sky In Their Hair... But Now They Content To Wear Stars In Their Brows, o mais bem sucedido - e também o álbum com título mais extenso já lançado. No vídeo abaixo o duo interpreta ''Debora'', em 1968 no Kempton Park.




Creedence Clearwater Revival

Doug Clifford, Stu Cook, John Forgety e o seu irmão mais velho Tom Forgery formaram um grupo chamado The Blue Velvets para tocar músicas que faziam sucesso nas jukeboks da cidade. Em 1964, a banda assinou um contrato com o selo independente Fantasy. Para o primeiro lançamento do grupo, o vice-presidente da gravadora, Max Weiss, sugeriu um novo nome: The Golliwogs. Os rapazes aceitaram e gravaram o disco. O disco seguinte demorou oito anos para ser lançado e trouxe não só uma formação diferente (Stu deixou o piano e passou a tocar baixo, Tom foi para guitarra base e John virou o líder da banda, compondo tudo), mas também um nome diferente: Creedence Clearwater Revival.








Spooky Tooth

O Art lançou apenas um disco, Supernatural Fairy Tales em 1967 sob o selo Island. Depois adicionou o tecladista Gary Wright (que sairá em turnê este ano com Ringo Starr e sua All Starr Band) à formação e mudou seu nome para Spooky Tooth, tradicional banda de hard progressivo inglesa. O som do Art não tem nada a ver com o prog, trata-se de canções curtas e psicodélicas, mas com refrões fáceis e guitarras afiadas e esporrentas. Um power pop lisérgico.



Queen


Smile era um trio de blues rock formado por amigos de escola: Brian May, Roger Taylor e Tim Staffel. O grupo gravou seis músicas, sendo dois covers, pela gravadora Mercury Records. Em 1970, o baixista e vocalista Staffel saiu da banda e apresentou os rapazes a Farokh Bulsara, que por sua vez, passaria a ser conhecido por Freddie Mercury. Depois de várias audições para encontrar um baixista, John Deacon assumiu as quatro cordas e a banda passou a se chamar Queen. A principal composição do Smile é ''Doing All Right'', que foi regravada pelo Queen e incluída no primeiro disco da banda, com os devidos créditos à dupla que a compôs: May e Staffel.




Black Sabbath

Tudo começou quando Tony Iommi e Bill Ward, respectivamente guitarrista e baterista da banda Mythology, leram um cartaz de um vocalista, ainda sem banda, que dizia: ''Ozzy Zig requires a gig''/(''Ozzy Zig procura um show''). Iommi, que estudou na mesma escola que Ozzy, recusou formar uma banda com ele, mas depois de muita insistência do seu amigo Bill Ward, acabou aceitando. Ozzy trouxe mais dois guitarristas da Rare Breed, sua antiga banda: Gezeer Butler, que passou a ser o baixista, e Jimmy Phillips. Também foi incluído ao line up o saxofonista Alan Clarke, e a banda foi batizada pela primeira vez com o nome - sem noção - Polka Tulk Blues Band, encurtado mais tarde para Polka Tulk.
Após a saída de Jimmy Phillips e Alan Clarke, a banda passou a chamar-se Earth e começou a construir um repertório voltado para o Blues e nas suas pequenas apresentações, fazia covers de Hendrix, Blue Cheer, Cream e Beatles - esta última uma paixão de Ozzy até hoje.

O material que se encontra do Mythology é uma gravação amadora, feita por alguém da platéia no último show da banda. Já o Earth gravou um EP com cinco músicas em 1969. O nome Polka Tulk Blues Band durou apenas um mes, por isso não se encontra registro, nem de gravações amadoras, do seu som.




Destaque

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