sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Discos Que Parece Que Só Eu Gosto: Alice Cooper - The Last Tempation [1994]




A discografia de Alice Cooper é recheada de altos e baixos. Depois de uma estreia tímida com Pretties for You, Alice e sua banda marcaram o início da década de 70 com álbuns essenciais na discoteca metálica de um admirador do estilo, com destaque para Killers (1971), Billion Dollar Babies (1972) e School's Out (1972). O último disco como banda Alice Cooper, Muscle of Love (1974), mostrava que o grupo já não caminhava por caminhos sólidos, e assim, tia Alice partiu para sua carreira solo.

Logo na estreia, dois petardos certeiros: Welcome to My Nightmare (1975) e Alice Cooper Goes to Hell (1976), que consagraram o artista como o principal nome do rock de horror, com suas histórias repletas de contos capazes de assustar até Stephen King. Porém, o final da década de 70 foi marcado pelos excessos de drogas e bebidas, até que depois de From the Inside (1978), Alice mergulhou no mar da obscuridade, compartilhando com diversos colegas lançamentos de gosto duvidoso por boa parte dos anos 80.

Alice Cooper comemora o retorno à boa fase
Foi com Raise Your Fist and Yell (1987) que Alice conseguiu voltar ao mercado da música, graças a um álbum bastante pesado, que teve sequência com o aclamado Trash (1989), álbum de incrível sucesso, puxado pelo hit "Poison". Dois anos depois, Hey Stoopid contou com a participação de gigantes do metal, como Slash, Mick Mars, Steve Vai, Vinnie Moore e Joe Satriani nas guitarras, e ainda Ozzy Osbourne nos vocais, e o disco vendeu muito, mas um lado da crítica especializada, e principalmente dos fãs, faziam sempre que possível a citação de que Alice conseguiu o sucesso fugindo daquilo que o consagrou, o rock de horror.

Pois foi com essa crítica enfadonha em mente que Alice concebeu seu álbum mais ousado na década de 90, praticamente esquecido em sua discografia, e que considero um dos melhores trabalhos feito pelo artista americano em sua carreira solo. The Last Temptation chegou às lojas em 1994, trazendo junto com o vinil uma história em quadrinhos, escrito por Neil Gaiman e com ilustrações de Michael Zulli, em artes advindas da produtora Marvel Comics. Tudo isso para elucidar uma história de suspense envolvendo Steven, um jovem garoto cercado de problemas e questionamentos pessoais, que já havia sido o personagem principal de Welcome to My Nightmare,  e também tema de uma canção de Hey Stoopid!, no caso "Wind-Up Toy", e um diretor de teatro que, através de jogos psicológicos, tenta levar Steven para o mundo sobrenatural.

Os três volumes da história em quadrinhos
A história foi lançada em história em quadrinhos em três volumes, e vamos tratar da história em quadrinhos antes das canções do LP. Apenas o primeiro volume acompanhava a versão original do LP, com os demais sendo possíveis de ser adquiridos pouco depois do lançamento do álbum. Tudo começa com Steven e um grupo de amigos andando pelas ruas de uma determinada cidade na véspera do Halloween, parando diante de um Teatro que é novo na cidade, o The Theater of the Real - The Grandest Guignol (Teatro do Real - O Grandioso Guignol), sendo o Guignol um teatro que realmente existiu nos anos 20, na França. Um recepcionista - o próprio Alice Cooper - faz as honras da casa e convida um dos cavalheiros para entrar. Por pressão dos amigos, o escolhido é Steven. Descobrimos então que o recepcionista é o diretor do teatro, e também o apresentador.

No teatro, Steven é apresentado à uma moça chamada Mercy, que recebe seu ingresso ao mesmo tempo que o diretor diz que tudo no teatro é livre. Mercy desaparece diante dos olhos de Steven, que penetra no teatro para assistir o que o diretor disse ser uma peça inesquecível.

Encarte do LP, mostrando a entrada de Steven no teatro,
em sequência de imagens que também aparece na história em quadrinhos

O personagem principal da peça é, por incrível que pareça, o próprio Steven, que passa a dialogar com zumbis e outros seres assustadores. Porém, o garoto não percebe que tudo é uma história armada para conquistar a confiança dele com o administrador do Teatro, que tem outras intenções junto à pessoa de Steven. No final do primeiro livro, ele acaba saindo do teatro sendo zombado pelos amigos, mas carregando na face uma imagem sinistra de que algo mudou em sua vida.

O início do segundo livro traz Steven correndo, voltando para casa, e encontrando sua mãe. Após levar uma breve "regada" do pai e da mãe, Steven vai para o quarto, e assustado, percebe mudanças na voz e na personalidade da mãe, que remetem ao diretor do teatro. Assustado, Steven acaba adormecendo, tendo um estranho pesadelo no qual necessita salvar Mercy das garras do diretor.

Encerramento do livro I

No outro dia, Steven acorda para ir a escola, buscando mais informações sobre o teatro, que não existe. Ninguém conhece o teatro, os amigos que "pareciam" estar com ele na frente do teatro dizem que não estavam lá, e Steven fica mais perturbado do que quando saiu do mesmo.

Na escola, ele enxerga o diretor Alice Cooper em vários personagens - a professora, o técnico do time de beisebol, a merendeira, dois colegas, o zelador, e por fim, encontra o próprio Alice diante do espelho. É véspera de Halloween, e nesse momento acaba o livro II, com Steven fazendo a clássica maquiagem de Tia Alice para ir "assustar" as pessoas no tradicional "Gostosuras ou travessuras".

Encerramento do livro II

O livro III começa já no Halloween, com Steven e amigos fantasiados saindo pela escola. Steven foge da turma, e vai buscar informações sobre o teatro em uma biblioteca. Lá ele pesquisa em diversas fontes, e acaba frustrando-se. Saindo da biblioteca, Steven encontra  na rua zumbis parecidos com o que viu no teatro, e retorna ao mesmo em um passe de mágica. No Teatro, ele é confrontado com o diretor, e finalmente, Steven descobre tudo o que aconteceu.

O diretor havia mostrado para o garoto os problemas e dramas da fase adulta, tentando levar Steven para um pensamento de que a vida adulta é feita somente de coisas ruins, que a fase adolescente pela qual ele passava era a vida ideal e a melhor etapa que tinha que ele passava. 

Encerramento do livro III

Dessa forma, o Diretor faz uma oferta estranha para Steven: ele nunca mais iria envelhecer, e para isso, bastava entrar para o teatro. O garoto pensa sério sobre o assunto, mas então, ao ver Mercy novamente, agora como uma zumbi, acaba refutando da ideia. Depois de muita discussão e ameças do diretor, em uma batalha psicológica muito forte, Steven consegue sair do teatro, salvando Mercy,  a qual ele acaba descobrindo ser uma fantasma. 

A história encerra-se com o Diretor ainda presente na mente de Steven, mesmo com toda a discussão e briga, sugerindo que, apesar de ter se livrado da questão "dúvidas adolescentes", o medo ainda continuará diante dele.


Encarte de The Last Tempation

Acompanharam Alice na gravação de The Last Tempation Stef Burns (guitarra, vocais), Greg Smith (baixo, vocais), Derek Sherinian (teclados, vocais) e David Uosikkinen (bateria), além dos vocais de apoio Lou Merlino, Mark Hudson, Craig Copeland e Brett Hudson.

O que muitos reclamam é que o acabamento final de The Last Tempation não representa um álbum fiel ao som de Alice Cooper. Realmente, ouvindo o disco na sua integridade, encontramos elementos de diversas bandas em voga naquela época, como The Cult, Guns N' Roses, Soundgarden e Mötley Crüe, por exemplo, o que por outro lado, é o que torna o álbum mais atraente.

Alice Cooper e Derek Sherinian
The Last Temptation surge com o violão puxando o riff da oitentista "Sideshow", com seu andamento característico de canções da década de 80, na linha de Mötley Crüe e Poison por exemplo, cuja a letra apresenta-nos Steven, um garoto frustrado que procura por coisas legais e aterrorizantes para fazer. Apesar de o nome Steven não ser citado, sabemos que ele é o personagem por conta da história em quadrinhos, já que o volume 1 acompanhava a versão original do LP. Musicalmente, destaca-se o trecho do solo final, com a participação de metais que lembram bastante algumas viagens musicais feitas pelos Rolling Stones na década de 70.

Barulhos de circo e a voz de Cooper fazendo o personagem do diretor do teatro levam-nos para "Nothing's Free", a qual surge com um forte andamento percussivo, em uma canção que parece ter saído dos álbuns do The Cult. A voz de Cooper modifica-se, para encarar o personagem do diretor, que nesta canção, surge para conversar com Steven, com destaque para o belo solo de Burns.

Single de "Lost in America"
Na sequência, uma das canções mais hards da carreira de Cooper, "Lost in America", contando com a participação de Don Wexler nas guitarras, coloca Steven dentro do Teatro, com os problemas da fase adulta/adolescente sendo apresentados para ele (sem mulher, sem carro, sem emprego, problemas familiares) e com uma hilária citação para "Estou tentando tocar guitarra, aprendendo 'Stairway to Heaven' ...), e cujo refrão, assim como toda a canção, resgata faces do Guns N' Roses dos álbuns Use Your Illusion, além de novamente apresentar uma tímida participação dos metais, e encerrar com uma breve citação a "Star Spangled Banner", mais conhecido como o hino nacional americano.

"Bad Place Alone" mostra a face raivosa de Steven, uma criatura das ruas dura como a pedra, sobre um andamento arrastado e pesado. A presença de Steven no Teatro conclui-se com "You're My Temptation", canção que já entra rasgando com o riff de wah-wah estourando as caixas de som, mantendo o clima arrastado de "Bad Place Alone", e é o momento em que Steven cai em tentação por Mercy. John Purdell participa nos teclados de "You're My Temptation", que safadamente, o diretor do teatro canta sussurra uma canção, e com uma risada sádica, conclui o Lado A de The Last Temptation.


Alice Cooper e Chris Cornell

A balada "Stolen Prayer" abre o lado B com Steven voltando para a casa e refletindo sobre o que viu no Teatro, Chris Cornell participa co-assinando essa faixa e fazendo vocais de apoio, e ele é o único responsável pela composição da próxima faixa, "Unholy War", com um ritmo agressivo, um show de guitarras e Steven cada vez mais perturbado em seu mundo.

Single de "It's Me"
"Lullaby" surge com vozes que sugerem o desespero vivencial de Steven, e deixa mais claro os medos do menino, que confronta seus medos, principalmente dos monstros que vivem sob a cama de Steven ou preso no armário do mesmo. Musicalmente, as guitarras de Burns são o principal destaque de uma ótima faixa, onde Steven revela seu desejo de não querer ser uma criança assustada, e assim, o diretor entra novamente em ação, agora na leve "It's Me", com o diretor falando para Steven das coisas que ele viveu no Teatro, como viagens para Paris, Espanha, Rio de Janeiro e Londres, mas que independente disso, ele sempre viverá com medo, e esse medo é o próprio diretor que o persegue. O grande destaque para essa balada vai para a presença do mandolin, um instrumento que marcou a música que acabou tornando-se o principal sucesso do álbum, atingindo a trigésima quarta posição nos charts britânicos. Em ambas as canções está a participação de John Purdell nos teclados.

O melhor do disco fica para o encerramento. "Cleansed By Fire" é uma faixa pesada, na qual Steven e o Diretor duelam com rispidez, trocando farpas entre riffs pesados e um dos refrões mais grudentos da carreira de Tia Alice. No fim das contas, o Teatro é queimado, ficando a sensação de que Steven conseguiu livrar-se de seus medos, mas ao final da faixa, sons induzem o ouvinte ao fato de que a história ainda não foi encerrada.


Contra-capa de The Last Tempation

Entendo que a torcida de nariz para o álbum seja por conta do som ser muito diferente do que Alice Cooper já havia gravado, e a história não ser das mais fortes, mas acredito que esse preconceito dos ouvidos é culpa de quem apenas vê cara e não vê coração. Por outro lado, o desprezo e rejeição foi tamanha que Alice demorou seis anos para voltar ao batente, com o ótimo e barulhento Brutal Planet (2000).

Como não sou um xiita, afirmo com convicção que ouvir The Last Temptation sem conhecer ou lembrar do passado de Alice com certeza irá mudar o pensamento de muitos sobre ele, e quem sabe, venham me acompanhar e desmentir que esse seja um Disco que Parece que Só Eu Gosto.


O LP e as revistas com a história de Steven

Track list

1. Sideshow
2. Nothing's Free
3. Lost in America
4. Bad Place Alone
5. You're My Temptation
6. Stolen Prayer
7. Unholy War
8. Lullaby
9. It's Me
10. Cleansed By Fire




DISCOS DE ÊXITOS

 

                                                   Evaldo Braga - Millennium


Faixas:

01 - Sorria, Sorria
02 - Só Quero
03 - Meu Deus
04 - A Cruz Que Carrego
05 - Tudo Fizeram Pra Me Derrotar
06 - Eu Não Sou Lixo
07 - Noite Cheia De Estrelas
08 - Já Entendi
09 - Mentira
10 - Eu Desta Vez Vou Te Esquecer (Lucky People)
11 - Não Vou Chorar
12 - Por Incrível Que Pareça
13 - Nunca Mais, Nunca Mais
14 - Você Não Presta Pra Mim
15 - Vem Cá
16 - Eu Amo Sua Filha, Meu Senhor
17 - Quisera Eu
18 - Por Que Razão?
19 - Esconda O Pranto Num Sorriso
20 - A Vida Passando Por Mim


The Bee Gees - The Platinum Collection (2017)





Traklist:

Disc One
01. Suddenly
02. Holiday
03. All This Making Love
04. Marley Purt Drive
05. Nights On Broadway
06. New York Mining Disaster 1941
07. To Love Somebody
08. Road To Alaska
09. Wouldn't I Be Someone
10. Massachusetts
11. Method To My Madness
12. Cucumber Castle
13. Walking Back To Waterloo
14. And The Sun Will Shine
15. Country Lanes
16. It's Just The Way

Disc Two
01. Tragedy
02. How Deep Is Your Love
03. It's My Neighborhood
04. Living Together
05. Stayin' Alive
06. Soldiers
07. Jive Talkin'
08. Cryin' Every Day
09. Run To Me
10. You Win Again
11. Kiss Of Life
12. More Than a Woman
13. If I Can't Have You
14. Night Fever
15. You Should Be Dancing
16. Too Much Heaven
17. Search, Find




The EVIL FUZZHEADS - Evil Savage Voodoo

 


~

EVIL SAVAGE VOODOO é o segundo álbum dos EVIL FUZZHEADS . A banda é liderada por Eric St John, guitarra e vocais (The Vice Barons, The Mighty Gordinis, The Ratboys, para citar alguns). Sua filha Iris St John está tocando baixo. 

Desta vez, Magic Nico (Mighty Gordinis, The Moon Invaders, The Caroloregians e muitas outras bandas para mencionar) juntou-se atrás da bateria e no Hammond Organ.

O resultado é estelar: o som é nítido e The Hammond e o fuzz estão lutando em todas as faixas. O ritmo é constante e o groove é firme. As músicas são ferozes, mas cativantes como o inferno e logo se tornarão clássicos da garagem influenciada pelos anos 60.





Slander Tongue - Monochrome

 



Ao pensar em power pop ou rock'n'roll dos anos 70, Berlim, na Alemanha, não é a primeira cidade que vem à mente. No entanto, aqui estão Klaus, Chico, Mirko e Axel jogando como se estivessem em algum clube em Boston, Massachusetts. E acho que você sabe perfeitamente a que clube estou me referindo especificamente.

O novo full-lenght do Slander Tongue, "Monochrome", foi lançado pelo brilhante selo alemão ALIEN SNATCH e foi gravado no Studio B/AK18 em gravação analógica completa em sua cidade natal, Berlim, com as lacas cortadas no estúdio Lathesville.

Monochrome é um álbum realmente ótimo com um som absolutamente ótimo e começa com o ultra cativante - e em breve um clássico - "All over the Place", uma verdadeira lição de rock'n'roll em exatamente 2,13".

E a partir daí é uma verdadeira montanha-russa gordurosa até a última música do álbum, "Barrel of Fun", que na verdade é uma adaptação de uma música de Al Gorgoni que está em um comercial do KFC de 1970. SLANDER TONGUE é realmente uma banda cheia de surpresas. Então chegou a hora deste blog fazer algumas perguntas aos caras.

1) Para os espectadores deste blog que não te conhecem, o que você contaria sobre sua formação musical para apresentar Slander Tongue? Você também pode apresentar todos os membros da banda que participaram das gravações? 

Somos um quarteto de rock'n'roll de Berlim, Alemanha. SLANDER TONGUE é Klaus na guitarra, Chico no baixo, Mirko na bateria e Axel nos vocais/guitarra. Todos nós já tocamos em bandas diferentes, como MODERN PETS, King Khan & THE SHRINES, SICK HORSE, BIKES – só para citar algumas…

No novo disco temos contribuições de Eblo no piano e vários backing vocals como Jeff Clarke do DEMON'S CLAWS / CLACK LIPS e as garotas do THE INSERTS.

Geralmente somos descritos como uma banda de rock'n'roll com som dos anos 70, mas os meninos também gostam de agitar suas bundas em um clube ao som de algumas batidas sérias de Berlim de vez em quando.

2) Sobre o novo álbum completo do Slander Tongue, "Monochrome", o que você pode contar sobre o processo de gravação? Foi uma gravação "ao vivo" no estúdio ou uma gravação faixa a faixa com muitos overdubs?

Gravamos o álbum no STUDIO B em Berlim junto com Smail Shock. O rastreamento básico da banda foi feito ao vivo por nós quatro juntos. Fizemos uma gravação de teste ao vivo para nos divertirmos lá antes, e parecia a maneira mais confortável de gravar… No entanto, também fizemos overdubs em cima das tomadas ao vivo, como vocais, guitarras principais, faixas de piano e percussões.

3) Você usa a tecnologia de gravação digital atual ou trabalha apenas com máquinas analógicas em estúdios analógicos?

O STUDIO B é um estúdio de gravação totalmente analógico e, portanto, nenhuma tecnologia digital foi usada durante o processo de gravação e masterização. Acho que combina muito bem com o som da banda, mas não significa que geralmente somos contra os meios digitais quando se trata de produzir discos. Na verdade, estamos fazendo muitas demos digitalmente e coletando ideias por telefone. Cara, a vida é fácilaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…

4) Como você descreveria a música que está tocando? Se eu fosse chamá-lo de PowerPop/rock'n'roll à la Real Kids, você concordaria com esse rótulo? Você se orgulha disso ou acha que há muito mais do que isso? 

Chame do que quiser. Eu gosto do pop, gosto do rock e amo o roll. Rock'n'roll à la REAL KIDS soa bem, mas já ouvimos isso várias vezes. Eu sou um otário para PowerPop, mas também estamos vivendo em uma linha tênue. 

No final, nós apenas fazemos o que vem naturalmente... Claro, você sempre é influenciado de alguma forma por certos estilos, gêneros, bandas e tudo o mais, mas não existe essa coisa de querermos soar como uma banda ou cópia específica um determinado gênero. É só rock'n'roll e eu gosto!

5) Qual é o seu tópico/tópico favorito que vem facilmente quando você escreve a letra de uma nova música?

Coisas que acontecem ao seu redor, eu acho? "Ai - dói!" Pode ser literalmente qualquer coisa…

6) Você tem um novo vídeo no youtube com uma faixa do LP recém-lançado?? 

Sim! Fizemos um clipe da música “Monochrome” no porão de Wowsville junto com Andie Riekstina. Confira aqui: 


 

7) O que os frequentadores de shows podem esperar de um show do Slander Tongue? Você está tocando alguma música cover famosa durante o show?

Espere um bom tempo sério! Não fazemos covers. Fizemos uma adaptação de uma música do Al Gorgoni que está em um álbum comercial do KFC dos anos 1970 chamado “Have a Barrel of Fun”. Confira o original - é bom para lamber os dedos!

8) Há alguma banda na Alemanha hoje da qual você se considera próximo, musicalmente falando?

SEM MERCY de Heilbronn. Além disso, não realmente…

9) Que tipo de música você ouvia na adolescência? Quais eram suas bandas favoritas quando adolescente? Cite 3 bandas que você considera que ainda influenciam seu próprio trabalho hoje em Slander Tongue.

THE ROLLING STONES, JIM CROCE, MEAT LOAF.

10) Quais são os planos para 2023 no que diz respeito ao Slander Tongue?

Teremos vários shows na primavera e durante o verão, incluindo uma curta viagem em maio ao redor do Cosmic Trip Festival em Bourges. Estamos planejando outra turnê no sul da Europa / Espanha no final do ano. Além disso, estamos trabalhando em material novo para os próximos discos. Fique atento!




ITALIAN PROG MASTERWORKS 2 - Museo Rosenbach- 1972-1973- Zarathustra & Bonus

 


Hard prog desta vez para o segundo post desta série. Este grupo foi formado em 1972 em Roma.
Este é um álbum conceitual, dedicado à teoria de Nistzche do super-homem. Nos anos setenta este álbum não foi considerado mas, ano após ano, ia tornar-se um culto na discografia prog italiana. Toda a lateral a do antigo LP foi coberta pela longa suíte que dá nome ao álbum. Mas esse som, mesmo que para mim seja bastante original, pode fazer lembrar em alguém ecos de outros artistas: até mais, por favor, a tracklist do cd bônus para saber onde o Museo Rosenbach encontrou sua inspiração....


The members are:

Giancarlo Golzi- Drums, Vocals
Alberto Moreno- Bass, Pianoforte
Enzo Merogno- Guitar, Vocals
Pit Corradi- Mellotron, Hammond
Stefano "Lupo" Galifi- Lead Vocals


TRACKLIST :

1- Zarathustra
a)L'ultimo uomo
b)Il re di ieri
c)Al di là del bene e del male
d)Superuomo
e)Il tempio delle clessidre
2- Degli uomini
3- Della natura
4- Dell'eterno ritorno

-BONUS-

Museo Rosenbach- 1972- Rare & Unrealised


Este é um álbum ao vivo (a qualidade do som é como um bom bootleg). Ele contém versões proto de músicas do Zaratustra e alguns covers, e se você procurar na lista vai ter duas ou três surpresinhas (talvez material para suas conexões UH 3, Colin?)

Os integrantes da banda são os mesmos do álbum Zaratustra, com a participação especial de Leonardo Lagorio , da banda prog Celeste, no sax

TRACKLIST :

01- Zarathustra
02- Degli uomini
03- Della natura
04- Dell'eterno Ritorno (instumental)
05- Dopo
06- Look at yourself
07- With a little help from my friends
08- Shadows of grief
09- Valentyne suite (excerpt)
10- Dopo (english version)
11- Dell'eterno ritorno (encore)

I know, Mister "Lupo"(in english Wolf) Galifi doesn't know some of the Shadows of grief lyrics and he sings in one strange language italo english spanish and i don't know from, but this is a testimoniance of how Uriah Heep was loved in Italy too.

Thanks to all and to the next

PS: for the anonymous reader who posts a comment to the Osanna's post,
The Balletto di bronzo album YS, that i promised as second in this serie, will be the third.


RARIDADES

 

Emergency Exit - Sortie De Secours (1977)



don't hang around, enjoy good music!

DISCO PERDIDO



GARY OGAN & BILL LAMB - "Portland" (us 1972)
Estes dois músicos norte-americanos gravaram esta jóia da linha folk-rock-pop no início dos anos setenta. Este álbum é como uma mistura entre CSN e a América mais recente. Talvez o trabalho seja um pouco "monótono", mas ainda assim é muito agradável ouvi-lo.

"kac"











"Eu quero viver"













Destaque

Canned Heat - Canned Heat (LP 1967)

AQUI:     OU     ALI: Canned Heat ‎– Canned Heat (LP Liberty ‎– LBS 83 059 E/I, 1967). Produção de Cal Carter. Canned Heat é uma banda nort...