quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Tom Zé - Estudando o samba (1976)




Tom Zé (nascido Antônio José Santana Martins, 11 de outubro de 1936 em Irará, Bahia, Brasil) é um compositor, multi-instrumentista e compositor que foi influente no movimento Tropicália da década de 1960 no Brasil. Após o auge do período da Tropicália, Zé entrou em relativa obscuridade: foi somente na década de 1990, quando o músico e chefe da gravadora David Byrne descobriu um álbum gravado por Zé muitos anos antes, que ele voltou a se apresentar e lançar novos materiais.

Tom Zé cresceu na pequena cidade de Irará, na Bahia, no sertão árido do Nordeste do país. Mais tarde, ele alegaria que sua cidade natal era "pré-gutenbergiana", já que as informações eram transferidas principalmente por meio de comunicação oral. Quando criança, foi influenciado por músicos brasileiros como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Zé se interessou por música ouvindo rádio e mudou-se para Salvador para cursar graduação. Posteriormente, mudou-se para São Paulo e lá iniciou sua carreira na música popular.

Grande parte de seus primeiros trabalhos envolveu impressões irônicas da enorme área metropolitana, vindos de uma pequena cidade no nordeste relativamente pobre.

Influente no movimento Tropicália, Zé contribuiu, junto com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes e Nara Leão, no álbum/manifesto divisor de águas Tropicália Tropicália: ou Panis et Circenses (1968). Ele também participou de uma série de shows com os músicos. Depois que o governo militar brasileiro da década de 1960 começou a reprimir os músicos da Tropicália, Zé saiu dos olhos do público e começou a experimentar novos instrumentos e estilos de composição. Enquanto as outras grandes figuras da Tropicália alcançariam grande sucesso comercial e de crítica nas décadas posteriores, Zé caiu na obscuridade nas décadas de 1970 e 1980.

No início da década de 1990, o trabalho de Zé reviveu quando o músico americano David Byrne descobriu um de seus discos, Estudando o Samba (1975), em visita ao Rio de Janeiro. Zé foi o primeiro artista a assinar com o selo Luaka Bop e até agora lançou uma coletânea e dois álbuns, todos com críticas positivas da crítica dos Estados Unidos.

Em 2011, colaborou com Javelin na música "Ogodô, Ano 2000" do mais recente álbum beneficente da Red Hot Organization, Red Hot+Rio 2. O álbum é uma continuação do Red Hot + Rio de 1996. Os rendimentos das vendas serão doados para aumentar a conscientização e dinheiro para combater a AIDS, o HIV e questões sociais e de saúde relacionadas.

Mantendo-se fiel aos impulsos experimentais e dadaístas da Tropicália, Zé tem se destacado tanto por sua abordagem pouco ortodoxa à melodia quanto à instrumentação, empregando vários objetos como instrumentos, como a máquina de escrever. Colaborou com muitos poetas concretos de São Paulo, incluindo Augusto de Campos, e empregou técnicas concretas em suas letras. Musicalmente, seu trabalho se apropria do samba, da Bossa Nova, da música folclórica brasileira, do forró e do rock and roll americano, entre outros. Ele foi elogiado por compositores de vanguarda por seu uso de dissonância, politonalidade e compassos incomuns. Devido ao caráter experimental de muitas de suas composições, Zé foi comparado a músicos americanos como Frank Zappa e Captain Beefheart.



áPolók - Kondásdiszkó (1998)

 


Fundada em 1982, áPolók é uma banda de arte-punk de vanguarda fortemente misturada com electrónica de Miskolc, uma das cidades mais industrializadas da Hungria.




BNNT - MULTIVERSE (2017)

10 de janeiro de 2017, no final de 2017, o Instant Classic lançou seu novo dueto de álbum BNNT, Który Tworzą Konrad Smoleński e Daniel Szwed. Krążek, zatytułowany “MULTIVERSE




“MULTIVERSE” é o novo álbum do BNNT – dupla formada por Konrad Smoleński e Daniel Szwed. Com participações especiais de Mats Gustafsson e Stine Janvin Motland, o disco será lançado em outubro de 2017 pelo selo Instant Classic.

BNNT não é seu grupo musical regular. Seria mais adequado chamá-los de grupo artístico, pois suas áreas de atuação abrangem a música, as artes visuais e as apresentações teatrais. “MULTIVERSE” é baseado em longas improvisações profundamente enraizadas na percussão tribal com sabores musicais pós-dance. É também o primeiro material novo do BNNT desde “QASSAM” de 2012 gravado com Robert Piernikowski (Syny). “Eu não diria que tiramos férias de 5 anos do BNNT”, argumenta Smoleński. “É claro que nosso ritmo parece um pouco lento, mas tenha em mente que nos apresentamos várias vezes durante esses anos e trocamos alguns idiomas”, diz ele.

A maioria dos títulos das “músicas” são emprestados de Emil Cioran e a bibliografia que acompanha o disco parece sublinhar o conceito “MULTIVERSE” por trás desta obra de arte. “Uma das narrações deste álbum tem muito a ver com diferentes camadas de realidade que podem coexistir e esta bibliografia deve servir de guia ao ouvinte e fornecer uma série de significados”, explica Smoleński. “As 'letras' que incluímos no encarte estão quase ilegíveis, borradas. Colocamos um esforço extra para tratá-los como música, mais como uma forma de transferir sentimentos. Isso vem junto com a percepção de que nossa perspectiva singular pode não ser a mais óbvia que existe.”


 

ROCK ART


 

“SORRY” É O NOVO SINGLE DOS FRANCESES CARMEN SEA


A banda francesa Carmen Sea acaba de lançar “Speed“, o primeiro single e faixa de abertura do seu próximo EP “Sorry“, com edição agendada para 24 de novembro de 2023. Este EP de cinco faixas relata a narrativa de um acidente de carro que acontece quando a banda regressa a casa depois de um espetáculo.

Sorry” conta a história de um acidente de carro que ocorreu a 21 de maio de 2022, quando a banda regressava a casa depois de um concerto perto de Tours, em França. À uma da manhã, fizeram-se à estrada, o condutor adormeceu e o carro embateu numa vala enquanto viajava a 130 km/h numa autoestrada, a 45 minutos de Paris. O carro ficou completamente destruído, mas felizmente todos sobreviveram com ferimentos ligeiros.

O facto de terem vivido uma tragédia tão horrível levou a banda a acreditar que ainda não era altura de morrerem. Por causa do acidente consideram-se atingidos por uma tremenda quantidade de energia, que tentaram capturar neste disco.

O primeiro single do EP, “Speed“, enfatiza especificamente o excesso de trabalho físico e emocional, e o impulso incessante de ir a todo o lado, em todas as direcções, de trabalhar em excesso sem ter consciência dos limites próprios ou alheios. O universo de Carmen Sea é encarnado nesta peça escura e vibrante, que mistura riffs agressivos e frontais com melodias melancólicas…

 

“OCTOBER” É O SEGUNDO SINGLE DE OUT OF HIS HEAD DE PAUL OAK

 

Com a entrada de Outubro vem, também um outono quente e uma nostalgia agridoce que acompanha a ténue melancolia bucólica que desenha “October“. Segundo single e vídeo do disco de estreia de Paul Oak, “October” foi realizado por André Tentugal e ganha agora forma naquelas que são as nossas várias facetas.

As estranhas formas de sentir, as estranhas formas de viver, as estranhas escolhas, ou a estranha vida. Poderá tudo guiar-nos a várias direções ou simplesmente aquela que temos mesmo de seguir? Afinal o que é estranho é que é sentir?

Paul Oak caminha por entre a própria descoberta e por entre a simplicidade embriagada do sentir. Não certo nem errado. Há aqueles que arriscam ou os que não querem saber.

“Out of His Head” é o primeiro disco de Paul Oak e procura, saindo da sua própria cabeça, olhá-la ao longe e tentar ou não entendê-la. São 6 músicas que combinam a harmonia e a melodia em forma de comunhão perfeita que pode levar o ouvinte a abanar a cabeça e assobiar, a sorrir ou, simplesmente a sentir aquele arrepio quente que a primavera da vida nos traz.

RAMÓN GALARZA APRESENTA O NOVO DISCO “SYMETRIX UNIVERSE”


O músico e produtor Ramón Galarza apresenta o seu novo trabalho, “Symetrix Universe“. Um disco instrumental, com uma abordagem de fusão entre as influências da música clássica e a contemporânea, executado pela Orquestra Filarmónica Portuguesa.

Symetrix Universe” é um disco que conta a história de um mundo utópico, ao longo de 12 temas que se assemelham a uma banda-sonora. Ramón Galarza explica desta forma o conceito: “Era uma vez, uma ideia chamada Sy. Sy nasceu com o propósito de criar um mundo livre, em que a criatividade imperaria de forma espontânea. Para alcançar a liberdade e projetar novas oportunidades, conseguiu criar um novo mundo: “O Universo Metrix”. Este espaço podia proporcionar-lhe tudo em que acreditava, para criar e ser feliz com o objetivo de partilhar e doar as suas obras, pois receberia seguramente em troca a felicidade e a realização que tanto ambicionava.” 

O novo disco reflecte várias fontes de inspiração: da música, à literatura, pintura, vídeo, teatro, cinema, entre outras.

Ramón Galarza contou com a colaboração da Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo Maestro Osvaldo Ferreira, e com os músicos Bernardo Fesch e Diogo Sebastião dos Santos

P.S.LUCAS COM NOVO DISCO A CAMINHO…

 

Depois da estreia a solo em 2021, P.S. Lucas – o projeto em nome próprio de Pedro S. Lucas – prepara-se para editar o segundo disco de originais. “Villains & Chieftains” foi coproduzido com Mariana Ricardo (Minta & The Brook Trouts, They’re Heading West, Lena D’Água) e chegará às lojas no primeiro trimestre de 2024 com selo Marca Pistola.

O novo longa duração assume-se como um disco de afirmação desta nova fase na carreira do produtor e compositor responsável pelos projectos O Experimentar Na M’Incomoda e Medeiros/Lucas. O primeiro avanço, “Means & Ends”, já se encontra disponível nas plataformas digitais.

Assim como In “Between” (2021), o novo LP alicerça-se em inúmeras colaborações e na escrita de canções em inglês, mas distancia-se dos universos mais folk do seu antecessor. A urbanidade é o ponto de chegada em “Villains & Chieftains”: os choques e os encontros interpessoais retratados em In Between saltam da esfera da intimidade pessoal para a esfera social da cidade. As memórias da intimidade, da infância e da sua história pessoal dialogam com a história e o devir coletivos.

 

Musicalmente, as canções contam com melodias e arranjos harmónicos mais assumidamente anglo-saxónicos, com aproximações retro-futuristas à soul mais sóbria de Bill Withers ou Van Morisson. Os arranjos jazzísticos mantêm-se, procurando novos espaços numa produção que explora os universos da pop mais clássica. Um espaço sonoro para o qual muito contribui a atual formação de músicos que acompanham P.S. Lucas ao vivo: João Hasselberg no baixo elétrico, João Sousa na bateria e Pedro Branco na guitarra elétrica. A estes músicos juntaram-se ainda alguns colaboradores de longa data: Augusto Macedo nas teclas, e um coro feminino composto pelas vozes de Anastácia Carvalho, Manuela Oliveira e Selma Uamusse.

As gravações e mistura de “Villains & Chieftains” são de Eduardo Vinhas e a masterização de Mário Barreiros.

 

MADNESS ANUNCIAM ÁLBUM “THEATRE OF THE ABSURD PRESENTS C’EST LA VIE”

 

Madness, uma das bandas britânicas mais agraciadas do Reino Unido, anuncia o lançamento do 13º álbum, “Theatre Of the Absurd Presents C’Est La Vie”.

Passados 7 anos, desde o seu último trabalho, o álbum será lançado no próximo dia 17 de novembro, via BMG.

 

Depois de estrear na Zoe Ball’s Radio 2 Breakfast Show, o single “C’Est La Vie” está disponível e desvenda um pouco o que vai ser o álbum. Com uma estranha sensação no ar, este trabalho é um reflexo dos perigos da vida quotidiana. De acordo com o compositor e teclista Mike ‘Barso’ Barson, a faixa que dá título ao álbum é “sobre estes tempos loucos em que vivemos atualmente, e ao facto de apenas querer ficar no meu barco de forma a não fazer parte desta loucura. Mas é verdade que, sou membro de um grupo chamado Madness. Talvez o nome ideal talvez fosse “Sanidade”.

Após alguns anos durante os quais a banda se fragmentou, os Madness reuniram-se no início do ano num complexo industrial em Cricklewood, onde Suggs, Mark, Chrissy Boy, Mike, Lee e Woody perceberam que o que os unia era bem maior do que aquilo que os dividia. Emergiram com mais energia e revigorados, com um novo impulso no seu louco passo, e o resultado foi a mais harmoniosa experiência que tiveram até o momento. Pela primeira vez, um novo álbum foi lançado e todos concordaram. “Theatre Of The Absurd Presents C’Est La Vie” é o álbum de estreia da banda com produção própria, tendo trabalhado ao lado do engenheiro de som e mixer Matt Galsbey (Ed Sheeran, Maisie Peters, Rag’N’Bone Man).

RUI REININHO HOMENAGEIA PHAROAH SANDERS EM “JAPAN”

 

Rui Reininho tem tanto de próprio como de não comum, seja entre os vivos, como entre as lembranças dos mortos que nos marcaram. Depois do primeiro disco a solo, “Companhia das Índias” (2008), chegou, em 2021, às nossas mãos sedentas o disco “20.000 Éguas Submarinas”.

 

Produzido por Paulo Borges, juntos congeminaram uma viagem pelos confins dos mares já dantes navegados, a passo, trote, galope, mariposa e voo, como escape de corais profundos, mas não tão fundos quanto o exercício de libertação então revelado.

Ao longo dos últimos dois anos e meio, Rui Reininho levou, na companhia de Paulo Borges, Alexandre Soares (Três Tristes Tigres, Osso Vaidoso) e Pedro Oliveira (Clã, Krake), entre outros ilustres músicos, as “20.000 Éguas Submarinas” para dezenas de palcos de norte a sul do país.

No dia 16 de Junho deste ano, o espectáculo foi apresentado no Theatro Gil Vicente em Barcelos, a convite do triciclo – ciclo Barcelense de concertos itinerante, plural e educativo – onde, antes do concerto, foi feita uma homenagem a Pharoah Sanders, saxofonista americano que nos deixou no final de 2022, com uma interpretação personalizada de  “Japan” (tema incluído no disco “Tauhid”, editado por Sanders em 1993), captada em vídeo pela equipa do triciclo e agora disponível no YouTube.

Destaque

PJ Harvey - Live Macky Auditorium, Boulder, USA, 10-05-1995

  Setlist 1.       Hook 2.       Harder 3.       Long Snake Moan 4.       Dress 5.       Driving 6.       I Think I'm a Mother 7.       ...