quarta-feira, 4 de outubro de 2023
Tom Zé - Estudando o samba (1976)
áPolók - Kondásdiszkó (1998)
BNNT - MULTIVERSE (2017)
“SORRY” É O NOVO SINGLE DOS FRANCESES CARMEN SEA

A banda francesa Carmen Sea acaba de lançar “Speed“, o primeiro single e faixa de abertura do seu próximo EP “Sorry“, com edição agendada para 24 de novembro de 2023. Este EP de cinco faixas relata a narrativa de um acidente de carro que acontece quando a banda regressa a casa depois de um espetáculo.
“Sorry” conta a história de um acidente de carro que ocorreu a 21 de maio de 2022, quando a banda regressava a casa depois de um concerto perto de Tours, em França. À uma da manhã, fizeram-se à estrada, o condutor adormeceu e o carro embateu numa vala enquanto viajava a 130 km/h numa autoestrada, a 45 minutos de Paris. O carro ficou completamente destruído, mas felizmente todos sobreviveram com ferimentos ligeiros.
O facto de terem vivido uma tragédia tão horrível levou a banda a acreditar que ainda não era altura de morrerem. Por causa do acidente consideram-se atingidos por uma tremenda quantidade de energia, que tentaram capturar neste disco.
O primeiro single do EP, “Speed“, enfatiza especificamente o excesso de trabalho físico e emocional, e o impulso incessante de ir a todo o lado, em todas as direcções, de trabalhar em excesso sem ter consciência dos limites próprios ou alheios. O universo de Carmen Sea é encarnado nesta peça escura e vibrante, que mistura riffs agressivos e frontais com melodias melancólicas…
“OCTOBER” É O SEGUNDO SINGLE DE OUT OF HIS HEAD DE PAUL OAK

Com a entrada de Outubro vem, também um outono quente e uma nostalgia agridoce que acompanha a ténue melancolia bucólica que desenha “October“. Segundo single e vídeo do disco de estreia de Paul Oak, “October” foi realizado por André Tentugal e ganha agora forma naquelas que são as nossas várias facetas.
As estranhas formas de sentir, as estranhas formas de viver, as estranhas escolhas, ou a estranha vida. Poderá tudo guiar-nos a várias direções ou simplesmente aquela que temos mesmo de seguir? Afinal o que é estranho é que é sentir?
Paul Oak caminha por entre a própria descoberta e por entre a simplicidade embriagada do sentir. Não certo nem errado. Há aqueles que arriscam ou os que não querem saber.
“Out of His Head” é o primeiro disco de Paul Oak e procura, saindo da sua própria cabeça, olhá-la ao longe e tentar ou não entendê-la. São 6 músicas que combinam a harmonia e a melodia em forma de comunhão perfeita que pode levar o ouvinte a abanar a cabeça e assobiar, a sorrir ou, simplesmente a sentir aquele arrepio quente que a primavera da vida nos traz.
RAMÓN GALARZA APRESENTA O NOVO DISCO “SYMETRIX UNIVERSE”

O músico e produtor Ramón Galarza apresenta o seu novo trabalho, “Symetrix Universe“. Um disco instrumental, com uma abordagem de fusão entre as influências da música clássica e a contemporânea, executado pela Orquestra Filarmónica Portuguesa.
“Symetrix Universe” é um disco que conta a história de um mundo utópico, ao longo de 12 temas que se assemelham a uma banda-sonora. Ramón Galarza explica desta forma o conceito: “Era uma vez, uma ideia chamada Sy. Sy nasceu com o propósito de criar um mundo livre, em que a criatividade imperaria de forma espontânea. Para alcançar a liberdade e projetar novas oportunidades, conseguiu criar um novo mundo: “O Universo Metrix”. Este espaço podia proporcionar-lhe tudo em que acreditava, para criar e ser feliz com o objetivo de partilhar e doar as suas obras, pois receberia seguramente em troca a felicidade e a realização que tanto ambicionava.”
O novo disco reflecte várias fontes de inspiração: da música, à literatura, pintura, vídeo, teatro, cinema, entre outras.
Ramón Galarza contou com a colaboração da Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo Maestro Osvaldo Ferreira, e com os músicos Bernardo Fesch e Diogo Sebastião dos Santos
P.S.LUCAS COM NOVO DISCO A CAMINHO…

Depois da estreia a solo em 2021, P.S. Lucas – o projeto em nome próprio de Pedro S. Lucas – prepara-se para editar o segundo disco de originais. “Villains & Chieftains” foi coproduzido com Mariana Ricardo (Minta & The Brook Trouts, They’re Heading West, Lena D’Água) e chegará às lojas no primeiro trimestre de 2024 com selo Marca Pistola.
O novo longa duração assume-se como um disco de afirmação desta nova fase na carreira do produtor e compositor responsável pelos projectos O Experimentar Na M’Incomoda e Medeiros/Lucas. O primeiro avanço, “Means & Ends”, já se encontra disponível nas plataformas digitais.
Assim como In “Between” (2021), o novo LP alicerça-se em inúmeras colaborações e na escrita de canções em inglês, mas distancia-se dos universos mais folk do seu antecessor. A urbanidade é o ponto de chegada em “Villains & Chieftains”: os choques e os encontros interpessoais retratados em In Between saltam da esfera da intimidade pessoal para a esfera social da cidade. As memórias da intimidade, da infância e da sua história pessoal dialogam com a história e o devir coletivos.
Musicalmente, as canções contam com melodias e arranjos harmónicos mais assumidamente anglo-saxónicos, com aproximações retro-futuristas à soul mais sóbria de Bill Withers ou Van Morisson. Os arranjos jazzísticos mantêm-se, procurando novos espaços numa produção que explora os universos da pop mais clássica. Um espaço sonoro para o qual muito contribui a atual formação de músicos que acompanham P.S. Lucas ao vivo: João Hasselberg no baixo elétrico, João Sousa na bateria e Pedro Branco na guitarra elétrica. A estes músicos juntaram-se ainda alguns colaboradores de longa data: Augusto Macedo nas teclas, e um coro feminino composto pelas vozes de Anastácia Carvalho, Manuela Oliveira e Selma Uamusse.
As gravações e mistura de “Villains & Chieftains” são de Eduardo Vinhas e a masterização de Mário Barreiros.
MADNESS ANUNCIAM ÁLBUM “THEATRE OF THE ABSURD PRESENTS C’EST LA VIE”

Madness, uma das bandas britânicas mais agraciadas do Reino Unido, anuncia o lançamento do 13º álbum, “Theatre Of the Absurd Presents C’Est La Vie”.
Passados 7 anos, desde o seu último trabalho, o álbum será lançado no próximo dia 17 de novembro, via BMG.
Depois de estrear na Zoe Ball’s Radio 2 Breakfast Show, o single “C’Est La Vie” está disponível e desvenda um pouco o que vai ser o álbum. Com uma estranha sensação no ar, este trabalho é um reflexo dos perigos da vida quotidiana. De acordo com o compositor e teclista Mike ‘Barso’ Barson, a faixa que dá título ao álbum é “sobre estes tempos loucos em que vivemos atualmente, e ao facto de apenas querer ficar no meu barco de forma a não fazer parte desta loucura. Mas é verdade que, sou membro de um grupo chamado Madness. Talvez o nome ideal talvez fosse “Sanidade”.
Após alguns anos durante os quais a banda se fragmentou, os Madness reuniram-se no início do ano num complexo industrial em Cricklewood, onde Suggs, Mark, Chrissy Boy, Mike, Lee e Woody perceberam que o que os unia era bem maior do que aquilo que os dividia. Emergiram com mais energia e revigorados, com um novo impulso no seu louco passo, e o resultado foi a mais harmoniosa experiência que tiveram até o momento. Pela primeira vez, um novo álbum foi lançado e todos concordaram. “Theatre Of The Absurd Presents C’Est La Vie” é o álbum de estreia da banda com produção própria, tendo trabalhado ao lado do engenheiro de som e mixer Matt Galsbey (Ed Sheeran, Maisie Peters, Rag’N’Bone Man).
RUI REININHO HOMENAGEIA PHAROAH SANDERS EM “JAPAN”

Rui Reininho tem tanto de próprio como de não comum, seja entre os vivos, como entre as lembranças dos mortos que nos marcaram. Depois do primeiro disco a solo, “Companhia das Índias” (2008), chegou, em 2021, às nossas mãos sedentas o disco “20.000 Éguas Submarinas”.
Produzido por Paulo Borges, juntos congeminaram uma viagem pelos confins dos mares já dantes navegados, a passo, trote, galope, mariposa e voo, como escape de corais profundos, mas não tão fundos quanto o exercício de libertação então revelado.
Ao longo dos últimos dois anos e meio, Rui Reininho levou, na companhia de Paulo Borges, Alexandre Soares (Três Tristes Tigres, Osso Vaidoso) e Pedro Oliveira (Clã, Krake), entre outros ilustres músicos, as “20.000 Éguas Submarinas” para dezenas de palcos de norte a sul do país.
No dia 16 de Junho deste ano, o espectáculo foi apresentado no Theatro Gil Vicente em Barcelos, a convite do triciclo – ciclo Barcelense de concertos itinerante, plural e educativo – onde, antes do concerto, foi feita uma homenagem a Pharoah Sanders, saxofonista americano que nos deixou no final de 2022, com uma interpretação personalizada de “Japan” (tema incluído no disco “Tauhid”, editado por Sanders em 1993), captada em vídeo pela equipa do triciclo e agora disponível no YouTube.
Destaque
PJ Harvey - Live Macky Auditorium, Boulder, USA, 10-05-1995
Setlist 1. Hook 2. Harder 3. Long Snake Moan 4. Dress 5. Driving 6. I Think I'm a Mother 7. ...
-
Adoro a língua francesa e a sua sonoridade. Até gosto do facto de a pronúncia de grande parte das suas palavras ser diferente daquela que a...
-
A linhagem de guitarristas slide de blues de Chicago vai de Elmore James a Hound Dog Taylor, passando por JB Hutto, até Lil' Ed Willia...
-
Já nestas páginas escrevi sobre o meu adorado Nick Cave. A propósito de um disco, e também sobre uma particular canção deste The Boatman’...



