sábado, 10 de agosto de 2024

Lulu Santos - Popsambalanço e Outras Levadas (1989)


 Disco sem grandes destaques do cantor Lulu Santos, lançado em 1989.


Faixas do álbum:
01. Brumário
02. Eu Não
03. É.O.Q.A.
04. Parangolé
05. Samba dos Animais
06. Pop Coração
07. Perguntas
08. O Rei do Iê Iê Iê
09. A 2
10. Vicino
11. Os Sobreviventes




Fagner - Além Desse Futuro (2024)


O cantor e compositor Raimundo Fagner entrega nas plataformas de streamings o 38º  álbum de sua discografia, “Além Desse Futuro”, pela Universal Music. O novo projeto do artista cearense chega exatos dez anos após seu último  álbum de inéditas, “Pássaros Urbanos”, lançado em 2014.

Quem abre os trabalhos do novo álbum é a faixa-título, composta por Fagner em parceria com o poeta cearense Fausto Nilo, letrista recorrente na discografia do artista há exatos 50 anos. Nos versos da canção, que foi produzida por Fagner e Zeca Baleiro, o cantor já revela seu característico cancioneiro romântico, em que passeia, com desenvoltura, pelo Brasil urbano e sertanejo.  “Se a luz de um trem / Relembra meu ninguém / Perdido num sertão sem cor / Além do mundo em chamas / A gente ainda se ama / Além desse futuro meu amor”.

Faixas do  álbum:
01. Além Desse Futuro
02. Noites Do Leblon
03. Filho Meu
04. Onde Deus Possa Me Ouvir
05. Ponta De Punhal
06. Amigo De Copo
07. Recomeçar
08. Besta Fera




Marisa Monte - Verdade, Uma Ilusão (Ao Vivo) (2014)


 “Verdade, Uma Ilusão” foi gravado no dia 03 de agosto de 2013, em um show fechado para fã-clubes, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.


Faixas do  álbum:
01. O Que Você Quer Saber de Verdade (Ao Vivo)
02. Descalço No Parque (Ao Vivo)
03. Arrepio (Ao Vivo)
04. Ilusão (Ao Vivo)
05. Depois (Ao Vivo)
06. Amar Alguém (Ao Vivo)
07. Diariamente (Ao Vivo)
08. Infinito Particular (Ao Vivo)
09. E.C.T. (Ao Vivo)
10. De Mais Ninguém (Ao Vivo)
11. Dizem (Quem Me Dera) (Ao Vivo)
12. Lencinho Querido (El Panuelito) (Ao Vivo)
13. Sono Come Tu Mi Vuoi (Ao Vivo)
14. Ainda Bem (Ao Vivo)
15. Verdade, Uma Ilusão (Ao Vivo)
16. Gentileza (Ao Vivo)
17. Não Vá Embora (Ao Vivo)




Marisa Monte - Coleção (2016)

 


"Durante esses quase 30 anos de carreira, muitas vezes fui convidada para participar de projetos de forma paralela ao meu trabalho solo. São músicas que foram criadas por meio de um estímulo externo ou de uma encomenda para que fizessem parte de projetos como trilhas sonoras de filmes, documentários e duetos.
 
Essas gravações e as parcerias que elas proporcionaram foram fundamentais na minha trajetória e influenciaram toda a minha produção solo. Algumas dessas canções fazem parte da obra de outros criadores e outras nunca foram lançadas. Em comum, todas estavam dispersas e pulverizadas. O processo de seleção foi um mergulho na minha história. Entre as quase 40 músicas que gravei, além dos meus  álbuns, foi um desafio chegar até essas 13.
 
Essa coleção me fez buscar e rever todas essas canções para chegar a um conjunto onde elas pudessem fazer sentido e estivessem em um equilíbrio interno. Aproveitei a oportunidade para iluminar canções que talvez tenham passado desapercebidas.
 
A maioria delas foi mantida exatamente como na versão original. Em algumas, me permiti a liberdade de remixar e adicionar novas vozes. Foi uma escolha pessoal em que utilizei um critério subjetivo, íntimo e emocional. Essas músicas evocam minhas melhores memórias desse período de três décadas, me fazem perceber a minha brasilidade dentro do mundo e a grandeza e o sentido que a música trouxe para a minha vida." - Marisa Monte

Faixas do  álbum:
01. Nu Com a Minha Música
02. Cama
03. É Doce Morrer No Mar
04. Carinhoso
05. Alta Noite
06. A Primeira Pedra (Ao Vivo)
07. Dizem Que o Amor
08. Ilusão (Ao Vivo)
09. Esqueça
10. Chuva No Mar
11. Fumando Espero (Ao Vivo)
12. Volta Meu Amor
13. Waters Of March




Renato Teixeira e Fagner - Naturezas (2022)

 


O CD "Naturezas" apresenta a inédita reunião de Fagner com Renato Teixeira e oito novas canções compostas pela dupla.  Os artistas abrem o disco com dois clássicos de suas carreiras, "Tocando em Frente" e "Mucuripe", e oferecem em seguida um repertório novo, todo assinado pela dupla. Só o tema "Eu Só Quero Ser Feliz" tem a inusitada co-autoria do pianista Antonio Adolfo, que teve sua melodia enviada por engano por Fagner a Teixeira. O autor de "Romaria" imediatamente a letrou e o resultado não poderia ser melhor. Destaque para as canções "Para o Nosso Amor Amém", que conta com a participação de Almir Sater, e "Rastros da Paixão", uma obra-prima dos veteranos.
A capa do disco é assinada por Elifas Andreato, artista gráfico falecido em março de 2022.

Faixas do álbum:
01. Tocando Em Frente
02. Mucuripe
03. Arte e Poesia
04. Eu Só Quero Ser Feliz
05. Juro Procê
06. Eu Comigo Mesmo
07. Para o Nosso Amor Amém
08. Linda de Mansinho
09. Rastros da Paixão
10. Aqui É Ceará




Review: Yngwie Malmsteen – Blue Lightning (2019)



Blue Lightning, novo álbum de Yngwie Malmsteen, traz o icônico guitarrista sueco prestando homenagem ao blues através de músicas próprias e versões para clássicos do gênero. Mas é preciso deixar algo bem claro antes de qualquer coisa: este não é um álbum para quem é fã de blues, muito pelo contrário. Ele é um trabalho voltado para os apreciadores de Malmsteen e para fãs de guitarra tocada no estilo neo-clássico que levou Yngwie a ser reconhecido como uma referência. Com isso em mente, as coisas mudam de figura.

Pra falar a verdade, tenho a opinião de que Malmsteen deixou de fazer música para o grande público há algumas décadas, no mínimo. O último disco seu que, para mim, soa agradável para fãs de metal e rock de forma ampla a irrestrita, é Facing the Animal (1997). Desde então, o músico se embrenhou em um universo sonoro cada vez mais voltado somente para os seus fãs, pregando para devotos ao invés de um novo público. E Blue Lightning talvez seja o ápice dessa imersão.

O álbum, que está sendo lançado no Brasil pela Hellion Records em um bonito slipcase, traz doze músicas, sendo que oito são releituras para canções de nomes como Jimi Hendrix, Deep Purple, ZZ Top, Beatles, Rolling Stones e Eric Clapton. As demais – “Blue Lightning”, “’1911 Strut”, “Suns Up Tops Down” e “Peace, Please” – são composições inéditas de Malmsteen. E pra fechar o pacote, Yngwie assumiu também o vocal em todas elas.

Como já dito, quem é um fã purista de blues, que gosta de blues tradicional, vai torcer o nariz para esse disco. A questão é que a forma que Malmsteen toca a guitarra, a sua abordagem para o instrumento, não tem nada a ver e não casa com um gênero como o blues. A sensação é a de estar ouvindo, por exemplo, um baterista que não abre mão de blast beats tocando uma música dos Beatles. Mais que formas de ver a música de maneiras diferentes, a questão é que simplesmente uma coisa não funciona com a outra.

Porém, caso você seja fã do universo malmsteenanoBlue Lightning certamente torna-se um disco interessante, pois mostra um dos grandes guitarristas da história aplicando a sua maneira de tocar em um gênero que é totalmente distante do seu universo habitual.

Pessoalmente, não curti o resultado final. Acho que Yngwie Malmsteen e o blues são como água e vinho, e é impossível para ambos dividirem o mesmo espaço. Não vou nem entrar na questão se as versões são boas ou não, pois isso passa por tudo que escrevi nos parágrafos anteriores.



Review: Torch – Torch (1983)

 


Escrever sobre música , apesar de gerar algumas dores de cabeça (afinal, estamos falando sobre uma arte que gera paixões fortes), também reserva grandes benefícios e surpresas. Uma das maiores, e a que mais curto, é ser apresentado a sons que eu não fazia ideia que existiam. É o que aconteceu ao ouvir esse disco do Torch, lançado no Brasil pela Hellion Records.

A banda foi formada na cidade sueca de Eskilstuna em 1979, e estreou apenas em 1983 com este álbum autointitulado. O som é um heavy metal tradicional influenciado pela NWOBHM em voga na época, assim como pela sonoridade clássica de nomes como o Judas Priest. O quarteto contava com Dan Dark (vocal), Chris J. First (guitarra), Ian Greg (baixo) e Steve Streaker (bateria), e o resultado alcançado neste primeiro disco surpreende. Ainda que não seja um som exatamente original, isso é compensando por composições muito bem desenvolvidas, um trabalho de guitarra empolgante e que despeja riffs na medida para quem é fã de metal dos anos 1980 e um vocal que agrada de imediato – e que, veja só, chega a lembrar um Bruce Dickinson mais jovem em algumas passagens.

O relançamento da Hellion compila as 10 faixas originais e mais 5 músicas bônus vindas do EP Fire Raiser, bem como outras 3 da primeira demo da banda. Um excelente trabalho arqueológico realizado pelo selo paulista, que vem trazendo tanto discos atuais quanto títulos obscuros na mesma medida, agradando os mais variados perfis de metalheads.

Essa estreia do Torch é uma pequena perola perdida do metal oitentista, e vale a pena apresentá-las aos seus ouvidos.



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