quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Baden Powell e Vinícius de Moraes - "Os Afro-Sambas" (1966)

 

"Nunca os temas negros de candomblé tinham sido tratados com tanta beleza, profundidade e riqueza rítmica (...) é esta sem dúvida a nova música brasileira (...) digo-o em consideração a sua extraordinária qualidade artística, à misteriosa trama que os envolve: um tal encantamento em alguns que não há como sucumbir à sua sedução, partir em direção ao seu patético apelo."
Vinícius de Moraes,
na contracapa da edição original



Assim que aquilo começou a tocar foi como seu eu tivesse sido capturado por um canto de sereia. Aquele coro feminino quase hipnótico, aquele batuque, aquele aquela voz sussurrada, aquele violão mágico. O que era aquilo?  O violão sofisticado de Baaden Powell, unido à poesia característica e ao vocal arrastado de Vinícius de Moraes, explorando os ritmos afro-brasileiros com classe, estilo, requinte, ao mesmo tempo que com simplicidade e crueza, compunham um dos álbuns mais notáveis da música brasileira, “Os Afro-Sambas”, de 1966.
Uma perfeita mescla de técnica, poesia, brasilidade, africanidade, sincretismo, tradições, folclore e genialidade em um trabalho que leva ao limite a multiplicidade e as possibilidades dentro da linguagem do samba e das vertentes da música brasileira desde suas mais remotas origens.
“Canto de Ossanha”que abre o disco é simplesmente emocionante com seu dueto inicial de Vinícius com a atriz Betty Faria, naquela espera com voz ofegante para a introdução do refrão e finalmente na explosão do estribilho com o coro do Quarteto em Cy.  Lindíssima, espetacular, fantástica!
O Quarteto em Cy, que a propósito, faz os vocais de apoio em todas as canções do álbum, são destaque na incrível “Canto de Xangô”, de arranjos vocais admiráveis de linhas clássicas contrastando com uma percussão marcante bem característica de pontos de umbanda; e na linda “Bocoché” na qual as vozes parecem emergir do fundo do mar.
“Tempo de Amor” é bem samba-de-raiz, bem samba de fundo-de-quintal, que aliás foi a intenção de como o disco deveria soar.  Puro, primário como uma roda de samba, rústico como um terreiro de candomblé. “Canto do Caboclo Pedra-Preta” também soa bem crua, bem básica e o destaque é para a interpretação magistral de Vinícius, que nem sequer era um grande cantor. Já “Tristeza e Solidão” é mais requintada, e embora tenha o instrumental percussivo, a bateria, os agogôs, os atabaques, bem destacados e evidentes, aparece como uma espécie de bossa-nova bem trabalhada.
O disco fecha com “Lamento de Exu”, faixa sem letra, marcada apenas pela técnica da execução de Baden, emoldurada por evoluções vocais líricas do coro feminino, constituindo, então, um encerramento grandioso e digno de um grande álbum.
Um dos discos que mais me impactou nos últimos tempos. Assim que comecei a ouvi-lo na casa do meu irmão, Daniel , conforme descrevi acima, me apaixonei. Até copiei um arquivo para mim, mas como sou chato e gosto mesmo de mídias originais, recentemente adquiri uma edição inglesa do álbum. Foi meio difícil achar, mas valeu o esforço. Aqui no Rio, por exemplo, estive em uma loja de discos bem conceituada em MPB, a Toca do Vinícius, à cata deste “Afro-Sambas” e de uma boa coletânea do Nelson Cavaquinho. Chagar a ir até lá era algo do tipo “se não tiver na Toca do VINÍCIUS, não tem mais em lugar nenhum”. O dono da loja indicou-me que encontraria facilmente algum do Nélson em uma Loja Americanas da vida, mas meio que me desanimou quanto ao “Afro-Sambas”, dizendo-me que somente com muita sorte o encontraria em LP no Brasil, e em CD só encontraria no exterior, mas que me parabenizava pelo bom gosto. Agradeço, caro comerciante, ainda mais sabendo dos títulos que lida e manuseia todos os dias em sua loja, mas o elogio não é para mim. Não sou eu, o disco que é de muito bom gosto. De muitíssimo bom gosto. Eu só fui capturado.
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FAIXAS:
  1. Canto de Ossanha - 03:23
  2. Canto de Xangô - 06:28
  3. Bocoché - 02:34
  4. Canto de Iemanjá - 04:47
  5. Tempo de amor - 04:28
  6. Canto do Caboclo Pedra-Preta - 03:39
  7. Tristeza e solidão - 04:35
  8. Lamento de Exu - 02:16


Rumah Sakit - Rumah Sakit (2000)



Este é um disco de math rock/post-rock realmente ótimo. O baixista desta banda é Kenseth Thibideau, que também estava no Tarentel, que é uma banda de post-rock realmente ótima que alguns de vocês provavelmente conhecem. Estes são os fatos. 

Track listing:
1. I Can't See Anything When I Close My Eyes
2. Scott & Jeremiah
3. Careful with That Fax Machine
4. Wind & Wing
5. Bring on the Cobras
6. Stomacheache Due to the Sincere Belief That the Rest of My Band Is Trying to Kill Me




Nothing - The Grey Subaudible (2000)

 



.Onda etérea industrial preta. Vocais sussurrados e sintetizadores tristes sobre ritmos marciais fúnebres e uma atmosfera industrial reverberante.

Track listing:
1. To Draw the Things...
2. Working Through the Nail
3. In Command of the Constellations
4. The Precision in Drowning
5. Explosive Chain of Lethal Transmission
6. An Intimate History of Insignificance
7. ...That Come to Corpses




POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO


Minha Senhora
Caetano Veloso

Onde é que você mora
Em que parte desse mundo
Em que cidade escondida
Dizei-me que sem demora
Lá também quero morar

Onde fica essa morada
Em que reino, qual parada
Dizei-me por qual estrada
É que eu devo caminhar

Minha senhora
Onde é que você mora
Venho da beira da praia
Tantas prendas que eu lhe trago
Pulseira, sandália e saia
Sem saber como entregar


Minha Voz, Minha Vida
Caetano Veloso

Minha voz, minha vida
Meu segredo e minha revelação
Minha luz escondida
Minha bússola e minha desorientação

Se o amor escraviza
Mas é a única libertação
Minha voz é precisa
Vida que não é menos minha que da canção

Por ser feliz, por sofrer
Por esperar, eu canto
Pra ser feliz, pra sofrer
Para esperar, eu canto

Meu amor, acredite
Que, se pode crescer assim pra nós
Uma flor sem limite
É somente porque eu trago a vida aqui na voz




BIOGRAFIA DE Pink Anderson

 

Pink Anderson

Pinkney "Pink" Anderson (Laurens (Carolina do Sul)12 de fevereiro de 1900 — Spartanburg12 de outubro de 1974) foi um cantor e guitarrista de blues.

Vida e carreira

Em 1914 juntou-se a Dr. Kerr da “Indian Remedy Company” para entreter as multidões (cantando, dançando e contando anedotas) enquanto Kerr tentava vender uma mistura com qualidades medicinais.

Em 1916, Anderson conhece Simmie Dooley em Spartanburg, com quem aprendeu a cantar o “blues”. Quando Anderson não viajava com Dr. Kerr, ele e Dooley tocavam em pequenos ajuntamentos em Spartanburg e arredores.

Após o afastamento de Dr. Kerr em 1945, Anderson ficou por Spartanburg afinando o seu talento musical com a guitarra e harmônica. Problemas de coração forçaram Anderson a retirar-se em 1957.

Anderson foi gravado pelo folclorista Paul Clayton na Virginia State Fair em maio de 1950. Ele gravou um álbum no início da década de 1960 e atuou em alguns locais ao vivo.[1] Também apareceu no filme The Bluesmen de 1963. Reduziu suas atividades no final da década de 1960 após um acidente vascular cerebral.[2] As tentativas do folclorista Peter B. Lowry de gravar Anderson em 1970 não foram bem-sucedidas, embora, aparentemente, ele ocasionalmente pudesse reunir algumas de suas habilidades passadas. Uma turnê final ocorreu no início da década de 1970 com a ajuda de Roy Book Binder, um de seus "alunos", levando-o para Boston e Nova York.

Ele morreu em outubro de 1974 de um ataque cardíaco, com a idade de 74 anos. Ele está enterrado no Lincoln Memorial Gardens, em Spartanburg.[3]

O filho de Anderson, conhecido como Little Pink Anderson (nascido em 13 de julho de 1954[4]), é um bluesman que vive em Vermillion, Dakota do Sul.[5]

Seu nome no Pink Floyd

Syd Barrett formou uma banda nos anos 60 chamada Pink Floyd, usando os primeiros nomes de Anderson e de Floyd Council. Barrett aparentemente possuía uma gravação de um dos LP’s de Anderson.

Discografia

Canções

  • "Papa's About to Get Mad" / "Gonna Tip Out Tonight", Pink Anderson and Simmie Dooley (gravado em 14 de abril de 1928), Columbia 14336-D
  • "Every Day in the Week Blues" / "C.C. and O. Blues", Pink Anderson and Simmie Dooley (gravado em 14 de abril de 1928), Columbia 14400-D

Álbuns

  • American Street Songs, Rev. Gary Davis e Pink Anderson, Riverside RLP 12-611

Carolina street ballads: "John Henry", "Everyday in the Week", "The Ship Titanic", "Greasy Greens", "Wreck of the Old 97", "I've Got Mine", "He's in the Jailhouse Now", Pink Anderson, gravado em 29 de maio de 1950, por Paul Clayton

  • Carolina Bluesman, vol.1 (1961), Prestige/Bluesville BV 1038

"My Baby Left Me This Morning", "Baby, Please Don't Go", "Mama Where Did You Stay Last Night", "Big House Blues", "Meet Me in the Bottom", "Weeping Willow Blues", "Baby I'm Going Away", "Thousand Woman Blues", "I Had My Fun", "Every Day in the Week", "Try Some of That"

  • Carolina Medicine Show Hokum & Blues, Anderson e Baby Tate (1962), Folkways Records FS 3588

"You Don't Know My Mind", "That's No Way to Do", "Weeping Willow Blues", "Meet Me in the Bottom", "I Got a Woman 'Cross Town", "Greasy Greens", "Boweevil", "Chicken", "He's in the Jailhouse Now", "The Titanic", "The Boys of Your Uncle Sam", "Baby Tate", "See What You Done Done", gravado ao vivo em Spartanburg, 1961–1962, por Samuel Charters

  • Medicine Show Man, vol. 2 (1962), Prestige/Bluesville BV 1051 / OBCCD-587-2

"I Got Mine", "Greasy Greens", "I Got a Woman 'Way Cross Town", "Travelin' Man", "Ain't Nobody Home but Me", "That's No Way to Do", "In the Jailhouse Now", "South Forest Boogie", "Chicken", "I'm Going to Walk Through the Streets of..."

  • The Blues of Pink Anderson: Ballad & Folksinger, vol. 3 (1963), Prestige/Bluesville BV 1071 / OBCCD 577-1

"The Titanic", "Boweevil", "John Henry", "Betty and Dupree", "Sugar Babe", "The Wreck of the Old 97", "I Will Fly Away", "The Kaiser", "In the Evening"



Shine on You Crazy Diamond (1974) – Pink Floyd

 

O Pink Floyd tocou Shine on You Crazy Diamond pela primeira vez em sua turnê francesa de 1974.

Minha primeira audição de Shine on You Crazy Diamond continua sendo uma das minhas memórias mais queridas da adolescência. Havia um estudante dinamarquês de intercâmbio voraz e carismático na minha escola chamado Hans que colocou um grupo inteiro de nós nessa música na 11ª série por volta de 1989. Durante uma noite na casa de seus pais de intercâmbio, ele nos fez deitar na sala de estar. Depois de leves murmúrios e risadinhas curiosas, o silêncio se instalou e ele colocou a faixa em destaque do dia. Eu não tinha ideia de que seu pequeno experimento de música social quase me faria entrar em transe. A música nunca teve esse efeito transcendental em mim antes. A experiência parecia que estávamos seguindo alguma passagem de direitos especiais de sua orgulhosa cultura que ele havia deixado para trás.

Esta não é uma canção, é uma experiência espiritual

O seguinte foi extraído do artigo da Wikipedia abaixo:
Shine On You Crazy Diamond é uma composição de nove partes do Pink Floyd escrita por David Gilmour, Roger Waters e Richard Wright, que foi tocada pela primeira vez na turnê francesa do Pink Floyd em 1974 e apareceu no álbum conceitual do Pink Floyd em 1975  Wish You Were Here . Esta música é a quarta peça do Pink Floyd a ser apresentada aqui após sua entrada anterior On the Turning Away .

A música foi escrita e dedicada ao membro fundador  Syd Barrett , que saiu da banda em 1968 após lidar com problemas mentais e abuso de substâncias. A faixa foi originalmente planejada para ser uma composição lateral, como “ Atom Heart Mother ” e “ Echoes ”, mas acabou sendo dividida em duas partes, Partes I–V e Partes VI–IX, e usada para encerrar o álbum, com outro material recém-composto atuando como uma ponte. A música seria a primeira a ser iniciada e a última a ser gravada para o álbum.

[Verse 1: Roger Waters]
Remember when you were young
You shone like the Sun
Shine on, you crazy diamond

Now there’s a look in your eyes
Like black holes in the sky

Shine on, you crazy diamond

You were caught in the crossfire of childhood and stardom
Blown on the steel breeze
Come on, you target for faraway laughter
Come on, you stranger, you legend, you martyr, and shine

You reached for the secret too soon
You cried for the Moon

Shine on, you crazy diamond

Threatenеd by shadows at night
And exposed in the light
Shinе on (Shine on), you crazy diamond (You crazy diamond)

Well, you wore out your welcome with random precision
Rode on the steel breeze
Come on, you raver, you seer of visions
Come on, you painter, you piper, you prisoner, and shine

Nobody knows where you are
How near or how far
Shine on, you crazy diamond

Pile on many more layers
And I’ll be joining you there
Shine on, you crazy diamond

And we’ll bask in the shadow of yesterday’s triumph
And sail on the steel breeze
Come on, you boy child, you winner and loser
Come on, you miner for truth and delusion, and shine!

Shipyard Town (1988) – Gerry Rafferty

 

Shipyard Town é a terceira música a ser apresentada aqui do cantor e compositor escocês Gerry Rafferty após seus aclamados sucessos dos anos 70 Baker Street e Right Down the Line . Ele foi um membro fundador do  Stealers Wheel , cujo maior sucesso foi Stuck in the Middle with You . A faixa em destaque de hoje não é tão conhecida quanto essas três, mas esta Shipyard Town está em uma classe própria. Eu amo seu som celta pronunciado e como ele fala da classe trabalhadora. Estou surpreso que não tenha sido um sucesso estrondoso. Foi um dos singles de seu sexto álbum de estúdio North and South e também foi lançado em vários álbuns de compilação.

A maioria das informações a seguir foi extraída do artigo da Wikipedia abaixo. Ele é altamente resumido e não reflete a extensa carreira musical de Rafferty, então eu o encorajaria a ler a fonte para obter mais informações:

Fortemente influenciado pela música folk e pela música dos  Beatles  e  Bob Dylan , Rafferty começou a escrever seu próprio material. Ele trabalhou em uma variedade de empregos modestos no início dos anos 60, mas ele explicou em uma entrevista: " Mas nunca houve nada além de música para mim. Nunca pretendi fazer carreira em nenhum dos empregos que fiz. " Em meados da década de 1960, Rafferty ganhou dinheiro, por um tempo, tocando nas ruas do metrô de Londres. Em 1969, ele se tornou o terceiro membro de um grupo folk-pop,  o Humblebums , junto com o comediante  Billy Connolly . Em 1971, ele gravou seu primeiro álbum solo,  Can I Have My Money Back?, que foi um sucesso de crítica, mas não obteve sucesso comercial. De acordo com a filha de Rafferty, Martha, foi nessa época que seu pai descobriu, por acaso, o livro clássico de Colin Wilson  , The Outsider , sobre alienação e criatividade, que se tornou uma grande influência tanto em suas composições quanto em sua visão de mundo: “ As ideias e referências contidas naquele livro iriam sustentá-lo e inspirá-lo pelo resto de sua vida. ”

Rafferty finalmente alcançou fama e sucesso comercial com as músicas destacadas no início deste artigo. Avançando para 1983, Rafferty cantou a música escrita por Mark Knopfler The Way It Always Starts na trilha sonora do filme  Local Hero , que foi apresentada aqui no Friday's Finest em abril de 2023. Também em 1983, Rafferty anunciou sua intenção de fazer uma pausa e dedicar mais tempo à sua família: “ Percebi que desde Baker Street eu estava viajando pelo mundo, viajando por todos os lugares e não vendo lugar nenhum. O que quer que eu faça no futuro, será no meu próprio ritmo, nos meus próprios termos .”

Em uma Tye Farm do século XVI em Hartfield, perto da fronteira Kent-Sussex, fechou-se para o resto do mundo para se concentrar na gravação. De acordo com sua ex-esposa Carla, que desencorajava os visitantes: “ Ele estava apenas ganhando tempo. Talvez algum novo projeto acontecesse de repente, mas eu sabia que ele havia cruzado a linha no que diz respeito ao negócio de discos .” Seu próximo álbum,  North and South , foi lançado em 1988 e recebeu críticas mistas. Shipyard Town se destacou como uma peça reflexiva, inspirando-se na profunda conexão de Rafferty com a Escócia e as pessoas cujas vidas estavam ligadas à sua herança industrial. Ele evoca uma sensação de melancolia, mas também de orgulho. É um lamento por uma era que está se esvaindo, mas é igualmente um tributo aos trabalhadores que a definiram.

In a dance hall by the river, I was singing in a travelling band
Just another small town night, with a silver moon shining
I remember when I saw you, that first moment when it all began
You looked across a crowded room, and stole my heart away

And we stood out in the moonlight, in the shadow of a factory wall
Music playing soft and low, and a gentle breeze sighing
And the light on the river was magic, yes a magic that I still recall
Moments come and moments go, but these moments still remain

Remember how we met, down by the waterside
How easily we forget, all the love that we knew

So we married our fortunes together, and we sealed it with a golden band
But somewhere down along the road, we could see the flame dying
Now an exiled heart gets weary, like two strangers in a foreign land
We reached the point of no return, a long long time ago


Shooting Star (1989) – Bob Dylan

 

“A música chegou até mim completa, cheia nos olhos, como se eu estivesse viajando no caminho do jardim do sol e tivesse acabado de encontrá-lo. Estava iluminado. Eu tinha visto uma estrela cadente do quintal da nossa casa, ou talvez fosse um meteorito.”
– Das memórias de Bob Dylan  , Chronicles: Volume One

Shooting Star é a décima e última faixa do aclamado álbum Oh Mercy de Dylan dos anos 80. É mais do que uma escolha adequada para encerrar o disco porque é uma última rodada; música de Dylan para o 'compasso de encerramento'. Ela me coloca em um espaço tranquilo de melancolia gentil sobre conhecidos perdidos. É uma canção simples de amor perdido com uma bela melodia para suas reflexões. Acho que ele encerrou o disco exatamente na nota certa. Quando eu era jovem, considerava Shooting Star minha favorita do álbum, mas prefiro outras músicas do disco agora, como Most of the Time e Ring Them Bells , e se ele tivesse colocado Series of Dreams , poderia ter sido extraordinário.

Verse 1]
Seen a shooting star tonight
And I thought of you
You were trying to break into another world
A world I never knew
I always kind of wondered
If you ever made it through
Seen a shooting star tonight
And I thought of you

[Verse 2]
Seen a shooting star tonight
And I thought of me
If I was still the same
If I ever became what you wanted me to be
Did I miss the mark or overstep the line
That only you could see?
Seen a shooting star tonight
And I thought of me

[Verse 3]
Listen to the engine, listen to the bell
As the last fire truck from hell
Goes rolling by
All good people are praying
It’s the last temptation, the last account
The last time you might hear the sermon on the mount
The last radio is playing

[Verse 4]
Seen a shooting star tonight
Slip away
Tomorrow will be
Another day
Guess it’s too late to say the things to you
That you needed to hear me say
Seen a shooting star tonight
Slip away

A revista Rolling Stone  incluiu Shooting Star em uma lista das “ Melhores Músicas de Bob Dylan dos Anos 1980 ”, observando que ela “ ecoa um pouco da dúvida e do arrependimento ouvidos anteriormente em 'Most of the Time ”. De acordo com seu site oficial, Dylan cantou a música 126 vezes em concerto na Never Ending Tour entre 1990 e 2013. Uma apresentação ao vivo na cidade de Nova York em 1994 foi filmada e lançada oficialmente no  especial de televisão Bob Dylan MTV Unplugged  e no álbum ao vivo que a acompanha em 1995.
A música é destaque no filme de Curtis Hanson, vencedor do Oscar de 2000,  Wonder Boys  , que foi exibido aqui no Friday's Finest em agosto de 2021.


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