segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Review: Prophets of Rage - Prophets of Rage (2017)

 


O Prophets of Rage é a união dos instrumentistas do Rage Against the Machine - o guitarrista Tom Morello, o baixista Tim Commerford e o baterista Brad Wilk - com os rappers B-Real (do Cypress Hill) e Chuck D (do Public Enamy), mais o DJ Lord (também do Public Enemy). Ou seja: sai o discurso de Zack de la Rocha e entra a poesia igualmente contestadora de Chuck e Real. Musicalmente, o que sai das caixas é a sonoridade de uma das mais importantes e originais bandas dos anos 1990 turbinada pelos versos de duas das das mais lendárias vozes do rap.

Logicamente, tudo isso faz com que o auto-intitulado primeiro disco da banda tenha a política como tema principal das letras, ainda mais por ter sido lançado em 2017, logo após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O álbum, que foi ignorado pelas gravadoras brasileiras, finalmente está chegando ao mercado nacional em uma iniciativa digna de elogios da Hellion Records, que foi atrás de um título que a representando brasileira da Fantasy Records não teve interesse em disponibilizar por aqui.

O CD vem com doze faixas e foi produzido por Brendan O’Brien (Pearl Jam, Bob Dylan, AC/DC). Há momentos em que a herança do Rage Against the Machine ganha destaque, como em “Living on the 110”, e outros onde a banda parece querer fugir da identidade sonora de outrora. Isso faz com que algumas canções acabem perdendo força e vaguem por um caminho sem muito foco, como fica claro no trio de faixas que abre o disco - “Radical Eyes”, “Unfuck the World” e “Legalize Me”. Essas faixas não trazem a raiva e a indignação nas interpretações vocais que se esperaria de uma união entre forças artísticas tão provocadoras.

Muito dessa sensação vem da abordagem que Morello adotou na guitarra. Ele não utiliza as notas marcantes dos tempos do RATM, onde a sua guitarra era quase percussiva e os acordes despejavam uma espécie de rap faiscante, e tampouco trilha caminho semelhante ao Audioslave, onde alternou momentos de peso explosivo com outros de puro lirismo. É louvável, e perfeitamente entendível, que um instrumentista do calibre de Morello não queira se repetir, no entanto a maneira como ele coloca a sua guitarra na maioria das canções deste primeiro álbum do Prophets of Rage deixa a sensação de que a coisa poderia render muito mais do que efetivamente rendeu.

Independente desses aspectos, o fato é que trata-se de um trabalho marcante e até mesmo histórico por reunir músicos que sempre tiveram um discurso semelhante e que aqui juntaram forças para expressar o que sentem em relação ao momento atual do mundo.




Review: Frank Jorge - Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência (2018)


Entre as referências do rock gaúcho, Frank Jorge é uma das maiores. Com passagens marcantes por duas das mais lendárias bandas do Rio Grande do Sul - Os Cascavelletes e Graforréia Xilarmônica -, desde a década de 2000 o vocalista, multi-instrumentista e compositor embalou uma carreira solo que chegou ao quinto disco em 2018.

Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência foi gravado entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018 no Estúdio Dreher, em Porto Alegre, e tem a produção assinada por Thomas Dreher. Lançado em um lindo CD digipak pelo 180 Selo Fonográfico, o álbum vem com onze músicas, todas compostas por Frank. O cara também toca praticamente todos os instrumentos, tendo a ajuda do parceiro de Graforréia Alexandre Birck em sete faixas.

Musicalmente, o que ouvimos no CD é o rock característico de Frank Jorge, que traz muitas influências de ícones como Beatles, Stones e Jovem Guarda, além de letras muito bem escritas e melodias sempre grudentas. Esses ingredientes fazem com que o resultado seja uma audição super agradável e divertida.

Uma curiosidade: o álbum é o sucessor de Escorrega Mil Vai Três Sobre Sete (2016) e teve o seu processo de composição iniciado uma semana após Frank abrir o show de Paul McCartney em Porto Alegre, em 2017. A experiência com o Beatle fez muito bem ao músico, que mostra grande inspiração em músicas muito bem resolvidas e com o típico tempero dos anos 1960.

Se você procura um álbum de rock honesto e despretensioso, bem gravado e com excelentes músicas, está aqui uma ótimo exemplo.



Review: Arch Enemy - Covered in Blood (2019)

 


Covered in Blood é o novo lançamento da banda sueca Arch Enemy e foi lançado  dia 18 de janeiro. O material compila covers feitos pelo grupo durante toda a sua trajetória e traz 24 faixas com as vozes dos três vocalistas que passaram pela banda: Alissa White-Gluz, Angela Gossow e Johan Liiva. Essas releituras variam entre faixas incluídas em singles e edições especiais dos álbuns do quinteto, e outras inéditas e que foram gravadas especialmente para este título. A ótima notícia é que o CD está sendo lançado no Brasil pela Hellion Records.

O disco é dividido em três partes, sendo que a primeira é composta por treze músicas com a formação atual do grupo. Aqui, temos gravações fresquinhas que variam entre versões para canções conhecidas como “Shout" (Tears for Fears), “Breaking the Law” (Judas Priest) e “The Zoo” (Scorpions) e outras para nomes do underground. As mais conhecidas ganharam arranjos que as tornam bastante diferentes das originais, com os suecos adaptando as faixas para o seu próprio estilo. Essa primeira parte do disco é especialmente afiada e mostra o poderia do line-up que conta com Alissa e Jeff Loomis ao lado de Michael Amott, Sharlee D’Angelo e Daniel Erlandsson e que deu ao mundo os álbuns War Eternal (2014, onde Alissa estreou) e Will to Power (2017, debut de Loomis).

Na sequência temos sete faixas com Angela Gossow, vindas de anos atrás e presentes em b-sides e compilações anteriores. Aqui, o destaque vai para “The Book of Heavy Metal” (gravada originalmente pelo Dream Evil e que ficou sensacional), “Wings of Tomorrow”(do Europe, irreconhecível) e “Symphony of Destruction” (Megadeth). 

Fechando o pacote, quatro canções com Johan Liiva, registradas nos primeiros anos de carreira do Arch Enemy. Duas delas são do Iron Maiden - “Aces High” e “The Ides of March” -, e ganharam releituras agressivíssimas e que merecem atenção. 

De modo geral, Covered in Blood é um ótimo disco, onde as músicas mais conhecidas surpreendem pelas reinterpretações nada convencionais e onde as faixas menos populares parecem composições do próprio Arch Enemy - o melhor exemplo é a espetacular “Back to Back”, do Pretty Maids. 

Um excelente álbum, com um resultado final muito acima da média.




Review: Billy F. Gibbons - The Big Bad Blues (2018)

 


Causou estranheza quando Billy Gibbons, vocalista e guitarrista do ZZ Top, anunciou o seu primeiro disco solo, Perfectamundo, que saiu em 2015. E, ao ouvi-lo, ficou claro o motivo do lançamento: o álbum não trazia nada similar ao trio texano, mas sim uma sonoridade bastante influenciada pela música cubana, um das paixões de Gibbons, devidamente acompanhada pelo rock e pelo blues que marcaram a sua carreira.

Três anos depois, o barbudo retornou com mais um trabalho solo, e desta vez a história é diferente. Em Perfectamundo, as experimentações de Gibbons não caíram necessariamente nas graças dos fãs. Já em The Big Bad Blues, como o título deixa claro, o terreno é mais seguro. O que temos em mãos é um álbum de blues em sua essência, com Billy Gibbons acompanhado de uma senhora banda formada por Austin Hanks (guitarra), James Harman (gaita de boca), Joe Hardy (baixo) e Matt Sorum (bateria, ex-Guns N’ Roses, Velvet Revolver e The Cult). As onze músicas trazem canções originais e versões para clássicos de Muddy Waters e Bo Diddley, como a imortal “Rollin' and Tumblin’" e “Crackin' Up”.

Mas a força de The Big Bad Blues está nas canções inéditas, como “Missin' Yo’ Kissin”, que abre o play. Escrita pela esposa de Gibbons, Gilly Stillwater, ela dá o tom do que virá a seguir: músicas muito bem feitas, embebidas profundamente no DNA blueseiro do guitarrista e carregadas de um inerente sentimento de diversão. A sonoridade difere do ZZ Top - cujo mais recente disco, o ótimo La Futura, saiu em 2012 - principalmente pelo ritmo proporcionado pela dupla Joe Hardy e Matt Sorum, que produzem uma base mais solta que Dusty Hill e Frank Heard, gerando mais espaços para Gibbons voar e brincar com a sua guitarra. De modo geral, até dá para classificar The Big Bad Blues como uma espécie de álbum do ZZ Top livre do peso e do legado da lenda que se tornou o trio natural do Texas.

Confesso que me surpreendi de maneira muito positiva com esse disco. Não esperava que ele fosse tão bom e que trilhasse, de modo geral, o mesmo universo da banda principal de Billy Gibbons. Os faixas são muito bem desenvolvidas e o disco é excelente, com uma performance sem críticas a todos os músicos. A presença de James Harman dá um tempero extra à receita, realçando a alma blues de Gibbons, que está cantando com aquele timbre rouco que só anos de estrada banhados a whisky e charutos é capaz de produzir.

The Big Bad Blues está sendo lançado neste início do ano aqui no Brasil pela Hellion Records, após a gravadora do ZZ Top aqui em nosso país tropical ter ignorando sumariamente o título. Vá atrás, porque vale muito a pena.



Review: Blackberry Smoke - Holding All the Roses (2015)

 


Holding All the Roses foi lançado originalmente em fevereiro de 2015 e é o quarto álbum do Blackberry Smoke. Mas, mais importante que isso, é o primeiro disco da banda norte-americana a ganhar uma edição nacional. A responsável por isso é a Hellion Records e o CD chega em ótima hora, já que os caras farão seus primeiros shows no Brasil em maio deste ano.

Produzido por Brendan O’Brien (Pearl Jam, Bob Dylan, Aerosmith), Holding All the Roses traz doze músicas espalhadas por pouco mais de 40 minutos. Há uma característica marcante nesse trabalho, e ela é a presença ligeiramente maior de elementos country, o que evidencia o ar caipira e agreste do som do quinteto. As canções possuem estruturas simples e vêm sempre acompanhadas de melodias marcantes, outro aspecto forte da música do grupo.

O álbum liderou a parada country da Billboard, chegou à posição 7 do chart de rock e ao número 29 do Billboard 2000. E ouvindo-o novamente passados quase quatro anos de seu lançamento, fica claro o porque dessa boa aceitação. As músicas são muito bem desenvolvidas, e isso se aplica tanto aos hits que puxaram o disco como “Let Me Help You (Find the Door)” e a música título, quanto à pequenas joias espalhadas pelo tracklist, como a singela “Too High”.

Lançado após o ótimo The Whippoorwill (2012), que muitos consideram o melhor trabalho do Blackberry Smoke, Holding All the Roses cumpriu muito bem a sua função e manteve a banda em sua escalada ascendente, que ainda deu ao mundo os sólidos Like an Arrow (2016) e Find a Light (2018). Se hoje o Blackberry Smoke é considerado o principal nome do southern rock contemporâneo, certamente esse status passa pelo ótimo resultado alcançado neste disco.

Parabéns a Hellion pelo lançamento nacional de Holding All the Roses, e desde já torcemos para que mais discos da banda saiam por aqui.



Gal Costa - Estratosférica Ao Vivo (2017)

 


 álbum "Estratosférica ao Vivo" de Gal Costa não é apenas um registro de um show, mas um retrato artístico da cantora ao atingir os 70 anos, dedicando cinco décadas à música. Com direção geral de Marcus Preto e produção musical de Pupillo, o espetáculo estreou em setembro de 2015 em Salvador, sendo gravado para o álbum ao vivo em junho de 2017 em São Paulo.

O show coroa a nova fase artística de Gal, que busca conectar várias vertentes da música brasileira, unindo compositores de sua geração a nomes da cena contemporânea.
O repertório, criado por Marcus Preto, abrange canções de Caetano Veloso, Tom Zé, Luiz Melodia, entre outros, incluindo clássicos que nunca haviam sido interpretados por Gal.
A sonoridade, influenciada por elementos roqueiros e bossa-novistas, é destacada pela banda composta por Guilherme Monteiro, Fabio Sá, Mauricio Fleury e Pupillo.

O espetáculo recebe elogios, sendo considerado um acontecimento que mostra a persistência e vitalidade da história musical brasileira, conforme expresso por Caetano Veloso.

Faixas do álbum:
CD 1:
01. Sem Medo Nem Esperança (Ao Vivo)
02. Mal Secreto (Ao Vivo)
03. Jabitacá (Ao Vivo)
04. Não Identificado (Ao Vivo)
05. Namorinho De Portão (Ao Vivo)
06. Ecstasy (Ao Vivo)
07. Casca (Ao Vivo)
08. Dez Anjos (Ao Vivo)
09. Acauã (Ao Vivo)
10. Cabelo (Ao Vivo)
11. Quando Você Olha Pra Ela (Ao Vivo)
12. Cartão Postal (Ao Vivo)

CD 2:
01. Por Um Fio (Ao Vivo)
02. Três Da Madrugada (Ao Vivo)
03. Sim Foi Você (Ao Vivo)
04. Como 2 E 2 (Ao Vivo)
05. Pérola Negra (Ao Vivo)
06. Por Baixo (Ao Vivo)
07. Arara (Ao Vivo)
08. Estratosférica (Ao Vivo)
09. Os Alquimistas Estão Chegando (Ao Vivo)
10. Meu Nome É Gal (Ao Vivo)




Gal Costa - Recanto Ao Vivo (2013)


Com produção de alto nível incluindo grandes nomes da música como Caetano Veloso na direção e Moreno Veloso na co-produção, o show apresenta músicas experimentais que misturam a música eletrônica, rap e hip-hop com o MPB, criando músicas distintas e únicas que ganham ritmo e vida graças a voz da maravilhosa Gal Costa. 

Faixas do  álbum:
CD1:
01. Da Maior Importância
02. Tudo Dói
03. Recanto Escuro
04. Divino Maravilhoso
05. Folhetim
06. Mãe
07. Segunda
08. Minha Voz, Minha Vida
09. Barato Total
10. Autotune Autoerótico
11. Cara Do Mundo

CD 2:
01. Deus É O Amor
02. Dom De Iludir
03. Neguinho
04. O Amor
05. Baby / Inclusão: Diana
06. Vapor Barato
07. Um Dia De Domingo
08. Miami Maculelê
09. Mansidão
10. Força Estranha
11. Meu Bem, Meu Mal
12. Modinha Para Gabriela




Ivete Sangalo, Gilberto Gil e Caetano Veloso - Especial Ivete, Gil E Caetano (Ao Vivo) (2011)


O trio de baianos interpreta canções de Herbert Vianna a Chico Buarque, passando por músicas próprias neste especial que rendeu quatro indicações ao Grammy Latino.

Faixas do  álbum:
01. A Novidade (Ao Vivo)
02. Toda Menina Baiana (Ao Vivo)
03. O Meu Amor (Ao Vivo)
04. Tá Combinado (Ao Vivo)
05. A Linha E O Linho (Ao Vivo)
06. A Luz De Tieta (Ao Vivo)
07. Tigresa (Ao Vivo)
08. Você É Linda (Ao Vivo)
09. Atrás Da Porta (Ao Vivo)
10. Super Homem (A Canção) (Ao Vivo)
11. Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim (Ao Vivo)
12. Olhos Nos Olhos (Ao Vivo)
13. Drão (Ao Vivo)
14. Dom De Iludir (Ao Vivo)
15. Amor Até O Fim (Ao Vivo)




Gilberto Gil - Bandadois (Ao Vivo) (2009)


Álbum ao vivo de Gilberto Gil, gravado no Teatro Bradesco do Shopping Bourbon, São Paulo. O lançamento ocorreu em 9 de dezembro de 2009.

Faixas do  álbum:
01. Esotérico (Ao Vivo)
02. A Linha E O Linho (Ao Vivo)
03. Superhomem - a Canção (Ao Vivo)
04. Saudade Da Bahia (Ao Vivo)
05. Chiclete Com Banana (Ao Vivo)
06. Das Duas, Uma (Ao Vivo)
07. Quatro Coisas (Ao Vivo)
08. Amor Até O Fim (Ao Vivo)
09. Lamento Sertanejo (Ao Vivo)
10. O Rouxinol (Ao Vivo)
11. Refazenda (Ao Vivo)
12. Banda Um (Ao Vivo)
13. La Renaissance Africaine (Ao Vivo)
14. Refavela (Ao Vivo)
15. Babá Alapalá (Ao Vivo)
16. Expresso 2222 (Ao Vivo)




Gilberto Gil - Concerto de cordas e Máquinas de ritmo (Ao Vivo) (2012)

 


Gravado no Teatro Municipal no Rio de Janeiro, em maio de 2012 . No  repertório ‘Eu Vim da Bahia’, ‘Futurível’, ‘Domingo no Parque’, ‘Expresso 2222’ e a inédita ‘Eu Descobri’. 

O espetáculo vem sendo apresentado no mundo todo, formado por Jaques Morelembaum, violoncelo, Bem Gil no Violão, Nicolá Krassik no violino e Gustavo Didalva na percussão, que trouxe para o som do conjunto um conceito rítmico de máquinas eletrônicas, um encontro entre o moderno e o antigo, entre o pop e o regional, uma subversão original e irresistível, que é marca do trabalho de Gilberto Gil. 
Nesta gravação o quinteto foi acompanhado pela Orquestra Petrobrás Sinfônica no concerto do Theatro Municipal do Rio (dentro da série MPB&JAZZ da Orquestra).

Faixas do  álbum:
01. Máquina De Ritmo (Ao Vivo)
02. Eu Vim Da Bahia / Na Baixa Do Sapateiro (Ao Vivo)
03. Estrela (Ao Vivo)
04. Quanta (Ao Vivo)
05. Futurível (Ao Vivo)
06. Eu Descobri (Ao Vivo)
07. Outra Vez (Ao Vivo)
08. Não Tenho Medo Da Morte (Ao Vivo)
09. Juazeiro (Ao Vivo)
10. Tres Palabras (Ao Vivo)
11. La Renaissance Africaine (Ao Vivo)
12. Panis Et Circenses (Ao Vivo)
13. Oriente (Ao Vivo)
14. Andar Com Fé (Ao Vivo)
15. Domingo No Parque (Ao Vivo)




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