domingo, 17 de novembro de 2024

Review: Dead Kennedys - Fresh Fruit for Rotten Vegetables (1980)

 


Lançado em 2 de setembro de 1980, Fresh Fruit for Rotten Vegetables é o primeiro álbum da banda norte-americana Dead Kennedys e um dos maiores clássicos do punk rock. Considerado como o melhor disco do grupo, deu início a uma carreira que influenciou profundamente o estilo, tanto em relação à música quando em se tratando da parte lírica. O disco estava fora de catálogo no Brasil, porém foi relançado em CD pela Hellion Records este ano. Não preciso nem dizer que é uma ótima oportunidade de ter em sua coleção um dos títulos mais marcantes e obrigatórios do rock, né?

Fresh Fruit for Rotten Vegetables foi produzido pela dupla Norm e East Bay Ray. Ray era também o guitarrista da banda, cuja formação era completada por Jello Biafra (vocal), Klaus Flouride (baixo) e Bruce Slesinger (bateria, e que atendia pelo apelido de Ted). São 14 músicas em pouco mais de 30 minutos, uma paulada raivosa e ao mesmo tempo requintada, e que mostrou uma nova forma de se fazer punk rock. Na opinião da NME, o Dead Kennedys era muito influenciado pelo UK Subs, enquanto para outros jornalistas o disco era a companhia perfeita para Never Mind the Bollocks, a igualmente clássica estreia do Sex Pistols.

A sonoridade de Fresh Fruit for Rotten Vegetables tem algumas particularidades. A mixagem, obviamente, deixa o som bem na cara como em todo bom disco punk, mas também privilegia os tons mais agudos em detrimento aos aspectos mais graves do baixo, por exemplo. Além disso, a forma de cantar de Biafra, cheia de maneirismos e com um que de declamação e carregada de ironia, acabou se tornando uma das marcas registradas da banda. Na parte instrumental, apesar de o punk estar associado à estruturas musicais simples, recomendo que, ao ouvir o álbum, você preste atenção no trabalho de guitarra, baixo e bateria e perceba a alquimia que East Bay Ray, Klaus Flouride e Ted conseguiram criar - fique de olho principalmente no trabalho de guitarra, que é incrível e muito original.


Há de se citar o fortíssimo tracklist, que traz um desfile de ótimas canções que mais parece sair de um greatest hits do que de um disco de estreia. Estão em Fresh Fruit for Rotten Vegetables músicas como “Kill the Poor”, “Forward to Death”, “Let's Lynch the Landlord”, “Drug Me”, “California Uber Alles”, “Stealing People’s Mail”, “Ill in the Head" e “Holiday in Cambodia”, canções que se transformaram não apenas em algumas das mais conhecidas da banda mas, sobretudo, em hinos imortais do punk norte-americano.

O álbum possui algumas curiosidades interessantes. A contracapa original trazia uma foto de uma banda tradicional, onde bateria continha a logo do Dead Kennedys aplicada. A imagem era da uma banda chamada Sounds of Sunshine e foi encontrada pelo baixista Klaus Flouride, que a achou “hilária" e decidiu utilizar a imagem. O problema é que o fato chegou ao conhecimento do vocalista do Sounds of Sunshine, Warner Wilder, que ameaçou processar a banda. Assim, a contracapa precisou ser reimpressa com uma nova imagem, enquanto as reedições recentes vieram com a foto original “atualizada”, sendo com a cabeça dos músicos cortada ou envelhecida, e até mesmo com uma nova imagem, agora sim trazendo os músicos do Dead Kennedys. 


A ideia original da IRS, gravadora do grupo, era que a capa viesse com a cor laranja e as letras na cor preta, porém os músicos não aprovaram a sugestão por considerá-la inferior à versão lançada na Inglaterra - o disco saiu primeiro no Reino Unido pela Cherry Red Records e só em 1981 nos Estados Unidos, porém com a capa laranja não aprovada pela banda. Algumas prensagens posteriores trouxeram adições ao tracklist, com a inclusão de “Police Truck” entre “Let's Lynch the Landlord” e “Drug Me”, e também a presença de “Too Drunk to Fuck” no final do lado A. 

E sobrou até para o Brasil. A primeira edição nacional de Fresh Fruit for Rotten Vegetables foi lançada pela Continental em 1986 em duas versões: uma em vinil preto e outra em vinil branco. Essa versão com o disco na cor branca é disputada por colecionadores de todo o mundo e é uma verdadeira raridade hoje em dia.


Fresh Fruit for Rotting Vegetables é um dos maiores clássicos do punk e um dos álbuns mais importantes da história do rock. Presença constante em listas elaboradas pelas mais variadas publicações e sites, o disco é o ápice da carreira do Dead Kennedys e um álbum obrigatório em qualquer coleção de discos.




Renato Teixeira e Fagner - Destinos (2024)

 


Dois anos após o lançamento do  álbum Naturezas, os músicos Renato Teixeira e Fagner lançam em novembro Destinos, mais um álbum onde os amigos revisitam clássicos da carreira, compõem juntos, numa mistura de música caipira com o sertão. 

Faixas do álbum:
01. Romaria
02. Blues 73
03. Arde Mas Cura
04. Dominguinhos
05. Magia E Precisão
06. O Prazer De Lembrar É Bom
07. Quando for Amor
08. Amor Amar
09. Linda Flor Da Madrugada
10. Travesseiro E Cafuné




sábado, 16 de novembro de 2024

Reginaldo Rossi - Reginaldo Rossi (1974)

 

Era notória a crescente carreira e evolução do trabalho de Rossi a cada ano, por mais que em alguns momentos o cantor tenha ficado perdido depois que a onda iê iê iê passou, o romantismo e a grande capacidade de cantar as desilusões começava a deslanchar. Mas, houve um probleminha no percurso, o disco de 1974, mais um que levou apenas o nome do cantor na capa. O disco em si foi um fracasso de vendas e de repercussão, ao ponto da CBS não renovar seu contrato, mesmo não sendo um disco ruim.

Faixas do  álbum:
01. Tente Esquecer O Que Passou
02. Não Sou Nada
03. Não Consigo Acreditar
04. Minha Mulher
05. Sou Mais Um Triste
06. Risos
07. Enquanto Eu Chorava
08. É Melhor Parar
09. Goodbye
10. A Verdade Ninguém Vai Poder Mudar
11. Caminhos Paralelos
12. Seu Moço




Maysa - Maysa (1966)


''Maysa'' foi lançado em 1966, pela gravadora RCA Victor. O disco marca os dez anos da carreira de Maysa. Na capa, nem o nome da cantora aparecia, somente uma foto sua em preto e branco.

Faixas do  álbum:
01. Demais / Meu Mundo Caiu / Preciso Aprender a Ser Só
02. Canto Livre
03. Just in Time
04. Canto De Ossanha
05. As Mesmas Histórias
06. Ne Me Quitte Pas
07. Tristeza
08. Primavera / Erudice / Canção Do Amanhecer
09. Canção Sem Título
10. Morrer De Amor




Há 25 anos, em 16 de novembro de 1999, Dr Dre lançava 2001, segundo álbum de estúdio do artista americano.

Há 25 anos, em 16 de novembro de 1999, Dr Dre lançava 2001, segundo álbum de estúdio do artista americano. 🇺🇸
Também conhecido como The Chronic 2001, o disco marcou o retorno de Dre à cena musical após o clássico The Chronic (1992), solidificando ainda mais sua relevância no hip-hop. Produzido quase inteiramente pelo próprio Dr. Dre, com colaborações de Mel-Man e Scott Storch, o álbum foi gravado nos estúdios Record One, em Sherman Oaks, Califórnia, ao longo de aproximadamente um ano. Musicalmente, 2001 é um álbum de gangsta rap com influências do G-funk, apresentando batidas polidas, arranjos orquestrais e samples refinados. As letras abordam temas como violência urbana, drogas, luxúria, crítica social e a ascensão de Dre no hip-hop. O álbum gerou vários singles de sucesso, incluindo "Still D.R.E.", "Forgot About Dre" e "The Next Episode". Ele conta com participações de peso como Snoop Dogg, Eminem, Nate Dogg, Xzibit e outros. A capa, minimalista, apresenta uma folha de maconha estilizada, simbolizando o legado do G-funk e as referências à cultura da cannabis.
Lançado pela Aftermath Entertainment em parceria com a Interscope Records, 2001 foi um sucesso comercial e crítico, estreando na posição #2 da Billboard 200 e vendendo mais de 516 mil cópias na primeira semana. O álbum já ultrapassou as 7,6 milhões de cópias nos Estados Unidos e mais de 10 milhões mundialmente. Recebeu elogios por sua produção impecável e por definir novos padrões no hip-hop. Influenciou gerações de artistas e ajudou a consolidar a carreira de Eminem, além de reestabelecer Dr. Dre como um dos maiores produtores do gênero, deixando um impacto duradouro na música urbana.



Há 24 anos, em 16 de novembro de 2000, o Charlie Brown Jr lançava Nadando Com Os Tubarões, terceiro álbum de estúdio da banda paulista.

Há 24 anos, em 16 de novembro de 2000, o Charlie Brown Jr lançava Nadando Com Os Tubarões, terceiro álbum de estúdio da banda paulista. 🇧🇷
O disco deu continuidade ao sucesso do grupo, que já havia se destacado com sua mistura única de rock, rap e reggae. Com produção de adeu Patolla, Nadando Com Os Tubarões foi gravado no estúdio ARP, no Rio de Janeiro, e transita entre o rock alternativo, hardcore punk e o rap rock, com uma sonoridade mais agressiva e letras que refletem a atitude contestadora da banda. As canções abordam temas como críticas sociais, celebração da liberdade, reflexões pessoais e a vida nas ruas. Os singles "Não É Sério", com participação de Negra Li, e "Rubão, O Dono Do Mundo" foram grandes sucessos, com o primeiro se tornando uma das músicas mais emblemáticas da banda.
Lançado pela Virgin Records, Nadando Com Os Tubarões recebeu boa recepção crítica, sendo elogiado pela autenticidade e energia da banda, embora não tenha atingido o mesmo impacto comercial de seus antecessores imediatos. O álbum vendeu cerca de 200 mil cópias, garantindo o status de Disco de Ouro. Foi especialmente relevante por consolidar Charlie Brown Jr. como uma das principais vozes do rock nacional nos anos 2000, influenciando bandas posteriores e reafirmando seu papel como cronistas urbanos da juventude brasileira.



Há 25 anos, em 16 de novembro de 1999, o Korn lançava Issues, quarto álbum de estúdio da banda americana.

Há 25 anos, em 16 de novembro de 1999, o Korn lançava Issues, quarto álbum de estúdio da banda americana. 🇺🇸
Sucedendo o bem-sucedido Follow The Leader (1998), Issues foi produzido por Brendan O’Brien (conhecido por seu trabalho com Pearl Jam e Rage Against The Machine) e gravado no estúdio A&M, em Los Angeles, em cerca de três meses. Musicalmente, mantém o estilo nu metal do Korn, mas com uma abordagem mais sombria e introspectiva, com elementos de rock alternativo. As letras exploram temas como dor, dependência emocional, traumas e saúde mental, com a voz de Jonathan Davis apresentando um tom emocionalmente cru e melódico. O álbum gerou quatro singles: "Falling Away From Me", "Make Me Bad", "Somebody Someone" e "Trash". A capa, escolhida por meio de um concurso, foi criada por Alfredo Carlos, estudante de design gráfico, e simboliza a vulnerabilidade emocional representada por uma boneca remendada.
Lançado pela gravadora Epic/Immortal Records, Issues estreou em #1 na Billboard 200, vendendo mais de 575 mil cópias na primeira semana apenas nos Estados Unidos, e posteriormente ultrapassou a marca de 13 milhões de cópias globalmente. A recepção crítica foi mista a positiva, com elogios à produção e à evolução temática, mas críticas à repetitividade sonora. O álbum influenciou artistas da cena nu metal e consolidou o gênero no mainstream, sendo considerado um marco na transição entre o som mais cru dos anos 1990 e uma produção mais refinada no início dos anos 2000.



Há 58 anos, em 16 de novembro de 1966, Stevie Wonder lançava Down To Earth, quarto álbum de estúdio do artista americano

Há 58 anos, em 16 de novembro de 1966, Stevie Wonder lançava Down To Earth, quarto álbum de estúdio do artista americano. 🇺🇸
O disco foi lançado quando Wonder tinha apenas 16 anos, marcando uma transição em sua carreira para um som mais refinado e lírico, afastando-se parcialmente de suas primeiras produções orientadas pelo R&B. Foi produzido por Clarence Paul e William "Mickey" Stevenson, gravado nos estúdios da Motown em Detroit e explora os gêneros soul e pop, com uma sonoridade mais suave e arranjos sofisticados, refletindo uma tentativa de atingir um público mais amplo. As letras abordam temas diversos, incluindo relacionamentos, aspirações pessoais e comentários sociais. O álbum apresenta como singles notáveis "A Place In the Sun", um dos primeiros sucessos com mensagem social de Wonder, e "Hey Love", uma balada romântica.
Lançado pela gravadora Tamla Records, subsidiária da Motown, Down To Earth recebeu críticas geralmente positivas, embora tenha sido ofuscado por lançamentos posteriores de Stevie Wonder, que consolidariam seu status como ícone musical. O álbum alcançou posições modestas nas paradas, mas "A Place In The Sun" se destacou, chegando ao Top 10 nas paradas de R&B e ao Top 20 da Billboard Hot 100. Down To Earth foi significativo por mostrar os primeiros sinais do envolvimento de Wonder com mensagens sociais em sua música, prefigurando a profundidade artística que marcaria seus trabalhos da década de 1970.



Há 40 anos, em 16 de novembro de 1984, o Slayer lançava Live Undead, primeiro álbum ao vivo da banda americana.

Há 40 anos, em 16 de novembro de 1984, o Slayer lançava Live Undead, primeiro álbum ao vivo da banda americana. 🇺🇸
O disco é o terceiro lançamento oficial da banda, sucedendo o álbum de estreia Show No Mercy (1983) e o EP Haunting The Chapel (1984), consolidando a posição do Slayer como um dos pilares do metal extremo nos anos 1980. Teve produção de Bill Metoyer e foi gravado em um formato atípico: ao contrário de shows ao vivo convencionais, o álbum foi registrado em um pequeno estúdio, em Nova Iorque, com apenas alguns fãs presentes para simular uma atmosfera de concerto. O disco reúne sete faixas, apresentando músicas dos lançamentos anteriores com uma sonoridade crua e visceral, típica do thrash metal. As letras abordam temas sombrios como violência, satanismo, morte e destruição, características da identidade lírica da banda. Não foram lançados singles oficiais, mas faixas como "Die By The Sword" e "Black Magic" tornaram-se clássicos nos shows da banda. A capa, com uma arte sombria de mortos-vivos empunhando instrumentos em meio a um cemitério, reflete perfeitamente o tom mórbido e agressivo do álbum.
Live Undead foi lançado pela lançado pela Metal Blade Records e, embora não tenha figurado nas grandes paradas, recebeu boa recepção no underground, ajudando a expandir a base de fãs do Slayer e reforçando sua reputação como um dos grupos mais intensos e inovadores do thrash metal. As vendas foram modestas, mas suficientes para consolidar a parceria com a Metal Blade. O álbum é considerado uma relíquia pelos fãs e um exemplo do impacto cultural de Slayer, influenciando o estilo ao vivo de inúmeras bandas de metal extremo nas décadas seguintes.


Destaque

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

  "You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help! , de 1965. Foi inspirada em Bob...