sexta-feira, 7 de março de 2025

Banco Del Mutuo Soccorso – Banco Del Mutuo Soccorso (1972)



Alguns dos melhores sons do rock progressivo dos anos setenta surgiram na Itália.
Entre os chamados "Três Grandes" - Banco, PFM e Le Orme - o grupo que mais foi longe em sua proposta musical foi o Banco Del Mutuo Soccorso, cujo álbum de estreia surgiu em 1972.
Uma das diferenças que o Banco tinha em relação aos seus compatriotas era que o cantor Francesco Di Giacomo tinha uma qualidade operística muito notável, o que é, sem dúvida, a principal característica distintiva do grupo. No entanto, não podemos deixar de lado o talento dos tecladistas Vittorio e Gianni Nocenzi, que representam a sustentação musical do som do grupo.
O álbum de estreia do Banco Del Mutuo Soccorso não poderia ser melhor do que é. É um dos melhores exemplos da música progressiva sinfônica italiana, com uma clara influência da música clássica. Um interessante amálgama de música sinfônica, jazz, rock e folclore europeu tocado de forma agressiva e contrastante com alguns segmentos mais delicados para o cantor brilhar.

O álbum foi lançado originalmente em edição limitada, com uma capa de abertura em formato de cofrinho. Na frente, no compartimento do cofrinho, havia uma ponta de cigarro removível com fotos dos integrantes do grupo.
Foi relançado em CD em março de 2003 pela BMG, na coletânea “Dei di un perduto rock”.
A Sony Music relançou o álbum em LP em 2009, em uma edição limitada e numerada, com a mesma capa em formato de cofrinho da versão original.

O álbum contém canções de grande impacto e grande lirismo onde os textos de Francesco Di Giacomo combinam perfeitamente com as composições de Vittorio Nocenzi. É composto por 6 cortes, três deles muito curtos e que servem mais como passagens para cada um dos outros três, longos em duração, ótimos em composição e enormes em potência sonora. “In Volo” abre o álbum de forma espetacular, deixando-nos desejando que fosse mais longo, mas então vem 'RIP (Requiescant In Pace)', uma das melhores composições do Banco Del Mutuo Soccorso, que com um ritmo pesado, introduz muito apropriadamente a voz magnífica de Di Giacomo.
O terceiro corte é “Passagio”, uma curta ponte musical, onde ouvimos um músico caminhar até seu instrumento, sentar-se e tocar uma pequena melodia em um cravo, murmurando para si mesmo. A banda então retorna para tocar “Metamorfosi”, uma suíte impressionante com uma longa série de temas que se transformam uns nos outros ao longo da peça.
Os 18 minutos do penúltimo corte consistem em outra obra-prima: “Il Giardino Del Mago”, brilhante, muito emocionante, bem equilibrado entre a voz e os instrumentos, um verdadeiro monumento do rock progressivo italiano. O álbum termina com o curta “Traccia”, para nos deixar respirar.

***

Lista de faixas:

01. In Volo
02. R.I.P. (Requiescant In Pace)
03. Passaggio
04. Metamorfosi
05. Il Giardino Del Mago…Passo Dopo Passo…Chi Ride E Chi Geme…Coi Capelli Sciolti Al Vento… Compenetrazione
06. Traccia





Banco Del Mutuo Soccorso – Darwin! (1972)



“Darwin!” É considerada a obra-prima do Banco Del Mutuo Soccorso. Em sete canções o grupo resume, numa síntese isenta de erros, a experimentação aliada à técnica e à representação. Um trabalho muito difícil de realizar, principalmente se levarmos em conta que poucos grupos souberam se integrar tão bem, e poucos grupos tiveram instrumentos tão precisos juntos, adornados por uma voz tão carismática e potente como a de Francesco Di Giacomo.
Entre as canções, merece destaque especial “750.000 anni fa…l'amore?”, uma maravilhosa canção de amor, pura poesia. Um conto de um amor impossível entre um macaco pré-histórico e uma criatura maravilhosa: “Se você fosse realmente meu, eu cobriria seu peito com gotas de água, então eu espalharia véus de vento e folhas sob seus pés... Eu te levaria por campos verdes e dançaria com você sob o luar.”

Um álbum essencial para os amantes do prog.

***

Lista de faixas:

01. L’evoluzione
02. La Conquista Della Posizione Eretta
03. Danza Dei Grandi Rettili
04. Cento Mani E Cento Occhi
05. 750.000 Anni Fa… L’amore?
06. Miserere Alla Storia
07. Ed Ora Io Domando Tempo Al Tempo Ed Egli Mi Risponde… Non Ne Ho!





Alan Parsons Live Project Tucson 2024

 



Alan Parsons Live Project

Tucson Arizona, USA 2024-08-20

The Rialto Theater

MUSICA&SOM

Audience Recording


Setlist

Standing on Higher Ground

Don't Answer Me

Psychobabble

Time

Breakdown / The Raven

I Wouldn't Want to Be Like You

La Sagrada Familia

Don't Let It Show


Set 2:

One Note Symphony

Damned If I Do

Limelight

Can't Take It With You

Prime Time

Sirius

Eye in the Sky


Encore:

(The System of) Dr. Tarr and Professor Fether

Games People Play






Alan Parsons Live

The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD1

 



The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD1

MUSICA&SOM

01 – May Be a Price to Pay (Eric Woolfson Songwriting Diary)

02 – May Be a Price to Pay (Early Version, Eric Woolfson Guide Vocals &

03 – May Be a Price to Pay (IntroDemo)

04 – Games People Play (Eric Woolfson Songwriting Diary)

05 – Games People Play (Early Version, Eric Woolfson Guide Vocal)

06 – Games People Play (Rough Mix)

07 – Time (Eric Woolfson Songwriting Diary)

08 – Time (Early Studio Attempt)

09 – Time (Orchestra & Chris Rainbow Backing Vocals)

10 – I Don’t Wanna Go Home (Eric Woolfson Songwriting Diary)




The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD2

 



The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD2

MUSICA&SOM

11 – The Gold Bug (Demo)

12 – The Gold Bug (Early Reference Version)

13 – The Gold Bug (Chris Rainbow Backing Vocals)

14 – The Gold Bug (Clavinet with No Delay)

15 – The Turn of a Friendly Card (Eric Woolfson Songwriting Diary)

16 – The Turn of a Friendly Card, Pt.1 (Early Backing Track)

17 – Nothing Left to Lose (Eric Woolfson Songwriting Diary)

18 – Nothing Left to Lose (Basic Backing Track)

19 – Nothing Left to Lose (Chris Rainbow Overdub Compilation)

20 – Nothing Left to Lose (Early Studio Version with Eric Woolfson’s Gu





The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD3

 



The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD3

MUSICA&SOM

21 – Snake Eyes (Eric Woolfson Songwriting Diary)

22 – Snake Eyes (Early Version, Eric Woolfson Guide Vocal)

23 – The Ace of Swords (Early Version with Synth Orchestration)

24 – The Ace of Swords (Early Version with Piano on Melody)

25 – The Turn of a Friendly Card, Pt.2 (Eric Woolfson Guide Vocal & Ext

26 – The Turn of a Friendly Card Snake Eyes I Don’t Wanna Go Home (Eric Woolfson

27 – La La La Lah (Eric Woolfson Songwriting Diary)

28 – Next Year (Eric Woolfson Songwriting Diary)





The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD4

 



The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] CD4

MUSICA&SOM

29 – Someone Else (Eric Woolfson Songwriting Diary)

30 – Taking it All Away (Eric Woolfson Songwriting Diary)

31 – To Those Of You Out There (Eric Woolfson Songwriting Diary)

32 – Games People Play (Single Edit)

33 – The Turn of a Friendly Card (Single Edit)

34 – Snake Eyes (Single Edit)

35 – The Turn of a Friendly Card (The Complete Suite)





The Alan Parsons Project - The Turn Of A Friendly Card [Sessions] C

Dio - Holy Diver [1983]

 



Ronald James Padavona teve uma carreira invejável, que sempre primou pela qualidade. A carreira do mestre começou na década de 70, ao lado do ELF, grupo que durou até 1975. Depois, embarcou no ótimo Rainbow, a banda do ex-Purple e excêntrico Ritchie Blackmore, onde permaneceu por quatro álbuns. Logo em seguida o baixinho tirou a sorte grande ao ser convidado por Tony Iommi a integrar o Black Sabbath. Sua fase na banda é uma das minhas preferidas, e abriu as portas para Dio mostrar que ele não era só mais um novo vocalista.

Pensando nisso, ele reuniu antigos e recentes colegas para montar seu mais novo projeto, que foi batizado com seu nome artístico. Os integrantes da empreitada foram o ex-Rainbow Jimmy Bain, o guitarrista Vivian Campbell, e o monstro Vinny Appice, que também havia caído fora do Sabbath. O resultado foi o melhor possível, na opinião da grande maioria.

"Holy Diver" foi lançado em 1983 e com certeza impressionou muitos. Afinal, com um time desse, fica quase impossível de se fazer algo ruim. Com produção do próprio Dio, o disco traz a receita do Heavy Metal oitentista com pitadas melódicas e composições espetaculares, prometendo agradar os fãs dessa vertente, principalmente.


Quem já tomou conhecimento da obra do norte-americano, já sabe o que esperar: composições ótimas com refrões ganchudos, arranjos muitíssimo bem elaborados e uma atuação perfeita de toda a banda, elementos que "Holy Diver" mescla excelentemente bem. As passagens mais melódicas merecem nota também, principalmente os teclados tocados por Ronnie e Bain.

A bolacha tem recheio clássico, a começar pela porrada de abertura "Stand Up And Shout", uma das que mais gostei e que traz justamente essas características que citei acima (o refrão é de ficar horas na cabeça). Campbell é endiabrado nas cordas, enquanto Vinny espanca sem dó nem piedade seu kit de bateria, isso sem falarmos no saudoso baixinho, que nunca decepcionou. Uma das grandes vozes do gênero, sem sombra de dúvida.

A faixa-título (que ganhou um vídeo clipe altamente tr00) dispensa comentários. "Gypsy" lembra em algum momento a fase em que Dio esteve no Sabbath. "Don't Talk To Strangers" é excelente e uma das que mais mostram a faceta melódica do álbum, mas que se torna uma respeitável paulada. "Rainbow in the Dark" é a minha preferida, uma faixa que transborda talento e extrema competência, além de ser um dos maiores clássicos do Metal. O encerramento fica por conta da climática "Shame on the Night".



A recepção foi melhor do que o esperado, e Ronnie, juntamente com seus parceiros, provou no ano posterior que eles haviam vindo para ficar com o igualmente aclamado "The Last In Line". A partir daí, o vocalista se consolidaria como uma das grandes promessas do mundo metálico; e o resto é história.

Fica a memória de um dos maiores ícones do Heavy. Descanse em paz, Dio.



Ronnie James Dio - vocais, teclados
Jimmy Bain - baixo, teclados
Vivian Campbell - guitarras
Vinny Appice - baquetas

1. Stand Up and Shout
2. Holy Diver
3. Gypsy
4. Caught in the Middle
5. Don't Talk to Strangers
6. Straight Through the Heart
7. Invisible
8. Rainbow in the Dark
9. Shame on the Night




Richie Sambora – Undiscovered Soul [1998]

 



Novamente, em 1997, o Bon Jovi deu uma pausa. Talvez isso colabore para a longevidade de bandas de sucesso, visto que, de um ponto de vista mercadológico, a banda volta ainda mais rentável após as pausas dadas durante a carreira. Cada integrante se destinou a projetos solo e o líder, Jon Bon Jovi, teve mais repercussão de novo com seu segundo disco solo, “Destination Anywhere”. Todavia, o guitarrista Richie Sambora o superou em qualidade – de novo.

“Undiscovered Soul” foi lançado em fevereiro de 1998 sob uma perspectiva mais madura e familiarizada com o próprio caminho que Richie Sambora desejava trilhar. De forma alguma que o antecessor, “Stranger In This Town”, peque em maturidade: é um discão. Só que flerta com pontos diferentes do Rock. O disco dessa postagem soa mais linear e, de fato, tem a identidade do guitarrista.



Provavelmente a identidade mais agregada à personalidade do Sambora que “Undiscovered Soul” tem se deve por ser um disco ligado ao seu pessoal. Desde as composições até a forma que o instrumental é tocado. Não tem o apelo Pop do Bon Jovi nem a selvageria Bluesy de seu primeiro álbum solo. Alguns elementos, obviamente, marcam presença, mas o registro consiste basicamente em vários momentos acústicos ou guiados por órgãos Hammond, mesmo que às vezes de forma discreta. Isso torna o registro genuíno e agradável, elevando ainda mais a qualidade quando se considera o talento deste grande guitarrista, que também é um vocalista fantástico.

Vale destacar o time de músicos que acompanha Richie durante a empreitada, com destaques para o pianista Chuck Leavell (Allman Brothers Band), o baixista Pino Palladino (The Who, John Mayer Trio) e o baterista Kenny Aronoff (John Mellencamp, Chickenfoot), entre vários outros. Para os amantes de boa música, independente de estilos musicais, “Undiscovered Soul” é uma grande pedida. Simplesmente sensacional.



01. Made In America
02. Hard Times Come Easy
03. Fallen From Graceland
04. If God Was A Woman
05. All That Really Matters
06. You're Not Alone
07. In It For Love
08. Chained
09. Harlem Rain
10. Who I Am
11. Downside Of Love
12. Undiscovered Soul

Richie Sambora – vocal, guitarra, violão
Mark Goldenberg – guitarra
Chuck Leavell – piano
Greg Phillinganes – piano, backing vocals
David Paich – piano elétrico, sintetizadores
Rami Jaffee – órgão Hammond B3, acordeão
Billy Preston – órgão Hammond B3, backing vocals
Robbie Buchanan – sintetizadores
Jamie Muhoberac – sintetizadores
Don Was – baixo, Wurlitzer
James "Hutch" Hutchinson – baixo, backing vocals
Pino Paladino – baixo fretless
Kenny Aronoff – bateria, percussão
Paulinho da Costa – percussão





Work Of Art - In Progress [2011]

 



Esses suecos já tinham deixado uma boa impressão em seu álbum de estreia, que chamou a atenção de fãs de AOR/Melodic Rock em todo o mundo. A competência técnica e a capacidade de criar passagens marcantes se sobressaiu, fazendo com que o trio se tornasse respeitado na cena. O conceito só aumentou quando Robert Sall, a mente brilhante por trás da empreitada, se juntou a Jeff Scott Soto no W.E.T., projeto que surpreendeu, lançando um espetacular álbum em 2009. E o que já era bom ficou ainda melhor em In Progress, novo trabalho do Work Of Art, apresentando clara evolução em relação ao anterior.

Desde a abertura com “The Rain”, temos um verdadeiro desfile de hits no estilo que a obra se propõe. “Nature Of The Game” apenas atesta o que a anterior oferece, com sua melodia viciante. Já “Never Love Again” conta com todos aqueles clichês que fazem a festa dos admiradores do lado mais festeiro do gênero, pronta para agradar quem gosta de Journey, Survivor e afins. Na mesma linha, a cativante “Eye Of The Storm” poderia facilmente tocar em rádios especializadas de outrora, mesclando um apelo popular com ótimo instrumental. A primeira balada vem a seguir, com a mid-tempo “Until You Believe”, pronta para emocionar corações



O primeiro single escolhido pela banda é “The Great Fall”. E foi uma decisão acertada, já que a música reúne características que permeiam todo o play. E o refrão é do tipo ‘vamos cantar e pular junto’. Mantendo o nível lá em cima, “Call On Me” traz aquele típico início à capella, que muitos adoram. Aquele lado mais Pop comparece em “Fall Down”, com extremo bom gosto, ressalte-se. Mostrando a linearidade, “Castaway” vem lá no finzinho, mantendo o nível superior, num clima bem Rock and Roll. Fechando os trabalhos, duas versões acústicas de respeito.

In Progress pode não ter o mesmo efeito para quem gosta de peso e riffs ganchudos o tempo inteiro. Mas os apreciadores de boas e pegajosas melodias, além de teclados atuantes, devem conferir sem pensar duas vezes. E o Work Of Art vai se firmando cada vez mais como uma das boas novidades da nova geração do AOR. Candidato a figurar nas listas de melhores do ano de muita gente!

Lars Safsund (vocals)
Robert Sall (guitars, bass, keyboards)
Herman Furin (drums)

01. The Rain
02. Nature Of The Game
03. Once Again
04. Never Love Again
05. Eye Of The Storm
06. Until You Believe
07. The Great Fall
08. Call On Me
09. Emelie
10. Fall Down
11. Castaway
12. One Step Away
13. Once Again (acoustic)
14. Until You Believe (acoustic)



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