terça-feira, 13 de maio de 2025

BIOGRAFIA DE France Gall

 

France Gall

France Gall, nome artístico de Isabelle Geneviève Marie Anne Gall (Paris9 de outubro de 1947 — Neuilly-sur-Seine7 de janeiro de 2018),[1] foi uma cantora francesa.

Um ídolo da juventude francesa ao longo das décadas de 1960, 70 e 80, a cantora faleceu em 2018, aos 70 anos, em decorrência de um câncer.[2]

Biografia

Gall foi criada numa família de músicos, o seu avô foi o co-fundador de uma de formação de jovens cantores chamada "Pequenos Cantores da Cruz de Madeira".

Em 1965, France Gall representou o Luxemburgo no Festival Eurovisão da Canção, cantando Poupée de cire, poupée de son (Boneca de cera, boneca de som) e obteve a vitória para o Grão-Ducado.

Em 1988, alcançou outra vez sucesso em vários países com a canção Ella, Elle l'a.

France Gall foi muito popular em França durante a década de 1960, interpretando canções como Les sucettes de Serge Gainsbourg e o seu sucesso chegou ao Reino Unido.

A sua última aparição pública foi na cerimónia dos Globos de Cristal a 30 de janeiro de 2017 no Lido de Paris.

France Gall, que sofreu vários dramas pessoais, descobriu ter cancro da mama após a morte súbita do seu marido, Michel Berger, falecido em 1992 aos 44 anos devido a um ataque cardíaco. Ela, no entanto, foi operada e logo se recuperou.

Carreira

Sua família estava profundamente enraizado na música: seu pai Robert Gall escreveu, canções para Charles Aznavour e Édith Piaf. Apoiada por seus pais, deixou a escola com a idade de 15 anos, quando tomou suas primeiras canções. Seguindo o conselho de um técnico, foi escolhido o nome "France", uma vez que o seu primeiro nome, Isabelle, já era conhecido por outra cantora francesa, Isabelle Aubret.

O seu primeiro single, Ne sois pas si bête (Não sejas tão besta) foi um grande sucesso. Seu início de carreira foi especialmente promovido pela familiaridade com o cantor e compositor Serge Gainsbourg.

Grande Prêmio Eurovisão da Canção de 1965

Em 1965, France Gall foi selecionada para representar Luxemburgo no Grande Prêmio Eurovisão da Canção, em Nápoles. De uma seleção de dez músicas, Poupée de cire, poupée de son, escrita por Serge Gainsbourg, foi a vencedora. Na época, ela tinha um relacionamento com o cantor Claude François (* 1939, † 1978).

Também de Gainsbourg vem a canção ambígua Les Sucettes.  Mais tarde, France Gall disse que ela nunca teria cantado a canção se, naquele tempo, tivesse o conhecimento do verdadeiro significado da música.

Carreira na Alemanha

Em 1966, France Gall deixou a França e foi para a Alemanha, onde trabalhou juntamente com o maestro Werner Müller, principalmente, mas também com Horst Buchholz e Giorgio Moroder.  Com Zwei Apfelsinen im Haar (sua versão alemã de A Banda, originalmente interpretada por Chico Buarque), recebeu, em 1968, um disco de ouro. Devido à sua popularidade, recebeu, em 1969 e 1971 o bronze e, em 1970, a prata Bravo Otto na revista juvenil alemã Bravo.

Posteriormente, France Gall admitiu que o tempo de sua carreira na Alemanha não foi o melhor de sua vida, uma vez que a sua fama e as suas aparições constantes não permitiram que ela tivesse uma juventude normal. Seu alemão bateu estilisticamente em contraste com a sua carreira, mais tarde, na França.

Em 1988, após mais de 15 anos, France Gall conseguiu o seu maior hit na Alemanha com Ella elle l'a ( "Ella, ela tem"), um tributo à cantora de jazz Ella Fitzgerald. Durante quatro semanas, foi a música mais ouvida na Alemanha . Seu ábum foi quinto mais vendido na Alemanha, tendo superado o sucesso na França.

Entre as canções mais famosas do idioma alemão estão Dwei Verliebte zieh’n durch Europa, Unga Katunga, Kilimandscharo, Mein Herz kann man nicht kaufen, Ali Baba und die 40 Räuber, Ein bißchen mogeln in der Liebe, Ich singe meinen Song, Ich hab’ einen Freund in München, Ich bin zuckersüß, Wassermann und Fisch, Links vom Rhein und rechts vom Rhein, Das war eine schöne Party, Wir sind keine Engel, oder Ich liebe dich, so wie du bist.

De 1969 a 1974 namorou com o cantor Julien Clerc (*1947).

My Way

O compositor e cantor Claude François escreveu, no final de 1966, a música For You, na qual, processou musicalmente o seu relacionamento fracassado com France Gall. Em colaboração com seus colegas compositores Jacques Revaux e o trompetista e compositor Gilles Thibault, em 1967 Claude fez uma fácil modificação na melodia, o que originou a canção Comme d'habitude. My Way, que fez sucesso mundial nas vozes de cantores como Frank Sinatra e Elvis Presley, é uma versão em inglês feita por Paul Anka de Comme d'habitude.

Concursos Musicais

1965: 1º Lugar do Festival Eurovisão da Canção, com Poupée de Cire, Poupée de Son.

1968: 3º Lugar do Festival Deutscher Schlager-Wettbewerb, com Der Computer N. 3.

1968: Participou do Festival Star-Und Schlager-Parade, com A Banda.

1969: Participou do Festival Gala-Abend der Schallplatte, com Die Playboys bei den Eskimos.

1969: Participou do Festival dei complessi di Rieti, com Il Mio Amore è Una Ruota.

1969: 3º Lugar do Festival Deutscher Schlager-Wettbewerb, com Bißchen Goethe, Bißchen Bonaparte.

1969: 6º Lugar do Festival de Sanremo, com La Pioggia.

1970: 11º Lugar, do Festival Deutscher Schlager-Wettbewerb, com Dann schon eher der Piano-Player.

Discografia

Disco de 45 rotações

  • Ne sois pas si bête (Oct. 1963)
  • Laisse tomber les filles (1964)
  • Sacré Charlemagne (1964)
  • Poupée de cire, poupée de son (1965)
  • Attends ou va-t'en (1965)
  • Baby pop (1966)
  • Les sucettes (1966)
  • Bebé requin (1967)
  • Toi que je veux (1967)
  • La déclaration (1974)
  • Comment lui dire ? (1975)
  • Donner pour donner (com Elton John, 1980)
  • Tout pour la musique (1982)
  • Babacar (1987)
  • Ella, elle l'a (1987)
  • Évidement (1988)
  • Laissez passez les rêves (1992)

Álbuns

  • France Gall (1975)
  • Dancing disco (1977)
  • Tout pour la musique (1981)
  • Débranche (1984)
  • Babacar (1987)
  • Le Tour de France 88 (Live-Álbum, 1988)
  • Double jeu (avec Michel Berger 1992)
  • France (1995)

Compilações


Soundgarden – Superunknown (1994)

 

Soundgarden – Down on the Upside (1996)

 

Temple of the Dog – Temple of the Dog (1991)

 

Jane Weaver – Modern Kosmology (2017)

 

Douglas Germano – Golpe De Vista (2016)

 

The Rita – Thousand Of Dead Gods (2006)

 

“Longe Demais das Capitais” (RCA, 1986), Engenheiros do Hawaii

 


Em 1986, o rock brasileiro vivia seu auge. O movimento, que começou a tomar forma no início da década, já dominava as paradas de sucesso, as rádios e a programação televisiva. Naquele momento, o rock carioca e o rock paulista se destacavam no cenário brasileiro com suas bandas. Porém, grupos oriundos de Brasília, como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, começavam a despontar e a conquistar espaço no gosto do público jovem da época. De Salvador, o Camisa de Vênus era a única representação do rock baiano, mas fazia barulho com seu som irreverente e desbocado. 

Dentro desse caldeirão efervescente, o rock gaúcho começou a ganhar destaque. Nos meados da década de 1980, Porto Alegre contava com uma cena roqueira diversificada e em plena ebulição. A rádio Ipanema FM teve um papel fundamental na projeção de novas bandas no circuito roqueiro gaúcho, entre elas Taranatiriça, Júlio Reny e KM 0, Os Eles, Astaroth, Prise, Banda de Banda, entre muitas outras. Foi dessa geração que o trio Engenheiros do Hawaii emergiu. 

Da arquitetura ao rock

Os Engenheiros do Hawaii surgiram em 1984, de forma quase “acidental”, como uma brincadeira entre colegas da Faculdade de Arquitetura da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). A banda, a princípio, era um quarteto formado por Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) começaram tocando por diversão, mas o talento logo os destacou. O nome inusitado foi inspirado na rivalidade entre os estudantes de Arquitetura e Engenharia, mas a ironia do título logo se tornaria uma das características marcantes da banda. 

A primeira apresentação ocorreu em um festival da faculdade em janeiro de 1985, onde a performance despretensiosa chamou a atenção do público local. Após a segunda apresentação, em fevereiro de 1985, Carlos Stein deixou os Engenheiros do Hawaii, transformando o grupo de um quarteto em um trio. No ano seguinte, Stein ajudou a formar a banda Nenhum de Nós. 

Com o sucesso inicial no circuito roqueiro de Porto Alegre, os Engenheiros do Hawaii começaram a gravar demos que ganharam espaço na programação da rádio Ipanema FM. Em setembro de 1985, os Engenheiros participaram do festival Rock Unificado, consolidando sua presença no cenário local. Das dez bandas que participaram do festival, cinco — Engenheiros do Hawaii, TNT, Os Replicantes, DeFalla e Garotos da Rua — foram selecionadas pela gravadora RCA para uma coletânea. 

E foi com a coletânea Rock Grande do Sul, lançada em janeiro de 1986 pela gravadora RCA, que os Engenheiros do Hawaii ganharam seu primeiro grande impulso. O disco, que reuniu bandas emergentes do cenário gaúcho e projetou os Engenheiros além das fronteiras gaúchas, abriu caminho para a gravação de Longe Demais das Capitais, o álbum de estreia do power trio gaúcho.

 

Capa da coletânea Rock Grande do Sul que apresentou ao Brasil bandas
emergentes do rock gaúcho em meados anos 1980 como os Engenheiros do Hawaii. 

Gravação e produção 

As gravações de Longe Demais das Capitais ocorreram entre maio e junho de 1986, nos estúdios da RCA em São Paulo, sob a direção do experiente produtor Reinaldo “Barriga” Brito. Reconhecido por seu trabalho com outras bandas do rock nacional, Brito trouxe ao disco uma abordagem prática, focada em valorizar as características simples e diretas dos arranjos da banda, garantindo que soassem contemporâneos e atrativos ao mercado emergente do rock brasileiro. 

O processo de gravação foi tranquilo, mas marcado por escolhas estratégicas. Uma delas foi a exclusão da faixa “Spravo”, que apresentava referências locais consideradas fortes demais, vistas como limitadoras para uma banda que buscava conquistar um público nacional. Essa decisão refletia a busca por equilíbrio entre identidade regional e apelo comercial. 

Musicalmente, o álbum foi moldado pela simplicidade instrumental do trio, com ênfase no baixo melódico e intenso de Marcelo Pitz, na bateria precisa de Carlos Maltz e nos riffs de guitarra de Humberto Gessinger. Elementos de ska e reggae permeiam o disco, influências que dialogavam com o contexto do rock nacional da época, marcado pela diversidade rítmica e pela busca por uma linguagem acessível. Essa combinação ajudou a posicionar os Engenheiros do Hawaii como uma banda inovadora, mas alinhada ao mainstream em ascensão.

Uma viagem pelas canções de Longe Demais das Capitais

"Toda Forma de Poder" abre o álbum como um cartão de visitas perfeito para os Engenheiros do Hawaii. Humberto Gessinger exibe sua habilidade de captar o zeitgeist com uma letra que reflete as inquietações sociais da época. A participação de Nei Lisboa na canção acrescenta uma camada de sofisticação musical, com seu estilo único complementando a atmosfera da faixa. A letra, que combina crítica social e reflexões sobre poder e conformismo, ressoou com um público que buscava uma voz em tempos de reconfiguração política no Brasil. 

Depois de "Toda Forma de Poder", "Segurança" é a faixa mais famosa do disco, tendo integrado a coletânea Rock Grande do Sul. "Segurança" mistura elementos de rock, jazz e reggae, com o saxofone de Manito (ex-Incríveis;1944-2011) adicionando uma sonoridade peculiar à faixa. A música propõe uma reflexão sobre as noções de proteção e liberdade, enquanto se destaca pela leveza de seu arranjo. 

"Eu Ligo pra Você" apresenta um instrumental marcante, com uma pegada descontraída que oferece um alívio dentro do contexto mais denso do álbum. A simplicidade melódica e os acordes de guitarra são cativantes, garantindo que a faixa permaneça acessível sem perder a personalidade da banda. Em termos de letra, é uma das músicas mais diretas: uma balada com nuances românticas, mas marcada pela interpretação pessoal e quase confessional de Gessinger. 

Com um ritmo que transita entre o reggae e o ska, "Nossas Vidas" se destaca pela reflexão filosófica e existencialista de sua letra. Gessinger utiliza a musicalidade do reggae para explorar escolhas, incertezas e os caminhos que moldam nossas histórias, destacando o impacto das decisões individuais no curso da vida. 

Em "Fé Nenhuma", a banda utiliza o talkbox, combinando-o a uma sonoridade ousada e distorcida, o que faz desta faixa uma das mais experimentais do álbum. A letra, com seu tom desafiador e questionador, aborda a ausência de fé e o ceticismo com uma força visceral, refletindo a revolta de uma geração que enfrentava as incertezas políticas e sociais da época. 

"Beijos pra Torcida" encerra o lado A do álbum com um ritmo que remete sutilmente ao rockabilly. Seus versos trazem uma crítica à banalização da violência e ao estado de caos constante na sociedade contemporânea, incluindo referências à Guerra Fria, então marcada pela rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética. 

O lado B do álbum abre com "Todo Mundo É Uma Ilha", que reflete sobre a solidão, a incompreensão e a dificuldade de estabelecer conexões emocionais genuínas entre as pessoas. A faixa-título, "Longe Demais das Capitais", é um rock acelerado que traduz a busca por identidade e significado em meio ao isolamento e ao caos da vida urbana, evidenciando a distância cultural e existencial em relação às grandes metrópoles.

 O reggae "Sweet Begônia" aborda um relacionamento conturbado e desigual, marcado pela incompreensão, pela dependência emocional e pela frustração de tentar entender o outro. 

"Nada A Ver" explora a complexidade dos relacionamentos amorosos, navegando entre desconexão e liberdade, enquanto investiga sentimentos de incerteza, saudade e a busca por propósito. O refrão enfatiza a dualidade entre a falta de conexão e a possibilidade de viver experiências sem compromissos. 

Em "Crônica", os Engenheiros do Hawaii tecem uma crítica à alienação e à violência presentes na sociedade contemporânea, evidenciando a repetição de padrões de comportamento humano e a aparente estagnação, mesmo com mudanças superficiais. 

O álbum chega ao fim com "Sopa de Letrinhas", um rock agitado e de refrão cativante, que mergulha nas nuances existencialistas características dos versos de Gessinger. A letra descreve um amor caótico e contraditório, marcado por intensas oscilações emocionais, imagens surrealistas e uma crítica à confusão e ao vazio das relações pós-modernas.

 

Carlos Maltz, Marcelo Pitz e Humberto Gessinger na redação do jornal
Folha de São Paulo, em novembro de 1986.

Recepção e divulgação 

Lançado em 13 de outubro de 1986, Longe Demais das Capitais surpreendeu tanto a banda quanto a gravadora pela recepção positiva, ainda que a crítica especializada o tenha inicialmente recebido de forma “morna”. Visto no início como um projeto modesto de uma banda emergente, o álbum rapidamente ganhou notoriedade graças a uma estratégia de divulgação bem planejada. 

O single "Toda Forma de Poder" foi o principal motor do sucesso do disco, conquistando espaço significativo nas rádios e em programas televisivos. O videoclipe da faixa destacou a postura irônica e questionadora da banda, ampliando ainda mais seu alcance. A música também foi incluída na trilha sonora da novela Hipertensão, da TV Globo, o que contribuiu para difundir os Engenheiros do Hawaii por todo o Brasil. Essas iniciativas ajudaram o álbum a atingir a marca de 130 mil cópias vendidas. 

A turnê de promoção do álbum, embora limitada no início, logo se expandiu à medida que o disco ganhava tração nas paradas, levando os Engenheiros a se apresentarem em importantes cidades fora de seu estado natal, o Rio Grande do Sul. A simplicidade e o carisma dos shows, aliados à identificação do público jovem com as letras politizadas e reflexivas, solidificaram a reputação da banda como uma das promessas do rock nacional. 

Em abril de 1987, no auge do sucesso alcançado pelo álbum dos Engenheiros do Hawaii, Marcelo Pitz comunica aos seus companheiros de banda que pretende deixar o grupo. No entanto, ele firma um acordo com eles para cumprir as datas restantes da turnê do álbum de estreia. 

Concluída a turnê em junho de 1987, Pitz se desliga oficialmente da banda. O guitarrista Augusto Licks, que havia sido membro da banda de apoio do cantor Nei Lisboa, passa a ser o novo integrante dos Engenheiros do Hawaii. Humberto Gessinger deixa de ser guitarrista e passa a ser baixista. Com a chegada de Licks, os Engenheiros ganham a sua consagradora formação, que tornaria a banda gaúcha uma das mais populares da história do rock brasileiro. 

O impacto e o legado do álbum

Longe Demais das Capitais foi o ponto de partida para uma das carreiras mais consistentes do rock brasileiro. O álbum trouxe ao público a estética singular dos Engenheiros do Hawaii, com letras que mesclavam ironia, crítica social e introspecção, sustentadas por arranjos acessíveis, mas inteligentes. Ele estabeleceu a banda como uma voz original no cenário musical dos anos 1980 e pavimentou o caminho para álbuns mais ousados e elaborados, como A Revolta dos Dândis (1987), onde a banda exploraria temas filosóficos e uma instrumentação mais sofisticada. 

No contexto do rock gaúcho, Longe Demais das Capitais desempenhou um papel fundamental. Ao lado de lançamentos de bandas como Nenhum de Nós e Replicantes, o álbum ajudou a projetar a música do Rio Grande do Sul para além das fronteiras regionais, reforçando a diversidade do rock brasileiro e mostrando que a cena não estava restrita aos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Faixas

Todas as faixas escritas e compostas por Humberto Gessinger, exceto onde indicado.

Lado A

1."Toda Forma de Poder"      

2."Segurança"              

3."Eu Ligo pra Você" 

4."Nossas Vidas" 

5."Fé Nenhuma"         

6."Beijos pra Torcida"             

 

Lado B

1."Todo Mundo É uma Ilha"               

2."Longe Demais das Capitais"                         

3."Sweet Begonia"                   

4."Nada a Ver"                          

5."Crônica"                   

6."Sopa de Letrinhas" (Humberto Gessinger / Marcelo Pitz)            

 

Engenheiro do Hawaii: Humberto Gessinger (voz e guitarra), Marcelo Pitz (baixo e vocais) e Carlos Maltz (bateria, percussão e vocais). 

Convidados: Nei Lisboa: voz (em "Toda Forma de Poder") e Manito: saxofone (em "Segurança") 


Ouça na íntegra o álbum 
Longe Demais das Capitais

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