E finalmente, ao sétimo disco, os R.E.M. chegam ao estrelato. Largaram o college rock, abraçaram a pop e a MTV, mas nunca deixaram de ser a banda que a Georgia viu nascer.
Foram precisos seis álbuns e uma sobreexposição na MTV para que os R.E.M. começassem a ter o reconhecimento que deveriam ter há muitos anos. Curiosamente, Out of Time não é a melhor imagem que a banda de Georgia tinha para apresentar a um público novo que vinha com vontade de cortar com a pop dos 80s (Bon Jovi, Madonna, Michael Jackson, Wham), pois o grunge e respectivo rock alternativo começavam a ser algo mais que do que som para alienados. No entanto, é da mais fina ironia que tenha sido através de temas mais pop, e facilmente reconhecíveis nos dias de hoje, que a banda de Michael Stipe começou a aparecer com mais frequência no radar mainstream que acabaria por dar uma volta de 180 graus neste sagrado ano de 1991. À explosão dos R.E.M. seguir-se-iam mais uns quantos discos incomensuráveis de bandas que não deixariam de aproveitar esta porta que se abria (Nevermind, Screamadelica, Ten, Black Album, Blood Sugar Sex Magik, Loveless, Bandwagonesque, Use Your Illusion I e II, entre outros).
Apesar dessa aproximação, voluntária ou não, ao público mais pop, não se pense que a banda vendeu a alma ao corporativismo. Out of Time tem pérolas inesquecíveis, momentos que só uma banda de uma qualidade superior poderia criar. Apesar de ser um disco do seu tempo, tipicamente do início dos anos 90, e o facto da banda ter passado de uma editora independente para um gigante da indústria como a Warner Bros, fez com que passassem a ter mais meios que antes não tinham. Um grande produtor (Scott Litt), uma melhor distribuição e divulgação do seu trabalho e a oportunidade de trabalhar com outras figuras da música que, à partida, pouco teriam a ver com a natureza da banda.
Tudo isto resultou num disco com muito mais produção, mais arranjos e maneiras diferentes de gravar. Um disco diferente, menos político e de intervenção, apesar deste ter sido considerado dos álbuns politicamente mais influentes, pois a encadernação do mesmo continha um destacável para uma petição intitulada “Rock the Vote” feita para que os cidadãos também pudessem votar por correio ou voto electrónico. Milhares assinaram a petição fazendo a moção ser aprovada. Isto fez com que se desse um aumento significativo entre os jovens votantes.
As letras de Out of Time passaram a ser mais pessoais (I, me, mine ou you), mas envoltas numa produção mais açucarada do que a dos anteriores trabalhos da banda.
Apesar desta mudança, os R.E.M. não deixaram de ser fiéis a si próprios e, à luz dos mais de 25 anos passados sobre o lançamento deste disco, começamos a deixar de ver Out of Time apenas como o álbum de “Losing My Religion” e “Shinny Happy People”, mas como um momento muito próprio e importante na banda de Georgia.
Out of Time foi considerado por muitos, e durante muito tempo, como o disco mais fraco da banda até à data. Uma banda que vinha do college rock, mais política e com muitas ideias em mente. Out of Time não é perfeito, tem momentos estranhos, como a colaboração do rapper KRS-One em “Radio Song”, onde a banda mistura a pop com o funk e o rap. Tem momentos açucarados em “Shinny Happy People” e “Me in Honey”, que contam com a colaboração de Kate Pierson, vocalista dos B-52’s, mas no outro lado da moeda encontramos momentos bucólicos em “Low”, “Texarkana” e “Endgame”. Encontramos a escuridão em “Country Feedback” e temos ainda, claro, a seminal “Losing My Religion”, a música que transformou os R.E.M. numa banda global e a encher estádios por esse mundo fora.
É fácil perceber que Out of Time seja um pouco o patinho feio da discografia dos R.E.M.. É o disco que fez com que uma banda indie se tornasse de todos. E isso faz os puristas, tão pequeninos nas suas ideologias, perderem a razão, pensando que a banda se tinha vendido.
Estavam bem enganados, pois logo em 1992surgiria Automatic for the People, mostrando aos fãs antigos que a banda continuava tão forte como nos primeiros dias de Murmur , e aos novos que valia a penar começar a acompanhá-los.
Desenganem-se: Michael Stipe e companhia não estavam a ficar Out of Time…
Gregorian é um projeto musical alemão, liderado por Frank Peterson, cantando cantos gregorianos inspirados em versões modernas das músicas pop e rock dos anos 60, 70, 80, 90 e 2000.[1] É principalmente produzido pela Nemo Studio e várias outras gravadoras da Europa. Um dos mais bem sucedidos projetos pop de fusão clássica, Gregorian mistura pop e rock com cantos gregorianos.[2]
Biografia
Originalmente, Gregorian foi considerado como mais um grupo pop-oriental no estilo de Enigma. Seguindo esta ideia, foi gravado o álbum de 1991, Sadisfaction, com os vocais feitos pelas cantoras do The Sisters of Oz:Susana Espelleta (que na época era a mulher de Peterson) e Birgit Freud. Entretanto, este foi só um álbum deste estilo, que mais tarde (oito anos depois) conceberia o projeto Gregorian.
Em 1998, Peterson e seu pessoal reinventaram o projeto para transformar sons populares em estilos gregorianos. Os critérios para a seleção de música foram estritos; para ser considerada, ela precisava ser traspassável em uma escala de sete tons. Depois, com as músicas escolhidas, foram contratados doze vocalistas, previamente escolhidos através de uma sessão de testes de coro.
Cada álbum de Gregorian é inicialmente digitalizado e monitorado pela Nemo Studio, um estúdio do Peterson que fica em Hamburgo. Os cantores, em seguida, gravaram partes da música em uma igreja com a atmosfera de trêmulas luzes e velas, condizendo com o que Peterson havia dito em uma entrevista em 2001 como uma "Fria e Técnica" atmosfera de um estúdio.[3]
O conceito provou ser um sucesso, e o grupo continuou gravando mais álbuns, como a saga Masters of Chant. Em 2004 lançaram The Dark Side, ao qual foi dado maior ênfase no elemento de rock e incluiu músicas do Nine Inch Nails e The Doors.[2]
Em 2005, The Masterpieces, uma compilação de um DVD ao vivo que foi lançado, depois veio Christmas Chants, um álbum que no final de 2006 foi o penúltimo álbum de Gregorian. O álbum Masters of Chant Chapter VI, que foi o último álbum, foi lançado em 28 de Setembro de 2007, excluindo a coletânea earBook Chants & Mysteries, na qual foi lançada simultaneamente com o último, e o lançamento de Christmas Chants & Visions, na qual foi lançada no final de 2008 como um relançamento do álbum de 2006: Christmas Chants, com um bônus de duas músicas.
Turnês (Tours)
Gregorian faz diversas turnês em várias partes da Europa, nos EUA e no Japão. Os DVDs de concertos ao vivo são lançados destes shows, sempre fazendo shows de acordo com o tema e as músicas do último álbum.
As últimas duas turnês de Gregorian se absteve na Europa, na última, que ocorreu entre 30 de novembro de 2008 e 21 de Dezembro de 2008, os shows foram feitos em sua maioria na Alemanha, mas também com shows em Praga (na República Tcheca) e em Bratislava (na Eslováquia).[4]
Membros
Os membros do grupo de coro de Gregorian são Richard Naxton (Naxos), Johnny Clucas (Johnny), Dan Hoadley (Dan), Chris Tickner (Chris T.), Richard Collier (Rich), Gerry O'Beime (Gerry), Lawrence White (Lorro) e Rob Fardell (Rob F.).
Outros que também contribuíram com o projeto Gregorian, tanto com sua voz quanto em composição, são Frank Peterson, Amelia Brightman (irmã da Sarah Brightman), o pessoal do Nemo Studio, entre outros.
Discografia
Gregorian lançou sete álbuns da série Masters of Chant, na qual ele é dividido em "Capítulos", e um grande número de outros álbuns, incluindo o álbum Christmas Chants. Eles também lançaram dois tipos de vídeo álbum, que foram concertos ao vivo mostrando os cantores em vários cenários ambientados com o tema das músicas e dos álbuns que cantaram.
O tempo para lançamento entre um álbum e outro é de cerca de dois anos.
Grande banda espanhola Iceberg, uma saga que chegou ao radar do blog graças ao LightbulbSun. E fazemos isso relembrando seu álbum ao vivo, lançado na primavera de 1978. Eles não abordaram a gravação deste LP ao vivo da maneira clássica: não o fizeram em uma única sessão, mas sim gravaram em apresentações em Oviedo, Reus, Bilbao e Barcelona para destilar o material no que viria a ser o álbum. Além disso, não fizeram covers de seus sucessos como seria de se esperar; em vez disso, todo o LP ao vivo é composto por composições inéditas que jamais seriam gravadas em estúdio.
Artista: Iceberg
Álbum: Iceberg Live Ano: 1978 Gênero: Progressive Jazz Rock Duração: 36:04 Nacionalidade: Espanha
Depois desta gravação gravariam seu último LP "Arc-En-Ciel", quase uma obra póstuma, já que o grupo faria sua última apresentação em Salamanca, em 18 de agosto de 1979. Problemas familiares de Jordi Colomer e Max Sunyer, que já haviam publicado um LP solo no ano anterior, Kitflus que então se uniram à banda de Joan Manuel Serrat e, sobretudo, o cansaço acumulado ao longo de cinco anos sem dar uma pausa, precipitaram a dissolução do grupo.
Uma das bandas mais representativas do rock progressivo espanhol, com uma série de heróis da cena catalã que se destacaram como pioneiros deste estilo no nosso país. Kitflus, Colomer, Suñe... são nomes bem conhecidos por todos os fãs que acompanharam de perto esta disciplina, que atingiu o seu auge após o fim da ditadura. Um período que estava prestes a ser escrito num livro em branco, cheio de entusiasmo, de vontade de trazer à luz tudo o que tinha sido feito às escondidas ou mutilado pela censura e pelos recursos limitados. O álbum, apesar de ter sido gravado ao vivo, como o seu título indica, e de apresentar excertos de várias digressões pela Espanha, foi feito quase no final da sua jornada musical. As longas faixas são inéditas e não aparecerão em nenhuma gravação de estúdio. Seu estilo é muito definido, inspirado em uma fusão de rock e jazz com nuances progressivas que contêm semelhanças formais com outras bandas anglo-saxônicas da época com as quais aprenderam, como o falecido SOFT MACHINE e seu LP "Softs", OBLIVION, de Brian Auger, ou RETURN TO FOREVER, de Chick Corea. Composições em que a guitarra e o teclado desempenham o papel mais espontâneo. Uma obra em que a guitarra de Suñe é vertiginosa, com uma aceleração infernal em que a percepção das diferentes notas é impossível e onde os dedos se movem pelo braço como um raio, criando desenvolvimentos emaranhados e irrepetíveis, sem padrão reconhecível, na pura essência da improvisação em muitas ocasiões. Seu discurso serve para praticar o diálogo com os teclados do Kitflus, que se apoiam fortemente no piano elétrico, mas que oferecem uma demonstração de variedade ao longo do álbum com seus sintetizadores modernos. A música gira em torno das conversas entre guitarra e teclado, respondendo um ao outro sobre uma base sólida de ritmos elaborados e animados que nos permitem acompanhar o desenvolvimento instrumental dos protagonistas. Se ouvirmos com atenção, podemos até distinguir algumas frases ditas pelos participantes do evento durante o silêncio entre as músicas. É algo inesperado. Um LP que captura um pedaço da história com jazz rock de alto nível, embora com momentos em que o nível é rebaixado, incluindo um som vaporoso nas ambiências criadas pelos sintetizadores e uma guitarra aguda leve e criativa. A falta de uma estrutura clara e de uma melodia acompanhável pode dar uma sensação de desordem e nos fazer perder o foco e nos entregar ao complexo estrondo da guitarra. Nada a invejar em comparação com outras bandas além das nossas fronteiras no campo do jazz rock e da fusão.
Em 1982, os dois líderes, Max e Kitflus, fundaram o grupo de jazz-rock Pegasus , herdeiro direto do Iceberg , que daria muito o que falar e ouvir ao longo daquela década.
Mas agora vamos ao que interessa, e voltaremos ao Pegasus em algum momento. Quanto ao álbum, você pode ouvi-lo aqui...
Aqui temos um álbum ao vivo de apenas 35 minutos, no qual eles aparentemente queriam incluir apenas músicas ao vivo que não estavam em nenhum de seus álbuns de estúdio. Três faixas longas em um álbum composto por quatro músicas no total, retiradas de cinco shows diferentes. O álbum termina com um fade-in e fade-out de 30 segundos da música "La Flamenca Eléctrica", do álbum "Coses Nostres", uma de suas canções mais conhecidas.
E agradeço publicamente ao LightbulbSun por trazer essa banda incrível para o blog, estamos ansiosos para ver se ela nos traz mais surpresas.
Agora, apresentaremos um bom álbum de uma banda italiana pouco conhecida, com uma formação inusitada, com uma mulher nos vocais e teclados, e outra na flauta e saxofone. "In Orbita" é o sexto álbum de estúdio da banda siciliana Conqueror, grupo cujas raízes remontam a 1994 e que mistura rock progressivo italiano clássico com rock neoprogressivo. Trata-se de uma excelente obra conceitual inspirada na vida do herói espacial russo Yuri Alekseyevich Gagarin, onde a música e a letra buscam expressar emoções e sentimentos por meio de uma espécie de empatia com o protagonista, em vez de simplesmente contar uma história. Tenho certeza de que este álbum agradará a muitos teimosos, mas também surpreenderá muitos outros. E atenção, este álbum não é para todos (nem para mim, embora eu reconheça seu valor), e dada a natureza calma e serena de seu estilo, eu o classificaria como música para amar ou para se cansar, sem concessões. Mas definitivamente um ótimo álbum que você deveria conferir
Artista: Conqueror Álbum: In Orbita Ano: 2019 Gênero: Rock Progressivo Italiano Duração: 46:57 Referência: Discogs Nacionalidade: Itália
Agora, oferecemos um bom rock melódico com o benefício de elegantes vocais italianos, belas linhas melódicas com bons arranjos e música impulsionada principalmente pela interessante interação entre teclado e guitarra, além da voz cativante de Simona Rigano. "In Orbita" também evoca elementos clássicos , evocando belas paisagens que parecem dançar musicalmente em simbiose com cores e luzes em movimento, onde às vezes o som é conduzido por um sax soprano ou uma flauta doce e mágica, onde as músicas têm bons solos instrumentais, e até mesmo um violino parece dar-lhes toques mais refinados.
A música alterna passagens animadas, às vezes quase funk, com trechos calmos e evocativos , agradáveis, às vezes até pastorais, e com ritmos que não são complexos, mas formam uma boa base para a voz de Simona e os lamentos do guitarrista Tino Nastasi . Musicalmente, este é RPI acima de tudo por causa dos vocais italianos, mas talvez tenha mais a ver com o estilo dos gregos Ciccada , às vezes mais parecidos com Camel, com aqueles solos ao estilo de Andy Latimer e sintetizadores ao estilo de Pete Bardens, ou com momentos instrumentais também reminiscentes do Renascimento .
Mas para que alguém possa fazer um comentário mais aprofundado sobre o álbum, trazemos as palavras do nosso eterno comentarista involuntário, que nos conta o seguinte sobre este trabalho:
Hoje, apresentamos a banda italiana CONQUEROR com seu álbum "In Orbita", o sexto de sua discografia (iniciada em 2003 com o lançamento de "Istinto"). Este álbum foi lançado pela Ma.Ra.Cash Records no final de março de 2019. Esta resenha, portanto, é um tanto tardia de nossa parte, mas os elogios que ela oferece são tão honestos e imediatos como se a estivéssemos publicando apenas alguns meses após seu lançamento. Vamos primeiro rever as origens deste grupo, que começou como um quarteto e opera como um quinteto desde seu segundo álbum, "Storie Fuore Dal Tempo" (2005). Sua gestação remonta a 1994, na cidade siciliana de Santa Teresa di Riva. O coletivo CONQUEROR é atualmente composto por Simona Rigano [vocais, teclados e sintetizadores], Tino Nastasi [guitarras], Sofia Ferraro [flauta, saxofones e EWI 5000], Edoardo Ragunì [baixo, pedais de baixo e backing vocals] e Natale Russo [bateria e percussão]. Rigano e Russo são os únicos membros permanentes da carreira musical deste conjunto. Sua linha de trabalho é progressiva e sinfônica, com foco no equilíbrio entre o desenvolvimento de sons modernizados para esta abordagem e estratégias para delinear sons mais alinhados com a música retrossinfônica. Vale destacar que o violinista Giovanni Alibrandi colabora em algumas passagens de "In Orbita", o que ajuda a intensificar o lirismo de algumas das ideias criadas para a ocasião. Este álbum gira conceitualmente em torno da vida e dos milagres do famoso astronauta russo Yuri Alekseyevich Gagarin: vejamos agora seus detalhes musicais. Com duração de 6,5 minutos, "Fino Al Limite" abre o álbum com uma atmosfera inicialmente introspectiva e extremamente serena, para posteriormente transportar essa mesma serenidade — pouco antes de cruzar o terceiro minuto — para um groove mais solto e luminoso. O que começou como algo muito PINK FLOYD-esque da era 1987-92 evoluiu para um cruzamento entre PREMIATA FORNERIA MARCONI e LE ORME. Em seguida, vem "In Cerca d'Ali", uma música com um clima muito alegre que aponta para o padrão da música sinfônica moderna, com algumas nuances pastorais proporcionadas pela flauta. Poderíamos descrever esta peça como uma canção perdida do segundo álbum do PFM, retrabalhada pelo GENESIS da era 1976-78. Uma menção especial vai para o solo de sintetizador que domina o interlúdio instrumental, que é verdadeiramente fabuloso. Com a dupla "Verso Un Nuovo Mondo" e "Kedr", temos quase 19,5 minutos de esplendor melódico que honram o ideal da música progressiva sinfônica, desfrutando de dois momentos culminantes sucessivos do álbum. "Verso Un Nuovo Mondo" explora um dinamismo muito mais versátil e vivo do que qualquer uma das duas faixas anteriores, já que seu esquema melódico, sem abandonar a essência sinfônica, abre amplo espaço para swings e elementos de jazz-rock com uma abordagem fusion. Essa oportunidade é aproveitada pelos saxofones, que assumem um papel muito notável dentro da estrutura instrumental. Pouco antes de cruzar o limiar dos seis minutos, a banda muda para um interlúdio melancólico que soa doce e nostálgico: começando em um tom sereno e terminando com um impulso pródigo que permite uma maior exibição da guitarra, esse interlúdio finalmente assume a seção do epílogo após um breve retorno ao motivo inicial. Em seu prólogo, "Kedr" também brinca com a infusão de tratamentos jazz-rock dentro do gênero progressivo-sinfônico, mas desta vez com uma dose maior de graça na estrutura rítmica, enquanto o órgão guia a batida a ser completada pelos demais instrumentos. Em seguida, a seção cantada, o centro nervoso da música, desdobra-se em um núcleo melódico sereno e etéreo, que exibe uma espiritualidade calorosa e contemplativa em um andamento recorrente de 5/4. As coisas se intensificam quando um interlúdio instrumental empolgante emerge, um momento de brilho exultante pela dinâmica compartilhada pelo sintetizador e pela bateria, que catapulta os recursos expressivos a serem fornecidos pelos outros instrumentos. Uma vez concluída esta dupla série de peças progressivas, percebemos que desfrutamos de dois destaques consecutivos do álbum. "Un Disegno Perfetto" estabelece uma espécie de síntese entre a estilização sinfônica da primeira música e o esplendor dinâmico de "Kedr". Após uma seção inicial impulsionada por um espírito vivo que se desenvolve ao longo de um groove marcante, o corpo central da música emerge com a intenção de exibir uma clareza melódica cristalina, primeiro em tom sereno e depois com uma reprise da primeira seção cantada. O epílogo é um motivo bucólico tocado pela flauta com uma qualidade claramente reflexiva, a meio caminho entre CELESTE e o GENESIS da era dos anos 1970-1971. De muitas maneiras, esta música representa uma colheita bem-sucedida da semeadura climática incorporada nas duas músicas anteriores. O repertório de "In Orbita" conclui com a sequência da miniatura "09.07 am" e a peça "Star On The Moon". "09.07 am", que dura pouco menos de um minuto e meio, exibe uma atmosfera flutuante em sua interação de sintetizador, saxofone e violino. Por sua vez, "Star On The Moon" se encaixa claramente em uma estrutura neoclássica simples, com algumas ligações com o que ouvimos em vários álbuns recentes da PFM. O sax adiciona um toque jazz-pop à faixa. A missão desta música parece ser fornecer uma conclusão otimista e ágil para o álbum, sem pretensões a arranjos grandiosos, simplesmente mantendo a estrutura central de um motivo melódico agradável com um gancho razoável. O repertório de "In Orbita" nos ofereceu quase 48 minutos de sons suntuosos e estilizados dentro do eterno ideal progressivo-sinfônico, um catálogo de recursos melódicos que claramente se situam entre a tradição mediterrânea dos anos 1970 e o chamado paradigma neoprogressista. Embora CONQUEROR não possa ser creditado por estabelecer um nicho sonoro único na cena prog sinfônica italiana do novo milênio, é certamente justo recomendar "In Orbita" como um álbum motivador de belas emoções musicais. Sua estilização melódica perfeitamente definida é a maior fonte de energia em sua órbita musical, e é por isso que o consideramos um dos álbuns prog-sinfônicos mais agradáveis e consistentes de 2019.
Em suma, um conceito interessante com um resultado maravilhoso, com um som limpo, claro, envolvente, melódico e bem executado, criando música progressiva de primeira classe. Não é para todos, mas ouça porque você provavelmente vai se apaixonar por este álbum...
Sinceramente, gostaria de saber sua opinião sobre esse álbum, porque ouvindo-o fiquei em dúvida sobre sua qualidade e originalidade, e até o acho um pouco chato, mas a verdade é que é de tanto bom gosto que acabei dando um joinha, e aqui está, para o bolso do cavalheiro e a bolsa da dama.
Se quiserem compartilhar a opinião de vocês, eu agradeceria. Por enquanto, até a semana que vem, com mais música, mais surpresas (como esta, por exemplo) e mais vontade de arrasar.
Lista de faixas: 1. Fino al Limite (6:32) 2. In Cerca d'Ali (5:51) 3. Verso un Nuovo Mondo (8:59) 4. Kedr (10:26) 5. Un Disegno Perfetto (8:45) 6. 09h07 (1:24) 7. Star on the Moon (4:56)
Alinhamento: - Simona Rigano / vocais, teclados, sintetizador - Tino Nastasi / guitarra - Sofia Ferraro / sax, flauta, EWI - Edoardo Ragunì / baixo, pedais de baixo - Natale Russo / bateria, percussão Com: Giovanni Alibrandi / violino
Viajamos nuevamente a Francia entre psicodelia rockera, space rock y jazz rock. Este es otro álbum que evoca una estética retro que remite a la época de principios de los años 70, cuando el rock psicodélico estaba evolucionando hacia el progresivo, tomando elementos de múltiples estilos, y las influencias del Pink Floyd de por aquel entonces son claramente el punto de referencia número uno en este trabajo. Un crítico sugiere que el álbum es como "ir a una línea de tiempo alternativa donde Pink Floyd surgió en Francia en lugar de Inglaterra", con motivos musicales que remiten a varias etapas de la carrera de los Floyd, junto con otros elementos que enriquecen su sonido, y un exceso de teclados al estilo de los alemanes Eloy y hasta sonidos de Canterbury, evocando a veces un cruce entre Hawkwind y Supersister, pero con letras cantadas en francés. Un lindo disquito para descubrir en este fin de semana...
Artista: Perilymph Álbum: Progressions Imaginaires Año: 2024 Género: Rock psicodélico Duración: 41:18 Referencia:Rate Your Music Nacionalidad: Francia
Sobre la banda en sí, desconocía completamente todo hasta hace unos días que escuché este disco y decidí compartirlos con el selecto público cabezón, que seguramente recibirá con los brazos abiertos esta propuesta.
Así que vamos con un comentario de terceros, a ver qué nos dicen sobre esto...
Tres años después de su último trabajo, el cuarto álbum de Perilymph, es un gran trabajo que contrasta pasajes de arpegios de guitarra acústica con potentes y cálidos tonos de sintetizador retro y toques de un jazz intergaláctico que se acentúa en el clímax junto a la batería y guitarras que oscilan entre lo progresivo y psicodélico. El anterior disco de la banda, a menudo se ha movido entre la siempre difusa línea entre el psicodélico y el progresivo. Esto tiene mucho que ver con la forma en que evocan los tonos instrumentales de finales de los 60, cuando el psicodélico y el progresivo estaban en sus inicios y todo era una masa pastosa de rock vanguardista. Este álbum, sin embargo, ve a la banda avanzando en una dirección más claramente progresiva. Los tonos y las texturas son tan exuberantes y psicodélicas como siempre, pero la composición es más dinámica, madura e inventiva. El disco apunta a llevarte al espacio en una atmósfera de ciencia ficción surreal con influencias de los años 70s (cinemáticas y musicales) acercándose y referenciando a bandas como Pink Floyd, Rush, The Beatles, o a bandas más actuales como Ozric Tentacles, pero con nuevas texturas y tonos exuberantes en instrumentos y voz. De manera más concisa, la banda equilibra con soltura la complejidad y la grandiosidad musical con pasajes más sobrios manejando los tiempos en las usuales progresiones del género, adornados con los colores de distintas nebulosas espaciales para hacer de esta aventura, un viaje vertiginoso y a la vez placentero.
Y me parece que hasta la portada del álbum tiene un estilo psicodélico de los años 60 y 70, lo que no deja dudas sobre el contenido musical, sugiriendo el uso de mellotrones, amplificadores de válvulas y pedales con mucho fuzz para lograr ese sonido, y contrastando pasajes acústicos y escasos con secciones más potentes. A pesar de estis tempos enérgicos, el vocalista mantiene un modo netamente melancólico, lo que hace que el álbum se desarrolle en un ambiente relajado, incluso con la variedad de estilos donde incursiona.
La cuestión es que si querías escuchar y conocer algo nuevo, original y de un estilo moderno, esto no es para vos, pero si estás abierto a escuchar algo nuevo parecido a lo viejo que ya conocés, entonces pegale una escucha porque esto no será original pero sí está muy bueno y todo es de buena calidad, no bajando el nivel en ningún tramo del disco.