segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Assucena denuncia com Chico Chico o sacrifício do Cerrado em EP coletivo criado em defesa do bioma brasileiro


 Cobrindo cerca de 24% do território nacional, o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, atrás somente da Amazônia. Uma das caixas d’águas do Brasil, o Cerrado está com a rica biodiversidade ameaçada por conta da ganância do bicho Homem. É em defesa desse bioma que Alexande Carlo, Assucena, Chico Chico, Célia Xakriabá, Ellen Oléria, Letícia Sabatella, Marina Sena e Saulo Fernandes estão reunidos no EP O que será do Cerrado, idealizado por Carlos Rennó.

O disco foi gravado sob direção artística de César Lacerda e do próprio Rennó, Com seis faixas, o EP O que será do Cerrado reúne três vinhetas – O que está rolando com o Cerrado?Que economia é essa? e O que está queimando o Cerrado?, cujos textos questionadores são ouvidos na voz da atriz ativista Letícia Sabatella – e três músicas escritas com letras de Carlos Rennó e gravadas com produção musical de César Lacerda, artista mineiro nascido em Diamantina (MG), no Cerrado.

Uma dessas três músicas, O Cerrado ameaçado, foi apresentada na sexta-feira, 1º de agosto, como primeiro single do EP O que será do Cerrado.

As duas músicas ainda inéditas são O Cerrado sacrificado – interpretada por Assucena em dueto com Chico Chico – e O Cerrado descuidado, faixa que junta os cantores Saulo Fernandes e Ellen Oléria com Célia Xakriabá, professora e ativista egressa do povo indígena Xakriabá.

Todas as músicas do EP O que será do Cerrado geram clipes filmados sob direção do Coletivo Bijari e dos cineastas Ivan Canabrava e Tainá de Luccas

Delacruz grava o show da turnê ‘Vinho’ em São Paulo com cenografia imersiva no tom do álbum de hits como ‘Afrodite’

 


 Álbum lançado por Delacruz em outubro do ano passado, com refinado aroma criado a partir da mistura de rap com neosoul e R&B, Vinho (2024) segue na estrada em turnê que gera registro audiovisual do show homônimo.

O rapper carioca – nascido Daniel Azevedo da Cruz em 30 de dezembro de 1997 na comunidade de Vigário Geral (RJ) – faz a gravação ao vivo do show em São Paulo (SP) no próximo sábado, 9 de agosto, na apresentação programada para o Espaço Unimed.

A ideia de Delacruz foi expandir no show Vinho, com cenografia imersiva, o universo do álbum visual em que sobressaíram músicas como Afrodite e Último romântico, presente no roteiro do espetáculo ao lado de sucessos do artista, como Sunshine (2019), música do álbum de estreia do artista, Nonsense.

Carol Agyar assina a direção de arte do show Vinho, cuja cenografia foi criada com inspiração nos tons e texturas da cor da bebida que dá nome ao disco e ao espetáculo.



Caetano Veloso vai bem com a maré dos festivais em show que ganha tributo a Preta Gil na chegada ao Rio de Janeiro

 

Na apresentação que encerrou o Festival de Inverno Rio 2025, o artista celebrou a vida da ‘grande leonina’ com acalanto composto por Gilberto Gil há 50 anos e com a lembrança da canção ‘O leãozinho’, de 1977.


Caetano Veloso em show no Festival de Inverno Rio 2025 na noite de ontem, 3 de agosto — Foto: Reprodução / Facebook Festival de Inverno Rio 2025

Caetano Veloso em show no Festival de Inverno Rio 2025 na noite de ontem, 3 de agosto — Foto: Reprodução / Facebook Festival de Inverno Rio 2025

Título: Caetano Veloso – Festivais

Artista: Caetano Veloso

Data e local: 3 de agosto de 2025 no Festival de Inverno Rio 2025 (Rio de Janeiro, RJ)

Cotação: ★ ★ ★ ★

 “Eu sou apenas um velho baiano / Um fulano, um Caetano, um mano qualquer / Vou contra a via, canto contra a melodia / Nado contra a maré”, se perfilou Caetano Veloso ao dar voz aos versos de Branquinha (1989), música com que tem aberto, na cadência do samba-reggae, as apresentações do show criado pelo artista para seguir em cena no circuito de festivais ao longo deste ano de 2025.

Esse show chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 3 de agosto – exatamente um ano após a estreia nacional da turnê Caetano & Bethânia (2024) – como a grande atração do último dia do Festival de Inverno Rio 2025.

Essencialmente autoral, o roteiro vem sofrendo adições desde a estreia nacional do show no festival Coolritiba em 17 de maio. Na estreia carioca, a adição mais relevante foi um tributo a Preta Gil (1974 – 2025), “grande leonina”, celebrada com o canto de Cantiga de ninar Moreno (1975) – acalanto composto por Gilberto Gil há 50 anos para ninar Moreno Veloso, filho de Caetano – e O leãozinho (1977), canção levada ao violão tocado pelo próprio Caetano.

Mesmo sem o status e o conceito de um show de carreira, como o recente Meu coco (2022), o show fluiu bem na Marina de Glória. A quatro dias de completar 83 anos, a serem festejados na quinta-feira, 7 de agosto, o velho baiano se confirmou eternamente jovial e fez apresentação aliciante com roteiro calcado em sucessos.

Ciente do que o público quer ouvir em eventos grandes, Caetano vai bem na maré dos festivais com esse show para pequenas multidões. Contudo, no canto da recente Anjos tronchos (2021) – música de hermetismos pascoais apresentada com o efeito mantra do toque da guitarra de Lucas Nunes – e do novíssimo samba-reggae Um Baiana (2025), o que se viu e ouviu foi Caetano indo contra a via, contra a melodia, com a inquietude tropicalista que rege a vida do artista há 60 anos.

Com big band orquestrada sob direção musical de Lucas Nunes, o cantor fez show de vibe roqueira. Saudade do Brasil, Gal Costa (1945 – 2022) foi lembrada na pegada do rock que moveu Vaca profana (1984) e Divino maravilhoso (1968), música imperativa ouvida com arranjo evocativo da gravação original da cantora em outra era de festivais. Nessa atmosfera roqueira, Podres poderes (1984) se ambientou com perfeição ao roteiro.

O naipe percussivo da big band saltou aos ouvidos nos arranjos de músicas como Cajuína (1979) enquanto o pulso dos metais – soprados por músicos como o trompetista Diogo Gomes e o saxofonista Jorge Continentino – iluminou Eclipse oculto (1983). Já Um índio (1976) desceu luminoso em cena com mix de percussões e metais.

Como festivais não são espaços para experimentações, Caetano fez basicamente o que se esperava dele: cantou sucessos infalíveis como a marcha tropicalista Alegria alegria (1967), a festiva Gente (1977), o hit pop Queixa (1982) e o samba de roda Reconvexo (1989), além de ter dado voz a canções populares de lavra alheia, casos de Sozinho (Peninha, 1996) e Você não me ensinou a te esquecer (Fernando Mendes, José Wilson e Lucas, 1978), ambas infalíveis e já devidamente incorporadas ao repertório do cantor.

Assim como Sozinho, canção que gerou pico de vendas na discografia de Caetano em 1998, Você não me ensinou a te esquecer ressurgiu como herança do set solo de Caetano no show feito com Maria Bethânia. O arranjo, criado com levadas de samba-reggae, inclusive é o mesmo. A propósito, foi impressionante como, na estreia carioca desse show solo, Caetano pareceu mais leve e relaxado do que nas apresentações com Bethânia.

Na seara dos arranjos, merece menção honrosa o arranjo vocal que introduziu a canção Muito romântico (1977) com evocações dos cantos dos corais. Pretinho da Serrinha figurou em cena com status de músico convidado quanto tocou cavaquinho em Desde que o samba é samba (1993).

No fim, o samba-enredo É hoje (Didi e Mestrinho, 1981) – apresentado pela escola União da Ilha do Governador no Carnaval de 1982 – cumpriu a apoteose habitual, deixando o clima de festa pronto para o bis com Odara (1977), música adornada em clima de Black Rio.

Encerrada a apresentação no festival produzido pela empresa Peck, ficou evidente que, mesmo com show menos ambicioso e mais descompromissado, criado para aproveitar a onda dos festivais, Caetano Veloso não é um fulano, um mano qualquer. Quando quer, o cantor sabe ir muito bem na direção da maré.

Caetano Veloso canta sucessos como 'Gente' e 'Linha do Equador' no show criado para festivais — Foto: Reprodução / Facebook Festival de Inverno Rio 2025

Caetano Veloso canta sucessos como 'Gente' e 'Linha do Equador' no show criado para festivais — Foto: Reprodução / Facebook Festival de Inverno Rio 2025

Em 04/08/1964: The Kinks lança no Reino Unido a canção " You Really Got Me "

Em 04/08/1964: The Kinks lança no
Reino Unido a canção " You Really Got Me "
You Really Got Me é uma canção escrita por Ray Davies para a banda de rock inglesa
The Kinks.
A canção, originalmente tocada em um estilo mais orientado para o blues, foi inspirada por artistas como Lead Belly e Big Bill Broonzy.
Duas versões da música foram gravadas,
com a segunda apresentação sendo usada para o single final. Embora houvesse rumores de que Jimmy Page, o futuro guitarrista do
Led Zeppelin, executou o solo de guitarra da música, o mito já foi provado falso. "You Really Got Me" foi construída em torno de acordes poderosos (quintas e oitavas perfeitas) e influenciou fortemente os músicos de rock posteriores, particularmente nos gêneros de heavy metal e punk rock. Construída em torno de um riff de guitarra tocado por Dave Davies,
a letra da música foi descrita por Dave como "uma canção de amor para meninos de rua". "You Really Got Me" foi lançado no Reino Unido em 4 de agosto de 1964 pela gravadora Pye Records como o terceiro single do grupo, e alcançou o número um na parada de singles do Reino Unido no mês seguinte, permanecendo por duas semanas. Foi lançado nos Estados Unidos um mês depois, em 2 de setembro,
pela Reprise Records. A música se tornou o maior hit do grupo; isso os estabeleceu como um dos principais atos da invasão britânica nos Estados Unidos, alcançando o número sete lá no final do ano.
"You Really Got Me" foi posteriormente incluída no álbum de estreia dos Kinks, A banda de rock americana Van Halen fez um cover da música em seu álbum de estreia homônimo de 1978; foi lançada como seu primeiro single e alcançou a posição 36 na Billboard Hot 100.
Pessoal The Kinks:
Ray Davies – vocal principal, guitarra base
Dave Davies – vocal de apoio, guitarra solo
Pete Quaife – backing vocal, baixo
Mick Avory – pandeiro
Músicos adicionais:
Bobby Graham – bateria
Arthur Greenslade – piano.



Em 04/08/1979: The Fall grava o álbum Dragnet

Em 04/08/1979: The Fall grava o álbum Dragnet
Dragnet é o segundo álbum de estúdio da banda pós-punk inglesa The Fall, foi lançado em 26 de outubro de 1979 pela gravadora Step-Forward Records. Aparecendo menos de oito meses depois de seu antecessor, Live at the Witch Trials, Dragnet estabeleceu em um estágio inicial dois padrões principais característicos do futuro da banda: o de alta produtividade e o de rotatividade regular dos membros do grupo.
Em 2004, a Castle Music relançou o álbum com, pela primeira vez, áudio remasterizado das fitas master originais. A reedição incluiu os singles contemporâneos "Rowche Rumble" e " Fiery Jack " (e os lados B dos singles), mas também takes alternativos e breakdowns inéditos das sessões de gravação de "Rowche Rumble". Dragnet foi relançado em vinil em 2016 pelo selo Superior Viaduct.
Lista de faixas:
Todas as faixas arranjadas por Fall, exceto "Printhead" (arranjadas por Fall e Martin Bramah).
Lado um:
1. "Psykick Dancehall": 3:48
2. "A Figure Walks": 6:08
3. "Printhead": 3:15
4. "Dice Man": 1:45
5. "Before the Moon Falls": 4:31
Lado dois:
6. "Muzorewi's Daughter": 3:43
7. "Flat of Angles": 4:55
8. "Choc-Stock": 2:37
9. "Spectre Vs Rector": 7:56
10. "Put Away": 3:26
Comprimento total: 45:42.
Faixas bônus nas reedições de 2002
(Dragnet +) e 2004
12. "Rowche Rumble" (single A-side): 4:01
13. "In My Area" (single B-side): 4:05
14. "Fiery Jack" (single A-side): 4:43
15. "2nd Dark Age" (single B-side): 1:59
16. "Psykick Dancehall (No. 2)"
(single B-side): 3:26
Comprimento total: 63:56.
Faixas bônus adicionais na reedição de 2004
17. "Rowche Rumble" (take 2) 4:05
18. "Rowche Rumble" (take 3) 0:33
19. "Rowche Rumble" (take 4) 3:53
20. "Rowche Rumble" (take 5) 1:35
21. "In My Area" (take 1) 0:48
22. "In My Area" (take 2) 5:06
Comprimento total: 79:56.
Pessoal The Fall
Mark E. Smith – vocais, piano elétrico,
kazoo, fita
Steve Hanley – baixo, vocal de apoio
Marc Riley – guitarra, violão, backing vocals
Craig Scanlon – guitarra, piano elétrico, kazoo, tape (creditado como "Craig Scanlan")
Mike Leigh – bateria
músicos adicionais
Kay Carroll – backing vocals
(creditado como "Mrs. Horace Sullivan")
Yvonne Pawlett – teclados
("Rowche Rumble" e "In My Area").

 

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