terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Grandes álbuns do Prog-Rock: Sebastian Hardie - "Four Moments" (1975)

 

A primeira formação desta banda surgiu em 1967 quando Graham Ford (guitarra, ex-The Interns) arregimentou um grupo de músicos sob o nome "Sebastian Hardie Blues Band". Formações variáveis incluíram John Bellamy (baixo), Dennis Laughlin (vocais), Richard Lillico (bateria, ex-The Interns), Syd Richmond (bateria), Dave Waddington (vocais), Neil Williamson (órgão). Eles estavam em Sydney, Austrália e tocando covers de R&B e Soul Music. Não deu certo e se separaram no início de 1968. No final daquele ano, Graham Ford reformou a banda ao recrutar Jon English (vocais e guitarra rítmica) e Anatole Kononewsky (teclados), ambos estudantes da Cabramatta High School, em Sydney. Além disso, incluiu Peter Plavsic (baixo, ex-The Interns) e seu irmão Alex Plavsic (bateria). Agora, sem o "Blues Band" no nome, eles passaram a fazer música mais voltada ao Pop e foram até banda de apoio para o lendário roqueiro australiano Johnny O'Keefe (frequentemente chamado como J.O'K, um pioneiro do Rock na Austrália) durante 1969. Fazendo covers de Rolling StonesThe Beatles e Wilson Pickett, eles construíram uma reputação na cena de pubs de Sydney. No final de 1971, Jon English saiu (quando ele conquistou o papel de Judas Iscariotes na produção teatral australiana de "Jesus Christ Superstar") e foi substituído por Steve Dunne, que assumiu vocais e teclados (já que Anatole Kononewsky também saiu).
O cantor inglês Larry Page, então, produziu o primeiro single do Sebastian Hardie, "All Right Now / The Professional", em set/73, pela filial australiana da RCA Records. O fundador Graham Ford abandonou a banda em out/73 e foi substituído por Mario Millo na guitarra principal. Com Millo, eles gravaram um segundo single, "Mermaid On The Sand / Day After Day", em abr/74. Nessa época, Tovio Pilt substituiu Steve Dunne nos teclados e Millo assumiu também os vocais. Esta formação (Mario Millo - vocais e guitarras; Peter Plavsic - baixo; Alex Plavsic - bateria; Tovio Pilt - teclados) continuou tocando covers, mas passou a compor repertório autoral na seara do Rock Progressivo. Era 1974 e o Sebastian Hardie se tornou a primeira banda de Prog da Austrália. Logo, incorporaram uma versão de 20 minutos de "Tubular Bells", de Mike Oldfield, como parte de seus shows. Mario Millo passou a compor material cada vez mais orquestral e inventivo. A banda assinou contrato com a Polydor Records australiana e abriu turnês, durante 1974, de artistas internacionais como Lou Reed e Osibisa.
Peter, Tovio, Alex e Mario em foto na parte interno do álbum
O álbum de estreia, "Four Moments", foi lançado em ago/75 e virou "disco de ouro" na Austrália, uma verdadeira sensação atingindo o nº. 12 das paradas locais. E havia inegáveis méritos nesta conquista! O disco continha um Prog sinfônico calmo e derivado de bandas como YesCamel e bandas holandesas. A maioria dos solos eram de guitarra, enquanto os teclados forneciam bases e acordes sinfônicos. No lado 1, a épica faixa-título ocupava todo o espaço dividindo-se em quatro seções: "Glories Shall Be Released" (6:40), "Dawn of Our Sun" (5:06), "Journey Through Our Dreams" (6:43) e "Everything Is Real" (2:09). No lado 2, "Rosanna" (5:59) e "Openings (13:01), ambas instrumentais. Aliás, "Rosanna" foi lançada como single e ganhou prêmio tendo ótimas vendagens. Arranjos e musicalidade impecáveis, muito Mellotron, sons vintage, senso dramático, música simples/acessível e não complexa, tudo muito melódico e guiado pelas guitarras de Mario Millo incorporando Andy Latimer (do Camel, o que justifica muitos considerarem este trabalho derivativo e sem uma personalidade própria). A faixa "Four Moments" era bem graciosa, colorida, com seu tema sendo repetido ao longo de seus vinte minutos e passando por uma série de variações. O álbum como um todo era lindo, bastante atraente, nada intrincado, com vocais de Millo na linha de John Wetton. Sem superproduções, o álbum foi capturado "ao vivo em estúdio" e o resultado deixou os executivos da gravadora em êxtase tornando o Sebastian Hardie sinônimo de Rock Progressivo na Austrália. Bem, podia não ser exatamente original, mas era leve, agradável, elegantemente executado e emocionalmente melódico. 
"Windchase", o segundo álbum, foi lançado em fev/76 (mantendo o mesmo estilo musical, uma espécie de "Soft Prog", tudo bem parecido com a estreia, talvez apenas um pouco mais jazzístico). Eles, então, foram banda de abertura para uma turnê australiana do Santana e lançaram o single "Life, Love and Music", mas tanto o álbum, quanto o single, não alcançaram o Top 50 local. Em jun/76, desentendimentos internos levaram à saída dos irmãos Plavsic. Uma decisão judicial, na sequência, concedeu o nome da banda à Peter Plavsic. Consequentemente, Millo e Pilt combinaram-se sob o nome "Windchase". Eles adicionaram Doug Nethercote (baixo) e Doug Bligh (bateria) na nova seção rítmica. Em jun/77, eles lançaram o álbum "Symphinity", com Duncan McGuire no baixo, substituindo Nethercote. Essencialmente, nada mudara (talvez, apenas um pouco de mais de Jazz-Fusion) e estava mantido todo aquele tipo de sonoridade do Sebastian Hardie (muitos até consideram "Symphinity" algo como um terceiro álbum da banda). Entretanto, nem o álbum, nem dois singles lançados tiveram qualquer sucesso. O Windchase excursionou até out/77, mas o movimento Punk emergente e os novos movimentos musicais (com a New Wave) impactaram nos públicos em shows e a banda se desfez. 
P.S.: Millo lançaria trabalhos solo e colaborativos, mas se tornaria muito conhecido por produções de trilhas para filmes e TV. O Sebastian Hardie voltou rapidamente em 1994 com a formação original e tocou no ProgFest, em Los Angeles (apresentação que foi gravada e virou o álbum "Live In L.A.", lançado em 97). Aconteceu outras curtas reuniões em mar/2001 (num evento beneficente) e em 2003 (abrindo para o Yes em sua então turnê australiana). Em 2011, o Sebastian Hardie lançou um novo álbum, "Blueprint" (com a formação original), um trabalho digno, evocando o passado e acrescentando modernidades.



Grandes canções: Depeche Mode - "Enjoy The Silence" (1990)

 


"Enjoy the Silence" foi gravada em 1989 e lançada como segundo single do sétimo álbum do Depeche Mode, "Violator", de mar/90. O single foi um enorme sucesso nos EUA e a canção ganhou o Brit Awards de 91. O compositor Martin Gore criou a primeira versão da canção como uma balada e assim a banda entrou no estúdio. Por insistência de Alan Wilder, ela foi retrabalhada para um tempo mais rápido como seria finalmente lançada. 
Alan Wilder, David Gahan, Martin Gore e Andy Fletcher
"Enjoy The Silence" foi o single da banda que alcançou a posição mais alta nos EUA (nº. 8, isto em jul/90). A canção combinava elementos muito amados por fãs do Synth Pop, tais como sintetizadores exuberantes, melodias assombradas, letras doloridas, tudo fundido com batidas da House Music e linhas de guitarra bem elegantes. Os vocais de Gahan soam íntimos e sedutores na medida, atraindo o ouvinte com letras que examinam a satisfação silenciosa de um relacionamento, aqueles momentos de ternura em que o silência preenche o vazio e seu parceiro está em seus braços e o mundo deixa de existir fora dali. Algo convidativo, que dava para se sentir parte. Certamente, uma das melhores canções do Depeche Mode, imaculada, pura, exuberante, envolvente, acessível, com um groove da moda. Sintetizadores formando um coral e acenand para a New Age, guitarras tipo New Order, muita contemporaneidade na batida, mantendo algo dos New Romantics e um gosto sombrio. Baixo forte, fundo percussivo e nada de sintetizadores finos e etéreos, uma tendência da época. Há um vídeo-clipe dirigido por Anton Corbijn com referências ao livro "O Pequeno Príncipe" com Dave Gahan vestido como um rei vagando pelas encostas das Terras Altas da Escócia, pela costa do Algarve em Portugal e pelos Alpes Suíços. "Enjoy The Silence" marcou época.
Enjoy The Silence / Aproveite o Silêncio
Words like violence / Palavras, assim como a violência
Break the silence / Quebram o silêncio
Come crashing in / Chegam colidindo
Into my little world / Contra o meu mundinho
Painful to me / Dolorosas para mim
Pierce right through me / Me atravessam diretamente
Can't you understand? / Você não consegue entender?
Oh, my little girl / Oh, minha garotinha

All I ever wanted / Tudo o que sempre quis
All I ever needed is here in my arms / Tudo o que sempre precisei está aqui em meus braços
Words are very unnecessary / Palavras são muito desnecessárias
They can only do harm / Elas só podem fazer mal

Vows are spoken / Promessas são feitas
To be broken / Para serem quebradas
Feelings are intense / Sentimentos são intensos
Words are trivial / Palavras são triviais
Pleasures remain / Prazeres permanecem
So does the pain / Assim como a dor
Words are meaningless / Palavras são inúteis
And forgettable / E esquecíveis

All I ever wanted / Tudo o que sempre quis
All I ever needed is here in my arms / Tudo o que sempre precisei está aqui em meus braços
Words are very unnecessary / Palavras são muito desnecessárias
They can only do harm / Elas só podem fazer mal

Enjoy the silence / Aproveite o silêncio


Em 03/02/1973: The Velvet Underground lança o álbum Squeeze

Em 03/02/1973: The Velvet Underground lança o álbum Squeeze.
Squeeze é o quinto e último álbum de estúdio da banda americana The Velvet Underground. Lançado em fevereiro de 1973 pela gravadora Polydor Records, e não apresenta os membros da banda da era de Lou Reed além do músico e multi-instrumentista Doug Yule, que escreveu
e gravou o álbum quase inteiramente sozinho. Doug Yule se juntou ao Velvet Underground antes de gravar terceiro álbum auto-intitulado, substituindo o membro fundador John Cale, e
contribuiu significativamente para o quarto álbum, Loaded. Após a saída dos membros fundadores restantes (Reed, Sterling Morrison), Yule assumiu o controle da banda. A baterista Maureen Tucker que estava programada para aparecer no Squeeze by Yule, mas foi demitida pelo empresário da banda, Steve Sesnick.
Após uma turnê promocional para o álbum de Doug Yule e uma banda de apoio, Yule desistiu, encerrando o Velvet Underground até que a banda se reformou para uma turnê em 1993. Squeeze não conseguiu entrar nas paradas e rapidamente caiu na obscuridade após seu lançamento. Os críticos geralmente descartam o disco: "um álbum do Velvet Underground apenas no nome".
Lista de faixas:
Todas as músicas escritas por Doug Yule.
Lado um:
1. "Little Jack" – 3:25
2. "Crash" – 1:21
3. "Caroline" – 2:34
4. "Mean Old Man" – 2:52
5. "Dopey Joe" – 3:06
6. "Wordless" – 3:00
Lado dois:
7. "She'll Make You Cry" – 2:43
8. "Friends" – 2:37
9. "Send No Letter" – 3:11
10. "Jack & Jane" – 2:53
11. "Louise" – 5:43.
Pessoal:
Doug Yule – vocais, guitarras, teclados,
baixo, produtor
Músicos adicionais
"Malcolm" - saxofone
Ian Paice – bateria, percussão possível
Backing vocals femininos não identificados.



Em 03/02/1997: David Bowie lança o álbum Earthling

Em 03/02/1997: David Bowie lança o álbum Earthling.
Earthling (EART HL I NG) é o vigésimo primeiro álbum de estúdio do cantor inglês David Bowie. Lançado em 3 de fevereiro de 1997 pela gravadora RCA Records no Reino Unido, Virgin Records nos Estados Unidos e Arista Records/BMG em outros territórios. Foi auto-produzido por David Bowie, gravado de agosto a outubro de 1996 no Looking Glass Studios, Nova York após a conclusão da Outside Tour. David Bowie compôs as faixas com Reeves Gabrels e Mark Plati, são creditados como co-produtores, com Mike Garson, Gail Ann Dorseye e Zack Alford fornecendo overdubs mais tarde. Outtakes das sessões foram posteriormente lançados no Is It Any Wonder? PE em 2020.
David Bowie apoiou o álbum na Earthling Tour em 1997. Em 2003, Columbia Records relançou Earthling em CD, outra reedição um ano depois e continha faixas bônus, incluindo 13 remixes, lados B, takes alternativos e apresentações ao vivo da Earthling Tour. Em 2021, o álbum foi remasterizado e incluído como parte do box set Brilliant Adventure (1992–2001).
Lista de faixas:
Todas as letras são escritas por David Bowie;
todas as músicas são compostas por Bowie,
Reeves Gabrels e Mark Plati.
1. "Little Wonder" : 6:02 ,
2. "Looking for Satellites" : 5:21
3. "Battle for Britain (The Letter)" : 4:48
4. "Seven Years in Tibet" : 6:22
5. "Dead Man Walking" : 6:50 ,
6. "Telling Lies" : 4:49
7. "The Last Thing You Should Do" : 4:57
9. "Law (Earthlings on Fire)" : 4:48
Comprimento total: 48:57.
Pessoal:
David Bowie - vocais ; violão ; saxofone alto ; amostras ; teclados ,
Reeves Gabrels - programação ; sintetizadores ; guitarras reais e sampleadas; vocais ,
Mark Plati - programação; loops ; amostras; teclados
Gail Ann Dorsey - baixo ; vocais ,
Zack Alford - loops de bateria; bateria acústica ; percussão eletrônica
Mike Garson - teclados; piano.



Em 03/02/1981: Rainbow lança o álbum Difficult to Cure.

Em 03/02/1981: Rainbow lança o álbum Difficult to Cure.
Difficult to Cure o quinto álbum de estúdio da banda inglesa de hard rock Rainbow. Lançado em 3 e 9 de fevereiro de 1981. Foi o primeiro álbum a apresentar Bobby Rondinelli na bateria e Joe Lynn Turner nos vocais principais após as saídas de Cozy Powell e Graham Bonnet respectivamente, após o lançamento do álbum
Down to Earth.
Marcou a contínua comercialização do som, com Ritchie Blackmore descrevendo uma vez na época sua apreciação pela banda Foreigner. Tornou-se o álbum de maior sucesso da banda no UK Albums Chart, onde alcançou a posição número três. No LP original, a risada é um loop infinito enquanto toca no groove run-out, no CD faz loop algumas vezes antes de desaparecer.
A reedição em CD remasterizado foi lançada em maio de 1999, com uma embalagem que duplicava o lançamento original em vinil.
Listagem de faixas:
Lado um:
1. "I Surrender" : 4:01 ,
2. "Spotlight Kid" : 4:54
3. "No Release" : 5:33 ,
4. "Magic" : 4:07
5. "Vielleicht Das Nächste Mal
(Maybe Next Time)" : 3:17
Lado dois:
6. "Can't Happen Here" : 4:57
7. "Freedom Fighter" : 4:21
8. "Midtown Tunnel Vision" : 4:31
9. "Difficult to Cure (Beethoven's Ninth)" : 5:57.
Pessoal Rainbow:
Ritchie Blackmore - guitarra ,
Don Airey - teclados
Roger Glover - baixo , produtor
Bob Rondinelli - bateria
Joe Lynn Turner - vocais principais e de apoio.



Em 03/02/1978: Gerry Rafferty lança a canção "Baker Street"

Em 03/02/1978: Gerry Rafferty lança a canção "Baker Street".
Baker Street é uma canção do cantor escocês
Gerry Rafferty. Foi lançado como single em fevereiro de 1978, alcançou a posição nº 1 em Cash Box e nº 2 na Billboard Hot 100, onde ocupou sua posição na Billboard por seis semanas, atrás de " Shadow Dancing " de Andy Gibb. Ele passou quatro semanas no primeiro lugar no Canadá, no primeiro lugar na Austrália e na África do Sul, atingiu o terceiro lugar no Reino Unido e ficou entre os dez primeiros na Holanda. Rafferty recebeu o Prêmio Ivor Novello de 1978 de Melhor Canção Musical e Liricamente.
O arranjo é conhecido por seuriff de saxofone. Em outubro de 2010, a música foi reconhecida pela BMI por ultrapassar cinco milhões de apresentações em todo o mundo. Foi atribuída a Certificação Gold em duas ocasiões, a 1 de
abril de 1978 e a 22 de julho de 2013 pelo BPI no Reino Unido.
Pessoal:
Gerry Rafferty - vocais principais
Hugh Burns - guitarra solo ,
Nigel Jenkins - guitarra base
Tommy Eyre - teclados ,
Gary Taylor - baixo
Henry Spinetti - bateria ,
Glen Le Fleur - percussão
Graham Preskett - arranjos de cordas.




APPLE PIE Neo-Prog • Russia

 

APPLE PIE

Neo-Prog • Russia

Biografia do Apple Pie:
Com o APPLE PIE (formado em 2000 em Kursk), a cena prog pós-soviética entra em uma nova dimensão. Acabaram-se as demos gravadas em fita cassete e os CDs caseiros com material semiprofissional e quase insuportável: o som do APPLE PIE se iguala aos melhores exemplos americanos ou europeus! Vocais claros em inglês, excelente trabalho de guitarra, teclados poderosos e uma seção rítmica envolvente completam o quadro. Musicalmente, esses caras lembram muito o início do SPOCK'S BEARD, misturado com o DREAM THEATER de 1997-1999. Seu álbum de estreia, "Crossroads", é uma história conceitual que aborda a questão da "busca pela verdade". O álbum foi precedido por uma demo autogravada intitulada "New Day" (que na verdade não era Prog, mas continha o tema musical principal que viria a ser usado em "Crossroads"), mas o estilo melódico e energético da banda finalmente se consolidou com o lançamento de "Crossroad" - um exemplo maravilhoso de Neo Prog Sinfônico com influências de Prog Metal/Heavy Prog.

The Gates of Never
Apple Pie Neo-Prog


 "The Gates of Never" é o segundo álbum de estúdio da banda russa de rock progressivo Apple Pie. O álbum foi lançado de forma independente em abril de 2013 e é o sucessor de "Crossroad", de abril de 2007. Quase cinco anos se passaram desde o lançamento de "Crossroad", e apenas o vocalista/guitarrista/tecladista Vartan Mkhitaryan e o baterista Andrey Golodukhin permanecem da formação original do álbum de estreia. Um detalhe curioso é a participação especial de Derek Sherinian (Dream Theater, Planet X, Yngwie Malmsteen, etc.) nos teclados.

Estilisticamente, o Apple Pie ainda toca um rock/metal progressivo bastante influenciado pelo Dream Theater, mas também por artistas americanos do gênero como Spock's Beard e Thought Chamber. "The Gates of Never", no entanto, é decididamente mais pesado e voltado para o metal do que "Crossroad", apresentando inclusive vocais guturais típicos do metal extremo. O Apple Pie constrói músicas bastante complexas, com diversas seções, e o material do álbum é, em geral, muito bem composto, apresentando tanto momentos pesados ​​quanto momentos mais melódicos com uma pegada pop/rock. Como mencionado, é o lado mais pesado do som da banda que mais se destaca em "The Gates of Never".

O álbum apresenta 7 faixas e uma duração total de 45:14 minutos. Na realidade, são apenas 4 faixas, já que "Letters of a Deadman - Part I-IV" estão conectadas e formam uma faixa de quase 25 minutos. A faixa de encerramento, "Strange Feeling Called Love", tem uma duração total de 15:25 minutos, o que demonstra que o Apple Pie geralmente compõe faixas longas. Isso se justifica plenamente, pois as composições são intrigantes, em constante transformação e interessantes do começo ao fim.

"The Gates of Never" apresenta uma produção sonora profissional, clara e detalhada, que se adequa perfeitamente ao material, e as performances musicais de todos os envolvidos também são de altíssima qualidade. Mkhitaryan (o principal compositor) possui uma voz potente e uma interpretação emotiva e habilidosa, e as performances instrumentais são precisas e técnicas, como exige esse tipo de música. Portanto, embora o material de "The Gates of Never" talvez não seja o mais original em termos de som e estilo, o álbum como um todo ainda é um produto de alta qualidade, e uma classificação de 3,5 estrelas (70%) é merecida.



Crossroad
Apple Pie Neo-Prog

 APPLE PIE foi uma daquelas bandas que parecia estar muito longe do lugar onde seus membros cresceram. A banda foi formada por Vartan Mkhitaryan na cidade de Kursk, na Rússia, localizada não muito longe da fronteira com a Ucrânia, na região sudoeste do país. Embora muitas bandas da antiga Cortina de Ferro tenham surgido desde o colapso da União Soviética em 1991, muitas adotaram elementos folclóricos e outros estilos únicos das nações eslavas. No entanto, outras buscaram inspiração totalmente no Ocidente e, se o nome não entrega isso de imediato, é óbvio que APPLE PIE se inspirou nos EUA.

E com isso quero dizer que o APPLE PIE criou a fusão perfeita da era Neal Morse do Spock's Beard com aquele estilo inconfundível de prog sinfônico, incluindo o estilo vocal idêntico de Mkhitaryan ao de Neal Morse, juntamente com o peso bombástico ocasional e a genialidade técnica do Dream Theater. De certa forma, neste álbum de estreia, CROSSROAD, a banda soa um pouco como Transatlantic, que viu tanto Neal Morse quanto Mike Portney cruzando os estilos de suas respectivas bandas em turbilhões intrincados e extensos de esplendor sonoro do prog. Enquanto ouço isso, fico pensando que eles deveriam ter se chamado Trans-Siberian Railway! Mas isso seria perder o ponto principal, já que a proposta deles é imitar seus heróis do prog do outro lado do mundo!

Para ser franco, este álbum é tão derivativo quanto possível. Se me dissessem que se tratava de um álbum perdido do Morse ou mesmo de um lançamento de arquivo do Spock's Beard, eu acreditaria totalmente. Aliás, fico me perguntando se essa banda é apenas um pseudônimo para um projeto do Morse, de tão convincente que é! Quero dizer, tudo nele lembra um álbum do Morse. São várias faixas que somam mais de 77 minutos de duração. Pegam refrões pop alegres e os transformam em grandes exercícios de rock progressivo, com segmentos atmosféricos de guitarra acústica alternados que se transformam em heavy rock, onde riffs de guitarra cortantes encontram teclados que saltam como fogos de artifício descontrolados, culminando em momentos de êxtase suave e onírico, seguidos por algumas incursões em algum estilo musical estranho e sem relação com o anterior.

Em CROSSROAD, você será brindado com uma demonstração incrível de talento musical, especialmente quando as referências ao Dream Theater são deixadas de lado. Vartan Mkhitaryan assume os vocais principais, guitarra e percussão. Alexey Bilden toca baixo e saxofone. Oleg Sergeev nos teclados e Andrey Golodukhin na bateria. Este quarteto realmente fez a lição de casa do prog e entrega uma impressionante obra de prog sinfônico, com alguns elementos de metal surgindo em momentos-chave, mas, em geral, o álbum é mais suave, com passagens delicadas que levam a clímaxes mais ruidosos. Além das influências dominantes de Morse e Dream Theater, APPLE PIE oferece doses de Flower Kings, Pink Floyd e o surpreendente jump blues jazz de "Temptation", que lembra mais a Diablo Swing Orchestra, só que sem a diva operística. Portanto, o álbum não é uma cópia descarada.

Embora seja fácil criticar demais uma banda que se apropria excessivamente do estilo de outra, a ponto de soar como um clone assustador, preciso lembrar que o APPLE PIE se formou em uma região bastante isolada do Leste Europeu e tenho certeza de que as bandas que eles idolatram nunca pisaram perto de onde eles vêm, já que até Moscou fica a centenas de quilômetros de distância. Parece que essa banda seria um deleite para se ver ao vivo e oferece a melhor alternativa para uma região do mundo sedenta por prog, muitas vezes esquecida nos circuitos de festivais do gênero. CROSSROAD é, de fato, um álbum impressionante musicalmente, já que todos os membros dominam suas técnicas de maneira admirável, mas, até o momento, eles não conseguiram encontrar sua própria identidade, o que, pelo menos para mim, é um problema. Definitivamente, uma banda com muito potencial, e este álbum me convida a explorar seu segundo trabalho, que conta com a participação de músicos convidados como Derek Sherinian. Quanto a este, é muito bom, mas não o que eu chamaria de essencial.

3,5 arredondado para baixo





APPLE BELLS Eclectic Prog • Poland

 

APPLE BELLS

Eclectic Prog • Poland

Biografia do Apple Bells:
Apple Bells é uma banda de rock progressivo da Polônia. Formada originalmente no início dos anos 90, a banda consolidou sua formação atual em 2004 e lançou seu primeiro álbum, Rzeka Dam, em 2011.

A formação original do Apple Bells era composta por BŁAZEJ KUBICA, ŁUKASZ JURA, DARIUSZ RYBARSKI e KRZYSZTOF JODŁOWIEC. A ideia surgiu durante um show em um terraço em Kobiernice, na Polônia. Após a apresentação, uma grande fogueira foi acesa em um campo, onde amplificadores foram queimados. O nome da banda vem das lembranças daquela época, quando se reuniam e se vestiam como hippies, usando calças boca de sino, algumas com patches em formato de maçã.

A banda fez uma pausa depois disso, sendo reformada em 2004 por BŁAZEJ e ŁUKASZ. Desta vez, também participaram DARIUSZ RYBARSKI (letras), JERZY GORKA (som) e os músicos profissionais SLAWEK BERNY (bateria/percussão), PETER RUPIK (teclados) e LESZEK SZCZERBA (saxofone).

O APPLE BELLS cita como influências King Crimson, Pink Floyd, Czesław Niemen, The Beatles, Jethro Tull... até mesmo Eminem! Mas, estilisticamente, a banda incorpora partes iguais de King Crimson e Pink Floyd, misturando o estilo progressivo do Leste Europeu de Niemen e outros (que inclui uma boa dose de fusion). Há trechos atmosféricos exuberantes, interlúdios jazzísticos, com explosões periódicas ao estilo Crimson — embora mantendo um senso melódico mais forte que suaviza a aspereza característica do Crimson. Atualmente, a banda está trabalhando em um projeto de vídeo que irá aprimorar a vertente artística de "Rzeka Dam" (que significa Rio das Damas), que você pode conferir no site deles.

Rzeka Dam
Apple Bells Programa Eclético

 APPLE BELLS é um nome tão sem graça para uma banda, mas talvez na Polônia signifique algo diferente do que alguém estaria vendendo em uma feira de artesanato. A música aqui, porém, é tudo menos sem graça. King Crimson foi a banda que mais me veio à mente. Também me lembrei dos meus conterrâneos poloneses do Lizard. Os vocais são em polonês e a duração é de 43 minutos.

"Swit" é a introdução espacial e onírica de "Lan". Vocais suaves entram acompanhados de baixo, bateria e sons esparsos de guitarra. A música é relaxante até que um solo de guitarra cru surge antes dos 3 minutos e meio. Os vocais retornam um minuto depois, em uma sonoridade mais pesada. O som relaxante com vocais volta antes dos 6 minutos. Mais tarde, a música fica mais pesada novamente. "Wik Link" começa com sons de percussão e atmosfera, e depois, após 2 minutos, ouvem-se sapos e chuva, além de trovões. A música se funde com "Bosa W Deszczu", onde uma batida com guitarra dedilhada entra em cena. Violino e vocais contidos também estão presentes. "Damy Rade Dojsc W Tym Stanie?" é uma peça curta onde os integrantes conversam e riem, e é contagiante. É difícil não rir junto, mesmo sem entender nada do que eles estão dizendo.

"Taki Jest Swiat" é ótima e pesada, com vocais marcantes. O saxofone explode logo no primeiro minuto. Os vocais retornam com a mesma intensidade, enquanto o órgão flutua ao fundo. Eles fazem uma homenagem vocal ao King Crimson, copiando a parte de Wetton em "Red". Legal. "Sen" tem o canto dos pássaros e uma atmosfera envolvente, com o baixo e a batida contribuindo. Vocais contidos entram e a música ganha força antes dos 2 minutos e meio. Saxofone antes dos 4 minutos. Som excelente, me lembrando o álbum "Islands" do King Crimson. Uma calmaria encerra a música, que se funde com "Pamietnik". Vocais contidos retornam, enquanto temos uma seção de rap (eles são fãs do Eminem), e então a música fica sombria e misteriosa antes do retorno dos vocais. Os temas se repetem. "Rzeka Dam" soa incrível. Adoro a atmosfera. Um pouco da intensidade característica do King Crimson após 1 minuto e meio, quando os vocais entram. Guitarra matadora no estilo Fripp também. "Kamienie Solne" é uma faixa vocal com saxofone. Adoro esse tipo de música. Ela fica mais pesada no final, quando se funde com "Demon". Os vocais entram enquanto se ouve o som de bebidas sendo servidas.

Dou 4 estrelas sem hesitar. Gostei muito deste disco.






Farm Aid, Huntington Bank Stadium, Minneapolis, MN, 9-20-2025, Part 11: Neil Young

 

Young tinha 79 anos na época deste concerto e, francamente, aparentava a idade, mas ainda cantava e tocava guitarra solo com muita competência. A maioria das músicas eram clássicos antigos. No entanto, ele tocou uma música nova, "Big Crime", que havia sido lançada em versão ao vivo no início de setembro de 2025. Trata-se de uma crítica contundente às muitas ações ilegais do presidente Trump.

Este álbum tem 38 minutos de duração. 

01 talk by emcee (Neil Young)
02 Big Crime (Neil Young)
03 Rockin' in the Free World (Neil Young)
04 Long Walk Home (Neil Young)
05 talk (Neil Young)
06 Be the Rain (Neil Young)
07 talk (Neil Young)
08 Southern Man (Neil Young)
09 Hey Hey, My My [Into the Black] (Neil Young)
10 Old Man (Neil Young)
11 talk (Neil Young)


MUSICA&SOM ☝


Destaque

1958-1963 - Alicia de Larrocha - Albéniz:Iberia & Granados: Goyescas

  101 - Granados- Goyescas, Book 1- I. Los requiebros 102 - Granados- Goyescas, Book 1- II. Coloquio en la reja 103 - Granados- Goyescas, Bo...