domingo, 5 de abril de 2026

Steve Perry - Street Talk [1984]

 



Na metade dos anos 1980, Steve Perry havia ultrapassado o nível de estrelato atingível dentro do Rock e se transformado em um verdadeiro popstar. Era ele a figura representativa de sua geração no estilo em projetos como o USA For Africa, do inesquecível single “We Are The World”. Após ter elevado a música do Journey a outro patamar, transformando a banda em uma das maiores dos Estados Unidos, o cantor quis experimentar algo solo. Na verdade, não se tratava de uma simples tentativa de fazer algo diferente – tanto que as músicas desse álbum poderiam facilmente ter sido trabalhadas com Neal Schon e companhia. Mas o momento em seu grupo principal era para lá de conturbado, com ciúmes e guerra de egos rolando a todo o momento.

Street Talk não é apenas o nome desse disco, mas também como tinha sido batizado seu projeto antes de entrar no Journey – também denominado Alien Project em determinado momento. E o motivo não foi uma simples homenagem ao passado, já que várias composições do álbum contam com idéias daqueles tempos. Mesmo um dos músicos convidados, o baterista Craig Krampf, fazia parte da empreitada dos velhos tempos, além de uma singela e verdadeira homenagem ao baixista Richard Michaels, para quem o play foi dedicado no encarte. A fórmula não foge muito daquilo que as pessoas estavam acostumadas a ouvir de Perry. Apenas o foco é totalmente direcionado à sua voz, deixando o instrumental como pando de fundo.

De cara, a faixa de abertura, “Oh, Sherrie”, alcançou o número um da parada Rock e o terceiro posto na Pop norte-americana, além do topo no chart canadense com sua fórmula indefectível. Melodia grudenta, refrão inesquecível e um apelo acessível na medida certa para agradar os ouvintes genéricos sem deixar de lado os adeptos ferrenhos. A música foi composta pelo vocalista para sua então namorada, Sherrie Swafford, que é a moça que contracena com ele no videoclipe. Só o início, com a bela intro de teclado e a voz de Steve sem acompanhamento já é daqueles momentos que valem o disco.

Outras três foram lançadas como single: a suave “Foolish Heart”, “She’s Mine” e o AOR de primeira de “Strung Out”. Também é preciso destacar as ótimas “I Believe” e “Captured By the Moment”. Street Talk alcançou platina dupla logo no ano de lançamento, comprovando o grande momento de popularidade do vocalista. O impacto foi tão grande que Neal Schon precisou engolir o orgulho e deixar que duas faixas (“Oh, Sherrie” e “Strung Out”) fossem incluídas na turnê seguinte do Journey. Um trabalho realizado com talento ímpar. Aliás, é sempre importante lembrar que, apesar de não ser do agrado dos fãs de um Rock mais visceral, Steve tem uma das melhores vozes no estilo, o que comprova aqui, mais uma vez.

Steve Perry (vocals)
Billy Steele, Michael Landau, Waddy Watchel, Craig Hull (guitars)
Chuck Domanico, Brian Garofalo, Kevin McCormick (bass)
Craig Krampf, Randy Goodrum Rhodes (drums)
Bill Cuomo, Duane Hitchings, Robert Greenidge, Steve Goldstein, Sterling Smith (keyboards, piano, synthesizers)

01. Oh Sherrie
02. I Believe
03. Go Away
04. Foolish Heart
05. It's Only Love
06. She's Mine
07. You Should Be Happy
08. Running Alone
09. Captured By the Moment
10. Strung Out





João Bosco - Samba (MPB)

 





João Bosco de Freitas Mucci, better known as João Bosco, (Ponte Nova, July 13, 1946) is a Brazilian singer, guitarist and composer.

João Bosco - Galos de Briga (1975)

Em essência, é um disco de samba, mas com muitas incursões em outros gêneros, como música latina, bolero, música portuguesa, baladas, rancho e até, surpreendentemente, um pouco de rock e jazz. O triste fim de velhos amores na dolorosa "Amante Latina", a ironia de casais brigando em "Incompatibilidade de Gênios", o ódio contra as injustiças sociais no vibrante "O Rosnado de Cuíca", o lirismo em "O Rancho de Goiabada"... "Galos de Briga" é a prova de que João Bosco e um basco (Aldir Blanc), ambos fanáticos, podem gerar uma parceria do tipo Pelé/Coutinho no campo musical.







Staring Into Nothing - Progressive Rock (USA)

 



Staring Into Nothing é um trio de rock progressivo formado por Steve Rogers nos teclados e vocais principais, divididos com a guitarrista Savannah Rogers, além de Kurt Barabas no baixo e guitarra. Power é o primeiro álbum de uma série planejada, sendo que o próximo – Love and War – está atualmente em produção pela banda. O som de Power apresenta semelhanças com muitos outros artistas de rock progressivo moderno, mas há elementos suficientes para sugerir que o Staring Into Nothing pode se tornar um nome importante na cena. “Puritans” é uma abertura apropriada, uma balada lenta ao piano que se transforma em uma música de rock envolvente antes de terminar quase como uma faixa completamente diferente. “School Daze” segue uma linha similar, mas é uma canção pop muito mais direta do que a faixa de abertura do álbum. As faixas funcionam bem juntas e começam o álbum de forma satisfatória. No entanto, boa parte do álbum soa mais como um álbum de rock convencional do que como uma ópera de rock progressivo completa. Na verdade, é só em “Information Crime” que a banda se torna realmente progressiva, uma obra-prima de nove minutos que muda de clima e estilo diversas vezes. A banda incorpora elementos de metal progressivo e traz um som mais roqueiro no geral para impulsionar o álbum. No entanto, a faixa seguinte vai ainda mais longe e dobra a duração; com mais de 18 minutos, “Towers” ​​é de longe a faixa mais sinuosa, progressiva e interessante do disco. Começando com uma introdução ambiente lenta, guitarras acústicas e os vocais de Savannah Rogers, a música cresce lentamente e não tem pressa para chegar ao fim. Não há tantos efeitos especiais quanto em “Information Crime”, mas “Towers” ​​ainda é uma faixa monolítica que se destaca acima de todas as outras em Power. Embora a maior parte do álbum seja ótima, certos aspectos do som do Staring Into Nothing às vezes os limitam. Os vocais são um gosto adquirido, mas combinam com a música e a atmosfera geral que o grupo busca. Embora possam parecer irritantes à primeira vista, geralmente não causam problemas. O que é um pouco mais ofensivo, no entanto, são as letras ruins que aparecem por todo o disco. Provavelmente, a melhor maneira de descrevê-las é como "desajeitadas"; embora não haja nada realmente ruim a ponto de causar ânsia de vômito, muitas frases simplesmente se destacam e parecem realmente deslocadas e estranhas. "Gates" apresenta a letra "it's time to kick some ass" (é hora de chutar alguns traseiros), que é quase certamente a pior de todas e também destaca outra pequena falha do álbum: o quão brega boa parte dele pode ser. Embora o rock progressivo não seja estranho ao brega, o Staring Into Nothing às vezes se aventura em um território um tanto constrangedor. É um pecado perdoável, mas às vezes tira um pouco o ouvinte da imersão no álbum. No geral, porém, há músicas realmente boas no cerne dessas composições. Como mencionado anteriormente,A maioria das músicas são, em sua essência, ótimas canções pop, e o Staring Into Nothing se destaca na criação de melodias memoráveis ​​e refrões grandiosos. Canções como "Obey", "Big Brother" e "Freedom" mantêm o ritmo do álbum mesmo quando ele deveria estar um pouco lento, e é difícil não apreciar o cuidado dedicado à sequência das faixas. E quando a banda se aventura em um som mais progressivo nas faixas mais longas de Power, demonstra sua capacidade de manter o interesse e mudar de atmosfera com muita fluidez. Os solos de guitarra também são sempre fantásticos, trazendo o impulso necessário para algumas faixas. Eles nunca são exagerados ou longos demais, e não soam forçados, sendo sempre adições bem-vindas a cada música em que aparecem. O Staring Into Nothing é um grupo de músicos incrivelmente promissor que deve almejar grandes conquistas em seus próximos lançamentos. Power é um álbum dinâmico que deve agradar a qualquer pessoa com interesse em rock progressivo, e até mesmo os fãs casuais do gênero podem encontrar aqui elementos que os agradem. Se a banda conseguir refinar seu som, tem potencial para lançar uma série de álbuns monstruosos para o mundo; mal posso esperar para ver o que farão a seguir.


Ram - Where? (In Conclusion) (1972)

 



Ram foi uma banda norte-americana que lançou um álbum pela Polydor e logo desapareceu, a banda mistura vários estilos, incluindo rock progressivo, blues, hard rock, space rock, folk, funk, psicodélico, o resultado nada mais é do que um ótimo disco do inicio ao fim. Where? (In Conclusion) é composto por cinco faixas, "The Want In You" e "The Mother's Day Song" mostra o lado mais agitado da banda, enquanto "Stoned Silence" mostra um lado mais psicodélico, com uma grande passagem de piano. “Odyssey” é uma bela faixa instrumental, enfatizando flauta e o piano. O álbum termina com a suíte "Aza", de aproximadamente 20 minutos, que contém algumas passagens pelo space rock, especialmente aquelas efeitos de ecos nas flautas. Esse disco é com certeza um grande tesouro “perdido” do rock progressivo!

1. The Want In You
2. Stoned Silence
3. Odyssey
4. The Mothers Day Song
5. Aza
a) Spiral Paths
b) Bound
c) Peril And Fearer
d) Where? (In Conclusion)

Dennis Carbone - piano, vocals
John Demartino - saxophone, flute, clarinet
Ralph Demartino - guitar, vocals
Michael Rodriguez - bass, vocals
Steeler - drums







Coven - Witchcraft Destroys Minds & Reaps souls (1969)

 



Coven foi uma das primeiras bandas a começar explorar ocultismo com rock. Lançam seu primeiro álbum “Witchcraft Destroys Minds and Reaps Souls” em 1969, fazendo um rock psicodélico recheados de mensagens satânicas, bruxarias e cultos demoníacos, este álbum sinistro termina com uma faixa de aproximadamente 13 minutos que nada mais é uma Missa satânica, bem macabra!
Para quem curte um rock psicodélico com vocais femininos tipo Grace Slick (Jefferson Airplane), Coven é uma boa pedida!

1. Black Sabbath
2. White Witch of Rose Hall
3. Coven in Charing Cross
4. For Unlawful Carnal Knowledge
5. Pact with Lucifer
6. Choke, Thirst, Die
7. Wicked Woman
8. Dignitaries of Hell
9. Portrait
10. Satanic Mass

Jim Donlinger - Vocals
Jinx Dawson - Vocals
Mike "Oz" Osbourne - Bass guitar
Steve Ross - Drums
Alan Estes - Bass
John Hobbs - Keyboards
Christopher Nielsen - Guitar, vocals
Frank Smith - Keyboards
Jim Nyeh

olt - Keyboards







Crow - Crow Music (1969)

 



Esse é o primeiro disco do Crow, já começa com uma classica bem conhecida, Evil Woman, sim, aquela mesma gravada pelo Black sabbath em seu disco debut, a música fez bastante sucesso e até hoje é o hit da banda. Essa banda americana fazem um Hard Rock passando pelo Rock & Blues e pelo psicodelismo, com uma pegada única. A dupla de irmãos Dick e Larry fazem um show a parte na guitarra e baixo, os instrumentos de sopro tem uma marcação constante e contagiante fazendo uma combinação perfeita aos teclados de Dave "Kink" Middlemist, e o vocal de Dave Wagner é potente como um bom blues deve ter.

1. Evil Woman (Don’t Play Your Games With Me)
2. White Eyes
3. Thoughts
4. Da Da Song
5. Busy Day
6. Time To Make A Turn
7. Rollin’
8. Listen To The Bop
9. Gonna Leave A Mark
10. Sleepy Woman

Dave Wagner - vocal
Dave "Kink" Middlemist - orgão, teclado
Harry Nehls - bateria
Dick Wiegand - guitarra
Larry Wiegand - baixo






Sylvia – 1973 – Pillow Talk

 



A cantora, compositora e produtora Sylvia Robinson teve dois sucessos no topo das paradas: como metade da dupla Mickey & Sylvia com " Love Is Strange " e seu próprio single solo de ouro, a sensual " Pillow Talk ". Através da gravadora All Platinum com seu marido Joe Robinson, ela foi fundamental nas carreiras do grupo The Moments  (ela produziu e co-escreveu o single número um de R&B "Love on a Two Way Street") e em vários sucessos de diversos artistas, incluindo Donnie Elbert, Retta Young ("(Sending Out An) SOS"), The Whatnauts ,  Brother to Brother ,  Linda Lewis , Shirley and Company,  The Rimshots  ("Super Disco") e muitos outros.

Faixas
A1 Pillow Talk 4:20
A2 Give It Up in Vain 3:55
A3 Sunday 3:08
A4 Don't Leave Me Starving 2:51
A5 My Thing 2:45
B1 Didn't I 3:30
B2 Had Any Lately 2:55
B3 Not on the Outside 6:45
B4 Cowards Way Out 3:15

Durante os anos 80, o casal ajudou a lançar o rap através de sua gravadora Sugarhill Records, incluindo  artistas como Grandmaster Flash and the Furious Five e o seminal "Rappers Delight" do Sugarhill Gang . A sonoridade crua e experimental dos lançamentos da All Platinum era uma alternativa sonora aos sons mais polidos dos anos 70 e um precursor do som mais granulado do hip-hop dos anos 80 e 90.

Enquanto gravava para a gravadora Cat, ela conheceu o guitarrista Mickey Baker, que a ensinou a tocar guitarra. Em 1956, Sylvia Vanderpool, então com 21 anos, conheceu o produtor da RCA Records, Bob Rolontz, que já tinha ouvido falar dela e de seu parceiro musical, Mickey Baker. Ao contratá-los para a gravadora, Rolontz produziu "Love Is Strange". Lançada em 17 de outubro de 1956, " Love Is Strange " permaneceu em primeiro lugar na parada R&B por duas semanas e alcançou o 11º lugar na parada Pop no início de 1957. Outros singles de Mickey & Sylvia foram o sucesso duplo " There Ought to Be a Law " (oitavo lugar) / " Dearest " (na primavera de 1957) e "Baby You're So Fine " (no outono de 1961). A dupla também pode ser ouvida em " It's Gonna Work Out Fine " , de Ike & Tina Turner, que ficou em segundo lugar na parada R&B por duas semanas no verão de 1961. Em 1962, Mickey Baker se mudou para Paris. Em 1964, Sylvia casou-se com Joe Robinson.

Os Robinsons fundaram sua gravadora, All Platinum Records, em Englewood, Nova Jersey, em 1968. A gravadora tinha seu próprio estúdio de gravação de oito canais, o Soul Sound Studios. " Pillow Talk " ficou engavetada por cerca de um ano e meio antes de ser gravada. Sylvia conta que inicialmente ofereceu a música a  Al Green , que recusou. Participaram da sessão de gravação o baterista Yogi Horton, o baixista Fred Pescod, o guitarrista Walter Morris, o veterano arranjador Sammy Lowe nos teclados (Lowe fez arranjos para várias faixas da gravadora) e Craig Derry nos congas. A faixa foi o primeiro lançamento do selo Vibration, dos Robinsons. "Sylvia Talk" ocupou o primeiro lugar na parada R&B por duas semanas e alcançou o terceiro lugar na parada pop da Billboard na primavera de 1973. Alguns dos sucessos da gravadora, lançados pelas gravadoras Stang, Turbo, Vibration e All Platinum, incluíram " Love on a Two Way Street " dos Moments (primeiro lugar na parada R&B por cinco semanas, terceiro lugar na parada pop), " Sexy Mama " (terceiro lugar na parada R&B) e " Look at Me (I'm in Love) " (primeiro lugar na parada R&B); o cover de Donnie Elbert para o sucesso de Diana Ross & the Supremes, " Where Did Our Love Go "; " I'll Erase You Pain " dos Whatnauts ; o cover de Brother to Brother para " In the Bottle " de Gil Scott-Heron (nono lugar na parada R&B); e " I'm Needing You, Wanting You " de Chuck Jackson . Angie Stone, cujo álbum de estreia de 1999, Black Diamond, inclui "No More Rain (In This Cloud)", foi membro do grupo The Sequence, que fez sucesso com " Funk You Up ", um remake de 1980 do hit de ouro de 1976 do Parliament, "Tear the Roof Off the Sucker". O single de ouro de Ice Cube, " It Was a Good Day ", que alcançou o sétimo lugar na parada de R&B em 1993, foi baseado em samples de "Sexy Mama", do The Moments, e "Footsteps in the Dark", dos Isley Brothers. O cover de Stacy Lattisaw para "Love on a Two Way Street" chegou ao segundo lugar na parada de R&B por quatro semanas no verão de 1981.

Na década de 80, os Robinsons compraram o catálogo da Chess Records e, alguns anos depois, o venderam para a MCA Records. Seu filho, Joey Robinson, foi membro do grupo de rap West Street Mob. Sylvia faleceu em 2011, aos 75 anos. Tanto ela quanto Joe Robinson são mencionados no livro "The Vibe History of Hip Hop", publicado pela Random House em setembro de 1999.

MUSICA&SOM ☝


Destaque

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