sábado, 9 de maio de 2026

David Bowie – "Heroes" (1977)

 


Lado A
3. “Heroes”

Lado B (principalmente instrumental)
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“Heroes”: O Dia em que David Bowie Transformou o Muro de Berlim em Arte
Lançado em 14 de outubro de 1977, “Heroes” é o coração pulsante da Trilogia de Berlim e o álbum mais urgente e emocionante de David Bowie. Gravado no mítico Hansa Studios, a poucos metros do Muro de Berlim, com guardas armados observando da torre, o disco carrega a tensão da Guerra Fria em cada nota.Musicalmente é uma colisão perfeita: o groove funk-rock de Carlos Alomar (guitarra), Dennis Davis (bateria) e George Murray (baixo) encontra o caos criativo de Brian Eno nos sintetizadores e o gênio absoluto de Robert Fripp (King Crimson), que gravou todas as suas partes alucinantes em apenas UM DIA, improvisando sobre faixas que nunca tinha ouvido antes.
Faixas eternas: A épica title-track “Heroes” (com aquele vocal rasgado de Bowie), o clima sombrio de “Beauty and the Beast”, o krautrock hipnótico de “V-2 Schneider” e o instrumental “Sense of Doubt” que parece uma trilha sonora de pesadelo.
Curiosidade: Bowie escrevia as letras minutos antes de gravar, no estilo “cut-up” de Burroughs, muitas vezes sem saber o que ia cantar – pura adrenalina. 
Estúdio: Apelidado de “Hansa by the Wall, tinha buracos de bala nas paredes, resquício da Segunda Guerra.“Heroes” não é só um álbum – é um grito de resistência, amor e humanidade num dos lugares mais divididos do planeta.

B.B. King - Capital Radio Jazz Festival Alexandra Palace London 1979

 


01. How Blue Can You Get?
08. instrumental
09. Same Old Story (Same Old Song)
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B.B. King Incendeia o Palco: Blues Explosivo no Festival de Jazz de Londres!
Em julho de 1979, o lendário B.B. King transformou o Alexandra Palace, em Londres, em um templo do blues durante o Capital Radio Jazz Festival. Essa gravação ao vivo, capturada de uma transmissão FM e remasterizada para qualidade média, captura o rei do blues com uma banda de dez músicos, misturando soul, jazz e riffs eletrizantes de sua guitarra Lucille. O estilo é puro blues clássico, com improvisos vibrantes e uma energia contagiante que pulsa em cada nota.
Destaques: incluem a icônica "The Thrill is Gone", com seu solo hipnótico que arranca aplausos fervorosos, e faixas como "How Blue Can You Get?" e "Never Make a Move Too Soon", cheias de groove e emoção. Os instrumentais anônimos brilham com a interação da banda, destacando trompetes e saxofones que elevam o show a um patamar jazzístico.
Curiosidade: a remasterização resgatou a essência crua da transmissão radiofônica, preservando o som autêntico sem overdubs modernos. Outro detalhe fascinante é o contexto histórico – o festival reuniu gigantes como Muddy Waters e Dizzy Gillespie, marcando uma era dourada do blues no Reino Unido, onde King, aos 53 anos, provava ser imortal no palco.

Degreed - Curtain Calls (2026) Suécia

 

Os suecos dos Degreed chegam ao seu oitavo álbum de estúdio com uma confiança que beira a insolência. Em Curtain Calls (2026), a banda — composta por Robin Eriksson, Mats Eriksson, Mikael Blanc e Daniel Johansson — continua a ser o pesadelo dos críticos que precisam de rótulos para dormir à noite.

É AOR? É Hard Rock moderno? É Metal melódico? A resposta curta é: sim. A resposta longa é que o Degreed é como um boxeador veterano: ágil, preciso e perfeitamente consciente de quando deve desferir o golpe de misericórdia.


Avaliação: Degreed – Curtain Calls (2026)

A Produção e a Identidade "Fora da Caixa"

Produzido pelo baterista Mats Eriksson no seu estúdio Boombridge, em Kopparberg, o álbum possui uma sonoridade cristalina e vigorosa. O Degreed já nos tinha conquistado com o "rock urbano" do EP The Leftovers (2025), mas em Curtain Calls eles elevam a ambição. Eles transitam entre a agressividade contemporânea e a suavidade melódica com uma naturalidade que faz outras bandas parecerem estar a tentar demasiado.


O Alinhamento: Entre o Inferno e a Luz

Faixa(s)

Estilo Dominante

O que esperar

"One Helluva Ride" / "Holding On To Yesterday"

Modern Hard Rock

Riffs de alta octanagem, ritmos graves e vocais explosivos.

"Believe" / "Matter Of The Heart"

AOR Puro

Mergulhos profundos na melodia, com refrões cativantes.

"Guiding Light"

Hard Rock Equilibrado

O caminho do meio; a essência clássica da banda.

"Broken Dreams"

Rock Sinfónico

Uma linha envolvente e grandiosa que foge ao óbvio.

"My Blood" / "Curtain Calls"

Melodic Hard Rock

O ponto de encontro entre o brio escandinavo e os canadianos do Harem Scarem.


O Elemento Destoante: "The Rambler"

Se o álbum tem um coração excêntrico, ele bate em "The Rambler". A faixa começa de forma despida, com um refrão acústico repetitivo, apenas para explodir num drama rock monumental. Com referências líricas a lendas como Kansas e Led Zeppelin, a música constrói um clímax épico que a separa de tudo o resto no disco. É, talvez, a única que carrega o peso de um clássico instantâneo.

"Degreed não desperdiça energia. Cada nota em Curtain Calls parece calibrada para atingir o alvo, quer seja através de um riff metálico ou de uma harmonia que remete para os anos 80."


O Veredito Final

Curtain Calls não é um álbum de "amor à primeira audição" para quem espera apenas ganchos fáceis. Ele exige tempo. É um disco que se insinua lentamente, revelando camadas de rock contemporâneo de arestas afiadas por baixo de uma superfície melódica.

À exceção de "The Rambler", o álbum funciona melhor como um corpo de trabalho sólido do que como uma coleção de singles. É o som de uma banda que parou de seguir regras para começar a ditar as suas próprias.

Nota: 8.4/10

Destaques: "The Rambler", "One Helluva Ride" e a cadência de "Broken Dreams".

Recomendado para: Fãs de H.E.A.T., Harem Scarem, Work of Art e de quem gosta de rock que desafia definições fáceis.


Temas:

1. One Helluva Ride
2. Holding On To Yesterday
3. Believe
4. Guiding Light
5. My Blood
6. Curtain Calls
7. The Rambler
8. Matter Of The Heart
9. Broken Dreams
10. Promise Me

Banda:

Robin Eriksson - Bass/Vocals
Mats Eriksson - Drums
Mikael Blanc - Keyboards
Daniel Johansson – Guitars



Destaque

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