sábado, 9 de maio de 2026

PEROLAS DO ROCK N´ROLL - ACID / JAZZ FUNK - PROYECTO "A" - Same - 1971



Artista / Banda: Proyecto "A"
Álbum: Proyecto "A"
Ano: 1971
Gênero: Jazz Funk / Psychedelic / Prog Rock
País: Espanha

Comentário: Projeto formado a partir do apresentador, músico e produtor Frank Dubé na cidade de Barcelona em 1969, contando com a colaboração de vários músicos de estúdio (desconhecidos, por serem usados pseudônimos). Lançaram um único LP na época, chegando a gravar outro, porém que acabou não saindo.
O material consiste em 8 curtas faixas, cuja ideia é um álbum conceitual sobre a Via Láctea (cada música sobre um planeta). Musicalmente, há uma mistura exótica de jazz-funk, psicodelia e library music, incluindo passagens viajantes de Hammond, flauta, forte seção de metais, guitarra fuzz e variados efeitos espaciais/ eletrônicos, dando ares ora macabros ora cômicos ao som. Os vocais seguem essa mesma linha 'diferente' dos padrões, sendo todas as letras em espanhol. Um disco muito original e ousado para o país e época, ouçam e tirem suas conclusões!


Músicos:
Frank David (vocal)
Aaron (baixo)
 Rooby Dayand (bateria)
 Georges I (guitarra)
Kisgay (órgão)
 Jean Marc (percussão)
Ortex (saxofone)
Louis R. Nator (trombone)

Faixas:
01 A Marte 3:50
02 A Neptuno 4:47
03 A Jupiter 5:56
04 A Mercurio 3:23
05 A Saturno 4:10
06 A Venus 4:30
07 A Urano 3:25
08 A Pluton 4:50



PEROLAS DO ROCK N´ROLL - HARD PROG - LONE STAR - Horizonte - 1977


Artista / Banda: Lone Star
Álbum: Horizonte
Ano: 1977
Gênero: Hard / Prog Rock
País: Espanha

Comentário: Um dos grupos mais antigos do rock espanhol, formado em 1959 em Barcelona pelo vocalista Pedro Gené, tocando durante a década de 60 covers internacionais de beat e pop rock. O grupo atravessou várias décadas, encerrando oficialmente as atividades em 2000, após uma quantidade grande de álbuns lançados e músicos envolvidos.
Posto aqui um trabalho de uma fase mais amadurecida no som da banda (iniciada em meados dos anos 70), no qual o quarteto se aproxima do hard rock e progressivo. São 8 faixas que totalizam quase 40 minutos, sendo poucos momentos ruins, todas cantadas em espanhol e com ótimos momentos instrumentais, apesar de sem grande variedade, destacando-se principalmente a dobradinha guitarra e piano / teclados. Pérola recomendada!





Músicos:
Pedro Gené (vocal, teclados)
Alex Sánchez (guitarra)
Luis Masdeu (bateria)
Ricardo Acedo (baixo)

Faixas:
01 Introduccion 4:36
02 Quien No Anda No Se Mueve 5:46
03 El Papel Social 3:38
04 No Sera...? 4:14
05 Horizonte 5:18
06 Noria De Feria
07 Tiempo
08 Introduccion 13:09



ZÉ DA FLAUTA

 


Zé da Flauta, nome artístico de José Vasconcelos de Oliveira (Recife, Pernambuco, 28 de dezembro de 1954, é um flautista, pifanista, compositor, produtor cultural e pesquisador recifense.

Em 2001, ele foi coordenador de música da Secretaria de Cultura do Recife, onde desenvolveu vários projetos importantes para cultura musical da cidade, dentre eles a retomada do Frevo que perdia espaço para outras modalidades no carnaval. Além desse aspecto se preocupou em mostrar o Frevo como arte, linguagem musical, e chamar a atenção para a sistematização do gênero. Fundou a SpokFrevo Orquestra e mostrou que era possível se tocar Frevo fora do período carnavalesco com honra e categoria. Essa orquestra fez várias apresentações em mais de 100 festivais de jazz pela Europa, EUA, Índia, China, Tunísia, África do Sul, sempre com muito sucesso.

Esse modelo de tocar apenas o Frevo instrumental, sem poesia, sem passo e sem folia, sem o colorido sem confetes, serpentinas, pierrôs e colombinas, fez surgir o Frevo de Palco, uma evolução natural do Frevo de rua e também várias orquestras e compositores que se dedicaram ao estilo.

O Cd e DVD Passo de Anjo ao vivo, da SpokFrevo, produzido por Zé da Flauta recebeu em 2009 no Rio de Janeiro, quatro troféus no Prêmio da Música Brasileira.

CARREIRA

A paixão de Zé da Flauta pela música vem desde pequeno, quando estudou musica com a avó materna que era pianista e fazia trilhas sonoras para filmes mudos. Já na adolescência, estudou no Conservatório Pernambucano de Música e na Escola de Música do Recife. Em 1973 conheceu o músico e desenhista Lailson de Holanda e o guitarrista Paulo Rafael, com quem montou sua primeira banda, PHETUS. Participou ativamente do movimento psicodélico de Pernambuco que mais tarde ficou conhecido como UDIGRUDI. Nessa época também tocou e gravou com Marconi Notaro, Flaviola, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Ave Sangria, entre outros. Em novembro de 1974 entrou para a banda que acompanhava Alceu Valença até abril de 1976 quando passou a integrar o Quinteto Violado.

Em 1980 voltou para banda de Alçeu onde ficou até setembro de 1986. Voltou aos estudos no Rio de Janeiro na Escola Antônio Adolfo, e teve aulas particulares com Eduardo Morelembaum. Alguns anos mais tarde, retornou seus estudos com o maestro Nenéu Liberalquino.

No final da década de 70, Zé monta seu primeiro estúdio de gravação, o CLAVE, e também um sêlo chamado MATITA DISCOS que lançou a Banda Flôr de Cactus, onde continha a música Giração, primeira música gravada do compositor e cantor Lenine, que fazia parte do grupo. Montou um departamento de Jingles e Trilhas e começou a trabalhar para publicidade de rádio e televisão, o que lhe rendeu nessa área 48 premiações.

Foi nesse estúdio que Zé da Flauta produziu em 1981 o álbum "Brazil: Forró - Music for Maids and Taxi Drivers", que foi lançado 10 anos depois nos EUA, Europa e Japão, sendo indicado em 1991 ao Grammy Awards na categoria Traditional Folk.

Em meados da década de 1980, uma música de sua autoria - Zoar - composta em parceria com Carlos Fernando, foi gravada pela Banda de Pífanos de Caruaru. Outras músicas suas foram gravadas por Jacinto Silva, Maclein Carneiro, Orquestra dos Meninos de São Caetano, Alceu Valença, Jefferson Gonçalves, Grupo Catavento, Urbanda, Banda Querozene Jacaré, Transversal Frevo Orquestra...

Durante a década de 90, participou do movimento Mangue, produzindo bandas, tocando com artistas como Chico Science, Cascabulho, Ortinho...

TRILHAS SONORAS

Zé da Flauta assina algumas trilhas-sonoras de filmes, como Ô de Casa (de Kátia Mesel), Arrecifes (de Régis Galvão), O Último Bolero no Recife (de Fernando Spencer), O Crime da Imagem (de Paulo Caldas e Lírio Ferreira), Incenso (Marcos Hanoi), Chega de cangaço (Marcos Hanoi) e O Rochedo e A Estrela (de Kátia Mesel). Esta última foi premiada nos festivais de cinema de Gramado, Brasília e Salvador.

Ele também compôs para peças infantis, como a da Dom Chicote Mula Manca, que foi premiada em 2000 como melhor trilha infantil do ano.

Tony Scott - Music for Voodoo Meditation (1972)

 


A pedido: alguns sons ritualísticos do grande Tony Scott. Percussão estridente e linhas de baixo esparsas, muitas vezes sem um ritmo específico, com o clarinete de Scott serpenteando pelo centro.

Track listing:
1. Side A - Invocation to Chango: a) Calling the Spirit; b) The Curse
2. Side B - Calling the Victim's Spirit / Blood Sacrifice / The Effigy / The Victim's Spirit Returns / Death Ritual




Marcin Wasilewski Trio - January (2008)

 


Como prometido, aqui está mais jazz da ECM, desta vez do trio do pianista polonês Marcin Wasilewski. Como você pode imaginar de um disco da ECM chamado January (Janeiro)  e liderado por um pianista, este é um disco reflexivo e melancólico, ideal para o clima frio e os estados emocionais que o frio costuma trazer consigo. Ah, e sim, é um cover do Prince.

Track listing:
1. The First Touch
2. Vignette
3. Cinema Paradiso
4. Diamonds and Pearls
5. Balladyna
6. King Korn
7. The Cat
8. January
9. The Young and Cinema
10. New York 2007




Mahogany - The Dream of a Modern Day (2000)

 


Um dos grandes discos de dream pop/shoegaze subestimados. Uma sonoridade etérea composta por violoncelo, guitarras, sintetizadores, elementos eletrônicos diversos e muito mais, com vocais suaves que me lembram um pouco Lætitia Sadier .


Track listing:
1. Movement I
2. Chance
3. Optimism
4. The Mystique of the Locomotive
5. Soleil Radieux
6. Anaïs No. 4
7. Movement II
8. Vista-Dome
9. Anaïs No. 3
10. Red Marrow, His Sorrow
11. On the Threshold of the Absolute
12. Synchromie No. 1




CHERRY FIVE ● Cherry Five ● 1975

 

Artista: CHERRY FIVE 
País: Itália
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Cherry Five
Ano: 1975
Duração: 45:29

Músicos:
● Tony Tartarini: vocal principal
● Massimo Morante: violão
● Claudio Simonetti: teclados
● Fabio Pignatelli: baixo e violão
● Carlo Bordini: bateria e percussão

CHERRY FIVE apareceu inicialmente sob o nome de IL RITRATTO DI DORIAN GRAY (THE PICTURE OF DORIAN GRAY), curiosamente a segunda faixa homônima do álbum "Cherry Five". Essa formação era composta por Claudio Simonetti (filho de Enrico, famoso pianista e maestro) nos teclados, Walter Martino na bateria, Massimo Giorgi no baixo e backing vocals, Luciano Regoli nos vocais principais, Fernando Fera e Roberto Gardin nas guitarras. Esta lista de membros teve muito sucesso em Roma durante o período 1970-1971.

Em 1973 Claudio Simonetti, junto com Massimo Morante e Giancarlo Sorbello foram para Londres onde conheceram o famoso produtor e engenheiro de som Eddie Odford, que ficou impressionado com as demos e decidiu produzir um álbum. Mas primeiro ele tinha que completar a turnê americana daquele ano com o YES. Nesse ínterim, o vocalista Clive Hartman (aliás Haynes, ou Heinz?) Se juntou à banda junto com o baixista Fabio Pignatelli e o baterista Carlo Bordini (que junto a Paolo Rustichelli em 1973, gravou o ótimo disco "Opera Prima"). Essa nova banda foi chamada de OLIVER (outra faixa do álbum Cherry Five).

Continuaram fazendo shows e gravando sessões. Mas o YES estendeu sua turnê americana e assim Odford ocupou-se. A banda, desapontada, teve que voltar para a Itália, deixando Clive em Londres. Ao mesmo tempo mandam algumas demos para a gravadora Cinevox e assinam seu primeiro contrato. Tony Tartarini substituiu o cantor inglês Artman e só então o nome da banda mudou para CHERRY FIVE.

O álbum homônimo foi gravado em 1974 (com vocais em inglês), mas teve que esperar o lançamento devido ao fato de Bordini se recusar a assinar o contrato com o selo Cinevox. Os membros restantes continuaram e gravaram "Profondo Rosso" como o também italiano GOBLIN. Só depois disso "Cherry Five" foi lançado em 1975.

Todo o trabalho vai muito bem do começo ao fim. Alta qualidade nas partes instrumentais, não tão representativo do Progressivo Sinfônico italiano usual, mas uma obra-prima "esquecida" em sua essência!

disco abre com "Country Grave Yard", com 8 minutos de duração. O ouvinte imediatamente entende que YES é a principal referência da banda. "The Picture of Dorian Gray", outra faixa de 8 minutos começa em um dueto muito suave entre teclados delicados e guitarra. Logo um crescendo interessante e poderosa que lembra "Close to the Edge" Uma música com uma atmosfera cativante e vocais agradáveis. Sem falar nas letras que já parecem mostrar todo o imaginário de "terror" que vai estar nos filmes de Dario Argento e nas trilhas sonoras do GOBLIN. Agora é a vez de "The Swan is a Murderer" (partes I e II, 9 minutos ao todo), outra maravilhosa peça tocada e cantada com musicalidade impressionante! Bela história e letras. "Oliver" é outro destaque (cerca de 9,30 min), tocada num tom mais Dark, merece um lugar em todos os mp3 players. Ótimo trabalho no baixo! Quanto mais perto está "My Little Cloud Land". Uma música mais viajante e uma letra mais onírica: "Camelos com coroa, libélulas e abelhas, aqui / Fontes, relance de ouro, gota de chuva prateada, aqui. Este é um lugar sagrado, onde sinto o sopro da vida / Quero ficar aqui para sempre, preciso de uma melodia mágica. ".

Conclusão: a música fala por si! 43 minutos de longo prazer para qualquer bom amante de Rock Progressivo!

Faixas:
01. Country Grave Yard (8:18)
02. The Picture of Dorian Gray (8:28)
03. The Swan Is a Murderer, Part 1 (3:53)
04. The Swan Is a Murderer, Part 2 (5:07)
05. Oliver (9:30)
06. My Little Cloud Land (7:43)




Chris Squire ● Fish Out of Water ● 1975

 

Artista: Chris Squire
País: Reino Unido
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: Fish Out of Water 
Ano: 1975
Duração: 42:34

Músicos:
● Chris Squire: vocal, baixo e guitarra elétrica de 12 cordas
● Andrew Pryce Jackman: pianos acústico e elétrico e orquestrações
● Bill Bruford: bateria
● Patrick Moraz: órgão, baixo e sintetizador
● Barry Rose: órgão de tubos
● Mel Collins: saxofone
● Jimmy Hastings: flauta

Em 1975 após o lançamento do excelente "Relayer", o pessoal do YES, resolveu tirar algumas férias (não férias de descanso, mas férias do YES). Todos os integrantes se mantiveram ocupados lançado seus respectivos trabalhos-solo, e segundo a opinião de críticos e conhecedores de música, Chris Squire foi quem aproveitou melhor essa experiência.

O disco abre com a, digamos, música mais comercial do disco, a contagiante "Hold Out Your Hand". Com um refrão bastante "grudento"! Squire mostra porque sempre foi um dos maiores baixistas que ja existiu...E mostra mais ainda do seu trabalho, já que não teve nenhum guitarrista no projeto. "You By My Side" é uma linda balada com um piano bem emocionante. "Silenty Falling" é uma ótima faixa e tudo nessa música se encaixa perfeitamente. Nota por nota. Resultou em uma canção digna de qualquer outra maravilha feita pelo YES. "Lucky Seven" já tem uma tendência mais acentuada para o Jazz e com o maravilhoso Mel Collins dando um showzinho a parte. Encerrando o disco, "Safe (Cannon Song)" talvez a música mais Progressiva do disco. Flautas, orquestras e a banda fazendo outra viagem que poderia estar em qualquer obra prima do YES

Apesar de ser um disco solo, a banda é super competente e realiza um trabalho memorável, afinal, aqui atuam Bill Bruford na bateria e Patrick Moraz nos teclados. Sem contar com a participação do magnifico Mel Collins no saxofone.

Faixas
Nº  TítuloDuração 
01Hold Out Your Hand04:13
02You By My Side04:59
03Silently Falling11:26
04Lucky Seven06:54
05Safe (Canon Song)14:56

Faixa Bônus:
06Lucky Seven (US Only Single Edit) 03:29




CITTÁ FRONTALE ● El Tor ● 1975

 

Artista: CITTÁ FRONTALE
País: Itália
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: El Tor
Ano: 1975
Duração: 44:08

Músicos:
● Enzo Avitabile: flauta, sax e vocais
● Massimo Guarino: percussão e vocais
● Gianni Guarracino: guitarra, Moog e vocais
● Paolo Raffone: teclados
● Lino Viaretti: teclados e vocais principais
● Rino Zurzulo: baixo


Oriundo de Nápoles a CITTÁ FRONTALE tinha laços estreitos com o OSANNA, e existiu de duas formas diferentes durante a década de 70. A primeira versão foi formada em 1970 e incluía o tecladista Gianni Leone, que posteriormente se juntou ao IL BALLETO DI BRONZO. O CITTÁ FRONTALE original durou pouco e não realizou nenhuma gravação; e após um breve período se apresentando ao vivo, houve a separação para formar o OSANNA, com a notável inclusão do flautista e saxofonista Elio D'Anna, que realmente ajudou a moldar seu som. 

OSANNA gravou quatro álbuns de estúdio antes de se separarem devido a conflitos internos em 1974; D'Anna e Danilo Rustici emigraram para a Inglaterra, onde formaram a ONU. Os membros originais Lino Vairetti e Massimo Guarino reformaram o CITTÁ FRONTALE recrutando novos musicos: o ex-guitarrista do SAINT JUST Gianni Guarracino. Em 1975 lançariam seu único álbum "El Tor" com a seguinte formação: Lino Vairetti (vocais, guitarra, Mellotron, gaita), Gianni Guarracino (guitarra, sintetizador, voz), Enzo Avitabile (saxofone, flauta, voz), Paolo Raffone (teclados), Rino Zurzolo (baixo), Massimo Guarino (bateria, percussão, vibrações, vocais).

O novo modelo CITTA FRONTALE reteve alguns elementos do som OSANNA, embora a música em "El Tor" seja menos complexa e um pouco mais simples. O uso liberal da banda de piano elétrico e saxofone fornece um leve toque de Fusion em alguns lugares, enquanto algumas influências do KING CRIMSON e Frank Zappa surgem intermitentemente. No entanto, o álbum é predominantemente acústico e melódico. As composições parecem ter como base a música folclórica mediterrânea.

o muito interessante "El Tor" é um álbum conceitual ou ópera de Rock inspirado na epidemia de cólera que se espalhou pela Itália em 1973; o título do álbum vem do nome popular de uma cepa da bactéria Vibrio cholerae. As letras aparentemente sublinham a forte preocupação da banda com questões sociais e políticas e tratam do tema de uma sociedade dividida, não por doenças físicas, mas por exploração e opressão. "El Tor" foi criticado em alguns setores porque a natureza leve da música não combina com o drama das letras, embora os vocais espirituais de Vairetti sejam de alguma forma equilibrados com essas críticas. Flauta e saxofone são os principais instrumentos principais e, embora as performances de Avitabile sejam boas, sua execução de sax não é tão selvagem quanto a de D'Anna nos álbuns de OSANNA. Embora o CITTA FRONTALE fosse uma ramificação do OSANNA mais pesado, eles não estavam na mesma libha.

Alguns dos membros da banda participaram da Academia de Artes de Nápoles e Lino Vairetti nomeou CITTA FRONTALE após uma escultura na Academia, enquanto Massimo Guarino desenhou a capa de "El Tor". O álbum em si seria uma adição valiosa a qualquer coleção de programas italianos, embora os fãs de OSANNA possam estar um pouco decepcionados com sua falta de complexidade. CITTÁ FRONTALE desapareceu após o lançamento de "El Tor", devido à apatia da crítica e do público. Vairetti e Guarino reformaram OSANNA, Guarracino e Zurzulo se tornaram músicos de estúdio, enquanto Avitabile seguiu uma carreira solo bastante bem-sucedida e lançou vários álbuns solo.

Faixas:
01. Alba Di una Citta'(instrumental) (3:03)
02. Solo Uniti (4:57)
03. El Tor (6:31)
04. Duro Lavoro (6:24)
05. Mutatione (6:51)
06. La Casa del Mercante "Sun" (4:06)
07. Milioni di Persone (3:39)
08. Equilibrio Divino? (6:37)



Mariem Hassan - Deseos (2005)

 

Apesar de sua extensa carreira profissional, que abrange mais de trinta anos como cantora, e de sua participação em inúmeras gravações e grupos musicais (El Hafed e Mártir Luali, em memória do primeiro Secretário da Frente Polisário), Deseos (2005) é o primeiro álbum inteiramente dedicado a Mariem Hassan . A cantora é a voz mais representativa da música do Saara Ocidental e é considerada sua embaixadora, tendo viajado pelo mundo para promover a música e a cultura saarauí.
Com a ajuda de duas guitarras elétricas — substituindo o tidinit, um alaúde rústico — e dois tebales (tambores) tocados por mulheres, Hassan sintetizou o espírito do haul em Deseos e, sem perder nada de sua frescura, conseguiu inseri-lo firmemente no século XXI. O trabalho de Baba Salama e Boika Hassan é particularmente notável. Ambos os músicos, que trabalham há muito tempo com Mariem, incorporaram elementos que tornam sua música mais fluida e, sem se afastarem da essência sonora, enriquecem suas canções. O álbum foi apresentado em festivais como o Mercat de la Música em Victoria e o WOMEX em Newcastle.

Lista de faixas :
01. Mawal
02. Magat Milkitna Dulaa (Nunca)
03. La Tumchu Anni (Não Me Abandone)
04. Mutamaniyat (O Desejo)
05. El Chouhada (Os Mártires)
06. L'Intifada (Feitiçaria)
07. Sbar (Revolta)
08. El Arabi (Paciência)
09. Kalat Leili (O Árabe)
10. Tirka (Dito à Noite)
11. El Magil (As Crianças)
12. Jelefne Bi Salam (Queremos Paz)
13. Mawal



Destaque

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