sábado, 27 de junho de 2026

As 3 canções que fariam “Sgt. Pepper’s” dos Beatles ser ainda melhor!

 

Sabemos que o álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles é um dos mais importantes de todos os tempos. Presença constante entre os “10 Mais” de praticamente todas as listas de “Melhores”. O álbum é realmente extraordinário e um divisor de águas na música e na cultura mundiais. Foi a partir dele que o rock passou a ser visto como arte possível e não apenas diversão descartável.

Nothing is real

and nothing to get hung about.

Este texto não vai discorrer aqui sobre o álbum que foi lançado em 1967, e sim afirmar que o que já é o suprassumo da arte roqueira, poderia ser ainda melhor. Bom, pelo menos em minha opinião! O artigo específico sobre o álbum é este

Acontece que estava prevista a entrada de 3 músicas que, por motivos hoje controversos, acabaram por não figurar na versão definitiva do álbum: Strawberry Fields Forever, Penny Lane e Only a Northern Song.

Gravações do videoclipe de Strawberry Fields Forever

Quando as sessões de gravação começaram, no final de 1966, as três primeiras músicas foram When I’m Sixty-Four, Strawberry Fields Forever e Penny Lane. O que dava ao álbum um conceito de reminiscências das infâncias dos quatro beatles. Em fevereiro de 1967, a gravadora EMI e o empresário Brian Epstein pressionaram o produtor George Martin pelo lançamento de um single, já que o álbum estava demorando muito. E na verdade ele só sairia em maio de 1967.

Desta forma Strawberry Fields Forever e Penny Lane foram lançadas em compacto com dois lados A. Para completar o erro, conforme lamentou posteriormente George Martin, Brian Epstein não deixou as duas canções serem incluídas no álbum.

A música reservada a George Harrison no álbum seria Only a Northern Song, porém George Martin não a considerava boa o suficiente para figurar no álbum e Harrison escreveu Within You Without You, que considero muito inferior à anterior e a música menos excelente do disco.

Strawberry Fields Forever é a cara do que “Sgt. Pepper’s” se tornou com o passar dos anos. Creditada a Lennon/McCartney, mas composta por John Lennon com base em suas lembranças do jardim de um orfanato do Exército da Salvação em Liverpool. Um rock psicodélico sofisticadíssimo que consumiu cerca de 55 horas de gravação. A versão final é a colagem de duas tomadas distintas com altura e velocidade diferentes, mas que conferem uma aura surreal à música.

John Lennon

As memórias de infância de John são misturadas a passagens oníricas na letra. A música foi a primeira do grupo em que se faz uso do lendário teclado Mellotron e gerou um videoclipe.

Penny Lane possui aquela típica sonoridade nostálgica que associamos a seu autor Paul McCartney, embora também exale psicodelia. Penny Lane é um rua de Liverpool que foi muito importante na infância e adolescência dos quatro Beatles. Paul mistura fatos reais e imaginários na letra da canção. Ela também ganhou um videoclipe gravada na Penny Lane, Liverpool.

Paul McCartney

A música deu notoriedade à rua que lhe emprestou o nome a transformando em atração turística. Algumas expressões usadas na letra são tipicamente liverpudianas, como “Finger Pie” que tem uma conotação sexual e foi incluída por Paul para divertir seus conterrâneos, que segundo ele “gostavam de um pouco de sacanagem”.

Only a Northern Song é uma das canções mais psicodélicas dos Beatles e tem uma instrumentação que é uma verdadeira “viagem” com seus sons distorcidos. Sua letra, poderíamos dizer, é cheia de metalinguagem ao se referir sarcasticamente ao estilo de composição do grupo.

George Harrison

Apenas uma Canção do Norte pode se referir tanto a Liverpool, cidade do norte da Inglaterra, quanto à editora musical Northern Song que publicava as músicas de Lennon e McCartney. Em um trecho da música podemos notar a bronca de George Harrison com o fato da dupla não lhe dar o devido valor como músico e compositor: “Não importa realmente que acordes eu toco/Que palavras eu digo ou que hora do dia é/Já que é apenas uma canção do norte”. Creio que foi por isto que ela não entrou no disco e não pela sua alegada, e injustificada, falta de qualidade musical.

MÚSICAS


Strawberry Fields Forever

Penny Lane

Only a Northern Song

“Você Conhece?” Bacamarte

 

Eu gosto muito da sonoridade da palavra bacamarte. Sua origem está no francês braquemart, que no princípio – século XIV – era um tipo de espada de lâmina grossa. Em algum ponto incerto passou a se referir a uma arma de fogo de cano largo e grande calibre, que ao ser disparada espalha chumbo grosso no inimigo. Em espanhol, a espingarda é conhecida por outra palavra muito legal: trabuco.

Bacamarte, a espingarda.

Na minha infância, eu não perdia os desenhos animados da produtora Hanna Barbera. Um deles era “Bacamarte & Chumbinho”, nome nacional muito mais divertido do que o original “Punkin’ Puss & Mushmouse”. O desenho mostrava as disputas de um gato e um rato caipiras.

Bacamarte e Chumbinho, o desenho animado.

A tal espingarda deu nome a um dos melhores grupos de rock progressivo do Brasil, cujo único álbum “Depois do Fim”, de 1983, é reconhecido internacionalmente como um dos 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo de Todos os Tempos (pelo site Prog Archives).

O Bacamarte foi criado em 1974 por uma garotada do Rio de Janeiro em torno do guitarrista Mario Neto, um fã dos Beatles e de música clássica. Em 1977, o grupo participou do programa Rock Concert da TV Globo e conseguiu uma boa repercussão. Porém foi só na década seguinte, graças à explosão do rock nacional, que o trabalho da banda conseguiu divulgação em rádios especializadas e apresentações no Circo Voador.

Bacamarte, a banda, no Circo Voador.

Com esforço financeiro do próprio Mario Neto, eles gravaram seu único álbum em 1983. A cantora de MPB Jane Duboc foi convidada a fazer os vocais em quatro das oito faixas do disco, as demais são instrumentais.

O interessante deste álbum é que, apesar de temporalmente gravado na década de 1980, sua sonoridade nos remete ao rock progressivo da década de 1970, em particular aos trabalhos de bandas, com vocais femininos, como Renaissance e Curved Air. Os arranjos instrumentais elaborados executados com maestria pelo grupo contrastavam com o som pop e direto do rock daqueles tempos. “Depois do Fim” é um álbum conceitual que relata o mundo depois do apocalipse.

A capa do álbum “Depois do Fim”.

A banda se separou em 1984 e se reuniu ocasionalmente em alguns momentos. Em 1999, Mario Neto havia lançado o álbum “Sete Cidades” com o nome de Bacamarte, embora só ele – de membro original – tenha participado. Na última década o Bacamarte tem contado com a presença de Jane Duboc em alguns shows.

Show em 2012, com Jane Duboc.

MÚSICAS

O álbum “Depois do Fim” e a faixa-bônus: Mirante das Estrelas.


Parte I: 1) UFO; 2) Smog Alado

Parte II: 3) Miragem; 4) Pássaro de Luz; 5) Caño

Parte III: 6) Último Entardecer; 7) Controvérsia

Parte IV: 8) Depois do Fim; 9) Bônus: Mirante das Estrelas


“Burn” – Deep Purple

 

Poderíamos dizer que um dos mais revigorantes momentos que uma banda de rock viveu foi o álbum “Burn”, de 1974, o primeiro da terceira formação do Deep Purple.

Em 1973, o relacionamento entre o vocalista Ian Gillan e o guitarrista Ritchie Blackmore estava péssimo e culminou com a saída de Gillan e do baixista Roger Glover do grupo. O primeiro reforço a entrar foi o baixista Glenn Hughes (ex-Trapeze). Apesar de Hughes também cantar, a busca por um novo vocalista continuou, até que o desconhecido, e jovem, David Coverdale agradou aos membros da banda em seu teste.

Ian Paice, Glenn Hughes, David Coverdale, Jon Lord e Ritchie Blackmore

E foi justamente o contraponto de duas vozes distintas: a voz grave de Coverdale e a aguda de Hughes, somado a elementos de soul e funk trazidos por este último, que trouxeram um frescor de novidade ao som do Deep Purple.

“Burn” é o excelente registro em estúdio deste momento singular da banda. Blackmore também não quis deixar barato e se esmerou na técnica de sua execução na guitarra.

Show em 1975

O álbum é aberto com Burn, um rock da pesada e com uma certa pegada progressiva. A energia vocal de Coverdale, a guitarra matadora de Blackmore e os comentários dos teclados de Jon Lord fazem deste épico uma das melhores canções do Deep Purple de todos os tempos e formações.

Segue a suingada Might Just Take Your Life, cujo ponto alto é o solo de órgão Hammond de Lord. Depois vem o rock cheio de balanço Lay Down Stay Down. O lado A é encerrado por Sail Away, que é a cara de Coverdale, um rock com apelo pop.

You Fool no One abre o lado B e é outro destaque com o duelo vocal entre Coverdade e Hughes, um solo fantástico de Blackmore e uma mistura temperada de progressivo com balanço. Méritos também à bateria de Ian Paice.

Uma das músicas que mais gosto neste é álbum é o blues pesado Mistreated, em que Coverdale canta com toda sua alma e a guitarra de Blackmore parece chorar. Maravilhosa!

A instrumental ‘A’ 200 fecha o disco trazendo para primeiro plano os teclados de Jon Lord e a poderosa e versátil bateria de Ian Paice.

No Festival California Jam em 1974

Em “Burn” sentimos que os cinco músicos deram o melhor de suas capacidades para fazer um trabalho perfeito e integrado. Pena que esta harmonia não durou muito tempo e no ano seguinte ao lançamento de “Stormbringer”, também de 1974, foi a vez de Ritchie Blackmore deixar a banda, descontente com o direcionamento para o lado do soul e do funk.

MÚSICAS


Burn

You Fool no One

Mistreated

Burn ao vivo em 1974

Rat Boy – Crash! (2026)

Rat Boy – Crash! (2026)

Tracklist:
01 – Broken
02 – High Life
03 – Away Days
04 – Baseball Bat
05 – Gun To My Head
06 – Sick Of It
07 – City Boys
08 – Public Warning
09 – The River
10 – Skeletons
11 – Night Bus
12 – Blind
13 – Make Me Stay
14 – S.o.s
15 – Dead End
16 – Arrested Development
17 – Reason
18 – No Stars


Home Free – Challenge the Sea (Deluxe) (2026)

Home Free – Challenge the Sea (Deluxe) (2026)

Tracklist:
01 – Bon Voyage
02 – Bonnie Ship the Diamond
03 – Leave Her Johnny
04 – Block Island Sound
05 – The Downeaster “Alexa”
06 – Northwest Passage (feat. Sean Dagher)
07 – Skull and Bones (2025 Version)
08 – Hoist the Colours
09 – Challenge the Sea (feat. The Longest Johns)
10 – The Wreck of the Edmund Fitzgerald
11 – Bon Secour
12 – Santiana
13 – Nantucket
14 – Mingulay Boat Song
15 – The Parting Glass
16 – Fair Winds
17 – Sea Shanty Medley (Anniversary Mix)
18 – Bonnie Ship the Diamond (LIVE)
19 – Challenge the Sea (feat. The Longest Johns) (LIVE)
20 – Skull and Bones / Hoist the Colours (LIVE)
21 – The Parting Glass (feat. The Longest Johns) (LIVE)

Taxi Girls – Static (2026)


Taxi Girls – Static (2026)

Tracklist:
01 – Say It!
02 – Try Harder
03 – Red Flag Crush
04 – Auto Hysterics
05 – So Quaint
06 – Midnight Mixtape
07 – Kill Your Darlings
08 – Secret Handshake
09 – It Makes Me Think
10 – Highs // Lows
11 – Dark Time
12 – Don’t Leave Me Hanging
13 – Other Heart



T.I. – Kill the King (2026)

T.I. – Kill the King (2026)

Tracklist:
01 – A King’s Thought (feat. Heiress Harris)
02 – See Wh’am Sayin
03 – Let ‘Em Know
04 – Where I’m From (feat. Anderson .Paak)
05 – Rant
06 – Mr Him
07 – How It Went (feat. The-Dream)
08 – Dope Boys Academy (feat. 2 Chainz & T-Pain)
09 – Pistol on the Dance Floor
10 – And Won’t (feat. Summer Walker)
11 – Gorgeous (feat. Usher)
12 – We On
13 – Llogclay (feat. YoungBoy Never Broke Again)
14 – Ego (feat. The OMG Girlz)
15 – Trauma Bond (feat. Marching Crimson Pipers)
16 – Represent a Time (feat. Young Dro)
17 – Big Dog (feat. Billie Lennox, Buddy Red & EJ Jones)
18 – Continental


sexta-feira, 26 de junho de 2026

Harmony Tividad – Lifetime (2026)


Harmony Tividad – Lifetime (2026)

Tracklist:
01 – Lifetime
02 – Best Dressed
03 – Mulholland Drive
04 – I’m Still Learning How To Leave You
05 – Apple Pie
06 – Anything
07 – Where Strangers Go

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