sexta-feira, 13 de março de 2026

Eliane – Tô de Olho em Você

 

capa

Colaboração do Arlindo

verso

Gravado em Fortaleza – CE, acordeons de Otílio Moura.

Eliane – Tô de Olho em Você
1984 – Arles

01 – Carimbó bailado (Eliane – Zé Lima)
02 – Frevo na multidão (Eliane – Maria Julia)
03 – Aperto no forró (Sidney Silva – Eliane)
04 – Canto da sereia (Sidney Silva – Eliane)
05 – Amor pra mim (Eliane)
06 – Coisa boa é forró (Eliane)
07 – Melô do menino (Zé Carneiro)
08 – Mão branca (Francisco Taylor – Eliane)
09 – Tô de olho em você (Eliane – Eliano)
10 – Sou cruel (Eliane – Eliano)

MUSICA&SOM ☝



The Monochrome Set – Lotus Bridge (2026)

The Monochrome Set – Lotus Bridge (2026)

Tracklist:☝
01 – Lotus Bridge
02 – Diaphanous
03 – The Abominations Of Hubert
04 – Jenny Greenlocks
05 – Arcadia
06 – Athanatoi
07 – Leander
08 – Map Of The Night Sky
09 – Polaris Aa
10 – Our Sweet Souls

Rush – Grace Under Pressure (Remastered) (2026)

Rush – Grace Under Pressure (Remastered) (2026)

Tracklist:
01 – Distant Early Warning (2026 Remaster)
02 – Afterimage (2026 Remaster)
03 – Red Sector A (2026 Remaster)
04 – The Enemy Within (2026 Remaster)
05 – The Body Electric (2026 Remaster)
06 – Kid Gloves (2026 Remaster)
07 – Red Lenses (2026 Remaster)
08 – Between The Wheels (2026 Remaster)

Unheilig – Liebe Glaube Monster (2026)

Unheilig – Liebe Glaube Monster (2026)

Tracklist:
01 – Revolution (Intro)
02 – Liebe Glaube Monster
03 – Wunderschön
04 – Monster
05 – Du bist meine Heimat
06 – Brot und Spiele
07 – Mein Löwe
08 – Zwischen den Welten
09 – KI – 01001011 01001001
10 – Sonnenallee
11 – Böse Geister
12 – Spiegel
13 – Nur ein kleiner Schritt
14 – Photobuch
15 – Liebe
16 – Ausblick (Outro)


POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO


Venha Cá
Caetano Veloso

Venha cá não morra
Venha amar, oi
Socorra
Quem lhe dá docura
Quem no ar, oi
Segura seu olhar
Tudo embaixo do céu
Tudo envolta do mar
Vadeia
Venha cá, oi
Na areia vem durmir
Na cama
Bem-te-vi, oi
Me chama bacuri
Gostoso
Sacudir, oi
Meu goso chegue aqui
Lua nos coqueirais
Mas você é bem mais
Bonito
Venha cá, oi
Cabrito vem me ver
Meu nêgo
Vem trazer, oi
Sossego vem dendê
Vem contro
Vem que o sol, oi
É dentro
Vem viver


Vento
Caetano Veloso

Vento, pastor da curva do mar
Vim te sentir passar
Volta do mundo
Tu és o meu lugar
Vento daqui, de longe, de lá
Meu verdadeiro lar
Voz do coqueiro
Que manda a duna andar
Quero te ver brincando entre onda e onda
Quero te ouvir cantando no bambu
Quero que me perguntes e que eu te responda
Não contes a ninguém
Esconde em teu azul
Palha da palma das asas dos anjinhos
Saia rendada, tuba, procissão
Roça na minha pele me faz carinho
Me ensina o que eu já sei
Meu mestre e meu irmão
Vento de tempo, espaço e canção
Aves de arribação
Vida da vela
Estrada do avião
Vento sem pena e sem ilusão
Sem Deus e sem razão
Bafo de estrela
Sopro no coração



Grandes álbuns do Prog-Rock: Phoenix - "Cantofabule" (1975)

 

Phoenix é mais conhecido no Ocidente como "Transsylvania Phoenix" e é uma banda que foi fundada em 1962, na cidade de Timisoara (perto da fronteira com Hungria e Sérvia), na Romênia. Eles foram pioneiros locais na música feita para o público romeno, ao abordar vários subgêneros do Rock. O caminho estilístico da banda partiu da Beat Music, evoluiu para o Psych Rock e daí para o Rock Progressivo e até o Hard Rock. Por conta de toda a ebulição política na Romênia, muitas bandas tiveram que se adaptar e adotar novos estilos. O Phoenix teve uma evolução das mais inesperadas gerando uma espécie de Etno Rock inspirado no autêntico folclore romeno. O período Beat Music pode ser fixado entre 1962-70, quando a banda foi uma das primeiras do país a tocar guitarra elétrica. Como em tantos outros grupos surgidos naqueles anos, o modelo seguido foi o da banda britânica "The Shadows" (que acompanhou o famoso cantor Cliff Richard no filme "The Young Ones", de 1961). O nome inicial da banda era "Sfintii" ("santos", em romeno), depois alterado para "Phoenix" por sugestão do guitarrista Claudiu Rotaru, para evitar problemas com as autoridades da época. Os primeiros anos foram, em grande parte, de imitação (covers) de bandas da chamada "British Invasion" e com limitada produção autoral própria. A primeira composição própria foi "Știu ca ma iubesti si tu" (tradução: "Eu sei que você também me ama"), gravada na rádio, em 1964. Do ano seguinte, datam outras duas gravações ("Bun e vinul ghiurghiuliu" e "Pădure, pădure"; tradução: "Bom é o vinho Giurghiuli" e "Floresta, floresta", respectivamente), primeiras canções do Rock Romeno inspiradas no folclore local. 
A formação passou por muitas mudanças, mas as figuras mais constantes (nesta fase) foram Nicolae Covaciu (também conhecido como Nicu Covaci, que se tornaria o grande líder da banda) nas guitarras, Béla "Kamo" Kamocsa no baixo/vocais,  Florin (Moni) Bordeianu nos vocais principais, Claudiu Rotaru nas guitarras/vocais e Ioan (Pilu) Stefanovici na bateria. Moni e Covaci foram compositores de todas as composições próprias nesta primeira fase chamada "período Beat" (houve o lançamento dos dois EPs acima, "Vremuri", em 68, e "Totuși sînt ca voi", em 69, este último em tom bastante rebelde com letras "ousadas" para a época). Em 1970, o vocalista Moni saiu para ir para os EUA e sua saída marcou o fim deste primeiro período do Phoenix. Por mais de um ano, a banda foi banida (suas gravações não puderam ser veiculadas na rádio/TV e os shows não foram autorizados). A Romênia era governada pelo ditador Nicolae Ceausescu, partido comunista, situação que perdurou entre 1967-1989. Claudiu Rotaru saiu. A banda se reduziu a Nicu Covaci (guitarras), Dorel Vintilă Zaharia (percussionista), Béla Kamocsa (baixo) e Günther Reininger (teclados e vocais). Seguiu-se um período em que a banda passou a tocar Blues-Rock e repertório com várias composições de Reininger (e letras em inglês). Uma experiência desta fase foi a adição de um segundo baterista, Eugen Gondi, virtuoso local. Depois, Béla Kamocsa saiu e foi substituído por Zoltán Kovács (líder de outra banda, o Clasicii). Pouco depois, Mircea Baniciu entrou para a formação como novo vocalista principal. Houve uma experiência teatral em que a banda participou da produção de "Tiganiada" (primeiro épico em língua romena, escrito entre 1800-12, por Ioan Budai-Deleanu, um texto heróico e também satírico antifeudal e anticlerical). Cada membro da banda interpretou uma personagem, tornando-se atores e fazendo um mini recital ao final. Foi uma experiência de muito sucesso. Já em meados de 1971, Liviu Butoi, músico de Jazz que tocava faluta, sax e oboé, também ingressou no Phoenix. Em meio a uma série de concertos, vão surgindo novas canções próprias. "Dorința" (trad.: Desejo), "Amintește-ți" (trad.: Lembrar), "Niciodată" (trad.: Nunca) e "Te întreb pe tine, soare..." (trad.: Eu te pergunto, Sol) são desta época. Parte das novas canções são numa linha mais Folk e sugerem um estilo bem específico (agregando influências do folclore arcaico). Zoltán Kovács e Dorel Vintilă Zaharia, então, saíram e foram substituídos por Josef (Ioji) Kappl (baixo) e Cornel Liuba (bateria), respectivamente. No final daquele ano, Liuba foi substituído por Costin Petrescu e, assim, a banda começaria um fase estável e esta formação (Mircea Baniciu nos vocais/guitarra de 12 cordas; Nicu Covaci nas guitarras/flauta/composições/arranjos; Josef Kappl no baixo/violino; Costin Petrescu na bateria; Valeriu Sepi nas percussões) seria a que criaria o chamado "Etno-Rock" (período 1971-77), uma ideia de ouro deles, que geraria álbuns espetaculares que permaneceriam na memória pública por muitos anos. 
Phoenix em 1972–73: Nicu Covaci, Valeriu Sepi, Mircea Baniciu, Josef Kappl e Costin Petrescu.
O ditador Nicolae Ceausescu havia em jul/71 soltado proibições a respeito da criação artística na Romênia, o que paralisou muitas bandas de repertório ocidental (governos da então "cortina de ferro" soviética tinham aversão ao Rock, que era visto como uma ferramenta capitalista norte-americana usada para corromper a mente dos jovens proletários). Foi o empurrão que faltava ao líder Nicu Covaci para decidir iniciar um novo caminho para o Phoenix. Foram três álbuns espetaculares. 
O primeiro deles (primeiro LP gravado na Romênia por uma banda romena), "Cei Ce Ne-Au Dat Nume" (trad.: Aqueles que nos deram nomes), de 73, trouxe um Psych Rock pesado, com climão Garage e Prog e os elementos étnicos/Folk. Letras em romeno, vocais únicos, musicalidade excelente, faixas que formavam uma espécie de Opera Rock (todo o lado A), sons derivados do folclore local. No lado B, apenas três canções, "Nunta" (de mais de 4 minutos), "Negru Vodã - Baladã" (de quase 15 minutos) e "Pseudo-Morgana" (de quase 7 minutos), com jams matadoras e solos celestiais. Acaba sendo um trabalho muito peculiar porque todas as partes de Prog Rock eram frequentemente misturadas à flautas, violinos, violões e extensas partes de percussão criando atmosferas étnicas. O segundo álbum, "Mugur De Fluier" (trad: Botão de Fluier, um instrumento romeno), de 74, trouxe a participação do ex-tecladista deles, Günther Reininger, e tinha o subtítulo: "uma introdução a um concerto sobre a música antiga dos romenos", aumentou a aposta no Folk Rock criativo, na essência folclórica, no aspecto artístico e de valores étnicos. Abundante e elegante uso de um particular cruzamento entre Folk Rock e as tradições romenas. Poético, de sutileza surpreendente, bem menos cru do que o primeiro álbum, resplandescente em cultura, chama artística, usando música do sul dos Balcãs e ritmos do norte, inspirações de música cigana, tudo tocado com grande sensibilidade, misturando elementos arcaicos com Art Rock. Utilizando poetas (Şerban Foarţă e Andrei Ujică) para criar as letras de grande ênfase, espécie de bordado de tal música tão exuberante e profunda, o Phoenix abre janelas para histórias imaginativas. Tudo soa como uma bela poesia, num esplêndido resultado de raízes folclóricas. "Mugur De Fluier" era leve e agradável, mas seu conceito elevava à arte com suas letras e toda a musicalidade radiante e folclórica.
"Cantofabule" (trad.: Fábulas e canções), de 75, manteve Mircea Baniciu nos vocais/violões, Nicu Covaci nas guitarras, Günter Reininger nos múltiplos teclados, Josef Kappl no baixo/violino e trouxe Ovidiu Lipan na bateria/percussão e Florian Pittis como narrador. A linda capa era obra de Elisabeta e Valeriu Sepi. Este terceiro álbum do agora sexteto é o mais apreciado por fãs do Rock Progressivo e foi o último antes da fuga do regime de Ceaucescu. Originalmente, foi um álbum duplo (quase 70 minutos) e manteve temas tradicionais romenos (e as adaptações feitas pelos poetas Şerban Foarţă e Andrei Ujică, inclusive tomando inspiração num livro de Dimitrie Bolintineanu, 1819-1872, sobre lendas e contos sobre criaturas míticas fantásticas). Alguns apontam um sentimento relacionando este trabalho ao Prog italiano, mas o Phoenix desenvolveu um projeto ambicioso misturando Folk medieval e Hard Rock liderado por uma guitarra cheia de Fuzz, que acaba gerando um Hard Prog com alternância Prog Folk, enquanto há um verdadeiro desfile de criaturas bizarras (unicórnios, sereias, dragões, pássaros estranhos etc.). A cena Prog do Leste Europeu se destaca e gera fascínio exatamente porque reúne bandas e álbuns com fortes referências étnicas. "Cantofabule" é repleto de faixas assombradas, passagens crescentes, momentos de suspense, atmosferas medievais de trovadores, reviravoltas, narração, paisagens acústicas, coral com vozes dissonantes, cravos, flautas doces, um certo espírito psicodélico aqui e ali, climas dramáticos, interações instrumentais bárbaras, mesclando Barroco e Hard Rock, referências étnicas, teclados Psych, num turbilhão fantástico de sons e emoções. Difícil descrever toda a complexidade desta obra, uma verdadeira surpresa para uma banda romena em pleno ano de 1975. Um trabalho marcante, riquíssimo e até relativamente pouco conhecido, mas único, espécie de grito de liberdade criativa (no caso, a obrigatoriedade governamental romena forçou a banda a integrar música Folk tradicional no seu som e, ironicamente, isto foi para melhor), com excelente instrumental. Se o primeiro álbum foi uma mistura de Rock psicodélico com Proto-Prog com fortes elementos do Folk romeno e o segundo álbum foi uma ópera folclórica semi-acústica ambiciosa, este terceiro álbum trouxe Rock Progressivo encorpado, repleto de influências (do Barroco aos teclados Hammond tipo Deep Purple, de momentos espaciais tipo Pink Floyd a esporros lembrando Grand Funk Railroad), um pouco menos folclore local (menos dominante, mas presente), mas com muita guitarra e muito Rock. Um trabalho entre os melhores do Prog do Leste Europeu.




P.S.: Em jun/77, um caminhão com a banda escondida em caixas consegue fugir do país, passando pela alfândega e revistas militares (Nicu Covaci já havia migrado para os Países Baixos um ano antes). A aventura envolveu outros momentos tensos em outras fronteiras, inclusive na Áustria. Mircea Baniciu permaneceu no país. Na Alemanhã Ocidental, começou um período difícil para a banda, cheio de carências e privações. Todos tentaram trabalhos diferentes e também realizaram shows mal remunerados. Moni Brodeianu voltou dos EUA (após um telefonema de Nicu) e reassumiu a função de vocalista principal. Nicu tentou que eles mantivessem o canto em romeno, mas o restante da banda entendeu melhor uma "ocidentalização" do som. Houve disputas estilísticas, houve propostas por gravações mais comerciais (todas recusadas por Nicu) e o resultado foi a separação da banda. Mas a história não parou aí e projetos paralelos, bandas satélites, reuniões ocorreram e parece que o Phoenix existe até hoje.


Grandes canções: The Cars - "You Might Think" (1984)

 

"You Might Think", canção do The Cars, apareceu em seu quinto álbum de estúdio, "Hearbeat City", de mar/84. Foi composta por Ric Ocasek com produção de Mutt Lange e banda. Ocasek fez os vocais principais. Houve lançamento de um primeiro single do álbum, um mês antes, em fev/84, exatamente trazendo "You Might Think" e ele foi ao nº. 7 das paradas nos EUA. No Reino Unido, a canção foi nº. 88 (o Cars era uma banda de Boston/MA). Seu vídeo tocou muito na MTV e trouxe gráficos de computador (uma novidade na época - foi um dos primeiros vídeo-clipes a fazer tal uso). O vídeo trazia Ocasek e a modelo Susan Gallagher numa série de encontros bem peculiares. Por exemplo, ele aparece no espelho do banheiro, dentro de um grande periscópio (que surge na banheira dela), em sua boca (como uma mosca!), como um King Kong no topo do Empire State Building, como o Robot Monster, entre outras, digamos, "encarnações". O restante da banda via aparecendo junto ou separado, ao longo do vídeo. Depois que todos aparecem numa cena no cinema, o tecladista Greg Hawkes interpreta um dentista na cena em que Ocasek martela um dente na boca da garota. Na cena do King Kong, os outros três membros (o guitarrista Elliot Easton, o baixista Benjamin Orr e o baterista David Robinson) formam pares em dois aviões e voam ao redor de Ocasek.
Orr, Ocasek e Hawkes são os três atrás; Robinson e Easton são os dois na frente
Este vídeo marcou época. Há uma versão alternativa com um final diferente. "You Might Think" ganhou o VMA (da MTV) de vídeo do ano e foi indicado ainda a mais cinco prêmios. Ganhou também vários outros prêmios em outros veículos.
You Might Think / Você Pode Pensar
You might think I'm crazy / Você pode pensar que eu sou louco
To hang around with you / Para ficar com você
Maybe you think I'm lucky / Talvez você pense que eu tenho sorte
To have something to do / Para ter algo para fazer
But I think that you're wild / Mas eu acho que você é selvagem
And inside me is some child / E dentro de mim é alguma criança
You might think I'm foolish / Você pode pensar que eu sou um tolo
Or maybe it's untrue / Ou talvez isso seja mentira
You might thinkI'm crazy / Você pode pensar que eu sou louco
But all I want is you / Mas tudo que eu quero é você

You might think it's hysterical / Você pode pensar que isso é histérico
But I know when you're weak / Mas eu sei quando você está fraca
You think you're in the movies / Você pensa que está no cinema
And everything's so deep / E tudo é tão profundo
But I think that you're wild / Mas eu acho que você é selvagem
When you flash that fragile smile / Quando você mostra esse sorriso frágil
You might thinkit's foolish / Você pode pensar que é tolice
What you put me through / O que você me fez passar
You might think I'm crazy / Você pode pensar que eu sou louco
But all I want is you / Mas tudo que eu quero é você

And it was hard, so hard to take / E foi difícil, tão difícil de ter
there's no escape without a scrape / Não há escapatória sem um arranhão
But you kept it going till the sun fell down / Mas você manteve isso indo até o sol se pôr
You kept it going / Você manteve isso indo

You might think I'm delirious / Você pode pensar que eu estou delirando
The way I run you down / A maneira como eu te coloco para baixo
But somewhere, sometimes / Mas em algum lugar, às vezes
When you're curious / Quando você está curiosa
I'll be back around / Eu estarei em volta
And I think that you're wild / E eu acho que você é selvagem
And so uniquely styled / E um estilo tão único
You might think it's foolish / Você pode pensar que é tolice
This chancy rendezvous / Este incerto encontro
You might think I'm crazy / Você pode pensar que sou louco
But all I want is you / Mas tudo que eu quero é você
All I want is you / Tudo que eu quero é você



Que fim levou? Eddie Jobson

 

Edwin Jobson (nascido em 28/abr/55, portanto hoje com 69 anos) é um músico inglês conhecido pelo uso de sintetizadores. Ele foi membro de várias bandas de Rock Progressivo, incluindo Curved AirRoxy MusicU.K. e Jethro Tull. Ele também fez parte da banda de Frank Zappa entre 1976-77. Além de seu trabalho no teclado, Jobson também foi aclamado por tocar violino. Ele ganhou o prêmio pelo conjunto de sua obra no Progressive Music Awards, de 2017. Em mar/2019, Jobson foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame como membro do Roxy Music. Jobson nasceu Edwin Jobson em Billingham, Stockton-on-Tees, Inglaterra. Ele começou a aprender piano aos 7 anos e acrescentou violino aos 8 - recebeu um "diploma de distinção" da Royal Academy of Music nesta época (imagine isto!) e tocou numa orquestra aos 12 anos. Aos 16 anos, ele se inscreveu para estudar na Royal Academy, mas sua vaga foi negada por causa de sua idade, então ele se juntou à banda local "Fat Grapple". 
Quando ele tinha 17 anos, em 1972, o Fat Grapple tocou no Curved Air e, pouco depois, Jobson substituiu Darryl Way no violino. O grupo teve algum sucesso regional com seu lançamento de 1973, "Air Cut". Eles fizeram uma turnê pela Europa, mas se separaram logo depois. Enquanto ainda estava no Curved Air, Jobson conheceu o vocalista do Roxy Music, Bryan Ferry, enquanto suas irmãs dividiam um quarto na faculdade. Jobson contribuiu para o álbum solo de Ferry, "These Foolish Things", e em 1973 Jobson substituiu Brian Eno no Roxy Music, onde ele se viu desempenhando três papéis: o de Eno, o de Ferry (que se tornou vocalista depois de inicialmente tocar piano) e o seu próprio.
Jobson permaneceu com a banda por três álbuns de estúdio  ("Stranded", de 73; "Country Life", de 74; "Siren", de 75) e inúmeras turnês antes da banda entrar em um longo hiato, em 1976. Ele também participou do álbum ao vivo "Viva!" (de 76). Ao longo da década de 1970, Jobson continuou a tocar teclado e violino para uma variedade de artistas, incluindo King Crimson, Phil Manzanera, Andy Mackay, John Entwistle, Bill Bruford e outros.
Durante a turnê no final de 1975, o Roxy Music abriu para a banda de Frank Zappa em Milwaukee/WI. Foi nessa apresentação que Jobson e Zappa se conheceram. Após o término da turnê do Roxy, Jobson passou uma semana no início de 1976 viajando com a banda de Zappa no Canadá, período durante o qual Jobson e Zappa tocaram coisas variadas juntos em quartos de hotel e nos bastidores de casas de concertos. Jobson foi então trazido ao palco com apenas alguns minutos de antecedência para realizar o que foi essencialmente uma audição diante de milhares de fãs de Zappa. Depois que o Roxy Music entrou num hiato em 1976, Jobson tornou-se muito procurado. Ele considerou uma oferta para ingressar no Procol Harum, mas acabou decidindo se tornar membro da banda de Frank Zappa. Embora Jobson tenha aparecido na capa do álbum "Zoot Allures" (1976), ele não atuou em nenhuma das faixas gravadas. Numa entrevista de 1995 para a Art Rock Magazine, Jobson explicou que Zappa sempre gravou tudo sozinho e quem estava na banda na época de seu lançamento aparecia na capa. Jobson tocou com destaque no álbum ao vivo "Zappa in New York", lançado em 1978, mas gravado em dez/76 no Palladium. Outros álbuns com gravações com Jobson são "Studio Tan", "Shut Up 'n Play Yer Guitar", "You Can't Do That on Stage Anymore, Vol. 6" e "Läther", lançado postumamente, originalmente previsto para ser lançado em 1977. Em 2009, a Vaulternative Records, gravadora de Zappa, lançou o álbum ao vivo "Philly '76", gravado no Spectrum Theatre na Filadélfia em ou/76, no qual Jobson aparece extensivamente nos teclados e violino.
Em 1977, Jobson co-fundou o supergrupo de Rock Progressivo "U.K.". Inicialmente, a banda incluía os ex-membros do King Crimson Bill Bruford (bateria) e John Wetton (baixo e vocal principal), junto com o guitarrista Allan Holdsworth. No entanto, após seu álbum de estreia (de 78) e a turnê subsequente, Bruford e Holdsworth partiram para seguir outras direções musicais. O baterista Terry Bozzio, que conhecia Jobson desde o tempo em que estiveram juntos na banda de Zappa, estava disponível e, portanto, se alistou para ingressar no U.K.. O trio lançou dois álbuns adicionais, "Danger Money" (de 79) e um ao vivo "Night After Night" (também de 79), e embarcou em uma turnê de sucesso antes da separação em 1980.
Jobson, então, foi convidado a participar do projeto solo do vocalista do Jethro Tull, Ian Anderson, que acabou sendo lançado pela Chrysalis Records em 1980 como um álbum completo do Tull, "A". Jobson, creditado como um 'convidado especial', tocou teclados, violino elétrico e foi citado no encarte como fornecendo material musical adicional. Ele permaneceu com a banda para sua turnê mundial subsequente em 1980-81. Jobson se reuniu duas vezes com o Tull, nos anos seguintes. Ele tocou teclado e violino num único show de 1985, no lugar do então tecladista da banda, Peter-John Vettese, no International Congress Centrum, em Berlim, para comemorar o 300º aniversário de Johann Sebastian Bach. Ele também apareceu como convidado surpresa no show da banda em East Rutherford/NJ, em nov/89.
Jobson foi ainda brevemente membro do Yes em 1983, após a saída do tecladista Tony Kaye. Jobson não gravou nem tocou ao vivo com o Yes. Suas únicas aparições oficiais com a banda foram em fotos promocionais e no vídeo de "Owner of a Lonely Heart", mas o vídeo foi lançado depois que Kaye voltou e Jobson saiu. Isso resultou na aparição de Jobson (embora editado tanto quanto possível) na versão original do vídeo da música. Jobson declarou em seu site que foi convidado a substituir Kaye e hesitou em fazê-lo até ouvir o novo lançamento da banda e depois ensaiar com a banda em Londres. Ele voltou para sua casa nos EUA como membro titular do Yes e começou a aprender o repertório da banda. No entanto, várias semanas depois, ele recebeu um telefonema do empresário da banda informando que Kaye estava de volta ao grupo e que os dois dividiriam as funções de teclado. Jobson recusou e deixou a banda.
Em 1983, a Capitol Records/EMI lançou o álbum solo de Jobson, "The Green Album". Metade das composições originais foram executadas em formato de banda usando músicos contratados na bateria, baixo e guitarra, enquanto a outra metade eram instrumentais executadas por Jobson sem acompanhamento (exceto o baixo em uma faixa). Vocais, teclados e violino elétrico foram executados por Jobson. Dois anos depois, Jobson fez uma mudança significativa de gênero, do Rock Progressivo para o estilo New Age com "Theme of Secrets". Este lançamento de 1985 pela gravadora Private Music foi gravado exclusivamente usando Synclavier e samples. Nesse mesmo ano, ele também compôs e executou três composições para piano na coletânea da gravadora, "Piano One". Além disso, ao longo das décadas de 1980-90, Jobson também construiu uma carreira de sucesso como compositor de trilhas sonoras para TV e filmes. Ele fez quase 100 episódios da série de TV "Nash Bridges" (1996–2001) e atuou como arranjador de música coral em dois lançamentos da Walt Disney Pictures em 2003, "The Haunted Mansion" e "Brother Bear". Jobson também compôs músicas para o mundo da publicidade, mais notavelmente o comercial "California Zephyr" da Amtrak, que apresentava Richie Havens cantando "There's Something About a Train That's Magic". Por sua trilha sonora e direção musical neste trabalho, Jobson ganhou um prêmio em 1988. Em 2000, Jobson começou seu próprio selo, Globe Music Media Arts, onde produziu/distribuiu uma variedade do que chamou de "um amálgama de outros estilos musicais um pouco mais cultos", mais notavelmente o álbum de 2000 do Bulgarian Women Choir, "Voices of Life". Em 2010, ele lançou o Zealots Lounge, um fã-clube por assinatura que oferece downloads gratuitos, ingressos para shows VIP e eventos privados em todo o mundo. Jobson comparou aqueles que participam deste programa como "patronos das artes dos tempos modernos".
Em out/2007, Jobson anunciou a formação de uma nova banda, UKZ, com Trey Gunn, Marco Minnemann, Alex Machacek e Aaron Lippert. Seu EP, "Radiation", foi lançado em mar/2009. Ainda durante 2009, ele também criou outro grupo, o "U-Z Project", com uma formação rotativa de músicos para shows. Esta banda foi a atração principal do festival NEARfest na Pennsylvania em jun/2010. Em abr/2011, Jobson e Wetton recriaram o "U.K." para uma turnê (contando com Alex Machacek nas guitarras e Marco Minnemann na bateria). Entre mai-jun/2012, a formação em trio do "U.K." (Jobson, John Wetton e Terry Bozzio) voltou para uma turnê mundial. Outras apresentações aconteceram em 2013. Ainda neste ano Jobson fez uma turnê comemorando 40 anos de carreira (recebendo no palco John Wetton, Sonja Kristina, Alex Machacek, Marco Minnemann, Aaron Lippert, Ric Fierabracci etc.). tocando canções do Curved AirRoxy MusicU.K.UKZ, etc. Em abr/2017, Jobson fez a turnê "Fallen Angels Tour" em tributo a John Wetton (falecido em jan/2017) e Keith Emerson (falecido em mar/2016). Em abr/2019, Eddie Jobson fez aquela que tem sido considerada sua última apresentação ao vivo numa reunião do Roxy Music em NYC para o R'n'R Hall of Fame




Destaque

MONA LISA ● Grimaces ● 1975

  Artista:  MONA LISA País:  França Gênero: Symphonic Prog Álbum:  Grimaces Gravadora:  Arcane Ano:  1975 Duração:  38:41 Músicos: ● Dominiq...