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| Martinho da Vila |
Balaio de Gato e de Rato
Martinho da Vila
É José
Esta vida é um barato
Agora o gato e o rato
Estão comendo no mesmo prato
O gato dá queijo pro rato
O rato dá peixe pro gato
Antigamente o gato
Com o rato não se dava
Onde estava o gato
O rato nunca ficava
Hoje os dois vivem juntos
Afanam de parceria
A dupla está formada
Um rouba e o outro vigia
É por isto
Que a nossa despensa anda vazia
Sempre tivemos ratos
Pra fazer a gente de gato e sapato
Roiam, roubavam, fugiam
Com medo do pulo do gato
Não entravam no balaio
Se escondiam num buraco
Mas agora balaio de gato
É balaio de gato e rato
Beija, Me Beija , Me Beija
Martinho da Vila
Pela própria natureza
Ela é minha mulher
Tão pureza, tão fogosa
Um botão que virou rosa
Pra ser o meu bem me quer
Beija, me beija, me beija
Não é Amelia mas lava roupa
Seca louça e me dá banho
Enxágua, me enxuga, mas se vende caro
Pois não é "preta de ganho"
Me come, se acaba, inda diz
Ora veja
Me beija, me beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija...
Ela é minha mulher
Tão pureza, tão fogosa
Um botão que virou rosa
Pra ser o meu bem me quer
Beija, me beija, me beija
Não é Amelia mas lava roupa
Seca louça e me dá banho
Enxágua, me enxuga, mas se vende caro
Pois não é "preta de ganho"
Me come, se acaba, inda diz
Ora veja
Me beija, me beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija...
Bem Feliz
Martinho da Vila
Meu samba é bem feliz
Tem a seu favor
A força da raiz
Na consagração das cores da Mangueira
Na confirmação da raça brasileira
Ritual
Carnaval
Canto natural
De grande beleza
Faz mais bela a própria natureza
A escola de samba diz
A história do meu país
Negritude não tem fronteira
Faz cantar e dançar
A humanidade inteira
O Rio lhe deu a cor
E a magia que traz o amor
Cheio de paixão
E sabedoria
Embeleza a nossa poesia
Tem a seu favor
A força da raiz
Na consagração das cores da Mangueira
Na confirmação da raça brasileira
Ritual
Carnaval
Canto natural
De grande beleza
Faz mais bela a própria natureza
A escola de samba diz
A história do meu país
Negritude não tem fronteira
Faz cantar e dançar
A humanidade inteira
O Rio lhe deu a cor
E a magia que traz o amor
Cheio de paixão
E sabedoria
Embeleza a nossa poesia
Beto Navalha, sujeito malvado
Muito respeitado
Aonde morava
Lá na Matriz a vida por um triz
Vida que eu falo
É força de expressão
Pois não se vive direito
Com ódio no peito e armas na mão
E entra ano e sai ano
E o Beto tirando
De todos tirava
Até que um dia, um tal Tião
Que a opressão já não mais suportava
Chegou pra Beto e desafiou
Vamos brigar que hoje é tudo ou nada
Partiu sem medo e pagou pra ver
Gritou bem forte quero é mais
Certo é que Beto morreu
E a gente do morro
Não tem medo mais não
Não tem medo mais
Muito respeitado
Aonde morava
Lá na Matriz a vida por um triz
Vida que eu falo
É força de expressão
Pois não se vive direito
Com ódio no peito e armas na mão
E entra ano e sai ano
E o Beto tirando
De todos tirava
Até que um dia, um tal Tião
Que a opressão já não mais suportava
Chegou pra Beto e desafiou
Vamos brigar que hoje é tudo ou nada
Partiu sem medo e pagou pra ver
Gritou bem forte quero é mais
Certo é que Beto morreu
E a gente do morro
Não tem medo mais não
Não tem medo mais

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