quarta-feira, 24 de agosto de 2022

BIOGRAFIA DE José Mário Branco








José Mário Branco

José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido como José Mário Branco[1] (Porto25 de maio de 1942 - Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico e compositor (cf. cantautorportuguês. É descrito como "um dos nomes maiores da canção portuguesa". Foi militante do Partido Comunista Português (PCP) e obrigado a exilar-se em 1963 pela ditadura do Estado Novo, até regressar da França em 1974 com a Revolução dos Cravos.[2]

Biografia

Filho de professores primários, cresceu entre o Porto e Leça da Palmeira, sendo marcado pelo ambiente luzidio e inspirador desta vila piscatória. Iniciou o curso de História, primeiro na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, não o tendo terminado.[3][4]

Expoente da música de intervenção portuguesa, começou por ser ativo na Igreja Católica. Depois aderiu ao Partido Comunista Português e foi perseguido pela PIDE, até se exilar em França, em 1963. Em 1974 regressou a Portugal e fundou o Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta!.[3][5][4][6]

Como interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor e/ou como responsável pelos arranjos musicais, José Mário Branco é autor de uma obra singular no panorama musical português. Entre música de intervençãofado e outras, são obras famosas os discos Ser solidárioMargem de Certa ManeiraA noite, e o emblemático FMI, obra síntese do movimento revolucionário português com seus sonhos e desencantos. Esta última foi proibida pelo próprio José Mário Branco de passar em qualquer rádio, TV ou outro tipo de exibição pública.[7] Não obstante este facto, FMI será, provavelmente, a sua obra mais conhecida.[5][8][6]

O seu ultimo álbum de originais, intitulado Resistir é Vencer,foi lançado em 2004 , em homenagem ao povo timorense, que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia logo após o 25 de Abril. O ideário socialista está expresso em muitas das suas letras.[9][5][6]

Trabalhou com diversos outros artistas de relevo da música de intervenção e outros géneros, nomeadamente José AfonsoSérgio GodinhoLuís RepresasFausto Bordalo DiasJanita SaloméAmélia MugeOs Gaiteiros de Lisboa e, no âmbito do FadoCarlos do CarmoCamané e Katia Guerreiro.[10][6] Do mesmo modo compôs e cantou para o teatro, o cinema e a televisão, tendo sido elemento da companhia de teatro A Comuna.[5][6]

Em 2006, com 64 anos, José Mário Branco iniciou uma licenciatura em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Terminou o 1.º ano com média de 19,1 valores, sendo considerado o melhor aluno do seu curso. Desvalorizou a Bolsa de Estudo por Mérito que lhe foi atribuída, dizendo que é «algo normal numa carreira académica».[11][3][4]

Em 2009 voltou às atuações públicas com dois concertos intitulados Três Cantos, juntando «referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português»: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto.[12][5]

Morreu aos 77 anos, de paragem cardio-respiratória, na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa.[13][3]

Discografia

A entre a discografia de José Mário Branco encontram-se: [14][15][16]

A solo

Colectivos
Com o GAC - Vozes na Luta[20]

Colaborações

Espectáculos

Teatro

Grupo de Teatro da Liga [29]
Groupe Organon[26]
  • La Comune de Paris
  • O racismo
  • A jovem poesia inglesa e americana
Comuna[26]
Teatro do Mundo [30]
  • A secreta família (1979)
  • O guardião do rio (1980)
  • Ser solidário (1981)
  • Cogumelos (1981)
  • A gaivota (1982)
  • Ano IV D.C. (Calígula, de Camus) (?)
  • Balanço I (?)
  • Terramoto no Chile (?)
Outras participações

Cinema

Colaborou com vários realizadores tendo desempanhado várias funções, nomeadamente actor, compositor e voz-off: [37][29]

Rádio

Prémios





 



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